A McDonald’s vai deixar de usar copos e embalagens de espuma de poliestireno – mais conhecida como esferovite em Portugal e isopor no Brasil – até ao final do ano.

“O impacto ambiental das nossas embalagens é uma prioridade máxima”, escreveu a empresa no seu site. “Planeamos eliminar as embalagens de esferovite do nosso sistema global até ao final de 2018.”

“Embora apenas cerca de 2% das nossas embalagens, por peso, sejam atualmente feitas de esferovite, acreditamos que este pequeno passo é importante no nosso caminho.”

A cadeia de fast-food também anunciou que planeia utilizar materiais de fontes recicladas e certificadas para todas as suas embalagens de fibras naturais até 2020.

A medida é aguardada há muito tempo pelos ambientalistas, que lembram que já passaram quase 27 anos desde que a McDonald’s tomou uma decisão semelhante, proibindo as embalagens de esferovite para os seus hambúrgueres e outros produtos. “Apreciamos o que a McDonald’s fez”, disse Conrad MacKerron, vice-presidente sénior da fundação As You Sow. “Demorou muito tempo, mas é melhor tarde do que nunca.”

Há esperanças de que a decisão da gigante de fast-food inspire outras empresas a fazer o mesmo.

Em 2017, a ilha de Maui, no Havai, aprovou uma proposta de lei que proíbe a venda e a utilização de embalagens e copos de esferovite para bebidas e comida takeaway.
Foto: Reuters


Os fabricantes de cosméticos e produtos de cuidado pessoal já não podem adicionar pequenas peças de plástico, conhecidas como “micropartículas”, aos seus produtos no Reino Unido e no Canadá, depois de as proibições anunciadas por ambos os países terem entrado em vigor no princípio de janeiro.

Numa primeira fase, foi proibido o fabrico de gel de duche, pasta de dentes, esfoliantes, entre outros produtos, com estas micropartículas, sendo que a proibição da sua venda entrará em vigor em julho.

Estima-se que existam cinco biliões de peças de plástico a flutuar nos oceanos. As micropartículas representam uma percentagem pequena mas importante destes plásticos, sendo uma forma de poluição fácil de prevenir.

As micropartículas de plástico que usamos nos nossos produtos e escorrem pelo ralo não podem ser filtradas pelas estações de tratamento de águas residuais, devido ao seu tamanho muito reduzido.

Consequentemente, vão parar aos rios, lagos e ao mar, onde são facilmente ingeridas por peixes e outros animais aquáticos, juntamente com as substâncias tóxicas que nelas se podem acumular, prejudicando a vida selvagem e entrando na cadeia alimentar.

“Se alguém comer seis ostras, é provável que tenha ingerido 50 partículas de microplástico”, avisou Mary Creagh, responsável do Comité para a Auditoria Ambiental do Reino Unido. Um relatório do mesmo comité também revelou que um só banho pode originar a entrada de 100 mil pequenas peças de plástico no oceano, graças à utilização de produtos de higiene com micropartículas deste material.

“As micropartículas persistem – as que se encontram nos nossos oceanos ficarão lá durante séculos”, explicou Tisha Brown, da Greenpeace.



“Os oceanos estão entre os nossos bens naturais mais valiosos e eu estou determinada a que ajamos agora para fazer frente ao plástico que devasta a nossa preciosa vida marinha”, disse a ministra britânica do Ambiente, Thérèse Coffey.
As micropartículas são totalmente desnecessárias, quando existem tantas alternativas naturais disponíveis, e eu congratulo-me com o facto de, a partir de hoje, os fabricantes de cosméticos não poderem adicionar este plástico prejudicial aos seus produtos”, declarou a ministra.

“Esperamos que esta proibição assinale o despertar de uma nova era na luta por oceanos mais limpos e saudáveis”, afirmou Dilyana Mihaylova, da Fauna & Flora International.

Contudo, existem produtos com micropartículas de plástico, como os detergentes, que não são abrangidos pelas novas proibições. “Existem imensos produtos que contêm ingredientes microplásticos que não estão incluídos na proibição, os quais continuarão a ser fabricados e vendidos. O próximo passo deveria ser considerar alargar-se o âmbito da proibição a mais produtos, como os protetores solares e maquilhagem de uso corrente.”

As micropartículas de plástico também já foram proibidas nos EUA e na Nova Zelândia.
Foto: MPCA/Flickr


O governo da Noruega comprometeu-se a encerrar a indústria de produção de peles até 2025, fechando as 300 quintas do país - onde cerca de 1 milhão de raposas e visons são criados por causa das suas peles.

A decisão é o resultado de 28 anos de protestos e campanhas contra o uso de peles realizados pela organização de defesa dos direitos dos animais norueguesa (NOAH).
"Estamos muito contentes por ver um compromisso inequívoco por parte do governo norueguês para proibir todas as quintas de produção de peles", disse Ruud Tombrock, diretor executivo da Humane Society International.

Nos últimos meses, marcas de moda de luxo, como a Gucci, retiraram as peles das suas coleções, o que demonstra o declínio do uso de peles de animais na moda. "Os consumidores estão a virar as costas ao comércio sangrento das peles", disse Tombrock. "E é por isso importante que os políticos noruegueses permitam que a Noruega se junte à lista crescente de países compassivos que recusam a cruel produção de peles dentro das suas fronteiras".

Com este passo, a Noruega juntou-se ao grupo de países que já decretaram proibições totais ou parciais das quintas de produção de peles de animais, entre os quais o Japão, a República Checa, a Índia e a Croácia.

Foto: Fabian Bimmer | Reuters

lobo

Pela primeira vez em mais de 100 anos, foi descoberto um lobo selvagem na região da Flandres, no norte da Bélgica. Após séculos de perseguição, há alcateias a voltarem a estabelecer-se em diversos países europeus e têm sido observados lobos na Dinamarca, Holanda e no Luxemburgo.

“O nosso país era o único da Europa continental que não tinha sido visitado por um lobo”, desde que estes animais começaram o recolonizar o continente, declarou o grupo ambiental Landschap.

Desde a Convenção de Berna de 1979, o lobo passou de inimigo público a espécie protegida como “um elemento fundamental do nosso património natural europeu”, conta a agência de notícias francesa AFP.

O lobo detetado na Flandres possuía uma coleira localizadora, o que permitiu a sua identificação como um animal proveniente da Alemanha. O mesmo lobo tinha sido avistado, por volta do Natal, nos Países Baixos.

“Nos últimos dias, o lobo permaneceu perto da cidade flamenga de Beringen e da base militar de Leopoldsburg. O animal percorreu 500 km em dez dias”, disse o Landschap.

A presença do lobo em território belga foi saudada como uma excelente notícia pelos grupos conservacionistas, que pedem ao governo para adotar uma estratégia que encoraje o regresso da espécie ao país, incluindo indemnizações para os agricultores cujo gado possa ser atacado.

Em 2011, já tinham sido captadas imagens do que parecia ser um lobo, à noite, no sul do país, mas o avistamento não chegou a ser confirmado.

Segundo Farid Benhammou, especialista em predadores, em países como a Roménia e a Polónia, onde sempre viveram lobos, as pessoas encaram os ataques às ovelhas “como um acidente, como um rebanho que caiu numa ravina”. No entanto, nas zonas recentemente colonizadas pela espécie – como em França e em algumas regiões de Itália e Espanha – existem grandes tensões, especialmente com os agricultores.


O Belize aprovou uma lei que põe fim à exploração petrolífera nas suas águas para proteger o seu famoso recife de coral.

O Recife de Coral do Belize é uma secção com 300 km de comprimento da Barreira de Coral Mesoamericana, a segunda maior do mundo – precedida apenas pela Grande Barreira de Coral da Austrália – e o lar de quase 1400 espécies, incluindo vários animais ameaçados, como a tartaruga-de-escamas, o manatim e algumas espécies de tubarão. O Recife do Belize faz parte da Lista do Património Natural em Perigo da UNESCO desde 2009.

“Esta decisão é extremamente importante”, disse Chris Gee, da organização WWF. “Mostra que o Belize, um país em desenvolvimento, está preparado para colocar os seus cidadãos e o ambiente em primeiro lugar.”

A decisão do primeiro-ministro belizense, Dean Barrow, de estabelecer esta moratória por prazo indefinido assinala a primeira vez que um país em desenvolvimento tomou um passo tão significativo para proteger os seus oceanos da exploração e extração de petróleo, conta o The Guardian.

O turismo e pescas sustentam, direta ou indiretamente, metade da população do país, cerca de 190 mil pessoas. Como a sua principal atração turística, o recife tem um papel preponderante na economia do Belize.

“A legislação para parar a exploração offshore de petróleo no Beize é uma decisão extremamente sábia”, declarou Ralph Capeling, coproprietário do Splash Dive Center. “O potencial económico do recife ultrapassa claramente o valor de quaisquer possíveis descobertas.”

Há esperanças de que a decisão do país da América Central inspire outros a fazer o mesmo. “Como um mergulhador ávido há mais de 35 anos, acho que seria extraordinário se outros países seguissem o exemplo do Belize e dessem passos positivos, como proibir a exploração offshore de petróleo”, comentou John Searle, proprietário da Sea Sports Belize.
Foto: Adam/Flickr
Bolo de bolacha

Quem não gosta de bolo de bolacha? Com estas cinco receitas aprenda a fazer um bolo de bolacha numa versão vegan, sem lactose nem ovos.
Experimente!

Bolo de bolacha vegan com natas de soja


Foto: The sweetest strawberry
Visite a receita aqui.

Bolo de bolacha vegan na Bimby


Foto: Receitas na Bimby
Visite a receita aqui.

Bolo de bolacha vegan com creme de manteiga vegetal


Foto: Not Guilty Pleasure
Visite a receita aqui.

Bolo de bolacha vegan com leite de coco (receita em inglês)


Foto: Vegan Miam
Visite a receita aqui.

Bolo de bolacha vegan com alfarroba


Foto: Green Food
Visite a receita aqui.


1ª foto: Jones Brothers Coffee
Grande Muralha da China

A China anunciou que planeia plantar, em 2018, novas florestas que cobrirão pelo menos 6,6 milhões de hectares, uma área que tem aproximadamente o tamanho da República da Irlanda.

A Administração Florestal do Estado quer aumentar o número de hectares de floresta de 21,7% da área terrestre total para 23%, até 2020, e para 26%, até 2035.

O país espera com esta e outras medidas livrar-se da sua imagem de poluidor e tornar-se um líder mundial em proteção ambiental.

“As empresas, organizações e talentos que se especializam no trabalho de reflorestação estão todos convidados a participar na enorme campanha de ecologização do país”, convidou Zhang Jianlong, dirigente da administração. “A cooperação entre o governo e o capital social será posta na lista de prioridades.”

Em 2014, o país declarou “guerra à poluição”, tendo priorizado a punição das empresas poluidoras e dos infratores das normas ambientais, a expansão florestal e a limpeza de rios poluídos. O país também tem apostado na preservação da vida selvagem, anunciando planos para a criação de um parque nacional de 1,5 milhões de hectares para proteger o leopardo-de-Amur e o tigre-siberiano e proibido o comércio doméstico de marfim.

As novas áreas florestais serão criadas na província de Hebei, na província de Qinghai e no deserto de Hunshandake, conta o The Telegraph.

Segundo Zhang Jianlong, o país gastou mais de 538 mil milhões de yuan (68 mil milhões de euros) na plantação de florestas nos últimos cinco anos, aumentando o total de área florestal para 208 milhões de hectares.

O governo também está a promover o programa “linha vermelha ecológica” para forçar as províncias e regiões a deter o “desenvolvimento irracional” e a construção perto de florestas, rios e parques nacionais.
Estátua da Liberdade

A cidade de Nova Iorque planeia desinvestir 5 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros) nos combustíveis fósseis e processar, por danos ambientais, cinco das empresas petrolíferas mais poderosas do mundo – BP, Exxon Mobil, Chevron, ConocoPhillips e Shell.

As autoridades municipais definiram a meta de alienar os capitais dos fundos de pensões da cidade investidos em empresas de combustíveis fósseis num prazo de cinco anos, uma medida que, segundo as mesmas, poderia estar “entre os esforços de desinvestimento mais significativos no mundo até à data”.

“A cidade de Nova Iorque está a atuar em defesa das gerações futuras ao tornar-se a primeira grande cidade dos EUA a desinvestir os nossos fundos de pensões nos combustíveis fósseis”, disse o presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio. “Cabe às empresas de combustíveis fósseis, cuja ganância nos colocou nesta posição, arcar com o custo de tornar Nova Iorque mais segura e resiliente.”

Perante o anúncio destes planos, Bill McKibben, cofundador da organização 350.org, comentou, num artigo para o The Guardian: “[Nova Iorque] estava agora em guerra com a sua indústria mais rica. E, da noite para o dia, a batalha para salvar o planeta passou de amplamente política para amplamente financeira.”

Scott Stringer, dirigente da agência de controlo financeiro da cidade, admitiu que o desinvestimento será “complexo” e que levará tempo, mas disse que os fundos de pensões da cidade poderiam promover a sustentabilidade, protegendo, ao mesmo tempo, a reforma dos professores, agentes da polícia e outros funcionários públicos. O desinvestimento ocorrerá após uma análise do impacto financeiro da decisão.

A transição exponencial para uma economia livre de combustíveis fósseis é imparável e os governos locais têm um papel crítico a desempenhar. Não há tempo a perder. É, portanto, extremamente encorajador ver a cidade de Nova Iorque tomar a iniciativa hoje”, declarou Christiana Figueres, antiga responsável das Nações Unidas para o clima.

Nova Iorque junta-se assim a outras cidades, como Washington DC e a Cidade do Cabo, nos seus esforços de desinvestimento. O estado de Nova Iorque também anunciou que está a investigar como desinvestir nos combustíveis fósseis.


A atriz Catherine Deneuve e outras 99 mulheres proeminentes em França denunciaram a campanha #Metoo, contra o assédio é sexual, que ganhou força depois dos escândalos de Harvey Weinstein e dos abusos sexuais em Hollywood. Segundo estas mulheres, os homens estão a ser injustamente acusados de má conduta sexual, sendo que a campanha é demasiado "puritana" e tem por base o "ódio aos homens".

"Esta vontade de mandar os homens para o matadouro, em vez de ajudar as mulheres a serem mais autónomas, ajuda os inimigos da liberdade sexual", escreveram estas mulheres numa carta aberta publicada no Le Monde.
“A violação é um crime. Mas cortejar de forma insistente ou inconveniente não é um delito, nem o galanteio é uma agressão machista”, afirmam na carta.

"Esta justiça vigilante já tem as suas vítimas, os homens que foram castigados e forçados a demitirem-se, quando tudo o que eles fizeram foi tocar num joelho ou tentar roubar um beijo", escreveram as 100 mulheres. "Defendemos o direito à importunação, que é vital para a liberdade sexual", acrescentam.

A feminista Caroline De Haas e mais de 30 ativistas franceses dos direitos das mulheres criticaram fortemente esta carta aberta, num texto publicado no Francetvinfo (site de uma televisão francesa.). As ativistas acusaram Catherine Deneuve e as outras signatárias da carta de estarem a usar a exposição nos meios de comunicação para tornarem a violência sexual "normal".

"Com aquele texto estão a tentar reconstruir o muro de silêncio que começámos a destruir", escreveram as ativistas. "Parecem aquele tio chato nos jantares de família" que não percebeu que o mundo está a mudar, afirmaram.

"Quando a igualdade avança um milímetro, as almas bondosas alertam-nos imediatamente para o facto de que arriscamos todos cair em excesso", afirmaram, alertando para o facto de que em França, acontecerem "centenas" de casos de violação e assédio sexual.
"As signatárias da carta confundem deliberadamente a relação de sedução, com base no respeito e prazer, com a violência", escreveram. Este é "um artigo para defender o direito de se agredir sexualmente as mulheres e para se insultar as feministas", denunciou Caroline de Haas (que foi violada quando tinha 15 anos).

"Catherine Deneuve e outras mulheres francesas contam ao mundo como a sua misoginia interiorizada as lobotomizou de forma irreversível", escreveu no Twitter Asia Argento, que acusou Harvey Weinstein de a ter assediado sexualmente, nos anos 90.

Em março, Deneuve já tinha estado envolvida numa polémica ao defender na televisão o cineasta Roman Polanski, acusado de ter violado uma jovem de 13 anos, nos Estados Unidos.





Pizzas vegans – Lidl (390g)


Ingredientes (Pizza Vegan Bruschetta): farinha de trigo, 26% tomate triturado, 17,1% tomate em cubos, água, 5,8% cebola, 5,7% tomate parcialmente desidratado, margarina [óleo de colza, matérias gordas vegetais (karité, coco), água, emulsionantes: lecitinas (girassol), mono e diglicéridos de ácidos gordos; sal, acidificante: ácido cítrico], óleo de colza, levedura de panificação, açúcar, sal, fermento de trigo seco (farinha de trigo, levedura), cebola em pó, alho granulado, extrato de malte de cevada, pimenta-preta, mangericãao, oregãoss, farinha de malte torrada (trigo, cevada), cenoura em pó, sumo de limão cconcentrado, amido modificado de batata.

Ingredientes (Pizza Vegan Verdura): farinha de trigo, 20% tomate triturado, 18% espinafre, água, 12,8% tomate cereja, 7,7% cogumelos, margarina [óleo de colza, matérias gordas vegetais (karité, coco), água, emulsionantes: lecitinas (girassol), mono e diglicéridos de ácidos gordos; sal, acidificante: ácido cítrico], óleo de colza, açúcar, sal, levedura de panificação, orégãos, fermento de trigo seco (farinha de trigo, levedura), farinha de malte de cevada, farinha de malte torrada (trigo, cevada), alho granulado, cebola em pó, amido modificado de batata.


O melhor:
A Pizza “Vegan Bruschetta” é ótima;
A massa das duas pizzas é muito boa;
Não têm óleo de palma;
Uma opção 100% vegetal (vegan) para uma refeição rápida;
Bom preço;
O cartão das caixas da pizza é certificado pela FSC.

O pior:
O sabor da Pizza “Vegan Verdura” podia ser melhor: é bastante insossa e tem demasiados espinafres;
Ambas as pizzas levam açúcar (para quem não pode comer açúcar).

Preço: 1,49€ (Lidl)

Aprenda a fazer pizzas 100% vegetais aqui.