Com as festividades, aumenta a quantidade de embalagens de plástico e sacos, comida desperdiçada, papel de embrulho, fitas e laços que acabam no lixo.

Os produtos e embalagens de plástico que usamos durante pouco tempo estão a poluir as nossas praias, rios, oceanos e a colocar a fauna aquática em risco. Até 2050, haverá mais plástico do que peixes (por peso) no mar e 99% das aves marinhas terão este material no seu aparelho digestivo.

Aqui está uma lista com 5 dicas que o podem ajudar a reduzir a quantidade de plástico que usa durante esta época festiva. Boas festas!



1 Diga não às decorações de plástico. Não utilize flocos de neve artificial, que costumam ser feitos de plástico. Em vez de decorar o pinheiro com enfeites de plástico, dê asas à sua criatividade: enfeite-o com origami, grinaldas de pipocas e arandos, pinhas, bolachas, bonecos de feltro ou madeira, etc. Opte por decorações reutilizáveis em vez de descartáveis. Evite os enfeites com purpurina.


Foto: Homemade Christmas

2 Não compre presentes que vêm embalados em plástico. Procure prendas sem embalagens ou ofereça “experiências”, como bilhetes para um concerto, peça de teatro ou evento desportivo, massagens, um jantar num restaurante, etc.

3 Embrulhe os seus presentes com materiais naturais. Não utilize fita plástica para embrulhar (que pode ter um impacto devastador). Use cordel, ráfia natural, tecido ou papel para decorar as suas prendas. Também pode usar jornal, papel reciclado ou até mesmo tecido para embrulhar as suas prendas.



4 Diga não aos talheres, copos e pratos descartáveis de plástico. Embora as suas cores e desenhos possam parecer festivos, estes produtos, que usamos durante apenas alguns minutos, demorarão séculos a decompor-se. Utilize copos, pratos e talheres convencionais nas festas.

5 Não ofereça brinquedos de plástico. Opte por comprar brinquedos de madeira, tecido ou papel reciclado e, sempre que puder, dê preferência aos artigos de produção artesanal e local.



Durante dezembro e janeiro, pode visitar no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, uma exposição sobre brinquedos populares. Ao mesmo tempo, os mais novos podem também aprender a construir uma bola de trapos, uma bufa gato ou mesmo uma cadeira com giestas.

O UniPlanet falou com Ângela Alves, do Serviço Educativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que nos falou sobre esta iniciativa.


UniPlanet (UP): O que podemos ver durante a Exposição “Brinquedo Popular”?

De 6 de dezembro a 7 de janeiro 2018 podemos ver o espólio da Associação Desportiva e Recreativa do Loureiro, constituído por um conjunto de 30 quadros e diversos brinquedos manufaturados pelas mãos de crianças ou pelos adultos mais próximos, de entre os quais bonecas de trapo, um baloiço ou uma trotineta, todos fruto de um trabalho e recolha nos anos 90, sob a orientação do professor João Amado.
Esta mostra pretende que cada adulto recorde a sua infância e que os mais novos possam perceber a riqueza deste valioso património. Permite também estabelecer uma interessante ligação com o acervo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, parte do mesmo está patente na exposição permanente “Freiras e Donas de Santa Clara: Arqueologia da Clausura”. Falamos de miniaturas ou brinquedos, pequenos utensílios, bonecos e apitos que testemunham a vertente lúdica de uma comunidade na qual não faltavam os elementos de idade mais jovem.

No domínio dos brinquedos tradicionais populares, João Amado considera-os como reveladores dos “efeitos multidimensionais da descoberta e da conquista do mundo pela criança através de tais objetos, cuja construção era já, em si, brincadeira ou jogo”. Na verdade, refere que a confeção e uso do brinquedo tradicional popular proporciona uma “verdadeira introdução ao mundo”, já que permite aprendizagens tão diferentes como a capacidade de andar sobre o mundo, que os carros de rodas, as andadeiras e o jogo do arco propiciam, da capacidade de sobrevivência simbolizada pelo arco e a flecha, do amor e do afeto que advêm do brincar com as bonecas, da linguagem através do telefone de cordel, do empenho na vida pelo trabalho, que as miniaturas de alfaias e carros de bois potenciam, das regras provenientes do jogo do pião, etc., etc.

“Produzindo e utilizando estes brinquedos toda a criança foi equilibrista e pintora, ceramista e botânica, arquiteta e caçadora, lavradora e escritora, tecedeira e investigadora....e tudo o mais quanto pôde aprender na principal das suas escolas – a RUA!”

A exposição tem coorganização da Direção Regional de Cultura do Centro e do Instituto de Apoio à Criança.




UP: Para além da exposição, vão ter também oficinas pedagógicas sobre o brinquedo popular. Querem falar-nos um pouco sobre o programa para estes dias?

Ao todo programámos quatro oficinas que são em suma a componente prática da exposição, no entanto o elevado número de inscrições e o interesse de pais e filhos, verificados logo na 1ª sessão realizada no passado dia 6 de dezembro, levou-nos a aumentar o numero de oficinas para seis. Irão decorrer em dezembro nos dias 12, 14 e 16, e em janeiro nos dias 6 e 7.

12 e 14 dez. | das 14h às 16h
Construção e exploração de Brinquedos Populares
- bolas de meias; gaita de pau de loureiro; cadeira de giesta; barquinho de casca de noz; cama do gato; bufa gato…
- jogo das latas / saltar à corda / tração da corda (em linha) / saltar ao elástico…
Público-alvo: alunos do 1ºCiclo / seniores
Local: Memorial à água do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Participantes: min. 25 e máx. 30
Duração: sessões de 30 min. cada

16 de dez. (14h30 às 17h) e 6 e 7 de jan. (14h às 17h)
Construção de Brinquedos Populares
- bolas de meias; gaita de pau de loureiro; cadeira de giesta; rabo de bacalhau…
Público-alvo: publico em geral
Local: Memorial à água do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Participantes: min. 25 e máx. 30




UP: Porque é importante para o Mosteiro de Santa Clara abordar esta temática?

Num tempo de globalização, onde tudo está à mão de todos em todos os lugares do mundo e se joga e brinca de uma forma virtual ou tendo por parceiros ou adversários outros desconhecidos, ao contrário de ontem em que os pares de brincadeira eram recrutados de véspera na rua ou no lugar, ou chamados espontaneamente, pretendemos abordar esta temática no âmbito da missão educativa que o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha tem e ambicionamos dar a conhecer a sua relação com o acervo do Mosteiro (miniaturas ou brinquedos, pequenos utensílios, bonecos e apitos).



UP: Precisamos de nos inscrever? Onde podemos encontrar mais informação sobre a exposição e as oficinas?

Todas as atividades têm entrada livre e estão sujeitas a marcação prévia para o e-mail semscv@drcc.gov.pt ou telefone 239 801 160. Mais informação no Facebook ou no site da Direcção Regional de Cultura do Centro.



Fotos: Mosteiro de Santa Clara-a-Velha


Durante a Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA 3) em Nairobi, no Quénia, diversos países comprometeram-se a lutar por um planeta livre de poluição, aprovando resoluções e emitindo uma declaração para prevenir, mitigar e gerir a poluição do ar, da água e do solo e, desta forma, melhorar as vidas de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo.

“A ciência que vimos nesta assembleia mostra que temos feito um trabalho tão mau a cuidar do nosso planeta que temos muito pouca margem para cometer mais erros, disse Edgar Gutiérrez, ministro do Ambiente e Energia da Costa Rica e presidente da UNEA 3.

“Com as promessas aqui feitas, estamos a transmitir uma mensagem forte de que vamos dar ouvidos à ciência, mudar a forma como consumimos e produzimos, e combater a poluição em todas as suas formas no mundo”, declarou.

Durante o evento, que teve a duração de três dias, o Chile, Omã, África do Sul e Sri Lanka juntaram-se à campanha #CleanSeas da ONU. O Sri Lanka prometeu proibir os produtos descartáveis de plástico a partir de 1 de janeiro de 2018, fomentar a separação e reciclagem dos resíduos e livrar as suas costas e oceano de poluição até 2030. No total, já são 39 os países que aderiram à campanha #CleanSeas.

A Colômbia, Singapura, Bulgária, Hungria e Mongólia juntaram-se à campanha #BreatheLife, comprometendo-se a reduzir a poluição atmosférica para níveis seguros até 2030. A este compromisso, Singapura acrescentou a promessa de reforçar as suas normas relativas às emissões poluentes.


Todos os anos, despejamos mais de 8 milhões de toneladas de plástico nos nossos oceanos

A assembleia aprovou 13 resoluções não vinculativas e três decisões, que incluem medidas para combater o lixo marinho e os microplásticos, prevenir e reduzir a poluição atmosférica e do solo, acabar com o envenenamento por chumbo causado pelas tintas e baterias, proteger os ecossistemas aquáticos da poluição, entre outras.

Se todas as promessas feitas durante a reunião forem cumpridas, mais 1,49 mil milhões de pessoas respirarão ar limpo, 480 000 km (ou cerca de 30%) das zonas costeiras do mundo ficarão limpos e serão investidos milhares de milhões de euros em investigação, desenvolvimento e programas inovadores para combater a poluição.


Vídeo: Acha que é um perito a combater a poluição? Junte-se à campanha #BeatPollution

“Hoje, colocamos a luta contra a poluição no topo das agendas políticas mundiais”, disse Erik Solheim, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente. “Temos uma longa batalha à nossa frente, mas a reunião mostrou que existe uma genuína apetência por mudanças positivas significativas.”

“Contudo, isto não se reduz à ONU e aos governos. O enorme apoio que temos visto por parte da sociedade civil, das empresas e dos indivíduos – com milhões de compromissos para acabar com a poluição – mostra que este é um desafio global, para o qual existe um desejo global de vencer esta batalha em conjunto.”

A campanha #BeatPollution reuniu quase 2,5 milhões de assinaturas de governos, empresas, grupos da sociedade civil e indivíduos que se comprometeram a reduzir a poluição em todas as suas formas.



A degradação ambiental causa quase uma em cada quatro mortes no mundo, ou 12,6 milhões por ano, assim como a destruição generalizada dos ecossistemas. A poluição atmosférica é o maior risco ambiental para a saúde, sendo responsável por 6,5 milhões de mortes por ano.

A exposição ao chumbo nas tintas causa danos cerebrais a 600 mil crianças anualmente. Os nossos mares já contêm 500 zonas mortas, onde o nível de oxigénio é demasiado baixo para a maioria dos organismos aquáticos. Mais de 80% das águas residuais do mundo são libertadas no ambiente sem tratamento adequado, envenenando os campos onde cultivamos a nossa comida e os lagos e os rios que fornecem água para consumo a 300 milhões de pessoas.

Os custos financeiros associados à poluição, doenças e segurança social também são substanciais, concluiu um relatório recente, que apontou para perdas anuais no valor de cerca de 4,6 biliões de dólares (cerca de 4 biliões de euros), ou mais de 6% da economia mundial.

“Tínhamos duas missões nesta assembleia", declarou Ibrahim Thiaw, subdirector do Programa das Nações Unidas para o Ambiente. "Uma delas [chegar a acordo relativamente às medidas a tomar] foi concluída. Quanto à segunda, temos de a começar amanhã.”


A associação ANIMAL vai entregar uma petição com 16 mil assinaturas, no primeiro trimestre de 2018, ao presidente da Assembleia da República a solicitar a proibição de animais nos circos.

A ANIMAL promoveu, ontem, no parlamento a audição pública "Por um Circo Mais Humano", com a presença dos deputados do PAN, Bloco de Esquerda, Partido Ecologista Os Verdes e PS, para sensibilizar a sociedade civil para o problema dos animais nos circos.
A petição pretende sensibilizar os grupos parlamentares a avançarem com projetos que impeçam a utilização de animais nos circos.
Até ao momento ainda não foi criado em Portugal um santuário ou rede de acolhimento para os animais dos circos.

Em países como a Itália, a Holanda, a Bélgica e a Áustria a legislação já proíbe a utilização de animais nos circos, assim como em Madrid.
Algumas salas de espetáculos como o Coliseu do Porto e de Lisboa passaram a acolher apenas espetáculos sem animais.
O PAN vai apresentar, no dia 21 de dezembro, um Projeto-Lei para abolir a utilização de animais nos circos.

Veja também:
Vídeo chocante mostra vida de animais do circo quando não estão em digressão
O que acontece a um urso antes de aparecer no circo


O Museu de História Natural vai deixar de vender garrafas de água de plástico nas suas instalações em Londres e em Tring, para ajudar a “reduzir o dilúvio de plástico nos nossos oceanos”.

A instituição, que já tinha deixado de oferecer palhinhas de plástico nos seus cafés, irá promover o acesso dos visitantes a bebedouros e encorajar as pessoas a reutilizarem as suas garrafas e copos, em vez de comprarem produtos descartáveis.

A decisão do museu tem como pano de fundo a preocupação crescente dos cientistas e ambientalistas com o impacto dos resíduos plásticos nos oceanos.

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são despejadas no oceano e, a cada minuto, um milhão de garrafas de plástico são compradas no mundo – a maioria das quais acaba nos aterros ou no oceano.

“É vital que instituições científicas como o Museu assumam a liderança na luta para compreender e proteger o mundo natural”, disse Ian Owens, diretor de ciência do Museu. “A poluição de plástico está a ter um efeito devastador em muitas espécies marinhas e nos ecossistemas que sustentam a vida na Terra. Milhões de garrafas descartáveis de plástico são compradas todos os dias, só no Reino Unido, e milhares de milhões acabam no mar todos os anos.”

“Nós estamos a fazer a nossa parte para encorajar uma mudança coletiva de estilo de vida, que ajudará a reduzir o dilúvio de plástico nos nossos oceanos”, declarou.

Em 2014, um estudo realizado por cientistas do Museu de História Natural, em colaboração com a Universidade Royal Holloway de Londres, revelou a dimensão da poluição causada pelos plásticos no rio Tamisa e os níveis deste material nos estômagos dos peixes do rio.
Quinoa Portuguesa

A Quinoa Portuguesa é um produto de produção 100% portuguesa, fruto do investimento de três jovens empreendedores num projeto que promove um estilo de vida saudável e equilibrado.

O UniPlanet falou com Dora Vaz de Figueiredo para conhecer este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Quinoa Portuguesa?

A ideia da Quinoa Portuguesa surgiu em 2013 quando a FAO elegeu esse ano como o Ano Internacional da Quinoa e um dos fundadores, o Dr. Carlos Conceição, se interessou por este superalimento questionando-se sobre a possibilidade de o cultivar em Portugal. A ele juntaram-se dois dos outros fundadores, Nuno Rodrigues e Filipe Figueiredo, juntos começaram a estudar de que forma a Quinoa poderia ser produzida em Portugal. O passo seguinte foi encontrar um fornecedor de sementes de Quinoa, em França e na Dinamarca encontrámos finalmente fornecedores que nos cederam algumas variedades e que testámos inicialmente na Covilhã. As variedades vingaram pelo que decidimos avançar para o nível seguinte e testar a Quinoa a uma escala maior. Neste ponto juntou-se o outro fundador, Filipe Carvalho, e fizemos várias tentativas de cultivar duas variedades de Quinoa em Barcelos, usando várias técnicas, em várias datas de sementeira. Finalmente em 2016 obtivemos uma colheita com interesse comercial e fundámos a Quinoa Portuguesa.


UP: Onde é cultivada?

A Quinoa Portuguesa é cultivada em Negreiros, freguesia de Barcelos.




UP: Como se cozinha a quinoa?

Lave sempre a Quinoa antes de cozinhar. A Quinoa contém saponinas, uma substância inofensiva que pode dar um travo amargo aos cozinhados. Coloque a Quinoa numa taça com água durante alguns minutos e, depois, passe por água corrente. Repita, se necessário, até a água ficar transparente. Para Cozinhar a Quinoa, deverá adicionar duas medidas de água a ferver para uma de Quinoa. Ou seja, se colocar uma chávena de Quinoa, deve adicionar duas chávenas de água. Depois é só deixar cozinhar durante 12 a 15 minutos ou até a água evaporar. Cuidado para não deixar a Quinoa cozinhar demasiado ou vai ficar com uma consistência mole e empapada. Preste atenção ao aspeto da Quinoa. Quando estiver transparente com umas linhas esbranquiçadas em torno do grão está cozida. Ainda assim, vá provando os grãos para garantir que obtém a consistência desejada. Depois de cozida, pode escorrer a Quinoa para retirar o excesso de água. E, se quiser “dar um toque mais pessoal”, durante a cozedura, tempere a gosto. Pode optar ainda por refogar ligeiramente a Quinoa (depois de cozida) com um pouco de azeite. Desta forma, não só ganha mais sabor como ainda obtém uma textura mais crocante.


UP: Que tipo de pratos podem ser feitos com quinoa?

A Quinoa é um alimento super versátil que pode ser adaptado para inúmeras receitas, dependendo apenas da imaginação do cozinheiro. No nosso site temos várias receitas com Quinoa.




UP: A Quinoa Portuguesa é biológica?

No que se refere à certificação biológica, a nossa Quinoa atualmente à venda não possui esta certificação. No entanto, podemos garantir que não foram utilizados quaisquer produtos fitofarmacêuticos (i.e. pesticidas) na produção desta cultura. Já realizámos análises que comprovam a inexistência de vestígios de mais de 250 pesticidas. A única razão pela qual a nossa Quinoa não foi certificada como agricultura biológica deve-se ao facto de termos utilizado um fertilizante de origem mineral e não de origem orgânica. Nas sementeiras deste ano, temos uma parcela em que estamos a realizar a certificação do modo de produção biológico e esperamos, no próximo ano, ter Quinoa biológica no mercado. Garantimos, assim, que não foram utilizados quaisquer tipos de pesticidas na cultura, inclusive realizámos análises ao grão para despistar qualquer resíduo de pesticidas. Realizámos também análises nutricionais, microbiológicas, glúten e a metais pesados por forma a garantir a segurança do produto.


UP: Quais foram as principais dificuldades que sentiram na produção de quinoa em Portugal?

As principais dificuldades prenderam-se com a falta de informação de como cultivar Quinoa em Portugal dado que, pelo que conseguimos saber, a Quinoa nunca tinha sido cultivada em Portugal com sucesso. As dificuldades incluíram a adaptação do equipamento agrícola disponível para a cultura da Quinoa, a definição da época de sementeira, o controlo de pragas com recurso a técnicas amigas do ambiente e do consumidor, a colheita, a limpeza do grão e também lidar com os imensos custos que tivemos até chegar aqui, não tendo qualquer tipo de apoio ou subsídio.



UP: Onde podemos comprar a Quinoa Portuguesa? Qual é o preço de cada embalagem?

A Quinoa Portuguesa está disponível em embalagens de 500g a um preço de 4,5€. Pode ser adquirida na Loja Online ou nos diversos pontos de venda físicos que já temos em Portugal e que podem ser consultados aqui.


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre a Quinoa Portuguesa?

Na nossa loja online, no Facebook e no Instagram.


A cada segundo, depositamos em aterros ou incineramos o equivalente a um camião de lixo cheio de têxteis. Menos de 1% do material usado para produzir vestuário é reciclado e transformado em roupas novas. Estas são algumas das conclusões de um novo relatório da Fundação Ellen MacArthur sobre o impacto e o futuro da moda.

“A indústria têxtil de hoje em dia está assente num modelo linear obsoleto de usa-faz-descarta e é extremamente esbanjadora e poluidora, declarou Ellen MacArthur, velejadora britânica e presidente da fundação com o seu nome, acrescentando que o novo relatório “apresenta uma visão ambiciosa de um novo sistema, com base nos princípios da economia circular, que oferece benefícios à economia, sociedade e ao ambiente”.

Desde o séc. XX, as roupas têm sido cada vez mais encaradas como produtos descartáveis e a indústria tornou-se altamente globalizada, o que significa que os artigos são frequentemente concebidos num país, fabricados noutro e comercializados em todo o mundo, a um ritmo cada vez mais acelerado.

Esta tendência acentuou-se ainda mais nos últimos 15 anos, com o aumento da procura por parte de uma classe média em crescimento e o surgimento da “fast fashion” (moda rápida), fenómenos que levaram à duplicação da produção durante este período de tempo.

Atualmente, o crescimento da produção está intrinsecamente associado ao declínio da utilização de cada artigo, o que leva a uma quantidade incrível de desperdício. Estima-se que mais de metade da produção da moda rápida seja descartada em menos de um ano e que o número médio de vezes que uma peça de roupa é usada tenha caído 36% nos últimos 15 anos.


Rio contaminado pelos resíduos industriais do sector têxtil | Foto: RiberBlue

Recursos, saúde e ambiente

“A indústria têxtil depende sobretudo de recursos não renováveis – 98 milhões de toneladas, no total, por ano –, incluindo petróleo para produzir fibras sintéticas, fertilizantes para cultivar algodão e químicos para produzir, tingir e finalizar fibras e têxteis, explica o relatório.

“A produção têxtil (incluindo a produção de algodão) também usa cerca de 93 mil milhões de metros cúbicos de água anualmente, contribuindo para problemas em regiões onde a água escasseia, escreveram os autores do trabalho. “Com os seus baixos níveis de utilização (…) e baixos níveis de reciclagem, o atual sistema linear e esbanjador é a principal causa desta pressão imensa e crescente nos recursos.”

A utilização de substâncias potencialmente perigosas na produção têxtil também tem um impacto sério na saúde dos agricultores e dos trabalhadores das fábricas, assim como no ambiente. É frequente os resíduos industriais e tintas usados pelo sector contaminarem os cursos de água.

As estimativas apontam para que, durante a lavagem, as nossas roupas libertem meio milhão de toneladas de microfibras de plástico para os oceanos, todos os anos. Estas fibras são ingeridas por peixes e outros animais marinhos e entram na cadeia alimentar, o que significa que podemos acabar por comer as nossas próprias roupas.

Os investigadores preveem que os impactos negativos da indústria têxtil aumentem drasticamente até 2050.



"Pelo futuro da moda e do planeta"

O relatório da Fundação Ellen MacArthur defende a necessidade de um novo modelo para o sector, assente nos princípios da economia circular, no qual as roupas, os tecidos e as fibras reentram na economia após a sua utilização e nunca acabam como desperdício. Para tal, o trabalho apela à tomada de quatro medidas:

  1. Suprimir gradualmente o uso de substâncias potencialmente perigosas e a libertação de microfibras.
  2. Aumentar a vida útil da roupa, por exemplo, através do apoio e promoção, por parte da indústria, de esquemas de aluguer de roupa a curto prazo.
  3. Melhorar radicalmente a reciclagem.
  4. Apostar na utilização de materiais renováveis.

“O relatório indica um caminho a seguir para criarmos melhores empresas e um melhor ambiente”, disse Stella McCartney, estilista que se uniu a esta causa. “Abre a discussão que nos permitirá encontrar uma forma de trabalharmos em conjunto a fim de melhorarmos a nossa indústria, para o futuro da moda e o futuro do planeta.”

O relatório foi apoiado publicamente por marcas como a H&M, a C&A e a Nike.


Vídeo: Entrevista com Ellen MacArthur e Stella McCartney
1ª foto: True Cost
Arroz doce

Com estas sete receitas, aprenda a fazer um delicioso arroz doce sem leite, ovos ou leite condensado.
Experimente!

Arroz doce vegan (com leite de amêndoa)



Arroz doce vegan (com leite de soja ou de amêndoa)



Arroz doce sem lactose



Arroz doce vegan na Bimby (com leite de coco)



Arroz doce (com leite de amêndoa)



Arroz doce integral sem açúcar e sem lactose (com leite de coco)

Arroz doce - versão vegan da receita portuguesa

Pinheirinho de Natal

A startup Rnters lançou um projeto que permite alugar-se um pinheiro verdadeiro e, ao mesmo tempo, ajudar os bombeiros.
A iniciativa com a hashtag #PinheiroBombeiro reaproveita árvores cujo corte é obrigatório para a limpeza de matas e prevenção de incêndios. Cada pinheiro tem uma altura de 1,80m e uma largura de 1m.

O processo é simples: basta ir a este site, escolher quantos pinheiros quer (alugar um pinheiro custa 20€), selecionar o método de pagamento e escolher o local de recolha (por exemplo, o Hub Criativo do Beato) e o dia (até 17 de dezembro).



Os pinheiros alugados podem ser devolvidos, entre os dias 6 e 12 de janeiro, no local onde foram recolhidos e serão posteriormente convertidos em biomassa.
“Quantos mais pinheiros forem devolvidos, mais fundos angariamos para os bombeiros”, informa a Rnters.
A iniciativa vai ajudar a equipar os bombeiros, uma vez que metade do valor do aluguer será entregue à Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários.



A mais recente atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica a coruja-das-neves como uma espécie ameaçada pela primeira vez.

A população destas aves – que é muito mais pequena do que se pensava – sofreu um declínio de 30-49% em três gerações e a espécie vê assim o seu estatuto alterado de “Pouco Preocupante” para “Vulnerável”.

“Esta icónica coruja das regiões árticas está a sofrer declínios populacionais rápidos na América do Norte e provavelmente também no norte da Europa e da Rússia”, explica a UICN, que aponta como algumas das possíveis causas a falta de presas, assim como as colisões com veículos e infraestruturas.

“Continua a existir alguma incerteza relativamente à taxa global de declínio e, caso se revele ainda mais elevada, a espécie poderá ser elegível para reclassificação como ‘Em Perigo’”, explica a organização.

As estimativas anteriores apontavam para uma população global de aproximadamente 200 mil indivíduos. Os dados mais recentes são bem inferiores, sugerindo a existência de apenas cerca de 14 mil casais ou até mesmo de apenas 7000-8000 casais.


Fotos: Coruja-das-neves, Bubo scandiacus (Tony Hisgett e David Hemmings Quebec)