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Pardal

Um novo estudo publicado na Biology Letters descobriu que os pássaros que vivem em áreas mais habitadas pelo homem – cidades e subúrbios – são mais agressivos do que os que vivem em zonas rurais.

”Uma possível explicação para isto deve-se ao facto de estes pássaros terem menos espaço mas melhores recursos para defender”, explicou Scott Davies, do departamento de Ciências Biológicas da Universidade Virginia Tech. “Viver com os humanos dá-lhes melhor comida e abrigo, mas também significa que há mais competição por estes recursos limitados.”

A equipa de investigação mediu os níveis de agressão territorial de 38 pardais-americanos (Melospiza melodia) machos no campo e de 35 destes pássaros em zonas populosas – neste caso nas cidades universitárias da Virginia Tech e da Universidade de Radford –, conta o Motherboard.

Os investigadores simularam, com gravações de outros pardais machos, uma intrusão no território destes pássaros para medir o nível de agressividade dos mesmos. Os pássaros que viviam nos campus universitários reagiram com um comportamento mais agressivo, como bater vigorosamente as asas, manter-se perto da fonte do som, cantar mais alto e emitir um “canto suave” – um sinal de agressividade nos pássaros que indica, muitas vezes, um ataque iminente. A equipa notou que, embora as aves do campo também tenham exibido este comportamento, fizeram-no com menos veemência.

Outros estudos recentes têm notado os diferentes níveis de agressividade entre os pássaros de zonas rurais e de zonas urbanas e, do mesmo modo, o têm atribuído à necessidade de defesa dos territórios ricos em recursos.

”Prever o impacto que o crescimento da população humana terá na vida selvagem requer o estudo das espécies que se ajustam e persistem em habitats modificados pelos seres humanos”, declarou Kendra Sewall, professora associada de biologia na Virginia Tech. “A expansão das zonas suburbanas é uma das principais formas de alteração de habitats por parte dos seres humanos e, embora muitas espécies sejam capazes de sobreviver nos nossos quintais, os seus comportamentos e fisiologia podem sofrer alterações para fazer face às mudanças nos recursos e a novos distúrbios.”
Oprah

Depois de entrevistar o Presidente da Humane Society dos EUA, Wayne Pacelle, Oprah prometeu aderir às Segundas sem carne e pediu aos seus 33, 5 milhões de seguidores do Twitter para fazerem o mesmo.

Durante o programa da Oprah “Super Soul Sunday”, Wayne Pacelle falou da nossa relação com os animais, dizendo que gostamos deles, mas que continuamos a explorá-los para a moda, alimentação e entretenimento.


Foto: Variety

O UniPlanet dá-lhe, todas as segundas-feiras, ideias de pratos vegetarianos para que possa aderir também às segundas sem carne.
Gelado 100% vegetal do Pingo Doce

Gelado de ervilha 100% vegetal com aroma de baunilha do Pingo Doce, sem lactose (500 ml/ 250g).

Ingredientes: água, açúcar, matérias gordas vegetais (coco), maltodextrina, xarope de glucose-frutose, proteína de ervilha (2%), emulsionantes (mono e diglicéridos de ácidos gordos, ésteres de propilenoglicol de ácidos gordos), espessantes (goma guar, farinha de sementes de alfarroba), aroma de baunilha, corante (beta-caroteno). Pode conter vestígios de soja.

O melhor:
Bom sabor;
Textura semelhante a um gelado de leite;
Ser 100% vegetal (apto para vegetarianos e vegans);
Não ter lactose;
Levar proteína de ervilha e não ser à base de soja (para quem é alérgico);
Bom preço.

O pior:
O sabor podia ser menos doce;
Ser adoçado com açúcar (o 2º principal ingrediente), maltodextrina e xarope de glucose-frutose.

Preço: 1,99€ (Pingo Doce)

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Embalagens de plástico

Será que a família Seelos da Alemanha consegue viver sem plástico?

Esta família realizou a experiência de viver sem plástico. Para tal teve de mudar alguns dos seus hábitos e objetos em casa. Nas compras evitavam embalagens de plástico e davam preferência ao cartão ou vidro, compraram pratos e talheres de bambu e começaram a fazer o próprio sabonete líquido e a pasta de dentes.
Descobriram que o desafio era mais difícil do que parece.



Fonte: DW
Economia circular

A economia circular desafia o modelo linear de produção de bens, em que as matérias-primas são extraídas, os produtos são produzidos, vendidos, usados e descartados como resíduos. No modelo circular, os materiais e produtos condenados ao lixo voltam ao ciclo produtivo, onde são reutilizados, recuperados ou reciclados, ganhando uma segunda vida. Trata-se de um círculo contínuo que traz benefícios para o ambiente, através da diminuição do recurso às matérias-primas, poupança para os consumidores e vantagens socioeconómicas, uma vez que representa um estímulo à criatividade na redução de custos, fomenta a criação de emprego, assim como a possibilidade de melhorar e prolongar as relações com os diferentes parceiros.

O atual modelo linear de negócios providencia produtos em larga escala, a custos cada vez mais reduzidos, favorecendo as economias desenvolvidas, através da utilização insustentável de recursos naturais. Em 2012, a Comissão Europeia (CE) publicou um documento intitulado “Manifesto para uma Europa Eficiente de Recursos”, onde defendia que “num mundo com crescentes pressões sobre os recursos e o ambiente, a UE não tem escolha a não ser ir para a transição para uma economia circular eficiente dos recursos e, finalmente, regenerativa”.

Segundo a CE, a economia circular poderá ajudar a gerar uma poupança de cerca de 600 mil milhões de euros nos negócios, para além de contribuir para a redução nas emissões de CO2 e para a poupança de água e energia. De facto, até 2020, para cumprir os objetivos da agenda da Estratégia Europa 2020, pretende-se que a reciclagem de resíduos chegue aos 50%. O plano inclui, ainda, uma nova proposta legislativa para os resíduos e prevê que a economia circular crie 2 milhões de postos de emprego na Europa e um aumento de 30% na produtividade dos recursos, até 2030.

Fontes: Expresso e Lipor
Bebé a beber coca-cola

Quase 1/3 das crianças (32,3%) com menos de 2 anos bebe refrigerantes ou sumos artificiais no Brasil, concluiu a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A percentagem aumenta nas regiões com maiores rendimentos do país, no Sul (38,5%), Centro-Oeste (37,4%) e Sudeste (34,2%).

Eduardo da Silva Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica que os refrigerantes e os sumos artificiais são ricos em açúcares e não são indicados principalmente para crianças nesta faixa etária. A obesidade infantil é um problema mundial e o excesso de consumo destes produtos pode levar a diabetes na adolescência e na fase adulta. Além do problema do açúcar, estes produtos também podem levar à sobrecarga nos rins, devido à presença dos conservantes, muitas vezes com sódio.

Eduardo da Silva Vaz alerta que nem mesmo os sumos naturais são indicados em grande quantidade, uma vez que contêm altos teores de frutose, o açúcar natural das frutas. "A questão é que, para fazer um sumo de laranja, precisa de 5 laranjas. É melhor dar uma fruta para a criança comer que tem a fibra que rebate o açúcar. Não é totalmente contraindicado, mas não deve passar de 200 ml de sumo por dia".

A Pesquisa Nacional de Saúde foi feita em 64 mil domicílios em 1600 municípios do Brasil entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.

Fontes: Folha de S. Paulo e Portal Saúde
Y Combinator

A influente incubadora de startups de Silicon Valley, Y Combinator, vai lançar um projeto-piloto, em Oakland, para testar o rendimento básico incondicional (RBI). Participarão no estudo cerca de 100 famílias desta cidade da Califórnia, escolhida pela sua “diversidade social e económica”.

“A motivação por trás do projeto é que se comecem a explorar alternativas ao atual sistema de segurança social”, contou, ao Quartz, Elizabeth Rhodes, diretora de investigação do projeto. “Se a tecnologia eliminar os empregos ou estes continuarem a tornar-se mais precários, um número crescente de pessoas terá dificuldade em fazer face às despesas com os rendimentos do trabalho. O rendimento básico é uma forma de garantir que elas são capazes de atender às suas necessidades básicas. Não sabemos ao certo como funcionaria ou se é a melhor solução e é por isso que queremos realizar este estudo.”

O programa piloto inicial, anunciado em janeiro de 2016, terá a duração de 6 meses a 1 ano. Entre os candidatos selecionados, contar-se-ão pessoas de diferentes contextos socioeconómicas, tanto desempregados como com emprego. Cada pessoa receberá entre $1000 (885€) e $2000 (1770€), por mês, para gastar como entender, sem quaisquer condições. O Y Combinator espera recolher dados importantes com este estudo, que pretende, também, testar como o RBI afetará a felicidade, bem-estar, saúde financeira dos participantes, assim como o modo “como as pessoas gastam o seu tempo”.

Os dados recolhidos serão utilizados num estudo maior, de 5 anos. O YC Research, o “braço social” do Y Combinator, disponibilizará todos os dados, assim como os seus métodos de investigação e de análise de dados, aos investigadores, no final do estudo.

“Estou bastante confiante de que, em algum momento no futuro, (…) vamos ter uma versão [de um rendimento básico] a nível nacional”, declarou o presidente do Y Combinator, Sam Altman, na opinião de quem, a segurança económica proporcionada por um RBI poderia “dar às pessoas a liberdade para prosseguir os seus estudos ou formação, descobrir ou criar um emprego melhor e planear o seu futuro”.
Adonis

Cientistas das Universidades de Estocolmo, do Arizona e de Mainz acreditam ter descoberto a árvore mais velha da Europa, um Pinheiro-da-Bósnia (Pinus heldreichii) com 1075 anos, que se encontra no norte da Grécia, na cordilheira dos Montes Pindo. Foi descoberta por um grupo de investigadores da Suécia, Alemanha e dos EUA, recorrendo à dendrocronologia, método científico que permitiu identificar o início da sua vida em 941, através dos padrões dos anéis do seu tronco. A árvore foi batizada pelos cientistas de "Adonis".
Na mesma região, há pelo menos mais 12 outros exemplares milenares da mesma espécie.

“Estou impressionado com toda a história humana que rodeia esta árvore; todos os impérios, o bizantino, o otomano, bem como todas as pessoas que viveram nesta região. Tantas coisas que poderiam ter levado ao seu fim. Felizmente, esta floresta tem permanecido intocada durante milhares de anos”, disse Paul J. Krusic, dendocronologista da Universidade de Estocolmo, que liderou a pesquisa.

Algumas árvores têm a capacidade de se reproduzir assexuadamente, ou seja, criam clones que já não constituem a planta original, podendo assim viver ainda mais anos (a árvore clonada mais antiga da Europa, com cerca de 10 mil anos mora na Suécia). Poucas árvores conseguem viver durante mais de mil anos com a sua constituição original. Embora tenha a capacidade de se autoclonar, Adonis nunca o fez, conta o Expresso.

Cronologia:

941 - Adonis é uma muda. O Império Bizantino está no seu auge e a Escandinávia vive a era dos vikings.
1041 - Adonis é uma árvore com 100 anos. Na China, um livro é publicado a descrever a pólvora. Um homem chamado Macbeth é coroado Rei da Escócia (que depois inspiraria a peça teatral homónima, de William Shakespeare).
1191 - Adonis faz 250 anos. As universidades de Oxford e Paris são fundadas. Ocorre a 3ª cruzada.
1441 - Adonis tem 500 anos. O Império Otomano vence na Grécia. Muitos eruditos gregos fogem para outras regiões, influenciando o Renascimento. A Suécia realiza o seu primeiro parlamento, em Arboga. Johannes Gutenberg, o inventor da imprensa, está prestes a testar a sua 1ª impressão.
1691 - Adonis faz 750 anos de idade. Isaac Newton formula as suas leis do movimento. O chá e o café são introduzidos na Europa.
1941 - Adonis tem 1000 anos. A Grécia é ocupada pela Alemanha Nazi durante a II Guerra Mundial.
2016 - Adonia tem 1075 anos.


Fontes: Expresso e Exame
Lixo inteligente

Segundo o Banco Mundial, até 2025, a quantidade de lixo urbano – ou resíduos sólidos urbanos (RSU) – mundial atingirá os 2,2 mil milhões de toneladas por ano e o custo global da gestão destes resíduos os 335 mil milhões de euros anuais. A recolha de lixo representa o maior custo individual da gestão municipal de resíduos urbanos e o seu custo ambiental é incalculável, conta o TreeHugger.

Os RSU costumam ser recolhidos por camiões do lixo, a diesel, que circulam pela cidade enquanto esvaziam os contentores de lixo, quer estes estejam cheios ou não. Quanto mais tempo passam nas ruas, maior a sua pegada de carbono. Este sistema também é ineficiente. Quando os contentores não são esvaziados a tempo, costumam transbordar, espalhando lixo pelas ruas.

É por estas razões que algumas cidades têm vindo a adotar soluções inteligentes para o lixo. Em março, Brooklyn adquiriu o primeiro conjunto de compactadores de lixo alimentados por energia solar, conhecidos como BigBelly, que utilizam sensores inteligentes que “sabem” quando devem começar a compactar o lixo dentro deles. Também estão ligados à cloud e dão sinal quando estão cheios, tornando a recolha mais eficiente e reduzindo as viagens dos camiões de lixo. Os BigBelly têm sido adotados por outras cidades e estados, como Leeds, na Inglaterra, e Queensland, na Austrália.

Enevo One e BigBelly

A empresa finlandesa Enevo inventou um sistema – o Enevo One – que utiliza pequenos sensores wireless instalados nos contentores do lixo que fornecem informação em tempo real sobre a quantidade de lixo que contêm. O sistema não só analisa os dados para determinar quando o contentor estará cheio, como também elabora o plano mais economicamente viável para recolher o lixo, com base no nível de resíduos no contentor, na disponibilidade do camião do lixo e no trânsito. Isto faz com que as cidades poupem tempo e dinheiro, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir as emissões de carbono, a utilização e consequente deterioração das estradas e dos veículos e a poluição sonora e atmosférica.

Há, no entanto, quem veja em projetos como este, que geram grandes quantidades de dados, um potencial de vigilância pública.

Copenhaga instalou, em junho, um “laboratório inteligente” no centro da cidade, numa tentativa de o tornar num motor “para o desenvolvimento de soluções sustentáveis para resolver futuros desafios urbanos”. Um dos seus focos foi a recolha inteligente de lixo. “Ao serem usados sensores nos contentores de lixo, seremos, talvez, capazes de planear como manter a cidade limpa de formas mais inteligentes do que as de hoje em dia”, disse Morten Kabell, Vereador dos Assuntos Técnicos e Ambientais de Copenhaga.


Qual é a relação entre as raças dos cães e as doenças genéticas de que estes sofrem? Neste vídeo, Adam Conover explora esta questão.

"Sabia que as raças dos cães nem sequer existem? Os seres humanos inventaram-nas e falam delas como se tivessem sido criadas assim pela natureza e como se os rafeiros fossem uma mistura dessas mesmas raças. Mas, na verdade, os rafeiros são cães no seu estado natural saudável e a criação de raças é uma forma de manipulação genética concebida pelo homem para seu entretenimento. Com a exceção de alguns cães, 90% de todas as raças puras foram criadas nos últimos 100 anos. No séc. XIX, no período vitoriano, a eugenia estava em voga e a criação competitiva de cães tornou-se uma moda entre os ricos.
Depois de estes Drs. Frankenstein terem feito de Deus durante algum tempo, declararam os seus pequenos “monstros” uma “raça pura”. É isto que uma raça pura de cão é; é totalmente arbitrário.



Quando se ouve “raça pura”, devia-se associar a “consanguinidade”. Os clubes de canicultura proíbem o cruzamento de cães de raça com outros que não sejam da mesma raça e muitas vezes cruzam-nos com os próprios pais e irmãos. Um estudo descobriu que 10 000 pugs tinham a mesma diversidade genética de 50 exemplares.

Toda esta consanguinidade faz do típico cão de raça pura um animal doente. 60% dos Golden Retriever morrem de cancro, 1/3 dos King Charles Spaniels têm crânios demasiado pequenos para os seus cérebros, os Grand Danois são tão grandes que os seus corações não conseguem suster o seu corpo e… quanto aos cães de raça minúscula… Alguma vez viram um que parecesse feliz? Eles sabem que há algo de errado com eles. E sabem que fomos nós que o fizemos.

Chegamos, finalmente, ao buldogue. Pode parecer adorável, se se puder considerar uma total falha genética algo adorável. Há cem anos, o buldogue era uma bela raça, mas um século de consanguinidade arruinou-o. Os seus narizes são tão achatados que mal conseguem respirar, as suas cabeças são tão grandes que só conseguem dar à luz por cesariana, as suas caudas podem ficar encravadas, praticamente todos têm displasia da anca e a esperança média de vida deles é de 6 anos. Encaremos a verdade, estes cães nem deveriam existir. Em vez do cão melhor do “show”, deveria ser o melhor do “show de horrores”.

Buldogue

O mais triste é que os clubes de canicultura poderiam curar todos os problemas dos buldogues se os deixassem cruzar-se com outras raças; mas não deixam porque senão não se pareceriam com os adoráveis buldogues que toda a gente adora. Mas a nossa insistência em que estes cães vivam de acordo com os nossos padrões está a fazer com que fiquem doentes e morram. Por muito que goste de buldogues, o próprio facto de existirem poderia ser praticamente considerado uma violação dos direitos dos animais.
Mas existe uma solução fácil. Quando quiser um cão, não se preocupe com a raça dele: vá ao canil e adote um rafeiro. Será feliz, saudável e um cão 100% natural."