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Gomas

Um programa de televisão belga quis saber como são produzidas as gomas. Para tal, seguiu o trajeto inverso destes doces: desde o momento em que são ingeridos, passando pelo seu fabrico, matadouro e chegando finalmente à pocilga, onde são criados os porcos.
Descubra neste vídeo como são feitas as gomas.



Obrigado Diana Almeida, por nos ter sugerido este artigo!
Crianças a comer melancia

As dietas vegetariana e vegan são seguidas cada vez por mais pessoas – por razões éticas, de saúde ou outras. O vegetarianismo exclui a carne e o peixe e o veganismo (ou vegetarianismo estrito) exclui também os ovos, os laticínios e o mel.

O médico nutricionista francês Arnaud Cocaul, do hospital parisiense de Pitié-Salpetrière, autor de vários livros sobre nutrição, explica que uma alimentação vegan não apresenta nenhum risco vital para as crianças desde que sejam acompanhadas por um especialista e as carências diárias de vitaminas e proteínas sejam substituídas.
“Tudo é substituível, mas é preciso estar de olho. Sabemos que o ferro vegetal é menos bem assimilado na digestão do que o de origem animal, então a criança pode ter carências da vitamina B12. Vai ser necessário tomar suplementos porque a B12 é essencial para o fabrico dos glóbulos vermelhos”, explica. “As necessidades da criança evoluem conforme a idade. Por exemplo: um bebé não pode consumir muita proteína, mas precisa de uma dieta reforçada em lipídios, em gorduras.”

Recentemente surgiu uma polémica na Itália contra os pais vegans, depois de 4 crianças terem sido internadas com desnutrição e de uma delas ter sido retirada aos seus pais. A deputada Elvira Savino do partido de centro-direita Forza Italia apresentou um projeto de lei que pretendia criminalizar os pais que alimentam os seus filhos de acordo com dietas vegans, que seriam condenados a penas de 1 ano ou 2 anos na prisão se a criança tivesse menos de 3 anos. Este ano, no Brasil um casal vegan foi condenado a 7 anos de prisão pela morte do filho, por desnutrição e, em 2011, na França, um casal vegan foi condenado a 5 anos de prisão pela morte da filha de 2 anos, também por desnutrição.

Sobre o veganismo e a gravidez o nutricionista tem algumas reservas. “Sou contra mulheres grávidas continuarem vegans, porque há o risco de ser prejudicial para o feto. É claro que há bebés perfeitamente normais que nasceram de mães vegans, mas, em geral, costuma ser problemático para a criança”, afirma o médico. “Durante a gravidez, há períodos específicos, como o 3º e o 6º mês, nos quais o bebé é muito recetivo às práticas alimentares da mãe”.
A Associação Portuguesa de Nutricionistas estipula que, “uma alimentação vegetariana ou vegan, quando bem planeada e completa é adequada em qualquer fase da vida, desde o nascimento até à idade adulta, incluindo a gravidez e lactação. Este tipo de alimentação é capaz de fornecer todos os nutrientes que o seu filho precisa para crescer saudável. Mas atenção deve pedir ajuda a um nutricionista para planear da melhor forma a alimentação do seu filho, garantindo que nenhum nutriente é “deixado de fora”. Nutrientes como o cálcio, ferro, vitamina B12, vitamina D e zinco devem ser especialmente bem quantificados. No caso da alimentação vegan deverá ter especial atenção à carência em vitamina B12.”

Fontes: RFI, DN e CGN
Cartoon com criança a transportar livros em vez de água

Em todo o mundo, estima-se que as mulheres e as meninas dos países em desenvolvimento passem, em conjunto, 200 milhões de horas, todos os dias, a recolher água em zonas sem acesso a água potável, conta o Huffington Post. Para além de as tornar mais susceptíveis a problemas na coluna e no pescoço, isto também as faz perder oportunidades de emprego e de educação.
Existe uma relação direta entre o aumento do acesso à água potável e taxas de escolaridade mais elevadas. De acordo com a UNICEF, as taxas de matrículas escolares de crianças e jovens do sexo feminino aumentam 15% quando estas têm acesso a água potável e a instalações sanitárias.
Foi com estes factos em mente que o cartoonista holandês Jean Gouders decidiu ilustrar um mundo onde estas crianças têm a oportunidade de carregar livros para a escola em vez de passar os seus dias a recolher água. No seu cartoon podemos ver a mesma menina duas vezes, lado a lado. No primeiro painel, ela equilibra uma jarra na cabeça e prepara-se para fazer uma caminhada de 7 km para ir buscar água. Na segunda imagem, com alguns livros na cabeça, vai em direção à escola.

Jean Gouders espera que a sua ilustração, que foi destacada na conferência Women Deliver em Copenhaga, transmita a mensagem de que não têm de se tratar de projetos de envergadura para se conseguir melhorar a vida destas crianças. “Coisas simples”, como uma torneira de água potável, também podem ter um papel decisivo no seu acesso à educação e à água.

Caixa da Amazon

A Amazon vai lançar um projeto-piloto no qual uma equipa de 12 pessoas vai ter uma semana de trabalho de 30 horas, trabalhando de 2ª a 5ª, das 10 às 14 horas, com a realização das restantes 14 horas semanais em horário flexível. A medida implica uma redução de 25% do salário, segundo o The Washington Post. Os trabalhadores podem regressar às 40 horas a qualquer momento, se o desejarem.

“Esta iniciativa foi criada a pensar na força de trabalho diversificada da Amazon e partindo do princípio que o modelo de horário a tempo inteiro pode não ser o melhor modelo para todos os trabalhadores, pode ler-se num resumo de uma reunião da Amazon.

O programa piloto parece ser uma forma da empresa responder às críticas de que tem sido alvo acerca das suas práticas laborais. Jeff Bezos, fundador da Amazon e presidente da empresa tem sido acusado de ser um gestor implacável no que diz respeito aos recursos humanos e de basear as suas decisões de gestão tendo em conta apenas os números.
Bandeira finlandesa

O Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde da Finlândia elaborou um projeto de lei onde propõe a realização de um estudo "para avaliar se um rendimento básico poderá ser usado para reformar a segurança social, nomeadamente, para reduzir a armadilha dos incentivos ao trabalho”. Na declaração, publicada a 25 de agosto, são divulgados os pormenores da experiência finlandesa, caso esta seja aprovada e se realize.

O Kela – o Instituto da Segurança Social da Finlândia – será responsável pela realização da experiência, incluída no programa do Governo do primeiro-ministro Juha Sipilä, que poderá ter início já em 2017 e incluir 2000 beneficiários de prestações de desemprego, com idades compreendidas entre os 25 e os 58 anos, selecionados aleatoriamente. A participação seria obrigatória para os selecionados e o nível do rendimento básico seria de 560€ por mês, isentos de impostos. “De acordo com os cálculos, [este valor] deverá produzir um efeito de incentivo adequado para encorajar as pessoas a aceitarem um emprego temporário ou em part-time”, diz o comunicado.

Para analisar os efeitos do rendimento básico, o grupo de teste será comparado a um de controlo, constituído, também, por beneficiários que continuarão a receber as prestações sociais habituais.
“A experiência do rendimento básico é uma das atividades que procura reformar a segurança social de modo que esta corresponda melhor às mudanças na vida profissional, (…) para encorajar a participação e o emprego, reduzir a burocracia e simplificar o complexo sistema de benefícios de forma sustentável.”

O Ministério ouvirá os pareceres sobre a proposta legislativa até ao dia 9 de setembro, altura em que a apresentará ao Parlamento. Caso seja aprovada, o ato que autoriza a experiência entrará em vigor a 1 de janeiro do próximo ano.

“Este é apenas o começo de um processo político em direção a um rendimento básico universal e incondicional na Finlândia”, comentou Jurgen de Wispelacre, investigador do rendimento básico na Universidade de Tampere, em relação ao comunicado do ministério.
O conceito do rendimento básico incondicional (RBI) tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos, com projetos-piloto previstos na Holanda, no Canadá e na Califórnia, EUA.
Hummus

Hummus, homus ou húmus é um prato típico do Médio Oriente feito a partir de grão-de-bico cozido, tahine, azeite, sumo de limão, sal e alho. Com estas 13 receitas fáceis e deliciosas aprenda a fazer hummus de beterraba, abacate, curgete, cenoura, espinafre, pimento, kale, jalapeño e de batata-doce.
Experimente!

Hummus de grão do Canal Presunto Vegetariano



Hummus de abacate do canal Made by Choices



Hummus cru de curgete e açafrão do canal Cozinha Viva Samanta Bullock



Hummus de beterraba

*Para tornar a receita vegan use um iogurte vegetal natural


Hummus de curgete (vídeo em inglês)



Hummus de pimento (vídeo em inglês)



Hummus de abóbora (vídeo em inglês)



Hummus de espinafre (vídeo em inglês)



Hummus de batata-doce (vídeo em inglês)



Hummus picante de cenoura (vídeo em inglês)



Hummus de jalapeño (vídeo em inglês)



Hummus de kale (vídeo em inglês)



Sanduíche de hummus (vídeo em inglês)



Existe uma lacuna que permite aos pescadores que capturam “acidentalmente” baleias vendê-las legalmente – o que permite à indústria prosperar em algumas cidades da Coreia do Sul.

A caça à baleia está proibida na Coreia do Sul, mas a carne de baleia continua a ser uma iguaria popular em algumas cidades do litoral do país.
Em maio, dias antes do Festival da Baleia na cidade de Ulsan, as autoridades invadiram uma unidade de armazenamento a frio e descobriram mais de 27 toneladas de carne de baleia – o correspondente a 40 destes animais –, com um valor estimado de 3 milhões de euros. A carne era de baleias-anãs, que podem atingir cerca de 10 metros de comprimento, conta a National Geographic.

Embora a Noruega, a Islândia e, especialmente, o Japão sejam os países mais associados às práticas de caça à baleia, os conservacionistas dizem que a Coreia do Sul também realiza estas práticas controversas – os pescadores aproveitam-se de uma lacuna que lhes permite vender legalmente a carne de cetáceos capturados acidentalmente nas suas redes de pesca.

Todos os anos, o país apresenta uma média de 80 a 100 baleias capturadas acidentalmente à Comissão Internacional de Caça à Baleia, a entidade que regula a caça e a conservação destes animais. "Essas capturas acessórias são cerca de 10 vezes mais elevadas do que as de outros países", com a exceção do Japão, afirma Astrid Fuchs da organização Whale and Dolphin Conservation, que acredita que estes valores não correspondem à realidade e que diz que os peritos e as ONGs do país estimam que haja, pelo menos, o dobro das capturas acessórias relatadas.

Ulsan, onde decorre o Festival da Baleia, uma cidade com mais de um milhão de habitantes “é o lugar certo para quem deseja comer um prato de carne de baleia”, lê-se num artigo de 2011 do Korea Times, que menciona a existência de mais de 100 restaurantes que serviam baleia.
Quando uma baleia é capturada “acidentalmente”, os pescadores têm de o declarar à Guarda Costeira. O corpo do animal é então inspecionado para garantir que não existem marcas de arpão e é emitida uma licença, que permite que a baleia seja leiloada.

Carne de baleia
Foto: Nicole Mclachlan/ National Geographic

Um pescador pode receber cerca de 75 500€ por cada baleia-anã capturada, explica o jornal coreano Hankyoreh. Os restaurantes podem vendê-la por um lucro ainda maior. “Durante as nossas entrevistas a pescadores locais e a proprietários de restaurantes, tornou-se evidente que alguns pescadores estavam a fornecer carne de baleia-anã fresca aos restaurantes a preços premium – mas as capturas acessórias raramente são frescas”, explica Douglas MacMillan, da Universidade de Kent, à National Geographic. Juntamente com Jeonghee Han, atualmente na Greenpeace, o investigador descobriu que os pescadores não estavam a declarar as baleias capturadas à Guarda Costeira e que os que estavam com dificuldades financeiras se tinham dedicado a caçar estes animais à noite.

A caça ilegal também é um problema na Coreia do Sul. Segundo MacMillan e Han, o preço da carne de baleia está em queda, embora a procura esteja a aumentar e os números oficias das capturas acessórias não tenham mudado, o que sugere que existe um fornecimento adicional de origem ilegal.
Em 2012, o país propôs iniciar um programa “científico” de caça à baleia, à semelhança do Japão, mas acabou por desistir graças à pressão por parte da comunidade internacional.
Livro

Aveline Gregoire, diretora de uma escola primária da Bélgica, criou um jogo para as pessoas caçarem livros em vez de monstros virtuais. A brincadeira começou com os estudantes, mas em poucas semanas a iniciativa já atraiu mais de 50 mil “caçadores” em todo o país.

Aveline conta que a ideia surgiu quando estava a arrumar uma estante e viu que não tinha espaço para guardar todos os livros. “Tive a ideia de libertar os livros na natureza, contou Aveline.

O “Chasseurs de livres” (Caçadores de livros) consiste num grupo no Facebook, onde os participantes publicam fotos e dão dicas sobre onde se pode encontrar o livro, que são de vários estilos, desde infantis a obras de terror de Stephen King. Os livros estão escondidos em várias cidades belgas e normalmente estão embrulhados em plásticos para os proteger da chuva.

Fonte: Reuters
Pardal

Um novo estudo publicado na Biology Letters descobriu que os pássaros que vivem em áreas mais habitadas pelo homem – cidades e subúrbios – são mais agressivos do que os que vivem em zonas rurais.

”Uma possível explicação para isto deve-se ao facto de estes pássaros terem menos espaço mas melhores recursos para defender”, explicou Scott Davies, do departamento de Ciências Biológicas da Universidade Virginia Tech. “Viver com os humanos dá-lhes melhor comida e abrigo, mas também significa que há mais competição por estes recursos limitados.”

A equipa de investigação mediu os níveis de agressão territorial de 38 pardais-americanos (Melospiza melodia) machos no campo e de 35 destes pássaros em zonas populosas – neste caso nas cidades universitárias da Virginia Tech e da Universidade de Radford –, conta o Motherboard.

Os investigadores simularam, com gravações de outros pardais machos, uma intrusão no território destes pássaros para medir o nível de agressividade dos mesmos. Os pássaros que viviam nos campus universitários reagiram com um comportamento mais agressivo, como bater vigorosamente as asas, manter-se perto da fonte do som, cantar mais alto e emitir um “canto suave” – um sinal de agressividade nos pássaros que indica, muitas vezes, um ataque iminente. A equipa notou que, embora as aves do campo também tenham exibido este comportamento, fizeram-no com menos veemência.

Outros estudos recentes têm notado os diferentes níveis de agressividade entre os pássaros de zonas rurais e de zonas urbanas e, do mesmo modo, o têm atribuído à necessidade de defesa dos territórios ricos em recursos.

”Prever o impacto que o crescimento da população humana terá na vida selvagem requer o estudo das espécies que se ajustam e persistem em habitats modificados pelos seres humanos”, declarou Kendra Sewall, professora associada de biologia na Virginia Tech. “A expansão das zonas suburbanas é uma das principais formas de alteração de habitats por parte dos seres humanos e, embora muitas espécies sejam capazes de sobreviver nos nossos quintais, os seus comportamentos e fisiologia podem sofrer alterações para fazer face às mudanças nos recursos e a novos distúrbios.”
Oprah

Depois de entrevistar o Presidente da Humane Society dos EUA, Wayne Pacelle, Oprah prometeu aderir às Segundas sem carne e pediu aos seus 33, 5 milhões de seguidores do Twitter para fazerem o mesmo.

Durante o programa da Oprah “Super Soul Sunday”, Wayne Pacelle falou da nossa relação com os animais, dizendo que gostamos deles, mas que continuamos a explorá-los para a moda, alimentação e entretenimento.


Foto: Variety

O UniPlanet dá-lhe, todas as segundas-feiras, ideias de pratos vegetarianos para que possa aderir também às segundas sem carne.