Arroz doce

Com estas sete receitas aprenda a fazer um delicioso arroz doce sem leite, ovos, nem leite condensado.
Experimente!

Arroz doce vegan (com leite de amêndoa)



Arroz doce vegan (com leite de soja ou de amêndoa)



Arroz doce sem lactose



Arroz doce vegan na Bimby (com leite de coco)



Arroz doce (com leite de amêndoa)



Arroz doce integral sem açúcar e sem lactose (com leite de coco)

Arroz doce - versão vegan da receita portuguesa

Pinheirinho de Natal

A startup Rnters lançou um projeto que permite alugar-se um pinheiro verdadeiro e, ao mesmo tempo, ajudar os bombeiros.
A iniciativa com a hashtag #PinheiroBombeiro permite reaproveitar árvores cujo corte é obrigatório para a limpeza de matas e prevenção de incêndios. Cada pinheiro tem uma altura de 1,80m e uma largura de 1m.

O processo é simples: basta ir a este site, escolher quantos pinheiros quer (alugar um pinheiro custa 20€), selecionar o método de pagamento e escolher o local de recolha (por exemplo, o Hub Criativo do Beato) e o dia (até 17 de dezembro).



Os pinheiros alugados podem ser devolvidos, entre os dias 6 e 12 de janeiro, no local onde foram recolhidos e serão posteriormente convertidos em biomassa.
“Quantos mais pinheiros forem devolvidos, mais fundos angariamos para os bombeiros”, informa a Rnters.
A iniciativa vai ajudar a equipar os bombeiros com metade do valor do aluguer a ser entregue à Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários.



A mais recente atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica a coruja-das-neves como uma espécie ameaçada pela primeira vez.

A população destas aves – que é muito mais pequena do que se pensava – sofreu um declínio de 30-49% em três gerações e a espécie vê assim o seu estatuto alterado de “Pouco Preocupante” para “Vulnerável”.

“Esta icónica coruja das regiões árticas está a sofrer declínios populacionais rápidos na América do Norte e provavelmente também no norte da Europa e da Rússia”, explica a UICN, que aponta como algumas das possíveis causas a falta de presas, assim como as colisões com veículos e infraestruturas.

“Continua a existir alguma incerteza relativamente à taxa global de declínio e, caso se revele ainda mais elevada, a espécie poderá ser elegível para reclassificação como ‘Em Perigo’”, explica a organização.

As estimativas anteriores apontavam para uma população global de aproximadamente 200 mil indivíduos. Os dados mais recentes são bem inferiores, sugerindo a existência de apenas cerca de 14 mil casais ou até mesmo de apenas 7000-8000 casais.


Fotos: Coruja-das-neves, Bubo scandiacus (Tony Hisgett e David Hemmings Quebec)



Se rejeitássemos os sistemas de produção pecuária intensiva, que estão a colocar em risco a biodiversidade e a vida selvagem em várias regiões do planeta, teríamos capacidade para alimentar mais 4 mil milhões de pessoas por ano, defendeu Philip Lymbery, ativista da campanha global Stop the Machine.

Segundo Lymbery, atualmente, 35% da colheita mundial de cereais e a maioria da farinha de soja são dadas como alimento aos animais de criação intensiva, o que é “uma prática esbanjadora e ineficiente”, dado que estes animais contribuem com muito menos – na forma de leite, ovos e carne – do que aquilo que consomem.

Usando valores da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o ativista calculou que a colheita total de 2014 proporcionou calorias suficientes para alimentar mais de 15 mil milhões de pessoas (atualmente, a população mundial ronda os 7,6 mil milhões). No entanto, muito disto acabou por ser desperdiçado ou direcionado para a indústria de alimentação animal.

“A indústria alimentar parece ter sido sequestrada pela indústria de alimentos para animais”, declarou o ativista.



Impacto na Vida Selvagem

“Há dez mil anos, os seres humanos e o nosso gado representavam cerca de 0,1% dos grandes vertebrados do mundo”, disse o antigo diretor da organização Friends of the Earth, Tony Juniper, ao The Guardian. “Agora perfazemos cerca de 96%. Este é um debate oportuno e necessário, e uma questão que está a ser cada vez mais discutida.”

A expansão da agricultura e a produção agrícola industrial são responsáveis por colocar a vida selvagem em perigo. Em países da América do Sul, como o Brasil, a Bolívia e o Peru, é comum a desflorestação de áreas de floresta, mesmo em plena Amazónia, para a sua conversão em pastagens ou em plantações de soja, que se destinam a produzir alimento para o gado. Esta destruição de habitat está a afetar as espécies nativas ameaçadas, como o jaguar, o urso-formigueiro-gigante e a preguiça.

Na Ásia, o elefante-de-samatra tem sofrido severamente com o impacto da crescente indústria de óleo de palma: mais de metade do seu habitat foi destruído para se criarem plantações de palmeiras e os números destes elefantes estão a cair rapidamente. A mesma história poderia ser contada relativamente aos orangotangos-do-bornéu.

Nos últimos anos, os países em desenvolvimento têm assistido à expansão significativa da agricultura. De acordo com a organização Land Matrix, a nível mundial, foram adquiridos 40 milhões de hectares para fins agrícolas só na última década e meia, sendo que quase metade dessas aquisições ocorreu em África.


A desflorestação na Costa do Marfim | Foto: Mighty Earth

”Uma prática que pertence a um museu”

Philip Lymbery defende que devolver o gado às pastagens, assim como manter os porcos e as aves de criação no exterior, onde podem procurar comida, e suplementar isso com resíduos alimentares, é muito mais saudável e eficiente.

As opiniões expressas pelo ativista não são partilhadas por todos. Um representante da União Nacional de Agricultores do Reino Unido defendeu que “o uso de cereais pelos produtores de gado é apenas uma parte de um conjunto diverso de opções alimentares para os animais. Os cereais usados nas explorações pecuárias são uma forma eficaz e sustentável de usar produtos que, de outra forma, seriam desperdiçados, uma vez que não alcançam o padrão para o consumo humano”.

Em maio, mais de 200 cientistas e peritos em definição de políticas assinaram uma carta que pedia aos candidatos a diretor-geral da Organização Mundial da Saúde que reconhecessem que a produção pecuária intensiva representa uma séria ameaça para os seres humanos e para o ambiente.

Na carta lia-se que as “práticas como o uso indiscriminado de antibióticos, o confinamento rigoroso dos animais e a escala insustentavelmente elevada da produção se tornaram a norma na indústria e cada uma tem consequências graves para a saúde humana”.

A exposição da campanha Stop the Machine decorreu no Museu de História Natural, em Londres, o que, para Lymbery, não poderia ser mais apropriado. “O Museu de História Natural é o sítio certo para se realizar esta exposição porque a produção pecuária intensiva pertence a um museu, disse.

1ª Foto: Otwarte Klatki


Os juízes do Tribunal da Relação do Porto Joaquim Neto de Moura e Maria Luísa Arantes vão ser alvo de processo disciplinar devido ao acórdão que desvalorizou a violência doméstica.

“Quanto ao senhor juiz desembargador Neto de Moura por violação dos deveres funcionais de correção e de prossecução do interesse público, este na vertente de atuar no sentido de criar no público a confiança em que a Justiça repousa (12 votos a favor e 5 contra)”, disse o Conselho Superior da Magistratura (CMS) em comunicado.
“Quanto à senhora juíza desembargadora Luísa Senra Arantes, por violação do dever de zelo (9 votos a favor e 8 contra)", acrescenta.

O instrutor do processo disciplinar irá produzir uma acusação contra os dois magistrados, da qual se poderão defender. No final, fará um relatório, propondo uma medida que pode ir desde o arquivamento até uma das várias sanções possíveis: advertência (registada ou não), multa, suspensão de funções, transferência, aposentação compulsiva ou demissão. Caso não concordem com a punição aplicada, Neto de Moura e Luísa Arantes podem recorrer dela para os tribunais.

O acórdão vergonhoso

A decisão diz respeito a um caso de violência doméstica que envolve três pessoas. Em junho de 2015, depois de sequestrar a vítima, o ex-namorado chamou o ex-marido para a confrontarem os dois, acabando por a agredir com uma moca com pregos.
No acórdão da Relação do Porto, do dia 11 de outubro, o juiz relator, Neto de Moura, minimizou o crime de violência doméstica pelo facto da vítima ter sido infiel.
Para tal, o juiz invocou a Bíblia, o Código Penal de 1886 e mencionou civilizações que punem o adultério com pena de morte, de forma a desvalorizar a violência cometida contra esta mulher por parte do marido e do amante, ambos condenados a pena suspensa na primeira instância.

“O adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são as mulheres honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher, escreveu Neto de Moura na decisão do tribunal superior (que foi assinada pela desembargadora Maria Luísa Abrantes sem a ler até ao fim). O adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem. Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte. Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte. Ainda não foi há muito tempo que a lei penal [de 1886] punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando a sua mulher em adultério, nesse acto a matasse”.



Depois de conhecido o acórdão, foi criada uma petição “online” que foi assinada por mais de 28 mil pessoas, através da qual se pedia uma tomada de posição do Conselho Superior de Magistratura e do provedor de Justiça e que apelava a uma "reflexão urgente e séria" sobre a necessidade de se alterar o sistema de e/ou avaliação dos juízes, "para que casos como este sejam evitados no futuro".

No dia 27 de outubro, centenas de pessoas, que classificaram o acórdão como machista e desculpabilizador do crime de violência doméstica, protestaram no centro de Lisboa.
O acórdão foi criticado pela Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e pela a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

A Amnistia Internacional Portugal disse estar “preocupada” não só pela atuação dos juízes desembargadores ao “arrepio” dos preceitos legais e constitucionais, mas pelo espelhar de uma cultura e justiça promotora de "misoginia", sem ter em conta os direitos das mulheres e à compreensão do uso de violência para vingar a honra e a dignidade. “A Amnistia Internacional Portugal defende a ausência de considerações de caráter religioso como fundamentação jurídica em nome do respeito do princípio da laicidade e em nome da igualdade e do respeito por todas as religiões”, realçou. “O Código Penal Português de 1886, citado no acórdão do tribunal da Relação do Porto, foi revogado pelo Código Penal de 1982, revisto pelo Decreto-Lei 48/95, de 15 de março. Assim, o Código Penal de 1886, citado no acórdão, não é fonte de direito português, não podendo ser utilizado pelos tribunais. A sua utilização revela a ineficácia da justiça portuguesa.



Outras decisões polémicas

Em 2013, Neto de Moura considerou que uma agressão de um homem a uma mulher com o filho recém-nascido ao colo não tinha "gravidade bastante". Uma mulher acusou o marido de violência doméstica, depois de este lhe ter dado um murro no nariz e de a ter mordido numa mão quando tinha ao colo o filho. Neto de Moura, na altura no Tribunal da Relação de Lisboa, não considerou estes atos como violência doméstica. "É manifesto que essa conduta do arguido não tem a gravidade bastante para se poder afirmar que foi aviltada a dignidade pessoal da recorrente [a vítima], mesmo tendo em conta que a assistente estava com o filho (então com nove dias de vida) ao colo", lê-se no acórdão. O juiz considerou que o murro teve pouca força, uma vez que o nariz ficou apenas "ligeiramente negro de lado" e que a mão da vítima não apresentava "lesões aparentes." O homem foi absolvido do crime de violência doméstica e foi condenado por ofensas à integridade física e ao pagamento de uma multa de 350 euros.

Em 2016, o juiz anulou uma sentença de dois anos e quatro meses de prisão por pena suspensa por violência doméstica agravada. Segundo Neto Moura a vítima cometeu adultério e era "uma pessoa falsa, hipócrita, desonesta, desleal, fútil, imoral". De acordo com o processo n.º 388/14.6 GAVLC.P1 da Relação do Porto, a pena tinha sido decidida pela Instância Local de Vale de Cambra a 13 de Outubro de 2015. Além da pena suspensa, o arguido tinha de pagar uma indemnização de 2500€.
O arguido interpôs recurso e a sua pena foi anulada a 15 de junho de 2016. Como referiu Neto de Moura, o tribunal de Vale de Cambra não ficou convencido com as declarações do agressor e "conferiu crédito irrestrito a quem não se mostra dele merecedor [a vítima]". "Uma mulher que comete adultério é uma pessoa falsa, hipócrita, desonesta, desleal, fútil, imoral. Enfim, carece de probidade moral. Não surpreende que recorra ao embuste, à farsa, à mentira, para esconder a sua deslealdade e isso pode passar pela imputação ao marido ou ao companheiro de maus-tratos. Que pensar da mulher que troca mensagens com o amante e lhe diz que quer ir jantar só com ele ‘para no fim me dares a sobremesa’? Isto, está bem de ver, enquanto o companheiro ficaria a cuidar dos filhos menores do casal…”

"Revelou-se a denunciante merecedora do crédito total e incondicional que o tribunal lhe atribuiu? A resposta só pode ser um rotundo não. Em boa verdade, a denunciante não é, propriamente, aquela pessoa em que se possa acreditar sem quaisquer reservas", defendeu Neto de Moura. "Na contestação que apresentou, o arguido alegou que a denunciante, sua ex-companheira, ainda quando viviam como marido e mulher, mantinha uma relação extraconjugal com um indivíduo. Os documentos que juntou com a sua contestação atestam isso mesmo, que a denunciante andava a cometer adultério e até nem seria a primeira vez que o fazia. Ora, o tribunal ignorou completamente essa alegação."



Na oficina Respiga, na Vila da Parede, cria-se mobiliário e objetos de decoração feitos a partir de madeiras e materiais reciclados, que são autênticas obras de arte e que contrariam o conceito do compra-usa-e-deita-fora.

O UniPlanet falou com Rui Bispo, da Respiga, para conhecer este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Respiga?

O projeto Respiga começou a tomar forma há cerca de 3 anos e meio.
Desde essa altura e até à abertura da nossa loja-oficina em novembro de 2015, reabilitamos um edifício carismático do seculo XIX no centro da Vila da Parede, que é hoje o nosso espaço onde produzimos as nossas peças.
A inspiração do nome surge do documentário "Os respigadores e a respigadora" de Agnés Varda. Esta obra estabelece um paralelismo entre os respigadores do passado que apanhavam os grãos de trigo sobrantes das colheitas e os respigadores contemporâneos que se dedicam a recuperar e reaproveitar coisas a partir de sobras e detritos.
Por outro lado, respiga é um termo técnico de carpintaria que denomina um tipo de entalhe que entra na mecha de uma peça de madeira, sendo a conceção de peças de mobiliário em madeira uma das componentes principais da nossa atividade.





UP: Onde vão “respigar” a madeira e os outros materiais que usam nas vossas obras?

Em obras de demolição/reabilitação de edifícios, nos caixotes de lixo, nas casas de familiares e amigos que têm peças que já não querem. Também no campo e nas praias, um bocadinho por todo o lado.


UP: Têm também uma oficina partilhada. Como funciona?

A oficina da Respiga abriu as portas com o objetivo de criar um espaço de partilha vocacionado para o trabalho com a madeira, e ao mesmo tempo uma incubadora de “respigadores”.
Queremos um espaço que permita a concretização de projetos individuais num ambiente de partilha de experiências e conhecimentos, onde estejam disponíveis as ferramentas e máquinas de gama profissional necessárias para a concretização dos projetos, grandes e pequenos, simples ou mais arrojados, a mais valia de no mesmo espaço poderem projetar o que querem concretizar, e “meter a mão na madeira”, experimentar, aprender, fazer.

A oficina tem uma área de 46 m² equipada com 4 bancadas de trabalho individuais que permitirá uma utilização de 4 pessoas ao mesmo tempo e que funcionarão de uma forma rotativa, dependendo dos horários que cada um ocupa.
Cada pessoa terá disponível uma prateleira de arrumos para o seu material e ferramentas, onde poderá também armazenar as peças em que se encontra a trabalhar.
Está disponível também uma área exterior com tanque de lavagens onde poderão ser desenvolvidas diversas atividades.




UP: Quais são as principais diferenças entre um móvel da Respiga e um à venda numa grande superfície como o IKEA, Moviflor ou outro?

Recorremos quase exclusivamente à reutilização de matérias-primas pelo que trabalhamos com o que vamos encontrando: madeiras, partes de móveis, garrafas de vidro, conchas, cascas de caracóis, etc.
Em relação às madeiras, é preciso realçar que fomos encontrando desde madeiras com mais de 1 século de existência num excelente estado de conservação, com menor probabilidade de empenar e com tonalidades únicas próprias da passagem do tempo, assim como madeiras cujo valor comercial é elevado, como é o caso do mogno, mutene, wengue, etc.

Estas matérias-primas permitem-nos fazer peças de mobiliário com uma forte predominância da madeira maciça, que aliada a um design contemporâneo, resultam em peças com uma maior longevidade e por isso com uma menor pegada ecológica. Tentamos que o preço seja proporcional aos custos inerentes à sua produção, de forma a ser o mais justo possível.
Destacamos ainda as cascas de caracóis, que é uma matéria-prima que se encontra com facilidade, sem qualquer aproveitamento. Note-se que as cascas têm a particularidade de variar de tamanho e cor, conservando, contudo, a forma e padrão, os quais permitem, quando em quantidade significativa, formar uma imagem rica em detalhe, mantendo-se ainda a relação entre o todo e as partes.

Resumidamente, embora as nossas peças sejam naturalmente mais caras, possuem um design muitas vezes exclusivo, duram “uma vida”, têm acabamentos de melhor qualidade, têm uma menor pegada ecológica, o grosso da fatia do seu preço vai para quem as concebeu e não para intermediários e são obviamente feitas em Portugal por portugueses.




UP: Quais são as principais dificuldades que sentem na realização do vosso trabalho?

No que se refere à reutilização de mobiliário e reciclagem de madeira, Portugal ainda está a “anos-luz”, em relação ao que, por exemplo, se faz no norte da Europa ou na Austrália.
As pessoas partem do princípio que o uso de madeira reciclada resulta obrigatoriamente em peças com um preço mais baixo, desconhecendo que esta madeira exige um tratamento complexo e dispendioso em termos de mão-de-obra para voltar a ser utilizada, com consequências para o custo na produção e preço final.

Julgamos também que ainda existe alguma discriminação em relação ao uso de materiais que foram obtidos a partir de obras de demolição ou encontrados na rua, considerando-se como sendo lixo e por consequência pouco digno.
Presentemente, julgamos que as pessoas já têm alguma consciência do peso da pegada ecológica, mas ainda não assumem a responsabilidade de contribuir para a sua redução, adquirindo bens feitos com mão de obra barata, sem questionar a origem da matéria prima, muitas vezes com um tratamento desadequado dos resíduos resultantes do seu fabrico e de fraca durabilidade.
A Respiga tenta ser exatamente o oposto.




UP: Onde podemos comprar os vossos móveis e outros objetos criados por vocês?

Visitando a nossa oficina ou contactando-nos via e-mail, telefone ou nas redes sociais. Esporadicamente, participamos em feiras (por exemplo, a feira do Jardim da Estrela) e em exposições (em dezembro estaremos na Quinta dos Caniços).
Temos ainda algumas peças “espalhadas” em restaurantes e bares aqui na Parede.


UP: Para terminar, onde podemos encontrar mais informação sobre a Respiga?

Além do nosso site, estamos no Facebook, Pinterest e Instagram.



Tigre

O Nepal está no rumo certo para atingir o objetivo de duplicar a sua população de tigres até 2022, concluiu um novo estudo.

Em 2010, 13 dos países habitados por estes grandes felinos reuniram-se no Fórum Internacional do Tigre, em São Petersburgo, preocupados com o declínio de mais de 98% verificado na população selvagem de tigres nos últimos 200 anos. A atual população destes animais (3643) é apenas 5% da de há um século.

Na reunião, os países comprometeram-se a duplicar a população selvagem de tigres até 2022 para proteger esta espécie da extinção.

Quando o Nepal assinou a declaração, em 2010, tinha apenas 121 tigres, de acordo com o Departamento de Parques Nacionais e Conservação da Vida Selvagem do país. Em 2013, este número tinha subido para 198.

“Realizámos a nossa investigação no Parque Nacional de Bardia, o segundo maior habitat de tigres do Nepal. O facto de a população de tigres neste parque nacional ter aumentado de 18 em 2009 para 50 em 2013 são notícias boas e interessantes. Embora o crescimento da população de tigres em Bardia tenha sido um dos mais elevados no país, a população de tigres também aumentou significativamente noutros habitats destes felinos no país”, contou Jhamak Bahadur Karki, autor do estudo.

Tigre com crias

Entretanto, acredita-se que os seus números tenham aumentado consideravelmente desde 2013, embora os resultados do censo de 2016 ainda não tenham sido divulgados.

“A gestão de habitats, tal como a conservação das zonas húmidas e pradarias, que, por sua vez, ajudam a salvaguardar uma população viável de presas, juntamente com a segurança para controlar a caça furtiva de animais selvagens são os aspetos chave da conservação dos tigres”, disse o investigador.

Tendo em conta o consumo médio anual de 50 ungulados por tigre, o estudo sugere que o Parque Nacional de Bardia tem espécies de presas suficientes para sustentar uma população maior, de até 100 tigres.

Como a distribuição de espécies de presas não era uniforme, o autor recomenda a introdução de algumas espécies de grande porte, como o búfalo-d'água-selvagem e a espécie de cervídeo Rucervus duvaucelii, no vale de Babai, onde a densidade de presas era significativamente inferior à do Parque Nacional de Bardia.

“A conservação do tigre é muito importante tanto de um ponto de vista ecológico como de um de economia nacional”, defendeu Jhamak Bahadur Karki. “O tigre é a principal atração para os turistas no Parque Nacional de Bardia. Os números dos turistas podem ser aumentados e a economia nacional apoiada, se a população de tigres crescer.”


O UniPlanet participou na 1ª edição da iniciativa Design For Them - Projeto de Design Social promovida pela ESEC ( Escola Superior de Educação de Coimbra) com a colaboração voluntária de docentes e alunos, das áreas criativas de Arte e Design (AD), Comunicação e Design Multimédia (CDM) e Comunicação Organizacional (CO), em parceria com a Casa da Esquina, que decorreu nos dias 27 e 28 de novembro.
A fantástica equipa que esteve a trabalhar com o UniPlanet num projeto que estamos a criar (e do qual em breve contaremos mais pormenores) era constituída por:


Agradecemos o excelente trabalho de todos durante o evento e felicitamos a ESEC por esta iniciativa, que esperemos que se volte a repetir.



Emprego

A Quinta da Pedra Branca, em Monte Gordo, Mafra, procura:
  • Distribuidores com viatura comercial ou station para entrega ao domicílio de cabazes em Lisboa, todas as 4ª feiras, e em Cascais/Sintra, todas as 6ª feiras, das 15.30 às 22 horas, com a recolha dos cabazes em Lisboa.
  • Pessoa para trabalhar no campo.
Contacto: 911856880


A Quinta do Vale da Lama, na zona da costa Algarvia (município de Lagos), procura:
  • Um agricultor que assuma o compromisso de produzir produtos frescos e biológicos para servir os clientes de Agroturismo e que esteja empenhado no desenvolvimento de uma CSA (agricultura de suporte local e comunitária)/ negócio para mercado de produtos hortícolas.
Veja mais aqui.
Contacto: info@valedalama.net


A Quinta dos Medronheiros, na zona da Lagoa de Albufeira (perto de Sesimbra), procura:
  • Dois colaboradores para trabalhar nas suas atividades agrícolas.
Contacto: 917 616 737 emails: jose.encarnacao@quintadosmedronheiros.pt | catarina.encarnacao@quintadosmedronheiros.pt


O comércio mundial de aves selvagens sofreu uma queda de cerca de 90%, desde que a União Europeia proibiu a importação destes animais em 2005.

Um novo estudo realizado por investigadores das Universidades do Porto e de Copenhaga mostrou que a interdição da UE contribuiu para reduzir o número de aves silvestres comercializadas anualmente de cerca de 1,3 milhões para 130 mil.

A captura de aves silvestres pode levar à depleção das populações selvagens e à perda de biodiversidade. “Este é o caso do papagaio-cinzento, uma espécie que se encontra ameaçada devido ao volume anual de animais capturados para o comércio internacional, explicou Luís Reino, autor do estudo e investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto.

Os impactos do comércio não se limitam aos países de onde os animais são originários. “O comércio também pode levar à introdução de espécies exóticas e estas, por sua vez, podem provocar impactos negativos nas populações nativas, por exemplo através da introdução de doenças”, disse o investigador.

De acordo com o estudo, o comércio internacional de vida selvagem é uma das principais causas da invasão por espécies exóticas. “As aves invasoras podem prejudicar os ecossistemas, destruir culturas agrícolas e competir com espécies nativas. A interdição à importação imposta pela UE, e a consequente redução do número de aves silvestres comercializadas, diminuem de forma significativa o risco de invasões biológicas em grande parte do planeta”, declarou Diederik Strubbe, investigador da Universidade de Copenhaga.


Papagaio-cinzento | Foto: Ben Kerckx

As aves silvestres estão entre os animais mais comercializados em todo o mundo e a Europa tem-se vindo a destacar como um dos principais importadores destes animais.

Antes da proibição de 2005, Portugal, Espanha, Itália, Bélgica e a Holanda eram responsáveis pela comercialização de dois terços de todas as aves selvagens vendidas no mercado global, a maioria das quais provenientes da África ocidental, sendo 70% originárias da Guiné, Mali e Senegal.

Quase 80% das aves exportadas antes desta data pertenciam ao grupo dos passeriformes – que inclui aves de estimação populares como o canário-de-moçambique ou o bico-de-lacre-comum –, ao passo que os psitacídeos – que incluem os papagaios, os periquitos e as catatuas, entre outras aves – perfaziam cerca de 18%. Hoje em dia, estes valores inverteram-se. Os passeriformes constituem menos de 20% do total de aves silvestres comercializadas e os psitacídeos quase 80%.

“Os psitacídeos são não só o grupo de aves mais ameaçado, mas também aquele com maior probabilidade de se estabelecer em países onde não ocorre naturalmente”, lê-se num comunicado do CIBIO-InBIO.


Canário-de-moçambique | Foto: Derek Keats

Entretanto, o papel de principal exportador de aves selvagens passou a ser ocupado pela América Latina, que é agora responsável por mais de 50% das exportações globais de aves selvagens. Também surgiram novos e importantes compradores no mercado, entre os quais o México e os Estados Unidos, cujas importações anuais aumentaram de cerca de 23 000 para 82 000 aves.

“Preocupa-nos termos verificado uma mudança no comércio de aves silvestres direcionado a áreas de grande biodiversidade. Por exemplo, diversas nações do sudeste Asiático têm vindo a destacar-se como importadores relevantes. Estas regiões estão agora expostas a um maior risco de invasões por aves introduzidas por esta via comercial”, declarou Luís Reino.

“Estes resultados demonstram claramente que se quisermos reduzir o número de aves comercializadas e diminuir o risco de invasões por aves exóticas, a interdição mundial ao comércio de espécies silvestres terá de ser equacionada como a medida eficiente a adotar. Apesar das interdições a nível regional contribuírem para uma redução do risco de invasão, a única forma eficiente de assegurar este decréscimo, evitando a redefinição de rotas comerciais, passa por uma interdição global”.

O estudo foi publicado na revista científica Science Advances.