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Pessoas festejam lei a favor do casamento gay

O painel de juízes do Supremo Tribunal de Taiwan decidiu hoje, dia 25 de maio, a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo. Taiwan tornou-se, assim, o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O Tribunal Constitucional de Taiwan explicou, num comunicado, que a atual legislação sobre o casamento violava "tanto a liberdade das pessoas ao casamento como o direito à igualdade”. O Parlamento tem dois anos para alterar ou aprovar novas leis que enquadrem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Taiwan é palco de uma das maiores marchas anuais de orgulho gay e é conhecido pelos seus valores liberais e progressistas, conta o Expresso.
A presidente Tsai Ing-wen apoia abertamente os direitos da comunidade LGBT.

Foto: Reuters


De cada vez que lava os seus casacos e mantas polares, roupa desportiva, leggings e outros artigos feitos de nylon, acrílico e poliéster, centenas de milhares de microfibras de plástico são libertadas para a água de lavagem.

Como são tão pequenas, as ETAR (estações de tratamento de águas residuais) não as conseguem filtrar. Sabe o que acontece então? Vão parar aos rios e aos oceanos, onde são uma ameaça para os animais marinhos, que as ingerem por as confundirem com comida.

Como resultado desta poluição, as microfibras estão a entrar na cadeia alimentar: já foram descobertas no peixe vendido no supermercado e no sal. Um estudo estimou que os consumidores de peixe e de marisco ingerem até 11 mil pequenos pedaços de plástico por ano, dos quais dezenas são absorvidos para a corrente sanguínea.

Embora pequenas, são uma das grandes fontes da poluição de plástico no mar e já foram chamadas, pelo The Guardian, “o maior problema ambiental de que nunca ouviu falar”.

O que pode fazer

Aqui está uma lista com 12 dicas que o podem ajudar a reduzir a quantidade de microfibras que a sua roupa liberta para o oceano.


1 Esta dica é um pouco óbvia: opte por roupas feitas de fibras naturais, como o algodão, o linho, o cânhamo e a lã, sempre que possível. Ao contrário das fibras sintéticas, as naturais acabam por se decompor no ambiente.

2 Lave as roupas de tecidos sintéticos menos frequentemente e num programa mais curto. Os artigos que precisam de ser lavados com mais frequência devem ser de fibras naturais.

3 Veja o vídeo “A História das Microfibras” (não se esqueça de ativar as legendas em português) e leia os seguintes artigos para ficar a conhecer melhor este problema:



4 Encha a máquina de lavar na sua carga máxima. Isto faz com que haja menos fricção entre as roupas e, consequentemente, menos fibras libertadas.

5 Lave a roupa a temperaturas mais baixas, uma vez que as temperaturas mais elevadas podem danificar as roupas e libertar mais fibras.

6 Troque o detergente de roupa em pó por um líquido.


A quantidade de microfibras libertadas por diferentes materiais

7 Quando limpar a sua máquina de lavar ou de secar a roupa, não deite o cotão pelo cano abaixo, deite-o no lixo.

8 Se quiser, pode comprar um Guppy Friend, um saco para lavar a roupa que captura 99% das fibras libertadas durante a lavagem. O saco será, brevemente, comercializado e o seu preço deverá rondar os 20-30€. No final da lavagem, remova as microfibras do saco com a mão e descarte-as.

9 Sempre que possível, opte por vestuário de boa qualidade e não se esqueça de comprar apenas aquilo de que precisa. Um estudo mostrou que os artigos de pouca qualidade libertam mais fibras. Use os seus artigos até ao fim da sua vida útil.


Plâncton ingere uma microfibra que lhe causa uma obstrução intestinal

10 Também pode comprar uma Cora Ball, uma bola que se coloca dentro da máquina de lavar e que captura 35% das microfibras libertadas em cada lavagem. Para melhores resultados, a equipa que a desenvolveu recomenda o uso de 2 ou 3 Cora Balls.

11 Invista num filtro para a máquina de lavar.

12 Avise ou seus amigos e familiares sobre este problema, para que eles também fiquem a conhecer o impacto das roupas de tecidos sintéticos, e pergunte às suas marcas favoritas que medidas estão a tomar para fazer face a esta questão.
Central nuclear

A Suíça aprovou uma proposta governativa para o encerramento faseado das cinco centrais nucleares, através de um referendo realizado no dia 21 de maio. As centrais são atualmente responsáveis pela produção de cerca de um terço da energia elétrica suíça.

“Este é um dia histórico para o país”, afirmou Adele Thorens Goumaz, deputada do Partido Verde suíço. “A Suíça vai finalmente entrar no século XXI no que respeita à energia”, acrescentou.

A medida aprovada na Suíça, com 58,2% dos votos a favor, entrará em vigor a partir de janeiro de 2018. Recentemente, também a Alemanha anunciou que irá encerrar todas as centrais nucleares até 2022.

Com o encerramento das centrais nucleares, o governo suíço abraçará as energias renováveis, como a hidráulica, solar, eólica, geotérmica e de biomassa.

“O resultado mostra que a população quer uma nova política de energia e não aceita novas centrais nucleares. A lei impele o nosso país para um futuro de energia moderna”, disse Doris Leuthard, ministro da Energia.


Afinal, o leopardo-das-neves não é, como se pensava, uma espécie monotípica. Um novo estudo revelou que existem três subespécies deste grande felino: a subespécie do norte, Panthera uncia irbis, presente na região de Altai; a subespécie central, Panthera uncia uncioides, presente no cerne dos Himalaias e no Planalto do Tibete, e a subespécie ocidental, Panthera uncia uncia, presente na cordilheira de Tien Shan e de Pamir e nas regiões trans-Himalaias.

Segundo os cientistas, os padrões de variação entre as subespécies sugerem um “efeito de barreira”, graças às bacias desérticas da zona, sendo que a subespécie do norte fica isolada pelo Deserto de Gobi e a central e a ocidental são divididas pelos trans-Himalaias.

Considerado o grande felino mais elusivo do mundo, o leopardo-das-neves vive, principalmente, em montanhas, a mais de 3000 metros de altitude, e distribui-se ao longo de cerca de 1,6 milhões de km2 em 12 países da Ásia. O seu carácter esquivo, aliado às condições rigorosas do seu habitat que é caracterizado por níveis baixos de oxigénio, extremos de temperatura e aridez, faz com que sejam animais difíceis de localizar e estudar.

“Este estudo é importante já que nos dá um primeiro vislumbre da forma como as populações de leopardos-das-neves estão estruturadas e ligadas. Em suma, populações que estão ligadas a outras são mais estáveis e é maior a sua probabilidade de subsistir”, explica um dos autores do estudo, Jan Janecka.

“A delineação das subespécies oferece-nos dois benefícios principais. O primeiro é uma melhor compreensão da evolução e ecologia da espécie. O segundo é que possibilita medidas de conservação mais flexíveis, para que os planos possam ser desenvolvidos especificamente para os desafios enfrentados numa determinada região. O nosso estudo realça a necessidade de iniciativas transfronteiriças para proteger esta e outras espécies selvagens na Ásia.”

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Heredity.



O UniPlanet e o Festival Salva a Terra vão oferecer três bilhetes gerais para o Festival Salva a Terra.
O passatempo está a decorrer no Facebook. Veja como participar neste link.
Pode concorrer até 11 de junho de 2017 e os 3 vencedores serão anunciados no dia 12 de junho.

Boa sorte!

O Salva a Terra é um eco festival que tem como objetivo a angariação de fundos para o CERAS, um projeto que recupera animais selvagens debilitados e os devolve à natureza. Este ano, o festival decorre de 22 a 25 de junho.
Leia a nossa entrevista aos organizadores do Festival Salva a Terra aqui.


Foram mais de 1700 as espécies vegetais descobertas no ano passado, entre as quais uma variedade nova de pastinaca da Turquia, café de Madagáscar e trepadeiras do Bornéu e do Equador que podem vir a ser usadas no tratamento de doenças, revela o relatório “Estado das Plantas do Mundo”.

Algumas das descobertas mais relevantes, no que toca às plantas comestíveis, foram 11 novas espécies de mandioca no Brasil, assim como alcaparras, gengibre, baunilha e cana-de-açúcar de vários países.

Também foram descobertas 29 novas variedades silvestres de begónias nas florestas da Malásia, orquídeas no Camboja, rosas e alegrias-do-lar na China e violetas na Turquia.

O relatório revelou que há mais de 28 000 espécies de plantas com propriedades medicinais, às quais se poderão juntar as trepadeiras encontradas no Bornéu e no Equador, uma vez que são “parentes” de plantas atualmente utilizadas no desenvolvimento de medicamentos para a doença de Parkinson.


Begonia rubrobracteolata, uma das 29 novas begónias descobertas na Malásia (Jardins de Kew)

“Acho muito encorajador o facto de existirem muitas, muitas plantas novas por descobrir no mundo, disse, ao The Guardian, Kathy Willis, diretora de ciência nos Reais Jardins Botânicos de Kew, que lideraram o estudo. “As plantas são de crítica importância para a vida na Terra e para todos os aspetos do bem-estar humano.”

As variedades silvestres das nossas culturas sobreviveram durante centenas de milhares de anos em todo o tipo de condições. Isto conferiu-lhes características, como a resistência à seca e às doenças, que as nossas variedades comerciais perderam ao longo dos anos em que foram selecionadas e cruzadas de forma a tornarem-se mais produtivas. As 11 espécies de mandioca descobertas, por exemplo, poderão ajudar a criar variedades mais robustas deste produto, do qual dependem milhões de pessoas nos trópicos.

“Existe, atualmente, um afastamento entre as plantas e as pessoas”, contou Kathy Willis. “O facto de tantas delas serem plantas das quais dependemos todos os dias ou que podem fornecer-nos uma nova fonte de medicamentos, comida ou combustível – não consigo pensar num argumento mais forte do que este para se preservarem as plantas.”


Manihot debilis, uma das 11 novas espécies de mandioca descobertas no Brasil (Jardins de Kew)


Englerophytum paludosum, uma nova árvore com frutos comestíveis (Jardins de Kew)

Hoje em dia, uma em cada cinco espécies de plantas está em risco de extinção. Devido à perda de habitat, algumas plantas já quase desapareceram na altura em que são descobertas. É este o caso de uma árvore descoberta durante o desenvolvimento de uma mina de urânio em Mali. Com menos de 10 exemplares adultos conhecidos, a espécie tornou-se automaticamente criticamente ameaçada.

Porém, a tarefa de descobrir variedades silvestres nem sempre é a mais fácil. “Muitas vezes, elas têm um aspeto medonho e não se encontram em áreas protegidas”, confessa a investigadora. O seu comentário sobre a nova pastinaca descoberta na Turquia não é muito lisonjeador: “É a planta mais lastimável que já se viu”.

Entre as descobertas mais surpreendentes conta-se uma espécie de bambu do Madagáscar, que pode demorar meio século a produzir aglomerados de flores espinhosas, que lembram ouriços-cacheiros.


Sokinochloa australis, um novo tipo de bambu do Madagáscar (Jardins de Kew)

Num futuro próximo, os cientistas dos Jardins de Kew vão trabalhar com o governo da Colômbia para explorar novas áreas no país, agora acessíveis graças a um acordo de paz com os rebeldes. É uma das áreas mais ricas em biodiversidade do mundo e as pessoas não fazem ideia de que plantas lá há.”

O relatório também examinou as ameaças que as espécies vegetais enfrentam, como os incêndios florestais, que queimam 340 milhões de hectares de vegetação por ano – uma área do tamanho da Índia –, revelando que algumas regiões estão a assistir a uma maior frequência e intensidade dos fogos, devido à expansão das espécies mais inflamáveis, como os eucaliptos e as mimosas.

As pragas, doenças e espécies invasoras são outras destas ameaças, que podem custar à agricultura mundial quase 450 mil milhões de euros por ano. As principais pragas já são, muitas vezes, resistentes a dezenas de pesticidas.

O relatório cita, como exemplo, a ameaça que o besouro-verde (Agrilus planipennis), nativo da Ásia e que se tem vindo a espalhar pelo mundo, representa para os freixos – acredita-se que este besouro vá matar grande parte dos 8 mil milhões de freixos dos EUA.

E a perda de espécies vegetais tem efeitos colaterais. “Não se perdem só as árvores da nossa rua, há um aumento nas doenças respiratórias e um aumento nos problemas de saúde mental, explica Kathy Willis.

1ª foto: Uma nova espécie de Aspalathus (Jardins de Kew/PA)


O Salva a Terra é um eco festival, que tem como principal objetivo a angariação de fundos para o CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, um projeto do núcleo regional de Castelo Branco da Quercus, que recupera animais selvagens debilitados e os devolve à natureza. Este ano, o festival decorre de 22 a 25 de junho.

O UniPlanet falou com os organizadores do Salva a Terra para ficar a conhecer melhor este festival sustentável.


UniPlanet (UP): Como nasceu o Festival Salva a Terra?

O Festival Salva a Terra surgiu na altura em que o CERAS (Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens) tinha perdido todos os apoios estatais devido a cortes orçamentais... Perante essas dificuldades, queríamos manter o Centro operacional com as melhores condições possíveis e, por isso, um grupo de amigos decidiu encontrar alternativas, e em 2009, no ano em que o CERAS completou 10 anos de existência, organizamos o Festival "Música pelo CERAS", em Castelo Branco.

Rapidamente percebemos que precisávamos de aproximar o festival da natureza e, por isso, procuramos um local alternativo e a aldeia de Salvaterra do Extremo em pleno Parque natural do Tejo Internacional parecia ter sido feita para o festival, pois já tinha varias estruturas e condições naturais para fazer crescer o evento.


UP: Que artistas vão estar presentes este ano no Festival?

Contaremos com cerca de 150 artistas em quatro dias que abraçaram esta causa! Para além dos concertos nos 4 palcos, haverá teatro e animação de rua.
Vamos contar com uma intervenção do artista plástico, Bordalo II, perto do Palco Pôr-do-sol, e uma exposição da Plasticus Maritimus.
Relembramos que todos os artistas e formadores são voluntários!


Cartaz do Salva a Terra
Clique na imagem para ampliar o cartaz


UP: Que outras atividades estão programadas?

As manhãs começam com atividades de yoga, concertos meditativos, e diversos workshops e oficinas para as famílias. No decorrer da tarde, para além dos concertos no Palco Igreja, no Palco Pôr-do-sol e no Quintal da Fafá (uma moradora que recebe artistas na sua casa e acolhe diversas atividades no seu espaço desde a primeira edição do Festival), haverá atividades de observação de vida selvagem, construção de caixas de ninho e abrigos para fauna, construção de fornos solares, cinema documental e palestras/ conversas sobre diversas temáticas ambientais, percursos pedestres, banhos e garimpo no rio Erges e, entre outros, oficinas de tecelagem vegetal.

O CERAS irá ensinar-nos como proceder ao encontrar um animal ferido, e estarão também presentes outras entidades como é o caso do Grupo Lobo com o qual os mais novos poderão ser biólogos por um dia, ou a Associação Circuito Explosivo, Planeta Azul ou a Pano ou Palha, entre outras, com várias exposições, teatro de fantoches, palestras e oficinas! Consultem o nosso site para conhecer todas as atividades paralelas.


À noite no Salva a Terra

UP: Ao contrário de outros festivais, o Salva a Terra destaca-se por ser um Eco Festival. Querem falar-nos um pouco sobre o vosso compromisso com a sustentabilidade?

Queremos que este festival seja um encontro de troca e sensibilização no que diz respeito à conservação da Natureza. Apostamos na sensibilização através da componente de cariz pedagógico presente nas atividades desenvolvidas.
No que diz respeito aos resíduos e à energia, na cantina do festival existe uma ementa vegetariana com produtos produzidos local e regionalmente, dando naturalmente prioridade aos de produção em modo biológico; promovemos a redução do consumo de embalagens e a reciclagem de todos os resíduos da cantina (embalagens e resíduos orgânicos), apelamos à não utilização de plásticos e loiça descartável; promovemos o uso da caneca do festival e pratos reutilizáveis na cantina onde os detergentes são ecológicos; reutilizamos materiais de outros festivais, utilizamos iluminação eficiente nos parques de campismos (leds) e casas de banho secas (compostáveis) nos campismos.

Quanto à mobilidade, fomentamos a partilha de boleia (grupo no Facebook) e uso de bicicleta para chegar ao Salva a Terra (quem vier de bicicleta da sua morada ao festival não paga bilhete) e a utilização de bicicletas pela organização durante o evento; após o festival, realizamos sempre a compensação das emissões e da pegada ecológica da organização, artistas, formadores, guias e restante equipa, através da plantação de árvores autóctones pelo projeto “Criar Bosques” da Quercus ANCN no Parque Natural do Tejo Internacional.
Com a edição de 2013, o Salva a Terra ganhou o prémio de festival mais sustentável no Portugal Festival Awards, um prémio que reconhece o nosso esforço e que nos motiva a tentar ir mais longe nas futuras edições…
E claro, o motivo que nos move: o CERAS para o qual todas as receitas do festival revertem a 100%.




UP: O voluntariado é um dos pilares do Salva a Terra. Como podemos participar?

Basta preencher o formulário de voluntariado no nosso site! Também podem ajudar na divulgação, passando a palavra ou partilhando o nosso cartaz nas redes socias, mailing lists, etc.


UP: Onde podemos adquirir os bilhetes para o Salva a Terra?

Através da página do festival: www.salvaterra.pt.


UP: Para terminar, 3 motivos para não perdermos este festival?

A sua missão, a espetacular aldeia de Salvaterra do Extremo e suas gentes, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, e o ambiente de partilha que se vive no festival.


Saiba como pode ganhar um bilhete para o Festival Salva a Terra aqui.




A Direção de Parques e Recriação de Vancouver aprovou um regulamento, com 6 votos a favor e um contra, que proíbe o cativeiro de baleias, golfinhos e botos no Aquário de Vancouver.

O regulamento entra em vigor imediatamente e impedirá o aquário de adquirir novos cetáceos. Os três cetáceos atualmente em exibição – uma falsa-orca, uma toninha-comum e um golfinho-de-laterais-brancas-do-Pacífico – permanecerão no aquário, mas não poderão ser usados em espetáculos.

Para Catherine Evans, comissária da Direção de Parques, a medida permitirá a Vancouver “recuperar-se do atraso”, no que toca ao tratamento ético dos animais.

“A questão não é apenas se o podemos fazer, mas também se o deveríamos fazer”, disse. “E, por isso, penso que, sim, podemos manter cetáceos em cativeiro… mas acho que chegámos ao ponto em que sabemos que não o deveríamos fazer, quando existem outras opções.”

A proibição não agradou a todos. A reunião foi acompanhada por centenas de manifestantes, que se juntaram na rua, em protesto contra a medida.



O presidente e diretor-executivo do aquário, John Nightingale, é outra das vozes a opor-se veemente à decisão da Direção de Parques, argumentando que levará à eutanásia dos animais resgatados que não podem ser devolvidos ao mar. “Não existem outros lares a longo-prazo ou opções para os cetáceos resgatados que não podem ser libertados de novo”, declarou.

No entanto, os membros da Direção de Parques refutaram a ideia de que a proibição impossibilitaria o aquário de reabilitar animais. Stuart MacKinnon, comissário que votou a favor da proibição, explicou que a medida significa que os cetáceos não poderão ser levados para o aquário, mas que poderão continuar a ser tratados no seu centro de recuperação.

“Se o centro de reabilitação de mamíferos marinhos vai ou não continuar a trabalhar com cetáceos é uma escolha inteiramente deles”, disse. “Decidir o que acontece nos nossos parques [contudo] cabe-nos a nós.”

A morte recente de duas belugas, progenitora e cria, no aquário, fez da instituição alvo de críticas. Segundo o cientista Jeff Matthews, já são mais de 40 as mortes de cetáceos na instituição, o que torna “cada vez mais difícil conciliar a imagem pública cuidadosamente construída pelo aquário como um líder mundial a cuidar de baleias e golfinhos com a sua crescente taxa de mortalidade”.

Mesmo no meio desta controvérsia, o Aquário de Vancouver tinha anunciado que planeava importar cinco novas belugas da SeaWorld para as suas instalações em Stanley Park.

Sarah Kirby-Yung, antiga porta-voz do aquário, também votou a favor da proibição. “No fim do dia, esta não é uma decisão política, é a decisão certa”, disse.

A proibição do cativeiro de cetáceos está a ser adotada por cada vez mais cidades e países. A França juntou-se a esta lista crescente em maio de 2017. Em 2016, a Califórnia proibiu os espetáculos e a criação de baleias-assassinas em cativeiro.


Apesar de hoje em dia parecerem brancas, muitas das estátuas da Grécia e da Roma antigas eram pintadas com cores vivas.

Com o passar dos anos, as cores foram desaparecendo, mas graças à análise química e ao uso de técnicas com luz ultravioleta, conseguiu-se determinar as verdadeiras cores das estátuas. Foram depois criadas réplicas pintadas de vermelho, azul, amarelo e verde para melhor percebermos como eram nessa altura.

As primeiras evidências de que as estátuas de mármore da Grécia antiga não eram brancas surgiram em escavações realizadas no início do século XIX.




































Fonte: Harvard


Segundo o Comité Internacional de Resgate (IRC, na sigla inglesa), as crianças refugiadas sírias no Líbano trabalham 10 horas por dia nas ruas. Uma em cada quatro trabalha tanto de dia como de noite, até 6 dias por semana, e 60% são alvo de violência.

Têm, habitualmente, entre 6 e 10 anos e vendem CD’s, flores, pastilhas elásticas e lenços de papel ou têm de recorrer a pedir esmola nas ruas de Beirute ou de Trípoli.

“As crianças que trabalham nas ruas são o sinal mais visível da crise de refugiados sírios no Líbano”, disse Sara Sannouh do IRC, ao The Guardian. “Trabalhar na rua é extremamente difícil para as crianças, envolve longas horas extenuantes e rouba-as da possibilidade de desfrutarem de uma infância normal.”

Dos 1,1 milhões de refugiados sírios registados no Líbano, metade são crianças. Quase todas as 173 crianças entrevistadas pelo IRC chegaram ao Líbano entre 2012 e 2014, tendo já perdido vários anos escolares. De acordo com a Unicef, há 1500 crianças a trabalhar nas ruas do Líbano.

Muitos refugiados sírios têm tido dificuldade em renovar as suas autorizações de residência, desde que o país introduziu normas mais estritas, que incluem uma taxa de 180€. Isto, por sua vez, fez com que os pais, impossibilitados de trabalhar com medo de serem presos, dependessem cada vez mais do dinheiro ganho pelos seus filhos para garantir a sua sobrevivência.

Algumas das crianças que vivem em Beirute apanham autocarros até às zonas turísticas de Trípoli, onde conseguem ganhar mais dinheiro. De acordo com o IRC, os ganhos diários das crianças variam entre 5€ e 22€.

Através dos seus programas o IRC já ajudou 150 crianças a voltar à escola.

Foto: Criança refugiada da Síria | Reuters