Jovem Khulood de minissaia

Uma mulher publicou um vídeo de 6 segundos a passear num forte histórico, na Arábia Saudita, com o cabelo solto e com uma minissaia vestida.
A jovem modelo Khulood partilhou o vídeo na rede social Snapchat, que se tornou viral e iniciou um debate nas redes sociais, com pessoas a pedir a prisão da jovem por ir contra o código de vestuário da Arábia Saudita e outros a saudarem-na pela coragem por ir contra a norma do país.
O vídeo terá sido um protesto contra os códigos de vestuário da Arábia Saudita, depois de, recentemente, a ativista Loujain al-Hathloul ter sido presa por conduzir, algo que as mulheres não podem fazer neste país.

Depois do Comité para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (a polícia religiosa da Arábia Saudita) ter avisado que estava a acompanhar o caso "da rapariga em trajes indecentes" e que iria tomar as "medidas necessárias", a jovem foi presa e interrogada.
Entretanto, Khulood já foi libertada.

“Se fosse estrangeira estariam a cantar sobre a beleza da sua cintura e o encanto dos seus olhos… Mas como é saudita, estão a pedir que seja presa”, pode ler-se num tweet.

Cotonetes com hastes de papel

Cotonetes bio com hastes de papel da Douce Nature (200 unidades)


O melhor:
Ter hastes em papel;
O algodão ser biológico, certificado pela ECOCERT;
Uma boa alternativa às cotonetes com hastes de plástico;
Embalagem em cartão reciclado.

O pior:
Preço ser mais elevado do que as que existem à venda com hastes de plástico.


Preço: 2,60€ (Celeiro)
Elefante africano

Sem as ameaças causadas pelos seres humanos, particularmente a caça furtiva, existiriam muitos mais elefantes nas savanas africanas. Um novo estudo da Universidade de Pretoria estimou o número destes animais que poderiam existir em 73 áreas protegidas de 21 países africanos, se os fatores ambientais, e não a intervenção humana, controlassem a dimensão das suas populações.

Segundo o trabalho, faltam às áreas protegidas de África 75% dos elefantes que nelas deveriam existir, o que equivale a cerca de 730 000 animais. O estudo revelou ainda que um terço destas áreas protegidas não tem sequer 5% dos elefantes que deveriam existir nelas.

“O estudo (…) levou 10 anos a completar e é o melhor indicador até agora do verdadeiro impacto que a caça furtiva está a ter nas populações de elefantes de África e como estas poderiam prosperar se não fossem afetadas pela interferência humana”, disse Joseph Okori, da organização IFAW, que ajudou a financiar o trabalho de investigação.

Com o novo estudo, os conservacionistas sabem, pela primeira vez, quais são os lugares aos quais deve ser dada prioridade na conservação de elefantes. “No passado, tivemos estimativas relativamente boas do número de elefantes que existem e de quantos são vítimas da caça furtiva. Mas agora determinámos quantos elefantes deveria haver, em primeiro lugar”, declarou Ashley Robson, autora do estudo.

“Pela primeira vez, temos metas de conservação positivas. Podemos canalizar o financiamento e esforços para onde são mais necessários.”

Elefantes africanos

“Ainda que a magnitude da perda causada pela caça furtiva seja devastadora – faltam 730 000 elefantes nas 73 áreas protegidas avaliadas –, não vejo o nosso trabalho como mais uma perspetiva negativa e pessimista. Pelo contrário, proporcionamos, aos conservacionistas de elefantes, objetivos significativos em termos ecológicos. É um avanço positivo para os elefantes”, defendeu Ashley Robson.

“Se se tentar estabelecer uma relação entre a atual densidade de elefantes nas áreas protegidas de África e a disponibilidade local de vegetação e água, falhar-se-á. Desde a era colonial até hoje, os humanos afetaram de forma tão generalizada as populações que poucas, se é que algumas, alcançaram uma dimensão onde o limite dos recursos se impõe naturalmente para parar o crescimento”, disse a investigadora.



A equipa de investigação analisou dados de censos dos últimos 25 anos para descobrir as populações que têm estado relativamente estáveis. De seguida, mediram a vegetação e água de cada local com tecnologias de teledeteção para quantificar os recursos mais importantes para os elefantes. Por fim, adicionaram ao seu modelo um índice de caça furtiva.

“Os elefantes prosperam numa enorme variedade de condições – de desertos a florestas exuberantes – por isso a sua densidade varia de acordo com os recursos locais. Não existe uma densidade ideal. Os ecologistas sabem disto há muito tempo, mas nunca foi quantificado até agora”, explicou Rudi van Aarde, supervisor do projeto.

“O comércio de marfim (...) e a caça furtiva influenciaram os elefantes de todo o continente e esconderam a relação entre a dimensão populacional e as condições ambientais”, disse o investigador. “Mas nós tivemos em consideração o impacto da caça furtiva nos nossos modelos para predizer ‘valores ecológicos de referência’ – a dimensão que as populações atingiriam se os fatores ambientais, e não a intervenção humana, controlassem o crescimento populacional.”



“[Este trabalho não é realizado] apenas em nome dos elefantes; os elefantes têm um papel fundamental na modelação das savanas, que em África cobrem tanta terra quanto o território continental dos EUA e a Europa juntos. A perda dos elefantes é prejudicial para as nossas savanas e para as espécies que dependem delas”, afirmou Ashley Robson.

“Embora as metas de conservação sejam um avanço positivo, o nosso estudo é uma chamada de atenção”, declarou a investigadora.

Costumamos pensar que as áreas protegidas são refúgios onde a vida selvagem prospera sem a interferência humana. Mas quando se trata dos elefantes, as áreas protegidas estão a falhar. Se as populações de elefantes estão tão fortemente reduzidas, mesmo quando protegidas, o que dizer das populações em 70% do território dos elefantes que estão fora dos limites dos parques naturais?”, indagou Morgan Trimble, que integrou a equipa de investigação.

"O facto de os elefantes não estarem em boa situação, mesmo quando protegidos, significa que precisamos de agir”, frisou Ashley Robson.
Cobra

Foi aprovada, no dia 19 de julho, no Parlamento a proposta de lei do PAN que regula o comércio de animais de companhia em estabelecimentos comerciais e através da internet e proíbe a venda online de animais selvagens. O projeto de lei foi aprovado com os votos a favor de PS, BE, PCP, PEV, PSD e PAN, e com a abstenção do CDS.

Esta lei traz várias alterações:
  • A criação de um registo de criadores;
  • Os animais selvagens deixam de poder ser comercializados através da internet;
  • Os estabelecimentos comerciais estão impedidos de expor os animais em montras ou vitrinas, deixando de apelar à compra;
  • Os anúncios de venda de animais de companhia passam a estar sujeitos a requisitos extremamente apertados;
  • Haverá coimas mais duras para o incumprimento da legislação.


Uma equipa de investigadores dos Países Baixos monitorizou os movimentos das aves selvagens durante as celebrações de Ano Novo de três anos consecutivos, utilizando um radar meteorológico.

Os dados que obtiveram revelaram que, a partir da meia-noite, altura em que começaram os espetáculos de fogo de artifício, havia uma “explosão” de dezenas de milhares de aves em voo. As aves em pânico atingiram altitudes de 500 metros, voando em grandes bandos durante cerca de 45 minutos.

Quais podem ser as consequências?

O facto de muitas espécies de aves não serem dotadas de uma boa visão noturna significa que, à semelhança de uma multidão a tentar escapar de um lugar escuro, as aves selvagens em pânico podem chocar umas contra as outras, contra edifícios, linhas de alta tensão, automóveis, postes ou árvores, especialmente em noites nubladas ou sem luar.

Estas colisões podem provocar lesões graves aos animais e chegar a ser fatais. Por exemplo, na véspera de Ano Novo de 2010, em Beebe, no Arkansas, os fogos de artifício terão causado a morte de cerca de 5000 aves.


Um dos milhares de tordos-sargentos que apareceram mortos na passagem de ano no Arkansas | Foto: Reuters

Nos Países Baixos, os cidadãos podem detonar os seus próprios fogos de artifício na véspera do Ano Novo, durante um período de quatro horas – entre as 22:00 de 31 de dezembro e as 02:00 de 1 de janeiro –, embora a maioria seja detonada nos primeiros 30 minutos a seguir à meia-noite. Esta é uma prática que os holandeses adotaram com entusiasmo por todo o país.

Vários estudos têm demonstrado que o ruído antropogénico já invadiu até as áreas naturais protegidas e que os animais terrestres e marinhos reagem com medo a uma série de distúrbios causados pelos seres humanos, incluindo o ruído, os drones, os barcos, a caça ou a mera presença humana. No entanto, ainda se sabe pouco sobre o modo como os animais reagem ao fogo de artifício.

Quantas aves há no ar no Ano Novo?

Para descobrir onde e quando a exibição de fogos de artifício em grande escala afetava as aves selvagens, os investigadores da Universidade de Amesterdão e da Real Força Aérea da Holanda utilizaram um radar meteorológico – que consegue detetar pássaros em voo – durante as celebrações de Ano Novo de 2008 a 2010.

O radar monitorizou os ecos criados pelas aves em voo a intervalos de cinco minutos, em diversas faixas de altitude, num raio de 25 km.

Os investigadores verificaram que não havia muitas aves no ar imediatamente antes da meia-noite do Ano Novo, algo que mudou drasticamente a partir da 00:05, quando se começaram a detonar os fogos de artifício por todo o país. Nessa altura, o radar detectou movimentos em grande escala das aves selvagens.


Figura: Série temporal dos movimentos de pássaros sobre Loosdrechtse Plassen.
(a) 2007/2008, (b) 2008/2009, and (c) 2009/2010.

As aves em voo elevaram-se a altitudes de 500 metros ou mais, descendo depois lentamente. “Estas altitudes excedem em muito as que estas aves atingiriam normalmente, durante voos locais e são, de facto, comparáveis às altitudes de voo medidas durante a migração”, disse Judy Shamoun-Baranes, autora do estudo e professora da Universidade de Amesterdão.

A maior densidade de aves a voar foi registada sobre lagos, zonas húmidas e várzeas, muitos dos quais fazem parte da rede Natura 2000, sendo locais protegidos de nidificação, repouso e invernada de espécies raras e ameaçadas, conta a Forbes. A equipa estimou que a maior densidade de aves no ar ao mesmo tempo pode ter chegado a 1000 aves/km2.

Os investigadores presumiram, com base em censos anuais de animais na região, que a maioria das aves presentes durante este período de tempo eram aves aquáticas – na sua maioria patos e gansos.

“Estima-se que centenas de milhares de aves tenham levantado voo, só num raio de 40 quilómetros de onde o radar se encontrava a tirar medidas”, declarou Judy Shamoun-Baranes. “Se tivermos todo o país em consideração, utilizando esta estatística, milhões de aves podem ser afetadas."



"Estes valores são bastante assombrosos, especialmente quando se considera que as aves ficam perturbadas e abandonam as áreas que estão, de outro modo, designadas para a conservação das espécies, especialmente durante o Inverno e a estação de migração”, disse a investigadora.

Como é um país densamente povoado, as áreas de conservação de vida selvagem costumam estar localizadas perto de zonas habitadas.

“As observações nos Países Baixos são talvez extremas devido às elevadas concentrações de aves que se encontram em corpos de água no Inverno e à sua proximidade das atividades humanas.”

No entanto, com a urbanização, o crescimento populacional e a expansão da agricultura, os animais selvagens estão a ficar limitados a áreas cada vez menores e mais próximas dos seres humanos, um pouco por todo o mundo.

“Este fenómeno também foi observado na Bélgica, por isso o problema não está, claramente, restrito à área onde este estudo foi realizado”, explicou a autora do trabalho de investigação, que foi publicado na revista científica Behavioral Ecology.
Douro

A REN (Redes Energéticas Nacionais) quer construir um gasoduto ao longo da região do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da UNESCO, que atravessará os municípios de Celorico da Beira, Vilar de Frades e Bragança. O objetivo do gasoduto é ligar a rede nacional de gás à rede espanhola.

O ICOMOS-Portugal, que representa o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, criticou este plano e recordou que o governo, tal como aconteceu com a barragem do Vale do Tua, não consultou a UNESCO.

O ministro do Ambiente assegurou que o projeto está a ser "avaliado pela Agência Portuguesa do Ambiente" e que vai ser "alvo da decisão de técnicos".

A obra prevê a construção de um canal para instalar tubos com 70 cm de diâmetro e a definição de corredores de servidão com 20 m de largura, numa extensão próxima dos 160 km, o que implicará danos na paisagem.

Foto: Aires Almeida


Apesar de a "Antártida ser considerada uma região selvagem extremamente isolada e intocada”, o plástico já invadiu as águas que a rodeiam. Cientistas britânicos descobriram que os níveis de microplásticos a acumularem-se no Antártico são "muito piores" – cinco vezes mais elevados – do que se esperava.

Os microplásticos são partículas com menos de 5 mm de diâmetro, que estão presentes em alguns produtos do dia-a-dia, como pasta-de-dentes, champô, gel de banho e detergentes, ou que se libertam dos pneus e das roupas de tecidos sintéticos. De cada vez que é lavado, um casaco polar liberta milhares de fibras de plástico.

Estes pequenos fragmentos vão parar ao mar através das águas residuais e da degradação de detritos de plástico maiores e já foram descobertos tanto na superfície do mar, como no oceano profundo e nos sedimentos do fundo do mar.

Como os níveis de microplásticos registados no Antártico são mais elevados do que os que a equipa esperava encontrar com origem local, ou seja, provenientes de navios e estações de investigação, os investigadores admitem a possibilidade de o plástico proveniente de outras regiões estar a atravessar a Corrente Circumpolar Antártica, historicamente considerada quase impenetrável.


Microfibras de plástico encontradas no oceano Antártico | Fotos: Catherine Waller e Claire Waluda

O oceano Antártico ou Austral representa 5,4% dos oceanos do mundo. Para além das ameaças que a pesca, poluição e introdução de espécies não indígenas representam para a região, os cientistas temem os efeitos que a poluição de resíduos plásticos pode ter no ecossistema, sendo que os animais marinhos podem ficar presos nos detritos ou ingeri-los.

“O ecossistema é muito frágil, com as baleias, focas e pinguins a consumir krill e outros tipos de zooplâncton como um elemento essencial da sua dieta”, explicou Catherine Waller, autora do estudo e especialista em ecologia e biologia marinha da Universidade de Hull.

Em março, um cientista filmou o momento em que uma microfibra de plástico é ingerida por plâncton. Segundo ele, a presença de plástico no fundo da cadeia alimentar poderá afetá-la “até ao topo”.

“Temos monitorizado a presença de detritos grandes de plástico na Antártida ao longo de mais de 30 anos. Embora saibamos que as peças maiores de plástico podem ser ingeridas por aves marinhas ou causar o enredamento das focas, os efeitos dos microplásticos nos animais marinhos no oceano Antártico ainda são desconhecidos, disse Claire Waluda, coautora do estudo e bióloga do British Antarctic Survey.



Mais de metade das estações de investigação na Antártida não possui sistemas de tratamento de águas residuais, revelou o trabalho de investigação, que foi publicado na revista científica Science of the Total Environment.

Estima-se que até 500 kg de microplásticos dos produtos de cuidado pessoal e até 25,5 mil milhões de fibras sintéticas da roupa entrem no oceano Austral por década, devido às atividades turísticas, de pesca e de investigação científica. Embora isto seja insignificante à escala do oceano, os investigadores afirmam que pode ser significativo a uma escala local.

“A nossa compreensão das fontes e destino dos plásticos nestas águas é, quanto muito, limitada”, disse Huw Griffiths, coautor do estudo e biogeógrafo marinho do British Antarctic Survey.

“Este trabalho representa um excelente passo em direção ao reconhecimento da presença de microplásticos na Antártida e permite-nos reivindicar esforços internacionais de monitorização da situação enquanto esta ainda está nas suas fases iniciais”, afirmou Claire Waluda.
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Urso-negro-asiático em cativeiro numa jaula de dimensões reduzidas para a extração da bílis

Os médicos praticantes de medicina tradicional chinesa (MTC) na Malásia e a TRAFFIC, a rede de monitorização do comércio da vida selvagem, juntaram-se para encontrar soluções de forma a reduzir o uso de espécies de fauna e flora selvagem ameaçadas nos medicamentos tradicionais.

Durante a conferência “Alternativamente Eficaz”, a Federação das Associações de Médicos Chineses e Distribuidores de Medicamentos da Malásia e a TRAFFIC apresentaram substitutos para as espécies usadas e debateram as ameaças causadas pela procura de medicamentos feitos à base destas espécies.

Os participantes foram convidados a assinar uma declaração através da qual se comprometiam a utilizar apenas ingredientes de fontes lícitas, apoiar os esforços para reduzir a procura de medicamentos feitos com espécies ameaçadas e usar exclusivamente recursos selvagens permitidos pelas leis do país. No total, 46 médicos assinaram este compromisso.

“Esta comunidade de praticantes e médicos tem um papel crítico no fornecimento e distribuição de plantas e animais selvagens para os medicamentos. Um compromisso para utilizar apenas recursos da vida selvagem legais e sensibilizar os seus clientes para as alternativas sustentáveis ajudará a reduzir a tremenda pressão sobre os ursos e muitos outros animais selvagens procurados como curas, disse Lalita Gomez da TRAFFIC.

Um dos grandes focos do debate foi a utilização corrente de bílis e vesícula biliar de urso pela indústria de MTC e a ameaça que representa para as populações de ursos selvagens na Ásia. Os ursos são mantidos em jaulas de dimensões reduzidas, durante toda a sua vida, para que lhes seja retirada bílis, que é usada na produção de medicamentos.

Bílis de urso à venda
Bílis de urso à venda | Foto: TRAFFIC

“É a responsabilidade de cada um de nós estimar e proteger os recursos naturais. Os praticantes de medicina chinesa e os comerciantes devem escolher medicamentos produzidos legitimamente, prestar atenção ao conteúdo dos produtos, não comprar ingredientes medicinais de proveniência desconhecida e resistir de forma consciente aos artigos ilegais”, defendeu o presidente da Federação, Ting Ka Hua, que assinou o compromisso.

“Os praticantes de medicina chinesa têm a obrigação de corrigir conceitos infundamentados e inexatos sobre o uso de espécies selvagens na medicina tradicional”, disse.

Como várias inspeções e análises anteriores demonstraram, é fácil encontrar-se bílis e vesícula biliar de urso nas lojas de MTC da Malásia, um país que é um importante produtor e consumidor de partes e derivados de urso.

“A comunidade de praticantes e utilizadores de MTC na Malásia pode ser um dos aliados mais fortes para se acabar com o comércio ilegal de vida selvagem e estamos muito satisfeitos com esta parceria com a maior comunidade de MTC da Malásia”, declarou Kanitha Krishnasamy da TRAFFIC. “As boas notícias são que há substitutos eficazes para os produtos à base de urso disponíveis e a serem usados em todo o mundo e é importante que a comunidade malaia conheça estas alternativas e trabalhe no sentido de as incorporar.”

Para ajudar a que isto aconteça, a Federação tem distribuído informação sobre as espécies de flora e fauna selvagem ameaçadas pela procura de medicamentos tradicionais às associações de praticantes de MTC.
Foto: Animals Asia

CArro de compras no corredor de um supermercado

A Amnistia Internacional lançou uma campanha, que já conta com 6000 apoiantes, para instar os maiores supermercados australianos a parar de vender produtos que contenham ingredientes produzidos com recurso a trabalho infantil, neste caso, o óleo de palma.

No ano passado, uma investigação da Amnistia descobriu crianças com apenas 8 anos a trabalharem horas a fio sob condições perigosas nas plantações de um dos maiores produtores mundiais de óleo de palma, a empresa Wilmar.

A organização humanitária ligou o óleo de palma da Wilmar a centenas de produtos populares, entre os quais os chocolates KitKat e Smarties, da Nestlé, os artigos de cuidado pessoal da Head & Shoulders, Herbal Essences, Oral B, Pantene Pro-V e Olay, da Proctor & Gamble, a margarina Flora, os gelados Magnum, o detergente Surf, os produtos da Dove, Cup a Soup, Bird’s Eye e Vaseline, da Unilever.

“As grandes marcas ainda estão a lucrar com o trabalho infantil nas plantações de óleo de palma”, escreveu a Amnistia. “Crianças com apenas oito anos estão a realizar trabalhos extenuantes e perigosos nestas plantações, tudo isto enquanto as marcas que conhecemos tão bem obtêm lucros na ordem dos milhares de milhões.”



A campanha é dirigida a três grandes cadeias de supermercados da Austrália - Aldi, Coles e Woolworths.

“O Woolworths, Coles e Aldi compram os produtos de muitas destas marcas populares, dando, essencialmente, luz verde ao trabalho infantil e aos abusos dos direitos dos trabalhadores”, escreveu a organização.

“É chegada a altura do Woolworths, Coles e Aldi se baterem pelo que é correto e os consumidores são essenciais para fazer com que isso aconteça.”

Após a campanha da Amnistia dirigida aos fabricantes destes produtos, representantes do Coles e do Aldi reuniram-se com a organização para discutir estes problemas. A Woolworths realizou uma reunião por telefone com a ONG.
Foto: Caden Crawford