Pessoas a cozinhar

O Centro Vegetariano, uma associação Ambiental para a Promoção do Vegetarianismo, está a preparar um estudo para ficar a conhecer quantos vegetarianos existem em Portugal.

O UniPlanet falou com esta associação para conhecer melhor este projeto.


UniPlanet (UP): O Centro Vegetariano realizou em 2007 um estudo para determinar o número de vegetarianos em Portugal. Agora, dez anos depois, vão realizar um novo estudo. Que perguntas vão fazer aos portugueses?

A intenção é repetir as mesmas perguntas de há quatro anos. Ou seja, vamos perguntar com que frequência comem carne, peixe, ovos e laticínios, sendo as opções de resposta "Nunca", "Ocasionalmente" e "Frequentemente".

Escolhemos essas quatro perguntas principalmente por uma questão de rigor. Seria mais óbvio perguntar simplesmente "Qual o tipo de dieta que segue?" Mas o problema com essa pergunta é que há diferentes tipos de entendimento quanto ao que é ser vegetariano ou vegano. Ora neste caso o objetivo é apenas determinar o número de pessoas que segue uma dieta vegetal, eventualmente incluindo ou não ovos e laticínios. Portanto, ao perguntarmos com que frequência consomem determinado tipo de alimentos podemos obter mais dados e de melhor qualidade, com apenas quatro perguntas muito claras e rápidas de responder.



UP: Relativamente aos resultados da análise realizada em 2007, que diferenças estão à espera de encontrar em 2017?

Isso é para nós uma grande incógnita. Parece-nos óbvio que há agora muito mais informação sobre alimentação saudável, maior facilidade em encontrar produtos diversificados, muito maior oferta de refeições vegetarianas nos restaurantes e cantinas, além até de um enquadramento legislativo que reconhece o direito à alimentação vegetariana nas cantinas. Mas permanece a dúvida se há um aumento proporcional no número de pessoas que optam exclusivamente pela alimentação vegetariana ou vegana, ou se esse aumento é inferior ou superior. No fundo é isso que queremos saber ao certo. Mas do estudo vamos retirar bastante mais dados, tal como há dez anos atrás.
Logo do Centro Vegetariano

UP: Quais são os custos associados a este estudo?

O custo depende essencialmente da qualidade e dimensão da amostra, bem como da forma de realização do questionário. Temos neste momento várias opções, com custos desde pouco mais de dois mil euros até mais de quinze mil. As opções mais baratas correspondem a amostras mais pequenas ou de menor qualidade estatística, as mais caras a amostras melhores e de maior dimensão. Naturalmente, quanto maior e melhor a amostra mais reduzida será a margem de erro e melhor confiança podemos ter no resultado. O estudo de 2007 foi feito pela AC Nielsen, com 2000 inquéritos presenciais, sendo esperada uma margem de erro de 2,2 % para um intervalo de confiança de 95% no resultado. Este ano queríamos fazer pelo menos com a mesma qualidade. Mas a decisão final vai depender dos apoios que conseguirmos reunir, se tivéssemos de decidir neste momento teríamos de tomar uma opção mais económica.


UP: De que forma podemos ajudar na realização deste estudo?

A forma mais fácil será através de donativo para o IBAN PT50 0035 0567 00037625930 06 (conta da CGD). Em jeito de reconhecimento o Centro Vegetariano vai depois manter um agradecimento público a todos os apoiantes que não prefiram permanecer anónimos. Quem pretender apoiar pode contactar diretamente para observatorio@centrovegetariano.org.
Cartaz do Festival

O ObservArribas – Festival Ibérico de Natureza das Arribas do Douro vai apresentar, de 23 a 25 de junho, cerca de 50 atividades, como caminhadas para ver grifos, águias e outras aves de rapina, passeios de canoa no meio do Douro ou ver as Arribas do Douro numa subida de balão de ar quente.

A SPEA e os vários parceiros prepararam várias atividades de observação e identificação de cantos de aves, passeios ornitológicos e botânicos, anilhagem científica de aves, birdwatching em caiaque ou um cruzeiro pelas Arribas do Douro, para dar a conhecer a biodiversidade e beleza únicas do Parque Naturais do Douro Internacional e dos Arribes del Duero, área de ação do projeto Life Rupis.

O Life Rupis é um projeto para a proteção e conservação do britango e da águia-perdigueira nas Arribas do Douro, coordenado pela SPEA.
Durante o ObservArribas poderá também conhecer algumas das ações a decorrer no terreno, como as visitas aos pombais tradicionais recuperados, assistir a uma sessão de alimentação suplementar de abutres, conhecer a brigada canina essencial na luta contra os venenos ilegais ou participar num seminário de turismo nas Arribas do Douro.

Conheça a flora das Arribas do Douro, aprenda técnicas de recuperação de aves selvagens ou aumente a sua capacidade de identificação de cantos de aves. São muitos os motivos para visitar o Douro Internacional.

ObservArribas
23 e 25 de junho
Miranda do Douro
Parque Natural do Douro Internacional

esquilo-voador

Investigadores norte-americanos descobriram uma nova espécie de esquilo-voador – a terceira da América do Norte e a 45ª do mundo. A nova espécie, designada de esquilo-voador-de-Humboldt ou Glaucomys oregonensis, foi descrita na revista científica Journal of Mammalogy.

“Durante 200 anos assumimos que só tínhamos uma espécie de esquilo-voador no noroeste – até que analisámos, pela primeira vez, o genoma nuclear, para além do ADN mitocondrial”, conta Jim Kenagy, coautor do estudo e professor da Universidade de Washington.

“Foi uma descoberta surpreendente”, comenta.

O esquilo-voador-de-Humboldt vive na costa do Pacífico da América do Norte, distribuindo-se por uma região que vai desde o sul da Colúmbia Britânica até às montanhas do sul da Califórnia.

Antes de Brian Arbogast, autor do estudo, ter decidido analisar a genética dos espécimes que se encontravam nas coleções do Museu de Burke de História Natural e Cultura, os biólogos acreditavam que estes esquilos pertenciam à espécie Glaucomys sabrinus ou esquilo-voador-do-norte.

Isto faz com que o esquilo-voador-de-Humboldt seja uma "espécie críptica" – uma espécie que costumava ser classificada como outra, devido ao facto de ambas serem morfologicamente semelhantes.

O novo estudo revelou ainda que o esquilo-voador-do-norte e o de Humboldt partilham algumas partes do seu território, o que, segundo os autores, abre a hipótese de que se venham a descobrir indícios de hibridação entre as duas espécies, em estudos futuros.

Os agora três esquilos-voadores da América Central e do Norte são animais noturnos, que vivem em habitats de floresta. Estes pequenos mamíferos planam de árvore em árvore, estendendo as suas membranas de pele cobertas de pelo, que vão desde o pulso do pata da frente ao tornozelo da pata traseira. A sua cauda ajuda-os a elevarem-se e a mudarem de direção.

As proezas de "voo" destes animais são impressionantes: são capazes de planar ao longo de uma distância de até 100 metros e de mudar de direção no ar, usando a sua cauda como leme e movendo os seus membros de forma a manipularem a forma e tensão das suas membranas.

Foto: Nick Kerhoulas


Vídeo: Como os esquilos-voadores planam
Energia eólica

Em 2016, a energia eólica pesou 20% no total de eletricidade produzida em Portugal. Segundo os dados divulgados pelo Eurostat, no dia 19 de junho, Portugal ocupa a quarta posição na União Europeia na produção de energia eólica, depois da Dinamarca (43%), Lituânia (27%) e da Irlanda (21%). Os últimos lugares são ocupados por Malta, Eslovénia, Eslováquia e a República Checa com produções inferiores a 1%, conta o Jornal de Negócios.

Na União Europeia, em 2016, a energia eólica correspondeu a 10% da produção de eletricidade (quarta maior fonte elétrica) por oposição a 2005, em que correspondia a 2%.

Entre 7 de maio e 11 de maio de 2016, Portugal funcionou apenas com a energia da chuva e do vento.
Plásticos encontrados numa praia
Plástico encontrado numa praia

As garrafas, sacos e embalagens de plástico que usamos durante apenas alguns minutos são feitos de um material que foi concebido para durar uma eternidade.
Até 2050, haverá mais plástico no mar do que peixes (por peso) e 99% das aves marinhas terão pedaços deste material no seu aparelho digestivo.

Hoje em dia, o plástico está em todo o lado. “Só precisamos de olhar à nossa volta para o que nos rodeia – os nossos computadores têm plástico, os nossos sacos e os nossos copos também. Todas estas coisas podem vir a acabar no oceano”, explica a cientista Lucy Woodall.

O plástico não invadiu só os oceanos. Vários estudos têm revelado a sua presença em rios, lagos, solos agrícolas e na nossa comida. Os cientistas também admitem a possibilidade de estarmos a respirar microplásticos.
plásticos descartáveis

O desafio "julho sem plástico"

A iniciativa Plastic Free July (“julho sem plástico”) criou um desafio que tem como objetivo sensibilizar as pessoas para o problema da poluição de plástico no mar e encorajá-las a mudarem os seus hábitos de consumo, enquanto exploram alternativas mais sustentáveis.

O desafio é simples: durante o mês de julho, diga não aos plásticos descartáveis, como os sacos de compras, copos, talheres, palhas e embalagens de plástico. Resumindo, todos os produtos que tenham sido criados para serem utilizados uma vez e depois descartados.

Pode participar durante um dia, uma semana ou todo o mês. Se o desafio parecer demasiado difícil, experimente recusar apenas o top 4: sacos, garrafas, palhas e copos descartáveis de plástico.

Junte-se a mais de 60 000 pessoas, escolas e organizações de 130 países que já participaram e não se esqueça de convidar os seus amigos.

Plastic Free July

Porque deve participar

Todas as peças de plástico criadas, com exceção de uma pequena quantidade que foi incinerada, ainda existem algures no nosso planeta. Nos primeiros 10 anos deste século produziu-se mais plástico do que durante todo o último século.

O plástico que usamos “escapa” dos contentores e camiões de lixo, dos aterros e das ruas e, pela ação do vento e da chuva, vai parar às zonas costeiras e ao mar.

Segundo as Nações Unidas, cerca de um milhão de aves e cem mil mamíferos marinhos perdem as suas vidas, todos os anos, vítimas do plástico. Estes animais ficam presos ou ingerem os detritos, morrendo estrangulados, com lesões ou de fome.

Como reduzir o plástico que usa no seu dia-a-dia

Faça compras a granel ou avulso e leve os seus próprios sacos de tecido para as lojas. Pode pesar os legumes ou frutas em sacos de rede. Dê preferência aos produtos com embalagens de cartão ou vidro.

Diga não aos plásticos descartáveis, incluindo palhas, talheres, sacos, e pratos de plástico, entre outros. Substitua-os por artigos reutilizáveis, como sacos de tecido, garrafas reutilizáveis, pratos de bambu e palhas de vidro ou inox.

Não deite cotonetes na sanita e não compre produtos de limpeza ou cosméticos – como esfoliantes – que contenham micropartículas de plástico. Se quiser, também pode ler o nosso artigo sobre como reduzir a quantidade de microfibras de plástico que a sua roupa liberta, durante a lavagem, para o mar.
vegetais

Segundo um estudo encomendado pelo Parlamento Europeu, os resíduos de pesticidas nos alimentos que comemos podem causar danos no nosso cérebro. Os investigadores avisam que os atuais níveis de exposição aos pesticidas têm “custos muito elevados”, particularmente para as crianças e mulheres grávidas.

O relatório é uma análise de vários estudos e dados científicos sobre o impacto da alimentação biológica na saúde humana e a potencial contribuição das práticas de gestão biológicas para o desenvolvimento de sistemas alimentares saudáveis.

De acordo com o relatório, há cada vez mais indícios de que os resíduos de inseticidas estão a ter efeitos adversos no cérebro e a reduzir o quociente de inteligência (QI) da população. O relatório também suscita preocupações quanto à possibilidade destes químicos causarem cancro e danos ao sistema reprodutor.

Um estudo norte-americano citado no trabalho descobriu que as crianças cujas mães apresentavam vestígios de organofosfatos na urina, durante a gravidez, possuíam uma maior probabilidade de ter um “desenvolvimento mental desfavorável aos dois anos de idade, problemas de atenção aos três anos e meio assim como aos cinco anos e um desenvolvimento intelectual inferior por volta dos sete anos”.


Foto: Peggy e Marco Lachmann-Anke

Embora os pesticidas sejam produtos fortemente regulamentados na Europa, o relatório argumenta que a sua regulamentação tem sido insuficiente, conta o Daily Telegraph. Apesar de os produtos fitofarmacêuticos serem submetidos a “uma avaliação de riscos exaustiva antes de serem lançados no mercado (…) continuam a existir grandes lacunas”, dizem os investigadores.

Pelo menos 100 pesticidas diferentes são conhecidos por causarem efeitos neurológicos adversos e, por conseguinte, deve-se suspeitar de que todas estas substâncias também sejam capazes de causar danos nos cérebros em desenvolvimento”, diz o relatório, realizado pela Unidade de Estudos Científicos Prospetivos do parlamento, dirigida pela Universidade de Cientistas Agrícolas da Suécia.

“É possível que estes efeitos nocivos sejam duradouros e uns dos principais resultados serão os défices cognitivos, frequentemente manifestados em termos de perdas de pontos de QI. O conjunto de provas e indícios sugere que os custos das atuais exposições a certos pesticidas na UE elevam-se a um mínimo de 125 mil milhões de euros por ano, calculados a partir das perdas de rendimento vitalício devido à diminuição dos quocientes de inteligência, associada à exposição pré-natal.”

Os investigadores acreditam que este valor é “quase de certeza um cálculo abaixo da realidade”, já que não tem em consideração a possível contribuição dos pesticidas para doenças como a de Parkinson, diabetes e alguns tipos de cancro.



Os cientistas recomendam que a exposição a frutas e vegetais não biológicos seja limitada, particularmente no caso de crianças e mulheres grávidas.

“Os dados analisados neste relatório mostram que é desejável uma menor exposição da população geral [aos pesticidas] (...), face às descobertas dos estudos epidemiológicos que indicam que os atuais níveis de exposição têm custos muito elevados, conclui o trabalho de investigação.

“Diversas práticas na agricultura biológica, em particular a escassa utilização de pesticidas e antibióticos, trazem benefícios para a saúde humana”, escreveu Axel Mie, investigador que liderou o estudo.

“Existem indícios de que as culturas biológicas possuem um teor de cádmio inferior ao das culturas convencionais, devido às diferenças de utilização de fertilizantes e da matéria orgânica do solo, uma questão que é muito relevante para a saúde humana”, disse Ewa Rembiałkowska, professora da Universidade de Varsóvia.

“Consideramos que as pessoas que preferem comida biológica também têm preferências dietéticas mais saudáveis, de um modo geral, incluindo mais vegetais, frutas e produtos integrais e menos carne. Estes padrões também são favoráveis, numa óptica de sustentabilidade ambiental”, disse Johannes Kahl, professor.

O relatório sugere ainda que existe uma ligação entre o consumo de alimentos biológicos e um menor risco de doenças alérgicas, assim como possíveis benefícios para as pessoas que sofrem de obesidade.
Bruschetta

A Sabor Fazer é uma empresa portuguesa vegan dedicada à alimentação saudável e a um estilo de vida mais sustentável e ético.

O UniPlanet falou com Ana Castro, fundadora da Sabor Fazer, para ficar a conhecer melhor este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Sabor Fazer?

Estava grávida pela terceira vez quando decidimos deixar Lisboa e rumar para o Entroncamento. Tinha deixado a minha profissão para me dedicar à educação e formação dos meus filhos. Estava a tornar-me vegana e a oferta de produtos naturais e de qualidade era escassa. Queria mudar o estado das coisas e assim surgiu a Sabor Fazer. Percebemos que para haver procura há que criar condições para haver oferta, e a mais eficaz possível. A Sabor Fazer veio colmatar esse vazio, mostrando que há alternativas, para além do tradicionalmente aceite, que podem ser mais interessantes e que há todo um mundo novo de possibilidades. Estamos a falar, numa fase muito primária, de alimentação!


Cheesecake


UP: Que serviços disponibilizam?

O catering, a consultoria e a formação são os serviços que acompanham a Sabor Fazer desde o início do projeto. Atualmente, temos um espaço aberto ao público, no centro do Entroncamento, com mercearia bio e serviço de refeições take-away-or-stay (a Marmita).

Não nos limitamos a vender produtos ou refeições, partilhamos todo o nosso saber a quem aparece: seja na compra de um vaso de microvegetais, de um suplemento ou de uma refeição. Oferecemos um leque vastíssimo de snacks saudáveis, confecionados por nós e diariamente: sopas, saladas, húmus, sumos vivos, smoothies, tostas, sobremesas… É também no Atelier que acontecem os workshops e as oficinas de culinária 100% vegetal e onde ajudamos quem quer mudar, através de consultas individualizadas que se transformam, muitas das vezes, em aulas de cozinha ao domicílio.

Podemos afirmar, com imensa felicidade, que são cada vez mais as pessoas que nos procuram: para comer de forma mais saudável, para saber como mudar a alimentação lá em casa ou na empresa, para ajudar a filha que quer ser vegetariana ou para matar a curiosidade. E é com ainda mais felicidade que gritamos aos ventos: há cada vez mais vegetarianos por aqui!!



Salada de quinoa


UP: A sua família foi responsável pela implementação de refeições vegetarianas nas escolas do Entroncamento (onde andavam os seus filhos). Na altura, foi difícil conseguir este feito?

Não foi difícil. Foi necessário um diálogo aberto, compreensivo e persistente. Estamos a falar de escolas públicas. Estamos a falar de uma empresa externa gestora de refeições escolares que não está habituada ao tema e cujo contrato não obriga(va) ao fornecimento de refeições estritamente vegetarianas.

Estamos a falar de um Agrupamento de Escolas com um Caderno de Encargos que permite a opção de refeições alternativas por motivos de ordem ética, lacuna que existiu desde sempre na legislação (que contemplava apenas motivos de ordem médica ou religiosa). Estamos a falar de uma Câmara Municipal com vontade de apoiar e de mudar. Foi demorado, foi exigente, mas lá aconteceu.

Foi uma pequena vitória no meio da maior das preocupações: a qualidade das refeições! Agora a conversa será outra. Temos uma recente lei que estabelece a obrigatoriedade de refeições vegetarianas em cantinas e refeitórios públicos e cujas palavras de ordem são diversidade, qualidade e disponibilidade nutricional. Veremos.



Gelado


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre a Sabor Fazer e sobre os vossos workshops?

Estamos nos preparativos finais para relançar o site, que terá informação mais detalhada sobre os nossos serviços e também algumas surpresas. Por agora, podem seguir-nos através das redes sociais (Facebook e Instagram) e ficar a saber tudo o que andamos a fazer. Posso deixar uma mensagem para quem nos lê?

UP: Claro que sim!

Temos algo que nos diferencia dos outros seres: o livre arbítrio. Temos o poder de mudar, basta querer. E se as nossas escolhas têm impacto no nosso corpo, na nossa saúde, no ambiente e no único Planeta que temos, por favor, considerem o veganismo!


Muito obrigada The UniPlanet, pela oportunidade e pelo vosso fantástico projeto!
Coruja a nadar

Enquanto explorava um desfiladeiro do Lago Powell, nos EUA, um grupo de amigos deparou-se com algo que não estava à espera de ver: uma coruja a nadar.
Derrick Zuck e os restantes caminheiros seguiram o animal, um bufo da Virgínia, captando o momento em vídeo.

Em 2014, um fotógrafo também tinha filmado um bufo da Virgínia a nadar, desta vez no Lago de Michigan, e o vídeo que publicou no Youtube tornou-se viral.

A aparente facilidade com que estas aves se movem na água, nadando de uma forma que faz lembrar o estilo bruços, levou as pessoas a interrogarem-se se este comportamento seria mais frequente do que se pensava. Contudo, os especialistas avisam que, embora elas consigam nadar, raramente o fazem por opção.



Como nota Geoff LeBaron, da Sociedade Nacional de Audubon, o bufo do vídeo ainda está coberto por alguma penugem, o que significa que se trata de uma ave juvenil.

“Suspeito que tenha caído do ninho”, disse, em conversa com o National Geographic. “Particularmente no ocidente, os bufos da Virgínia podem nidificar nas saliências de penhascos, frequentemente nos ninhos de corvos ou de outras aves, dos quais se apoderam.”

“A ave é suficientemente jovem para que os progenitores ainda estejam a cuidar dela, por isso esperemos que, assim que as pessoas se tenham afastado, ela tenha secado as penas e os seus progenitores a tenham encontrado.”

No vídeo de 2014, o “mergulho” na água da ave, já adulta, parece ser o resultado da sua fuga de dois falcões-peregrinos, que podem ser muito territoriais.

No entanto, nadar continua a ser um último recurso para estas aves. “Não é muito comum porque elas não dispõem de meios de defesa, uma vez na água”, explica o ornitólogo Matthew Zwiernik. As corujas não se deslocam rapidamente na água e só podem levantar voo depois de chegarem a terra e assim que as suas penas, encharcadas e pesadas, estejam secas.


O vídeo de 2014
Elefante africano

A Comissão Europeia vai proibir a exportação de presas antigas de marfim em bruto a partir do dia 1 de julho. Depois desta data, os Estados-membros da UE não poderão emitir documentos de exportação para o marfim em bruto, exceto para fins educativos ou científicos.

Embora o comércio internacional de marfim esteja proibido em grande medida desde 1990, ano em que os elefantes obtiveram a proteção máxima da CITES, a UE permitia a comercialização do marfim adquirido antes desta data. Entre 2003 e 2014, 92% das exportações da UE – que é a maior exportadora do marfim adquirido antes da entrada em vigor da CITES em 1975 – tiveram como destino a China e Hong Kong.

Por causa das suas valiosas presas de marfim, 100 000 elefantes africanos foram vítimas de caçadores furtivos, em apenas 3 anos (2010-2012). Em Moçambique, os caçadores dizimaram metade da população destes animais num período de cinco anos.

O marfim contrabandeado, que parte do continente africano, pode passar pela Europa ou pelo Médio Oriente para chegar à Ásia. Nos últimos anos, têm sido efetuadas apreensões de marfim em vários aeroportos de países como a Alemanha, a Suíça e os Emirados Árabes Unidos.

“A exportação legal de um número considerável de presas e outros produtos de marfim da UE para a Ásia criou um sério risco de que o marfim ilegal estivesse a ser branqueado e introduzido no circuito comercial legal”, declarou Joanna Swabe da Humane Society, organização que saudou a decisão da Comissão Europeia, defendendo, no entanto, que a proibição deveria abranger o marfim trabalhado.

“A UE não deveria ser uma facilitadora do tráfico de marfim e da perpetuação do seu consumo. A procura global de marfim deu origem a uma epidemia de caça furtiva e à grave dizimação das populações de elefantes. Os lucros ganhos com este comércio cruel têm sido usados para financiar o crime organizado e o terrorismo”, defendeu a cientista.

“Embora aplaudamos a CE por ter introduzido esta diretriz referente ao comércio de marfim, (…) acreditamos que a UE tem de ir muito além dela e agir de forma a terminar o comércio de todos os produtos de marfim trabalhado, independentemente da idade destes.”

“Com o encerramento iminente do mercado de marfim da China até ao fim deste ano e as medidas tomadas recentemente para restringir as vendas de marfim nos EUA, compete aos restantes mercados importantes de marfim, como a UE, assumir as suas responsabilidades e fazer a sua parte. Apenas com estas medidas rigorosas poderá a UE ajudar a pôr fim ao tráfico de marfim e assegurar a sobrevivência dos elefantes no seu meio natural.”


Quer ajudar os bombeiros que estão a combater as chamas em Pedrógão Grande?
Segundo vários pedidos nas redes sociais dos bombeiros, a forma correta de o fazer é através de donativos de alimentos.

O que pode doar:

  • Garrafas de água (0,33 ml);
  • Barritas energéticas ou bebidas desportivas;
  • Frutos secos;
  • Cereais;
  • Sumos;
  • Bolachas;
  • Enlatados;
  • Produtos de higiene.

Tenha em atenção:

  • Não entregue alimentos que se estraguem com o calor como a fruta madura, leite, carne, peixe ou produtos com validade curta.

Onde pode entregar:

  • No quartel de Pedrógão Grande, de Figueiró dos Vinhos ou de Castanheira de Pera;
  • Nos quartéis de bombeiros da sua área de residência.

A Caixa Geral de Depósitos abriu uma conta solidária ‘Unidos por Pedrógão’ (Conta Solidária Caixa 0001 100000 330), com um depósito inicial de 50 mil euros, aberta a donativos para apoiar as vítimas dos incêndios: IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42.

Nos cartéis de bombeiros poderá também entregar cobertores, lençóis, roupa, soro fisiológico, pomadas para queimaduras e comida para os afetados pelos incêndios.

O secretário de Estado da Administração Interna deixou um apelo às populações "não venham para a rua ver os incêndios", uma vez que podem ficar em risco e atrapalhar o trabalho dos bombeiros no terreno.

Não ligue para as linhas telefónicas de emergência a perguntar como pode ajudar pois estas linhas são apenas para emergências.

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