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Segundo o relatório com as estatísticas mais recentes do Ministério Federal de Alimentação e Agricultura da Alemanha, houve uma diminuição de 15,5% no número de animais usados em testes nos laboratórios alemães em 2015, relativamente ao ano anterior. Por outras palavras, estes dados significam que houve, no total, menos 513 937 animais submetidos a testes no país.

No entanto, o relatório também revela que quase 2,8 milhões de animais foram usados em testes e experiências em 2015. Os ratos (2 031 338), as ratazanas (326 233) e os peixes (201 655) foram os animais mais usados. Desde 2014, também tem aumentado o número de primatas, cães e gatos submetidos a testes no país.

Continuamos a trabalhar pelo fim de todas as experiências em animais, tanto para bem do animal como para nosso, já que a dependência em estudos arcaicos com animais está a impedir a busca de curas e tratamentos para doenças”, declarou Alka Chadna da PETA.

A ativista realça alguns momentos que trazem esperança à luta contra os testes em animais, nomeadamente a decisão do governo holandês de eliminar progressivamente todos os testes de substâncias químicas em animais, até 2025, e a invenção do iChip, uma técnica desenvolvida por investigadores da Califórnia que incorpora células humanas num microchip, que é posteriormente exposto a químicos para se determinarem os seus efeitos.


As duas maiores cadeias de supermercados do Reino Unido, a Sainsbury’s e a Tesco, comprometeram-se a substituir o plástico das cotonetes das suas próprias marcas por papel, até ao final de 2017.
A empresa Johnson & Johnson, entretanto, já começou a fazer esta troca, depois de um compromisso semelhante, e as cotonetes com hastes de papel deverão chegar às prateleiras das lojas do Reino Unido nas próximas semanas.

O objetivo destas medidas é evitar que tantas cotonetes acabem no mar e nas praias, onde vão parar depois de terem sido deitadas nas sanitas pelos consumidores.

Segundo dados da Sociedade de Conservação Marinha, as cotonetes são o detrito de plástico proveniente das águas residuais encontrado com maior frequência nas praias e nos rios do país.

Os cientistas reconhecem a importância do compromisso das três empresas, mas lembram os consumidores de uma mensagem simples: não devem deitar cotonetes na sanita. “É necessária uma mudança decisiva no comportamento dos consumidores para se garantir que as pessoas deitam o lixo fora de forma responsável e que só deitam papel higiénico na sanita”, declarou Clare Cavers da organização ambiental escocesa Fidra.

“Estes são compromissos fantásticos (…), mas gostaríamos de ver rótulos bem mais proeminentes com ‘não deitar na sanita’ nas hastes das cotonetes”, disse Emma Cunningham da Sociedade de Conservação Marinha. “Descobrimos mais de 23 hastes de plástico de cotonetes em cada 100 metros das praias que limpámos.”

Todos os anos, pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico invadem os nossos oceanos. Com o passar do tempo, o plástico vai-se decompondo em pedaços minúsculos e, em algumas zonas, os cientistas descobriram mais partículas deste material do que plâncton. Se tudo continuar igual, estima-se que haverá mais plástico do que peixes no mar (por peso), até 2050.

O plástico é um perigo para os animais marinhos que o ingerem. As tartarugas, por exemplo, confundem os sacos de plástico com as alforrecas de que se alimentam. A ingestão de plástico pode-lhes causar problemas no aparelho digestivo, asfixia, infeções e perda de peso, sendo em muitos casos fatal. Não é só a fauna marinha a ser afetada por este problema: as pessoas que comem peixe e marisco também estão a ingerir plástico, avisam os cientistas.



A GNR apreendeu mais de 80 animais, entre os quais suricatas, cobras, um chimpanzé e aves, em várias operações de combate ao tráfico e exploração ilícita de espécies protegidas.
As ações de fiscalização, no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES), decorreram entre 30 de janeiro e 19 de fevereiro, em todo o país, em estabelecimentos comerciais e feiras de forma a prevenir e detetar situações de posse, tráfico e exploração ilícita de espécies da fauna e flora e produtos derivados”, explicou a GNR.

Foram ainda fiscalizadas serrações, empresas transformadoras de madeira, operadores económicos do sector madeireiro e particulares, com o objetivo de prevenir e detetar situações de tráfico de madeira tropical ilegal.
Ao todo foram apreendidos pelos militares do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente 63 aves, 12 cobras, quatro suricatas, um coati e um chimpanzé.

As pessoas podem denunciar situações que possam violar a legislação ambiental e animal através do número azul 808 200 520 ou através do site da GNR.



As minúsculas partículas de plástico que se soltam de produtos como as roupas sintéticas e os pneus dos automóveis representam até 30% do plástico que vai parar ao mar, todos os anos. Em alguns países, são inclusive uma fonte maior de poluição marinha do que os próprios resíduos de plástico, revela um novo estudo da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

O estudo analisou os "microplásticos primários" – os plásticos que, em vez de serem o resultado da degradação de peças maiores deste material nas águas, já entram no mar sob a forma de pequenas partículas – em sete regiões geográficas. Para além dos pneus dos carros e dos têxteis sintéticos, estes microplásticos também podem provir do revestimento das embarcações, das marcações rodoviárias, dos cosméticos, dos granulados de plástico e da poeira das cidades.

Segundo o que os investigadores descobriram, entre 15 e 31% dos 9,5 milhões de toneladas de plástico que se estima que vão parar aos oceanos todos os anos serão microplásticos primários. Desta percentagem, os maiores contribuidores, responsáveis por quase dois terços, são a lavagem dos tecidos sintéticos e a fricção dos pneus, durante a condução.

“Descobrimos que a maioria dos microplásticos provém ou das roupas ou dos pneus”, disse François Simard da UICN. “Os microplásticos estão a invadir todo o mar e a cadeia alimentar. Fechemos a torneira do plástico.”


“As nossas atividades diárias, como lavar a roupa ou conduzir, contribuem significativamente para a poluição que está a sufocar os nossos oceanos, com efeitos potencialmente desastrosos para a rica diversidade de vida que há neles e para a saúde humana. Estas conclusões indicam que temos de olhar muito além da gestão de resíduos, se queremos fazer face à poluição nos oceanos na sua totalidade”, declarou a diretora-geral da UICN, Inger Andersen.

Por contrapartida, as micropartículas de plástico presentes nos cosméticos, que têm recebido muita atenção por parte dos media, só são responsáveis por 2% dos microplásticos primários. Os tecidos sintéticos são a maior fonte destes microplásticos na Ásia e os pneus lideram nas Américas, na Europa e na Ásia Central.

Impacto na vida marinha e nos seres humanos

Embora os microplásticos sejam tão pequenos que são difíceis de detetar, a sua presença no mar é prejudicial aos animais marinhos, que os ingerem, e um estudo revelou que apenas uma pequena quantidade deles é capaz de afetar ecossistemas marinhos inteiros. Os conservacionistas avisam que a situação é particularmente preocupante no Ártico, onde os microplásticos podem afetar a formação do gelo e o degelo.

Para além disso, pensa-se que estes fragmentos de plástico se vão acumulando na rede alimentar, sendo as consequências deste fenómeno para a saúde humana ainda desconhecidas. No entanto, os cientistas acreditam que uma fração das partículas ingeridas com o peixe e o marisco entra na corrente sanguínea, “por isso temos de assumir que haverá provavelmente um impacto considerável”, disse Karl Gustaf Lundin da UICN.


Foto: João de Sousa

O que pode ser feito

A organização solicita aos fabricantes de pneus e roupas que mudem os seus métodos de produção, fabricando produtos que poluam menos. Os fabricantes de pneus poderiam, por exemplo, voltar a usar principalmente borracha e os de máquinas de lavar a roupa poderiam instalar filtros que capturassem micro, e até mesmo, nano partículas de plástico, sugere Karl Gustaf Lundin.

“As soluções devem incluir o design dos produtos e das infraestruturas, assim como o comportamento dos consumidores. As roupas sintéticas podiam ser concebidas de forma a libertarem menos fibras, por exemplo, e os consumidores podem agir ao escolher tecidos naturais em vez de sintéticos, disse João de Sousa da UICN.


Foi aprovada, na semana passada, uma nova lei que proíbe as lojas de animais de São Francisco, nos EUA, de venderem cães e gatos. Esta medida é um incentivo à adoção, uma forma de combater a criação abusiva e de dar resposta ao número de animais que entram nos abrigos, cerca de 7,6 milhões por ano (dados da ASPCA).

São Francisco junta-se assim a outras cidades dos EUA que já proibiram a venda destes animais, como Los Angeles, Chicago, Filadélfia e Austin.


“Muitas cidades continuam a ver as árvores apenas como decoração. Mas elas realmente fazem muito mais do que isso. E os indícios sugerem que deveríamos começar a pensar nas árvores como uma parte decisiva da nossa infraestrutura de saúde pública”, disse Rob McDonald, cientista do programa Global Cities da organização Nature Conservancy.

Segundo um relatório do qual foi coautor, uma campanha de arborização bem concebida pode contar-se entre os investimentos mais inteligentes que uma cidade quente e poluída pode fazer.
Ao longo dos anos, dezenas de estudos têm revelado os benefícios do arvoredo para a saúde pública.

Sabia que as árvores podem salvar vidas?

Em primeiro lugar, elas filtram o ar e ajudam a remover as partículas finas emitidas pelos carros, centrais elétricas e fábricas, responsáveis por danificar os pulmões e causar a morte a cerca de 3,2 milhões de pessoas por ano. Embora o seu efeito varie de cidade para cidade, de um modo geral, as árvores melhoram a qualidade do ar.

Outro aspeto importante é o da temperatura. O arvoredo urbano consegue arrefecer os bairros entre 0,5˚C e 2˚C, nos dias de Verão mais quentes – um fator que pode ser vital durante vagas de calor. Estudos revelaram que cada grau adicional numa vaga de calor leva a um aumento de 3% ou mais na taxa de mortalidade.

De acordo com o relatório da Nature Conservancy, uma nova campanha para plantar árvores em grande escala nas 245 maiores cidades do mundo, custando aproximadamente 3 mil milhões de euros no total, poderia salvar entre 11 mil e 36 mil vidas por ano, graças a uma diminuição dos níveis de poluição. Entre 200 e 700 mortes causadas pelas ondas de calor também seriam evitadas, conta a Vox.




As vantagens não se ficam por aqui: como as árvores arrefecem os bairros, a sua presença pode resultar em poupanças de energia devido à diminuição do uso do ar condicionado. Para além do embelezamento visual, o arvoredo também retém a água da chuva, contribui para a valorização dos imóveis e para uma melhor saúde mental.

Os investigadores sugerem que, em média, uma campanha de arborização bem gerida é tão rentável, em traços gerais, quanto outras estratégias para reduzir a poluição, devendo ser usada em conjunto com estas e não em sua substituição.

No entanto, a arborização tem de ser bem planeada e gerida, atendendo a fatores como as características das espécies arbóreas (adaptação ao clima e solo, eficiência na redução da poluição), a localização e o espaçamento entre as árvores, os padrões do vento e a disponibilidade de água, etc.. Algumas cidades cometem o erro de não plantar um conjunto variado de espécies, o que pode levar a que as árvores sucumbam todas à mesma doença. Devem-se também evitar as árvores que aumentam os níveis de pólen no ar e as alergias.

O estudo revela que, das cidades analisadas na Europa, Lisboa seria a nona que mais beneficiaria com a plantação de árvores, relativamente à diminuição do calor urbano. A nível global, o retorno sobre o investimento na arborização é mais elevado em cidades densamente povoadas com níveis consideráveis de poluição atmosférica, como no México ou nos países do sudeste asiático. A seguinte tabela mostra as 10 cidades onde se verifica o maior retorno sobre o investimento, tanto a nível da redução da poluição como do calor.


Considerando todos os seus benefícios, o que é que está a impedir as cidades de investir mais na arborização? Em alguns casos, a escassez de água e de espaço. Os cientistas apontam ainda outras barreiras, como a manutenção do arvoredo. Depois de plantadas, as árvores têm de ser devidamente cuidadas – protegidas contra doenças, podadas, etc. –, o que requer pessoal qualificado e maiores investimentos. Rob McDonald realça ainda o facto de haver muitas cidades que não vêem o arvoredo como uma medida de saúde pública.

“A nossa ideia sobre o que as árvores podem trazer para as cidades tem mudado com o tempo”, disse o cientista. “Talvez seja altura de se repensar o seu papel mais uma vez.”



Na Indonésia, crianças com apenas 8 anos trabalham horas a fio sob condições perigosas para produzir o óleo de palma usado na comida, cosméticos e outros produtos de algumas das marcas mais conhecidas do mundo, diz um relatório da Amnistia Internacional.

A organização investigou as plantações do maior produtor mundial de óleo de palma, a empresa Wilmar, e ligou-as a produtos de 9 empresas globais: Nestlé, Colgate-Palmolive, Kellogg’s, ADM, Procter & Gamble, Unilever, Reckitt Benckiser, AFAMSA e Elevance.

Não vou à escola. Carrego sozinho o saco com os frutos [de palma] soltos, mas só consigo levá-lo meio cheio. É difícil transportá-lo, é pesado. Também o faço quando está a chover, mas é difícil… Doem-me as mãos e o corpo todo”, contou um rapaz que começou a trabalhar aos 8 anos. Agora com 10 anos, a criança levanta-se às 6 horas da manhã e trabalha todos os dias, exceto ao domingo.

“Gigantes como a Colgate, a Nestlé e a Unilever garantem aos consumidores que os seus produtos usam ‘óleo de palma sustentável’, mas as nossas descobertas revelam que é tudo menos isso. Não há nada de sustentável em óleo de palma que é produzido com recurso a trabalho infantil e a trabalho forçado. (…) Há algo de errado quando nove empresas que tiveram lucros totais combinados de 307 mil milhões de euros em 2015 não são capazes de fazer nada em relação ao tratamento horrível dos trabalhadores nas explorações de óleo de palma, que ganham uma miséria”, disse Meghna Abraham, investigadora da Amnistia Internacional.

A organização pede às empresas que digam aos consumidores se o óleo de palma usado em produtos como os gelados Magnum, a pasta de dentes da Colgate, os cosméticos da Dove, as sopas Knorr, os chocolates Kit Kat, o champô Pantene, o detergente Ariel foi produzido com recurso a trabalho infantil.

Segundo o relatório, há crianças dos 8 aos 14 anos a trabalhar nas plantações sob condições perigosas, sem equipamento de proteção, estando recorrentemente expostas a pesticidas tóxicos e carregando sacos pesados cheios de frutos de palma, que podem chegar a pesar 25 kg. Algumas abandonam os estudos para trabalharem junto aos seus pais durante todo ou a maior parte do dia.



1ª foto: Jason Motlagh | 2ª foto: Amnistia Internacional

“Tenho ajudado o meu pai todos os dias, durante cerca de dois anos. Deixei de ir à escola para ajudar o meu pai porque ele já não conseguia fazer o trabalho. Ele estava doente… Tenho pena de ter abandonado os estudos. Gostava de ter ido à escola para aprender mais coisas. Queria ser professor”, contou um rapaz que começou a trabalhar aos 12 anos. Os seus irmãos, de 10 e 12 anos, também trabalham na plantação depois da escola.

Cerca de 50% dos produtos nos nossos supermercados contêm óleo de palma ou ingredientes derivados do mesmo. Os óleos produzidos a partir do fruto de palma são baratos e versáteis – daí a grande procura – e são usados em alimentos processados (como chocolate, batatas fritas, bolachas ou cereais de pequeno-almoço) ou transformados em ingredientes como a glicerina e usados em detergentes da roupa, champô, gel de duche, sabonete e pasta de dentes.

O rápido crescimento da procura de óleo de palma tem levado á desflorestação e destruição de florestas tropicais e colocado em risco espécies ameaçadas, como os orangotangos.

O relatório da Amnistia denuncia ainda um “padrão de discriminação” observado: as mulheres são forçadas a trabalhar longas horas sob a ameaça de lhes ser cortado o salário e é-lhes negado emprego permanente, o que as deixa sem direito a seguros de saúde e reformas. Em alguns casos, as trabalhadoras recebem menos de 2,40€ por dia.



Outro problema comum é a exposição à poluição atmosférica dos incêndios florestais e aos químicos tóxicos presentes nos herbicidas, pesticidas e fertilizantes usados nas plantações. Os trabalhadores levam às costas um pulverizador em cujo depósito se encontram estes químicos, entre os quais paraquato – um químico extremamente tóxico que já foi proibido na UE.

A ausência de equipamento de proteção e de ferramentas adequadas faz com que ocorram acidentes com estas substâncias perigosas. “Gostava apenas de me conseguir aguentar em pé equilibrada como antigamente”, disse Yohanna, uma das trabalhadoras afetadas pelos químicos.

Outra trabalhadora contou aos investigadores como o facto de levar um pulverizador com uma tampa partida fez com que se vertessem nas suas costas dois litros de paraquato. Como não existem zonas para os trabalhadores tomarem banho e como era a estação seca, o que significava que não havia água em sua casa, ela não se pôde lavar para remover o químico.

Sete das nove empresas admitiram à Amnistia que usavam óleo de palma da rede de fornecimento da Wilmar, mas só duas – a Kellogg’s e a Reckitt Benckiser – ofereceram mais detalhes sobre os produtos afetados, apontando dificuldades de "rastreabilidade" como um dos fatores por trás do seu desconhecimento dos abusos cometidos nas plantações dos seus fornecedores.

“Usar falinhas mansas sobre ‘rastreabilidade’ é uma total falta de coragem por parte destas empresas”, disse Peter Frankental da Amnistia. “Podemos ter a certeza de que se um dos produtos destas empresas estivesse contaminado e tivesse de ser retirado das prateleiras dos supermercados, eles assegurar-se-iam de encontrar as plantações específicas de onde provinha.”


Um estudo recente que explora os “problemas ligados às monoculturas” revelou que uma dieta de milho transforma os hamsters europeus – uma espécie ameaçada na Europa ocidental – em canibais enlouquecidos, que devoram as suas próprias crias.

“O habitat dos nossos hamsters está em colapso”, disse Gerard Baumgart, presidente do Centro de Investigação para a Proteção Ambiental na Alsácia e especialista em hamsters europeus (Cricetus cricetus).

Os pequenos roedores, que outrora tinham à sua disposição uma variedade de cereais, raízes e insetos, vivem, hoje em dia, num oceano de monoculturas industriais de milho. Segundo os cientistas, esta dieta monótona está a deixar os animais famintos, devido à falta de uma vitamina em particular: a B3 ou niacina.

A equipa de investigadores, liderada por Mathilde Tissier da Universidade de Estrasburgo, fez esta descoberta quase por acaso, quando estudava o efeito da dieta dos hamsters na sua capacidade de reprodução na natureza.
Os investigadores submeteram espécimes selvagens a dietas à base de trigo ou milho, acompanhados com vermes ou trevos. Não havia grande diferença no valor nutricional básico dos diferentes menus e os cientistas não observaram uma diferença notória no número de crias que nasceram.

Já no que diz respeito à taxa de sobrevivência das crias, a diferença foi dramática. Cerca de quatro quintos das crias das progenitoras com uma dieta de trigo e trevo ou de trigo e vermes chegaram à fase do desmame com êxito. Apenas 5% das crias cujas progenitoras se alimentavam de milho chegaram a essa fase.

O aspecto mais inquietante, contudo, foi a forma como morreram. “As fêmeas colocaram as suas crias nos seus montes de milho e comeram-nas”, declararam os cientistas. “As crias ainda estavam vivas nessa altura.”



Houve outros sinais preocupantes: os animais corriam em círculos “trepando e batendo nos seus comedouros”, quando os cientistas entravam na divisão; apresentavam línguas inchadas e escuras e o sangue ficou tão espesso que era difícil recolher amostras.

Os cientistas desconfiaram que por trás destes sintomas estaria a carência de B3, que é associada ao síndrome da “língua preta” nos cães e, nos humanos, à pelagra, também conhecida como a doença dos 3 Ds: diarreia, demência e dermatite (como eczema).
Segundo os investigadores, dietas à base de milho incorretamente cozinhado têm sido associadas a níveis mais elevados de homicídio, suicídio e canibalismo entre os seres humanos.”

Para confirmar que a carência de B3 era realmente responsável pelos comportamentos observados, os cientistas voltaram a dar aos hamsters uma dieta à base de milho, mas desta vez enriquecida com B3. A dieta enriquecida foi suficiente para eliminar os sintomas alarmantes.

“Sabendo nós que estas espécies já enfrentam muitas ameaças e que a maioria delas está em risco de extinção, é urgente a restituição de um conjunto variado de plantas nos sistemas agrícolas, insistem os investigadores no seu estudo, que foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society.
A monocultura na agricultura é muito prejudicial à biodiversidade”, disse Gerard Baumgart. “Agora precisamos de tomar medidas concretas.”
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O UniPlanet foi convidado pela Efeito Verde, uma loja online de produtos ecológicos, vegetarianos e naturais, a experimentar vários produtos da Faith in Nature, uma marca vegan do Reino Unido, aprovada pela Vegan Society.

Gel duche & espuma de banho de chocolate e de alfazema e gerânio da Faith in Nature (250 ml)


O melhor:
A pele fica macia;
Não secam a pele;
A fragrância da alfazema é relaxante e a do chocolate é energizante;
O gel de chocolate tem pontuação 6 no site GoodGuide;
Não são testados em animais e não têm ingredientes de origem animal (vegan);
Têm ingredientes biológicos (por exemplo chocolate biológico);
O de alfazema e gerânio tem óleos essenciais;
Fazem bem espuma;
Não têm SLES (Lauril Éter Sulfato de Sódio), parabenos, nem corantes e conservantes artificiais;
Possuem um pH equilibrado;
São apropriados para todos os tipos de pele.

O pior:
O gel de chocolate não especificar o aroma nos ingredientes.

Ingredientes (Chocolate): Aqua, (água, proven. de Lake District), Ammonium Laureth Sulphate*, Sodium Chloride** (sal marinho), Cocamidopropyl Betaine*, Theobroma Cacao**, Aroma*, Melaleuca Alternifolia* (árvore do chá), Polysorbate 20*, Sodium citrate*

* Origem vegetal, ** Ingredientes biológicos

Ingredientes (Alfazema): Aqua (Água proveniente do Lake District), Ammonium laureth sulphate*, Cocamidopropyl Betaine*, Sodium chloride** (sal marinho), Lavandula angustifolia* (alfazema), Lavandula Hybrida* (lavandin), Pelargonium graveolens* (gerânio), Melaleuca alternifolia* (árvore do chá), Aroma*, E163* (extracto de pele de uva), Polysorbate 20*, Sodium citrate*, Linaloolº, Citronellolº, Geraniolº

* Origem vegetal, ** Certificação biológica, º a partir de óleos essenciais

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Contacto: 964671561