Notícias

Urso a andar de bicicleta num circo

A Câmara Municipal de Dublin, Irlanda, aprovou uma lei que bane o uso de animais selvagens nos circos.
“Treinar e torturar animais para que realizem truques para o nosso entretenimento num ambiente pouco natural é desumano e degradante”, disse a Vereadora e autora da proposta, Noeleen Reilly, apelando ainda ao Ministro da Agricultura que introduza a proibição em todo o país.

De acordo com o porta-voz do ARAN (Animal Rights Action Network) John Carmody, “Com países em todo o mundo a introduzir estas leis, a Irlanda ainda tem muito a fazer para mudar a visão antiquada e ultrapassada de usar animais como entretenimento para uma visão mais adequada aos nossos dias”.
Até agora, os circos com animais selvagens foram proibidos no Irão, na Bolívia, na Grécia, Bélgica, Holanda, México e em cidades como a Varsóvia, na Polónia.



Fontes: Vegnews e ANDA
Índia

Varun Gandhi, deputado do partido Bharatiya Janata, um dos dois principais partidos políticos da Índia, defendeu a implementação de um rendimento básico incondicional (RBI), num artigo publicado a 30 de junho de 2016 no jornal The Hindu.
No seu artigo, o deputado apoia a realização de mais estudos sobre a atribuição de um rendimento básico na Índia que deem lugar à sua implementação no país, ao mesmo tempo que elabora uma lista de benefícios associados a esta medida.
Segue-se o artigo de Varun Gandhi no The Hindu.

Porque é preciso falar-se sobre um rendimento básico

Em 1974, o governo canadiano realizou um estudo aleatorizado e controlado em Winnipeg, Dauphin e em zonas rurais de Manitoba. Os agregados familiares com rendimentos baixos, por toda a região, foram distribuídos de forma aleatória por sete grupos de teste, juntamente com um de controlo. As famílias receberam uma garantia de rendimento, dependente do tamanho do agregado familiar e condicionada pelos rendimentos que recebiam dos seus empregos. O teste excluiu as famílias que recebiam mais do que um valor predeterminado (cerca de $13 000). Todas as outras pessoas nos grupos de teste receberam um valor base ($3386, o equivalente a $16 094, hoje em dia), sendo que $0,50 seriam subtraídos por cada dólar ganho a partir de outras fontes. Esta experiência com um imposto negativo sobre o rendimento, designada “Mincome”, ajudou mais de mil famílias que viviam abaixo do limiar de pobreza, em Dauphin, a receber um rendimento condigno. Ofereceu previsibilidade financeira; a insegurança alimentar desapareceu; a educação não foi comprometida. O sistema com um rendimento anual garantido trouxe consigo estabilidade social e melhorias dos resultados em matéria de cuidados de saúde. Com o surgimento da “estagflação” dos anos 70, desencadeada pela crise do petróleo, estes programas foram abandonados e quaisquer conclusões ignoradas. Mas, por um curto período de tempo, houve uma cidade onde não existia pobreza.

Uma Evolução Gradual

A ideia de que todos os indivíduos deveriam ter acesso a um rendimento básico garantido não é nova. Thomas Paine defendeu a atribuição de um montante igual para todos, “um fundo nacional” que pagaria a cada adulto um valor de “quinze libras esterlinas como compensação” pela introdução do regime de propriedade fundiária. Ao longo do último século, com a Grande Depressão, as políticas sociais, nos EUA, sofreram uma transformação com a legislação sobre o salário mínimo, enquanto que o Keynesianismo significou que o governo tentaria estimular a economia, durante as recessões, ao financiar diretamente o emprego público e as obras públicas. Foi oferecido apoio a longo prazo aos idosos, aos portadores de deficiência e às mães solteira, ao mesmo tempo que o subsídio de desemprego procurou assistir quem estivesse temporariamente desempregado. Os anos 60 trouxeram consigo a guerra contra a pobreza, empreendida através do serviço social financiado pelo governo federal e dos programas de saúde. Milton Friedman defendeu um imposto negativo de rendimento, eliminando a necessidade de um salário mínimo e, possivelmente, a “armadilha da previdência social”, ao mesmo tempo que poderia reduzir a burocracia. Richard Nixon apoiou e, no entanto, não conseguiu fazer passar o "Plano de Assistência Familiar" e George McGovern defendeu, na sua campanha de 1972, um “demogrant” de $1000 para todos os cidadãos. Esta luta de décadas contra a pobreza no Ocidente reduziu o número de pessoas a viver em pobreza nos EUA, de 36 milhões para 26 milhões, em 12 anos. A educação e os cuidados de saúde foram melhorados, mas a empregabilidade e os rendimentos dos pobres não sofreram grandes alterações. Com a ascensão do neoliberalismo, as opiniões sofreram uma mudança. Os sistemas previdenciais existentes tinham-se tornado excessivamente complexos, sem eliminarem a pobreza.

Hoje em dia, contudo, a ideia de um rendimento anual incondicional está a ganhar dinamismo. O Y Combinator, em Silicon Valley, está a testar um novo modelo de negócios: distribuir dinheiro, sem condições, numa comunidade norte-americana por definir, numa tentativa de substituir as políticas da segurança social que, muitas vezes, falham a ajudar quem mais necessidade tem. A Finlândia está a considerar um plano no qual oferecerá a 100 000 cidadãos $1000 por mês, enquanto que quatro cidades dos Países Baixos vão iniciar programas-piloto. A Suíça pode ter rejeitado, num referendo, a ideia de atribuir aos cidadãos cerca de $2500 por mês, mas a província canadiana de Ontário está a planear um período experimental. Os progressistas saúdam-no como um caminho de fuga, de empregos e situações opressivas, para os viciados no trabalho [workaholics], oferecendo aos indivíduos mais tempo para criar relações e investir nos estudos ou em atividades artísticas. Os conservadores aplaudem o seu potencial para diminuir a burocracia. Com a crescente preocupação com o efeito da automação no mercado de trabalho, o rendimento básico sobressai como uma panaceia.

Varun Gandhi

Até a Índia teve as suas experiências com um rendimento básico. Um projecto-piloto em oito aldeias em Madhya Pradesh atribui a mais de 6000 indivíduos um pagamento mensal (100 rupias para as crianças, 200 rupias para os adultos; mais tarde aumentados para 150 e 300 rupias, respetivamente). O valor foi pago inicialmente em dinheiro, tendo sido feita a transição para contas bancárias, três meses mais tarde. A transferência era incondicional, exceto a prevenção contra a substituição de subsídios de alimentação por subvenções em numerário. Os resultados foram intrigantes. A maioria dos aldeões usou o dinheiro para fazer melhorias na habitação (latrinas, paredes, telhados), tomando, ao mesmo tempo, precauções contra a malária; 24,3% dos agregados mudaram a sua fonte principal de energia para cozinhar ou para a iluminação; 16% fizeram alterações às instalações sanitárias. Trocaram as lojas de distribuição de mantimentos por mercados locais, dada a maior liquidez financeira, o que levou a uma melhor nutrição, particularmente entre agregados SC e ST [castas e tribos registadas], e melhorias na assiduidade e no desempenho escolar. Houve um aumento dos investimentos em pequena escala (melhores sementes, máquinas de coser, reparações de equipamentos, etc.). O trabalho forçado diminuiu, assim como o trabalho informal, enquanto se verificou um aumento na agricultura e nas atividades comerciais por conta própria. A inclusão financeira foi rápida – em quatro meses do projeto, 95,6% das pessoas tinham contas bancárias. No espaço de um ano, 73% dos agregados declararam uma redução nas suas dívidas. Não houve qualquer indício de um aumento nos gastos em álcool.

Antes de seguirmos em frente, precisaríamos de mais dados para provar a sua aplicabilidade ao contexto indiano. Só existiram oito programas-piloto de grande escala que testaram o impacto de um rendimento básico universal no bem-estar humano. O contexto social também importa – o que funcionou em Manitoba e no Quénia pode não ser, necessariamente, aplicável à Índia. Precisamos de estudos mais aprofundados, que visem garantir o acesso universal e cobrir o custo básico de vida. Com mais projetos-piloto planeados em Oakland, na Holanda, na Alemanha e na Índia, as conclusões alcançadas podem ser usadas para modificar as políticas sociais.

O Caminho em Frente

Um rendimento básico incondicional regular, faseado através de projetos-piloto e implementado, lenta e cuidadosamente, parece ser o ideal para a Índia.
Poderá ajudar a melhorar as condições de vida, incluindo o saneamento nas nossas aldeias, fornecendo acesso a água potável em melhores condições e melhorando, ao mesmo tempo, a nutrição das crianças. Os pagamentos regulares do rendimento básico podem ajudar a instituir respostas racionais à doença ou à fome, permitindo aos agregados familiares financiar as suas próprias despesas de saúde em vez de se depararem com um ciclo vicioso de dívida. Poderá ajudar a reduzir o trabalho infantil, ao mesmo tempo que facilita o pagamento das despesas escolares. Poderá transformar as aldeias, possibilitando o crescimento do trabalho produtivo e levando a um aumento sustentado dos rendimentos. Poderia reduzir a desigualdade; fazer a economia crescer; tudo isto enquanto possibilita a procura da felicidade.
Baleia

Um Tribunal de Recurso federal dos EUA decretou que a Marinha norte-americana tinha sido erroneamente autorizada a utilizar sonares que poderiam ser prejudiciais para golfinhos, baleias e outros mamíferos marinhos, como as focas e os leões-marinhos.
O Tribunal reverteu, assim, uma decisão de 2012, que permitia à Marinha dos EUA utilizar sonares de baixa frequência em treinos, testes e operações de rotina. Esta autorização abrangia as operações em tempo de paz nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico e no mar Mediterrâneo durante 5 anos, conta o World Animal News.

O Sonar (Sound Navigation And Ranging) é uma técnica que usa a propagação do som (geralmente debaixo de água) para navegar, comunicar com ou detetar objetos, como outras embarcações, sobre ou abaixo da superfície da água.
O documentário Sonic Sea, estreado este ano no Discovery Channel, sobre o impacto nos animais marinhos do ruído industrial e militar no oceano, poderá ter influenciado a decisão do tribunal de recurso.
Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Braga

O Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Braga foi alvo de uma intervenção que teve por objetivo dotar o espaço de um maior número de boxes para acolher cães e gatos e criar condições para se proceder à esterilização dos animais errantes. Atualmente o espaço tem disponíveis 27 boxes para gatos e 32 boxes para cães (anteriormente 10 e 25 respetivamente) e salas de esterilização.

“Conseguimos alargar essa capacidade e terminar assim com situações de abate. Investimos igualmente na esterilização animal, o que coloca Braga no número restrito de concelhos que dispõe desse serviço que irá contribuir para atingir uma situação de controlo relativamente ao número de animais errantes do concelho”, disse Rui Morais, administrador da AGERE.

“Quando confrontados com a necessidade de recolher animais, é importante pensar no passo seguinte, que passa por desenvolver campanhas para promover a sua adoção responsável. Isso é algo que temos feito em parceria com as associações de defesa dos animais com quem estamos em permanente ligação e que têm papel fundamental na sensibilização da população para a possível adoção. Trabalhamos para ter o mínimo de animais sem proprietários nas ruas e no Centro de Recolha”, declarou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, apelando ainda para que os cidadãos não abandonem os seus animais de companhia, um fenómeno que aumenta no período das férias de Verão.

Quem pretender adotar um animal de companhia pode fazê-lo contactando o Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Braga através do nº de telefone: 808205000 ou 253205091.

Fonte: Braga Tv
7º Festival de Observação de Aves
O maior evento em Portugal dedicado à observação de aves e à natureza decorrerá, este ano, de 30 de setembro a 5 de outubro, em Vila do Bispo.

Centenas de observadores de aves e amantes da natureza provenientes de vários países vão juntar-se no cabo mais a sudoeste de Portugal e da Europa e ficar de olhos postos no céu em busca de bandos de grifos, cegonhas-pretas, águias-calçadas ou britangos. O festival decorre durante este período porque é o pico da altura da migração de outono, quando as aves migratórias deixam Portugal em direção às terras quentes de África. Este ano o programa conta com mais de 300 atividades dedicadas à natureza.

O 7º Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza é promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e tem a Spea e a Associação Almargem como co-promotores.
A Península de Sagres, no Concelho de Vila do Bispo, está integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e é uma das zonas mais importantes do Algarve e do país para a avifauna.

Inscreva-se no site do Festival
Veja mais no Facebook da iniciativa

Observação de Aves

Livro de aves

Águia-cobreira
Foto: Águia-cobreira – Jorge Meneses

Alcatraz juvenil
Foto: Alcatraz juvenil – Jorge Meneses

Cegonha preta
Foto: Cegonha preta – Tina Chaves
Britango

O britango é a Ave do Ano 2016 e uma das espécies alvo do LIFE Rupis, um projeto de conservação transfronteiriço, que decorre nas áreas protegidas do Douro Internacional e do Vale do Rio Águeda e dos Arribes del Duero.
Este projeto pretende implementar ações que reforcem as populações do britango (Neophron percnopterus) e da águia-perdigueira (Aquila fasciata) na região, através da redução da sua mortalidade e do aumento da taxa de reprodução.

Em Espanha, marcaram um britango com um emissor GPS/GSM/UHF que permitirá seguir o seu percurso diariamente durante mais de dois anos e conhecer os movimentos migratórios desta espécie. Esta ave foi batizada de “Rupis” e a equipa que a estuda, disponibilizou um mapa online para se seguir os seus movimentos.

Para além do estudo dos seus movimentos migratórios, serão desenvolvidas ações de combate ao uso ilegal de venenos, serão corrigidas linhas elétricas com equipamentos anti-eletrocussão de aves dos dois lados da fronteira, será elaborado um plano de ação transfronteiriço para a conservação do britango e serão geridos mais de 1000 ha de habitats importantes para esta espécie.

Foto: © Bruno Berthémy/Vulture Conservation Foundation

Logótipo do Rupis
Lince euroasiático

O número de linces nas florestas da Noruega registado durante o Verão é o mais baixo desde 2004, conta o The Local.
O lince euroasiático (Lynx lynx) é um felino selvagem natural da Noruega, Suécia e da Sibéria, assim como de outros países da Europa de Leste e da Ásia Central. Entre as suas presas comuns encontram-se os veados e as raposas.

Durante o Verão de 2016, foram registados 9,5 grupos de famílias de linces nas regiões de predadores selvagens, abrangendo Vestfold, Buskerud, Telemark e Aust-Agder. Isto constitui uma redução de 6,5 grupos familiares em relação ao ano passado, de acordo com a NRK, a emissora de rádio e televisão da Noruega.

É uma grande diminuição para um período de apenas um ano, contou Jørund A. Ruud, diretor do Comité de Gestão de Predadores regional. Também se verificaram declínios nos números de linces em outras regiões, incluindo Oppland, Oslo, Akershus e Østfold – o que perfaz uma queda de 14% nos números destes felinos em relação ao ano passado.

Este número é também 20% mais baixo do que o definido pelo governo norueguês como o valor mínimo desejado destes animais na natureza. A caça é uma das causas da diminuição de linces no país. Em algumas regiões, onde os grupos de famílias excedem os 12, foram introduzidas maiores quotas de caça para reduzir o número destes animais.

Jørund A. Ruud não se mostrou preocupado com estes dados, mas Sigrid Dahl, do grupo Amigos da Terra da Noruega (Naturvernforbund) vê com preocupação estes números. “Quando as populações diminuem tanto, é difícil ter em consideração as oscilações naturais que sempre ocorrem nos números. Consideramos profundamente preocupante que a população [de linces] seja gerida desta forma”, declarou.

Poto: Tom Bech/Flickr
Cria de elefante a ser treinada com gancho

Rhode Island tornou-se, oficialmente, o primeiro estado norte-americano a proibir os treinadores de animais de utilizarem ganchos de metal para “domar” os seus elefantes, conta o World Animal News.
A nova legislação, assinada pela governadora Gina Raimondo, proíbe a utilização destes ganchos, que são espetados em zonas sensíveis da pele destes animais para controlar o seu comportamento, em circos e espetáculos itinerantes e entrará em vigor em janeiro. No entanto, a proibição não abrange o Zoo de Roger Williams, que os continuará a usar.

Dezenas de cidades norte-americanas têm vindo a banir o uso destes ganchos e o estado da Califórnia está, igualmente, a considerar esta proibição.
Pizza vegan

Seis receitas para aprender a fazer pizzas vegetarianas e vegans, sem lactose. Aprenda também a fazer um queijo de batata para a sua pizza!
Experimente!

Pizza vegan



Pizza arco-íris (vídeo em espanhol)



Pizza vegan (vídeo em espanhol)



Pizza vegan com queijo de batata (vídeo em espanhol)



Pizza com base de couve-flor (vídeo em inglês)



Pizza vegan em 10 minutos (vídeo em inglês)



Como fazer queijo de batata para a pizza