lobo

Pela primeira vez em mais de 100 anos, foi descoberto um lobo selvagem na região da Flandres, no norte da Bélgica. Após séculos de perseguição, há alcateias a voltarem a estabelecer-se em diversos países europeus e têm sido observados lobos na Dinamarca, Holanda e no Luxemburgo.

“O nosso país era o único da Europa continental que não tinha sido visitado por um lobo”, desde que estes animais começaram o recolonizar o continente, declarou o grupo ambiental Landschap.

Desde a Convenção de Berna de 1979, o lobo passou de inimigo público a espécie protegida como “um elemento fundamental do nosso património natural europeu”, conta a agência de notícias francesa AFP.

O lobo detetado na Flandres possuía uma coleira localizadora, o que permitiu a sua identificação como um animal proveniente da Alemanha. O mesmo lobo tinha sido avistado, por volta do Natal, nos Países Baixos.

“Nos últimos dias, o lobo permaneceu perto da cidade flamenga de Beringen e da base militar de Leopoldsburg. O animal percorreu 500 km em dez dias”, disse o Landschap.

A presença do lobo em território belga foi saudada como uma excelente notícia pelos grupos conservacionistas, que pedem ao governo para adotar uma estratégia que encoraje o regresso da espécie ao país, incluindo indemnizações para os agricultores cujo gado possa ser atacado.

Em 2011, já tinham sido captadas imagens do que parecia ser um lobo, à noite, no sul do país, mas o avistamento não chegou a ser confirmado.

Segundo Farid Benhammou, especialista em predadores, em países como a Roménia e a Polónia, onde sempre viveram lobos, as pessoas encaram os ataques às ovelhas “como um acidente, como um rebanho que caiu numa ravina”. No entanto, nas zonas recentemente colonizadas pela espécie – como em França e em algumas regiões de Itália e Espanha – existem grandes tensões, especialmente com os agricultores.


O Belize aprovou uma lei que põe fim à exploração petrolífera nas suas águas para proteger o seu famoso recife de coral.

O Recife de Coral do Belize é uma secção com 300 km de comprimento da Barreira de Coral Mesoamericana, a segunda maior do mundo – precedida apenas pela Grande Barreira de Coral da Austrália – e o lar de quase 1400 espécies, incluindo vários animais ameaçados, como a tartaruga-de-escamas, o manatim e algumas espécies de tubarão. O Recife do Belize faz parte da Lista do Património Natural em Perigo da UNESCO desde 2009.

“Esta decisão é extremamente importante”, disse Chris Gee, da organização WWF. “Mostra que o Belize, um país em desenvolvimento, está preparado para colocar os seus cidadãos e o ambiente em primeiro lugar.”

A decisão do primeiro-ministro belizense, Dean Barrow, de estabelecer esta moratória por prazo indefinido assinala a primeira vez que um país em desenvolvimento tomou um passo tão significativo para proteger os seus oceanos da exploração e extração de petróleo, conta o The Guardian.

O turismo e pescas sustentam, direta ou indiretamente, metade da população do país, cerca de 190 mil pessoas. Como a sua principal atração turística, o recife tem um papel preponderante na economia do Belize.

“A legislação para parar a exploração offshore de petróleo no Beize é uma decisão extremamente sábia”, declarou Ralph Capeling, coproprietário do Splash Dive Center. “O potencial económico do recife ultrapassa claramente o valor de quaisquer possíveis descobertas.”

Há esperanças de que a decisão do país da América Central inspire outros a fazer o mesmo. “Como um mergulhador ávido há mais de 35 anos, acho que seria extraordinário se outros países seguissem o exemplo do Belize e dessem passos positivos, como proibir a exploração offshore de petróleo”, comentou John Searle, proprietário da Sea Sports Belize.
Foto: Adam/Flickr
Bolo de bolacha

Quem não gosta de bolo de bolacha? Com estas cinco receitas aprenda a fazer um bolo de bolacha numa versão vegan, sem lactose nem ovos.
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Bolo de bolacha vegan com natas de soja


Foto: The sweetest strawberry
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Bolo de bolacha vegan na Bimby


Foto: Receitas na Bimby
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Bolo de bolacha vegan com creme de manteiga vegetal


Foto: Not Guilty Pleasure
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Bolo de bolacha vegan com leite de coco (receita em inglês)


Foto: Vegan Miam
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Bolo de bolacha vegan com alfarroba


Foto: Green Food
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1ª foto: Jones Brothers Coffee
Grande Muralha da China

A China anunciou que planeia plantar, em 2018, novas florestas que cobrirão pelo menos 6,6 milhões de hectares, uma área que tem aproximadamente o tamanho da República da Irlanda.

A Administração Florestal do Estado quer aumentar o número de hectares de floresta de 21,7% da área terrestre total para 23%, até 2020, e para 26%, até 2035.

O país espera com esta e outras medidas livrar-se da sua imagem de poluidor e tornar-se um líder mundial em proteção ambiental.

“As empresas, organizações e talentos que se especializam no trabalho de reflorestação estão todos convidados a participar na enorme campanha de ecologização do país”, convidou Zhang Jianlong, dirigente da administração. “A cooperação entre o governo e o capital social será posta na lista de prioridades.”

Em 2014, o país declarou “guerra à poluição”, tendo priorizado a punição das empresas poluidoras e dos infratores das normas ambientais, a expansão florestal e a limpeza de rios poluídos. O país também tem apostado na preservação da vida selvagem, anunciando planos para a criação de um parque nacional de 1,5 milhões de hectares para proteger o leopardo-de-Amur e o tigre-siberiano e proibido o comércio doméstico de marfim.

As novas áreas florestais serão criadas na província de Hebei, na província de Qinghai e no deserto de Hunshandake, conta o The Telegraph.

Segundo Zhang Jianlong, o país gastou mais de 538 mil milhões de yuan (68 mil milhões de euros) na plantação de florestas nos últimos cinco anos, aumentando o total de área florestal para 208 milhões de hectares.

O governo também está a promover o programa “linha vermelha ecológica” para forçar as províncias e regiões a deter o “desenvolvimento irracional” e a construção perto de florestas, rios e parques nacionais.
Estátua da Liberdade

A cidade de Nova Iorque planeia desinvestir 5 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros) nos combustíveis fósseis e processar, por danos ambientais, cinco das empresas petrolíferas mais poderosas do mundo – BP, Exxon Mobil, Chevron, ConocoPhillips e Shell.

As autoridades municipais definiram a meta de alienar os capitais dos fundos de pensões da cidade investidos em empresas de combustíveis fósseis num prazo de cinco anos, uma medida que, segundo as mesmas, poderia estar “entre os esforços de desinvestimento mais significativos no mundo até à data”.

“A cidade de Nova Iorque está a atuar em defesa das gerações futuras ao tornar-se a primeira grande cidade dos EUA a desinvestir os nossos fundos de pensões nos combustíveis fósseis”, disse o presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio. “Cabe às empresas de combustíveis fósseis, cuja ganância nos colocou nesta posição, arcar com o custo de tornar Nova Iorque mais segura e resiliente.”

Perante o anúncio destes planos, Bill McKibben, cofundador da organização 350.org, comentou, num artigo para o The Guardian: “[Nova Iorque] estava agora em guerra com a sua indústria mais rica. E, da noite para o dia, a batalha para salvar o planeta passou de amplamente política para amplamente financeira.”

Scott Stringer, dirigente da agência de controlo financeiro da cidade, admitiu que o desinvestimento será “complexo” e que levará tempo, mas disse que os fundos de pensões da cidade poderiam promover a sustentabilidade, protegendo, ao mesmo tempo, a reforma dos professores, agentes da polícia e outros funcionários públicos. O desinvestimento ocorrerá após uma análise do impacto financeiro da decisão.

A transição exponencial para uma economia livre de combustíveis fósseis é imparável e os governos locais têm um papel crítico a desempenhar. Não há tempo a perder. É, portanto, extremamente encorajador ver a cidade de Nova Iorque tomar a iniciativa hoje”, declarou Christiana Figueres, antiga responsável das Nações Unidas para o clima.

Nova Iorque junta-se assim a outras cidades, como Washington DC e a Cidade do Cabo, nos seus esforços de desinvestimento. O estado de Nova Iorque também anunciou que está a investigar como desinvestir nos combustíveis fósseis.


A atriz Catherine Deneuve e outras 99 mulheres proeminentes em França denunciaram a campanha #Metoo, contra o assédio é sexual, que ganhou força depois dos escândalos de Harvey Weinstein e dos abusos sexuais em Hollywood. Segundo estas mulheres, os homens estão a ser injustamente acusados de má conduta sexual, sendo que a campanha é demasiado "puritana" e tem por base o "ódio aos homens".

"Esta vontade de mandar os homens para o matadouro, em vez de ajudar as mulheres a serem mais autónomas, ajuda os inimigos da liberdade sexual", escreveram estas mulheres numa carta aberta publicada no Le Monde.
“A violação é um crime. Mas cortejar de forma insistente ou inconveniente não é um delito, nem o galanteio é uma agressão machista”, afirmam na carta.

"Esta justiça vigilante já tem as suas vítimas, os homens que foram castigados e forçados a demitirem-se, quando tudo o que eles fizeram foi tocar num joelho ou tentar roubar um beijo", escreveram as 100 mulheres. "Defendemos o direito à importunação, que é vital para a liberdade sexual", acrescentam.

A feminista Caroline De Haas e mais de 30 ativistas franceses dos direitos das mulheres criticaram fortemente esta carta aberta, num texto publicado no Francetvinfo (site de uma televisão francesa.). As ativistas acusaram Catherine Deneuve e as outras signatárias da carta de estarem a usar a exposição nos meios de comunicação para tornarem a violência sexual "normal".

"Com aquele texto estão a tentar reconstruir o muro de silêncio que começámos a destruir", escreveram as ativistas. "Parecem aquele tio chato nos jantares de família" que não percebeu que o mundo está a mudar, afirmaram.

"Quando a igualdade avança um milímetro, as almas bondosas alertam-nos imediatamente para o facto de que arriscamos todos cair em excesso", afirmaram, alertando para o facto de que em França, acontecerem "centenas" de casos de violação e assédio sexual.
"As signatárias da carta confundem deliberadamente a relação de sedução, com base no respeito e prazer, com a violência", escreveram. Este é "um artigo para defender o direito de se agredir sexualmente as mulheres e para se insultar as feministas", denunciou Caroline de Haas (que foi violada quando tinha 15 anos).

"Catherine Deneuve e outras mulheres francesas contam ao mundo como a sua misoginia interiorizada as lobotomizou de forma irreversível", escreveu no Twitter Asia Argento, que acusou Harvey Weinstein de a ter assediado sexualmente, nos anos 90.

Em março, Deneuve já tinha estado envolvida numa polémica ao defender na televisão o cineasta Roman Polanski, acusado de ter violado uma jovem de 13 anos, nos Estados Unidos.





Pizzas vegans – Lidl (390g)


Ingredientes (Pizza Vegan Bruschetta): farinha de trigo, 26% tomate triturado, 17,1% tomate em cubos, água, 5,8% cebola, 5,7% tomate parcialmente desidratado, margarina [óleo de colza, matérias gordas vegetais (karité, coco), água, emulsionantes: lecitinas (girassol), mono e diglicéridos de ácidos gordos; sal, acidificante: ácido cítrico], óleo de colza, levedura de panificação, açúcar, sal, fermento de trigo seco (farinha de trigo, levedura), cebola em pó, alho granulado, extrato de malte de cevada, pimenta-preta, mangericãao, oregãoss, farinha de malte torrada (trigo, cevada), cenoura em pó, sumo de limão cconcentrado, amido modificado de batata.

Ingredientes (Pizza Vegan Verdura): farinha de trigo, 20% tomate triturado, 18% espinafre, água, 12,8% tomate cereja, 7,7% cogumelos, margarina [óleo de colza, matérias gordas vegetais (karité, coco), água, emulsionantes: lecitinas (girassol), mono e diglicéridos de ácidos gordos; sal, acidificante: ácido cítrico], óleo de colza, açúcar, sal, levedura de panificação, orégãos, fermento de trigo seco (farinha de trigo, levedura), farinha de malte de cevada, farinha de malte torrada (trigo, cevada), alho granulado, cebola em pó, amido modificado de batata.


O melhor:
A Pizza “Vegan Bruschetta” é ótima;
A massa das duas pizzas é muito boa;
Não têm óleo de palma;
Uma opção 100% vegetal (vegan) para uma refeição rápida;
Bom preço;
O cartão das caixas da pizza é certificado pela FSC.

O pior:
O sabor da Pizza “Vegan Verdura” podia ser melhor: é bastante insossa e tem demasiados espinafres;
Ambas as pizzas levam açúcar (para quem não pode comer açúcar).

Preço: 1,49€ (Lidl)

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A lei nº 11/2017 prevê o direito à opção vegetariana nas cantinas públicas (escolas básicas e secundárias, universidades, unidades integradas nos serviço nacional de saúde, lares, prisões, serviços sociais, etc.). Estas cantinas devem apresentar obrigatoriamente uma opção vegetariana (sem qualquer ingrediente de origem animal).

Esta lei entrou em vigor em junho de 2017 e as cantinas tiveram um período de adaptação de seis meses (que acabou em dezembro de 2017).

No seguimento da implementação desta lei, a Associação Vegetariana Portuguesa (AVP) criou uma nova campanha que pretende informar os cidadãos (alunos, funcionários públicos, encarregados de educação) sobre o seu direito à opção vegetariana nas cantinas públicas e ainda disponibilizar serviços de formação às unidades de produção das refeições e empresas subcontratadas. Vão ser também levadas a cabo ações informativas, por todo o país, junto das instituições.

Esta campanha da AVP surgiu na sequência de inúmeros apelos feitos maioritariamente por encarregados de educação, que no início deste novo ano letivo, se depararam com a dificuldade no acesso à opção vegetariana.

A infração da lei pode ser comunicada à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), nos termos do diploma, mas a AVP defende a via diplomática, de diálogo entre o utente da cantina e a entidade gestora, por oposição a uma via burocrática, sendo que a ação legal deve ser despoletada apenas em último caso.

De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS) o regime alimentar vegetariano pode contribuir para a diminuição da prevalência de doenças cardiovasculares e doenças oncológicas, assim como da obesidade, hipertensão e diabetes.

Vegetariano é mais do que saladas! Já experimentou? Vai ficar surpreendido com o sabor e com os benefícios”, pode ler-se no site da AVP.
Leão numa jaula

A câmara municipal de Portland, cidade norte-americana do estado de Maine, votou unanimemente a favor da proibição da utilização de elefantes, grandes felinos e muitos outros animais selvagens em circos e espetáculos itinerantes, citando o tratamento e o “treino draconiano que pode ser cruel e desumano” a que os animais são submetidos.

“Todos reconhecemos o facto de que estas práticas estão obsoletas”, disse o vereador Brian Batson. “Não são só cruéis – são desumanas.”

Portland tornou-se assim a primeira cidade de Maine a proibir a exibição de animais selvagens e exóticos em circos, juntando-se a mais de cem municípios e inúmeros estados que já restringiram o uso destes animais em espetáculos.

“Temos esperanças de que a aprovação deste regulamento na cidade de Portland seja o começo de uma tendência para acabar com a crueldade e exploração dos animais para entretenimento em espetáculos itinerantes por todo o estado”, declarou Val Giguere, da organização Maine Animal Coalition.


Vídeo: Os circos com animais selvagens em 60 segundos

A proibição abrangerá os leões, tigres, zebras, girafas, macacos, elefantes e cangurus, assim como os crocodilos, focas, morsas e tubarões, entre outros, excluindo os cavalos, vacas, cabras, ovelhas e porcos. Os infratores arriscar-se-ão a pagar uma multa de cerca de 400€.

No diploma salienta-se ainda o facto de que alguns dos animais exóticos escapam das suas jaulas e “vagueiam pelas cidades, ameaçando a segurança dos residentes e representando um perigoso desafio para os agentes da polícia que têm de atuar”. Os animais já são usados para entretenimento humano há muito tempo, “mas a aceitação desta prática está a mudar e estes espetáculos são agora vistos como atos de crueldade para os animais em cativeiro neles envolvidos”, diz o texto.

Recentemente, três países europeus – a Itália, a Irlanda e a Escócia – proibiram os circos com animais selvagens.


A Suíça proibiu a prática de se cozinharem lagostas e outros crustáceos vivos em água a ferver e estabeleceu que estes animais devem ser primeiro atordoados, através de legislação para a proteção do bem-estar animal.
"Os crustáceos vivos, incluindo a lagosta, não poderão ser transportados em gelo ou em água gelada. As espécies aquáticas devem ser mantidas no seu meio natural. A partir de agora os crustáceos devem ser atordoados antes de serem mortos”, pode ler-se na lei aprovada pelo governo suíço, no dia 10 de janeiro, e que entrará em vigor em março deste ano.
As lagostas sentem dor devido ao sistema nervoso complexo que possuem, como têm demonstrado estudos recentes.
A nova legislação também procura acabar com o comércio ilegal de cães, proíbe os dispositivos automáticos que castigam os cães quando ladram, explica as condições como devem ser abatidos os animais doentes ou feridos e responsabiliza os organizadores dos eventos públicos pelo bem-estar dos animais.

Em junho do ano passado, a Itália proibiu que as lagostas fossem mantidas vivas em gelo nos restaurantes, devido ao sofrimento desnecessário provocado pela temperatura.