Notícias



Na Indonésia, crianças com apenas 8 anos trabalham horas a fio sob condições perigosas para produzir o óleo de palma usado na comida, cosméticos e outros produtos de algumas das marcas mais conhecidas do mundo, diz um relatório da Amnistia Internacional.

A organização investigou as plantações do maior produtor mundial de óleo de palma, a empresa Wilmar, e ligou-as a produtos de 9 empresas globais: Nestlé, Colgate-Palmolive, Kellogg’s, ADM, Procter & Gamble, Unilever, Reckitt Benckiser, AFAMSA e Elevance.

Não vou à escola. Carrego sozinho o saco com os frutos [de palma] soltos, mas só consigo levá-lo meio cheio. É difícil transportá-lo, é pesado. Também o faço quando está a chover, mas é difícil… Doem-me as mãos e o corpo todo”, contou um rapaz que começou a trabalhar aos 8 anos. Agora com 10 anos, a criança levanta-se às 6 horas da manhã e trabalha todos os dias, exceto ao domingo.

“Gigantes como a Colgate, a Nestlé e a Unilever garantem aos consumidores que os seus produtos usam ‘óleo de palma sustentável’, mas as nossas descobertas revelam que é tudo menos isso. Não há nada de sustentável em óleo de palma que é produzido com recurso a trabalho infantil e a trabalho forçado. (…) Há algo de errado quando nove empresas que tiveram lucros totais combinados de 307 mil milhões de euros em 2015 não são capazes de fazer nada em relação ao tratamento horrível dos trabalhadores nas explorações de óleo de palma, que ganham uma miséria”, disse Meghna Abraham, investigadora da Amnistia Internacional.

A organização pede às empresas que digam aos consumidores se o óleo de palma usado em produtos como os gelados Magnum, a pasta de dentes da Colgate, os cosméticos da Dove, as sopas Knorr, os chocolates Kit Kat, o champô Pantene, o detergente Ariel foi produzido com recurso a trabalho infantil.

Segundo o relatório, há crianças dos 8 aos 14 anos a trabalhar nas plantações sob condições perigosas, sem equipamento de proteção, estando recorrentemente expostas a pesticidas tóxicos e carregando sacos pesados cheios de frutos de palma, que podem chegar a pesar 25 kg. Algumas abandonam os estudos para trabalharem junto aos seus pais durante todo ou a maior parte do dia.



1ª foto: Jason Motlagh | 2ª foto: Amnistia Internacional

“Tenho ajudado o meu pai todos os dias, durante cerca de dois anos. Deixei de ir à escola para ajudar o meu pai porque ele já não conseguia fazer o trabalho. Ele estava doente… Tenho pena de ter abandonado os estudos. Gostava de ter ido à escola para aprender mais coisas. Queria ser professor”, contou um rapaz que começou a trabalhar aos 12 anos. Os seus irmãos, de 10 e 12 anos, também trabalham na plantação depois da escola.

Cerca de 50% dos produtos nos nossos supermercados contêm óleo de palma ou ingredientes derivados do mesmo. Os óleos produzidos a partir do fruto de palma são baratos e versáteis – daí a grande procura – e são usados em alimentos processados (como chocolate, batatas fritas, bolachas ou cereais de pequeno-almoço) ou transformados em ingredientes como a glicerina e usados em detergentes da roupa, champô, gel de duche, sabonete e pasta de dentes.

O rápido crescimento da procura de óleo de palma tem levado á desflorestação e destruição de florestas tropicais e colocado em risco espécies ameaçadas, como os orangotangos.

O relatório da Amnistia denuncia ainda um “padrão de discriminação” observado: as mulheres são forçadas a trabalhar longas horas sob a ameaça de lhes ser cortado o salário e é-lhes negado emprego permanente, o que as deixa sem direito a seguros de saúde e reformas. Em alguns casos, as trabalhadoras recebem menos de 2,40€ por dia.



Outro problema comum é a exposição à poluição atmosférica dos incêndios florestais e aos químicos tóxicos presentes nos herbicidas, pesticidas e fertilizantes usados nas plantações. Os trabalhadores levam às costas um pulverizador em cujo depósito se encontram estes químicos, entre os quais paraquato – um químico extremamente tóxico que já foi proibido na UE.

A ausência de equipamento de proteção e de ferramentas adequadas faz com que ocorram acidentes com estas substâncias perigosas. “Gostava apenas de me conseguir aguentar em pé equilibrada como antigamente”, disse Yohanna, uma das trabalhadoras afetadas pelos químicos.

Outra trabalhadora contou aos investigadores como o facto de levar um pulverizador com uma tampa partida fez com que se vertessem nas suas costas dois litros de paraquato. Como não existem zonas para os trabalhadores tomarem banho e como era a estação seca, o que significava que não havia água em sua casa, ela não se pode lavar para remover o químico.

Sete das nove empresas admitiram à Amnistia que usavam óleo de palma da rede de fornecimento da Wilmar, mas só duas – a Kellogg’s e a Reckitt Benckiser – ofereceram mais detalhes sobre os produtos afetados, apontando dificuldades de "rastreabilidade" como um dos fatores por trás do seu desconhecimento dos abusos cometidos nas plantações dos seus fornecedores.

“Usar falinhas mansas sobre ‘rastreabilidade’ é uma total falta de coragem por parte destas empresas”, disse Peter Frankental da Amnistia. “Podemos ter a certeza de que se um dos produtos destas empresas estivesse contaminado e tivesse de ser retirado das prateleiras dos supermercados, eles assegurar-se-iam de encontrar as plantações específicas de onde provinha.”


Um estudo recente que explora os “problemas ligados às monoculturas” revelou que uma dieta de milho transforma os hamsters europeus – uma espécie ameaçada na Europa ocidental – em canibais enlouquecidos, que devoram as suas próprias crias.

“O habitat dos nossos hamsters está em colapso”, disse Gerard Baumgart, presidente do Centro de Investigação para a Proteção Ambiental na Alsácia e especialista em hamsters europeus (Cricetus cricetus).

Os pequenos roedores, que outrora tinham à sua disposição uma variedade de cereais, raízes e insetos, vivem, hoje em dia, num oceano de monoculturas industriais de milho. Segundo os cientistas, esta dieta monótona está a deixar os animais famintos, devido à falta de uma vitamina em particular: a B3 ou niacina.

A equipa de investigadores, liderada por Mathilde Tissier da Universidade de Estrasburgo, fez esta descoberta quase por acaso, quando estudava o efeito da dieta dos hamsters na sua capacidade de reprodução na natureza.
Os investigadores submeteram espécimes selvagens a dietas à base de trigo ou milho, acompanhados com vermes ou trevos. Não havia grande diferença no valor nutricional básico dos diferentes menus e os cientistas não observaram uma diferença notória no número de crias que nasceram.

Já no que diz respeito à taxa de sobrevivência das crias, a diferença foi dramática. Cerca de quatro quintos das crias das progenitoras com uma dieta de trigo e trevo ou de trigo e vermes chegaram à fase do desmame com êxito. Apenas 5% das crias cujas progenitoras se alimentavam de milho chegaram a essa fase.

O aspecto mais inquietante, contudo, foi a forma como morreram. “As fêmeas colocaram as suas crias nos seus montes de milho e comeram-nas”, declararam os cientistas. “As crias ainda estavam vivas nessa altura.”



Houve outros sinais preocupantes: os animais corriam em círculos “trepando e batendo nos seus comedouros”, quando os cientistas entravam na divisão; apresentavam línguas inchadas e escuras e o sangue ficou tão espesso que era difícil recolher amostras.

Os cientistas desconfiaram que por trás destes sintomas estaria a carência de B3, que é associada ao síndrome da “língua preta” nos cães e, nos humanos, à pelagra, também conhecida como a doença dos 3 Ds: diarreia, demência e dermatite (como eczema).
Segundo os investigadores, dietas à base de milho incorretamente cozinhado têm sido associadas a níveis mais elevados de homicídio, suicídio e canibalismo entre os seres humanos.”

Para confirmar que a carência de B3 era realmente responsável pelos comportamentos observados, os cientistas voltaram a dar aos hamsters uma dieta à base de milho, mas desta vez enriquecida com B3. A dieta enriquecida foi suficiente para eliminar os sintomas alarmantes.

“Sabendo nós que estas espécies já enfrentam muitas ameaças e que a maioria delas está em risco de extinção, é urgente a restituição de um conjunto variado de plantas nos sistemas agrícolas, insistem os investigadores no seu estudo, que foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society.
A monocultura na agricultura é muito prejudicial à biodiversidade”, disse Gerard Baumgart. “Agora precisamos de tomar medidas concretas.”
Hambúrguer vegetariano

Com estas oito receitas aprenda a fazer hambúrgueres de soja vegetarianos, fáceis e deliciosos!
Experimente!

Hambúrguer de de soja



Hambúrguer vegetariano de soja - O Melhor de Todos!



Hambúrguer vegetariano gourmet



Hambúrguer vegetariano de soja



Hambúrguer vegan



Hambúrguer vegan de soja



Hambúrguer vegan de grão-de-bico, soja e linhaça



Hambúrguer vegetariano de soja e quinoa



O UniPlanet foi convidado pela Efeito Verde, uma loja online de produtos ecológicos, vegetarianos e naturais, a experimentar vários produtos da Faith in Nature, uma marca vegan do Reino Unido, aprovada pela Vegan Society.

Gel duche & espuma de banho de chocolate e de alfazema e gerânio da Faith in Nature (250 ml)


O melhor:
A pele fica macia;
Não secam a pele;
A fragrância da alfazema é relaxante e a do chocolate é energizante;
O gel de chocolate tem pontuação 6 no site GoodGuide;
Não são testados em animais e não têm ingredientes de origem animal (vegan);
Têm ingredientes biológicos (por exemplo chocolate biológico);
O de alfazema e gerânio tem óleos essenciais;
Fazem bem espuma;
Não têm SLES (Lauril Éter Sulfato de Sódio), parabenos, nem corantes e conservantes artificiais;
Possuem um pH equilibrado;
São apropriados para todos os tipos de pele.

O pior:
O gel de chocolate não especificar o aroma nos ingredientes.

Ingredientes (Chocolate): Aqua, (água, proven. de Lake District), Ammonium Laureth Sulphate*, Sodium Chloride** (sal marinho), Cocamidopropyl Betaine*, Theobroma Cacao**, Aroma*, Melaleuca Alternifolia* (árvore do chá), Polysorbate 20*, Sodium citrate*

* Origem vegetal, ** Ingredientes biológicos

Ingredientes (Alfazema): Aqua (Água proveniente do Lake District), Ammonium laureth sulphate*, Cocamidopropyl Betaine*, Sodium chloride** (sal marinho), Lavandula angustifolia* (alfazema), Lavandula Hybrida* (lavandin), Pelargonium graveolens* (gerânio), Melaleuca alternifolia* (árvore do chá), Aroma*, E163* (extracto de pele de uva), Polysorbate 20*, Sodium citrate*, Linaloolº, Citronellolº, Geraniolº

* Origem vegetal, ** Certificação biológica, º a partir de óleos essenciais

Preço unidade: 4,81€

Vejam mais em:
Loja Efeito Verde
Faith in Nature na loja Efeito Verde
Efeito Verde no Facebook
Contacto: 964671561


Taiwan proibiu a eutanásia de animais vadios nos canis municipais. A lei entrou em vigor em fevereiro, depois de um período de transição de dois anos.

A proibição não chegou, no entanto, a tempo para a veterinária taiwanesa Chien Chih-cheng que, no ano passado, se suicidou com uma substância usada na eutanásia, supostamente por não ter conseguido lidar com o peso de estar encarregada de abater os animais do abrigo onde trabalhava. A veterinária era chamada de “carniceira” pelos ativistas dos direitos dos animais.
A sua morte levou a que surgissem apelos pela melhoria das condições nos canis, tanto para os animais quanto para os trabalhadores.

O Concelho de Agricultura de Taiwan acusa a proibição de ser “muito idealizada” e prevê que leve à "deterioração da qualidade" dos canis, significando a sua sobrelotação ou o desencorajamento da captura de animais vadios.

“A proteção dos animais em Taiwan atingiu um novo marco”, disse Ho Tsung-hsun, diretor executivo da Life Conservationist Association. Segundo a organização, desde 1999, foram abatidos mais de 1,2 milhões de animais nos canis municipais do país. Contudo, o número vinha a diminuir nos últimos anos, mesmo antes da proibição.


Está com dor de garganta ou tosse? Então, estas dicas são para si.
Algumas ideias são parecidas, mas variam um pouco nos ingredientes de maneira a poder fazer com o que tem em casa ou para experimentar com pequenas variações.

  • Chá de gengibre + casca de limão;
  • Chá de perpétua roxa + gengibre + casca de limão (2 chávenas ao dia para tosse e rouquidão);
  • Gargarejar com água morna + sal marinho (para dor de garganta);
  • Gargarejar com água morna + sal marinho + bicarbonato de sódio (duas vezes ao dia para dor de garganta);
  • Chá de tomilho;
  • Chá de gengibre + pau de canela + casca de limão (3 chávenas ao dia);
  • Chá de gengibre ralado + curcuma + pimenta preta + canela em pó + sumo de limão (ao acordar e antes de dormir para a gripe);
  • Chá de gengibre + casca de limão + pau de canela + curcuma + carqueja;
  • Chá de gengibre + sumo de limão;
  • Chá de raiz de alteia (para tosse e expetoração);
  • Pôr uma cebola aberta ao pé da cabeceira da cama (para a tosse);
  • Pôr os pés de molho em água quente;
  • Massajar o abdómen e os pés com óleos essenciais: 15 gotas de óleo de gengibre + 15 gotas de óleo de laranja doce + 60ml de óleo vegetal de gérmen de trigo.

Experimente também a reflexologia com este vídeo (para tosse, dor de garganta e dor de ouvidos):



Aproveitando o mote da transmissão do evento All Star Saturday Night, o Centro Comercial Alegro Alfragide, a Federação Portuguesa de Basquetebol e a Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores (ANDDEMOT) convidam-nos a conhecer os desafios que os praticantes de basquetebol em cadeira de rodas enfrentam.
De 11 a 18 de fevereiro, quem participar na Semana All Star estará a contribuir para a compra de equipamento para as estrelas da Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

O UniPlanet falou com os organizadores da Semana All Star para conhecer melhor este evento.


UniPlanet (UP): A Semana All Star é um evento para fãs de basquetebol, mas também aberto à comunidade em geral. Querem contar-nos como surgiu a ideia e o que irá decorrer de 11 a 18 de fevereiro?

De 11 a 18 de fevereiro decorre no Alegro Alfragide uma grande campanha de cariz solidário a favor da Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.
Tudo começou porque na próxima madrugada de 18 para 19 de fevereiro, transmitimos nas salas do Cinema City, uma noite mítica para qualquer fã de basquetebol, a All Star Saturday Night da NBA. De forma quase imediata ocorreu-nos fazer desta noite o mote para uma semana inteira dedicada a apoiar a Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.
Reunimos esforços internos e com o apoio da Federação Portuguesa de Basquetebol e da Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores (ANDDEMOT), organizámos esta semana.

Por um lado, queremos sensibilizar a população para as dificuldades, logísticas e financeiras, de quem pratica basquetebol em cadeira de rodas. É importante que todos tenhamos consciência dos desafios que estes atletas enfrentam. Para além da sua condição física, acumulam os constrangimentos relacionados com a aquisição de equipamento especializado, o que comporta valores avultados. Para termos uma ideia, uma cadeira de rodas adaptada tem um valor de 5000€. Por isso, queremos também angariar o máximo de donativos financeiros para a Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

A nossa Praça Principal dá lugar a um mini campo de basquetebol em que qualquer pessoa pode jogar e fazer lançamentos, da forma mais convencional, mas o verdadeiro objetivo é que o façam a partir de uma Cadeira de Rodas, para terem noção da dificuldade acrescida que é. A Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas está também presente em alguns dias para interagir com o público com demonstrações e sessões de autógrafos.
Fazendo um balanço destes primeiros dias da Semana All Star aqui no Alegro Alfragide, não poderíamos estar mais satisfeitos. A adesão de adultos e crianças tem superado em muito a nossa expectativa. Ver a interação e os laços de solidariedade e entreajuda que se geram entre pessoas na sua plenitude física e aqueles que dependem de uma cadeira de rodas, deixa-nos verdadeiramente felizes.


UP: De que forma podemos participar e apoiar a Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas (SNBCR)?

São várias as formas que encontramos para apoiar a SNBCR. Preparámos um conjunto de atividades cuja participação tem um valor simbólico, no entanto, qualquer pessoa, participando ou não nestas atividades, pode adquirir a nossa pulseira #DesafiaOsTeusLimites. Esta pulseira está à venda por 1€, no Balcão de Informações ou na Praça Principal junto ao mini campo de basquetebol e o valor que alcançarmos reverte na totalidade para a SNBCR.
Organizámos também um Concurso de Lances Livres, cuja inscrição tem o custo simbólico de 1€. Este valor reverterá também na sua totalidade a favor da SNBCR. Para incentivarmos ao maior número de participações, o concurso terá como prémio uma viagem para assistir a um jogo dos NY Knicks no Madison Square Garden. Criámos ainda um Passaporte All Star para ser carimbado em cada atividade realizada pelos participantes. Quem participar em todas terá direito a um prémio extra. Desta forma pretendemos incentivar o maior número possível de participações.




UP: Quais as principais dificuldades que enfrentam os jogadores de basquetebol em cadeira de rodas em Portugal?

Genericamente, e daquilo que este contacto mais próximo ao longo do último mês nos permitiu conhecer, ser uma modalidade pouco divulgada e os apoios escassos, fazem parte das principais dificuldades que os jogadores de basquetebol em cadeira de rodas enfrentam no nosso país. Por outro lado, os custos associados à prática da modalidade são, sem dúvida, um entrave à constituição de novos clubes e de mais equipas.
Mais especificamente, o Comité Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas, partilhou connosco que o transporte próprio e adaptado (carrinha com elevador) para a deslocação para treinos e alguns jogos, assim como cadeiras de desporto concebidas à medida (altura, largura, comprimento), fazem parte das principais dificuldades destes atletas.


UP: Quais as três razões porque não devemos faltar à Semana All Star?

Em primeiro lugar, para apoiar a Seleção de Basquetebol em Cadeira de Rodas, ficar a conhecer a modalidade e os desafios com que estes atletas se deparam e a forma como os superam.
Por outro lado, é uma oportunidade de cada um desafiar os seus limites e, com isso, habilitar-se a ganhar uma viagem a Nova Iorque para 2 pessoas.
Vibrar com as emoções do basquetebol em conjunto com outros fãs é também uma excelente razão para não faltar à semana All Star do Alegro Alfragide!


Vejam mais em:
Alegro Alfragide





O primeiro Biospot da cidade do Porto começou a ser plantado, dia 15 de fevereiro, no nó do Regado, junto à Via de Cintura Interna, numa área com cerca de 3,5 hectares. Este espaço vai receber 735 árvores e arbustos, criando o primeiro de 14 novos bosques urbanos que vão ser criados nos próximos 5 anos, ao longo dos nós e taludes da VCI.

As árvores e arbustos a serem plantados, medronheiros, bétulas, castanheiros, lódãos, aveleiras e ciprestes, foram cultivados nos Viveiros Municipais do Porto. A escolha das espécies autóctones resultou de um estudo de avaliação realizado por investigadores de várias universidades do Porto.

Esta rede de Biospots vai transformar a paisagem urbana da cidade. Serão plantados 10 mil novas árvores e arbustos, em cerca de 17 hectares, durante os próximos 5 anos. O próximo Biospot a ser criado será no nó de Francos e deverá estar concluído até meados de abril.

A iniciativa resulta de uma parceria entre o Município do Porto, a Infraestruturas de Portugal e a Área Metropolitana do Porto, estando enquadrada no programa “Futuro - projeto das 100.000 árvores na AMP”.





Fotos: Filipa Brito (Porto.)

As notícias sobre a poluição causada pelas microfibras de plástico que se libertam dos tecidos sintéticos durante a lavagem dos mesmos, levou os alemães Alexander Nolte e Oliver Spies, proprietários de uma cadeia de lojas que vende roupa desportiva, a chegar a uma decisão. “Dissemos: ‘Ou temos de parar de vender [roupa] polar ou temos de pensar numa solução’”, conta Alexander Nolte.

Acabaram por enveredar pela segunda opção e foi assim que surgiu o Guppy Friend, um saco capaz de capturar as fibras que se soltam da roupa à medida que esta é sacudida e centrifugada na máquina de lavar, impedindo a sua fuga para os rios, lagos e oceanos, onde são uma ameaça para plantas e animais. O saco é suficientemente grande para que caibam dentro dele dois ou três casacos polares ou outro tipo de roupa feita de tecidos sintéticos.

O Guppy Friend é feito de poliamida (nylon), que não liberta fibras facilmente, e mantém-se funcional e intacto mesmo após centenas de lavagens. Quando se retira o saco da máquina de lavar, no final da lavagem, as fibras ficam visíveis contra o material branco do saco, prontas para serem removidas com facilidade à mão.



As fibras sintéticas não são biodegradáveis, ao contrário das naturais (p.ex., algodão e lã), e ainda podem acumular poluentes químicos, como pesticidas e retardadores de chama, presentes nas águas residuais. As fibras da roupa desportiva também são frequentemente revestidas com químicos para que cumpram determinados fins, como serem resistentes à água. Vários estudos têm detetado problemas de saúde no plâncton e em outros pequenos organismos que ingerem microfibras. Também têm sido descobertos microplásticos dentro do peixe e marisco vendidos aos consumidores um pouco por todo o mundo.

Ainda não existem estudos que revelem efeitos negativos causados pelas microfibras na saúde humana. “A investigação científica é lenta, por isso pode ser precisa mais uma geração para se descobrirem que danos [estes poluentes] farão. Não quero esperar tanto tempo”, disse Alexander Nolte.

A invenção dos alemães atraiu a atenção da marca de roupa desportiva Patagonia que decidiu contribuir para o financiamento do projeto e ajudou a melhorar a capacidade de capturar fibras do saco. Em 2015, a marca encomendou um estudo que revelou que a lavagem de um dos seus casacos polares de poliéster libertava até 250 mil fibras sintéticas.

Os dois alemães já têm 30 mil encomendas para o Guppy Friend que será comercializado nas suas lojas e também pela Patagonia – a marca disse que o fará sem fins lucrativos, cobrando apenas o preço que os alemães lhe fizerem mais os custos de envio. O preço ainda não está decidido, mas deverá rondar 20€-30€.

Nolte e Spies já têm outro projeto em mãos: estão atualmente a criar um sistema métrico que mostra a taxa/quantidade de fibras soltas por um determinado têxtil, de modo a ajudar os designers de roupa a escolher os tecidos que libertem menos fibras.





A Austrália é o único continente, para além da Antártida, que não tinha gatos até à chegada dos europeus. Agora, no entanto, estes felinos ocupam 99,8% do território do continente, a uma densidade de um gato por cada quatro quilómetros quadrados. Esta é a descoberta de um novo estudo do Programa Nacional de Ciência Ambiental do governo australiano, que reuniu dados de mais de 90 estudos individuais realizados por 40 cientistas de diferentes instituições e que foi publicado na revista científica Biological Conservation.

Estes dados não são boas notícias para as muitas espécies únicas de pequenos mamíferos e aves a viver no continente, que frequentemente caem vítimas das suas garras. Acredita-se que os gatos selvagens sejam responsáveis pela extinção de 20 espécies nativas da Austrália e por terem colocado muitas outras na lista de espécies ameaçadas. Por exemplo, na Ilha de S. Francisco, os colonizadores importaram gatos para controlar os pequenos marsupiais Bettongia ogilbyi que estavam a comer os vegetais das hortas. Os felinos dizimaram estes animas.

“A população total de gatos selvagens na Austrália flutua entre 2,1 milhões, em tempos difíceis, e até 6,3 milhões, quando as chuvas generalizadas resultam na abundância de presas disponíveis”, disse Sarah Legge, da Universidade de Queensland, coautora da análise. O número é até inferior às estimativas anteriores que colocavam a população nos 20 milhões de animais, mas segundo a investigadora este facto também não é particularmente tranquilizador. “Só serve para mostrar quão destruidores os gatos são para a vida selvagem australiana porque não são precisos assim tantos para se ter um efeito negativo considerável.”



E, segundo descobriram os investigadores, os felinos são tão predominantes fora como dentro dos Parques Nacionais, dificultando o trabalho de conservação. Os gatos também estão até 30 vezes mais concentrados nas áreas muito urbanizadas do que em outras zonas, provavelmente graças à disponibilidade de comida. Também é verdade que são estes centros que originam muitos dos gatos selvagens que escapam para o mato e dizimam as espécies nativas.

“Este novo estudo mostra que a densidade dos gatos selvagens na Austrália é inferior à que se verifica na América do Norte e na Europa e, no entanto, os gatos selvagens têm sido devastadores para a nossa vida selvagem”, decalrou Gregory Andrews, Comissário das Espécies Ameaçadas do governo australiano.
“A Austrália é o único continente na Terra, para além da Antártida, onde os animais evoluíram sem gatos, o que é uma das razões por que a nossa vida selvagem é tão vulnerável a eles.”

Em 2015, o antigo ministro do ambiente, Greg Hunt, anunciou um plano para matar 2 milhões de gatos selvagens, o que enfureceu a comunidade global e personalidades como Brigitte Bardot.

Entre as medidas propostas pelos conservacionistas para controlar os danos causados pela população de gatos estão a "reconstrução" de habitats densos, nos quais os pequenos marsupiais têm mais esconderijos para escapar aos predadores, e o aumento da população de dingos nas áreas do interior. “Muitos trabalhos têm mostrado que quando se aumenta o número de dingos, o número de gatos diminui”, disse Christopher Dickman da Universidadede de Sydney.