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Rendas de bilros com redes de pesca

Vila do Conde desafiou as rendilheiras locais a utilizar fios de antigas redes de pesca nas tradicionais rendas de bilros.

Neste projeto, a decorrer no Museu das Rendas da cidade, estão a participar uma dezena de artesãs que apresentarão o seu trabalho final ao público num desfile de moda de bilros, no dia 3 de junho, no âmbito das festas de São João.
As rendas de bilros com rede de pesca serão, posteriormente, aplicadas em vestidos de uma coleção de moda com a temática do mar.

"Achei que seria oportuno darmos a conhecer um novo modo de fazermos bilros, utilizando estes resto de fios de pesca, que iam para o lixo, e transformando-os em material nobre e mostrando que é possível dar contemporaneidade a esta arte", disse Eugénia Cunha, uma das responsáveis pelo projeto.

Este projeto pretende também seguir os princípios da economia circular defendida pela autarquia local.

Veja um vídeo sobre este projeto aqui.

Foto: Sic Notícias
Dois tigres numa caixa decartão

Todos sabemos que os gatos adoram caixas de cartão ou papelão. São ótimas para dormir, brincar, morder e arranhar, mesmo quando, aparentemente, são pequenas demais para eles.

Mas será que os tigres, leões, leopardos, pumas, linces e outros grandes felinos também partilham esta paixão?

Para o descobrir, a equipa do Big Cat Rescue, um dos maiores santuários do mundo dedicados a felinos abandonados ou vítimas de maus-tratos, decidiu pôr os seus “gatos” à prova. Veja o resultado nos vídeos:


Teste a sua cultura geral: quantas espécies reconhece?

Atualmente, o Big Cat Rescue é casa de mais de 80 grandes felinos que são órfãos ou que foram abandonados, maltratados, resgatados de proprietários privados ou de circos, salvos quando iam ser transformados em casacos de peles e que não podem ser devolvidos à natureza.

Os vídeos do canal do Youtube do santuário relatam as atividades diárias dos felinos, assim como as histórias dos seus resgates, ao mesmo tempo que procuram sensibilizar para o problema da posse privada de animais exóticos e dos circos com animais selvagens.

Quer ajudar? Opte por não apoiar espetáculos que utilizam animais e faça um donativo para o santuário Big Cat Rescue.

Cachorro a dormir

A câmara municipal de Sacramento, a capital do estado da Califórnia, aprovou por unanimidade a proibição da venda de cães, gatos e coelhos criados comercialmente nas lojas de animais da cidade.

De agora em diante, as lojas trabalharão em conjunto com os canis, abrigos e associações para oferecer animais para adoção, uma prática que já é comum à maioria das lojas da cidade.

Com esta decisão, Sacramento espera reduzir a criação abusiva destes animais nas chamadas “puppy mills” ou, no caso dos gatos, “kitten mills”.

“Em muitas cidades, os animais são trazidos de outros estados, das ‘puppy mills’, onde vivem uma vida horrível – especialmente as mães, em jaulas durante toda a vida”, disse Gina Knepp, diretora do Abrigo de Animais de Front Street.

A proibição da venda, em lojas, de animais de estimação criados comercialmente já foi decretada em centenas de cidades dos Estados Unidos, entre as quais a Filadélfia, Los Angeles e São Francisco.

Os habitantes de Sacramento poderão continuar a comprar cães de raça a criadores, mas a cidade recomenda que o façam de forma consciente, notando que um criador respeitável deverá deixá-los visitar e verificar as condições em que vivem os seus animais e fornecer registos veterinários. No entanto, antes de comprar um cão de raça, pense duas vezes. Já conhece os segredos do pedigree dos cães?
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No seu discurso de abertura durante a cerimónia de finalistas em Harvard, Mark Zuckerberg defendeu a necessidade de se explorar um sistema como o do rendimento básico incondicional (RBI), um rendimento regular pago a todos os cidadãos, independentemente da sua condição laboral ou económica.

Segundo o fundador do Facebook, isto daria liberdade às pessoas para correrem riscos e experimentarem novas ideias, sabendo que, mesmo assim, as suas necessidades básicas estariam asseguradas.

“Deveríamos ter uma sociedade que avalia o progresso não só por métricas económicas como o PIB, mas também por quantos de nós têm um papel que consideram significativo."
"Deveríamos explorar ideias como a do rendimento básico incondicional para assegurar que todos têm uma rede de segurança de forma a poderem experimentar ideias novas", disse. “Conheço muitas pessoas que não seguiram os seus sonhos porque não tinham uma rede que os apanhasse se falhassem.”

Com estas declarações, Mark Zuckerberg junta-se a uma lista crescente de apoiantes do RBI, que vão desde o prémio Nobel da Economia de 2015, Angus Deaton, a empresários de Silicon Valley, como o presidente da incubadora de startups Y Combinator, Sam Altman, o cofundador do Facebook, Chris Hughes, e o CEO da Tesla, Elon Musk.

Para os apoiantes da ideia, o RBI seria a solução para vários problemas, entre os quais as mudanças causadas no mercado de trabalho pela automação. Um estudo de 2015 da Universidade de Oxford estimou que 47% dos empregos nos EUA estão “em risco” de serem automatizados nos próximos 10-20 anos. Esta previsão foi corroborada por um relatório de McKinsey, que sugeriu que 45% das atividades profissionais poderiam ser automatizadas utilizando as tecnologias de hoje em dia.

“À medida que a tecnologia continua a evoluir, precisamos de nos concentrar mais na formação contínua ao longo das nossas vidas”, disse o CEO do Facebook. “E, claro, dar a todos a liberdade de procurarem um propósito na vida não vai ser de graça. Pessoas como eu deveriam financiá-lo. Muitos de vocês vão ser bem-sucedidos e também deveriam fazê-lo”, acrescentou dirigindo-se aos finalistas de 2017 de Harvard.

O rendimento básico incondicional já está a ser testado em vários países, entre os quais o Quénia, a Holanda, o Canadá e os EUA.

Fotografia oficial de grupo das mulheres e maridos dos líderes mundiais do G7, que se reuniram nas cimeiras da NATO

Este ano, pela primeira vez, houve um marido de um primeiro-ministro na fotografia oficial de grupo das mulheres e maridos dos líderes mundiais, que se reuniram nas cimeiras da NATO.
Gauthier Destenay, de 44 anos, é arquiteto e casado com o atual primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel.

Em 2009, o marido de Angela Merkel, Joachim Sauer, também posou para a fotografia.

As mulheres ainda são uma minoria na alta política mundial. Só dois países do G20 são chefiados por mulheres, a Alemanha e o Reino Unido.

Foto: AFP
Bandejas descartáveis biodegradáveis

Pratos descartáveis biodegradáveis (5 unidades)


O melhor:
Uma alternativa aos pratos "descartáveis" de plástico, que já foram proibidos em França;
Serem biodegradáveis (decompõem-se em 2 meses);
Existem em várias formas (pratos redondos grandes e pequenos, taças, etc.);
São resistentes e aguentam comida com molhos e líquidos;
Podem ser usados no microondas, forno e podem ir ao frigorífico.

O pior:
Cor acastanhada, pouco atrativa para festas infantis;
Etiqueta pouco clara. No Jumbo informavam que eram feitos de bambu, na embalagem tem um desenho de bambu; no entanto, em baixo em letras pequenas diz cana de açúcar e palha de trigo.


Preço: 0,79€ (Jumbo)
Lobo europeu

Pela primeira vez em 200 anos, há uma alcateia de lobos a vaguear pela Dinamarca. Depois do último lobo ter sido morto, no país, em 1813, só há alguns anos se voltaram a observar lobos machos no território. A recente chegada de uma fêmea marca um momento auspicioso para a população destes animais. A loba, originária da Alemanha, viajou 500 km até ao país.

“Cremos que terão crias neste ou no próximo ano”, disse Peter Sunde, investigador da Universidade de Aarhus. “As pessoas ficaram muito espantadas quando os lobos [voltaram a] aparecer na Dinamarca, mas eles percorrem grandes distâncias e conseguem-se adaptar às nossas paisagens culturais tão bem como as raposas.”

Após séculos de perseguição, há alcateias a voltarem a estabelecer-se em diversos países europeus, como a Alemanha e a França, sendo que também já foram observados lobos na Holanda e no Luxemburgo.

A viagem da fêmea não é tão surpreendente se se tiver em consideração que os lobos podem percorrer 50 km num dia e que já foram registados casos de lobos da Alemanha a percorrer 1000 km pela Europa.

Segundo o The Guardian, a população de lobos da Alemanha cresce 25-30% por ano e daí se dispersa ao longo da Europa central. Atualmente, há mais de 12 mil lobos na Europa continental, excluindo a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia. Têm sido documentados lobos a viver em zonas suburbanas com uma densidade populacional de até 3050 habitantes por km2.

Desde que não os incomodemos, eles adaptar-se-ão bem a estas paisagens dominadas por seres humanos, declarou Guillaume Chapron, investigador da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas. “Na Dinamarca não há razão para que os lobos não possam prosperar. Mas a pergunta tem de ser feita: será que as pessoas vão aceitar os lobos?”



Os lobos que voltaram ao país instalaram-se numa zona rica em presas, como corços e veados-vermelhos, mas já houve vários relatos de mortes de ovelhas durante o Inverno. Para evitar conflitos, o governo dinamarquês estabeleceu um plano de gestão de lobos, com indemnizações para os agricultores e apoios para a construção de cercas “à prova” de lobos para proteger o gado.

“Tecnicamente, podemos gerir a população de lobos com relativa facilidade, mas o desafio é a psicologia dos seres humanos”, defende Peter Sunde. “Há tantas impressões e opiniões sobre os lobos na Dinamarca como noutros lugares. A discussão à volta dos lobos está mais assente em valores do que em problemas concretos.”

Segundo o investigador, as novas populações de lobos são frequentemente melhor recebidas nos países do sul da Europa do que nos do norte do continente, entre os quais a Finlândia e a Noruega, onde, todos os anos, é abatido um número pré-determinado de lobos, com o fim de controlar a sua população.

Relativamente ao número de lobos com os quais os dinamarqueses conseguiriam coabitar, o investigador afirma:
“Deixem os lobos decidir e as pessoas decidir também, porque estamos a partilhar a paisagem. São notícias muito positivas para a conservação da natureza. Mostram que as atitudes mudaram e que, quando se deixa a natureza tomar conta de si própria, ela regressa. Esqueçam a Capuchino Vermelho – não foi um mito que regressou, é só uma parte natural da fauna europeia.”
Escultura de uma baleia feita em plástico

A Greenpeace Filipinas criou uma escultura em plástico de uma baleia morta, com mais de 15 m de comprimento, para alertar para o problema dos plásticos no oceano. Para esta obra, com 57 kg, utilizaram sacos de lixo, garrafas de plástico, copos e outros recipientes de plástico, ou seja, objetos que poderiam ter sido comidos por uma baleia.

Em 2016, deram à costa, na Alemanha, 13 cachalotes com pedaços de plástico e de automóveis no estômago.

Pessoas festejam lei a favor do casamento gay

O painel de juízes do Supremo Tribunal de Taiwan decidiu hoje, dia 25 de maio, a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo. Taiwan tornou-se, assim, o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O Tribunal Constitucional de Taiwan explicou, num comunicado, que a atual legislação sobre o casamento violava "tanto a liberdade das pessoas ao casamento como o direito à igualdade”. O Parlamento tem dois anos para alterar ou aprovar novas leis que enquadrem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Taiwan é palco de uma das maiores marchas anuais de orgulho gay e é conhecido pelos seus valores liberais e progressistas, conta o Expresso.
A presidente Tsai Ing-wen apoia abertamente os direitos da comunidade LGBT.

Foto: Reuters


De cada vez que lava os seus casacos e mantas polares, roupa desportiva, leggings e outros artigos feitos de nylon, acrílico e poliéster, centenas de milhares de microfibras de plástico são libertadas para a água de lavagem.

Como são tão pequenas, as ETAR (estações de tratamento de águas residuais) não as conseguem filtrar. Sabe o que acontece então? Vão parar aos rios e aos oceanos, onde são uma ameaça para os animais marinhos, que as ingerem por as confundirem com comida.

Como resultado desta poluição, as microfibras estão a entrar na cadeia alimentar: já foram descobertas no peixe vendido no supermercado e no sal. Um estudo estimou que os consumidores de peixe e de marisco ingerem até 11 mil pequenos pedaços de plástico por ano, dos quais dezenas são absorvidos para a corrente sanguínea.

Embora pequenas, são uma das grandes fontes da poluição de plástico no mar e já foram chamadas, pelo The Guardian, “o maior problema ambiental de que nunca ouviu falar”.

O que pode fazer

Aqui está uma lista com 12 dicas que o podem ajudar a reduzir a quantidade de microfibras que a sua roupa liberta para o oceano.


1 Esta dica é um pouco óbvia: opte por roupas feitas de fibras naturais, como o algodão, o linho, o cânhamo e a lã, sempre que possível. Ao contrário das fibras sintéticas, as naturais acabam por se decompor no ambiente.

2 Lave as roupas de tecidos sintéticos menos frequentemente e num programa mais curto. Os artigos que precisam de ser lavados com mais frequência devem ser de fibras naturais.

3 Veja o vídeo “A História das Microfibras” (não se esqueça de ativar as legendas em português) e leia os seguintes artigos para ficar a conhecer melhor este problema:



4 Encha a máquina de lavar na sua carga máxima. Isto faz com que haja menos fricção entre as roupas e, consequentemente, menos fibras libertadas.

5 Lave a roupa a temperaturas mais baixas, uma vez que as temperaturas mais elevadas podem danificar as roupas e libertar mais fibras.

6 Troque o detergente de roupa em pó por um líquido.


A quantidade de microfibras libertadas por diferentes materiais

7 Quando limpar a sua máquina de lavar ou de secar a roupa, não deite o cotão pelo cano abaixo, deite-o no lixo.

8 Se quiser, pode comprar um Guppy Friend, um saco para lavar a roupa que captura 99% das fibras libertadas durante a lavagem. O saco será, brevemente, comercializado e o seu preço deverá rondar os 20-30€. No final da lavagem, remova as microfibras do saco com a mão e descarte-as.

9 Sempre que possível, opte por vestuário de boa qualidade e não se esqueça de comprar apenas aquilo de que precisa. Um estudo mostrou que os artigos de pouca qualidade libertam mais fibras. Use os seus artigos até ao fim da sua vida útil.


Plâncton ingere uma microfibra que lhe causa uma obstrução intestinal

10 Também pode comprar uma Cora Ball, uma bola que se coloca dentro da máquina de lavar e que captura 35% das microfibras libertadas em cada lavagem. Para melhores resultados, a equipa que a desenvolveu recomenda o uso de 2 ou 3 Cora Balls.

11 Invista num filtro para a máquina de lavar.

12 Avise ou seus amigos e familiares sobre este problema, para que eles também fiquem a conhecer o impacto das roupas de tecidos sintéticos, e pergunte às suas marcas favoritas que medidas estão a tomar para fazer face a esta questão.