Autocarro elétrico

A rede AveiroBus, operada pela Transdev, iniciou um período de testes ao desempenho de uma viatura 100% elétrica desenvolvida pela CaetanoBus.

"Este novo teste vai permitir avaliar a autonomia e a operacionalização deste autocarro 100% elétrico na rede Aveirobus. Estamos neste momento a estudar a viabilidade económica e operacional da motorização elétrica da nossa frota em Aveiro. Confirmada esta viabilidade teremos todo o interesse em prosseguir com um investimento desta natureza.", referiu Pierre Jaffard, CEO da Transdev.

Estes autocarros têm capacidade para transportar mais de 60 passageiros e estão equipados com um motor elétrico de 700V e potência máxima de 160kW.
Snacks bio

O Almuver é um projeto português que nasceu há 3 anos e que se dedica à produção biológica de produtos alimentares vegans que respeitam o nosso planeta e as pessoas.
O UniPlanet foi convidado pelo Almuver a provar os seus novos snacks bio de vegetais. Existem três sabores: tomate & orégãos, couve-galega & malagueta e beterraba & tomilho-limão.

Snacks bio de vegetais estaladiços – Almuver (33g)


Ingredientes (tomate & orégãos): polpa de tomate*, farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*,isco (farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*, água e levedura*), água, sal, azeite* e orégãos*.
Ingredientes (couve-galega & malagueta): couve-galega*, farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*,isco (farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*, água e levedura*), azeite*, água, pimento*, sal e malaguetas*.
Ingredientes (beterraba & tomilho-limão): beterraba*, farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*,frutose, isco (farinha de trigo*, farinha de centeio*, farinha de trigo integral*, água e levedura*), água, azeite*, sal e tomilho-limão*.
*ingredientes provenientes de agricultura biológica.


Snacks bio

Snacks bio

O melhor:
São biológicos e produzidos artesanalmente;
O nosso preferido: couve-galega & malagueta;
Não têm corantes nem conservantes;
São 100% vegetais (aptos para vegetarianos e vegans);
Baixos em açúcar;
Um bom snack para se ter na carteira.

O pior:
Nada a apontar.

Vejam mais em:
Almuver
Contacto: 211371762 | 964424423

Snacks bio


Os peixes podem não estar a ingerir os resíduos de plástico presentes nos oceanos apenas por engano, mas a procurá-los ativamente como alimento, uma vez que, no mar, estes adquirem um cheiro semelhante ao das suas presas naturais, sugeriu um novo estudo.

Os cientistas colocaram à disposição de cardumes de anchovas capturados no seu meio natural detritos de plástico retirados dos oceanos e peças limpas deste material que nunca tinham estado no mar. Notaram que as anchovas reagiram ao odor dos detritos retirados do oceano da mesma forma que reagem aos odores dos seus alimentos.

“O plástico pode ser mais enganador para os peixes do que se pensava”, contou o autor do estudo, Matthew Savoca, ao the Guardian. “Se o plástico cheira e se parece com comida, é mais difícil para os animais como os peixes reconhecerem que não se trata de alimento.”

“Quando o plástico flutua no mar, a sua superfície é colonizada por algas em apenas alguns dias ou semanas, um processo conhecido como bioincrustação. Estudos anteriores mostraram que estas algas produzem e emitem DMS, um composto à base de algas que determinados animais marinhos utilizam para procurar comida”, explicou o investigador.

Em 2016, um estudo realizado pelo mesmo autor revelou que as aves marinhas são atraídas para os detritos de plástico no mar por causa do seu cheiro, o que afeta especialmente os albatrozes, os petréis e as pardelas, que utilizam o seu apurado sentido de olfato para procurar comida.



O plástico ingerido pelos animais marinhos entra na cadeia alimentar humana. Cientistas da Universidade de Ghent avisaram que os consumidores de peixe e marisco poderão consumir até 11 mil fragmentos de plástico por ano. Os efeitos da ingestão destas substância na saúde humana ainda não são conhecidos, mas os cientistas revelaram que dezenas dos microplásticos ingeridos são absorvidos para a corrente sanguínea e vão-se acumulando no corpo, ao longo do tempo.

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de plástico são despejadas no oceano. Já foram descobertos resíduos plásticos, como sacos de compras e tampas de garrafas, nos intestinos de baleias e de aves marinhas, o que, muitas vezes, tem consequências fatais para estes animais.

Os pedaços mais pequenos – que resultam da degradação dos resíduos maiores, que se soltam das nossas roupas de tecidos sintéticos ou que são microplásticos primários – já foram descobertos nos aparelhos digestivos de moluscos, peixes juvenis e até de organismos marinhos tão pequenos como o plâncton.

Se não conseguirmos reverter esta tendência, até 2050, poderá haver mais plástico do que peixes no mar (por peso).
Raposa numa jaula

A República Checa tornou-se o 14º país do mundo a proibir por completo as quintas de criação de animais para a utilização das suas peles. Esta medida poupará a vida de cerca de 20 000 raposas e martas por ano, que, de outra forma, passariam as suas vidas em jaulas de dimensões reduzidas e acabariam por ser abatidas com recurso a métodos como o gaseamento ou a eletrocussão.

O projeto de lei tinha sido aprovado, com 132 votos a favor e 9 contra, no parlamento e foi promulgado pelo presidente checo, Milos Zeman, em julho. A nova lei obriga as nove quintas de produção de peles existentes no país a fecharem as suas portas até ao dia 31 de janeiro de 2019.

“A decisão tomada na República Checa (…) salvará, todos os anos, dezenas de milhares de [animais] de vidas curtas e miseráveis em pequenas jaulas de arame e de mortes horríveis”, disse Joanna Swabe, da organização Humane Society International, que tem tido um papel muito ativo na luta contra a crueldade para com os animais na indústria de peles. “Esperamos ver outros países a seguir o exemplo da República Checa.”

Segundo uma sondagem realizada este ano, a nova lei conta com o apoio da maioria da população checa.

“Estamos radiantes com esta decisão. Acreditamos que é o resultado de um desenvolvimento de valores pela Europa, em que a sociedade se está a tornar mais consciente e atenciosa para com aqueles que não se podem defender”, declarou Lucie Moravcova, do grupo checo de defesa dos animais, Svoboda zvirat.
“A nossa sociedade chegou a um acordo de que os animais são seres sencientes, cujas vidas têm valor, e que este valor é mais importante do que os desejos frívolos da indústria da moda”, disse.

Com este passo, a República Checa juntou-se a uma lista crescente de países que já decretaram proibições totais ou parciais das quintas de produção de peles de animais, entre os quais o Japão, a Índia e a Croácia.

Foto: Otwarte Klatki


Se a poluição que criámos ganhasse forma humana e vida perante os nossos olhos, como seria e o que teria para nos dizer?

O fotógrafo Fabrice Monteiro visitou os locais mais poluídos de África e criou personagens – ou “espíritos”, como diz – aterradoras, vestidas com os resíduos criados pelos seres humanos.

A sua série de fotografias “A Profecia” (The Prophecy) tem como objetivo chamar a atenção para os problemas ecológicos que flagelam o nosso planeta e dizer aos seres humanos que é altura de alterarem os seus hábitos.

“A Profecia é uma história de esperança e empoderamento. A Terra enviou os seus espíritos para dizer aos humanos que eles têm o poder de reverter o que fizeram ao planeta”, disse o fotógrafo.


Fotos: Fabrice Monteiro

“Quando comecei o projeto, descobri quais eram os maiores desafios ecológicos do Senegal e escolhi nove tópicos que pareciam os mais visuais.”

As personagens surreais que criou, cujas roupas são feitas com artigos de cada local, foram baseadas num conto infantil de Fabrice, que combina o animismo e a religião tradicional com os super-heróis.

“Como seres humanos, costumávamos saber a importância de respeitar e preservar a natureza. Mas o nosso consumismo interminável fez com que nos perdêssemos”, defendeu. “Quem está a lutar pela água limpa nos EUA? Os índios. Quem está a lutar pela preservação da terra na Austrália? Os aborígenes. Pela floresta tropical no Brasil? Os povos indígenas.”













Os biólogos chamam ao que está a acontecer hoje em dia a “sexta extinção em massa”. Até ao final do século, estima-se que uma em cada seis espécies esteja extinta. De facto, há animais que poderão desaparecer em apenas alguns meses, avisam os conservacionistas, e as gerações futuras poderão crescer num mundo onde não existem muitas das espécies vivas hoje em dia.

As extinções devem-se a uma variedade de causas, entre as quais a perda de habitat, o crescimento populacional, a caça e as doenças, causas estas que são complexas e estão, em muitos casos, interligadas.

Vaquita Marinha

Atualmente, existem mais de 23 mil espécies na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN, incluindo 41% dos anfíbios, 25% dos mamíferos e 13% das aves do planeta.

Entre as espécies criticamente ameaçadas, está, por exemplo, a vaquita marinha, também conhecida como “panda do mar”. Os números destes cetáceos caíram 90% desde 2011 e os cientistas estimam que já só existam 30 vaquitas na natureza. Todas elas vivem no Golfo da Califórnia, no México.



Estes animais ficam presos nas redes de emalhar destinadas à pesca de totoaba, um peixe que também está em risco de desaparecer e cuja bexiga-natatória é vendida a preços exorbitantes na China por se acreditar que aumenta a fertilidade.

Como precisam de subir à superfície para respirar, as vaquitas que ficam presas nestas redes ilegais acabam por morrer afogadas.

“O tempo está a esgotar-se para a vaquita; poderemos perder tragicamente o ‘panda do mar’ numa questão de meses”, disse Chris Gee da WWF.

Para tentar proteger as restantes vaquitas, o governo mexicano decretou, no mês passado, a proibição permanente das redes de emalhar no Golfo da Califórnia. Os conservacionistas avisam que muito dependerá do devido cumprimento da lei.

Pangolim

Outro animal em risco de desaparecer no espaço de uma geração é o pangolim, conhecido como “o mamífero mais traficado do mundo”. O pangolim é considerado uma iguaria na China e a procura da sua carne e escamas, usadas na medicina tradicional chinesa, está a levar a espécie ao limiar da extinção.

“O pangolim poderá ficar extinto antes que a maioria das pessoas chegue mesmo a saber como ele é”, apontou Lis Key da organização International Animal Rescue. “Não tenho a certeza se poderia desaparecer numa década, mas certamente que em algumas décadas sim. Os números usados quando se fala sobre o tráfico de pangolins aludem, normalmente, não a indivíduos, mas ao número de cargas de camião. É trágico.”



Orangotangos e lóris

A conservacionista avisa também que os orangotangos e as espécies de lóris pertencentes ao género Nycticebus estão criticamente ameaçados devido à caça furtiva e à perda de habitat.

“Ambos estão criticamente ameaçados, ou seja, a um passo da extinção, devido ao incessante ritmo acelerado da perda de habitat e aos efeitos da caça ilegal”, declarou. “A não ser que sejam tomadas medidas para travar estas atividades, o futuro de ambas as espécies será sombrio.”

Um estudo recente revelou que mais de metade das espécies de primatas não-humanos do mundo estão em risco de extinção.

Rinocerontes

Restam menos de 100 rinocerontes-de-Java na natureza, graças à caça furtiva. Segundo o grupo Save the Rhino, estes animais poderão ficar extintos numa década ou até em menos tempo.


Rinoceronte-indiano, a espécie mais próxima do rinoceronte-de-Java | Foto: Nandhu Kumar

A procura de chifre de rinoceronte, que é usado na medicina tradicional chinesa, também está a levar ao declínio de outras populações de rinocerontes.

Na África do Sul, são mortos, em média, três destes animais por dia e, infelizmente, o país revogou, recentemente, a proibição do comércio doméstico deste produto.

Órix, lémures e muitos mais animais

Também já só restam cerca de três dúzias de órix-de-cimitarra na natureza, depois de estes terem sido caçados até à extinção por caçadores de troféus em busca dos seus chifres.


Lémure-preto-de-olhos-azuis | Foto: Charlie Marshall

Em Madagáscar, já só existem cerca de 100 lémures-pretos-de-olhos-azuis em estado selvagem. Um estudo da Universidade de KwaZulu-Natal predisse que a espécie ficará extinta até 2025. Outra espécie de lémure igualmente em perigo, o Propithecus candidus, já só conta com 250 destes animais.

“Alguns dos lémures em Madagáscar são caçados porque os habitantes locais acreditam que eles são espíritos malignos. Também são vítimas da perda de habitat”, contou Niki Rust, da WWF, ao The Telegraph.

Nas próximas décadas também poderão ficar extintos o canguru-aborícola-de-manto-dourado, o coelho Bunolagus monticularis, o mico-leão-de-cara-preta e o saola.

Elefantes africanos

Da mesma forma, com menos de 415 000 elefantes africanos na natureza e com uma perda anual estimada de 8%, a sobrevivência destes animais está seriamente comprometida.



“Esta espécie poderá ficar extinta durante o nosso tempo de vida, em 10 ou 20 anos, se esta tendência se mantiver”, disse Dune Ives da organização Vulcan. “Dentro de cinco anos podemos ter pedido a oportunidade de salvar este animal magnífico e emblemático.”

“Existem imensas espécies que carecem desesperadamente da nossa ajuda e que poderão desaparecer em apenas uma ou duas gerações”, disse Nick Rust. “Muitas das populações são tão pequenas e estão tão isoladas que apenas bastaria uma doença para as dizimar.”

“Mas existem histórias de sucesso nos esforços de conservação. As populações dos gorilas-da-montanha estão a aumentar e temos agora cerca de 800 na natureza. Os cangurus-aborícolas-de-manto-dourado também parecem estar a estabilizar.”

“Os números podem ser devastadores, mas não é demasiado tarde. Com maiores proteções podemos ajudar a garantir um futuro positivo para as espécies ameaçadas”, disse Heather Sohl da WWF.

Foto da capa: Saola (Reuters/Claro Cortes IV)
A Guerra dos tronos

Depois de verem os episódios de “A Guerra dos Tronos” (Game of Thrones), os fãs da série estão a adotar e a comprar cachorros da raça Husky Siberiano em grande número, de acordo com o San Francisco Gate. As compras por impulso não costumam ser boa ideia, algo que também é verdade neste caso, visto que está a levar ao abandono em grande escala destes cães.

Segundo uma associação britânica de animais, houve um aumento de 700% no abandono de Huskies desde 2014. Ao mesmo tempo, a Northern California Sled Dog Rescue e o Bay Area Siberian Husky Club verificaram que o abandono destes cães tinha duplicado. Os cães recebem normalmente os nomes de personagens da série – Lady, Ghost, Nymeria, Grey Wind, Summer –, os quais podem ser lidos nos seus microchips, e é assim que as associações sabem que provêm de fãs da série.

“Está a tornar-se num grande problema. Estas pessoas veem os episódios e acham que estes cães são fantásticos. Não conseguem distinguir a diferença entre um husky e um lobo porque estão sempre a perguntar nas feiras de adoção se estes cães são lobos – e são claramente huskies. Estão só a seguir a moda”, disse a presidente da NorSled Angelique Miller.

Acredita-se que os fãs estejam a abandonar estes cães porque não estão preparados para responder às necessidades da raça, como, por exemplo, o exercício regular.

Não é a primeira vez que uma série ou filme tem um impacto negativo nos animais. Depois da estreia do filme “À procura de Nemo”, as vendas de peixes-palhaço aumentaram exponencialmente. Ao mesmo tempo, registaram-se casos de crianças que deitaram peixes-palhaço nas sanitas para que estes fossem libertados para o oceano (um plano que aparecia no filme). Depois dos filmes de Harry Potter se tornarem um sucesso, as corujas, tal como, desta vez, os Huskies, foram adotadas em enormes quantidades e, de seguida, abandonadas.

Husky

Fontes: Inhabitat e San Francisco Gate
Golfinhos

A Assembleia Legislativa da Cidade do México aprovou uma série de reformas para proibir o uso de golfinhos em espetáculos públicos ou privados, assim como atividades nas quais estes animais estão envolvidos, como o treino, exibição, terapia, investigação científica e os programas para nadar com golfinhos.

O líder da bancada do Partido Verde Ecologista no órgão legislativo local, Xavier López Adame, assinalou que será concedido um prazo de três meses aos proprietários de golfinhos para que coloquem os animais em espaços adequados. As multas por incumprimento poderão ir desde os 113 mil pesos a mais de 300 mil pesos.

López Adame defendeu que os golfinhos em cativeiro são principalmente usados em espetáculos com fins lucrativos, que levam ao isolamento dos animais, à modificação do seu habitat, à interação forçosa com seres humanos e ao confinamento obrigado com outras espécies com as quais não convivem normalmente na natureza.

O legislador ressaltou a necessidade de se proibir a existência de parques aquáticos como o que existe dentro do parque de diversões Six Flags, o qual não conta com as licenças necessárias.

“Neste parque, especificamente, o proprietário dos cetáceos que realizam o espetáculo é o grupo Dolphin Discovery, o mesmo que explora aproximadamente 40% do mercado no México”, disse.

Os 10 piores parques aquáticos da América do Norte

López Adame sublinhou ainda o facto de o parque Six Flags México Dolphin Discovery ter sido catalogado na lista das 10 piores instituições que albergam golfinhos e baleias na América do Norte, elaborada, em parceria com cientistas e especialistas em cetáceos, pela organização In Defense of Animals (IDA). Nesta lista, que é liderada pela SeaWorld, também figuram o Miami Seaquarium, onde se encontra em cativeiro há mais de 40 anos a orca Lolita, e o Aquário de Vancouver, que tem sido alvo de pesadas críticas nos últimos meses.

Interação de uma pessoa com golfinho

O parque Six Flags, que ficou conhecido por ter albergado Keiko, a orca do filme “Libertem a Willy”, foi incluído na lista pela forma como trata os seus golfinhos, obrigando-os a “espetáculos ao nível do circo”, e por oferecer programas para os visitantes nadarem com os animais, nos quais os golfinhos são forçados a exibir comportamentos pouco naturais.

“Como noutros parques do Dolphin Discovery, os golfinhos são forçados a dar boleias, em que as pessoas se agarram e seguram às suas barbatanas dorsais e peitorais e a dar ‘beijos’, ‘abraços’ e ‘apertos de mão’”, declarou a IDA.

O cativeiro de golfinhos e baleias já foi proibido na Costa Rica, Hungria e Chile. Em França, a criação de golfinhos, baleias e botos em cativeiro foi proibida em maio de 2017.
Alga

Quando Richard McCourt e os seus colegas se depararam com a alga Lychnothamnus barbatus, uma planta da era dos dinossauros, que há muito tempo se julgava extinta no lado oeste do Oceano Atlântico, o seu entusiasmo foi tremendo.

“Soubemos, quase imediatamente, que podíamos ter em mãos algo que antes se julgava extinto porque era claramente diferente de qualquer outra espécie encontrada na América do Norte”, disse Richard McCourt, professor da Universidade de Drexel. “Mas tivemos de o analisar com grande atenção para confirmar a sua identidade e de extrair o ADN para o confirmar.”

As amostras da alga foram recolhidas em 14 lagos de Wisconsin e dois em Minnesota, entre 2012 e 2016.

Os investigadores sabiam que ainda não a tinham visto na América do Norte e que o único registo que havia da Lychnothamnus barbatus no lado oeste do Oceano Atlântico eram uns fósseis argentinos do Cretáceo (o mesmo período a que remontam os fósseis descobertos dos tiranossauros).

“Isto significa, sobretudo, que não sabemos tanto sobre o que há por aí como poderíamos saber”, disse o professor. “A sobrevivência da Lychnothamnus barbatus não é, per se, revolucionária em termos ecológicos, mas muda a nossa perspetiva sobre a composição da flora algal da América do Norte e inspira-nos a continuar à caça de mais descobertas novas.”

A Lychnothamnus barbatus é uma alga verde da ordem “Charales” e é relativamente rara nas zonas onde, atualmente, existe, nomeadamente na Europa e na Australásia (a região que inclui a Austrália, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné).

Tiranossauros

Como passou despercebida até agora?

“Talvez não tenha passado despercebida – pode ser uma nova invasora”, explicou Richard McCourt. Relativamente à forma como poderá ter viajado até à América do Norte, o professor disse: “Outras espécies como ela foram provavelmente trazidas na água de lastro dos navios e libertadas no canal de St. Lawrence e noutros lagos”.

No entanto, também é possível que sempre lá tenha estado e que, simplesmente, tenha passado despercebida.

“Se passou despercebida, deve-se provavelmente ao facto de que muito do que existe nos lagos e ribeiros não é objeto de um exame aprofundado, apesar de séculos de recolhas. Precisamos de mais gente no terreno, mais mãos na água, a recolher [amostras].”

Para além dos 16 locais de onde foi recolhida, ainda existe a possibilidade de que esta alga da era dos dinossauros tenha sobrevivido em outros locais na América do Norte.

“Vamos estar atentos, mas será geralmente nos tipos de habitats onde fazemos recolhas para as outras espécies de Charales que existem na América. Por isso se lá estiver, vamos descobri-la ao procurar nos sítios certos. O problema é que não sabemos quais são os sítios certos.”

O estudo, da autoria de Kenneth Karol do Jardim Botânico de Nova Iorque, foi publicado na revista científica American Journal of Botany.
Chinelos poluem uma praia

Todos os anos, inúmeras toneladas de chinelos de borracha sintética descartados vão parar ao mar, dando à costa nas praias de todo o mundo e ameaçando a vida marinha. Só às praias da África Oriental chegam aproximadamente 80 toneladas de chinelos por ano, de acordo com o grupo de conservação Ocean Sole.

Sob a ação das correntes oceânicas, os resíduos percorrem grandes distâncias no mar, indo, por vezes, parar a outros continentes. É este o caso de muitos dos chinelos que fazem o seu caminho até às praias do Quénia.

“Nós recebemos, de facto, a poluição marinha de quase todo o resto do mundo emergente”, explica Erin Smith, diretora executiva da Ocean Sole.

A maioria dos resíduos que chega ao Quénia tem origem na Ásia – Índia, Indonésia e China –, explica a ativista, e a corrente oceânica distribui-os ao longo de toda a costa oriental de África. Alguns destes detritos acabam mesmo por deixar o Oceano Índico e alcançar a América do Sul.



Como não são biodegradáveis, os chinelos de borracha sintética representam uma ameaça para a fauna e flora marinhas.

“A nossa fundadora, Julie Church, nos anos 90, descobriu uma praia (…) toda coberta de chinelos”, contou Erin Smith à CNN. “O que ela viu não foram só peixes mortos que tinham tentado alimentar-se no seu habitat natural, mas também tartarugas impossibilitadas de se aproximarem de terra para desovar.”

“[A poluição] começou a matar a flora, começou a matar os caranguejos na areia… temos praias desertas que costumavam ter comunidades nelas, que antigamente podiam pescar, e todo o ecossistema ficou arruinado por este aumento extraordinário da poluição marinha.”



O Quénia também é parcialmente culpado por esta poluição. Muitos dos chinelos do país acabam, inevitavelmente, nos cursos de água, tornando-se um problema, mesmo antes de chegarem ao oceano. Num dos maiores bairros degradados de Nairobi, a capital do Quénia, um aglomerado de chinelos descartados bloqueou uma vez o abastecimento de água potável da área.

“Mais de três milhões de pessoas só podem comprar este tipo de calçado”, lembra a diretora executiva da Ocean Sole. E embora muitos os tentem arranjar quando ficam estragados, a vida útil média de um chinelo é de apenas dois anos.

“Acho que é altura de começarmos a procurar um calçado alternativo, ou um material alternativo, para responder a este tipo de necessidade”, defendeu. “Os nossos produtos precisam de evoluir.”

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de plástico invadem os oceanos e, até 2050, poderá haver mais plástico do que peixes no mar, por peso, avisam os conservacionistas. A presença de plástico no meio marinho tem consequências devastadoras para a fauna.



Dar uma nova vida aos chinelos retirados das praias

Fiel ao seu objetivo de limpar as praias e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento económico e social da comunidade, incentivando os moradores locais a recolher, lavar e processar estes materiais para terem uma fonte de rendimento, a Ocean Sole já recolheu mais de 1000 toneladas de chinelos das praias e dos cursos de água do Quénia, desde 2005.

Com os chinelos recolhidos, a equipa de artesãos treinada pela Ocean Sole cria esculturas coloridas de elefantes, javalis, rinocerontes, leões e girafas, algumas das quais em tamanho real.

Outros países, como o México e o Nepal, demonstraram interesse em importar este modelo.