Cobertura verde em paragem de autocarro

A cidade de Utrecht, na Holanda, criou coberturas verdes em 316 paragens de autocarro para proteger as abelhas e outros insetos e para melhorar a qualidade do ar.

Os telhados verdes e as coberturas verdes fornecem habitat para abelhas, borboletas, escaravelhos e aves e estão a tornar-se mais comuns nos edifícios um pouco por todo o mundo.

Além destes tetos verdes, as paragens de autocarro de Utrecht têm iluminação LED e bancos feitos de bambu. Até ao final de 2019, a cidade pretende ter 55 veículos elétricos e substituir toda a frota atual até 2028. A energia utilizada para mover estes autocarros elétricos vai ser totalmente produzida nos parques eólicos do país.

Através de subsídios, a cidade incentiva também os habitantes locais a criarem tetos verdes nas suas habitações.

Dutch City turns bus stops into bee stops

This Dutch city has transformed its bus 🚌 stops into bee 🐝 stops 🌼



Cobertura verde

Veja também:
Proteger a vida selvagem urbana com árvores, telhados verdes, hotéis de abelhas e “ideias criativas”
Médicos

O Centro Médico de Maine, nos Estados Unidos, deixou de utilizar animais vivos no treino em emergência médica.

Em comunicado, o hospital explicou que vai substituir a prática por tecnologias de simulação.

A decisão foi saudada pelo Comité para a Medicina Responsável, que decidiu assim não dar seguimento à denúncia que se preparava para apresentar ao Serviço de Inspecção Zoossanitária e Fitossanitária.

“É para nós um motivo de satisfação que, com a informação que lhe fornecemos, (…) [o hospital] tenha decidido que dispunha de alternativas para acabar com o uso de animais vivos”, disse John Pippin, médico do Comité para a Medicina Responsável.

O Centro Médico de Maine utilizou 13 porcos no seu programa de treino médico em 2018, de acordo com um relatório anual apresentado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No final dos procedimentos praticados, os animais eram eutanasiados.

Segundo o Comité para a Medicina Responsável, já são menos de uma dúzia os programas de formação em emergência médica nos EUA e no Canadá que ainda utilizam animais vivos.
Cartaz

Vai decorrer no dia 11 de julho, a partir das 18 horas, no pátio do Museu Nacional Machado de Castro, o quarto mercado de troca de roupa organizado pela Casa da Esquina.

O objetivo desta iniciativa é incentivar as pessoas a trocarem a roupa que têm em casa em bom estado, mas que não usam.
Para participar tem de preencher o seguinte formulário. Pode levar até 15 itens.

No mesmo dia, durante a troca de roupa, os claustros do Museu Nacional Machado de Castro vão receber um concerto do projecto Seam Beat Experience, com a Agente Costura e os seus Dedais Cósmicos (Lisa Simpson + Wipeout Beat). Para além do concerto, Lisa Simpson vai dar também um workshop de upcycling.
Sacos ecológicos

Com o objetivo de reduzir o consumo de plástico, o Lidl passou a disponibilizar sacos reutilizáveis e 100% recicláveis para a fruta e legumes, em todas as suas lojas.

Estes sacos aguentam um peso até 5 kg e podem ser reutilizados e lavados a 30°C múltiplas vezes. Cada um tem dois sacos e custa 0,69€.

Para que haja reflexo a nível ambiental bastam cinco utilizações destes sacos. Por exemplo, se cada um deles for utilizado uma vez por semana, ao final do ano terão sido menos 52 sacos de plástico que entraram no sistema, correspondendo a menos 104 g de plástico.

Cada reutilização contribui para se atingir o objetivo do REset Plastic, a estratégia de plástico levada a cabo pelo Grupo Schawrz, no qual se inclui o compromisso do Lidl de reduzir o consumo de plástico em pelo menos 20% até 2025, data em que se comprometeram a que 100% das suas embalagens plásticas da marca própria incorporem materiais recicláveis, apoiando e antecipando em cinco anos parte da estratégia da Comissão Europeia para a redução dos plásticos.
Glifosato

O parlamento austríaco aprovou, no dia 2 de julho, a total interdição do glifosato no país.
A Áustria torna-se assim no primeiro país da União Europeia a banir este herbicida.

A maioria dos deputados votou favoravelmente à proposta feita pelo partido social-democrata SPÖ, sendo apoiada mesmo pelo partido da extrema-direita FPÖ.

Em 2015, um estudo da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou o glifosato como um “carcinogénio provável”.

A licença de utilização de glifosato na UE foi renovada em 2017 e foi prolongada até 15 de dezembro de 2022.
Mocho

As fotografias da natureza de Fernando Ferreira não deixam ninguém indiferente.

O UniPlanet falou com Fernando Ferreira para ficar a conhecer melhor o seu trabalho.


UniPlanet (UP): Parabéns pelo seu trabalho! O que o inspirou a começar o registo fotográfico da Fauna e Flora da União de Freguesias de Malta/Canidelo?

Antes de mais o meu agradecimento pelo vosso interesse ao meu trabalho, e sinto-me honrado em responder às vossas questões.
Sou natural de Mafamude – Vila Nova de Gaia, mas quando tinha três anos fui viver com os meus pais para Labruge – Vila do Conde.

Desde muito novo que me interesso pela Natureza (não fosse eu de uma geração que passava todo o tempo livre a brincar no meio da mesma), devorava sempre que tinha a possibilidade para isso, revistas, livros e principalmente documentários da National Geographic, Discovery e em especial e que muito me marcou, uma coleção de documentários do Jacques Cousteau em VHS, A Odisseia Submarina, coleção essa que consegui fazer com muito sacrifício e que a mantenho até hoje.





A minha primeira máquina fotográfica (analógica) mais parecia uma máquina descartável, era toda em plástico e de cor verde.
Por impossibilidade financeira, as minhas primeiras fotos só as consegui revelar quase um ano depois de as ter tirado.
Há 20 anos, casei-me e vim morar para a Freguesia de Malta, (atualmente é União de Freguesias de Malta e Canidelo) tenho dois filhos e tenho a sorte de ainda poder viver no meio da Natureza.

Infelizmente vi-me na situação de desemprego, e foi aí que despoletou esta ideia de começar a fotografar a Fauna e Flora das minhas Freguesias, temos uma riqueza natural tão grande e que a maioria das pessoas desconhece.

Depois de alguma pesquisa verifiquei que não existia qualquer registo ou bibliografia da nossa Biodiversidade, foi assim que tudo começou, de há três anos para cá, faço o registo de toda a Fauna e Flora de algumas (o objetivo é fazer de todas) Freguesias do concelho de Vila do Conde, inclusive da Reserva Ornitológica de Mindelo, que é a mais antiga da Europa.
Infelizmente até à data ainda não consegui nenhum apoio para o trabalho que tenho vindo a desenvolver.



UP: Como planeia cada foto que tira?

Gosto muito de sair à aventura, escolho o local para onde vou fotografar e depois de lá estar registo tudo o que encontrar. Tudo me sai de forma natural e fluída.
Claro que há situações em que é importante conhecer bem o que vamos fotografar.

Quando procuro uma espécie em específico, tento estudar o comportamento e as características da mesma.
Para se fazer um bom trabalho tem de haver alguma planificação antes.






UP: Tem algum animal que seja o seu preferido para fotografar?

O que eu mais gosto de fazer é macrofotografia, adoro fotografar insetos, conseguir mostrar toda a beleza de um inseto microscópico é fascinante, infelizmente não tenho equipamento que me permita registar as macros com o pormenor e a qualidade de que eu gostaria.
Outros animais que me dão imenso prazer em fotografar são os Répteis e os Anfíbios.

São uma classe de animais que erradamente repugna a maior parte das pessoas devido a muitos mitos e lendas associados a este grupo tão especial de animais.
Daí eu tentar desmistificar estes maravilhosos animais através das minhas fotografias.

Atualmente, estou a tentar finalizar um pequeno folheto didático da minha autoria, que irá ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais sobre as cobras existentes no nosso concelho, e o que devem fazer se tiverem um encontro casual com um destes belos animais.
Escolhi as cobras porque têm sido os animais que sempre foram perseguidos pelo Homem devido a muitos mitos e lendas (como já tinha referido anteriormente), mas que são imprescindíveis à nossa Biodiversidade.






UP: Estudou fotografia ou aprendeu sozinho?

Infelizmente tive que ir trabalhar aos 12 anos para ajudar a família, logo as minhas habilitações são muito baixas (6º ano de escolaridade), também nunca tive uma vida financeira que me permitisse ter formação na área da fotografia ou a possibilidade de ter um bom equipamento.
Tudo o que sei e que faço é de forma autodidata.






UP: Que tipo de equipamento usa?

No início comecei com uma Sony CyberShot DSC-W350. Há cerca de quatro anos consegui comprar uma máquina digital compacta melhor, uma Canon PowerShot SX 60 HS, tem um zoom generoso que me permite fotografar aves, coisa que com a anterior era impossível.
Mesmo assim estou muito limitado por não ter um equipamento melhor.
Uso também um Tripé Slik 450G, que já tem mais de 20 anos e muita fita isoladora… :D






UP: De todas as fotografias que tirou qual é a sua preferida?

Tenho muitas fotos preferidas e com histórias engraçadas (talvez as possa a vir a contar em publicações futuras).
Mas as que me marcam sempre e que acabam por ter a minha preferência, são as fotos que faço de resgates de animais e que tiveram um final feliz.






UP: Que dificuldades enfrenta alguém que se dedica à fotografia da Natureza?

A principal dificuldade é o retorno financeiro ser quase nulo em Portugal. Viver exclusivamente da fotografia da natureza é impossível.
Infelizmente somos pouco participativos neste tipo de questões ambientais e temos poucas publicações que adquiram este tipo de imagens.

Depois também há um desinteresse generalizado por parte dos nossos governantes em apoiar esta área, e principalmente os trabalhos portugueses.
A fotografia da natureza em Portugal tem uma excelente qualidade. Temos alguns fotógrafos que o fazem de forma profissional e amadores com trabalhos notáveis e de grande qualidade.

Infelizmente, em vez de apostarem na “prata da casa” cada vez mais recorrem a trabalhos de fotógrafos estrangeiros.
E convém não esquecer que a fotografia ajuda na conservação de muitas espécies.






UP: Que projetos se seguem?

A biodiversidade de Vila do Conde é enorme e rica e é uma pena que não esteja devidamente documentada.
O meu objetivo é mostrar à população de Vila do Conde (e não só) as espécies que tenho registado, principalmente aos nossos jovens, os tesouros naturais e selvagens que temos e que devemos preservar.

Gostava de fazer exposições didáticas nas nossas escolas, juntas de freguesias e mesmo na nossa Câmara de Vila do Conde, locais onde fosse possível divulgar todos estes registos de forma pedagógica e educativa.

Existe de momento uma reestruturação na Reserva Ornitológica de Mindelo, gostaria de um dia vir a fazer parte da equipa destinada à proteção e preservação da mesma.
E, um dia, registar para a eternidade toda a nossa Biodiversidade num livro.






UP: Tem algumas dicas para quem quer começar a fotografar a Natureza?

Acima de tudo, é precisa uma grande dose de paciência e de perseverança.
Depois é necessário também ter alguma sensibilidade neste tipo de fotografia, evitar ao máximo stressar ou alterar a rotina diária do animal que se quer fotografar.

Não danificar e até mesmo melhorar o local onde esteve a fotografar: removendo lixo, resgatar algum animal que esteja em perigo, e alertando as autoridades para situações anómalas ou que estejam a infringir a lei.
Acima de tudo, tem que amar a Natureza.






UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre o seu trabalho?

Gostava de ter um site dedicado exclusivamente ao meu trabalho, mas infelizmente ainda não consegui apoios para poder criar um, por isso a ferramenta principal para divulgação do meu trabalho é de momento o Facebook. Visitem também o Instagram, Olhares e YouTube.


Sacos reutilizáveis

No sentido de reduzir o desperdício e acabar com os plásticos de uso único, a Auchan lançou uma alternativa sustentável aos sacos de plástico para frutas e legumes: novos sacos de poliéster reutilizáveis, laváveis, mais resistentes, duráveis e funcionais.

O projeto piloto encontra-se a decorrer no Jumbo de Cascais. Com um formato semelhante a uma rede, para deixar os alimentos respirar, estes sacos podem facilmente ser usados para guardar os alimentos dentro do frigorífico ou para os transportar dentro de uma bolsa maior. Em cada saco, poderão ser colocadas até quatro referências de produtos, entre legumes e frutas, de forma a permitir uma ainda maior maximização destes recipientes. Estão à venda na secção das frutas e legumes, num pack de três, com um custo de 2,45€.

Para além desta nova solução, na loja de Cascais, os tradicionais sacos de plástico continuarão a ser disponibilizados, mas passa a ser possível colocar até quatro tipo de produtos em cada saco. Para isso, os clientes apenas terão que pesar separadamente cada referência de produto e colocar as várias etiquetas no mesmo saco. Por outro lado, também aqueles que quiserem levar o seu próprio saco de casa o poderão fazer. Desta forma, pretende-se reduzir o uso de plásticos de uso único.

Para além destas duas soluções especificamente para fruta e verduras, a Auchan aproveitou a data para lançar também, em todas as lojas, um novo tipo de saco ecológico para as compras, num material mais resistente, durável e maleável, o chamado “tecido não tecido”.

Sacos reutilizáveis
Ave alimenta cria com beata

Numa praia da Flórida, nos Estados Unidos, Karen Mason captou, enquanto fazia trabalho voluntário para a Sociedade Nacional Audubon, uma imagem que a deixou “furiosa” e que demonstra os perigos do nosso lixo para a vida selvagem e para o ambiente.

A fotografia em questão mostra um bico-rasteiro, uma ave também conhecida como talha-mar ou corta-água, a alimentar o seu filhote com a beata de um cigarro (bituca, no Brasil).

Se fumar, por favor, não deixe as beatas para trás”, escreveu a norte-americana no seu Facebook, quando partilhou a imagem. “Já é hora de limparmos as nossas praias e de deixarmos de as tratar como um cinzeiro gigante.”

Segundo o grupo Ocean Conservancy, as pontas de cigarro são o resíduo mais comum encontrado durante as limpezas de praia.

“As pessoas não vão a lado nenhum sem arranjarem uma forma de levar com elas o seu telemóvel, mas, aparentemente, não se podem dar ao trabalho de levar algo pequeno para as suas beatas”, desabafou Karen.

“As pontas de cigarro são tão omnipresentes que a maioria de nós já nem repara nelas”, disse Rachel Kippen, da Coligação de Educação contra o Tabaco do Condado de Santa Cruz. “Existem 4,5 biliões delas a poluir as nossas ruas, parques e praias em todo o mundo.”

“A maioria das pessoas não se apercebe de que as beatas são feitas de acetato de celulose, um plástico que nunca se decompõe completamente. Estes filtros não proporcionam qualquer benefício para a saúde dos fumadores e criam uma ameaça ambiental duradoura, especialmente para os oceanos, quando não são devidamente descartados – o que acontece à maioria deles.”

Para além do perigo que representam para os animais e para o ambiente, as beatas também podem dar origem a incêndios florestais.
Foto: Karen Mason



A ilha de Bornéu, no Sudeste asiático, perdeu cerca de um terço da sua cobertura florestal desde os anos 70, devido à expansão da agricultura, aos incêndios e ao abate ilegal de árvores.

Com o desaparecimento da floresta também desaparecem espécies nativas ameaçadas, como é o caso do orangotango-do-bornéu, cuja população perdeu 150 mil indivíduos num período de 16 anos.

Ao contrário do que muitos pensam, deitar abaixo árvores não é uma decisão tomada de ânimo leve para os habitantes locais. Muitas vezes é a única forma de pagar um tratamento ou uma urgência médica.

Kinari Webb, fundadora da organização sem fins lucrativos Health in Harmony e do programa Alam Sehat Lestari (ASRI), explica que vários residentes sentem que não têm outra alternativa.

“Conheço um homem que deitou abaixo 60 árvores para pagar uma cesariana. Uma urgência médica pode custar-lhes os rendimentos de um ano inteiro. Fundamentalmente, a única forma de conseguirem isso é deitando abaixo a floresta tropical”, contou a médica ao site Yale Climate Connections.

Para ajudar as pessoas a pagar as contas médicas sem terem de recorrer ao abate de árvores, o seu grupo criou um hospital perto do Parque Nacional Gunung Palung.

A diferença é que, nesta clínica, os pacientes podem pagar com artesanato, mudas de árvores ou até com horas de trabalho em vez de dinheiro. Para além disso, as aldeias que não participem na destruição das florestas têm direito a descontos de até 70% nos serviços de cuidados de saúde.


Imagem: Health in Harmony

De acordo com Kinari, este modelo funciona. O seu grupo examinou mais de mil agregados familiares e descobriu que o número que participava no abate de árvores tinha caído mais de dois terços em apenas cinco anos.

E é por isso que a médica defende que o combate à desflorestação começa com o simples ato de ouvir as populações locais. “Precisamos de lhes perguntar de que é que precisam e depois canalizar esses recursos para elas”, disse.
1ª foto: Chelsea Call/Health in Harmony



Cartaz

Vai realizar-se, nos dias 28 e 29 de junho, na aldeia de Fafião, em Montalegre, um festival comunitário em prol da preservação do lobo-ibérico com música, exposições, workshops, encenações teatrais e percursos pedestres.

Como figura central do evento, o lobo dá o mote a uma peça de teatro encenada pela Companhia de Teatro Filandorra e a uma sessão de contos e lendas sobre a relação de Fafião com o lobo a cargo da comunidade local.

O Festival Aldeia de Lobos, no coração do Parque Nacional Peneda-Gerês, no distrito de Vila Real, vai dar a conhecer tradições locais, através da realização de workshops para a produção de pão em forno de lenha, artesanato ou para se trabalhar o ferro.

Nas ruas de Fafião, os visitantes encontrarão exposições de fotografias da autoria de Carlos Rio e Paulo Tavares, um mercado de produtos artesanais e fanfarras.

Estão previstas também caminhadas e refeições comunitárias cozinhadas pela comunidade local.
Os visitantes podem acampar gratuitamente nas imediações, num local preparado para o efeito.

Cartaz