Algarve

A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) tem lutado por uma região livre de exploração de hidrocarbonetos. Lançou uma primeira ação de crowdfunding que foi bem-sucedida e que permitiu custear os honorários de um escritório de advogados para interpor uma providência cautelar que adiasse o início dos trabalhos de prospeção. Está agora a lançar uma segunda campanha de crowdfunding.

O UniPlanet falou com a PALP, que nos deu a conhecer esta campanha de crowdfunding.


UniPlanet (UP): Lançaram recentemente uma campanha de crowdfunding. Qual é o objetivo desta campanha?

Para contestar o início de prospeção ao largo do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina – o “furo de Aljezur” – , a 27 de Abril de 2017 a PALP interpôs, através das associações Almargem, Quercus e SCIAENA, uma providência cautelar contra o Ministério do Mar e a Direção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) de forma a impugnar o ato administrativo (TUPEM - Títulos de utilização privativa do espaço marítimo) que permite ao consórcio ENI/Galp avançar com a perfuração.

A providência cautelar foi, entretanto, resolvida a nosso favor. O ministério do mar e as concessionárias recorreram da sentença, mas a licença que permite o furo encontra-se suspensa e as concessionárias não podem avançar com quaisquer trabalhos até haver uma nova sentença relativa a esse recurso. No entanto, a decisão definitiva acontecerá numa ação principal, cujo julgamento decidirá se aquela licença deve ser terminantemente anulada e, por consequência, impedida esta tentativa de furar a nossa costa.

Além disso, também impugnamos, em tribunal, o parecer que a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu contra uma Avaliação de Impacto Ambiental deste furo.

Tudo continuaremos a fazer para impedir este atentado. Mas voltamos a precisar de ajuda. Os custos dos tribunais e advogados já ascenderam a vários milhares de euros, sendo muito difíceis de suportar pelas entidades sem fins lucrativos que compõem a PALP, e, por esse motivo, lançamos esta campanha de angariação de fundos. Toda e qualquer contribuição é útil e valiosa!



Campanha de crowdfunding


UP: Porque defendem que Portugal deveria cancelar todos os contratos vigentes de exploração de petróleo?

Esta plataforma vê com muita apreensão o futuro tendo em conta os impactos desta atividade numa região com tamanha dependência do turismo e do mar e com uma elevada biodiversidade e beleza natural única. Os seus impactos sentir-se-ão na saúde, na economia, no ambiente e na qualidade de vida das populações. Por isso mesmo, temos trabalhado no sentido de cancelar todos os contratos vigentes de exploração de petróleo.

Estes contratos foram criados sob o Decreto-Lei nº109/94, onde o Governo pretendia, em 1994, "dar um novo impulso às atividades de prospeção e pesquisa de petróleo e, consequentemente, de desenvolvimento e produção, criando-se condições de acesso mais favoráveis, simplificando procedimentos administrativos e estabelecendo regras claras ao seu exercício de modo ajustado à realidade e à prática da indústria"; isto é numa altura em que as consequências do uso e da extração de combustíveis fosseis ainda se não conheciam da forma que hoje a comunidade cientifica esclarece.

Foram já cancelados dois em terra e rescindidos outros oito, no mar.



Imagem do programa Pós e Contras


UP: Como nasceu a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP)?

A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) é um movimento criado no mês de março de 2015 na sequência da iniciativa de um conjunto de cidadãos e entidades. A PALP tem incorporado várias entidades ao longo do tempo e está aberta a colaboração e ao envolvimento de todos os cidadãos e entidades que queiram juntar-se na defesa de um Algarve Sustentável e contra a exploração de petróleo na região.

Esta plataforma iniciou os seus trabalhos para alertar a população para os riscos inerentes à exploração de hidrocarbonetos no algarve, incentivar um debate público sobre as consequências para a região de uma tomada de decisão desta natureza, exigir um estudo de impacto social, económico e ambiental, e, ainda, pressionar o estado para publicar toda a informação inerente à prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural em Portugal.






UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre a PALP?

No nosso site, na nossa campanha de crowdfunding e também nos podem seguir no Facebook.


Abelhão

Os insetos polinizadores têm vindo a sofrer declínios particularmente acentuados nos últimos 40 anos. Este fenómeno tem-se verificado um pouco por todo o mundo.

Segundo um novo estudo, realizado ao longo de três anos por investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, os métodos de agricultura biológica podem contribuir para travar o declínio dos polinizadores. Este efeito positivo deve-se tanto à ausência de pesticidas como à disponibilização de um maior número de flores.

“Este é o primeiro estudo em grande escala ao longo de vários anos a mostrar que a agricultura biológica tem um efeito consistente e estabilizador na diversidade de polinizadores”, disse Romain Carrié, do Centro para Investigação Ambiental e Climática da Universidade de Lund.

Juntamente com os seus colegas, Romain analisou os abelhões, borboletas e flores em dez explorações agrícolas biológicas e nove convencionais, em Scania, na Suécia, e descobriu que o número de espécies de abelhões nas quintas biológicas era maior e mais estável do que nas convencionais.

“Uma descoberta interessante do nosso estudo é a de que uma provisão estável e abundante de flores estabiliza as comunidades de polinizadores, mesmo nas explorações agrícolas convencionais, onde os inseticidas são usados”, explicou Romain Carrié.

“O aumento do número de flores beneficia os abelhões e as borboletas independentemente do sistema agrícola. A agricultura biológica e uma maior disponibilidade de flores contribuem assim para manter a estabilidade (…) de abelhões e borboletas nas paisagens agrícolas”, concluíram os autores do estudo.
Projeto Cenas Desiguais

O projeto fotográfico de Johnny Miller, “Cenas Desiguais”, retrata a desigualdade na distribuição de riqueza ao redor do mundo.

Quando estava a tirar um mestrado em Antropologia na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, o fotógrafo americano ficou desconcertado com a desigualdade com que aí se deparou.

Projeto Cenas Desiguais
A urbanização informal de Kya Sands (direita), em Joanesburgo, África do Sul, faz fronteira com o zona residencial de classe média de Bloubosrand | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

“A partir do minuto em que pomos os pés na Cidade do Cabo, ficamos rodeados de barracas”, contou ao site Mother Nature Network. “As barracas de lata rodeiam o aeroporto e são precisos 10 minutos para as deixarmos para trás e chegarmos aos bairros mais prósperos, onde as pessoas mais privilegiadas (incluindo eu) vivem. Este é o statu quo na Cidade do Cabo, na África do Sul, e em muitas partes do mundo – mas esse é um statu quo com o qual não concordo.”

Projeto Cenas Desiguais
Dois lados de um bairro em Santa Fé, na Cidade do México | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

Com a ajuda de um drone, Johnny Miller decidiu mostrar esta realidade ao mundo e foi assim que nasceu o projeto “Unequal Scenes” (Cenas Desiguais). Depois da África do Sul, o fotógrafo continuou a explorar os contrastes e as linhas que separam os ricos dos pobres em muitos outros países, incluindo o México, a Tanzânia, a Índia e o Quénia.

Projeto Cenas Desiguais
O verde do Clube de Golfe de Papwa Sewgolum, na África do Sul, contrasta marcadamente com o bairro de lata ao seu lado | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

“As imagens que eu considero as mais poderosas são as tiradas quando a câmara está a apontar diretamente para baixo, olhando para as fronteiras entre os ricos e os pobres”, explicou.

“Às vezes, [esta fronteira] é uma vedação, por vezes é uma estrada ou até um pântano, sendo que de um lado há pequenas barracas ou habitações pobres e do outro casas maiores ou mansões. Há qualquer coisa na composição destas fotografias que as torna extremamente intensas para as pessoas. Acho que tornam a desigualdade relevante – as pessoas podem ver-se refletidas nas imagens e é profundamente inquietante.”

Projeto Cenas Desiguais
Os arranha-céus de Bombaim, na Índia, contrastam com os bairros degradados ao seu lado | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

A escolha das cenas envolve a investigação e identificação dos potenciais locais com base em dados de censos, mapas, reportagens e até conversas, conta Miller. O fotógrafo espera que o seu projeto desperte reações e promova debates sobre a desigualdade.

“Vi este trabalho dar início a diálogos entre todo o tipo de pessoas – com ou sem estudos, ricos ou pobres, de todas as cores e géneros. Era isto mesmo que eu queria e desejava que acontecesse – que as fotos fossem discutidas e que através dessas conversas pudéssemos começar a compreender a dimensão do problema, e que através desse entendimento pudéssemos desenvolver soluções.”

Projeto Cenas Desiguais
Um pântano separa um bairro de lata de um bairro próspero na Cidade do Cabo, na África do Sul | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

Projeto Cenas Desiguais
Este bairro residencial em Nairobi, no Quénia, faz fronteira com um bairro de lata | Foto: Johnny Miller/Unequal Scenes

Bebida com palhinha de plástico

As autoridades do Rio de Janeiro começaram, no dia 18 de setembro, a multar restaurantes, cafés, bares e vendedores ambulantes que ofereçam palhinhas/canudinhos de plástico.

Os estabelecimentos que desobedecerem a esta lei estão sujeitos a uma multa que pode variar de 650 reais (cerca de 133€), para os vendedores ambulantes, a 1650 reais (cerca de 340€) para os restantes casos. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a 6000 reais (cerca de 1235€).

Durante os últimos dois meses, funcionários do organismo de vigilância sanitária do Rio inspecionaram 5121 locais e alertaram os seus proprietários para a necessidade de substituírem as palhinhas de plástico por papel (com embalagem também deste material), bambu, vidro ou inox.

As instalações que ainda não foram examinadas têm 60 dias para fazer a transição.
"O Rio de Janeiro tornou-se na primeira capital no Brasil a proibir canudos de plástico descartáveis. Estamos na vanguarda de uma grande luta em defesa do meio ambiente", disse Marcelo Crivella, o prefeito do Rio.

A “Lei dos Canudinhos” foi aprovada em julho deste ano.

Todos os anos, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico vão parar ao mar e estima-se que poderão existir 110 mil milhões de toneladas deste material no oceano. O plástico no mar é responsável por ferir e matar inúmeras espécies da fauna marinha e de estar a fazer o seu caminho, através da cadeia alimentar, até aos nossos pratos.

Ana Fernandes

O Fhair – Organic Hair Studio é um novo espaço criativo para cuidar do seu cabelo de uma forma ética e sustentável. Ficaram curiosos?

O UniPlanet falou com Ana Fernandes, criadora do Fhair, que nos apresentou este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu o Fhair – Organic Hair Studio?

O Fhair nasceu no momento em que fiquei grávida pela primeira vez, e que realmente comecei a pensar sobre a quantidade de químicos a que estava exposta todos os dias... Pensei que teria de encontrar uma solução mais verde.
Neste espaço para além de sermos 100% orgânicos, somos também um salão sustentável.



Fhair – Organic Hair Studio


UP: A preocupação ambiental está presente não só nos produtos que usam, não é verdade?

Certo, temos em conta a reciclagem de todos os materiais, temos redutores de caudal, temos iluminação LED, reutilizamos as luvas, temos plantas vivas para a renovação do ar, só usamos detergentes BIO, o café e o chá que servimos são biológicos e reutilizamos diversos materiais para fazermos móveis.


Fhair – Organic Hair Studio


UP: Porque devemos ter em atenção a composição dos produtos de beleza que usamos?

Por diversos motivos, se não pensarem no excedente de produto que vai para o cano e consequentemente para o mar cheio de micropartículas de plástico, podem sempre pensar que diariamente estamos expostos a milhares de químicos, e se pelo menos se protegerem de alguns produtos, o dano não será tão mau.


Fhair – Organic Hair Studio


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre o Fhair – Organic Hair Studio?

Podem visitar o nosso site e o nosso Facebook.


Champôs


Fhair – Organic Hair Studio
Rua da Moeda, 12, Lisboa
Telefone: 937 887 848 | 218 031 400

Flores

Fotos: © Anna Balecho
Águia-das-estepes

São más notícias para as emblemáticas aves de rapina. Um novo estudo, que analisou o estatuto de conservação das 557 espécies de aves de rapina, descobriu que 18% delas estão ameaçadas de extinção e que as populações globais de 52% estão em declínio.

“Por estarem no topo da cadeia alimentar e apresentarem uma reprodução mais lenta do que muitas outras aves, as rapinas são muito sensíveis a ameaças causadas pelos humanos e têm mais probabilidade de ficarem extintas”, explicou Sarah Schulwitz, coautora do estudo e bióloga da organização The Peregrine Fund.

Entre as ameaças enfrentadas por estas aves estão a destruição e a alteração do habitat, o abate intencional e o envenenamento deliberado ou acidental.

“Os abutres no sul da Ásia sofreram declínios populacionais catastróficos devido aos efeitos tóxicos do medicamento veterinário diclofenac. Na África, os abutres e as corujas são mortos para que as suas partes corporais sejam usadas para supostos benefícios medicinais. Muitas outras aves de rapina são vulneráveis à eletrocussão ou à colisão com linhas elétricas. Mas, como com a maioria das espécies de aves, a agricultura insustentável e o abate de árvores são as principais ameaças”, disse Stuart Butchart, cientista-chefe da BirdLife International e um dos coautores do estudo.

Serpentário
O serpentário ou secretário (Sagittarius serpentarius), uma ave de rapina do continente africano, classificada como "Vulnerável" pela UICN | Foto: Mathias Appel/Flickr

As atividades humanas têm vindo a acelerar o ritmo da perda de biodiversidade no mundo. O desaparecimento de espécies pode ter impactos inesperados e negativos também para o bem-estar humano.

“As aves de rapina desempenham papéis críticos nos ecossistemas”, sublinhou Chris McClure, da The Peregrine Fund.

Nos anos 90, as populações de três espécies de abutres no subcontinente indiano sofreram um declínio de 97-99% devido ao uso veterinário do medicamento diclofenac. Esse declínio também teve impactos inesperados na saúde humana.

Quando os abutres se alimentavam de animais mortos tratados com diclofenac, as quantidades residuais do fármaco nos tecidos dos animais provocavam insuficiência renal e a morte destas aves necrófagas.

“O desaparecimento dos abutres causou o aumento do número de cães vadios e das mortes de pessoas associadas a raiva. No total, a quase extinção de três espécies de abutres resultou no dispêndio de mais de 34 mil milhões de dólares em despesas médicas em toda a região”, conta o The Peregrine Fund.

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O abutre-de-bico-longo (Gyps indicus), uma das espécies de abutre que sofreram declínios dramáticos devido ao envenenamento por diclofenac | Foto: Deepak Sankat

O estudo também revelou que a Indonésia apresenta a maior variedade de espécies de aves de rapina e o maior número de espécies em declínio, e que as rapinas que dependem de habitats florestais têm maior probabilidade de estarem ameaçadas e em declínio.

“As aves de rapina estão entre as aves mais emblemáticas, mas também estão altamente ameaçadas, sendo que muitas das espécies de maior dimensão necessitam de vastas extensões florestais intactas e outras são perseguidas devido aos seus supostos impactos na pecuária e na caça”, destacou Stuart Butchart.

Coruja-das-neves
A coruja-das-neves (Bubo scandiacus), uma espécie classificada pela UICN como "Vulnerável" | Foto: David Hemmings Quebec

Os investigadores ofereceram algumas recomendações para travar estes declínios.

“Para além da proteção dos habitats, precisamos de reforçar e fazer cumprir as leis que previnem o abate ilegal e a caça insustentável”, aconselhou o cientista-chefe da BirdLife International. “Outras prioridades incluem a educação e a sensibilização, mudanças políticas – como uma melhor regulamentação da utilização de venenos – e medidas de segurança para as linhas elétricas perigosas. Para as espécies migradoras, a cooperação internacional reveste-se de especial importância.”

1ª foto: Águia-das-estepes, Aquila nipalensis (Sumeet Moghe)
Farinha de amêndoa

Com estas dez receitas, aprenda a fazer farinha em casa para utilizar nas suas receitas de pão, bolos, sobremesas e onde precisar.
Experimente!

Farinha de arroz



Farinha de mandioca



Farinha de grão-de-bico



Farinha de coco



Farinha de amêndoa



Farinha de aveia



Farinha de banana verde



Farinha de batata doce



Farinha de amendoim



Farinha de bolota

Café numa caneca

O primeiro café sem plástico da Irlanda abriu no dia 11 de setembro no Instituto de Biociências da Universidade de Cork.

No “Bio Green Café”, todas as garrafas de plástico foram removidas e substituídas por garrafas de vidro e latas. Os clientes também não encontrarão talheres descartáveis, snacks embalados em plástico ou saquetas deste material com molhos.

“Em tempos, disse-se que existia ‘um grande futuro nos plásticos’. Agora sabemos que um futuro sustentável tem de usar recursos renováveis e sustentáveis de forma judiciosa”, disse Patrick O’ Shea, presidente da Universidade de Cork.



Os clientes terão de pagar 10 cêntimos por cada copo takeaway compostável e 40 cêntimos pelas embalagens compostáveis para takeaway.

Os vegetais frescos usados no café, provenientes da quinta da Universidade e de produtores locais, são entregues, diariamente, sem embalagens e em recipientes reutilizáveis, posteriormente devolvidos ao produtor.

No âmbito do programa de sustentabilidade da Universidade, todos os estudantes receberam ainda um copo reutilizável.

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de resíduos de plástico invadem os oceanos. Até 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos (por peso).

“Parece-nos que demos um importante passo em frente para inverter o curso das coisas e reduzir o uso de plástico no campus”, disse Michael Gleeson, CEO da KSG Catering, que trabalhou em parceria com a Universidade de Cork para desenvolver o Bio Green Café.
Rabanete

São cada vez mais os agricultores que decidem optar por práticas mais amigas do ambiente. Apesar do atraso no pagamento dos apoios, houve um recorde de conversões para a produção biológica em França.

Desde o início do ano até ao final de julho de 2018, foram registados 4300 novos produtores biológicos no país. Durante o mesmo período no ano anterior, foram contabilizados apenas 3700.

Trata-se de “um nível recorde”, disse Florent Guhl, diretor-geral da Agence Bio, uma agência francesa dedicada ao desenvolvimento da agricultura biológica no país, ao jornal francês Le Monde.

No total, até ao final de 2017, havia 36 664 produtores a reivindicar o rótulo da agricultura biológica em França.

“Há, nomeadamente, uma forte presença nas grandes culturas e nos cereais”, destacou Florent Guhl.



A Câmara do Seixal vai criar uma exposição com o "maior cordão de beatas do mundo", durante a Semana Europeia da Mobilidade, de 16 a 22 de setembro.

No dia 16 de setembro, vai realizar-se, no Seixal, uma exposição com cerca de 220 mil beatas recolhidas em várias ações de limpeza em zonas ribeirinhas e de mata, o "maior cordão de beatas do mundo" (candidato ao Guinness World Book of Records), durante o evento (Re)Canto do Tejo.

Depois da exposição, decorrerá uma ação de limpeza nas margens da Baía do Seixal, aberta à participação de todos os interessados e que se irá repetir todos os terceiros domingos dos meses ímpares.
As inscrições para a limpeza devem ser feitas para os seguintes e-mails:
div.ambiente.salubridade@cm-seixal.pt
10milhoesnabermdaestrada@gmail.com.

Esta ação é o resultado de uma parceria entre a Associação 10 Milhões na Berma da Estrada e a Câmara Municipal de Seixal com o objetivo de alertar a população para o perigo das beatas de cigarro que poluem e que quando chegam ao mar colocam em risco a vida marinha.

Nos dias 18 e 19 de setembro, a autarquia vai promover duas ações de sensibilização para o uso de veículos elétricos, "procurando promover os benefícios da utilização deste meio de transporte ambientalmente sustentável".

(Re)Canto do Tejo
16 de setembro
entre as 10 e as 13 horas
junto ao Parque da Quinta dos Franceses e pela frente ribeirinha do Seixal
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