Copo descartável de plástico

O prefeito Bruno Covas (PSDB) aprovou, no dia 13 de janeiro, uma lei que proíbe o fornecimento de utensílios descartáveis de plástico em estabelecimentos comerciais em São Paulo. A nova lei entra em vigor a 1 de janeiro de 2021 e abrange bares, restaurantes, hotéis, padarias, bares, espaços para festas infantis, salões de dança, eventos culturais e desportivos, entre outros estabelecimentos comerciais.

Os comerciantes têm um ano para se adaptarem à nova lei e para substituírem os utensílios como copos, pratos e talheres de plástico por utensílios reutilizáveis ou feitos de materiais biodegradáveis.

De acordo com Bruno Covas, a lei de junho de 2019 que proibiu as palhinhas ou canudos de plástico preparou a população para esta nova lei.

De acordo com o texto aprovado pela Câmara Municipal a 10 de dezembro de 2019, passa a ser proibido o fornecimento de copos, pratos, talheres, palhetas para bebidas, varas para balões, colheres de gelado, entre outros itens descartáveis feitos de plástico.

A lei prevê multas para o não cumprimento da mesma.
Coelho

Entraram em vigor, nos estados norte-americanos da Califórnia, Nevada e Illinois, as leis que proíbem a venda de produtos cosméticos que tenham sido testados em animais após o dia 1 de janeiro de 2020.

As organizações de proteção animal celebraram a entrada em vigor das leis, antevendo um “feliz ano novo para os animais nos Estados Unidos”, e apelaram ao alargamento da proibição a todo o país.

“A história tem mostrado que as medidas tomadas pelos estados conduzem muitas vezes a mudanças a nível federal”, disse Monica Engebretson, da organização Cruelty Free International. “Temos visto que o progresso acontece quando empresas, consumidores, ativistas, cientistas e legisladores trabalham em conjunto na procura de soluções criativas para alcançar um objetivo comum.”



A Auchan Retail Portugal juntou-se ao movimento da Too Good To Go, a aplicação que combate o desperdício alimentar, permitindo que os seus excedentes alimentares sejam vendidos em Magic Boxes. A partir de agora, os portugueses terão a oportunidade de “salvar” comida de um dos maiores supermercados do país.

Numa primeira fase de expansão, esta parceria aplica-se apenas à loja Auchan no centro comercial Almada Fórum sendo que, rapidamente, outras lojas do grupo se juntarão ao movimento contra o desperdício alimentar da Too Good To Go. Nesta loja já é possível comprar Magic Boxes, no valor de 3,99€, e recolhê-las no balcão de atendimento entre as 22h30 e a 00h00. Para já, vão estar disponíveis 10 Magic Boxes com produtos alimentares, de qualquer género, cujo prazo de validade esteja perto do fim, desde iogurtes, queijos, fiambre, pão, salgados, refeições frias, sandes a sumos do dia.

Segundo Ricardo Macedo, Diretor de Oferta e Dinâmica Comercial de Produtos Frescos, “a redução do desperdício é um compromisso da Auchan Retail Portugal. Por isso mesmo, procuramos sempre novas soluções que combinem a prevenção de desperdícios alimentares com a conveniência do melhor preço para o consumidor, sem prejuízo da qualidade dos produtos. É aqui que se insere esta parceria com a Too Good To Go, que se junta a uma série de iniciativas que já temos, como é exemplo a venda a preços reduzidos de produtos em aproximação de fim da data de validade identificados com etiqueta laranja, bem como de frutas e legumes do self-discount, com características estéticas que por norma retiram estes produtos do circuito comercial.

Madalena Rugeroni, Country Manager da Too Good To Go em Portugal, afirma que “as grandes cadeias de supermercados registam uma superabundância de produtos que, com o passar do tempo, se traduz num número elevado de produtos que não estão aptos para serem vendidos, mas que estão em ótimas condições para serem consumidos. É nesse sentido que a parceria com a Auchan vem reforçar a nossa missão de combater o desperdício alimentar, ao garantir que esses mesmos produtos são aproveitados e salvos pelos portugueses de irem para o lixo”.

De origem dinamarquesa, a Too Good To Go permite a restaurantes, supermercados e hotéis colocar à venda num marketplace online todos os excedentes do final do turno ou do dia, através de Magic Boxes, caixas surpresa criadas pelos estabelecimentos, e aos utilizadores oferece refeições de qualidade a preços acessíveis.

A aplicação já está presente em 14 países europeus e no total conta com mais de 36.000 estabelecimentos parceiros e mais de 18 milhões de utilizadores, que já salvaram mais de 26 milhões de refeições, evitando que 66.000 toneladas de CO2 fossem emitidas para a nossa atmosfera. Em Portugal há pouco mais de um mês, milhares de utilizadores já se uniram ao movimento e já foram salvas mais de 3.500 refeições. A aplicação da Too Good To Go está presente para já na cidade de Lisboa, é gratuita e está disponível para sistemas IOS e Android.

Com o projeto 'Desperdício Zero', a Auchan Retail Portugal já tem vindo a desenvolver estratégias que permitem diminuir o número de alimentos desperdiçados. Por um lado, com uma oferta comercial que permite ao cliente comprar apenas a quantidade que necessita, com a venda avulso ou pela venda de produtos cuja data de validade se aproxima do fim a preços de desconto. Por outro, através de uma gestão operacional rigorosa para minimizar qualquer desperdício e da formação e sensibilização dos colaboradores. Já no que às doações diz respeito, a Auchan estabeleceu parcerias com diferentes associações, tendo em 2018 efetuado doações de excedentes alimentares de, aproximadamente, 2 milhões e 300 mil euros. Estas doações apoiaram 81 IPSS e 29 associações de apoio a animais.

Rato

O King's College, em Londres, é a primeira universidade do mundo a acabar formalmente com o teste de natação forçada de Porsolt em ratos.

Neste teste, usado para avaliar a eficácia dos medicamentos antidepressivos, os animais são colocados individualmente num recipiente cilíndrico com água, não havendo possibilidade de fuga do mesmo.

No início, os roedores nadam e tentam escalar as paredes internas do cilindro para escapar. Com o passar do tempo, adotam uma postura imóvel, movendo-se apenas o suficiente para manter a cabeça acima da superfície da água.

Os antidepressivos diminuem o tempo de imobilidade (interpretada como um estado de desespero comportamental) do rato durante o teste.

São muitos os críticos da prática, que acreditam que boiar não é um sinal de desistência e depressão, mas sim de que o rato está a aprender a adaptar-se a um novo ambiente e a poupar energia. Também há quem defenda que o teste é um fraco indicador da eficácia de um medicamento para tratar a depressão nos seres humanos.


Vídeo da PETA: O teste de natação forçada em ratos

“Não recorremos ao teste de natação forçada em ratos desde 2015, nem temos qualquer intenção de o fazer no futuro, já que acreditamos que existem melhores testes comportamentais disponíveis que provocam menos stress aos ratos”, explicou um porta-voz do King’s College.

“A PETA congratula-se com o facto de o King’s College London ter escolhido fazer o que está certo, comprometendo-se a deixar de usar este teste cruel”, disse Julia Baines, do grupo de proteção animal. “Instamos outras universidade a seguirem o seu exemplo.”

Nos últimos anos, várias empresas farmacêuticas têm vindo a proibir a prática, incluindo a Pfizer, Johnson & Johnson, Bayer, AbbVie, Roche e AstraZeneca.
Foto: Ärzte gegen Tierversuche
Raízes Mag nº 9

Saiu no dia 10 de janeiro, a Raízes Mag nº9, a nossa revista online bimestral dedicada ao ambiente e à sustentabilidade.
Este número tem como tema principal a Conservação da Natureza.

Sabiam que já é quase tão perigoso ser jornalista ambiental quanto repórter de guerra? E que são assassinados, por ano, mais de uma centena e meia de ativistas ambientais? O que poderá estar por trás desta tendência? ⁠

Estivemos à conversa com Nuno Sá, mergulhador e realizador da série documental sobre o mar português «Mar, a Última Fronteira» e com Mariana Dias, vice-presidente da ONG ambiental Plantar Uma Árvore, que nos falou da importância do trabalho que desenvolvem para a preservação das nossas florestas.⁠

Para adquirirem a Raízes Mag nº9 ou para a subscreverem por um ano, visitem a nossa loja aqui.
Obrigado a todos os que já subscreveram a nossa revista! O vosso apoio é muito importante para nós! Boas leituras!

A Raízes Mag é um projeto fruto de uma parceria entre o UniPlanet e o Âncora Verde.


O governador do estado norte-americano de New Jersey, Phil Murphy, assinou, no dia 9 de janeiro, uma lei que proíbe a posse, distribuição ou venda de barbatanas de tubarão.

A proibição entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2021.

“A remoção das barbatanas de tubarão é uma prática desumana que leva à morte lenta e dolorosa do animal”, afirmou Raj Mukherji, membro da assembleia de New Jersey. “Para além de ser pura e simplesmente cruel, esta prática está a ameaçar a própria existência de certas espécies, o que, em última análise, coloca em risco o equilíbrio de toda a vida marinha.”

Estima-se que todos os anos até 73 milhões de tubarões sejam mortos por causa das suas barbatanas, que são principalmente usadas na preparação de um prato muito popular na culinária asiática, a sopa de barbatana de tubarão. Esta procura tem levado à sobrepesca de muitas espécies vulneráveis destes peixes.

Depois de as barbatanas lhes serem cortadas a bordo dos navios, os animais costumam ser atirados, muitas vezes ainda vivos, de volta para o mar. Uma vez na água, sem barbatanas, os tubarões asfixiam, sangram até à morte ou acabam por ser ingeridos por outros animais.

“A verdade é que o comércio de barbatanas de tubarões é insustentável”, disse Vincent Mazzeo, membro da assembleia. “Os tubarões desempenham um papel inestimável nos ecossistemas marinhos.”

As barbatanas obtidas legalmente e usadas para fins de investigação científica ou de ensino ficam isentas da proibição. A lei também permitirá aos pescadores, desportivos ou profissionais, possuir barbatanas se as mesmas forem legitimamente obtidas.

A violação da proibição é punível com uma coima que pode ir de 5000 a 55 mil dólares. Tratando-se de terceira infração, o praticante arrisca-se a uma pena de prisão de até um ano. O dinheiro seria utilizado para ajudar a financiar projetos de conservação da natureza.

Com a nova lei, New Jersey junta-se aos 13 estados norte-americanos que já proibiram o comércio deste produto, entre os quais se contam Nova Iorque e Delaware. Em 2019, o Canadá também interditou a sua importação e exportação.

Sapatilhas

A iRcycle é uma marca portuguesa que aproveita o plástico recolhido no mar para criar as suas sapatilhas.

O UniPlanet falou com André Facote e Andreia Coutinho, criadores da iRcycle, que nos deram a conhecer este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a iRcycle?

Em 2017, fomos pais e a nossa visão a longo prazo mudou. Nasceu a necessidade de ter que fazer algo urgente e deixar outro legado ao nosso filho, um legado que fosse diferente dos estudos que apontam que até 2050, a este ritmo, haverá mais plástico no Oceano do que peixes. Várias “peças do puzzle” começaram a encaixar.

Em 2018, numa ida à praia com o nosso filho, ele começou a apanhar plásticos da areia e a tentar colocá-los na boca como qualquer outra criança da mesma idade… e mais uma vez tivemos a certeza que teríamos que tomar alguma medida. Demos início a uma pesquisa intensiva e a uma busca por soluções. Fomos pela primeira vez ao Websummit, em 2018, onde a validação do projeto serviu de arranque para lançarmos a loja online em março de 2019.






UP: Que materiais usam no vosso calçado?

A Skizo by iRcycle começou pelo fim, como costumamos dizer. Começámos pelo problema, o plástico no Oceano. Conseguimos descobrir como o poderíamos recolher e depois chegámos ao, como podemos dar-lhe vida. Desta forma, transformamos o plástico recolhido nos Oceanos em têxtil, e para uma maior oferta de cores e texturas, utilizamos também o têxtil feito a partir de fibra de folha de ananás. As solas são recicladas, e as cor de rosa são feitas a partir de pastilha elástica reciclada. Os atacadores são feitos de algodão orgânico. As nossas sapatilhas primam pelo conforto, graças à tecnologia usada nas palmilhas que se adaptam à nossa postura, e todos os materiais são de origem não animal, ecológicos e reciclados.


UP: Onde recolhem o lixo plástico que usam?

Os plásticos são recolhidos no mar mediterrâneo, no Oceano Atlântico europeu, e desde dezembro também no Oceano Atlântico da costa de África e no mar de Java, na Indonésia.





UP: Onde são produzidas as sapatilhas da iRcycle?

As nossas sapatilhas são fabricas no Norte de Portugal, em São João da Madeira, conhecida por ser a capital do calçado.





UP: Que modelos de sapatilhas estão disponíveis?

De momento, temos dois designs, um com uma sola ligeiramente mais baixa e outro mais alta. Ambos os designs, transversais a qualquer idade, género e estilo. Uma vez que a Skizo é uma marca/causa e por isso o nosso objetivo ser o recolher o maior número possível de plásticos do Oceano.


UP: Os modelos são personalizáveis?

Não temos stock, fazemos parte do mercado slow fashion, que acreditamos que é o futuro. Não queremos produzir em massa, com todas as consequências que um stock produz, desde impacto ambiental, pressão de vendas e escoar produto, incentivo a vendas e a consumismo. Fabricamos par a par, ao gosto de cada cliente e por ser personalizado não há compra por impulso. Qualquer herói pode criar a sua própria sapatilha, escolhendo entre materiais, cores e designs.





UP: Onde podemos encontrar o calçado da iRcycle à venda?

Para já estamos à venda na nossa loja on-line em www.ircycle.com e no início deste ano teremos novidades neste campo também.


UP: O que se segue para a iRcycle?

Fomos eleitos o melhor produto de 2019 e uma das startups mais promissoras do ano. Queremos continuar este bom trabalho e continuar a contribuir para um Oceano mais limpo, desta forma, para um futuro muito próximo, teremos novos designs, mais arrojados, e calçado para criança feito também com o nosso têxtil do Oceano.

Cada sapatilha Skizo retira do Oceano o equivalente a 18 garrafas de plástico. Todo o processo passa pelas mãos de heróis, os pescadores que recolhem este plástico do Oceano, ajudando-o a limpar. Uma profissão tão nobre, que por vezes não é dada o devido valor por quem de direito, e se não cuidarmos dela teremos consequências, todos nós e as famílias que sobrevivem através do mar.

No fim os nossos ténis, com toda a sua história acabam nos pés de heróis que ajudam a salvar o Oceano de 18 em 18 garrafas.
Bando de estorninhos

O vídeo abaixo, gravado no primeiro dia do ano, mostra o voo deslumbrante de um bando de estorninhos nos céus da Irlanda.

Michael Molamphy filmou a “dança” sincronizada das aves ao pôr do sol, sobre um lago no condado de Tipperary.

“Embora tenha gravado este fenómeno muitas vezes, o espetáculo desta noite deixou-me sem palavras. Senti-me como se quase fizesse parte dele, tal era a proximidade”, disse Michael.

Saco reutilizável

A Sonae MC inaugurou, em dezembro, no Continente Bom Dia do Via Catarina, no Porto, a primeira “praça” de frutas e legumes do país com uma política single-use-plastic free. Neste espaço, não existem alimentos embalados em plástico nem são disponibilizados sacos de plástico transparentes para a fruta e legumes.

Os clientes desta loja podem utilizar, na secção de Frutas e Legumes, os sacos de papel gratuitos (até 2,5 kg), sacos de algodão ou poliéster reutilizáveis ou trazerem os seus sacos de casa.

O Continente assume-se como "o primeiro retalhista alimentar português a responder ao Decreto-Lei nº 351/XIII que proíbe os sacos de plástico descartáveis e cuvetes em plástico para as frutas e legumes a partir de 2023".

Com o movimento de redução de plástico na secção de frutas e legumes de todas as lojas, nas embalagens, na venda a granel, com a eliminação dos alvéolos de plástico das caixas de frutas, a marca prevê uma poupança anual superior a 115 toneladas de plástico.

Saco de plástico

Os principais estabelecimentos comerciais tailandeses deixaram de fornecer sacos de plástico gratuitos aos clientes.

A Tailândia quer proibir completamente o uso destes artigos descartáveis até 2021 e, desta forma, reduzir a poluição por plástico nos oceanos, de acordo com a Reuters.

Os tailandeses estão cada vez mais conscientes dos riscos dos resíduos plásticos para os animais e para o ambiente, especialmente depois de um cervo e de uma cria de dugongo terem morrido no país, em 2019, com pedaços de plástico nos sistemas digestivos.

“A Tailândia ficou em sexto lugar no ranking dos países que mais lixo despejam no mar”, disse Varawut Silpa-Archa, ministro dos Recursos Naturais e do Ambiente. “Nos últimos cinco meses, passamos a ser o décimo (…) graças à cooperação do povo tailandês.”

Segundo o ministério, no ano passado, o país conseguiu reduzir o número de sacos de plástico utilizados em dois mil milhões, ou cerca de 5765 toneladas, na primeira fase de uma campanha que encorajou os consumidores a recusarem voluntariamente estes produtos nas lojas.
Foto: Frank Servayge/Flickr