Manifestação a favor do aborto

O Parlamento irlandês aprovou hoje, 13 de dezembro, o projeto de lei que legaliza o aborto, sete meses depois do referendo histórico no qual o país votou "sim" pela legalização do aborto.

O texto autoriza o aborto incondicional até 12 semanas, ou até 24 semanas em casos excecionais, especialmente quando a vida da mãe está ameaçada.

Foto: AP
Desflorestação

A Noruega vai ser o primeiro país do mundo a proibir a compra de óleo de palma ligado à destruição de florestas tropicais pela sua indústria dos biocombustíveis. A decisão foi aprovada no dia 3 de dezembro, no parlamento, e entrará em vigor em 2020.

A destruição da floresta tropical para a expansão de plantações de óleo de palma está a colocar em risco espécies criticamente ameaçadas, como os orangotangos.

“A decisão do parlamento norueguês é um exemplo importante para outros países e demonstra a necessidade de uma reforma séria na indústria mundial do óleo de palma”, afirmou Nils Hermann Ranum, da Rainforest Foundation Norway.

A União Europeia comprometeu-se a acabar com os biocombustíveis associados à destruição de habitats naturais a partir de 2030.

Cartaz

Diariamente são desperdiçados 3,6 milhões de quilogramas de comida em todo o mundo, sendo que 870 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas apenas com este desperdício. Cerca de 800 milhões de pessoas passam fome no nosso planeta.
1/3 dos alimentos produzidos mundialmente vão parar ao lixo, quando 198 mil hectares foram usados para produzir toda a comida desperdiçada.

Este documentário é sobre estilos de vida individuais com repercussões conscientes no coletivo. Porque do ponto de vista da Natureza não existe desperdício. É a simbiose da vida. Um todo constituído de variáveis interdependentes, cada uma com a sua causa e reação.

O freeganismo é um estilo de vida alternativo baseado no boicote ao capitalismo, com vista a diminuir o impacto causado no ambiente e rejeitando qualquer forma de exploração humana e animal. Fazem-no através do consumo limitado e consciente de recursos, bem como do resgate (aproveitamento) do desperdício. Não por necessidade, mas por acreditarem que a sociedade produz acima das suas necessidades e possibilidades, com vista a dar continuidade a uma sociedade de consumo e crescimento ilusório.



“Para o consumidor comum, aquilo que mais aconselho do que aprendi, é a fazermos cada vez mais uma compra planeada. Sabermos o que precisamos realmente, não comprarmos acima das nossas possibilidades, comprarmos localmente, evitarmos grandes superfícies, tomarmos conhecimento de como, quem e de onde os nossos produtos vieram. E acima de tudo, consumir menos e reaproveitar mais. O mundo não suporta mais este estilo de vida baseado num crescimento ilusório à custa de recursos que são finitos. Pensarmos mais do ponto de vista da Natureza e menos do ponto de vista do capital” disse Pedro Serra, realizador de Wasted Waste, numa entrevista que deu ao UniPlanet.

Wasted Waste
Realizado e produzido por Pedro Serra
84 minutos
2018

Vejam também:
Documentário “Que Estranha Forma de Vida” e as Comunidades Auto-suficientes
Abelha

As abelhas e os outros insetos polinizadores estão em declínio no mundo. E se o colapso das suas populações pudesse ser evitado com a adoção de uma nova estratégia agrícola que atrairá estes animais para os campos e aumentará a produtividade das plantações?

Esta é a proposta de Stefanie Christmann, cientista do Centro Internacional de Investigação Agrícola em Regiões Áridas, cujo novo estudo revela os ganhos substanciais, em termos económicos e ambientais, que podem ser obtidos com a plantação de culturas pouco dispendiosas com floração – como oleaginosas, especiarias, plantas medicinais e forrageiras – num quarto das terras de cultivo.

A cientista apresentou os resultados deste estudo durante a Conferência da ONU sobre Biodiversidade, que teve lugar em novembro, no Egito.

Numa altura em que os declínios das populações de insetos se tornam cada vez mais alarmantes, a necessidade de mudanças é evidente. Na Alemanha, os insetos voadores sofreram um declínio dramático de 76% em três décadas. Em Porto Rico, a queda dos seus números foi ainda mais acentuada.

Abelha
Foto: Tambako The Jaguar/Flickr

A essência da técnica em que Stefanie Christmann tem trabalhado nos últimos anos, com ensaios de campo no Uzbequistão e em Marrocos, consiste em reservar uma em cada quatro faixas de cultivo para culturas com floração.

A cientista também disponibiliza aos polinizadores locais para nidificação, como madeira velha e terra batida, e planta girassóis perto para os abrigar do vento.

“Qualquer pessoa, mesmo nos países mais pobres, o pode fazer. Não é preciso equipamento, tecnologia, só um pequeno investimento em sementes. É muito fácil”, explicou.

Os resultados mostraram um aumento na abundância e diversidade dos polinizadores e benefícios “surpreendentes” para os agricultores.

As plantações foram polinizadas de forma mais eficiente, houve menos pragas e os rendimentos aumentaram em quantidade e qualidade, conta o The Guardian.

Abelha

Nas quatro regiões climáticas que a cientista estudou, esta técnica levou a um aumento da receita total dos agricultores, embora os benefícios tenham sido mais acentuados em terras degradadas e em explorações sem abelhas.

Os maiores ganhos verificaram-se em climas semiáridos, onde os rendimentos das abóboras aumentaram 561%, das beringelas 364%, das favas 177% e dos melões 56%. Em zonas com chuva adequada, as colheitas de tomate duplicaram e de beringela aumentaram 250%. Nos campos nas zonas de montanha, a produção de courgettes triplicou e a de abóboras duplicou.

Stefanie Christmann também quer ver mudanças nas políticas nacionais de paisagem. Trabalhando com os ministérios de turismo, agricultura e comunicação, a cientista quer sensibilizar para os benefícios económicos dos polinizadores selvagens e encorajar a plantação de mais flores silvestres, arbustos de bagas e árvores de flor.

Teríamos muitos mais insetos, flores e aves. E seria muito mais autossustentável. Até os países mais pobres do mundo o podiam fazer”, afirmou a investigadora, acrescentando que espera encontrar resistência por parte das empresas de agroquímicos. “Acho que a Monsanto não vai gostar porque eles querem vender os seus pesticidas e esta abordagem reduz as pragas de forma natural.”

“Isto não pode esperar. As abelhas, moscas e borboletas precisam de medidas urgentes. Tenho 59 anos e queria vê-los protegidos a nível mundial antes de me reformar, por isso tenho de me apressar”, disse.
1ª foto: Kuhnmi/Flickr
Jovem com pequena árvore na mão

Medronheiros, pinheiros e carvalhos, num total de mais de 2000 árvores ‘bebés’, vão ser entregues no dia 12 de dezembro aos alunos da Universidade de Aveiro (UA). A iniciativa Plantar o Futuro pretende fazer de cada estudante padrinho e madrinha de uma árvore autóctone da floresta portuguesa de forma a que delas cuidem em casa até aos meses de fevereiro e março. Nessa altura, os estudantes que aceitaram o desafio vão plantar as árvores no Campus da UA e em áreas florestais de Estarreja e de Águeda afetadas por incêndios.

A entrega das árvores decorre entre as 14h00 e as 17h30 junto ao edifício da Reitoria. Simbolicamente o Reitor Paulo Jorge Ferreira entregará a partir das 14h00 as primeiras árvores aos primeiros padrinhos e madrinhas.

Juntamente com as árvores autóctones, os estudantes vão receber ainda um pequeno livro, da responsabilidade da Associação Ambiental BioLiving, com orientações sobre as melhores formas de cuidar das pequenas árvores em casa.

Organizada pela UA, através do Grupo para a Sustentabilidade, e em parceria com a Associação Agora Aveiro, o projeto quer promover entre a comunidade académica a sustentabilidade dos ecossistemas florestais, preservando a biodiversidade nacional.

Para além do ‘babysitting’, o projeto Plantar o Futuro pretende que os estudantes se envolvam igualmente na plantação das árvores. Após a época de exames académicos, durante os meses de fevereiro e março e sob a orientação das Associações BioLiving e Quercus, estão já previstas várias ações de plantação em terrenos disponibilizados pelo Município de Estarreja e pelo Projeto Cabeço Santo da Quercus, em Águeda, onde os incêndios de 2018 e 2017 causaram estragos. Os estudantes vão também plantar árvores no Campus da Academia de Aveiro no dia 21 de março, Dia da Árvore.
beija-flor

São aves carismáticas, de pequeno porte e cores extravagantes. Existem mais de 300 espécies de beija-flor no mundo – todas nativas das Américas – e 58 estão presentes no México, onde algumas lendas locais os veem como mensageiros de entes queridos que já partiram.

Das espécies do México, 13 estão em perigo de extinção e cinco encontram-se ameaçadas. À semelhança de outros polinizadores, os números de beija-flores também têm sofrido declínios devido a um conjunto de fatores, que incluem a perda de habitat, a propagação de espécies invasoras e a utilização de pesticidas.

Estas ameaças levaram a UNAM, a maior universidade do México, a lançar um projeto ambicioso para proteger e monitorizar estas pequenas aves, através da criação de jardins urbanos com flores de cores vivas, escolhidas especialmente para elas.

beija-flor
Enquanto se alimentam do néctar das flores, os beija-flores pairam no ar, batendo as suas asas até 200 vezes por segundo | Foto: Kathy & Sam

O primeiro jardim

Em 2014, a professora e investigadora María del Coro Arizmendi Arriaga decidiu criar um jardim dedicado aos colibris na Faculdade de Estudos Superiores Iztacala, semeando, para tal, algumas das flores preferidas destas aves.

Desde então, muitos espécimes têm visitado o espaço e outras instituições e escolas têm pedido à professora para criar mais jardins. O projeto conta agora com vários destes espaços na área metropolitana da Cidade do México e já inspirou os cidadãos a fazer os seus próprios jardins, ajudando assim a alimentar os beija-flores durante a sua longa rota de migração.

“Não importa se se tem um quintal ou apenas um vaso de flores. Se as pessoas atraírem e alimentarem estas aves, utilizando o espaço de que dispõem, isso contribui imenso para a conservação da espécie”, disse María del Coro.

Também foram criados jardins em creches e lares de idosos. “É um projeto que custa muito pouco dinheiro e entusiasma muitas pessoas”, comentou a investigadora.



“O propósito deste projeto é implementar jardins de colibris para atrair estes animais e para lhes proporcionar recursos alimentares numa cidade onde o seu habitat natural foi deteriorado, utilizando [estes espaços] como meio de educação ambiental para destacar a importância da conservação destas aves como polinizadoras”, explicou a UNAM.

“Desta maneira, e de forma colateral, propõe-se promover como passatempo a observação destes animais entre os habitantes de cidades cuja perceção do meio natural é mínima.”

Os beija-flores são responsáveis pela polinização de um grande número de espécies na natureza, especialmente das plantas que requerem polinizadores de bico longo.

beija-flor
No México, o macabro comércio de talismãs também ameaça estas pequenas aves. Beija-flores taxidermizados são vendidos por 2000 pesos como amuletos destinados a dar sorte no amor.

A UNAM também possui uma estação de monitorização de colibris – um projeto conjunto com investigadores dos Estados Unidos e do Canadá.

O sítio, recuperado pela universidade, possui redes que permitem aos cientistas capturar as aves, colocar-lhes uma anilha de identificação e, posteriormente, libertá-las. O objetivo é monitorizar o estado da população e os seus padrões de migração.
1ª foto: Calypte anna (Becky Matsubara)

Gatos pequeninos

No dia em que se assinala o Dia Mundial dos Direitos dos Animais, 10 de dezembro, a Ordem dos Médicos Veterinários aproveitou para reforçar o importante passo que falta dar para o bem-estar animal: a isenção da taxa de IVA dos serviços médico-veterinários.

Num país em que mais de metade da população tem um animal de estimação, existe um tema que tem sido consecutivamente ignorado: a taxa de IVA máxima, de 23%, aplicada para os serviços médico-veterinários, alguns dos quais de caráter obrigatório por imposição do Estado.

A Medicina Veterinária é a única profissão de saúde com semelhante taxa atribuída, uma condicionante que marca a atuação e o dia-a-dia dos médicos veterinários, que, segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, “se veem diariamente confrontados com situações de famílias com poucos recursos e que fazem grandes sacrifícios para tratar os seus animais.”

Paralelamente, “existem portugueses que por não terem possibilidades, deixam de tratar dos seus animais, colocando em causa tanto a saúde destes como de quem os rodeia. Porque quando falamos de medicina veterinária falamos de saúde pública, sendo os médicos veterinários atores fundamentais na luta contra a resistência aos antibióticos. As bactérias multirresistentes são já hoje responsáveis pela morte cerca de 33 mil pessoas por ano na Europa”, conclui Jorge Cid.
Panetone

Com estas cinco receitas, aprenda a fazer um delicioso panetone vegan, sem ovos nem lacticínios.
Experimente!

Chocotone vegan



Panetone vegan



Chocotone vegan



Panetone e chocotone vegan



Panetone vegan, sem açúcar

Ave marinha

Desde 1950, os números globais de aves marinhas sofreram um declínio de 70% – e os seres humanos são, em grande medida, os culpados. A pesca industrial, em particular, está a privar estas aves dos seus alimentos e a colocar as suas comunidades em risco.

“A pesca [industrial] continua a condenar à fome uma comunidade de aves marinhas que se está a desvanecer, como uma jiboia a apertar a sua presa”, alertou o oceanógrafo francês David Grémillet, coautor de um novo estudo sobre o tema e investigador do Centro Nacional de Investigação Científica de França (CNRS).

O estudo, publicado na revista Current Biology, descobriu que o consumo médio anual de alimentos por parte das aves marinhas caiu quase 20% – de 70 para 57 milhões de toneladas – entre 1970 e 2010. Por outro lado, a captura média anual das presas destas aves pela indústria pesqueira aumentou de 59 milhões de toneladas nos anos 70 e 80 para 65 milhões de toneladas nos últimos anos.

“Apesar do facto de as comunidades mundiais de aves marinhas estarem a diminuir, o nível de competição entre as aves e as pescarias permaneceu igual entre 1970-1980 e 1990-2000”, disse o investigador.

Pinguins africanos
Pinguins africanos (Spheniscus demersus) | Foto: Paul Mannix

A diminuição da quantidade de alimentos disponíveis está a colocar em risco as aves marinhas, que já são o grupo de aves mais ameaçado do mundo.

Desde os anos 70 e 80 perdemos um quarto de todos os pinguins e quase metade dos garajaus e das fragatas”, afirmou David Grémillet. “Entretanto, a competição entre as aves marinhas e a indústria pesqueira continua a aumentar em zonas como as plataformas continentais asiáticas, o mar Mediterrâneo, o mar da Noruega e a costa californiana.”

A situação é particularmente alarmante para o pinguim africano, uma espécie em perigo de extinção. As sardinhas, que perfazem uma parte significativa da sua dieta, estão a ser alvo de sobrepesca no sul de África, comprometendo o futuro da espécie.

“As aves marinhas que se alimentam de calamares, krill antártico e de peixes pequenos de águas intermédias, como os arenques e as sardinhas, são as que estão a ser mais afetadas”, disse Deng Palomares, investigadora da iniciativa Sea Around Us da Universidade da Colúmbia Britânica e coautora do estudo. “No total, analisamos o comportamento de mil milhões de aves marinhas ao longo de quatro décadas, o que é aproximadamente 60% da população mundial destas aves.”

“A exploração desenfreada de pequenos peixes pelágicos, como as sardinhas, anchovas ou sardinelas nas águas ao largo da costa da África Ocidental, pelos navios de pesca industrial para a produção de farinhas destinadas a engordar salmões de viveiro ou galinhas é desastrosa para o ambiente e para as aves marinhas”, defendeu David Grémillet. “E esses recursos deveriam ser utilizados para alimentar as pessoas da região; é uma aberração que [sejam usados] para fazer farinhas de peixe.”

Ave presa em redes de pesca

Deng Palomares explicou que são necessárias medidas urgentes para fazer face a este problema, dado não ser o único que as aves marinhas enfrentam.

Outras ameaças incluem o enredamento em artes de pesca, a ingestão de resíduos de plástico a flutuar nos oceanos, a poluição no mar por hidrocarbonetos, a introdução de espécies predadoras invasoras e a destruição do seu habitat.

“Se não fizermos nada, as populações de aves marinhas vão colapsar”, advertiu a investigadora.
1ª foto: JJ Harrison

Competição aves marinhas/pescarias no mundo | Imagem: Universidade da Colúmbia Britânica

Talão

As faturas em papel vão deixar de existir a partir de 1 de janeiro de 2019. A medida faz parte do pacote Simplex+2018.

As lojas, farmácias, restaurantes, comerciantes e prestadores de serviços vão ser dispensados de emitir faturas em papel, a não ser que os clientes as peçam. Se as faturas forem pedidas podem ser entregues em papel ou por e-mail.

Os comerciantes são obrigados a processar a fatura num programa informático certificado que garanta a sua transmissão eletrónica “em tempo real” para a Autoridade Tributária.

O Governo garante que a informação que chegará à Autoridade Tributária será a mesma que já é disponibilizada.
O registo da compra é encaminhado diretamente para o portal das Finanças, onde o contribuinte pode consultá-lo posteriormente.