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A Wolistic é a nova agenda online de divulgação de workshops, eventos e vagas de voluntariado inspirados na vida sustentável e respeito pela natureza.
“Eventos inspirados numa vida mais saudável, conectada e feliz!”

O UniPlanet falou com Natália Geraldo, fundadora da Wolistic, que nos apresentou este projeto.


UniPlanet (UP): Podes apresentar-nos a Wolistic?

A Wolistic é a Agenda Zen de Portugal, uma plataforma online que agrega todos os eventos holísticos e alternativos do país. Todos os eventos na Wolistic promovem a sustentabilidade, a saúde natural, o bem-estar, o respeito pela natureza e o crescimento espiritual. Aqui encontram-se eventos, workshops e vagas de voluntariado inspirados numa vida mais saudável, conectada e feliz! Desde cursos de yoga, sessões de meditação, workshops dos mais variados temas espirituais, formações em permacultura, agricultura biológica e construção natural. Temos também a vertente da alimentação natural (com foco no vegetarianismo e veganismo), os festivais alternativos, as caminhadas na Natureza e, claro, os retiros!

Wolistic

UP: Como surgiu a ideia para este projeto?

A Wolistic surgiu de uma grande frustração numa altura complicada da minha vida. Trabalhava numa empresa que não me valorizava e num emprego que não me realizava. Os meus horários eram incompatíveis com basicamente tudo na vida. Nunca tinha folgas ao fim-de-semana ou em dias seguidos. Sentia-me presa e totalmente desanimada. Sentia que a minha luz interior começava a diminuir e precisava de me conectar comigo mesma e perceber o que podia fazer para mudar a minha vida. Um dia, por milagre, avisaram-me com antecedência que ia ter folgas ao fim-de-semana e eu fiquei super entusiasmada! Prometi a mim mesma que ia aproveitar ao máximo esses dois dias. Iria aprender algo novo, meditar, conectar-me e decidir os meus próximos passos.

Passei mais de uma semana em busca de eventos holísticos. Procurei nas mais variadas plataformas; agendas, grupos de Facebook, páginas e websites de projetos que conhecia. Virei a internet do avesso, basicamente! Até que chegou a sexta-feira, eu saí do trabalho e apercebi-me que a minha folga tinha começado e eu não tinha nada. NADA! Foi uma frustração tão grande! Não queria acreditar que tinha perdido a única oportunidade que iria ter em meses. No meio desta frustração, perguntei ao Universo como era possível não existir ainda uma plataforma que agregasse todo este tipo de eventos. E o Universo perguntou-me de volta “E por que não fazes tu?”. E nesse momento iluminado, encontrei o meu propósito e surgiu a Wolistic.

Aliei a minha experiência como formadora de cosmética natural e as dificuldades que também já tinha experienciado na divulgação dos meus eventos, para desenvolver algo que respondesse tanto às necessidades de formadores, como de quem procura eventos.



UP: Como funciona e qual é a sua missão?

Quando desenvolvemos a Wolistic tivemos o cuidado de tornar a plataforma bastante intuitiva e acessível. O nosso objectivo era proporcionar uma boa experiência, permitindo que qualquer pessoa que nos visitasse conseguisse encontrar o que procurava com apenas um clique! Temos um motor de pesquisa muito completo, por isso basta escrever a(s) palavra(s)-chave na barra de pesquisa ou selecionar a cidade que se pretende para encontrar centenas de eventos em que pode participar.

Os eventos são adicionados pelos próprios organizadores ou formadores. Eles criam uma conta, adicionam os dados do seu projeto e a partir daí podem começar a inserir os seus eventos. Registar e inserir eventos é gratuito. Decidimos assim para dar oportunidade a todos de partilharem o seu trabalho. No entanto, todos os eventos inseridos são revistos por nós, para garantir que estão alinhados com o nosso projeto. Queremos garantir que quem nos visita encontrará apenas eventos holísticos.

O propósito deste projeto é despertar consciências, sendo uma ponte entre quem procura descobrir a sua luz e quem trabalha no sentido de guiar os outros, partilhando a sua própria luz, o seu conhecimento, experiências e sabedoria.



UP: Desde o seu lançamento no dia 31 de janeiro de 2018, como tem sido o feedback por parte dos promotores dos eventos que divulgam?

Temos recebido tantos emails e mensagens de agradecimento! É tão bom! Agradecem pelo projeto, que os ajuda na divulgação do seu trabalho. Elogiam bastante o design e a facilidade de navegação. Alguns congratulam a equipa, pois gostam de saber que há pessoas novas a investir em projetos de luz.



UP: Quais são, na tua opinião, as principais dificuldades que sente alguém que começa um projeto online em Portugal?

Sem dúvida o apoio monetário. Ou melhor, a falta dele! A isso acrescenta-se ainda a complicação burocrática e a dose pesada de impostos a que as empresas são sujeitas. Quando se começa a fazer as contas, é difícil continuar-se motivado a criar um projeto em Portugal. Existem apoios, é verdade, mas todos eles com tantas contingências, com valores extremamente baixos e sujeitos também a impostos. É quase impossível criar uma empresa sem ter fundos próprios. Nós tivemos que pedir dinheiro emprestado, e ainda estamos a pagar. Criar uma plataforma desta complexidade é bastante caro!


UP: Para terminar, onde podemos encontrar mais informação sobre a Wolistic?

Podem encontrar em wolistic.com, claro! Temos várias páginas com informação, tanto sobre quem somos e o que fazemos, como explicações de como funciona. Temos a página sobre nós, onde podem ler mais sobre o projeto e a equipa. Na página ajuda disponibilizamos perguntas e respostas sobre o funcionamento da plataforma, e na página Press-kit encontram material para escreverem sobre o nosso projeto, acompanhado de imagens :)
Vaca

A expansão dos primeiros humanos pelo planeta coincidiu com a extinção de mamíferos de grande porte, como os mamutes, o tigre-de-dentes-de-sabre e o gliptodonte.

“Existe um padrão muito claro de extinções com base na dimensão, que segue a migração dos hominíneos para fora de África”, disse Felisa Smith, professora de biologia da Universidade de Novo México, nos EUA, e autora de um novo estudo publicado na revista científica Science.

O estudo estimou que este tipo de extinção por tamanho começou há pelo menos 125 mil anos em África, 90 mil anos antes do que se pensava. Nessa altura, o mamífero africano médio era 50% menor do que os seus homólogos noutros continentes.

À medida que os primeiros humanos migraram para fora de África, estas extinções começaram a verificar-se em regiões e períodos que coincidem com os padrões da migração humana, notaram os investigadores. Com o passar do tempo, o tamanho corporal médio dos mamíferos nos outros continentes caiu, chegando a ficar abaixo do de África.

Na América do Norte, por exemplo, a massa corporal média dos mamíferos terrestres caiu de 98 kg para 7,6 kg após a chegada dos humanos.

Se esta tendência de extinções se mantiver, “o maior mamífero na Terra no espaço de alguns séculos poderá bem vir a ser a vaca doméstica com cerca de 900 kg”, escreveram os autores do estudo.

Isto significaria a queda da massa corporal média para menos de três quilos – aproximadamente o tamanho de um cão da raça Yorkshire Terrier – e a perda de animais como os elefantes, os hipopótamos e as girafas, espécies atualmente classificadas como “vulneráveis” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Em março, morreu, no Quénia, Sudan, o último exemplar macho da espécie rinoceronte-branco-do-norte.

Estátua de um mamute
Estátua de um mamute à entrada da Universidade de Nebraska-Lincoln. | Foto: Craig Chandler

Segundo estimativas, a taxa de extinção atual é 100 a 1000 vezes superior à de antes do aparecimento da humanidade. As causas são complexas e estão muitas vezes interligadas: a desflorestação, a caça, a conversão de habitats em plantações, a poluição, a urbanização, entre outras.

Que impacto teriam estas extinções na biodiversidade?

“Se esta tendência continuar e perdemos todos os [mamíferos] atualmente ameaçados, então o fluxo de energia e a composição taxonómica serão totalmente reestruturados”, disse Felisa Smith. “De facto, o tamanho corporal dos mamíferos ao redor do mundo reverter-se-ia para o de há 40 milhões de anos.”

Esta reestruturação teria “profundas implicações” para os ecossistemas do mundo. Os grandes mamíferos costumam ser herbívoros que devoram grandes quantidades de vegetação, permitindo a transferência de nutrientes num ecossistema.

“Os tipos de serviços ecossistémicos proporcionados pelos grandes mamíferos são muito diferentes dos prestados pelos de pequena dimensão”, explicou Kate Lyons, coautora do estudo.

Felizmente, outros especialistas em vida selvagem consideram este cenário da extinção dos mamíferos de grande porte pouco provável, em parte devido aos esforços de conservação.

“Não acho que seja muito provável”, contou Thomas Brooks, cientista da UICN à Reuters, explicando que outros estudos sugeriram que os animais de grande porte – como os elefantes – têm maior probabilidade de beneficiar das áreas protegidas do que os mais pequenos.

Para além disso, outros mamíferos selvagens com aproximadamente a dimensão de uma vaca – como o búfalo-africano e o urso-pardo – estão classificados pela UICN como fora de perigo.

“O meu lado otimista gostaria de dizer que não vai acontecer já que adoramos os elefantes”, comentou Felisa Smith. Contudo, a investigadora acrescentou que as populações dos grandes mamíferos terrestes estão a sofrer declínios e que “uma população em declínio é a trajetória para a extinção”.
golfinho com saco de plástico na barbatana

O governo das Ilhas Baleares elaborou uma proposta legislativa para acabar com a venda de plásticos de uso único até 2020. Esta legislação seria a mais abrangente na Europa contra os produtos descartáveis de plástico.

A medida proibirá a venda de palhinhas, cotonetes, palitos de chupa-chupa (pirulito), pratos, talheres e copos descartáveis de plástico. Também ficará “proibida a venda de cápsulas de café descartáveis fabricadas com materiais que não sejam facilmente recicláveis”, assim como a distribuição e venda de versões não recarregáveis de objetos como isqueiros, giletes e cartuchos para impressora e fotocopiadora.

Todos estes produtos passarão a ter de ser facilmente recicláveis ou terão de ser substituídos por alternativas biodegradáveis.

“O nosso território é uma zona limitada e muito sensível. Numa economia em que a primeira atividade económica é o turismo, o uso deste tipo de artigos dispara”, disse Sebastià Sansó, diretor-geral de Educação Ambiental, Qualidade Ambiental e Resíduos do Governo. “A grande maioria das cápsulas de café não pode ser reciclada e estamos a produzir mais e mais resíduos desnecessários.”

A medida tem como pano de fundo a preocupação crescente com o impacto dos resíduos plásticos no ambiente e a poluição criada por estes detritos nas praias.

Um relatório da Fundação Ellen MacArthur predisse que, em 2050, haverá mais plástico, por peso, do que peixes no oceano. Estes resíduos são responsáveis pela morte – por ingestão ou enredamento – de inúmeras espécies marinhas anualmente.

praia poluída com plásticos descartáveis

Com a nova legislação, as empresas deixarão de poder distribuir sacos de plástico leves em 2019, passando a ser permitidos apenas sacos compostáveis. A partir de 2020, também não serão permitidos os “produtos de usar e deitar fora nos estabelecimentos de hospedagem e restauração para o consumo de alimentos no próprio local”. A proposta também prevê a proibição de produtos que contenham microplásticos ou nanoplásticos.

“A proposta de lei é pioneira, a nível europeu, na implementação de medidas de prevenção, sobretudo no que se refere à proibição do uso e venda de determinados produtos de usar e descartar, como os sacos de plástico, copos, louça, cápsulas de café ou microplásticos”, sublinhou Rosa Garcia, diretora da Fundação-Rezero para a Prevenção de Resíduos.

As novas normas exigirão que as toalhitas húmidas sejam claramente rotuladas, de forma a impedir que sejam deitadas nas sanitas. As autoridades também estão a considerar obrigar os bares e restaurantes a oferecer água da torneira gratuita aos clientes para reduzir a quantidade de garrafas de plástico descartadas.

Também se pretende recuperar o sistema de depósito, devolução e retorno de embalagens de bebidas, para reduzir o abandono das mesmas. Esta tarefa será confiada aos conselhos insulares.
1ª foto: Hawaii Oceanic
Granola

Com estas 12 receitas, aprenda a fazer granolas fáceis e deliciosas para comer de manhã com um iogurte, leite vegetal ou fruta fresca.
Experimente!

Granola com amêndoas e passas



Granola salgada



Granola



Granola de outono



Granola sem glúten de cacau e banana



Granola vegan sem açúcar nem óleo (vídeo em espanhol)



Granola crua germinada



Granola crunchy (vídeo em espanhol)



Granola de chocolate

Granola de banana



Granola de chá e bagas



Granola de Matcha

Solo contaminado

Recuperar solos contaminados através da aplicação controlada de plantas associadas a microrganismos e fungos (fitotecnologias) é a proposta da iniciativa internacional PhytoSUDOE. Esta abordagem preconiza um aumento microbiano e da biodiversidade de plantas do solo, ajudando a recuperar a sua funcionalidade.

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica no Porto, em parceria com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), integra o projeto e tem estado nas Minas da Borralha, em Montalegre, a aplicar fitotecnologias para atenuar os efeitos nefastos da extração de volfrâmio.
Os microrganismos, como bactérias e fungos, ajudam no estabelecimento e crescimento das plantas em locais com contaminação por metais provenientes de minas antigas ou por contaminação industrial.
"Os solos suportam quase um quarto da biodiversidade do planeta, sendo o nosso recurso base para muita coisa, como a produção de alimentos e de biomassa, a disponibilização da água e a reciclagem de nutrientes. É essencial que os protejamos e que tentemos recuperar a sua funcionalidade", explicou Helena Moreira, investigadora do projeto. Esta recuperação deve ser feita de "uma forma sustentável".

"Tem que haver um compromisso entre o que é preciso fazer a curto prazo e o que pode ser esperado a médio e longo prazo. As soluções naturais podem demorar mais tempo mas trazem outros benefícios", contou.
“Esta abordagem inovadora permite ainda apresentar os solos contaminados como uma alternativa para a produção de biomassa para diferentes aplicações, estimulando, assim, a economia”, propôs.

Um dos objetivos do programa prende-se, também, com o encorajamento e divulgação desta prática junto dos reguladores e proprietários no território SUDOE (Portugal, Espanha e França) e, ainda, noutras regiões europeias.

Foto: PhytoSUDOE
Cenouras embaladas em plástico

As embalagens de plástico não estão a surtir o efeito desejado na redução do desperdício alimentar, revelou um novo estudo elaborado pelo Instituto para a Política Ambiental Europeia para as organizações Friends of the Earth Europe e Zero Waste Europe.

Segundo o trabalho, a quantidade de embalagens usadas anualmente por pessoa cresceu, desde os anos 50, em paralelo com o desperdício alimentar. Atualmente, cada europeu usa 30 kg de embalagens de plástico e desperdiça 173 kg de comida por ano.

“O que este estudo mostra é que entre 2004 e 2014 vimos um aumento de 40 a 50% nas embalagens de plástico e a duplicação do desperdício de alimentos. E acho que isso realmente suscita fortes dúvidas quanto à validade do argumento, usado frequentemente pela indústria de embalagens, de que precisamos de plástico para evitar o desperdício alimentar”, disse Julian Kirby, da Friends of the Earth.

O plástico é utilizado para embalar 37% da comida vendida na UE, o que o torna o material mais usado em embalagens. Uma das principais vantagens citadas pelos fabricantes é a de que mantém a comida fresca durante mais tempo, reduzindo, consequentemente, o desperdício alimentar.

Meadhbh Bolger, da Friends of the Earth, defendeu que “embrulhar, engarrafar e empacotar comida em plástico não previne sistematicamente o desperdício alimentar e, em alguns casos, até o causa”.
“A indústria usa com demasiada frequência as embalagens de plástico de forma a comercializar comida, para nos encorajar a comprar mais do que precisamos”, contou Julian Kirby à Sky News.

golfinho com saco de plástico
Foto: Jedimentat44/Flickr

Os autores do estudo também salientam que os impactos prejudiciais do plástico no ambiente não costumam ser adequadamente avaliados quando são elaboradas políticas relativas à embalagem dos alimentos.

A maioria das embalagens de plástico é usada uma única vez antes de ser descartada e ir parar aos aterros ou aos rios e oceanos. 85% do lixo encontrado nas praias em todo o mundo é plástico. Desta percentagem, mais de metade são plásticos de uso único, como palhinhas, talheres e recipientes de plástico para alimentos.

“A indústria produtora de embalagens e a Comissão Europeia não estão a tomar as decisões adequadas em relação às embalagens dos alimentos”, afirmou Ariadna Rodrigo, da Zero Waste Europe. “A sua metodologia, que ignora frequentemente os impactos dos resíduos plásticos, resulta em conclusões que favorecem embalagens alimentares complexas que são impossíveis de reutilizar ou reciclar.”

A Comissão Europeia planeia revelar a sua proposta para reduzir os plásticos de uso único já em maio. Entretanto, alguns países europeus decidiram tomar medidas próprias, como a introdução de uma tara recuperável, em Inglaterra, para aumentar as taxas de reciclagem.
1ª foto: Anna Gregory/Flickr
Produtos ecológicos

No fim-de-semana em que se celebra o Dia Mundial da Terra, de 21 a 22 de abril, o Alegro Alfragide vai organizar um “Mercadinho Sustentável”, no qual participarão projetos sustentáveis como o Movimento Lixo Zero Portugal, Mind the Trash, Refood, Saponina, Planetiers, Fair Bazar e DOME EthicalStore, todos juntos para partilharem dicas e conselhos para uma vida mais sustentável.

O UniPlanet falou com Sónia Pepe, diretora do centro comercial Alegro Alfragide, que nos apresentou esta iniciativa.


UniPlanet (UP): Como surgiu a ideia para o Mercadinho Sustentável e o que irá decorrer de 21 a 22 de abril?

A ideia de organizarmos o Mercadinho Sustentável surge no momento em que decidimos assinalar o Dia Mundial da Terra (22 de abril), impulsionados por aquela que já é uma prática empresarial nossa.
Apesar de hoje em dia já existir uma maior consciência do impacto que o consumo indiscriminado de plásticos e outros materiais descartáveis têm no nosso planeta, acreditamos que há ainda um grande trabalho a fazer, não só no sentido de sensibilizar as pessoas para esta questão, mas também no sentido de dar a conhecer as alternativas reutilizáveis que existem no mercado e que permitem de uma forma simples e prática reduzir a nossa pegada ecológica.

Sendo o Alegro Alfragide um centro comercial com certificação ambiental e estando o tema da sustentabilidade tão presente naquela que é a Visão 2030 da Immochan (empresa proprietária de todos os centros comercias Alegro), assumimos como nossa missão fazer parte deste movimento e contribuir para a sensibilização dos nossos clientes e da comunidade em que estamos inseridos para a necessidade de cultivar um estilo de vida mais ecológico, que resulte num planeta mais saudável para todos.

Cultivar este estilo de vida começa por pequenas grandes mudanças que cada um pode adotar no seu quotidiano, para os quais nem sempre estamos devidamente informados, esclarecidos e sensibilizados.
O Mercadinho Sustentável pretende, precisamente, dar a conhecer alternativas de consumo saudáveis e ambientalmente responsáveis, bem como soluções reutilizáveis para substituir os tais produtos descartáveis. E é muito importante constatar e sublinhar que a maioria dos projetos e marcas que vão estar no Mercadinho Sustentável são pensados globalmente, mas têm na origem ideias e trabalho 100% nacional.

Para além disso, ao longo destes dois dias vamos ter um conjunto de palestras de especialistas nesta matéria, que de alguma forma se têm destacado como ativistas sociais e ambientais em Portugal, com o objetivo de fomentar a partilha de conhecimento, com muitas dicas e conselhos para sensibilizar e incentivar à mudança.


Cartaz

UP: Que projetos e marcas vamos poder encontrar no Mercadinho Sustentável?

No Mercadinho Sustentável vai ser possível encontrar desde produtos alimentares biológicos, como a granola NutsNola; higiene pessoal e cosmética orgânica da Organii e Saponina; puericultura consciente, OvO about motherhood, Fluffy and Organic, Dome Ethical Store e Tuberosa; produtos naturais, feitos à mão e/ou que contribuam para o chamado fair trade, de marcas como a Cramet, Esteira, Círculo Ceramics, The Fair Bazaar. Contaremos ainda com a presença da Refood, para sensibilizar a população para a sua missão e disseminar boas práticas no combate ao desperdício alimentar.

Paralelamente ao mercadinho, vamos ter uma série de palestras com dicas para aqueles que pretendem diminuir a sua pegada ambiental.
Destacamos a palestra da Mind The Trash, que para além de ter os seus produtos expostos permanentemente ao longo dos dois dias, disponibilizou-se para dar uma palestra com dicas “como reduzir o consumo de plástico no dia-a-dia” e a presença da Ana Milhazes Martins, embaixadora do movimento Lixo Zero Portugal e fundadora do blogue Ana, GoSlowly, para falar cobre “Como viver mais devagar e de forma mais sustentável”.

Mas há muitos mais projetos interessantes para conhecer, como o Salve a Lã Portuguesa que no âmbito das palestras vai também fazer uma demonstração de como se fia lã usando roda de fiar e fuso. A lista completa das marcas e projetos presentes, bem como de palestras pode ser consultada no nosso website.



UP: Que conselhos tem para quem quiser seguir um estilo de vida mais sustentável e deixar o planeta melhor do que o encontrou?

Um estilo de vida mais sustentável pode começar por pequenos passos. Trazer sempre um saco reutilizável quando vamos às compras, não só no hipermercado, mas em todas as lojas; recusar a segunda via do talão de multibanco sempre que for possível; privilegiar produtos de origem nacional e produtos vendidos sem embalagem ou em embalagens reutilizáveis, e evitar o consumo de loiça de plástico descartável quando fazemos refeições fora de casa, são apenas alguns exemplos.


Saco de papel com maçãs


UP: De que forma podem os centros comerciais tornar-se mais sustentáveis?

No Alegro fazemos um trabalho muito minucioso ao nível da gestão de resíduos, separando diversos tipo de plástico, cartão, madeira, eletrodomésticos e lixo orgânico, resíduos que são depois enviados para valorização. Esta é uma prática empresarial responsável que pode contribuir para um centro comercial mais sustentável, mas há mais.

Nos últimos anos reduzimos muito o consumo energético ao substituirmos as lâmpadas convencionais por lâmpadas LED e implementando um sistema de gestão rigoroso. Esta gestão rigorosa estende-se aos sistemas de climatização do centro e aos meios mecânicos, como as escadas rolantes que reduzem a velocidade quando não estão a ser utilizadas ou à utilização de um sistema de rega noturno, que recupera ainda as águas das chuvas, reduzindo o uso de água potável para regar.

Existe ainda muito trabalho a fazer, mas queremos apostar cada vez mais na realização de um trabalho conjunto com os nossos lojistas para irmos mais longe, bem como na sensibilização dos nossos clientes e na oferta de produtos mais sustentáveis. O Mercadinho Sustentável é um passo nesta direção.


Centro comercial


UP: Quais são as três razões porque não devemos faltar ao Mercadinho Sustentável?
  • A possibilidade de ficarem a conhecer várias marcas nacionais que estão a desenvolver projetos na área da sustentabilidade;
  • As palestras que vão trazer muitas dicas e soluções práticas e fáceis de implementar no dia-a-dia;
  • A variedade de produtos ecológicos que vão poder encontrar, e que vão desde produtos de higiene e cosmética, roupa, acessórios, produtos para limpeza e decoração da casa, entre outros.

Cartaz


Com o crescimento da população mundial, o consumo de medicamentos tornou-se uma ameaça emergente para os ecossistemas de água doce do mundo, já que estes compostos são “amplamente ignorados” pelas estações de tratamento de águas residuais (ETAR).

Uma equipa de investigadores avisou, recentemente, que se não forem tomadas medidas para minimizar este fluxo, a quantidade de resíduos farmacêuticos a entrar nos cursos de água poderá sofrer um aumento de 65% até 2050, comprometendo a saúde dos peixes e outros organismos aquáticos.

Uma grande parte dos ecossistemas de água doce poderá estar ameaçada pela elevada concentração de fármacos”, disse Francesco Bregoli, investigador do Instituto UNESCO-IHE de Educação relativa à Água, em Delft, na Holanda.

Um grande número dos fármacos encontrados no ambiente – analgésicos, antibióticos, antiplaquetários, hormonas, medicamentos psiquiátricos, anti-histamínicos – foram detetados na natureza em níveis perigosos para a vida selvagem.



Os desreguladores endócrinos, por exemplo, já induziram mudanças de sexo em peixes e anfíbios.

Bregoli e a sua equipa desenvolveram um modelo para identificar os pontos críticos da poluição por medicamentos, analisando o consumo global de diclofenac – um anti-inflamatório comum usado por milhões de pessoas no mundo – e a sua presença nos ecossistemas de água doce.

Tanto a União Europeia como a Agência de Proteção Ambiental dos EUA identificaram o diclofenac como uma ameaça ambiental. O seu uso veterinário, por exemplo, foi responsável pelo dramático declínio dos abutres do subcontinente indiano, que quase os levou à extinção.

Os cientistas descobriram que há mais de 10 mil quilómetros de rios em todo o mundo com concentrações deste medicamento acima do limite estabelecido pela UE (100 nanogramas por litro).

“As emissões de diclofenac são semelhantes às de milhares de fármacos e produtos de cuidado pessoal”, disse Francesco Bregoli.


Francesco Bregoli et al.

O consumo de diclofenac atinge as 2400 toneladas por ano. Várias centenas de toneladas permanecem nos dejetos humanos e apenas uma pequena percentagem – cerca de 7% – é removida pelas ETAR. Outros 20% são absorvidos pelos ecossistemas naturais e o restante encaminha-se para os oceanos.

Os investigadores acreditam que os níveis de poluição deverão ser mais elevados na América Latina, em África e na Ásia, onde (em média) menos de um quarto das águas residuais são tratadas e, mesmo quando o são, são utilizadas tecnologias incapazes de remover a maioria dos fármacos.


Francesco Bregoli et al.

Segundo um estudo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, os resíduos de antibióticos e químicos também estão a impulsionar a evolução de bactérias resistentes aos medicamentos. A agência da ONU avisou ainda que entre 70 e 80% de todos os antibióticos consumidos pelos seres humanos e animais de criação regressam ao ambiente através das suas fezes.

Bregoli explicou que a solução para este problema não pode depender apenas dos avanços nos processos de tratamento das águas residuais.

Precisamos de uma redução substancial no consumo”, disse. “Descobrimos que apenas avanços tecnológicos não chegarão sequer a ser suficientes para se recuperar dos atuais níveis de concentração. Se não se efetuar uma redução substancial do consumo, uma grande parte dos ecossistemas fluviais do mundo não ficará suficientemente protegida.”
Cartaz

No fim-de-semana em que se celebra o Dia Mundial da Terra, de 21 a 22 de abril, o Alegro Alfragide vai organizar um “Mercadinho Sustentável”, no qual participarão projetos sustentáveis como o Movimento Lixo Zero Portugal, Mind the Trash, Refood, Saponina, Planetiers, Fair Bazar e DOME EthicalStore, todos juntos para partilharem dicas e conselhos para uma vida mais sustentável.

Quer adotar práticas mais sustentáveis, mas não sabe por onde começar? Este mercadinho será uma oportunidade para ficar a conhecer entidades e organizações que se têm destacado pelo seu ativismo social e ambiental e marcas de produtos ecológicos, cosmética orgânica, puericultura consciente, produtos handmade e fair trade. Poderá também assistir a palestras e workshops para aumentar os seus conhecimentos nestas áreas e para saber como adotar pequenas ou grandes medidas, para reduzir o desperdício e o consumo de plástico, para melhorar a sua vida e a saúde do planeta.

Programa, Talks e Workshops do Mercadinho Sustentável:

Dia 21/04 - Sábado
11h | OvOaboutmotherhood - Babywearing - por onde começar?
14h | HunterHalder – Refood, Resgatar para alimentar
15h | Saponina - Rotina de Higiene Zero Waste
16h | Ana, GoSlowly - Como viver mais devagar e de forma mais sustentável
17h | Mind the Trash - Como reduzir o consumo de plástico no dia a dia
18h | Wholly Joana - Limpezas lá de Casa

Dia 22/04 - Domingo
11h | Canela Cheia (Suzete Sequeira) - Zero lixo, a minha viagem
14h | Wholly Joana - Higiene lá de Casa
15h | Salva a Lã Portuguesa - Como fiar a lã com roda de fiar e fuso
16h | Planetiers - Tudo o que podes fazer pelo planeta num só sítio
17h | YogurtNest - Fazer iogurtes caseiros de forma sustentável

O Mercadinho Sustentável decorre na Praça Principal (Piso 0) do Alegro Alfragide, das 10h às 19h, e a entrada é gratuita.

Cartaz


A cadeia britânica de supermercados Iceland comprometeu-se a eliminar as embalagens de plástico e o óleo de palma dos produtos da sua marca. Estas medidas são a resposta da empresa à poluição por plásticos que ameaça os oceanos e à destruição das florestas tropicais no sudeste asiático.

“O mundo apercebeu-se do flagelo dos plásticos. Despejamos nos nossos oceanos o equivalente a um camião de lixo [cheio de plástico] a cada minuto, causando danos incalculáveis ao meio marinho e, em última análise, à humanidade – uma vez que todos dependemos dos oceanos para sobreviver”, disse Richard Walker, diretor-geral da Iceland.

“O óleo de palma de fontes sustentáveis certificadas não limita atualmente a desflorestação nem a expansão das plantações de palmeiras”, explicou. “Até a Iceland conseguir garantir que o óleo de palma não está a causar a destruição das florestas tropicais, vamos simplesmente dizer não a este produto.”

A cadeia de supermercados – que se especializa em comida congelada – vai reformular os produtos da sua marca de forma a remover este ingrediente controverso até ao fim de 2018, reduzindo assim a sua procura em mais de 500 toneladas por ano. As embalagens de plástico serão removidas num prazo de cinco anos.


Foto: Caroline Power

Richard Walker, que visitou a ilha de Bornéu, no ano passado, para ver o impacto da desflorestação, disse que a remoção do óleo de palma aumentaria os custos, mas que isto não se refletiria no preço para o consumidor. “Haverá um custo extra, mas achamos que é a coisa certa a fazer.”

A Iceland está consistentemente a traçar o caminho que todos os supermercados deveriam estar a seguir”, disse Samantha Harding, da Campanha para Proteger a Inglaterra Rural. “Paralelamente ao seu apoio a uma tara recuperável, o compromisso da Iceland para se livrar de plásticos até 2023 mostra que os retalhistas podem tomar medidas decisivas para oferecer o que os seus clientes querem, sem que o ambiente tenha de pagar por isso”.

Sabe qual é o problema do óleo de palma?

Este ingrediente barato e versátil é usado em cerca de metade dos produtos nos nossos supermercados. Podemos encontrá-lo em bolachas, batatas fritas, cereais de pequeno-almoço, chocolate, sabonete, detergente, champô e até nos biocombustíveis.



Na Indonésia e na Malásia, a expansão das plantações de óleo de palma é uma das principais causas de desflorestação. Só na Indonésia, estima-se que se perca uma superfície de floresta tropical equivalente a 146 campos de futebol por hora.

Isto está a colocar em risco espécies ameaçadas, como os orangotangos. A ilha do Bornéu perdeu cerca de metade da sua população de orangotangos entre 1999 e 2015.

Para além do problema da destruição das florestas nativas, várias investigações têm trazido à luz as condições nas plantações de palmeiras indonésias, onde as violações dos direitos dos trabalhadores – que incluem trabalho infantil e forçado, assim como o tráfico de trabalhadores migrantes – são frequentes.

1ª foto: Rept0n1x