Monda térmica

A Câmara Municipal de Setúbal adquiriu um equipamento de monda térmica para remoção de infestantes em espaços urbanos, energeticamente eficiente e que funciona sem recurso à utilização de quaisquer produtos químicos.

O novo equipamento, comparticipado em 50 por cento pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Transição Energética, constitui uma alternativa inovadora para remoção de ervas infestantes em zonas urbanas, neste caso através de tratamento térmico.

A aquisição do equipamento de monda térmica enquadra-se na estratégia ambiental promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, que, nos últimos anos, tem promovido, adotado e implementado um conjunto de medidas ambientalmente sustentáveis para o controlo de infestantes.

Neste sentido, a autarquia tem abandonado a utilização dos convencionais produtos fitofarmacêuticos e adotado alternativas para a execução deste serviço, nomeadamente a um controlo de ervas infestantes por via mecânica, como roçadeiras e, agora, também por via térmica.

Numa primeira fase, o equipamento de monda térmica está em utilização no território azeitonense e complementa o trabalho regular dos serviços da Junta de Freguesia de Azeitão em matéria de controlo de ervas infestantes em calçadas e noutros locais do espaço público.

Posteriormente, a Câmara Municipal de Setúbal prevê a utilização deste novo equipamento de monda térmica, totalmente elétrico, nas outras freguesias do concelho, concretamente São Sebastião, Sado e Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra e também na União das Freguesias de Setúbal.

Monda térmica

Monda térmica
Abelhas na equinácea

A aquisição de alimentos biológicos e a pressão sobre os governos para que estes restrinjam o uso de pesticidas nas explorações agrícolas convencionais são algumas das formas como as pessoas podem contribuir para travar o declínio das populações de insetos no mundo, defendem cientistas e ambientalistas.

A agricultura intensiva e a forte utilização de pesticidas estão entre as principais causas deste declínio, que ameaça provocar um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza” devido ao papel de crítica importância que os insetos desempenham na cadeia alimentar, polinização e saúde do solo, concluiu um estudo recente.

“Trata-se definitivamente de uma emergência”, avisou o professor Axel Hochkirch, presidente do Subcomité de Conservação de Invertebrados da UICN. “É um problema real, global e dramático.”

Quando compramos comida biológica, garantimos que a terra é usada de um modo menos intensivo”, disse o cientista ao jornal britânico The Guardian. “Existem muitos estudos que mostram que a agricultura biológica é melhor para os insetos do que a intensiva. É perfeitamente lógico.”

Os nossos quintais também podem ajudar as populações de insetos em declínio. “Em vez de cortarmos a relva a cada duas semanas, [podemos] cortá-la uma vez por ano, o que é geralmente suficiente. Também é importante semear plantas nativas da zona”, explicou Axel Hochkirch.

Um estudo de 2018 revelou que a presença de plantas não indígenas nos jardins os torna em “desertos alimentares” para os insetos e para as aves.

“Não utilize fertilizantes ou pesticidas”, continuou o cientista. “Os fertilizantes são um grande problema por causa da vegetação densa que originam e que se traduz no declínio de todas estas espécies que necessitam de áreas [com vegetação] mais dispersa.”

Algumas espécies de insetos – incluindo o pequeno número que prejudica os seres humanos – estão a resistir ao declínio global. “Aqueles que nos estão mesmo a afetar não estão a sofrer declínios, como os mosquitos, que estão a alastrar-se para outros países e a propagar doenças. Estão adaptados aos ambientes humanos e também se propagam com as atividades antrópicas.”

O professor acredita que a reforma dos enormes subsídios públicos concedidos à agricultura intensiva é uma das principais medidas a tomar para ajudar os insetos. “Esta é a maior ameaça à maioria das espécies. Só pode ser abordada com a atuação no plano político”, disse. “Não é o agricultor que tem a culpa, é o sistema. O agricultor tem de se adaptar aos regimes de pagamento da União Europeia, dos Estados Unidos ou seja de onde for.”
Roundup

Uma nova análise científica do potencial cancerígeno dos herbicidas à base de glifosato revelou que as pessoas que estão altamente expostas a estes pesticidas têm um risco acrescido de 41% de contrair linfoma não-Hodgkin, um tipo de cancro no sangue.

O glifosato, o princípio ativo do Roundup da Monsanto, é um dos herbicidas mais usados no mundo, mas a sua utilização está marcada por controvérsias desde que a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial da Saúde (OMS) o classificou como “provavelmente cancerígeno” em 2015.

Os autores do novo estudo concluíram que os indícios “sustentavam uma ligação convincente” entre a exposição aos herbicidas baseados em glifosato e um risco acrescido de linfoma não-Hodgkin (LNH), embora tenham pedido prudência na interpretação dos valores de risco estimados.

“Esta investigação apresenta a mais atual análise do glifosato e a sua relação com o linfoma não-Hodgkin, incorporando um estudo de 2018 com mais de 54 mil pessoas que trabalham como aplicadores registados de pesticidas”, disse Rachel Shaffer, coautora do estudo e investigadora da Universidade de Washington. “Estes resultados estão em linha com a avaliação da Agência Internacional para a Investigação do Cancro.”

A Monsanto e a sua proprietária alemã, a Bayer, enfrentam mais de 9000 processos, nos Estados Unidos, por causa dos alegados efeitos cancerígenos dos seus herbicidas à base de glifosato.

Em agosto do ano passado, o primeiro veredicto sobre a questão foi unânime contra a Monsanto, que vai recorrer da decisão do tribunal. O próximo julgamento, que envolve outro queixoso, começará no dia 25 de fevereiro.

Roundup

As descobertas do novo estudo contradizem as conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), que declarou o herbicida seguro em 2017.

Lianne Sheppard, coautora da nova análise e professora da Universidade de Washington, foi consultora científica da EPA sobre o glifosato e integrou um grupo de conselheiros que acusaram a agência de não ter seguido os protocolos científicos devidos ao chegar a esse parecer. “Foi bastante óbvio que eles não seguiram as suas próprias regras”, disse a cientista. “Há provas de que é cancerígeno? A resposta é sim.”

A Monsanto/Bayer afirma que não existe nenhuma investigação científica legítima que demonstre uma associação definitiva entre o glifosato e o LNH ou qualquer outro tipo de cancro. A empresa defende que o parecer da EPA de que “não era provável” que o glifosato causasse cancro é sustentado por centenas de estudos e que a nova análise “não apresenta quaisquer elementos de prova cientificamente válidos que contradigam estas conclusões”.

O novo trabalho de investigação foi realizado por cientistas da Universidade de Washington, da Universidade de Califórnia em Berkeley e da Escola de Medicina Icahn do Hospital do Monte Sinai (em Nova Iorque).

Três dos cinco autores foram selecionados, em 2016, pela EPA, como membros de um painel de aconselhamento científico sobre o glifosato. O estudo foi publicado na revista científica Mutation Research/Reviews in Mutation Research, cujo chefe de redação é David DeMarini, cientista da EPA.

Para a análise, os investigadores examinaram estudos epidemiológicos publicados entre 2001 e 2018, centrando-se nos grupos de pessoas mais expostos ao glifosato. Ao fazerem isto, quiseram reduzir a probabilidade de os resultados serem influenciados por fatores de confusão. Isto é, se não existisse uma verdadeira relação entre o glifosato e o cancro, então os indivíduos altamente expostos a este produto não deveriam registar taxas significativas de desenvolvimento de cancro.

Para além dos estudos sobre o impacto do glifosato em pessoas, os investigadores também analisaram estudos realizados em animais.

“Juntas, todas as meta-análises realizadas até à data, incluindo a nossa, assinalam de forma consistente a mesma constatação: a exposição a herbicidas baseados em glifosato está relacionada com um risco acrescido de LNH”, concluíram os autores.

“A nossa análise focou-se em responder da melhor forma possível à questão de saber se o glifosato é ou não cancerígeno”, disse Lianne Sheppard. “Como resultado desta investigação, estou ainda mais convencida de que é.”
Livros

Vem aí mais uma Feira do Livro Dado, dia 16 de fevereiro, novamente na Casa Municipal da Cultura de Coimbra.
Mais do que uma troca de livros, este é um espaço de partilha, solidariedade e convívio em torno dos livros.

A forma de participar continua a mesma: levar consigo pelo menos um livro que já não queira e levar para casa os livros que quiser, não havendo um limite. É possível trocar todo o tipo de livros exeto livros escolares, uma vez que já existem associações e coletivos que se dedicam à sua recolha.
Participe!

Feira do Livro Dado
16 de fevereiro, das 11h00 às 18h30
Casa Municipal da Cultura
R. Pedro Monteiro 3, Coimbra
Casal

São todos grátis e podem mudar a vida a uma pessoa.

  • Dedique o seu tempo a alguém
Cada vez que dedica o seu tempo a alguém está a dizer a essa pessoa que é importante para si e que aprecia a sua companhia. São os momentos que passa com as pessoas que fortalecem os relacionamentos e criam boas memórias para recordar mais tarde.
Por isso, comece a dedicar mais do seu tempo aos seus filhos, parceiro/a, familiares, amigos ou às pessoas que quer manter na sua vida.

  • Dê a sua atenção a alguém
Costuma dar atenção às pessoas que estão perto de si?
Dar a sua atenção a alguém é um ato de amor e de carinho. É procurar em conjunto, por exemplo, a solução para um problema. É dizer, através da sua atenção, que essa pessoa é importante para si. É criar proximidade.
Seja atencioso/a!

  • Faça com que a outra pessoa se sinta ouvida
Quantas vezes ouvimos sem estar realmente a escutar e a tentar perceber a outra pessoa?
Quando estiver a ouvir alguém, dê-lhe a sua atenção, tente entendê-lo/a, sem o/a julgar. Faça com que a pessoa se sinta segura para dizer o que realmente pensa ou sente, sem minimizar os seus problemas ou preocupações. O objetivo é que ela se sinta ouvida. Não esteja sempre a interromper. Tente transmitir-lhe tranquilidade e, se não conseguir responder logo na hora, diga-lhe que vai pensar no assunto e ajudar a encontrar também uma solução. Se não perceber algo bem, não tenha receio em pedir para esclarecer melhor o assunto. Por fim, seja grato pela confiança que depositou em si.
Ouvir com atenção faz com que a outra pessoa sinta que é importante para si, aumenta a confiança e o respeito numa relação e diminui os conflitos.

  • Aprecie ou valorize alguém
Trate as pessoas com respeito. Valorize aqueles que estão consigo e que decidiram partilhar as suas vidas consigo. Quando valoriza alguém, essa pessoa sente-se amada, encorajada e aceite.
Encoraje com comentários positivos, reconheça os seus dons e a contribuição que essa pessoa tem dado. Palavras positivas e elogios sinceros têm a capacidade de acarinhar e encorajar.
Todos precisamos de um pequeno encorajamento, não é verdade?
Pisco-de-peito-ruivo

Com o seu peito alaranjado e canto melodioso, o pisco-de-peito-ruivo é uma das aves mais fáceis de identificar em Portugal. É também a Ave do Ano de 2019, escolhida por meio de uma votação online organizada pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), na qual conquistou 63% dos votos.

“Tanto machos como fêmeas cantam durante todo o ano, inclusive de noite junto a candeeiros de rua”, conta a SPEA. “Defendem agressivamente os seus territórios, e fazem o ninho junto ao chão, em sebes por entre as raízes das árvores ou noutros locais em que a entrada do ninho fique escondida.”

Pisco-de-peito-ruivo
Pisco-de-peito-ruivo adulto | Foto: jLasWilson

Os piscos-de-peito-ruivo são comuns em Portugal e podem ser avistados durante todo o ano, tanto em bosques como em jardins e parques urbanos. As regiões onde são mais abundantes variam com a estação do ano.

No sul do país, é mais provável encontrá-los no outono e inverno, quando a população é reforçada pelas aves migradoras vindas do norte da Europa. No norte de Portugal, são mais comuns na primavera e verão.

O peito de cor vermelho-alaranjada é comum aos machos e fêmeas. As aves juvenis, de tom acastanhado, podem ser mais difíceis de identificar.

Pisco-de-peito-ruivo Juvenil | Foto: Francis C. Franklin/Wikimedia Commons

Apesar de possuir o estatuto de conservação “Pouco preocupante” em Portugal, estas pequenas aves são frequentemente capturadas em armadilhas ilegais para serem vendidas como petiscos em cafés e restaurantes ou para serem mantidas em cativeiro.

É por isso que, se encontrar armadilhas ou outros engenhos ilegais, os deve comunicar ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

A SPEA promete dar a conhecer, ao longo do ano, mais informações sobre esta ave carismática e sobre as ameaças que ela enfrenta.

Ouça o seu canto:



Ficha do pisco-de-peito-ruivo


Nome Científico
Erithacus rubecula

Ordem
Passeriformes

Família
Muscicapidae

Comprimento
Cerca de 14 cm

Peso
15-21 g

Características
Distingue-se pela mancha ruivo-alaranjada que lhe ornamenta a face, garganta e peito, e que se destaca da restante plumagem acastanhada e acinzentada. O ventre é de um branco sujo. O bico e os olhos são escuros.

Habitat
Ocorre numa enorme variedade de habitats com cobertura arbórea e arbustiva, incluindo bosques, matos, áreas de montado e matas ribeirinhas. Também pode ser visto em jardins e parques de zonas urbanas.

Alimentação
Alimenta-se sobretudo de insetos, aranhas e outros invertebrados, mas também de frutos, bagas e sementes durante o outono e o inverno.

Nº de ovos
4-6 ovos

Incubação
13 a 14 dias

Distribuição geográfica
Europa, partes da Ásia Ocidental e do Norte de África

Estatuto de conservação
Pouco preocupante

Pisco-de-peito-ruivo
Foto: Michael Palmer/Wikimedia Commons | 1ª foto: learningthelight/Flickr

WasteApp

POR JORGE SÁ | 13 de fevereiro de 2019, 22:00

A associação ambientalista Quercus, em parceria com a Fundação Vodafone Portugal, lançou, a 2 de fevereiro último, a WasteApp, uma plataforma digital que tem em vista ajudar a separar o lixo e a colocá-lo nos ecopontos certos. A ferramenta indica o destino correto de 50 tipologias de resíduos e mostra o local mais próximo onde é possível entregar aparelhos que não podem ser deixados nos contentores de rua, como é o caso dos eletrodomésticos avariados.

O intuito da aplicação é auxiliar os portugueses a reciclar mais e melhor. Nesse sentido, também elucida quais os artigos que podem ou não ir para a reciclagem: as palhinhas e talheres de plástico, por exemplo, não devem ser depositados no contentor amarelo.

“O lançamento desta nova ferramenta reflete o esforço da Quercus em melhorar os níveis de reciclagem em Portugal através da disponibilização de informação e da ajuda prática”, diz a coordenadora da área dos resíduos da Quercus, Carmen Lima, citada num comunicado da organização fundada em 1985 e atualmente liderada por João Branco.

Por dia, cada português produz uma média de 1,32 quilogramas de lixo. Feitas as contas, ao fim do ano trata-se de 4,75 milhões de toneladas de resíduos urbanos a que é necessário dar destino. No entanto, somente 16,5 por cento dos resíduos produzidos no país são encaminhados para os ecopontos. Refira-se, ainda, que, na atualidade, a taxa de reciclagem em Portugal cifra-se em 38 por cento.

Esta aplicação, que não requer qualquer registo, está disponível nas versões iOS e Android, para smartphone, tablet e computador, podendo ser descarregada gratuitamente a partir das lojas App Store e Google Play.
Tubarão-de-pontas-negras-do-recife

A captura, maus-tratos e abate intencionais de tubarões nas águas do Havai podem passar a ser ilegais, se a proposta de dois legisladores havaianos – que está a conquistar cada vez mais apoiantes – for aprovada.

A legislação protegeria todas as espécies de tubarões e de raias, em vez de apenas algumas, e seria a primeira do género nos Estados Unidos.

Como predadores de topo, os tubarões (…) ajudam a manter o ecossistema marinho em equilíbrio. Protegê-los de danos desnecessários é vital para a saúde dos nossos recifes de coral. Espero que este seja o ano em que sejamos capazes de dar este passo importante”, disse a deputada Nicole Lowen.

Os tubarões controlam as populações de presas e também contribuem para a manutenção da saúde dos oceanos, ao comerem os animais doentes ou enfraquecidos. “Eles são o sistema imunitário do oceano”, disse Ocean Ramsey, bióloga marinha.

A legislação preveria exceções para práticas culturais, para fins de investigação científica e para a proteção da segurança pública. As multas variariam entre 500 dólares (cerca 440 euros) para uma primeira infração e 10 mil dólares para uma terceira transgressão.

As ameaças que os tubarões enfrentam são várias. O comércio de barbatanas de tubarão é uma delas. Na China, a sopa de barbatana de tubarão é um prato muito popular nos banquetes e casamentos e também um símbolo de status para a classe média. Todos os anos, cerca de 100 milhões destes animais são mortos e as barbatanas de até 73 milhões acabam como ingrediente desta sopa.

“Estes animais já por cá andam há cerca de 450 milhões de anos, e durante o meu tempo de vida tantas [das suas espécies] ficarão extintas”, disse Ocean Ramsey. “Quero que isto pare. Não é justo para eles e não é justo para as gerações futuras.”
Foto: Tubarão-de-pontas-negras-do-recife (Carcharhinus melanopterus) | Klaus Stiefel/Flickr
Libelinha

Quase metade de todas as espécies de insetos está em declínio acentuado em todo o mundo, alerta um novo estudo publicado na revista Biological Conservation que adverte para um "colapso catastrófico".

"A menos que mudemos as nossas formas de produzir alimentos, os insetos entrarão em vias de extinção em algumas décadas", afirmam os autores do estudo extensivo que faz uma síntese de 73 outros estudos, que apontam o desaparecimento dos seus habitats e o uso de pesticidas sintéticos na agricultura como responsáveis pela perda dos insetos.

Cerca de um terço de todas as espécies está ameaçada "e, a cada ano, cerca de 1% mais é adicionada à lista", dizem Francisco Sanchez-Bayo e Kris Wyckhuys, das universidades de Sydney e Queensland. O que representa "o episódio mais massivo de extinção", desde o desaparecimento dos dinossauros. "A proporção de espécies de insetos em declínio (41%) é duas vezes maior do que a dos vertebrados e a taxa de extinção de espécies locais (10%) é oito vezes maior."

Os insetos são "de importância vital para os ecossistemas: um tal evento não pode ser ignorado e deve fazer com que atuemos para evitar um colapso, que seria catastrófico para os ecossistemas naturais", explicam os cientistas.
Carne

POR JORGE SÁ | 12 de fevereiro de 2019, 21:00

Um lote de 99 quilos de carnes de vacas doentes proveniente da Polónia foi encontrado e encaminhado para destruição antes deste chegar ao mercado português.

Em comunicado difundido no passado dia 31, o Ministério da Agricultura indicou que “a Rede de Alerta Rápido, que integra o sistema de Segurança Alimentar da União Europeia (RASFF - Food and Feed Safety Alerts | Food Safety), emitiu um alerta dando nota da deteção de um lote de carne de vaca sem condições para entrar na cadeia de consumo, com origem na Polónia, tendo como destino um operador retalhista em Portugal”.

“As autoridades nacionais desencadearam de imediato todas as diligências, tendo apreendido a totalidade do lote de carne (99 Kg), que foi encaminhado para destruição”, de acordo com a mesma fonte.

Recorde-se que, no pretérito dia 26, o canal polaco TVN24 divulgou inquietantes imagens de um matadouro na região de Mazóvia, a cerca de 100 quilómetros de Varsóvia: tais filmagens mostram animais doentes a serem levados para as instalações, onde eram maltratados e abatidos, com a sua carne a ser separada em bifes para consumo humano.

A Polónia é um dos maiores exportadores de carne no seio da União Europeia. Produz perto de 560 mil toneladas de carne bovina por ano e vende 85 por cento para o exterior.

Vacas doentes