Título Original: Dark Waters
Realizador: Todd Haynes
Actores: Mark Ruffalo, Anne Hathaway, William Jackson Harper
Duração: 126 min


Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa que confronta a empresa química DuPont (uma das mais poderosa empresa químicas americanas) para expor um horrível segredo de poluição ambiental.

Durante os últimos 40 anos, a DuPont Corporation derramou deliberadamente um composto químico ilegal (PFOA) nas águas da cidade, prejudicando a saúde de milhares de pessoas que ali residem.

Este filme é baseado numa história verdadeira.

Importa lembrar que o PFOA está presente na composição do teflon que existe nas nossas casas, como antiaderente das frigideiras e das panelas.

Champô sólido

A Shaeco é uma marca portuguesa que produz um champô sólido e ecológico.

O UniPlanet falou com a equipa da Shaeco que nos apresentou este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Shaeco?

A Shaeco surgiu da nossa vontade de desenvolver e comercializar online produtos que fossem eco-friendly mas também apelativos e de elevada qualidade e 100% produzidos em Portugal. Enquanto colegas de equipa, sempre que podíamos partilhávamos entre nós produtos sustentáveis, mas também inovadores, produtos que queremos usar porque além de sentirmos que estamos a contribuir para um mundo melhor, também estamos a usar algo que temos orgulho em mostrar aos nossos colegas e amigos. Cada um de nós já estava a introduzir mudanças na sua rotina diária para evitar o desperdício e o consumo exagerado de produtos descartáveis, principalmente ao nível dos cosméticos e rotinas diárias de higiene pessoal.

O champô foi o primeiro produto em que nos focamos, embora estejamos a desenvolver outros, com o mesmo nível de qualidade e de respeito pelo meio ambiente. A caixa de transporte em cortiça, Pebble, foi desenvolvida com base na necessidade que identificamos enquanto utilizadores de champô sólido: é um produto difícil de transportar depois das primeiras utilizações e esta foi a solução que encontramos. Estamos ainda a melhorar este produto para que possa ser usado além do transporte.



Champô sólido


UP: O vosso champô sólido é vegan, feito em Portugal e sem embalagem de plástico. Querem falar-nos um bocadinho sobre o vosso compromisso com a sustentabilidade?

Sim, sustentabilidade é a nossa missão. "Shaeco® é uma marca de cosméticos, desenvolvidos e produzidos em Portugal, que te ajudam a proteger o planeta." Como? Além de o champô sólido necessitar de menos água durante o processo de produção, adotamos embalagens recicladas e recicláveis, com tintas vegetais. Demoramos imenso tempo no desenvolvimento da embalagem para que fosse possível cumprir com todos os requisitos e sem recurso a plástico. Estamos ainda a desenvolver soluções que evitem que o champô seja envolvido no papel que vai dentro da caixa, no entanto, neste momento, por questões de garantia da qualidade do produto, ainda temos que utilizar este papel adicional. Somos ainda a favor de um consumo consciente e sustentável: o nosso champô sólido pode ser utilizado por qualquer adulto e crianças a partir dos 3 anos de idade. Assim, uma família apenas necessita de um champô em vez de os múltiplos produtos que por vezes temos nos nossos chuveiros e banheiras.

Não somos fundamentalistas e gostamos de afirmar isso mesmo. Acreditamos que as pequenas mudanças diárias podem fazer toda a diferença, entre as quais, a redução de plástico ou reutilização de materiais na nossa higiene diária.



Champô sólido


UP: Que ingredientes usam no vosso champô?

O champô sólido One & Done tem 115g de ingredientes que são fantásticos para o nosso cabelo! O óleo de argão ajuda a suavizar o cabelo e o extrato de coco que permite que o champô faça mais espuma no contacto com a água, do que a maioria dos champôs sólidos. Usamos uma alternativa aos sulfatos tradicionais, em vez de SLS usamos DLS. O DLS limpa e purifica a pele e o cabelo. É poderoso, mas mais delicado do que outros agentes surfatantes. É uma boa alternativa para quem prefere produtos sem sulfatos e quer evitar ingredientes como o SLS. Não usamos sal, o que possibilita a utilização do champô por um maior número de pessoas.
Podem ler a lista completa de ingredientes aqui.



Champô sólido


UP: Querem apresentar-nos também a Pebble?

Sim, a Pebble nasceu da nossa necessidade de transportar o champô sólido. Sabíamos que queríamos transformar o champô sólido em algo fácil de usar e transportar no nosso dia-a-dia. Inspirada no mar, a caixa de transporte Pebble tem a forma de um seixo para nos lembrar que devemos preservar a natureza e manter os oceanos livres de plástico. A caixa de transporte Pebble permite valorizar a cortiça e evitar desperdícios da indústria corticeira. Se utilizássemos uma peça única de cortiça, virgem, extraída do sobreiro e cortada unicamente para o efeito, iriam sobrar pedaços que não podiam ser usados. Iria haver desperdícios de matéria-prima.

A Pebble é feita de pequenos pedaços de cortiça, incluindo pedaços que sobram do fabrico de outros produtos, que são aglomerados e moldados numa peça única. Estamos a desenvolver novos acessórios para que a Pebble seja também usada em casa e não apenas no transporte.



Champô sólido


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre a Shaeco e encontrar o vosso champô sólido à venda?

O nosso champô sólido está, para já, exclusivamente à venda na nossa loja online. Podem também seguir-nos nas redes sociais, no Facebook e Instagram.


Tofu

Muitas pessoas evitam comprar produtos que vêm em embalagens de plástico.
Ao contrário das salsichas vegetarianas que costumam vir em embalagens de vidro, o tofu costuma vir em embalagens de plástico.

O tofu que vem numa embalagem de vidro é da marca Naturefoods, é biológico e está a venda nas lojas Celeiro.
Cartaz

A turma finalista do curso de Ciências da Cultura da Universidade da Beira Interior (UBI) está a desenvolver um projeto online intitulado #ElasAoSomDaFábrica. Este projeto, em articulação com a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura, alberga diversas parcerias, como o Museu dos Lanifícios, a CooLabora e a licenciatura de Ciências da Cultura, da UBI.
#ElasAoSomDaFábrica pretende resgatar memórias materiais e imateriais das mulheres operárias fabris na indústria de lanifícios da Covilhã e região que circunda a Serra da Estrela. Adaptado às circunstâncias atuais, o projeto decorre em formato digital, bem como via rádio.

O Elas ao Som da Fábrica foi, inicialmente, pensado em formato presencial. Agora, adaptado para o digital, mantém a essência do formato original, dar ênfase ao papel desempenhado pela mulher operária, na indústria de lanifícios, essencialmente, no período da diáspora. Através de um trabalho de investigação levado a cabo pela turma finalista de Ciências da Cultura da UBI, o principal foco é não deixar cair em esquecimento as histórias de vida que são comuns a toda uma geração de mulheres. Durante três dias, no início do mês de junho, o espectador terá a oportunidade de se envolver em vários momentos culturais que comportam música, pintura, dança e cinema. Além de testemunhos reais das protagonistas, haverá um espaço para que o público possa dar o seu contributo artístico através do concurso “A mulher e a fábrica”, a lançar em breve, terminando com uma performance musical.

#ElasAoSomDaFábrica é um projeto que levará o espectador a mergulhar numa sessão histórica, artística e cultural que promete marcar, essencialmente, a vida das mulheres operárias fabris, que viram as suas vozes silenciadas durante décadas.

Programação

Dia 5 de junho
  • 18h00 – 18h02: Apresentação do teaser
  • 18h02 – 18h14: Áudio das operárias
  • 18h14 – 18h24: Momento performativo – Dança
  • 18h24 – 19h14: Visionamento de curtas-metragens relacionadas com o tema
  • 18h24 – 18h47: “Da meia noite para o dia” da realizadora Vanessa Duarte
  • 18h47 – 18h52: Intervalo
  • 18h52 – 19h14: “Trama” da realizadora Luísa Soares
Dia 6 de junho
  • 18h00 – 18h02: Teaser
  • 18h00 – 18h14: Áudio das operárias
  • 18h14 – 19h44: Visionamento do making-of dos artistas
  • 19h44 – 19h54: Apresentação e momento musical – Cantadeiras da Casa do Povo do Paul
Dia 7 de junho
  • 18h00 – 18h02: Teaser
  • 18h00 – 18h14: Áudio das operárias
  • 18h14 – 19h14: Momento musical
Vejam mais no Facebook do Projeto ou no Instagram
Desperdício zero

A Mariana Mota está a realizar uma dissertação de mestrado sobre o Consumo Desperdício Zero em Portugal e está a pedir às pessoas para responderem a um questionário, de forma anónima.

Esta investigação permitir-lhe-á caracterizar este tipo de consumo em Portugal, para que se conheça melhor as suas particularidades e as motivações por trás do mesmo, e desta forma contribuir para um futuro melhor, mais sustentável, no consumo nacional.

Respondam ao seu questionário aqui até ao dia 14 de junho e partilhem com os vossos amigos e familiares.
Máscara descartável no chão

Quando saímos à rua, passou a ser frequente encontrarmos máscaras e luvas descartáveis no chão…

O uso de máscaras é obrigatório sempre que permanecemos ou acedemos a espaços interiores fechados com várias pessoas (estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços e estabelecimentos de ensino e creches) e sempre que utilizamos os transportes públicos.

Quem pertence ao grupo de risco deve usar máscaras cirúrgicas quando sai de casa. O resto da população pode, segundo o Serviço Nacional de Saúde (SNS), utilizar máscaras comunitárias reutilizáveis, ou seja, que não são descartáveis e que podem ser levadas e utilizadas novamente. Já existem inúmeras máscaras reutilizáveis no mercado.

Máscaras reutilizáveis a secar

E as luvas?

Segundo o SNS “o uso de luvas na rua não é eficaz. Se forem usadas de forma errada, as luvas podem transmitir o vírus, em vez de serem um meio de proteção. O mais importante para evitar a transmissão do vírus é lavar as mãos com frequência e sempre que estiverem sujas”.

Desinfetar as mãos

A solução para deixarmos de encher as ruas com máscaras e luvas descartáveis nas ruas é passarmos a usar máscaras reutilizáveis e deixarmos de usar luvas descartáveis, em vez das luvas levarmos connosco um desinfetante para as mãos para usarmos sempre que tocamos no multibanco, em carrinhos de compras ou em outros objetos usados por muitas pessoas.
praia

Já se pode ir à praia em Portugal, tomar banho no mar, estender a toalha na areia e apanhar sol, mantendo as regras do distanciamento social.

O Conselho de Ministros abriu as praias desde o dia 18 de maio, sendo que a época balnear começa oficialmente no dia 6 de junho (antes desta data não há vigilância nas praias).

Algumas das novas regras para se ir à praia:

  • Não são permitidos ajuntamentos com mais de 10 pessoas, exceto se pertencerem ao mesmo agregado familiar
  • Distanciamento físico de 1,5 metros entre pessoas (que não façam parte do mesmo grupo)
  • 3 m de distância entre chapéus de sol, toldos ou colmos
  • Interditas atividades desportivas com 2 ou mais pessoas, como jogar à bola, raquetes ou disco (exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares)
  • O estado de ocupação será anunciado através de sinalética tipo semáforo na praia: Verde: ocupação baixa (1/3); Amarelo: ocupação elevada (2/3); Vermelho: ocupação plena (3/3)
  • Interdito o estacionamento fora dos parques e zonas de estacionamento ordenado
  • Possibilidade de interdição da praia, por motivo de proteção da saúde pública, em caso de incumprimento grave das regras pelas concessionárias ou pelos utentes
  • Máximo de 5 pessoas por toldo, colmo ou barraca
  • A informação atualizada sobre o estado de ocupação das praias vai estar de forma contínua, em tempo real, na aplicação "Info praia" e no sítio da Associação Portuguesa do Ambiente na internet.

Deveres gerais das pessoas que vão à praia:

  • Evitar o acesso a zonas com ocupação elevada ou plena
  • Proceder à desinfeção regular das mãos e obrigatoriamente na chegada à praia
  • Assegurar o distanciamento físico de segurança na utilização da praia e no banho.


Teresa Guilherme

Num vídeo recente, no Instagram, Teresa Guilherme apresentou-nos a sua hortinha.
E que tal começar a sua também numa varanda ou no seu jardim? 🥦🥕🧅 Veja aqui como.

abelha

A Comissão Europeia adotou, no dia 20 de maio, uma nova Estratégia de Biodiversidade com o objetivo de trazer a natureza de volta às nossas vidas, e a Estratégia do Prado ao Prato em defesa de um sistema alimentar justo, saudável e amigo do ambiente. As duas estratégias reforçam-se mutuamente, reunindo a natureza, os agricultores, as empresas e os consumidores para trabalharem em conjunto com vista a um futuro sustentável.

Em conformidade com o Pacto Ecológico Europeu, as estratégias propõem ações e compromissos da UE para travar a perda de biodiversidade na Europa e em todo o mundo e transformar os sistemas alimentares em normas globais para a sustentabilidade, a proteção da saúde humana e do planeta, bem como os meios de subsistência de todos os intervenientes na cadeia de valor alimentar.

As duas estratégias centram-se no cidadão e comprometem-se a aumentar a proteção da terra e do mar, a recuperar os ecossistemas degradados e a fazer da UE um líder na cena internacional, tanto em termos de proteção da biodiversidade como de construção de uma cadeia alimentar sustentável.

A nova Estratégia de Biodiversidade aborda os principais fatores da perda de biodiversidade, como a utilização insustentável das terras e dos mares, a sobre-exploração dos recursos naturais, a poluição e as espécies exóticas invasoras. Adotada no auge da pandemia de COVID-19, a estratégia é um elemento central do plano de recuperação da UE, sendo fundamental para prevenir e reforçar a resiliência a futuros surtos, bem como para proporcionar oportunidades de negócio e de investimento imediatas a fim de restaurar a economia da UE. Visa igualmente integrar as considerações em matéria de biodiversidade na estratégia global de crescimento económico da UE. A estratégia propõe, nomeadamente, estabelecer objetivos vinculativos para restaurar ecossistemas degradados e rios, melhorar o estado das espécies e dos habitats protegidos da UE, fazer regressar os polinizadores aos terrenos agrícolas, reduzir a poluição, tornar as nossas cidades mais ecológicas, reforçar a agricultura biológica e outras práticas agrícolas respeitadoras da biodiversidade e melhorar o estado das florestas europeias. Propõe medidas concretas para colocar a biodiversidade da Europa na via da recuperação até 2030, incluindo transformar pelo menos 30 % das terras e dos mares da Europa em zonas protegidas geridas de forma eficaz e repor elementos paisagísticos de grande diversidade em, pelo menos, 10 % da superfície agrícola.

As ações previstas para a proteção, a utilização sustentável e a restauração da natureza trarão benefícios económicos para as comunidades locais, criando emprego e crescimento sustentáveis. Será desbloqueado um financiamento de 20 mil milhões de EUR por ano para a biodiversidade através de várias fontes, incluindo fundos da UE e financiamento nacional e privado.

A Estratégia do Prado ao Prato permitirá a transição para um sistema alimentar sustentável na UE, que salvaguarde a segurança alimentar e garanta o acesso a alimentos saudáveis com origem num planeta saudável. Reduzirá a pegada ambiental e climática do sistema alimentar da UE e reforçará a sua resiliência, protegendo a saúde dos cidadãos e assegurando os meios de subsistência dos operadores económicos. A estratégia estabelece objetivos concretos para transformar o sistema alimentar da UE, incluindo uma redução de 50 % da utilização e do risco dos pesticidas, uma redução de, pelo menos, 20 % da utilização de fertilizantes, uma redução de 50 % nas vendas de agentes antimicrobianos para animais de criação e de aquicultura, bem como atingir uma taxa de cobertura de 25 % das terras agrícolas sob produção biológica. Propõe igualmente medidas ambiciosas para garantir que a opção saudável é também a mais fácil para os cidadãos da UE, nomeadamente graças a uma melhor rotulagem que satisfaça mais adequadamente as necessidades de informação dos consumidores sobre alimentos saudáveis e sustentáveis.

Os agricultores, os pescadores e os aquicultores europeus desempenham um papel fundamental na transição para um sistema alimentar mais equitativo e sustentável. Receberão apoio da política agrícola comum e da política comum das pescas através de novas fontes de financiamento e de regimes ecológicos para a adoção de práticas sustentáveis. Fazer com que a sustentabilidade se torne marca europeia irá abrir novas oportunidades de negócio e diversificar as fontes de rendimento dos agricultores e pescadores europeus.

As estratégias também têm importantes elementos de caráter internacional. A Estratégia de Biodiversidade reafirma a determinação da UE em liderar pelo exemplo no combate à crise mundial da biodiversidade. A Comissão procurará mobilizar todos os instrumentos da ação externa e das parcerias internacionais a fim de contribuir para o desenvolvimento de um novo ambicioso Quadro Mundial da Biodiversidade das Nações Unidas na Conferência das Partes na Convenção sobre a Diversidade Biológica em 2021. A Estratégia do Prado ao Prato visa promover uma transição global para sistemas alimentares sustentáveis, em estreita cooperação com os parceiros internacionais.


O Parlamento Europeu e o Conselho têm agora de aprovar estas duas estratégias e os seus compromissos.
Dinheiro

Catarina Neves e Jorge Pinto (Doutorandos em Filosofia Política e Social na Universidade do Minho e Investigadores do Centro de Ética, Política e Sociedade da mesma universidade) foram os convidados desta emissão da Prova Oral, na Antena 3, dedicada ao tema do Rendimento Básico Incondicional (RBI).