Coelhos

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) apresentou, no dia 10 de dezembro, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas atualizada e com a introdução de 1840 novas espécies em 2019, a Lista conta agora 30 178 espécies ameaçadas.

O coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus), presente em Portugal, passou de "quase ameaçado" para "ameaçado de extinção".
"Um novo surto da doença hemorrágica viral dos coelhos causou declínios estimados da população que chegam aos 70%", pode ler-se no comunicado da UICN.

Esta situação tem também consequências para outras espécies ameaçadas que se alimentam deste mamífero. O coelho é “uma presa essencial para o lince-ibérico (Lynx pardinus), em perigo, e para a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti), em estado vulnerável", informa a UICN.

Segundo Jane Smart, que dirige o grupo da conservação da biodiversidade na UICN, "a atualização (da Lista Vermelha) revela o impacto cada vez maior das atividades humanas na vida selvagem".
Abelha

Nos últimos anos, diversos estudos têm observado declínios alarmantes nas populações de insetos um pouco por todo o mundo.

Estas notícias são preocupantes porque os insectos desempenham funções cruciais para a vida na Terra, desde a polinização e a reciclagem da matéria orgânica até ao próprio facto de servirem de alimento a outros animais, como as aves.

Num artigo publicado no site The Conversation, os cientistas David Yeates, Katja Hogendoorn e Manu Saunders sugerem seis medidas que pode adotar para ajudar a prevenir o declínio de insetos na sua zona.

1 Atraia-os para o jardim.
Em vez de plantas exóticas (que criam desertos alimentares para estes animais) ou de relva, cultive espécies nativas “amigas dos insetos” no seu quintal. Escolha espécies com épocas de floração diferentes, para que, em qualquer altura do ano, pelo menos uma delas esteja em flor. Procure também ter plantas com dimensões e estruturas variadas, como árvores, arbustos e coberto vegetal.

2 Livre-se do inseticida de uso doméstico.
Os inseticidas matam indiscriminadamente e não apenas os insetos de que se está a tentar livrar. Se tiver mesmo de usar o spray, faça-o com moderação.
Sempre que puder, escolha alimentos produzidos sem pesticidas, como os provenientes da agricultura biológica ou da agricultura biodinâmica.



3 Apague as luzes.
Se não precisar de ter aquela luz exterior acesa à noite, desligue-a. “As borboletas noturnas da sua zona agradecer-lhe-ão. Muitos insetos noturnos não conseguem resistir à luz, mas isso perturba o seu sistema de navegação, o que se repercute negativamente na sua capacidade de se alimentarem e reproduzirem”, explicam os cientistas.

4 Construa-lhes uma casa.
Já pensou em instalar um hotel para insetos? Estes hotéis são pequenas estruturas com buracos, onde os animais podem repousar ou colocar os seus ovos.
Também pode deixar, no seu jardim, ramos secos ou pequenas zonas de solo descoberto, para que os insetos construam os seus ninhos neles.
Se não tiver um jardim, junte-se a um grupo local de plantação de árvores ou convença a sua Câmara Municipal a plantar mais espécies nativas.



5 Resista ao impulso de limpar.
Se houver uma secção no seu jardim ou parque local que esteja “desordenada”, deixe-a tal como está. O que a si lhe parece uma confusão de folhas e galhos, é um excelente habitat para os insetos.

6 Torne-se um cidadão-cientista.
Contribua para o estudo e divulgação do tema, ajudando a recolher informação sobre a biodiversidade dos insetos, o que permitirá aos cientistas entender melhor o que está a acontecer às populações destes animais.
Caixa de madeira com morangos

As caixas de madeira da fruta e legumes podem ser colocadas no ecoponto?

O UniPlanet perguntou à Sociedade Ponto Verde e a resposta foi a seguinte:
As caixas de madeira deverão ser entregues no ecocentro mais próximo de si, para que possam ganhar uma nova vida.
Veja aqui qual o ecocentro mais próximo.”

cavalo-marinho de White

Após um declínio dramático das suas populações, os cavalos-marinhos da espécie Hippocampus whitei, conhecidos como cavalos-marinhos de White, foram classificados como em perigo de extinção.

São agora a única espécie de cavalo-marinho ameaçada da Austrália e a segunda “em perigo” a nível mundial.

Para ajudar a reverter a situação, o aquário australiano SEA LIFE, em Sydney, desenvolveu um projeto de conservação que visa a criação destes peixes em cativeiro e, posteriormente, a sua devolução ao habitat natural.

“O cavalo-marinho de White é um animal muito interessante, mas, infelizmente, devido, em grande parte, à perda de habitat, a espécie está agora classificada como em perigo”, disse Robbie McCracken, do aquário.

Os cientistas começaram por recolher cavalos-marinhos adultos na Baía de Sydney. “Entre eles estavam alguns machos grávidos e é com enorme prazer que confirmamos que já testemunhamos seis nascimentos”, contou Robbie.

cavalo-marinho de White
Hippocampus whitei | Foto: Aquário SEA LIFE de Sydney

“Muitas das crias podem ser vistas pelo público na nova unidade que criámos no aquário, onde os juvenis em crescimento ficarão até à sua devolução à natureza.”

“Um facto verdadeiramente singular sobre os cavalos-marinhos é que são os machos a dar à luz e este é um espetáculo realmente incrível – dezenas de filhotes são expelidos da bolsa do macho de uma só vez! Estamos agora no processo de criar estes juvenis para que fiquem saudáveis e fortes, antes de os marcarmos e de os libertarmos no ano que vem”, acrescentou.

Hotéis para cavalos-marinhos

A outra fase do projeto, a construção de “hotéis” para os cavalos-marinhos, começa este mês.

Testados com sucesso em Port Stephens em 2018 e 2019, os hotéis começam como habitats artificiais que gradualmente se convertem em habitats naturais.

Com o tempo, as estruturas são colonizadas por algas, esponjas e outros animais, acabando por se inserir completamente no ambiente natural do local e transformando-se em casas perfeitas para os cavalos-marinhos.

Hotel para cavalos-marinhos
"Hotel" para cavalos-marinhos | Foto: David Harasti

A construção dos hotéis continuará ao longo dos próximos meses. As estruturas serão instaladas na Baía de Sydney no princípio de 2020, antes da libertação dos juvenis criados no aquário.

Espera-se que as estruturas promovam a recuperação e reprodução dos cavalos-marinhos.

“Um dos aspetos fundamentais deste projeto é que iremos implementar um programa de monitorização para avaliar como as crias se estão a safar depois de serem libertadas na natureza”, contou o biólogo marinho David Harasti.

“A instalação dos hotéis também proporcionará um novo lar aos cavalos-marinhos na Baía de Sydney e nós iremos acompanhar de perto a forma como este instrumento de conservação ajudará a espécie a recuperar.”

O projeto conta com a colaboração de vários parceiros, dos quais se destacam o Departamento de Indústrias Primárias do estado australiano de Nova Gales do Sul e a Universidade Tecnológica de Sydney.
1ª foto: Hippocampus whitei (David Harasti)
Pratos d'O Burrito

O Burrito é um espaço de refeições vegans localizado na zona histórica de Coimbra, junto à Universidade, perto do Museu Nacional Machado de Castro.

Foi criado por Annie Kleinhesselink na cidade do Porto, e chegou agora a Coimbra, com “o intuito de possibilitar uma alternativa vegan, a quem procura experimentar uma refeição simples e equilibrada, confecionada com produtos frescos e nutritivos”.
O menu engloba pratos quentes e frios e alguns snacks, que podem ser acompanhados com um chá quentinho ou sumo.

Experimentamos o burrito Frida (5,50€) e as quesadillas com picado vegan (4,25€).
Adoramos e recomendamos vivamente!

O melhor:
A comida estava deliciosa;
A massa dos wraps, burritos, quesadillas e nachos é de fabrico próprio;
Os pratos são aptos para vegans, vegetarianos e pessoas intolerantes à lactose;
O restaurante é pequeno mas muito acolhedor;
Foram muito simpáticas e atenciosas;
Os preços são acessíveis.

O pior:
Nada a apontar.

Contacto:
O Burrito
Largo de São Salvador (perto do Museu Nacional Machado de Castro),
Coimbra
Telef: 239 198 260
Facebook
Das 12:00h às 22:30h, de terça-feira a sábado

Restaurante recomendado pelo UniPlanet!
Abelha

O tribunal administrativo de Nice proibiu dois pesticidas com sulfoxaflor, Closer e Transform, considerados perigosos para as abelhas pelas associações ambientalistas.

O tribunal concluiu que o sulfoxaflor era susceptível de “apresentar um risco significativo de toxicidade para os insetos polinizadores”.

A venda destes produtos fitofarmacêuticos, desenvolvidos pelo grupo norte-americano Dow AgroSciences (Corteva), tinha sido suspensa pelo mesmo órgão em novembro de 2017, depois de a agência francesa de segurança alimentar, ambiental e do trabalho (Anses) ter autorizado a sua comercialização em setembro do mesmo ano.

O sulfoxaflor tem um modo de ação semelhante ao dos inseticidas neonicotinóides e é usado para proteger as culturas dos pulgões, mas alguns estudos têm sugerido que pode ser prejudicial à saúde das abelhas, afetando o seu sistema nervoso central e desorientando-as.

Segundo o tribunal, as medidas de atenuação dos riscos para as abelhas – por exemplo, a não aplicação do pesticida durante a floração das culturas – não são suficientes para permitir a sua utilização.

O tribunal também determinou que a Dow AgroSciences e a Anses devem pagar 1500€ a cada uma das associações que instauraram o processo judicial. Embora tanto a agência como a empresa possam recorrer da decisão, a Anses já anunciou que não o fará.
Tartaruga presa numa rede

A instalação de lâmpadas LED nas redes de pesca pode reduzir significativamente o número de tartarugas marinhas e golfinhos capturados involuntariamente nelas.

Esta foi a conclusão de um estudo da Universidade de Exeter e da organização peruana de conservação ProDelphinus, que analisou pequenas embarcações de pesca no Peru, entre 2015 e 2018.

Os investigadores constataram que a presença das luzes nas redes de emalhar reduziu a captura acidental de tartarugas marinhas em mais de 70% e a de pequenos cetáceos (incluindo golfinhos e botos) em mais de 66%.

As lâmpadas LED não afetaram a quantidade de peixes comerciais capturados.

Outros trabalhos de investigação já tinham indicado que a iluminação LED reduzia em cerca de 85% a captura involuntária de aves marinhas em redes de emalhar.

“A pesca com redes de emalhar tem, frequentemente, taxas elevadas de capturas acessórias de espécies marinhas ameaçadas, como tartarugas, baleias, golfinhos e aves marinhas”, disse Alessandra Bielli, principal autora do presente estudo.

“Isto pode provocar declínios nas populações destas espécies não alvo; contudo, foram desenvolvidas poucas soluções para este problema. Os sinais sensoriais – neste caso, as lâmpadas LED – são uma forma de alertar essas espécies para a presença de artes de pesca na água.”


Fotos: ProDelphinus

Os investigadores colocaram lâmpadas LED a cada 10 metros do cabo de flutuação de 864 redes de emalhar, emparelhando cada uma delas com uma rede sem iluminação para comparar os resultados.

“A drástica redução na pesca acessória de tartarugas marinhas e cetáceos nas redes iluminadas mostra como esta tática simples e de custo relativamente baixo pode ajudar estas espécies e permitir que os pescadores pesquem de forma mais sustentável”, disse Jeffrey Mangel, da ONG ProDelphinus.

A maioria das tartarugas capturadas no estudo foram tartarugas-verdes (86%), embora também tenham sido apanhadas tartarugas-comuns e tartarugas-oliva.

Entre os cetáceos capturados, 47% eram golfinhos-comuns de bico comprido, 26% golfinhos-cinzentos e 24% botos-de-Burmeister.

“Este trabalho enfatizou a utilidade das lâmpadas nas redes para salvar a vida selvagem. Precisamos, agora, de luzes cada vez mais resistentes e acessíveis”, disse o professor Brendan Godley.

O estudo foi publicado na revista científica Biological Conservation.
Logo

O H&M está a realizar um projeto-piloto e desde o dia 29 de novembro, que é possível alugar peças de roupa de coleções Conscious Exclusive de 2012 até agora.

O aluguer dos artigos tem um custo de cerca de €33 por peça por semana. Sendo que, é possível alugar-se até três peças de roupa por semana. Este serviço está disponível em exclusivo em Estocolmo, na Suécia.

O teste vai durar cerca de três meses, e no fim deste período o H&M vai avaliar os resultados e decidir se vai alargar o aluguer a outras lojas.

“Estamos realmente entusiasmados com a primeira iniciativa de aluguer de roupa e por inspirar os nossos clientes a olhar para a moda de uma forma circular. As nossas coleções Conscious Exclusive são feitas de materiais sustentáveis, por isso achamos que seriam perfeitas para fazer esta avaliação”, disse Maria Östblom, diretora do departamento de design feminino.

“Estamos desejosos de avaliar este serviço enquanto estamos dedicados a alterar a forma como a moda é feita e consumida atualmente”, contou Pascal Brun, reponsável de sustentabilidade da H&M.

“Acreditamos muito no aluguer, mas ainda queremos testar, aprender e fazer algumas alterações”, explicou Daniel Claesson, chefe de desenvolvimento de negócios da H&M.

Além da possibilidade de alugar roupa, a nova loja em Estocolmo vai ter também um atelier para arranjar e reinventar peças de clientes.
Roupa

Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue, desafiou, em conversa com a Reuters, a cultura do descartável, defendendo que a roupa deve ser estimada, usada repetidamente e deixada para a próxima geração.

“Acho, que para todos nós, significa mais atenção à produção, à criatividade, e deixar de lado a ideia de que as roupas são instantaneamente descartáveis, que são coisas que se vão deitar fora depois de apenas uma utilização”, disse Wintour, que está à frente da Vogue norte-americana há mais de 30 anos.

“(O que é preciso é) falar com o nosso público, os nossos leitores sobre preservar as roupas que possuem, sobre valorizá-las e usá-las de novo e de novo, e talvez passá-las para a filha ou filho.”

Segundo um relatório de 2016 da consultora McKinsey & Company, a produção global de roupas duplicou entre 2000 e 2014. O número de peças de vestuário compradas anualmente por pessoa subiu 60%, mas estas roupas só são mantidas durante metade do tempo.

Anna Wintour também comentou o progresso da indústria no que diz respeito à diversidade e inclusão.

“Estamos a assistir a uma representação muito mais diversa e inclusiva nas passarelas, nas nossas redes sociais e também nas páginas das nossas revistas”, contou, acrescentando que sente que, mesmo assim, ainda existe “um longo caminho a percorrer”.
Ovelhas

Um navio com cerca de 14 mil ovelhas naufragou no dia 24 de novembro na costa da Roménia. O navio tinha como destino a Arábia Saudita.

"A nossa associação está chocada com o desastre", afirmou Mary Pana, presidente da Acebop, a principal associação de criadores e exportadores de ovelhas da Roménia. "Se não podemos proteger os animais durante o transporte de longa distância, devemos proibi-lo completamente."

Equipas de salvamento compostas por voluntários da Four Paws e pelos serviços de emergência romenos conseguiram resgatar 254 ovelhas.

"Cada vez que quase desistimos, a perna de uma ovelha subitamente mexe-se à nossa frente. Juntos temos conseguido retirar os animais para fora daquele cemitério e para a luz do dia", escreveu a Associação nas Redes Sociais no dia 27 de novembro.

Os animais salvos receberam tratamento numa quinta governamental.