Casaco de peles

A Califórnia proibiu o fabrico e venda de produtos feitos com peles de animais a partir de 2023. É o primeiro estado norte-americano a fazê-lo.

“A Califórnia é pioneira no que diz respeito ao bem-estar animal e a partir de hoje essa liderança inclui banir a venda de peles de animais", afirmou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, que qualificou esta proibição como "uma das leis de defesa dos animais mais fortes na história dos Estados Unidos".

A nova legislação não inclui a venda de produtos com cabedal, pele de vaca ou de ovelha, os artigos de peles em segunda mão ou as peles usadas pelas tribos nativas americanas com fins espirituais ou culturais.

A decisão foi celebrada pelos grupos de defesa dos direitos dos animais e considerada uma vitória pela Humane Society.
A transgressão da lei implica uma multa que pode ir dos 500 dólares (450 euros) aos 1000 dólares (906 euros).

O governador Gavin Newsom assinou um outro decreto que irá banir a maioria dos animais do circo, com a exceção dos cães, gatos e cavalos.


Formiga

As formigas ajudam as plantas a combater pelo menos 14 doenças, revelou um trabalho de investigação realizado por cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Como as formigas vivem em grande número nos seus formigueiros, estão fortemente expostas à propagação de infeções. Para se protegerem destes riscos, as pequenas trabalhadoras possuem os seus próprios sistemas de defesa. De facto, elas conseguem curar-se com os antibióticos que produzem.

Estes antibióticos são segregados através de glândulas que têm no corpo. Para além disso, as colónias de bactérias que as formigas abrigam nas suas pernas e corpo também poderão segregar antibióticos.

Um estudo anterior mostrou que a introdução de formigas num pomar de macieiras reduziu a ocorrência de duas doenças da maçã.

Estudos como este levaram os investigadores da Universidade de Aarhus a examinar a literatura científica existente sobre as interações entre formigas, plantas e microrganismos causadores de doenças. Descobriram provas de que estes insetos podem inibir pelo menos 14 doenças nas plantas. Em média, isto traduziu-se numa redução de 59% dos organismos patogénicos.

Formiga

“Ainda não sabemos como é que as formigas curam as plantas”, disse o investigador Joachim Offenberg, que liderou o estudo, publicado na Oikos. “Mas sabemos que as formigas segregam feromonas por onde passam, nas plantas, para não se perderem. E sabemos que algumas destas têm propriedades antibióticas. O efeito curativo sobre as doenças das plantas poderá dever-se a estas feromonas.”

“Esperamos que investigações adicionais neste campo acabem por revelar novos tipos de agentes de controlo biológico que possam ser usados na luta contra doenças vegetais resistentes na agricultura”, indicou o investigador.

Esta esperança não é desprovida de fundamento: outros investigadores descobriram antibióticos nas formigas africanas capazes de matar a bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e outras bactérias multirresistentes.
Folhas de abóbora

Sabiam que as folhas de abóbora são comestíveis?
São ricas em vitamina A e C e o seu consumo é muito comum na África.
Selecionamos duas receitas para experimentarem também.


2 receitas vegetarianas com folhas de abóbora


Farofa de folha de abóbora



Foto: Jornada Vegana
Veja a receita aqui.

Folhas de abóbora com amendoim



Veja a receita aqui.

Como preparar as folhas de abóbora

Copo com açúcar

O Ministério da Saúde de Singapura anunciou que a cidade-estado vai proibir os anúncios publicitários a bebidas com elevado teor de açúcar, incluindo refrigerantes, sumos, iogurtes líquidos e café instantâneo.

As bebidas com teor médio a elevado de açúcar também serão obrigadas a exibir no rótulo avisos relativos aos seus riscos para a saúde.

Estas medidas – cujos detalhes serão divulgados no próximo ano – inserem-se numa estratégia do Governo para reduzir o consumo de açúcar em Singapura, que tem uma das taxas de diabetes mais elevadas do mundo.

Uma pesquisa realizada no ano passado revelou que mais de metade das 12 colheres de açúcar consumidas diariamente pelos singapurenses provém destas bebidas.

“Vamos proibir a publicidade às bebidas açucaradas menos saudáveis em todas as plataformas mediáticas locais, incluindo radiodifusão, imprensa e online”, disse o ministério num comunicado.

Com estas mudanças, as autoridades esperam encorajar os consumidores a fazerem escolhas mais informadas e levar os fabricantes a reduzir o teor de açúcar nas bebidas, explicou o ministro Edwin Tong.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que a introdução de um imposto sobre as bebidas açucaradas ou até mesmo a proibição total da sua venda são propostas que continuam em cima da mesa, acrescentando que vai continuar a reunir a opinião dos consumidores, fabricantes de bebidas e da indústria de publicidade sobre estas medidas nos próximos meses.
Foto: Nathanel Callon/Flickr
Terreno

Temos uma novidade para vos contar: o UniPlanet vai criar uma horta biológica comunitária na Nazaré, numa quinta com vista para o mar, situada a 200m da Câmara Municipal.
Estamos agora a procurar pessoas que se queiram juntar a este projeto!

Para quem é a horta comunitária da Nazaré:

  • para quem já sabe de agricultura ou para quem não percebe nada e quer aprender;
  • para quem sempre quis produzir os seus próprios alimentos, mas não tinha acesso a um terreno;
  • para quem mora na Nazaré ou nos arredores;
  • para quem pertence à comunidade do UniPlanet (leitores, seguidores das redes sociais e amigos).

Se quiser fazer parte da horta comunitária da Nazaré do UniPlanet, preencha este formulário.


Tanque

Quer ajudar a nossa horta?

Quer criar uma horta comunitária na sua cidade?


Rabanete
Cargueiro

A poluição atmosférica na costa portuguesa provocada pelo tráfego marítimo representa cerca de 20 por cento da poluição causada pelos óxidos de nitrogénio (NOx), um dos poluentes mais nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Este valor vem de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que, para ajudar a reduzir esta contribuição, aponta uma lista de medidas que urgem ser colocadas em prática.

“As emissões marítimas, que compreendem sobretudo os poluentes NOx e o dióxido de enxofre (SO2), têm impacto máximo junto às rotas internacionais, mas este impacto chega à zona costeira, com contribuições que vão de 10 a 20 por cento no caso dos NOx e acima de 20 por cento para o SO2”, aponta Alexandra Monteiro, investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, uma das unidades de investigação da UA.

A coordenadora do estudo garante tratar-se de um “cenário preocupante” que é urgente combater: “É muito importante colocar no terreno as medidas propostas pela investigação, algumas promovidas pela própria regulação europeia, sobretudo face ao contínuo e esperado aumento do tráfego marítimo”. Os investigadores estimam que atualmente cerca de 90 por cento (75 por cento na Europa, e com tendência a crescer) de toda a troca de mercadorias e bens em todo mundo é realizada por via marítima, o que torna este meio de transporte preocupante em termos de impacto ambiental, sobretudo devido à sua grande dependência no que diz respeito ao uso de combustíveis fósseis, com emissões atmosféricas associadas e potencial impacto na qualidade do ar.

Coordenado por Alexandra Monteiro, o projeto AIRSHIP, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e que terminou recentemente, visou avaliar o impacto na qualidade do ar das emissões do transporte marítimo em Portugal e, com maior detalhe, ao nível local/portuário, tendo como caso de estudo o Porto Leixões e a área urbana envolvente.

Forte impacto na qualidade do ar

No âmbito desse projeto, os investigadores da UA e em colaboração com o Instituto Meteorológico Finlandês, estimaram as emissões atmosféricas associadas ao transporte marítimo em Portugal e avaliaram a contribuição destas emissões na qualidade do ar, recorrendo a um sistema de modelação numérica.

Os resultados revelaram que estas emissões têm um impacto na qualidade do ar máximo junto às rotas marítimas, chegando até às zonas costeiras onde se verificam contribuições de 10 a 20 por cento para as concentrações de NOx e inferior a 10 por cento no caso das partículas, dois dos poluentes mais críticos em Portugal, com excedências aos valores limite legislados.

Relativamente aos cruzeiros, as estimativas revelam que as emissões associadas correspondem apenas a cerca de 5 por cento do total do transporte marítimo. Os estudos que os apontam como grandes poluentes, referem-se principalmente às emissões de SO2 (um poluente que apresenta valores residuais em termos de qualidade do ar em Portugal), já que é verdade que os cruzeiros emitem 28 vezes mais SO2 que o transporte rodoviário (mas 17 vezes menos NOx).

Medidas mitigadoras

Os estudos feitos no projeto AIRSHIP, quer ao nível regional, quer local (caso de estudo Porto de Leixões), envolveram ainda a investigação de medidas estratégicas mitigadoras para as emissões associadas ao transporte marítimo (focadas sobretudo no uso de combustíveis alternativos e práticas sustentáveis) e à atividade portuária, e elaboração de linhas de orientação para a sua implementação.

Entre as dezenas de medidas apontadas, os investigadores sublinham a importância da redução da velocidade dos navios enquanto estão em operação através da redução das rotações por minuto do motor e a utilização de combustíveis alternativos, de modo a diminuir o uso dos combustíveis mais tradicionais no transporte marítimo. Alterações nos motores do navio, de forma a torná-los mais limpos, e a implementação nos navios de um sistema de limpeza de gases de exaustão são outras das muitas medidas propostas.

“Esperamos que estes resultados possam ser particularmente importantes e úteis na gestão e ação política na área do transporte marítimo e dos seus impactes ambientais, colocando assim a ciência e a investigação ao verdadeiro serviço da sociedade”, diz Alexandra Monteiro.

Para além de Alexandra Monteiro, também Sandra Sorte, Michael Russo, Carla Gama, Myriam Lopes e Carlos Borrego, todos investigadores do CESAM, e André Neves, aluno do Mestrado Integrado de Engenharia do Ambiente, assinam o estudo.
Criança com pai na natureza

As crianças que estão mais expostas a espaços verdes apresentam melhores níveis de marcadores biológicos (indicadores que ajudam a prever o risco de um indivíduo desenvolver doença no futuro) do que aquelas que têm um menor contacto com estes espaços. A conclusão é avançada por um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), publicado na última edição da revista Environmental International.

Sabe-se que a exposição a espaços verdes tem um impacto positivo na saúde da população. Entre os vários benefícios, podem destacar-se a prática de mais exercício físico, o fortalecimento das relações sociais, melhor saúde mental e qualidade de vida, menores níveis de stress e de ansiedade e melhor função imune.

No entanto, há ainda pouca investigação sobre o impacto desta exposição em marcadores biológicos.
Segundo Ana Isabel Ribeiro, primeira autora do artigo, coordenado por Henrique Barros, “importa olharmos para os marcadores biológicos, porque estes antecedem muitas patologias crónicas e fatais e, portanto, ajudam-nos a predizer o risco de uma pessoa vir a desenvolver doença no futuro. Esta questão é especialmente relevante em crianças, porque a grande maioria ainda não apresenta sintomas ou tem diagnóstico de doença. A desregulação num determinado marcador biológico constitui portanto um primeiro sinal”.

Os investigadores analisaram o impacto da exposição a áreas verdes em cerca de 3100 crianças, com 7 anos de idade, pertencentes ao estudo longitudinal Geração XXI, que segue, desde 2005, cerca de 8600 participantes que nasceram nas maternidades públicas da Área Metropolitana do Porto. Para o efeito, mediu-se a exposição destas crianças aos espaços verdes presentes no entorno da sua área de residência e da escola onde estudam. Analisou-se ainda o efeito desta exposição em oito biomarcadores – a pressão arterial sistólica e diastólica (indicadores de saúde cardiovascular), a relação cintura/anca, a hemoglobina glicada, o colesterol HDL e total (indicadores de saúde metabólica) e a proteína C-reativa (indicador inflamatório).

Mais espaços verdes perto de casa e da escola

De uma forma geral, concluiu-se que as crianças com menor exposição a áreas verdes apresentavam piores níveis nos biomarcadores analisados. Esta associação foi mais significativa com a exposição medida em torno da área escolar. “As crianças que dispunham de pelo menos um espaço verde, localizado a uma distância de 400 a 800 metros da escola, apresentaram melhores níveis de diversos biomarcadores, particularmente os cardiovasculares e inflamatórios”, diz Ana Isabel Ribeiro.

Numa perspetiva de saúde pública, e somando estes resultados a um conjunto crescente de estudos que tem revelado benefícios fisiológicos e psicossociais do contacto com espaços verdes e naturais, “é fundamental que os governantes e planeadores locais assegurem que a população dispõe de áreas verdes, como parques e jardins, a uma distância razoável dos seus locais de residência e dos parques escolares”, acrescenta.

O artigo, desenvolvido ao abrigo da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, designa-se Association between neighbourhood green space and biological markers inschool-aged children. Findings from the Generation XXI birth cohort, e é também assinado pelas investigadoras Carla Tavares e Alexandra Guttentag.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto EXALAR 21, o qual está a estudar a relação entre o ambiente urbano e a saúde infantil. A investigadora Ana Isabel Ribeiro é a coordenadora do projeto.
Espumas de cortiça

É um ótimo isolante térmico, é flexível e fácil de produzir. Para além disso, é mais uma forma de aproveitar a cortiça nacional e de promover a economia circular. Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro (UA) conseguiu produzir espumas para isolamento térmico com ajuda da cortiça desperdiçada na produção de rolhas. A equipa conseguiu ainda o feito de produzir as revolucionárias espumas através da impressão 3D.

“Sendo a cortiça um material isolante, a sua utilização na produção de espumas 3D de poliuretano [polímero utilizado na produção de vários materiais plásticos] tem a vantagem de ajudar no isolamento, obtendo-se valores de isolamento térmico idênticos às espumas convencionais”, congratula-se Nuno Gama, o investigador responsável por este projeto nascido no Departamento de Química e no CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

Outra das vantagens da utilização da cortiça, mais propiamente das sobras da produção de rolhas, é que, com o uso deste material, se aumentou a sustentabilidade e a flexibilidade das espumas o que pode aumentar a gama de aplicações do material. E com o recurso à impressão 3D a UA abre as portas à produção de espumas com estrutura celular na exata medida das necessidades.

A impressão 3D apresenta diversas desvantagens relativamente às técnicas convencionais, como é o caso dos custos e tempos necessários para a produção das espumas. No entanto, aponta o investigador, apresenta também múltiplas vantagens. “Com recurso a esta técnica, não é necessário a produção de protótipos sendo também possível construir peças com geometrias impossíveis de se obter com recurso a outras técnicas. É ainda possível produzir peças personalizadas”, diz o investigador.

Para além de Nuno Gama, também os investigadores do CICECO Artur Ferreira e Ana Barros-Timmons participam neste projeto de uma equipa que tem uma larga experiência na produção de espumas de poliuretano, para serem utilizadas como isolantes térmicos, sempre a partir de recursos renováveis.

“Neste trabalho foi dado enfoco no isolamento térmico, mas o aumento da flexibilidade que a cortiça proporcionou, pode aumentar a gama de aplicações do material, como por exemplo na absorção de vibrações ou energia sonora”, esclarece Nuno Gama.

O custo associado hoje à produção de espumas 3D torna inviável produzir painéis para o isolamento de habitações, mas com a diminuição dos custos associados à técnica, “poderá no futuro tornar viável a utilização destes materiais no isolamento de produtos com elevado valor acrescentado”.

Investigador


Há 40 anos, um grupo de engenheiros da indústria do armamento deparando-se com a ameaça de encerramento da fábrica onde trabalhavam responderam com um plano radical: desenharam vários produtos socialmente úteis, sustentáveis e pró-ambientais em alternativa ao armamento militar. Se produziam turbinas para aviões de guerra, também eram capazes de produzir turbinas eólicas. Este filme atreve-se a perguntar como poderia ser hoje em dia a nossa vida se o Plano dos trabalhadores da Lucas não tivesse sido travado.

Trailer do documentário “O Plano” de Steve Sprung:

Sacos em algodão

“Não me deixes em casa” e “Usa-me uma e outra vez” são algumas das frases que se podem ler nos novos sacos para compras, em pano, lançados pela Auchan Retail Portugal. Fabricados em Portugal e em 100% algodão, estas são opções para aqueles que querem fazer as suas compras de uma forma mais ecológica.

Esta é mais uma ação da Auchan, no sentido de reduzir o desperdício e acabar com os plásticos de uso único. Vem contribuir para a estratégia da empresa de “Menos Plástico, Melhor Uso”, segundo a qual procura sensibilizar as pessoas para a reutilização de embalagens e a redução do seu consumo.

Têm um bolso para guardar chaves, porta moedas ou outros pequenos objetos. A decoração do saco faz-se com frases criativas, que apelam ao seu uso de forma responsável. Há quatro à escolha: “I choose to reuse”; “Não me deixes em casa”; “Planet’s best friend”; e “Usa-me uma vez, outra vez e mais outra e mais outra”.

Os sacos podem ser encontrados nas áreas de Casa das Lojas ou online e têm um preço de 2.99€.

Desde 2008, a Auchan tem inúmeras alternativas aos tradicionais sacos de plástico. A empresa aposta também em integrar material reciclado nos sacos existentes. Assim, os sacos de plástico atuais são feitos com 80% de material reciclado e 100% recicláveis. Os sacos de papel são feitos de material 30% reciclado e a percentagem de fibra virgem é de origem sustentável. Para além disso, tem em vigor um programa de gestão de resíduos interno, que lhe permite ter uma taxa de reciclagem de 92%.

Nós já temos o nosso:

Saco em algodão