Bebedouro

Para reduzir o consumo de plásticos descartáveis e o seu impacto no ambiente, foram instalados diversos bebedouros em alguns pontos da cidade de Londres, ao longo deste ano. Os dados mais recentes mostram que estes aparelhos já foram usados dezenas de milhares de vezes desde a sua instalação.

O sucesso desta iniciativa levou o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, a anunciar planos para a instalação de mais 100 bebedouros, entre a primavera de 2019 e o final de 2020.

“Durante muitos anos, os nossos bebedouros públicos foram abandonados e negligenciados, ao mesmo tempo que a quantidade de resíduos de plástico de uso único disparava. Estamos determinados a reverter esta tendência e a ajudar a distribuir centenas de bebedouros públicos gratuitos pela capital para usufruto de todos”, disse o presidente.

“Vimos como [esta estratégia] é popular. Há crianças a escreveram constantemente a Sadiq Khan, dizendo: ‘Queremos mais bebedouros, de que estão à espera?’”, contou Shirley Rodrigues, vereadora do Ambiente da cidade de Londres.

Para a concretização do plano, Sadiq Khan formou uma parceria com a maior empresa de água e saneamento do Reino Unido, a Thames Water. Ambos contribuirão 2,5 milhões de libras esterlinas para o seu financiamento.

“Queremos ver candidaturas de bairros, empresas, museus, teatros – de todos os lugares onde haja muitas pessoas que possam preferir um bebedouro a uma garrafa descartável de plástico”, afirmou Shirley Rodrigues.

Segundo a vereadora, o objetivo é que os candidatos selecionados não tenham de investir fundos próprios para suportar os custos dos bebedouros e da sua instalação.

“A Thames Water vai cobrir as despesas de manutenção (…) o que significa que estarão sempre operacionais”, explicou, acrescentando que, desta forma, os bebedouros não deixarão de funcionar devido a cortes orçamentais.

Com esta medida, a Câmara de Londres espera encorajar os londrinos a repensarem a cultura do descartável. “Acho que as pessoas ficariam surpreendidas com o facto de estas pequenas mudanças fazerem realmente uma enorme diferença”, disse a vereadora.
Casaco de peles

A Assembleia Municipal de Los Angeles aprovou em setembro, por unanimidade (12-0), a proibição da venda e o fabrico de produtos feitos com peles de animais. Falta agora a Procuradoria passar a proposta a decreto e o presidente da Câmara, Eric Garcetti, homologar e assinar a mesma para se tornar lei.

"Los Angeles é, à escala planetária, uma das capitais da moda. Se isso acontecer em Los Angeles pode acontecer em qualquer cidade mundial. Esperamos ser um exemplo para o resto dos EUA e também para o mundo", afirmou o vereador Paul Koretz.

"Não estamos a fazer nada de novo, em Los Angeles. São Francisco tomou essa medida, West Hollywood também. Mas nunca uma cidade com a dimensão de Los Angeles. Esperamos que Nova Iorque, Chicago e Miami estejam atentos ao que se está a passar em Los Angeles", disse Paul Koretz.

A proibição não inclui a venda de artigos usados com peles.
São Francisco tornou-se em março na maior cidade americana a proibir a venda e o fabrico de peles. A proibição de São Francisco entra em vigor a 1 de janeiro de 2019.
Chiara Bordi

Chiara Bordi e Lauren Wasser são duas modelos que estão a redefinir os padrões de beleza.

Chiara Bordi

Chiara Bordi tinha 13 anos quando sofreu um acidente de mota e, desde então, usa uma prótese na perna esquerda. Hoje em dia, é conhecida como a “modelo biónica” e este ano decidiu concorrer ao concurso Miss Itália, no qual acabou em terceiro lugar. Para o concurso, levou uma prótese feita especialmente para a ocasião, com cristais e luzes led.
“Nunca houve uma jovem amputada num concurso de beleza como o Miss Itália. (…) Vou fazer 18 anos em setembro e achei que poderia quebrar esse tabu”, disse Chiara.

“Um corpo ferido e com cicatrizes também é bonito”, afirmou a modelo.
Chiara contou que não concorreu para ganhar, mas para marcar uma posição e provar que uma pessoa com deficiência também pode vingar num concurso de beleza. “Não estou interessada em ganhar, mas sim em mostrar ao mundo que a vida continua a ser bela, mesmo quando tens de renascer após um evento dramático.”

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Lauren Wasser

Lauren Wasser, uma modelo de 29 anos, teve de amputar a perna direita há cinco anos por causa da Síndrome do Choque Tóxico (SCT). Este ano, teve de amputar também a perna esquerda.
A Síndrome do Choque Tóxico está associada ao uso de tampões e é causada por toxinas produzidas pela bactéria Straphylococcus aureus, o que tem levado Wasser a dedicar os últimos anos a alertar para o risco do uso dos tampões principalmente por muitas horas seguidas. A modelo perdeu parte da perna direita devido a uma gangrena, um tipo de necrose causada pela morte de um tecido devido à falta de irrigação sanguínea e de oxigénio.
Em 2016, a modelo desfilou para a Chromat na New York Fashion Week com uma prótese dourada na perna esquerda.







Mergulhador com garrafa da Coca-Cola

A Coca-Cola, Pepsi e Nestlé são as marcas que mais contribuem para a poluição dos oceanos com plástico, de acordo com um estudo de um movimento ambientalista, que contou com mais de 10 000 voluntários que examinaram o lixo das costas de 42 países.

Em setembro de 2018, os voluntários fizeram mais de 200 ações de limpeza das costas de 42 países como as Filipinas, Tailândia, Vietname, Austrália, Chile, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Foram recolhidos mais de 187 mil objetos de plástico, 65% eram embalagens de produtos de grandes corporações mundiais, sendo que a maioria era da Coca-Cola, Pepsi e Nestlé. Encontraram também embalagens da Danone e da Colgate-Palmolive.

As marcas “têm de escolher se são parte do problema ou da solução”, disse Von Hernandez, coordenador do movimento Break Free from Plastic. “Devemos exigir às empresas por trás destas marcas de consumo de massas que parem o mau hábito de sobre-embalar os seus produtos e que invertam a procura pelo plástico”, defendeu Von Hernandez.

Todos os anos são produzidas 320 milhões de toneladas de plástico e na próxima década a quantidade deverá aumentar 40%. Cerca de 80% das 8,3 mil milhões de toneladas de plástico produzidas desde 1950 ainda existe, principalmente nos oceanos.

Quando começarão estas marcas a responsabilizarem-se pelo facto das embalagens de plástico dos seus produtos estarem a poluir o ambiente?

Mapa

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Jardim

Com a chegada do outono, talvez esteja a pensar em pôr ordem no jardim, removendo as flores murchas, limpando as folhas secas e lavrando a sua horta. Mas antes de deixar tudo no seu lugar, lembre-se de que um pouco de “confusão” no seu quintal poderá ajudar as populações de insetos polinizadores em declínio, como as abelhas e as borboletas.

“A moda de mantermos os nossos jardins meticulosamente limpos e arrumados deixa a nossa fauna selvagem sem lugares para se esconder”, defendeu Becky Thomas, cientista da Universidade de Londres, Royal Holloway.

“[Felizmente,] as pessoas estão a reconhecer cada vez mais a importância de se ter um bom habitat ao longo das estações”, afirmou Deborah Landau, ecóloga da organização Nature Conservancy. “Às vezes, não nos apercebemos da relação entre os insetos que vemos no jardim durante os meses quentes e as folhas e plantas secas que restam quando arrefece, mas é importante manter essa estrutura ao longo do inverno.”

Exemplos desta estrutura são os caules de plantas murchas, especialmente sob flores, onde as borboletas se abrigam, e a manta morta que se acumula e protege larvas, ovos, abelhas selvagens a hibernar e muitos outros insetos benéficos.

Borboleta

Também não se esqueça de não remexer o solo descoberto, onde muitas espécies de abelhas selvagens, incluindo os abelhões, passam o inverno em pequenos ninhos.

“O que eu digo às pessoas que se preocupam com a aparência das coisas é para limparem o quintal da frente e deixarem o resto ir para as traseiras”, explicou Deborah Landau. “Removam do jardim quaisquer camadas de material que possam ter fungos. Mas se algo está simplesmente morto ou murcho, deixem-no estar onde está.”

Mantenham pelo menos um pequeno canto do jardim intacto”, disse a ecóloga. “Qualquer bocadinho ajudará.”

As pilhas de ramos são um ótimo abrigo de inverno para uma variedade de animais, incluindo aves, anfíbios, pequenos mamíferos e insetos. Quanto mais intocadas as deixar, melhor, para não desenterrar ou esmagar acidentalmente os insetos e as suas larvas.

Tenha em atenção que, dependendo de onde vive, as pilhas também poderão atrair os predadores destes animais.

Pilha
Foto: Dean Fosdick/AP

Também poderá plantar uma cultura de cobertura e adicionar novas plantas perenes (incluindo bolbos, árvores e arbustos) numa altura em que a humidade do outono possa ajudar a estabelecer o seu sistema de raízes. Não se esqueça de remover as plantas doentes para ajudar no controlo de doenças durante a próxima estação de plantio.

Experimente ainda adiar o lavramento e deixar a natureza (minhocas) trabalhar ao longo do inverno. Da mesma forma, adie a remoção das plantas anuais até à primavera. Elas reterão as folhas sopradas pelo vento, criando a sua própria cobertura morta e protegendo os insetos.

Todos podemos fazer mais para ajudar [as abelhas] – como cultivar plantas de que elas gostem, evitar pesticidas e tornar os jardins e outros espaços em habitats que as respeitem”, disse Paul de Zylva, da organização Friends of the Earth.
Porto

Quando colocados estrategicamente os espaços verdes têm um enorme potencial para melhorar a qualidade do ar nas cidades. A conclusão é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que na cidade do Porto estudou o potencial das zonas verdes para reduzir as concentrações de dois dos principais poluentes das cidades nacionais: o dióxido de azoto e as partículas em suspensão no ar. Só estes dois poluentes poderiam ser reduzidos em cerca de 20% com a ajuda da Natureza.

Publicado este mês na revista Atmospheric Environment, o estudo centrou-se no Porto, mais concretamente no bairro do Batalhão dos Sapadores na Rua da Constituição, onde os investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, e através de modelos numéricos previamente desenvolvidos, simularam a substituição de um bloco de edifícios por um parque verde urbano de 570 metros quadrados.

O trabalho previu os efeitos que a zona verde teria sobre dois dos principais poluentes e ambos emitidos pelo sector dos transportes: as partículas em suspensão suficientemente pequenas para serem inaladas e o dióxido de azoto, poluentes que no Porto, e de uma forma geral nas cidades portuguesas, são os mais preocupantes para a saúde pública.

As conclusões não deixam dúvidas: a existência de uma área urbana junto à Constituição permitiria reduzir, em média, as concentrações de partículas em suspensão no ar em 16% e de dióxido de azoto em 19%, reduções essas que serão maiores ou menores dependendo das condições meteorológicas que se verificarem.

A mesma necessidade por espaços verdes estrategicamente posicionadas se aplicará não só a outras zonas da cidade do Porto como também a outras cidades nacionais. É que apesar das particularidades da morfologia urbana (edifícios, árvores e estradas) da zona portuense onde foi realizado o estudo, e que têm um papel preponderante no microclima urbano e, consequentemente, na qualidade do ar, os modelos numéricos e o método usado pelos investigadores da UA podem ser utilizados em qualquer área urbana.

Planear o território a pensar na qualidade do ar

“Estes resultados são explicados pela introdução de árvores que sendo elementos porosos, ao contrário do que acontece com os edifícios, promovem um aumento da velocidade do vento na região em estudo aumentando, consequentemente, a dispersão dos poluentes atmosféricos”, aponta Sandra Rafael, a investigadora que assina o trabalho do CESAM juntamente com Bruno Vicente, Vera Rodrigues, Ana Miranda, Carlos Borrego e Myriam Lopes.

Este estudo permitiu concluir, “através de uma análise quantitativa, o potencial das soluções baseadas na Natureza para a melhoria da qualidade do ar nas cidades, demonstrando que estas podem e devem ser consideradas como um instrumento de gestão da qualidade do ar pelos decisores políticos”, apela Sandra Rafael.

Para além disso, é evidenciado neste estudo que “os benefícios destas soluções estão diretamente dependentes de um adequado ordenamento do tecido urbano”. Isto significa que “o planeamento do território, como é exemplo a seleção do local e áreas a aplicar estas soluções, entre outros fatores, é imprescindível, requerendo que as medidas sejam avaliadas antes da sua implementação, o que só é possível através de modelos numéricos”.

Decisão política apoiada pelos cientistas

“A qualidade do ar à escala local depende fortemente das singularidades de cada área urbana, pelo que a morfologia do território, onde se enquadra a presença da vegetação, e as condições meteorológicas locais são fatores preponderantes. Estamos a falar de um escoamento atmosférico complexo cujo comportamento varia hora a hora”, aponta a investigadora. Apesar desta complexidade, Sandra Rafael garante que “temos hoje disponíveis um conjunto de ferramentas e de conhecimento que nos permitem apoiar a decisão política nesta temática”.

Assim, os resultados deste estudo reforçam a necessidade de integrar o conhecimento e as ferramentas científicas no planeamento urbano, para otimizar o papel das soluções baseadas na Natureza na melhoria da qualidade do ar e da qualidade de vida dos cidadãos. Sabendo que mais de 75% da população europeia vive e viverá em áreas urbanas e conhecendo hoje os efeitos da poluição atmosférica na saúde humana, “é imprescindível garantir um ar de qualidade nas nossas cidades”.

“Sabemos hoje que as designadas soluções baseadas na Natureza para a melhoria da qualidade do ar em ambientes urbanos permitem assegurar múltiplas funções e benefícios num mesmo espaço, podendo ser mais eficientes em termos de custo-benefício”, aponta Sandra Rafael.
Ártico

A pesca comercial ficará proibida numa parte do Oceano Ártico com cerca de 2,8 milhões de km2, graças a um novo acordo assinado na Gronelândia pela União Europeia e nove países (Canadá, China, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Islândia, Japão, Noruega e Rússia).

A moratória à pesca no Ártico protegerá a região, que tem aproximadamente a área do mar Mediterrâneo, durante os próximos 16 anos, fechando assim o acesso a uma área previamente coberta de gelo e que agora derreteu.

Os países envolvidos no acordo também começarão um programa conjunto para o acompanhamento científico da área. Dependendo dos resultados, o período da moratória poderá ser estendido.

Para além de evitar a exploração das populações de peixes na região, a moratória também deverá prevenir a poluição que acompanharia as embarcações pesqueiras.

“Os dirigentes internacionais concordaram que seria arriscado e insensato permitir que a pesca comercial operasse no Ártico, antes de os cientistas terem estabelecido uma base para a monitorização da saúde do ecossistema marinho da região”, disse Steve Ganey, da The Pew Charitable Trusts. “Ao se utilizarem medidas cientificamente fundamentadas para orientar a tomada de decisões, o acordo contribuirá muito para conservar este ambiente único.”
Foto: NASA Goddard Photo and Video/Flickr
Cria de tigre numa jaula

A maioria dos europeus condena o uso de animais selvagens nos circos, revelou uma sondagem de opinião realizada pela YouGov para a organização holandesa Animal Advocacy and Protection (AAP).

Em média, 65% dos quase 12 mil cidadãos europeus inquiridos afirmaram ser contra esta prática. Apenas 22% se mostraram a favor da mesma.

“A sondagem confirma aquilo que já todos sabíamos instintivamente: a maioria dos europeus está mais do que pronta para um novo tipo de entretenimento que não envolva maus-tratos aos animais selvagens”, disse David van Gennep, diretor-geral da AAP.

Na Alemanha, 63% dos inquiridos defenderam que a presença de animais selvagens nos circos europeus não deveria ser permitida. Na Itália, foram 71% os inquiridos com a mesma opinião, em Espanha 73%, e no Reino Unido 76%.

Apesar desta oposição, os circos com animais selvagens ainda continuam a ser permitidos nestes países, ao contrário do que já se verifica em 17 outros Estados-membros da União Europeia.

Na sequência de um acidente rodoviário de um camião do circo que vitimou um elefante e deixou outros dois feridos com gravidade, a coligação espanhola de organizações de proteção dos animais e da vida selvagem InfoCircos lançou uma petição que pede a proibição do uso de animais selvagens nos circos na UE. A petição já conseguiu mais de 600 mil assinaturas.

Urso com açaime anda na corda bamba no circo
Foto: Animals Asia

“Para além das considerações relativas ao bem-estar animal, os circos com animais selvagens representam uma grave ameaça para a saúde e a segurança públicas. Contudo, ainda lhes é permitido moverem-se livremente de um Estado-membro para o outro, mesmo nos países onde a legislação nacional não lhes permite atuar com os animais. Trata-se de um problema transfronteiriço dentro da União Europeia que requer uma solução por parte de Bruxelas”, defendeu Marta Merchán, coordenadora da InfoCircos.

De acordo com um relatório publicado pelo Eurogroup for Animals, foram registados, num período de 22 anos, pelo menos 305 incidentes que envolveram 608 animais selvagens na UE, ou uma média de 15 por ano, alguns dos quais fatais.

A organização AAP, que conta com dois centros de resgate de animais selvagens na Holanda e em Espanha, explica que recebe com frequência animais do circo e que viu os danos causados pela criação, treino, atuações e condições de vida dos mesmos.

“Tomemos como exemplo o caso de Nala, uma leoa resgatada de um criador ilegal de animais de circo na França”, disse David van Gennep. “Nos meus 40 anos de experiência no resgate de animais, nunca me tinha deparado com um caso semelhante. Uma das crias de leão que fomos resgatar estava em tão más condições que não havia nada que pudéssemos fazer para a salvar. O lugar estava num estado deplorável e não era seguro – e estava localizado à frente de um infantário!”

Só a União Europeia tem o poder para acabar com este problema de uma vez por todas e é hora de a Comissão Europeia reconhecer que os cidadãos europeus assim o desejam”, declarou o ativista.

ATENÇÃO: As imagens do vídeo que se segue podem chocar os leitores mais sensíveis.

1ª foto: PETA
Comida no lixo

A partir do dia 1 de outubro, os restaurantes da cidade de Austin, no estado norte-americano do Texas, deixaram de poder enviar os excedentes alimentares para os aterros.

Para além de poderem doar a comida a instituições de caridade, os restaurantes também têm a opção de enviar as sobras para quintas locais ou de as usar para compostagem, de acordo com a nova lei.

Os funcionários dos estabelecimentos também terão de receber formação sobre o manuseamento dos excedentes de comida.

“A cidade está empenhada em ajudar as empresas, grandes e pequenas, a encontrar soluções viáveis e a estabelecer programas para garantir que a comida e outros produtos orgânicos [por exemplo, as flores e os guardanapos usados nos restaurantes] são utilizados da melhor forma”, disse Sam Angoori, diretor interino da organização Austin Resource Recovery.

A nova medida de Austin faz parte da sua estratégia “Desperdício Zero 2040”, que tem como meta reduzir a quantidade de lixo enviado para os aterros em 90% até 2040. De acordo com um estudo realizado em 2015, cerca de 40% do que vai parar aos aterros de Austin são resíduos orgânicos compostáveis.

“Quando desperdiçamos comida, para além de acrescentarmos materiais orgânicos aos aterros (…), também desperdiçamos toda a água, terra, energia, dinheiro, trabalho e outros recursos usados na produção, processamento, distribuição e armazenamento dessa comida”, lembrou Darby Hoover, da organização Natural Resources Defense Council.

Mais de um terço de toda comida produzida no mundo é desperdiçado, todos os anos, ao mesmo tempo que 800 milhões de pessoas passam fome. “[O facto de existir] desperdício alimentar num planeta onde há fome é ultrajante”, defendeu Lasse Gustavsson, diretor executivo da organização Oceana na Europa.

São cada vez mais as cidades e os países a declararem guerra ao desperdício alimentar. São Francisco desvia cerca de 80% dos seus resíduos totais dos aterros. Em Seattle, todos os residentes, edifícios e empresas agroalimentares têm de se inscrever num serviço de recolha de restos alimentares.
Cartaz

"Fronteira Invisível" é o testemunho fidedigno de comunidades encurraladas no meio da guerra mais longa do mundo, em que a febre da corrida ao óleo de palma para a produção de biocombustíveis “verdes” desalojou agricultores e grupos indígenas, destruiu habitats naturais e concentrou as terras nas mãos das empresas.

Fronteira Invisível dá voz a essas comunidades, ao mesmo tempo que denuncia as armadilhas das políticas atuais de incentivo aos biocombustíveis.

Na Colômbia, o governo assinou um acordo de paz com o grupo rebelde FARC, que pôs fim a 60 anos de conflito armado. Uma guerra que deslocou mais pessoas do que toda a população da Dinamarca. Enquanto isso, o governo planeia continuar a plantar palmeiras para abastecer a Colômbia e a Europa com "biodiesel". A paz devolverá a terra aos seus verdadeiros proprietários ou simplesmente a irá entregar ao Grande Agronegócio?


No dia 11 de outubro, vai decorrer em Coimbra uma sessão em que vai ser visualizado este documentário, sendo comentado por Nuno Forner da Associação Zero.
ParaDocma, de PARADigma, de DOCumentário e de DOgMA, é uma iniciativa que reúne vários grupos e organizações locais, um Ciclo de Cinema que dinamiza a cidade de Coimbra com o objetivo de promover o “estudo da casa”, neste caso, de criar diálogo sobre temas ecológicos prementes em diversos espaços da cidade. É um evento itinerante porque pretende divulgar os espaços associativos e os espaços públicos da cidade junto da população e, assim, conhecer os recursos materiais e imateriais locais existentes.

Esta será a primeira sessão da segunda edição do ParaDocma e terá lugar na Casa da Esquina pelas 18h30, sendo uma iniciativa organizada conjuntamente entre a Casa da Esquina, a associação Coimbra em Transição (CeT), o Cine Eco Seia e a Oficina de Ecologia e Sociedade do Centro de Estudos Sociais da UC, em colaboração com outras organizações locais.

Fronteira Invisível
11 de outubro de 2018, 18h30
Casa da Esquina (Coimbra)