Máquina no metro

Foram colocadas máquinas em três estações de metro de Roma (Cipro, Piramide e San Giovanni) que permitem trocar garrafas de plástico por viagens. Cada garrafa colocada no contentor dá direito a 5 cêntimos a descontar no bilhete e 30 garrafas pagam uma viagem de 1,5€.

O programa experimental “+ Ricicli + Viaggi” (“+ Recicla + Viaja”) começou em Roma no final de julho e vai durar 12 meses.

Para participarem as pessoas têm de utilizar as apps myCicero e Tabnet.
Se a experiência correr bem, o projeto vai ser alargado a outras estações de metro.

“Num período em que se fala de criptomoeda, nós temos ‘plástico-moeda’”, disse Paolo Simoni, presidente da Atac, da rede de transportes públicos em Roma. “É um sistema em que os indivíduos reciclam, ao mesmo tempo que fidelizamos o cliente e o recompensamos um comportamento virtuoso.”

Sergio Costa

Nelle scorse ore, questa persona ha voluto esprimere sui social il s... uo modo di NON tutelare i mari, prendendo in giro la campagna per la riduzione della plastica usa e getta e lanciando in mare un flacone in plastica, ridendo e scherzando.

Berma da estrada

Para as abelhas, borboletas, moscas-das-flores e outros polinizadores em declínio, as bermas das estradas com vegetação são um refúgio vital, que lhes oferece alimento e abrigo, concluiu um novo estudo da Universidade de Exeter.

Apesar da sua importância, a vegetação destes espaços é cortada no verão, o que elimina as flores silvestres e torna as bermas inúteis para os polinizadores durante semanas ou mesmo meses.

O estudo também revelou que os polinizadores preferem as estradas menos movimentadas e a parte da berma que se encontra mais para dentro, ou seja, que não ladeia diretamente a estrada.

“As bermas das estradas podem proporcionar um espaço fantástico para os polinizadores e as flores silvestres, algo que tantas vezes falta às nossas paisagens agrícolas”, disse Ben Phillips, principal autor do estudo. “Mas a gestão é a chave – a vegetação de algumas destas bermas precisa de ser cortada por razões de segurança, mas, atualmente, cortamo-la muito mais do que precisamos.”

Abelha

“Na maior parte dos casos, as plantas são cortadas durante o verão – no pico da floração –, mas, sempre que possível, deveriam ser deixadas até ao outono, quando os polinizadores estão menos ativos”, explicou o investigador.

“Os nossos resultados mostram que a parte das bermas que se encontra a menos de dois metros da estrada contém o menor número de polinizadores. Esta é, muitas vezes, a parte que precisa de ser cortada por razões de segurança e visibilidade rodoviárias; por isso, quando possível, só esta secção deveria ser cortada no verão.”

No Reino Unido, onde 97% dos prados de flores desapareceram desde os anos 30, uma campanha da organização de conservação Plantlife pede uma melhor gestão das bermas das estradas com vista à proteção da vida selvagem e inclui uma petição que já conseguiu mais de 80 mil assinaturas. A principal mensagem da campanha – corroborada pelo novo estudo – é “cortar menos, cortar mais tarde”.

Berma da estrada sem vegetação
Berma depois de a vegetação espontânea ter sido cortada | Foto: Universidade de Exeter
Leão

O Tribunal Superior de Gauteng, na África do Sul, declarou “ilegais” e “constitucionalmente inválidas” as quotas anuais de exportação de ossos de leão definidas pelo governo sul-africano nos anos de 2017 e 2018.

O tribunal concluiu que a ex-ministra do Ambiente, Edna Molewa, e o Departamento dos Assuntos Ambientais não tiveram em conta o bem-estar dos animais em cativeiro ao estabelecerem as quotas, que permitiram a exportação de 800 esqueletos de leão criados em cativeiro em 2017 e de 1500 em 2018.

“Se, como país, decidimos tomar parte no comércio de ossos de leão, o que parece ser o caso por ora, então, no mínimo, as nossas obrigações constitucionais e legais exigem que se tome em consideração as questões relativas ao bem-estar dos animais”, declarou o juiz Jody Kollapen.

Existem mais de 200 instalações de reprodução de leões e cerca de 8000 destes grandes felinos em cativeiro na África do Sul. Quando atingem a idade adulta, muitos destes animais são mortos por caçadores de troféus em recintos fechados, dos quais não podem escapar ("canned hunting"). Os seus ossos são exportados para os mercados asiáticos para serem usados na medicina tradicional.

O grupo por trás do documentário Blood Lions (“Leões de Sangue”) aplaudiu a decisão do tribunal.

“O dia de hoje traz boas notícias para os leões e para todos os que se opõem às indústrias de criação de predadores, de 'canned hunting' e ao turismo abusivo”, disse o grupo. “Esperamos que este parecer suscite um debate inteiramente novo sobre estas indústrias atrozes e sobre a fixação de limites [de exportação] de ossos de leão. A Blood Lions apela uma vez mais ao fim da criação e uso abusivos dos predadores em cativeiro.”

“Estamos felizes com o facto de a importância do bem-estar dos animais selvagens ter sido legalmente reconhecida na África do Sul”, disse Karen Tendler, do Conselho Nacional das Sociedades para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (NSPCA), que moveu a ação contra o ministério. “Não podemos pura e simplesmente usar, abusar e comercializar animais selvagens sem ter em consideração o seu bem-estar.”

A quota relativa ao ano de 2019 ainda não foi definida pela nova ministra do Ambiente, Barbara Creecy.
Tigre

Existem atualmente 2967 tigres selvagens na Índia, mais 741 do que há quatro anos. Estas são as conclusões do mais recente censo efetuado à população destes grandes felinos no país.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, apresentou os resultados do relatório no final de julho e afirmou que esta era uma “conquista histórica”. “Reafirmamos o nosso compromisso em prol da proteção dos tigres", disse.

Estima-se que, entre 1875 e 1925, 80 mil tigres tenham sido mortos na Índia. Atualmente, existirão apenas cerca de 3890 destes animais em estado selvagem no mundo, sendo que aproximadamente 70% deles vivem na Índia.

A queda vertiginosa do número de tigres levou a Índia e outros 12 países a assinar um acordo para duplicar o número destes animais até 2022. Segundo Narendra Modi, o país atingiu esta meta quatro anos mais cedo.

De quatro em quatro anos, a Índia conta a sua população de tigres. Para o censo de 2018 foram utilizados dados recolhidos ao longo de centenas de milhares de quilómetros quadrados e quase 350 mil imagens captadas por 26 mil armadilhas fotográficas instaladas nos habitats conhecidos destes felinos.

Embora os números revelados pelo relatório sejam auspiciosos para esta espécie em perigo de extinção desde 1986, os cientistas lembram que os dados devem ser interpretados com alguma cautela, já que podem refletir uma contagem mais meticulosa do que as dos anos anteriores.

A conservacionista Neha Sinha explicou que os resultados também podem significar que há mais tigres a reproduzirem-se nas áreas protegidas, mas alertou para o facto de a espécie não se poder expandir em segurança e procurar novos territórios.

“Cada tigre adulto precisa de criar o seu próprio território, e este tem, por vezes, quase 200 km2, o que significa que precisam de bastante espaço”, disse. “Se queremos que os seus números se estabilizem, precisamos de deixar os tigres expandirem-se.”

Os conflitos entre tigres e seres humanos continuam a ameaçar os felinos, à medida que os seus habitats são fragmentados por estradas, caminhos-de-ferro e outros projetos de desenvolvimento.

Embora o número de áreas protegidas no país tenha crescido nos últimos anos, os conservacionistas avisam que devem ser criadas mais reservas para o grande felino de forma a prevenir estes conflitos.
Foto: Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Tambako the Jaguar/Flickr
Ganso

A última unidade de produção de foie gras da Ucrânia vai fechar portas.

A MHP, uma empresa ucraniana produtora de aves, anunciou que vai “abandonar a produção de carne de ganso e de foie gras na sua exploração avícola de Snyatynska até ao início de setembro de 2019”.

Em abril, um vídeo filmado na Ucrânia com uma câmara secreta e divulgado pela organização Open Cages chocou o público e levou vários restaurantes a decidir remover o foie gras dos seus menus.

O vídeo em questão mostra as “aves a serem atiradas violentamente de uma carrinha para as gaiolas, tubos de alimentação de metal lubrificados com óleo de motor enfiados pela goela abaixo dos gansos para os encher de comida, e aves feridas e mortas empilhadas, deixadas a agonizar ou a apodrecer”, conta a Open Cages.

“[O foie gras é] produzido através da alimentação forçada [de gansos e patos, e] os animais sofrem imenso com órgãos perfurados, traumatismos esofágicos, ossos partidos e doenças que surgem na sequência de lhes ser violentamente inserido um cano de metal nas gargantas (três vezes por dia) com o único objetivo de engordar o fígado destes animais até que fique com dez vezes o seu tamanho normal e saudável”, disse Matthew Dominguez, da organização Voters for Animal Rights.

“Alimentar animais à força para que os seus fígados fiquem 10 vezes maiores do que o normal é simplesmente uma barbaridade, e a designação de ‘produto de luxo’ do patê chega a ser risível”, disse Connor Jackson, diretor executivo da Open Cages.

Nos últimos anos, a Califórnia e diversos países europeus – incluindo a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polónia, Turquia e Reino Unido – proibiram a produção de foie gras.

(ATENÇÃO: As imagens do vídeo que se segue podem chocar os leitores mais sensíveis.)



A partir do dia 20 de agosto, as lojas, restaurantes e máquinas de venda automática do Aeroporto Internacional de São Francisco (SFO), nos Estados Unidos, deixarão de poder vender garrafas de água de plástico.

Depois desta data, os passageiros só poderão adquirir água engarrafada em vidro, alumínio reciclado ou em materiais certificados como compostáveis.

A medida faz parte do plano estratégico do aeroporto para reduzir a zero a quantidade de resíduos enviados para o aterro até 2021.

“Tanto quanto sabemos, somos o primeiro aeroporto a pôr em prática esta mudança”, disse Doug Yakel, assessor de comunicação social do SFO. “Estamos na vanguarda da indústria e queremos levar mais longe os limites das iniciativas de sustentabilidade.”

Antes do anúncio da proibição, o aeroporto criou 100 “estações de hidratação”, onde os passageiros podem reencher as suas garrafas de água.

Outras medidas implementadas recentemente pelo SFO incluem restrições ao uso de acessórios alimentares descartáveis, como guardanapos, pauzinhos, copos de café e palhinhas (canudos no Brasil).

O aeroporto também está a proibir os artigos com rótulos de sustentabilidade não comprovados. Antes de serem vendidos, os itens têm de ser aprovados pelo Instituto dos Plásticos Biodegradáveis.

Apenas 9% do plástico enviado pelos norte-americanos para as unidades de reciclagem é efetivamente reciclado. A maioria dos plásticos baratos, como as garrafas, vai parar aos aterros e incineradoras ou é enviada para outros países a fim de ser processada.

Vários destes países, incluindo o Camboja e as Filipinas, estão a rejeitar esta posição de “lixeira das nações mais ricas” e a enviar o lixo de volta para os países de origem.

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos acabam nos oceanos. Cerca de 70% desta poluição é constituída por artigos de uso único.
Espaço JusteBio

Dezasseis hipermercados Auchan (Alfragide, Almada, Alverca, Amadora e Setúbal) passaram a ter dispensadores dos produtos biológicos da JusteBio, estando previsto que até ao fim do ano estejam em todos os 33 hipers do grupo.

O intuito é ajudar a reduzir o desperdício alimentar e a pegada ecológica, de ambas as marcas e dos seus consumidores.

“A grande missão da marca JusteBio é tornar o bio acessível a todos e, por isso, assume o compromisso de ter produtos biológicos, de elevada qualidade, a granel a preços que compitam com os de 'agricultura normal'”, explica António Mello de Sá, CEO da Pisabell Lda, marca que detém os direitos de representação e distribuição da JusteBio em Portugal, acrescentando “Os produtos biológicos ganham cada vez mais relevância e presença nos hábitos alimentares dos portugueses. O Grupo Auchan, que desde há vários anos tem também uma aposta clara no sector biológico, entrou connosco neste compromisso de tornar o bio acessível a todos, relembrando os benefícios da alimentação biológica para a saúde… a nossa e a do Planeta.”

No espaço JusteBio encontrará, nos dispensadores, frutos secos, cereais de pequeno-almoço, leguminosas, fruta desidratada, granolas e até mesmo gomas biológicas.
Plantação de árvores

Na sequência de uma campanha de reflorestação, a Etiópia plantou, no dia 29 de julho, 353 milhões de árvores em apenas 12 horas, numa iniciativa em que participou o próprio primeiro-ministro, Abiy Ahmed.

"O problema do ambiente é global, mas o impacto sente-se ainda mais neste país. A maior parte dos problemas que temos, como a fome, está diretamente ligada à falta de medidas de proteção ambiental", disse Samuel Geleta, professor da Universidade de Salisbury.

O objetivo final será plantar 4 mil milhões de árvores até outubro deste ano.
O crescimento populacional da Etiópia, a necessidade de mais terras agrícolas e o uso insustentável da floresta são alguns dos responsáveis pela desflorestação no país.

A Etiópia ultrapassou a proeza da Índia que, em 2017, plantou 66 milhões de árvores também em 12 horas.

Foto: Reuters



Baloiços

O arquiteto Ronald Rael e a designer Virginia San Fratello, da Califórnia, construíram, esta semana, baloiços (gangorras no Brasil) que atravessam o muro entre o México e os EUA para as crianças de ambos os países brincarem juntas.

Os baloiços foram colocados em Sunland Park, cidade do Novo México, nos EUA.

"[Foi] uma das experiências mais incríveis da minha carreira e da Virginia (…) num evento cheio de alegria, entusiasmo e união na fronteira", escreveu o professor universitário, Ronald Rael, no Inatagram.

A ideia foi publicada no livro Muro como Arquitetura: Um Manifesto para a fronteira Estados Unidos – México. O livro propõe soluções para humanizar esta zona de conflito.

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One of the most incredible experiences of my and @vasfsf’s career bringing to life the conceptual drawings of the Teetertotter Wall from 2009 in an event filled with joy, excitement, and togetherness at the borderwall. The wall became a literal fulcrum for U.S. - Mexico relations and children and adults were connected in meaningful ways on both sides with the recognition that the actions that take place on one side have a direct consequence on the other side. Amazing thanks to everyone who made this event possible like Omar Rios @colectivo.chopeke for collaborating with us, the guys at Taller Herrería in #CiudadJuarez for their fine craftsmanship, @anateresafernandez for encouragement and support, and everyone who showed up on both sides including the beautiful families from Colonia Anapra, and @kerrydoyle2010, @kateggreen , @ersela_kripa , @stphn_mllr , @wakawaffles, @chris_inabox and many others (you know who you are). #raelsanfratello #borderwallasarchitecture

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Vinte escolas do ensino básico da Geórgia, no sul dos Estados Unidos, vão passar a ter aulas de agricultura como parte de um novo programa piloto que terá a duração de três anos.

As aulas abordarão temas como os alimentos e a sua origem, as ciências biológicas, a conservação e o ambiente e os empregos associados ao sector agrícola.

“Estes programas de educação agrícola no ensino básico ajudarão a ensinar às gerações futuras, desde a mais tenra idade, de onde vêm os seus alimentos”, disse Terry England, presidente do Comité de Apropriações da Câmara dos Representantes da Geórgia.

“Quando as crianças chegam ao 3º ciclo ou ao ensino secundário, já é, muitas vezes, demasiado tarde para lhes despertar o interesse pela agricultura, mas quando são mais novas costumam ter interesses mais diversificados. Estes programas nas escolas básicas dar-nos-ão a oportunidade de expor os alunos a um sector que é geralmente subestimado ou que só é referido brevemente.”

A comida não vem dos supermercados”, disse o senador John Wilkinson. “Para os estudantes, separados da quinta há quatro ou cinco gerações, é difícil compreender de onde os seus alimentos vêm realmente. Este novo programa ajudará as crianças a perceber o poderoso impacto da agricultura na prosperidade do nosso estado.”