Imagem do documentário

Sinopse:
"Carros elétricos, aerogeradores, painéis solares... A transição energética traz a promessa de um mundo mais próspero e pacífico, finalmente livre de petróleo e poluição. Mas esta tese oficial prova ser um mito: ao libertarmo-nos dos combustíveis fósseis, estamo-nos a preparar para uma nova dependência de metais raros. E se o "mundo verde" que nos espera se revelar um novo pesadelo?"

Assista no RTP Play (parte 1 e parte 2)
Growler de 2L

Algumas empresas que produzem cervejas artesanais começaram a disponibilizar garrafas reutilizáveis, tipo growlers, para se comprar esta bebida. Depois de acabar é só levar outra vez e encher.

Nas fotos podemos ver as garrafas reutilizáveis da Praxis, em Coimbra, que estão disponíveis em 1L ou 2L.

Já alguém comprou cerveja artesanal em garrafas reutilizáveis? 🍺

Growler de 1L
Hotel

O Aqua Village Health Resort & Spa, situado nas Caldas de S. Paulo, concelho de Oliveira do Hospital, quer ser o primeiro resort português autossuficiente em energia.

Para tal, implementou “tecnologia de ponta na utilização da energia geotérmica, através da instalação de uma das maiores centrais geotérmicas do país, em substituição do tradicional sistema de aquecimento central, denominado AQS”, contou o diretor do Aqua Village, Francisco Cruz.

“A geotermia é usada no aquecimento/arrefecimento dos espaços, aquecimento de águas sanitárias e renovação de ar. Complementarmente foi feita a instalação de painéis solares térmicos e optou-se pela instalação de tecnologia Led na iluminação interior e exterior do empreendimento”, explicou.

No que toca à conceção dos edifícios, foram implementados “materiais de isolamento térmico e acústico por forma a garantir a estanquicidade dos compartimentos, nomeadamente através da instalação de caixilharia com corte térmico e vidro triplo”.

“Desde a sua fundação, em 2016, que o resort da região centro tem como preocupação a adoção de políticas e instrumentos que protejam o meio ambiente”, afirmou.

“Pretendemos aproveitar a temperatura da nossa nascente de água termal para produção de energia elétrica, tornando o Aqua Village autossuficiente no consumo energético. Temos como prioridade trabalhar diariamente para a maior satisfação dos hóspedes, assim como contribuir para a sustentabilidade do planeta, que nos traz o benefício de conseguirmos a redução da fatura energética”, concluiu Francisco Cruz.


A ERP Portugal, entidade gestora de resíduos, e a EDP Comercial lançaram uma ação de sensibilização que pretende dar uma nova vida aos pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos usados ou danificados. Até ao dia 31 de outubro, todos os clientes registados no Planeta Zero – o novo programa de sustentabilidade para os clientes residenciais da EDP Comercial - poderão entregar os seus equipamentos em final de vida ou inutilizados, de pequena e média dimensão (20x30 cm), desde telemóveis a pequenos eletrodomésticos, numa das lojas identificadas da rede EDP Comercial.

Integrada na nova App da EDP Comercial (app EDP Zero), esta iniciativa pretende incentivar os hábitos de reciclagem dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) e contribuir, através deste movimento, para a poupança do planeta, que é de todos. Através da sua rede, a EDP Comercial ficará responsável por receber estes equipamentos e caberá à ERP Portugal recolher e garantir a sua reciclagem.

“Esta é uma parceria e ação de sensibilização que faz todo o sentido, pois a ERP Portugal gere resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, que durante a sua vida necessitam de eletricidade para funcionar. A ERP Portugal e a EDP Comercial não só têm a ligação à ‘eletricidade’ como denominador comum, como partilham uma importante missão conjunta: a promoção de novos hábitos e a dinamização dos valores da sustentabilidade na vida dos portugueses. Em cada uma das nossas casas, os equipamentos elétricos e eletrónicos em final de vida ficam muitas vezes esquecidos nas nossas gavetas, armários e arrecadações, podendo, de facto, contar com uma nova vida se entregues nos locais corretos, tais como os Depositrões disponíveis nas lojas EDP Comercial”, afirmou Rosa Monforte, Diretora-geral da ERP Portugal.

“O novo Programa de Sustentabilidade Planeta Zero, integrado dentro da nova App EDP Zero, surge precisamente num contexto em que os consumidores estão cada vez mais despertos para a degradação ambiental, procurando soluções e novas formas de poupar o planeta. E é esse movimento, que começa na mudança dos comportamentos individuais, que este programa pretende incentivar, promovendo uma nova forma de estar e desafiando os portugueses a criar um futuro mais verde. Através desta iniciativa damos assim vida a uma nova geração – a Geração Zero – que se preocupa com um planeta mais limpo e sustentável, e da qual todos podemos fazer orgulhosamente parte”, disse Hália Oliveira, Diretora B2C da EDP Comercial.

Com a entrega dos equipamentos em fim de vida nas lojas EDP Comercial, para além de pouparem o Planeta, os clientes EDP Comercial ganham ainda Z's que lhes permitem ter acesso a benefícios exclusivos e gratuitos, disponíveis na APP e desktop. Basta registarem-se e começarem a utilizar. Assim, a EDP Comercial convida todos aqueles que procuram um mundo mais verde – a Geração Zero – a poupar o mundo.

Um conjunto de lojas EDP Comercial, de norte a sul do país, fazem parte desta iniciativa: Albufeira, Almada, Amadora, Beja, Bragança, Caldas da Rainha, Cascais, Castelo Branco, Covilhã, Évora, Figueira da Foz, Guarda, Guimarães, Leiria, Lisboa (Marquês Pombal), Loures, Maia, Matosinhos, Oeiras, Paivas-Seixal, Penafiel, Portimão, Porto - Boavista, Santa Maria da Feira, Santarém, Sintra, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Vila Real.
Volvo XC40 Recharge

No dia 1 de outubro de 2020 a Volvo Cars começou a produzir o seu primeiro modelo 100% elétrico – o Novo Volvo XC40 Recharge.

Este será o primeiro de vários automóveis totalmente elétricos que a Volvo Cars irá lançar. O início da sua produção representa um passo importante para a empresa conseguir reduzir a pegada de CO2 por automóvel em 40% até 2025. Nesse ano, a Volvo Cars pretende que, metade das suas vendas mundiais seja constituída por modelos elétricos, sendo a quota restante preenchida por modelos híbridos.

A procura deste novo modelo tem sido muito elevada estando mesmo já vendida toda a produção calendarizada até final do ano. As primeiras unidades serão entregues na Europa ainda em outubro.

A anteceder o início da produção na fábrica de Gent, na Bélgica, existiu um período de preparação onde foram produzidas algumas unidades de veículos de pré-produção. Este processo, que é standard para cada novo modelo, pretende otimizar os processos de produção e assegurar os níveis de qualidade associados a cada automóvel que sai da linha de montagem. Todos os colaboradores receberam também formação adicional sobre a forma mais segura de produzir automóveis elétricos.

“Hoje é um dia muito importante para a Volvo Cars e para todos os colaboradores aqui em Gent. À medida que avançamos com a eletrificação da gama, esta fábrica irá representar um papel de grande pioneirismo na nossa rede mundial de produção”, afirmou Javier Varela, Head of global industrial operations and quality.

Volvo XC40 Recharge

Volvo XC40

Esta será a versão totalmente elétrica do modelo XC40, o primeiro automóvel Volvo a conquistar o prestigiado troféu European Car of the Year. O XC40 Recharge 100% elétrico tem como base a plataforma CMA - Compact Modular Architecture. Com tração às quatro rodas motrizes, este modelo terá uma autonomia superior a 400 km (WLTP), e 408 cv. Será possível carregar até 80% da capacidade das suas baterias em 40 minutos no sistema de carga rápida.

Neste modelo, a Volvo Cars redesenhou o Sistema de Infotainment oferecendo uma solução Powered by Android, com uma capacidade de personalização mais intuitiva e novos serviços e tecnologia Google onde se incluem Google Assistant, Google Maps e Google Play Store.

O XC40 Recharge 100% elétrico irá receber software e atualização aérea do seu sistema operativo, continuando a evoluir e a melhorar ao longo do tempo com a aprendizagem que irá ser feita.

Este novo automóvel foi construído com base nos níveis de segurança do XC40 original.

No entanto, os engenheiros de segurança da Volvo Cars tiveram de redesenhar e reforçar a estrutura frontal para se confrontarem com a ausência de um motor e manter, acima de tudo, os níveis tradicionais de segurança Volvo.

A bateria é protegida por uma safety cage de alumínio que foi imbuída na estrutura do automóvel.
A localização da bateria (no solo da viatura) permite baixar o centro de gravidade da mesma para melhor proteção em relação a capotamentos

Este novo modelo oferece um novo nível de funcionalidade com muito espaço de armazenamento, localizado nas portas e na bagageira. Uma vez que não possui motor de combustão interna o automóvel possui um espaço adicional de bagagem no espaço onde tradicionalmente se localizaria esse motor.
vacina

A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline pretende usar o esqualano de tubarão, obtido do óleo de fígado destes animais, na vacina contra o novo coronavírus.

A empresa já usou este ingrediente nas vacinas contra a gripe, contudo para desenvolver uma para a covid-19 seria necessário matar cerca de 500 mil tubarões por cada mil milhões de doses.

É preciso lembrar que o tubarão é uma das espécies mais ameaçadas do presente. Todos os anos são capturados cerca de 70 milhões destes animais para o fabrico de vacinas e fins cosméticos.

"Colher algo de um animal selvagem nunca será sustentável, especialmente quando se trata de um predador que não se reproduz em grandes quantidades", alertou a diretora da Shark Allies, Stefanie Brendl. "[O esqualano] pode ser produzido a partir de fermento, bactérias, cana-de-açúcar, azeite e possivelmente até algas", lembra.

A extração deste componente de forma sintética demora 70 horas, enquanto que se for extraído de um tubarão demora dez horas, o que o torna uma opção mais barata.


Imagem: Jeff Kepler @seventh.voyage
Pinguim

A morte de um pinguim após ter ingerido uma máscara descartável, no Brasil, veio alertar para o problema do aumento dos “resíduos da pandemia” do novo coronavírus, que representam uma nova ameaça para a fauna marinha.

O pinguim foi encontrado morto há uma semana na praia de Juquehy, no litoral norte de São Paulo. Foi depois submetido a autópsia pela ONG Argonauta Instituto de Conservação Costeira e Marinha e, durante o procedimento, encontraram uma máscara preta modelo N95 dentro do seu estômago.


Diariamente, o Intermarché de Sacavém está a disponibilizar pão do dia anterior gratuitamente, uma forma de lutar também contra o desperdício alimentar.
“O pão é de ontem, mas é oferecido hoje com todo o amor e carinho” pode ler-se na zona do pão no Intermarché de Sacavém.

Um bom exemplo!

É isto que o PAN defende. Quando os alimentos não têm valor comercial para quem os vende, mas estão em condições...

Publicado por André Silva em Quinta-feira, 17 de setembro de 2020


No âmbito da Agenda Regional de Economia Circular do Centro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) desafiou os agentes regionais a assumirem o compromisso de desenvolver ações que visam a promoção de práticas circulares, propondo um Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na Região Centro, de subscrição aberta e voluntária. O Pacto Institucional visa a subscrição de um máximo de três ações suscetíveis de concretização até final de junho de 2021. Tais ações, quantificadas em metas e indicadores, serão alvo de monitorização através da disponibilização semestral por parte dos diferentes subscritores do Pacto, permitindo à CCDRC supervisionar o grau de concretização dos compromissos assumidos, numa lógica de promoção e contabilização do progresso do desenvolvimento de uma economia circular na região.

UniPlanet (UP): O que é a economia circular?

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC): A Economia Circular é um conceito amplo e transversal que parte de uma visão sistémica dos processos produtivos, na qual se evita o uso excessivo dos recursos ao reintegrar os produtos em final de vida num novo ciclo produtivo, usando fontes de energia renováveis e encarando os resíduos como potencial matéria-prima.

Enquanto alternativa à Economia Linear, o atual modelo predominante da sociedade ocidental, no qual se extrai para produzir e alimentar o consumo, acabando num eventual descarte do produto, a Economia Circular aposta no prolongamento, pelo máximo tempo possível, do tempo de vida do produto. A concretização eficaz deste modelo pressupõe um conjunto de estratégias (por ex. reparar, reutilizar, redistribuir) que integram novos comportamentos e práticas, não só dos produtores, como também dos consumidores. Interligando os três pilares de desenvolvimento sustentável (económico, ambiental e social), o conceito de Economia Circular remete para uma visão abrangente de otimização do ciclo de vida de materiais, produtos e serviços, num quadro de exigência que tenha em vista a preservação do capital financeiro, humano, social e natural.



Este modelo económico circular é, portanto, uma estratégia fundamental para promover a dissociação entre crescimento económico e o consumo crescente de novos recursos, possibilitando o aproveitamento racional dos materiais disponíveis numa economia, preservando e capitalizando ao máximo o seu valor e utilidade ao longo do tempo.



UP: Que tipo de entidades estão envolvidas no Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na Região Centro?

A proposta do Pacto foi lançada em dezembro de 2019 e até ao momento foram assinados 84 acordos com entidades públicas e privadas.
Do total de signatários contam-se 34 municípios, quatro Comunidades Intermunicipais (Região de Coimbra, Médio Tejo, Viseu e Dão Lafões, Oeste) e uma Junta de Freguesia (União das Freguesias de Coimbra), 14 Associações (culturais, empresariais e setoriais), três entidades regionais (Turismo do Centro de Portugal, ARS e CHUC), 9 empresas (públicas e privadas), 10 instituições de ensino superior (Universidades e Institutos Politécnicos) e 9 entidades ligadas ao Sistema Científico e Tecnológico, Centros Tecnológicos, Incubadora e Cluster.




UP: Quais as ações que as entidades subscritoras propõem desenvolver?

Os compromissos assumidos traduzem-se em mais de 230 ações com estratégias assentes no combate ao desperdício, no consumo responsável, na valorização dos circuitos curtos, em compras circulares, em novos modelos de negócio e na desmaterialização, no ecodesign e na eco-concepção, na produção de conhecimento, na reutilização, reparação e remanufatura (permitindo uma extensão do ciclo de vida dos produtos), na valorização dos subprodutos e resíduos, em simbioses industriais, em tecnologias digitais ao serviço da economia circular, no uso eficiente dos recursos e em ações de capacitação, sensibilização e disseminação.

Do ponto de vista da CCDRC, todas estas estratégias são fulcrais e basilares para a aceleração da região Centro na transição para uma economia mais circular.

Tendo em conta as linhas orientadoras traçadas pelo Pacto Ecológico Europeu proposto pela Comissão Europeia em dezembro de 2019 (e que tem como meta central a redução de emissões de CO2 em mais de metade até 2030) e o novo Plano de Ação para a Economia Circular apresentado pela Comissão Europeia em março de 2020 (e que coloca o foco no design e na produção para uma economia circular assegurando que os recursos permanecem na economia europeia durante o mais tempo possível), destacam-se entre as áreas temáticas sobre as quais incidem a maioria das propostas, a alimentação e o consumo sustentável, a gestão eficiente de águas, materiais e energia, o combate ao lixo marinho e aos plásticos de uso único, o incremento da sustentabilidade ao nível da construção, da floresta e dos têxteis, a gestão dos resíduos e a mobilidade sustentável.





UP: O que é que a CCDRC pretende alcançar com esta iniciativa?

A CCDRC tem vindo, desde 2018, a discutir com os atores regionais uma Agenda de Economia Circular do Centro. Do processo participativo consolidou-se a ideia de que a assunção de uma lógica de economia circular implica uma participação ativa e uma série de mudanças de comportamentos dos cidadãos, das instituições públicas, das empresas e/ou outras organizações e também de um novo ciclo de políticas públicas.

A concretização destas mudanças será facilitada se um número crescente de entidades e organizações assumir compromissos claros em matéria de intervenção e dinamização de práticas de economia circular.

Por sua vez, a CCDRC assumiu como compromisso proporcionar as melhores condições possíveis de divulgação e de comunicação daquilo que de mais original e inovador se faz na região em termos de economia circular, assegurando que as suas participações em projetos internacionais e comunitários relacionados com a economia circular constituam efetivos veículos de transferência de conhecimento para a região das melhores práticas internacionais e europeias em matéria de economia circular, dinamizando por essa via a participação e internacionalização do maior número possível de entidades regionais.



UP: Quais os desafios e/ou constrangimentos mais prementes à adoção de práticas circulares?

É natural que exista um conjunto de constrangimentos à adesão e/ou adoção total de práticas circulares, tanto mais não seja pelo facto de a economia circular surgir em contraponto à dita economia linear mais prevalente – ainda – na sociedade ocidental.

Muitos dos obstáculos dizem respeito à legislação em vigor, especialmente nos casos da valorização dos subprodutos e resíduos ou mesmo na contratação pública que se deseja circular. Outros tipos de desafios são relativos a questões culturais, nomeadamente o comportamento do consumidor ou a ainda falta de conhecimento sobre o conceito de economia circular e as suas implicações.

Há ainda que referir os obstáculos tecnológicos – em que um défice de tecnologia e/ou materiais e processos podem constituir um grande constrangimento no apoio a uma transição eficaz para uma maior circularidade – e os obstáculos de mercado, em que é comum a prevalência da incerteza sobre o retorno de investimento em projetos circulares ou, por exemplo, no facto das matérias-primas, em comparação com materiais reciclados, serem de mais baixo custo.

Outros obstáculos relevantes e que servem de entrave a uma eficaz transição para uma economia mais circular dizem respeito à participação dos agentes regionais em redes internacionais – ainda muito incipiente -, no insuficiente levantamento de competências, boas práticas e aplicação destas num contexto de cooperação/simbiose industriais, nos mercados pouco preparados para responder às necessidades sentidas para soluções mais circulares o que acaba por condicionar em grande medida uma política mais disseminada para as compras circulares, por exemplo. De realçar ainda a importância da sensibilização e da capacitação das organizações, seja dos seus trabalhadores como dos cargos de chefia e dos próprios consumidores.






UP: De que forma o Pacto pode contribuir para ajudar a ultrapassar alguns destes obstáculos e apoiar uma transição da região para uma economia circular?

As propostas a concretizar pelas entidades subscritoras ilustram práticas relevantes e potenciadoras de uma contribuição ao nível da transição da região para uma economia mais circular. Ações como a criação de um centro de compostagem comunitária com disponibilização de compostores domésticos, o aproveitamento de resíduos florestais para geração de energia, a promoção das compras públicas circulares, o incentivo na utilização de bicicletas elétricas ou a promoção de oficinas de reparação, reutilização e remanufactura, por exemplo, afiguram-se como práticas de cariz transformador e indicam a preocupação e o interesse que estas entidades subscritoras manifestam relativamente ao alcance de uma economia mais circular que promova igualmente a defesa do meio ambiente, o fomento das energias renováveis ou a eficiência no uso dos recursos.

Estima-se que os impactos das ações propostas contribuam para uma maior disseminação dos princípios da economia circular. De facto, a esmagadora maioria dos compromissos assumidos fazem apelo à participação ativa da comunidade, pressupondo a colaboração de outras entidades ligadas aos agentes subscritores do Pacto, numa cooperação que certamente gerará um efeito multiplicador de boas práticas circulares e, simultaneamente, uma sensibilização dos diversos públicos para os efeitos positivos deste conceito.



UP: Para além do Pacto, a CCDRC encontra-se a desenvolver outras iniciativas que apoiem a região na transição para uma economia mais circular?

Entre os vários projetos, associados à economia circular, que a CCDRC tem dinamizado e participado enquanto entidade parceira, como os projetos europeus dos programas Horizonte 2020 (SCREEN) , Interreg Europe (REPLACE e CircPro) e Urbact (URGE), destaca-se o projeto Centro Green Deal (Centro GD) em compras públicas circulares, que a CCDRC coordena e que, tal como o Pacto, envolve entidades da região Centro.

Este projeto procura responder aos desafios propostos para a área das compras públicas assumindo a importância que a contratação pública tem enquanto instrumento poderoso na promoção da economia circular.

Lançado no dia 8 de abril de 2019 e pela primeira vez em Portugal, o Centro GD é um projeto pensado à semelhança do Green Deal on Circular Procurement desenvolvido pelo Governo holandês, e dimensionado para o contexto da região Centro.

A participar no projeto encontram-se 13 entidades regionais (três Municípios, cinco Comunidades Intermunicipais, dois Institutos Politécnicos, uma Universidade, um Hospital e a CCDRC) que subscreveram uma carta de compromisso na qual, cada entidade se compromete a lançar dois concursos de contratação pública, adequados aos princípios da economia circular, até ao final do projeto e, a partilhar todo o conhecimento adquirido durante este processo, contribuindo para assegurar uma rede colaborativa de aprendizagem.

Para além das entidades regionais participam no projeto entidades de âmbito nacional com responsabilidades e/ou projetos na área da contratação pública e que integram um Grupo de Acompanhamento do projeto. A apoiar o projeto encontram-se igualmente peritos internacionais, como técnicos do Ministério das Infraestruturas e Gestão Hídrica do governo Holandês e do Departamento de compras públicas da OCDE.

Entende-se que esta iniciativa traz benefícios para a região e para cada um dos participantes envolvidos, não só no que se prende com a dimensão económica envolvida, como no que diz respeito à forma como cada entidade participante se posiciona na região: sustentável, responsável e inovadora. Para além disso, cada aquisição de produto e/ou serviço circular, permite o estímulo ao desenvolvimento de um modelo de negócio circular desencadeando impactos socioeconómicos relevantes no contexto local, regional e nacional.



Para mais informações consultem o site da Agenda Regional de Economia Circular do Centro.