Havai

O Havai tornou-se o primeiro estado dos EUA a proibir o uso de pesticidas que contenham clorpirifos, um inseticida amplamente usado na agricultura que já foi associado a atrasos graves no desenvolvimento das crianças e a outros riscos para a saúde.

Ao abrigo da nova legislação, estes pesticidas ficarão proibidos nas ilhas a partir do dia 1 de janeiro de 2019 e a pulverização de pesticidas a menos de 30 metros de escolas durante o horário escolar também fica interditada. As empresas poderão solicitar uma prorrogação por três anos para se adaptarem às novas normas.

“Esta foi uma lei que demorou muitos anos a concretizar-se. Tinha chegado a sua hora”, disse o senador Russell Ruderman. “Fomos guiados pela crença de que temos sempre de pôr as nossas 'keiki' em primeiro lugar”, acrescentou, utilizando a palavra havaiana para “crianças”. “Devíamos todos concordar com isso.”

Segundo o Centro Nacional de Informação sobre Pesticidas dos EUA, a exposição a pequenas quantidades de clorpirifos pode causar salivação, dores de cabeça e náuseas. A exposição prolongada pode provocar vómitos, tremores, perda de consciência e paralisia, entre outros efeitos.

Estudos científicos também têm mostrado uma ligação entre a exposição pré-natal ao químico e problemas de desenvolvimentos nas crianças, como diminuição do coeficiente de inteligência, distúrbios de atenção e problemas ao nível da memória de trabalho.

Apesar dos possíveis riscos para a saúde, o clorpirifos continua a ser amplamente usado na agricultura nos EUA e a administração Trump rejeitou recentemente uma petição para o proibir.

O Havai está a mostrar à administração Trump que os estados vão defender as nossas crianças, mesmo quando Washington não o faz”, disse a cientista Miriam Rotkin-Ellman, do grupo Natural Resources Defense Council.
elefante asiático

A organização de defesa dos direitos dos animais World Animal Protection juntou-se ao Elephant Haven para abrir aquele que será o primeiro santuário para elefantes do circo na Europa. O santuário será criado em França, na região de Limousin, no centro do país, e algumas instalações estarão operacionais já neste outono.

Até agora, não existia no continente europeu um refúgio onde estes elefantes pudessem viver depois de se reformarem, contam as organizações. “É para nós um imenso prazer proporcionar-lhes um refúgio seguro”, disse Tony Verhulst, cofundador do Elephant Haven. “Os elefantes dos circos merecem um lugar feliz para viverem o resto das suas vidas.”

O santuário possuirá uma plataforma que permitirá aos visitantes e turistas observar os animais, enquanto estes circulam livremente.

A colaboração entre as duas organizações surgiu após a campanha bem-sucedida da World Animal Protection junto ao governo dinamarquês, que anunciou recentemente o seu compromisso para proibir o uso de elefantes nos circos.

Outros 14 países europeus adotaram recentemente proibições semelhantes e muitas delas entram em vigor este ano. Existem atualmente mais de 100 elefantes nos circos europeus.



“À medida que as tão esperadas proibições entram em vigor na Europa, o Elephant Haven (“Refúgio dos Elefantes”) afirma-se como um santuário urgentemente necessário, onde os antigos elefantes do circo serão alojados em segurança”, explicou Steve McIvor, presidente executivo da World Animal Protection.

Estes elefantes viveram uma vida de sofrimento, mantidos em cativeiro e forçados a suportar um treino cruel e intensivo com o propósito de os tornar ‘seguros’ para interagirem com as pessoas e as entreterem”, afirmou.

“O compromisso da Dinamarca para proibir o uso de elefantes nos circos é uma vitória enorme para nós e faz parte de uma reação em cadeia na Europa para pôr fim à miséria e sofrimento destes animais majestosos. O melhor sítio para se ver um elefante é na natureza; o segundo melhor lugar é num santuário de elefantes legítimo”, defendeu Steve McIvor.

O Elephant Haven anunciou ainda que tem planos para se expandir e construir, até 2020, outra instalação que abrigará mais elefantes.


Vídeo: Os circos com animais selvagens em 60 segundos
cria de jaguar brinca com a progenitora

São boas notícias para uma espécie cujos números têm vindo a diminuir: a população de jaguares selvagens do México cresceu 20% nos últimos oito anos, totalizando agora 4800 animais, segundo estimativas de um novo estudo.

“A presença de jaguares garante que estes ecossistemas funcionam, através do controlo das populações de herbívoros, e é também um indicador da boa saúde dos ecossistemas”, disse Heliot Zarza, vice-presidente da National Jaguar Conservation Alliance.

Segundo Gerardo Ceballos, o investigador que liderou o estudo, o programa de conservação iniciado em 2005 e supervisionado pelo serviço de parques nacionais do México impulsionou os números desta espécie, classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “quase ameaçada”.

No dia 1 de março, 14 países da América Latina assinaram um acordo nas Nações Unidas para a implementação de um programa de conservação regional para os grandes felinos até 2030, dando assim mais um impulso à preservação do jaguar.
Foto: Cria de jaguar (Tambako The Jaguar/Flickr)
Cigarros

A França vai obrigar as empresas tabaqueiras a ajudar a pôr fim à poluição causada pelas beatas dos seus cigarros, que sujam as ruas e contaminam a água, a não ser que as mesmas tomem medidas voluntárias nos próximos três meses.

“Na ausência de compromissos eficazes até setembro, o governo obrigará a indústria a envolver-se na recolha e eliminação dos seus resíduos”, disse Brune Poirson, secretária de Estado da Ecologia.

Segundo estimativas do ministério da Transição Ecológica e Solidária, 30 mil milhões de pontas de cigarro são descartadas todos os anos em França e mais de 40% acabam nas praias, florestas, rios e no mar. Um só filtro pode contaminar centenas de litros de água, devido às substâncias químicas que contém, e demorar mais de uma década a decompor-se, explicou Brune Poirson.

A cidade de Paris recolhe 350 toneladas de beatas de cigarro por ano, apesar da existência de cinzeiros de parede e da ameaça de uma multa de 68€ para quem seja apanhado a deitar um cigarro para o chão.

“O ministério não será brutal no método, mas será firme nos objetivos. A poluição é grande, por isso os compromissos não podem ser pequenos”, disse um representante do ministério. Segundo o mesmo, embora o governo não tenha especificado as medidas que poderá impor, uma das opções possíveis será um sistema obrigatório de reciclagem.

Algumas das empresas de tabaco já reagiram ao anúncio do governo. A British American Tobacco, cujas marcas incluem a Lucky Stride e a Rothmans, disse que trabalharia com o governo para sensibilizar os fumadores e distribuir cinzeiros de bolso, mas defendeu que o estabelecimento de uma responsabilidade alargada do produtor iria contradizer “o princípio do poluidor-pagador, desresponsabilizando os consumidores sem civismo e não resolvendo o problema na sua origem”.

“Não cabe às empresas, aos fumadores ou aos cidadãos pagar, através de impostos ou taxas adicionais, os custos ligados ao tratamento das pontas de cigarro”, disse a empresa, apelando ao Estado para que defina infrações e as sancione “rigorosamente”.

A Imperial Brands, que vende as marcas French Gauloises e Gitanes, incitou os fumadores a deitarem fora as beatas de forma responsável e afirmou que não tinha planos para alterar os seus filtros de modo a torná-los menos poluentes.

De acordo com a revista médica Tobacco Control, as beatas são o tipo de lixo mais comum encontrado nas ruas de todo o mundo e estima-se que se deitem fora 4,5 biliões todos os anos.
Halva

Com estas quatro receitas, aprenda a fazer halva, um doce tradicional do Médio Oriente, feito à base de tahini (pasta de sésamo).
Experimente!

Halva com tahini, pistachio e rosas



Halva com mel de tâmaras (legendas em espanhol)



Bolas de halva (video em inglês)



Halva com nozes e pistachios



Como fazer Tahini:




Foto: deror_avi
Gelados

Gelados vegans de manga e maracujá ou frutos vermelhos Ecorino da Gelatelli (6 x 75g = 450g)


Ingredientes (frutos vermelhos): água, açúcar, 16,1% de puré de morango, xarope de glicose-frutose, farinha de trigo, 4,7% de puré de groselha-negra, 4,1% de sumo de groselha-negra obtido a partir de um produto concentrado, gordura de coco, 1,3% de puré de framboesa, 1,2% de puré de framboesa concentrado, concentrados vegetais (cenoura, hibisco, beterraba, maçã, cártamo, abóbora, limão, baga de sabugueiro, cenoura roxa), emulsionantes: lecitinas de soja, mono e diglicéridos de ácidos gordos*; 0,5% de puré de groselha-negra obtido a partir de um produto concentrado, cacau magro em pó, estabilizadores: goma de alfarroba, goma de guar, pectinas; sumo de limão concentrado, proteína de ervilha hidrolisada, aroma natural de groselha-negra, amido modificado de milho ceroso, aromas naturais, acidificante: ácido cítrico, citratos de sódio.
*de origem vegetal.

Ingredientes (manga e maracujá): água, açúcar, 15,7% de puré de manga, 13,5% de sumo de maracujá concentrado, xarope de glicose-frutose, farinha de trigo, gordura de coco, dextrose, emulsificantes: lecitinas de soja, mono e diglicéridos de ácidos gordos*; cacau magro em pó, estabilizadores: goma de alfarroba, goma de guar; proteína de ervilha hidrolisada, concentrado de vegetais corantes (abóbora, maçã, cenoura), amido de milho, aroma natural de maracujá, aromas naturais, sumo de limão concentrado, acidificante: citratos de sódio.
*de origem vegetal.


O melhor:
100% vegetal (apto para vegetarianos e vegans);
Cone muito bom;
Ótima consistência;
Sem lactose;
Tem certificação UTZ para o cacau;
Bom preço.

O pior:
Podiam ser menos doces;
Podiam ter menos ingredientes (a lista de ingredientes é enorme...);
O gelado de frutos vermelhos sabe muito a limão (para quem não apreciar o sabor a limão).


Preço: 1,99€ (Lidl)

Nota: os gelados de chocolate e baunilha da imagem não são vegans.

Aprenda a fazer gelados e sorvetes vegans aqui.
Garrafa de plástico

O parlamento aprovou hoje, dia 15 de junho, na generalidade, o projeto de lei do PAN para implementar um sistema de incentivo e depósito de embalagens de bebidas de plástico, vidro e alumínio.

O projeto de lei do PAN teve votos a favor de todos os partidos, à exceção do PCP e PEV, que se abstiveram, e baixará ao trabalho de especialidade na 11.ª comissão parlamentar, a de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

"O plástico é uma calamidade mundial, problema para o qual Portugal contribui diariamente porque não adota os melhores mecanismos em matéria de gestão de resíduos", afirmou André Silva, deputado do PAN.
A medida do PAN “visa garantir a retoma e reciclagem da quase totalidade das embalagens de bebidas de plástico, alumínio e vidro", através de um "sistema de depósito de embalagens que garante a redução de deposição de resíduos no ambiente". "Neste sistema, que propomos faseado, é atribuído um valor ao consumidor após a devolução de embalagens, através de equipamentos de retoma", explicou.

A iniciativa do PEV foi aprovada por unanimidade, na forma de um projeto de resolução que recomenda ao Governo a realização de "campanhas de sensibilização para redução de resíduos e para deposição seletiva adequada à reciclagem”.


Touro

O presidente da Câmara de Póvoa de Varzim, Aires Pereira, disse no dia 12 de junho que a Praça de Touros do concelho vai ser transformada em multiusos e que vai deixar de receber touradas.

“Vamos fazer ali um investimento de 5 milhões de euros, construindo um multiusos que acolherá as mais variadas atividades desportivas e culturais ao longo de todo o ano, e a manutenção de instalações para a realização de corridas de touros seria uma grande condicionante, pelo que decidimos que, ali, deixará de haver touradas”, afirmou o autarca.

Há uma outra sensibilidade em relação às touradas, as novas gerações olham-nas de forma diferente, este ano já não se fizeram garraiadas nas festas académicas e a Câmara decidiu dar um novo uso àquela praça”, disse.

Ultimamente, apenas se realizavam duas touradas por ano na praça. Em 2018, segundo o autarca, a Praça de Touros da Póvoa de Varzim vai acolher as suas duas últimas corridas.
A obra vai começar em 2019 e estará terminada no verão de 2020.
Loja Lush sem embalagens

A Lush abriu a sua primeira loja sem embalagens do mundo, em Milão, Itália, no Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho).
A marca de cosméticos já vende atualmente 40% dos seus produtos sem embalagens. Exemplo disto são os seus champôs sólidos.

A loja de Milão vai passar documentários relacionados com problemas ambientais e ser palco de conferências e workshops ligados a estas temáticas, pretendendo igualmente sensibilizar para o problema do plástico no oceano.


Loja Lush sem embalagens

Loja Lush sem embalagens

Loja Lush sem embalagens

Sabonete sem embalagem

Roupa

Dois anos depois de ter proibido os supermercados de deitarem fora os alimentos que não vendem, a França planeia agora fazer o mesmo para a roupa.

No roteiro para o desenvolvimento de uma economia circular apresentado pelo primeiro-ministro Édouard Philippe, o governo francês anunciou a sua intenção de “fazer valer para a indústria têxtil, até 2019, os princípios gerais da luta contra o desperdício alimentar para garantir que os produtos não vendidos deste sector não são nem descartados nem eliminados”.

Desta forma, as marcas seriam obrigadas a optar por medidas mais sustentáveis como a reciclagem ou a doação dos artigos que não vendem.

“Por enquanto, não está nada realmente especificado, é um roteiro preliminar, mas é uma boa notícia. O prazo de 2019 vai permitir ao governo fazer um balanço da situação, calcular a quantidade de [têxteis] descartados, analisar os procedimentos instituídos pelas marcas e as dificuldades”, disse Valérie Fayard, diretora geral adjunta da Emaús, uma organização com fins filantrópicos que tem apelado pela introdução desta medida há vários meses.

Segundo um estudo da Fundação Ellen MacArthur, a França descarta 600 mil toneladas de roupas, calçado, vestuário de trabalho e roupa de casa por ano e apenas um quarto deste valor é recolhido para reciclagem ou caridade.

Recentemente, fotos de produtos da marca Celio rasgados e deitados fora pelos funcionários da loja provocaram indignação na internet e reacenderam o debate sobre o destino do vestuário não vendido. Também a gigante de fast fashion H&M foi acusada pelo programa de televisão dinamarquês Operation X de incinerar 12 toneladas de roupas não vendidas por ano, uma alegação negada pela empresa.

Roupa rasgada pendurada na porta da loja
Roupa rasgada encontrada num contentor de lixo em frente à loja Celio e pendurada nas grades pelos transeuntes | Foto: Nathalie Beauval

A moda é uma das indústrias mais poluentes do mundo. De acordo com estimativas de 2015, a indústria da moda é responsável pela emissão de mais de mil milhões de toneladas de CO2 por ano e pela produção anual de cerca de 92 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Em média, são consumidos anualmente 79 mil milhões de metros cúbicos de água para a produção de roupa, o que encheria 32 milhões de piscinas olímpicas.

A indústria têxtil depende sobretudo de recursos não renováveis – no total, 98 milhões de toneladas por ano –, incluindo petróleo para produzir fibras sintéticas, fertilizantes para cultivar algodão e químicos para produzir, tingir e finalizar fibras e têxteis”, explica a Fundação Ellen MacArthur.

“É chegada a altura de a indústria da moda se assegurar de que os seus produtos são usados mais vezes”, disse François Souchet, da Iniciativa Fibras Circulares da fundação. “Quer seja através da pressão por parte dos legisladores ou dos consumidores, muitos indícios dizem que é a altura certa para a indústria repensar o seu modelo de negócios.”