Prato vegan

ONA (Origine Non-Animale) acabou de se tornar no primeiro restaurante vegan a receber uma estrela Michelin em França. O Guia Michelin foi publicado na segunda-feira.

Claire Vallée abriu o ONA em 2016, em Arès, perto de Bordéus, através de uma campanha de crowdfunding e de um empréstimo de um banco de financiamento ético, o Le Nef.

A chef disse que este restaurante nasceu "da recusa da exploração animal de todas formas". "Mais do que um restaurante gastronómico, ONA quer ser um lugar de vida, onde o respeito pelo humano, a natureza e os animais estão no centro das nossas preocupações."


Pessoa a carregar saco de compras

A crise económica está a levar mais pessoas a pedir ajuda a instituições sociais que distribuem alimentos. O impacto está a fazer-se sentir na classe média, com pessoas a enfrentar pela primeira vez uma situação de vulnerabilidade financeira. Em Espanha, emerge já uma "nova pobreza".

"Nunca me vi assim na minha vida. De outra forma, como é que ia ter três filhos? Eu estava a ir bem. A minha vida deu uma reviravolta para pior. Passei a pedir comida. No início, sente-se vergonha, honestamente", conta à Euronews uma das pessoas entrevistadas.

Estima-se que, com a covid-19, possa haver mais um milhão e cem mil pessoas, em Espanha, a viver na pobreza.

A crise gerada pelo coronavírus também está a afetar a Áustria, o sexto país mais rico da União Europeia, onde pessoas que antes tinham alguns meios estão de repente nas ruas.

A "nova pobreza" gerada pela covid está a afetar grupos mais vulneráveis da população, como famílias monoparentais, trabalhadores independentes, pequenos empresários e trabalhadores sazonais.




Plantas

A Universidade de Évora está a desenvolver um projeto para criar jardins sustentáveis. A ideia é usar plantas autóctones, mais resistentes ao calor e a períodos de seca.

Carla Pinto Cruz, Professora do Departamento de Biologia e investigadora no MED da Universidade de Évora (UÉ) lidera este projeto de conservação e gestão do património natural, que tem como finalidade impulsionar o uso de plantas autóctones nos espaços verdes de localidades do Alentejo Central, mas que pode ser replicado em todo o território nacional.

O Sargaço (Cistus monspeliensis), a Roselha-grande (Cistus albidus), o Rosmaninho (Lavandula pedunculata), o Pilriteiro (Crataegus monogyna) ou a Gilbardeira (Ruscus aculeatus) são apenas alguns exemplo de espécies nativas que a equipa de investigadores vai usar em espaços verdes no âmbito do projeto “Plantas Nativas na Cidade – Repensar os espaços verdes urbanos”, financiado no valor de 37 903,02€ pelo Fundo Ambiental e inserido no Programa de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do Ministério do Ambiente.

Desenvolvido em colaboração com a CIMAC (Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central), este projeto inclui uma equipa multidisciplinar com competências nas mais variadas áreas técnico-científicas, e conta com a cooperação da empresa Sigmetum, produtora de espécies nativas, e dos vários Municípios envolvidos. “É para nós claro que a utilização de recursos vegetais próprios apresenta diversas vantagens e permite aumentar a resiliência e sustentabilidade dos nossos espaços verdes, o que é especialmente pertinente na realidade atual de intensificação das alterações climáticas” sublinha a investigadora Carla Pinto Cruz.

O objetivo é melhorar o conhecimento e o estado de conservação do património natural e da biodiversidade da região e poder aplicar um modelo de desenvolvimento, gestão e valorização de territórios com um elevado capital natural, como as matas, os jardins ou outras estruturas ecológicas com funções paisagísticas urbanas indispensáveis ao bem-estar e qualidade de vida das pessoas que habitam a cidade e respetivas zonas periurbanas.

Com atuação já iniciada em Évora, estas ações envolvem os municípios de Montemor-o-Novo, Estremoz, Mourão e Redondo, com foco na requalificação de diversos espaços verdes, atualmente dominados por espécies exóticas, e desta forma promover ações de sensibilização junto dos cidadãos e dos técnicos com o propósito de alertar para a necessidade de formar as Organizações Não Governamentais de Ambiente, as Comunidades Intermunicipais e as Associações de Municípios, que de outro modo, não teriam capacidade nem suporte financeiro para executar este tipo de atividades impulsionadoras do debate em torno desta problemática.

Para Teresa Batista, (CIMAC, e docente da UÉ), este projeto “tem um enorme potencial de replicação não só nos 14 municípios do Alentejo Central, mas em todo o continente”, e responde ao delineado no Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas no Alentejo Central (PIAAC-AC) elaborado em 2018, que aponta medidas para a racionalização do uso dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade, “em especial no Alentejo mas em todas as áreas do Mediterrâneo” onde se prevê até ao final do século “o agravamento das condições de seca e o aumento de fenómenos extremos como chuvas torrenciais e ondas de calor” recorda Teresa Batista, considerando ainda que o uso das espécies autóctones nas zonas verdes urbanas “afigura-se como a solução adequada, uma vez que se tratam de espécies adaptadas e mais resilientes a condições extremas e com menores necessidades de irrigação”.

Por sua vez a Anabela Belo, Professora do Departamento de Biologia e investigadora no Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), esclarece que a inclusão de zonas verdes em espaços urbanos, sobretudo se as plantas forem nativas, “é uma maneira de promover ligações entre as manchas maiores de paisagem que rodeiam as cidades” e deixa-nos o cenário: “Imagine-se que a cidade é um lago, as construções a água e, a ligar uma margem do lago à outra, existem pequenas pedras fora de água. Os jardins são essas pedras. Ao utilizar espécies de plantas nativas no desenho desses jardins, tornamo-los particularmente importantes para a conservação das nossas plantas, sobretudo para as que estão ameaçadas, mas também para todos os seres vivos que vivem com elas desde sempre”.

No que respeita ao Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da UÉ, Paula Simões e Rute Sousa Matos frisam que “projetar com espécies nativas em espaço urbano é educar as comunidades e os políticos, para uma forma de arte que põe em evidência a sazonalidade e que contribui para a consolidação da Estrutura Ecológica” sublinham, salientando ainda o facto que, desta forma “estamos a promover a biodiversidade e a sustentabilidade”.

Numa vertente mais ligada à área da biologia a investigadora do MED da UÉ, Catarina Meireles acresce que “os problemas ambientais decorrentes da utilização de espécies vegetais exóticas tanto em meios urbanos, como em meios rurais, são vários. A maioria das espécies utilizadas é muito exigente em água e o seu cultivo implica a utilização de grandes quantidades de fertilizantes, herbicidas e inseticidas”, destaca a investigadora referindo que “o elevado consumo de água associado à manutenção destas espécies, tem um grande impacto, sobretudo na região mediterrânica, onde a escassez de água é um problema cada vez mais grave”.

Outro aspeto realçado por Catarina Meireles é o facto de algumas destas espécies competirem com a flora autóctone, “muitas delas tornam-se invasoras e conseguem proliferar quase sem controlo passando a representar uma ameaça para as espécies nativas, para a diversidade e equilíbrio dos ecossistemas”. O facto de estas espécies serem importadas de outros países podem ainda “potenciar a introdução de novas pragas e doenças” alerta a investigadora.

As principais intervenções do projeto têm em vista a seleção e promoção da produção de plantas nativas, tal como indicado, espécies com interesse de conservação, e a requalificação de espaços verdes urbanos através de plantas com valor estético, ecológico e interesse paisagístico. Para tal serão realizados workshops para capacitação dos profissionais dos Municípios do Alentejo Central e serão produzidos materiais técnicos e didáticos que contribuam para a divulgação, sustentabilidade e replicação deste tipo de iniciativas.

Esta iniciativa possibilitará a conservação de espécies e habitats protegidos, através de um aumento da biodiversidade nativa, que permitirá não só reduzir o consumo de água e utilização de fitofármacos como potenciará a sustentabilidade e resiliência destes espaços face às alterações climáticas iminentes. Prevê-se também uma melhoria na gestão económica em consonância com as políticas ambientais nacionais estabelecidas com a União Europeia, em particular com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030), criada com o intuito de estancar a perda da biodiversidade nacional, aprofundando a sua conservação e utilização sustentável e promovendo a respetiva valorização, apropriação e reconhecimento pelos diversos agentes responsáveis e pela sociedade.
Mãos de uma criança

A aprendizagem fora da sala de aula e em pleno contacto com a Natureza é uma metodologia em crescimento nas escolas, a nível mundial, e à qual se reconhecem benefícios para o desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças e dos jovens. Com origem na Dinamarca e na Suécia, nos anos 50, a chamada “Educação na Natureza” – que tem práticas e princípios próprios – abrange atualmente milhares de crianças espalhadas por todo o mundo. Em Portugal, os primeiros passos neste sentido começaram a ser dados em 2017, com o surgimento de projetos baseados no modelo pedagógico da Forest School.

Com o objetivo de impulsionar a adoção desta metodologia de ensino em Portugal, surgiu o projeto “A Natureza é a melhor Sala de Aula” (NSA) – uma iniciativa promovida pelo Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto), uma rede composta por entidades públicas e privadas, coordenada pela Área Metropolitana do Porto e pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto. O projeto NSA, que arrancou em 2018/2019 e encontra-se atualmente na sua terceira edição, tem desafiado os docentes de vários contextos educativos a levar os alunos, desde os que frequentam o ensino pré-escolar até ao secundário, para fora das salas de aula e a procurar na Natureza novas formas de ensino/aprendizagem.

Como resultado, na presente edição, 78 docentes de 43 escolas de 17 municípios da AMP implementam a metodologia da “Educação na Natureza”, envolvendo mais de 1500 alunos nas aulas na Natureza. A Escola Básica de Recarei (Paredes), o Instituto Nun’ Alvres (Santo Tirso), a Escola Secundária de Valongo são algumas das Escolas que integram este projeto.

Quais os benefícios da Educação na Natureza?

Na Natureza, encontra-se uma miríade de estímulos, desafios e recursos pedagógicos necessários para educar crianças e jovens de uma forma integral, autónoma, estimulante e positiva. Uma metodologia de ensino harmonizada com a Natureza visa colmatar uma lacuna que é comumente associada às sociedades atuais, em que crianças e jovens passam cada vez menos tempo ao ar livre, o que tem levado a um evidente aumento do sedentarismo infantil.

Além dos problemas de saúde física relacionados com um estilo de vida sedentário, uma vida desconectada do mundo natural está relacionada com um maior défice de atenção e maior prevalência de problemas emocionais e comportamentais, como concluiu Richard Louv, autor da teoria “Transtorno do Défice de Natureza”. Já o contacto com espaços verdes em contexto académico tem revelado um impacto positivo na capacidade de aprendizagem, bem como de processos cognitivos (atenção, resiliência e sentido de autoeficácia) e socioemocionais (autorregulação emocional e comportamental, resolução de problemas e cooperação).


Sobre o CRE.Porto
O Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto) é uma rede para a promoção da Educação para a Sustentabilidade, composta por entidades públicas e privadas e coordenada pela Área Metropolitana do Porto e pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Refira-se, ainda, que o CRE.Porto resulta do projeto regional Futuro Sustentável - Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto (2003-2008), no qual mais de 5.000 cidadãos e centenas de especialistas indicaram uma grande necessidade de investir na educação para o desenvolvimento sustentável no território metropolitano.
Cartaz

O Summit Food with Conscience é um evento 100% online e gratuito, dedicado à alimentação consciente e sustentável que decorrerá no dia 16 de janeiro, das 9h às 20h45.

Tem como missão promover o debate de novas soluções em prol de uma alimentação mais local, sazonal, sustentável, ética e sem desperdício!

Através de palestras, workshops, show cookings e debates pretende consciencializar o público e as empresas para a problemática do desperdício, e dos impactos ambiental, alimentar e económico; dar ferramentas práticas de redução do desperdício para aplicar no dia-a-dia e ainda, criar um movimento público de consciência alimentar.

O projeto é organizado por Ariana Macieira (fundadora do projeto Simbiose), Sara Silva (cofundadora do projeto No Footprint Nomads e e organizadora de eventos ligados à sustentabilidade como, o GreenFest Portugal 2020) e por Filipa Gouveia (fundadora da ECOnnect Portugal, organizadora do Circular Economy Club Braga e criadora do projeto Vida ECOnsciente).

Para mais informação e para se inscreverem visitem o site do Summit Food with Conscience e o Facebook.
Pacotes de açúcar

“Piadas Recicladas” é o tema da nova edição colecionável de pacotes de açúcar, onde as piadas ganham uma nova vida através de conteúdos relacionados com a reciclagem e com os processos que dela derivam, numa parceria entre a Sociedade Ponto Verde e a Delta.

A nova coleção pretende, de forma descontraída e divertida, passar a mensagem da reciclagem enquanto anima a pausa para café. “Esta iniciativa vem proporcionar alegria à vida dos portugueses quando todos nos vemos obrigados a esconder o sorriso. Além disso, nada melhor do que juntar o humor ao conhecimento sobre a reciclagem para perceber a importância que esta tem para o ambiente e para a sustentabilidade”, refere Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

A junção das marcas Delta e Sociedade Ponto Verde já vem de longa data e esta é já a terceira coleção de pacotes de açúcar temáticos dedicados à reciclagem. É, sem dúvida, uma excelente oportunidade de trazer às pessoas conteúdo relevante, com grande proximidade, ao mesmo tempo que duas marcas potenciam sinergias na comunicação para a sustentabilidade.

“Porque é que as garrafas cumprem sempre a sua palavra? Porque o prometido é de vidro.”, “Porque é que o ecoponto amarelo refila tanto? Porque passa a vida a levar tampas.”, são algumas das piadas reformuladas pela SPV em conjunto com a Delta Cafés, que vêm dar mais humor à reciclagem e torná-la num ato mais descomplicado.
artigos desportivos

Em setembro de 2020, a Decathlon lançou a Segunda Vida para os seus artigos devolvidos, danificados ou de exposição, reparando-os e colocando à venda com preço de oportunidade e de forma permanente. Estes artigos podem ser encontrados nas zonas de Segunda Vida em qualquer loja. Desde setembro foram recuperados mais de 1500 artigos. Com este projeto a Decathlon pretende recuperar, recondicionar e encontrar um novo utilizador para produtos que, apesar de não estarem novos, continuam com toda a sua utilidade.

Desta forma evitam o desperdício, reduzem o seu impacto ambiental e tornam os benefícios da prática desportiva mais acessíveis.

Mais do que dar várias vidas a um produto é garantir a sua longa vida. E aqui o serviço pós-venda da Decathlon, para além de aconselhar e acompanhar, repara artigos adquiridos pelos clientes. Este ano, já foram reparados mais de 9000 produtos.

Têm também um serviço de aluguer em que os clientes podem experimentar, por enquanto, 10 desportos sem que tenham de comprar o material no fim da sua utilização, permitindo descobrir novas práticas desportivas. Nos últimos meses mais de 1300 clientes já usufruíram deste serviço.

O serviço Trocathlon dá uma segunda vida aos artigos desportivos usados dos seus clientes. Em 2020, o Trocathlon permitiu a cerca de 1000 clientes poderem vender os seus produtos desportivos usados e, com a sua venda, os clientes tiveram a possibilidade de comprar material desportivo novo para a sua prática desportiva ou iniciar um novo desporto.

Para além destas iniciativas, a Decathlon comprometeu-se a criar produtos usando uma abordagem de ecodesign, contando com mais de 400 produtos ecodesenhados, que utilizam soluções como o algodão orgânico, cultivado sem produtos químicos e o poliéster reciclado. São exemplos destes, as t-shirts de corrida e camisolas de caminhada com poliéster reciclado, produzido a partir de garrafas de plástico e as calças de yoga com algodão proveniente de agricultura biológica e sem organismos geneticamente modificados.


O Movimento Lugar à Mesa surge para minimizar as dificuldades de duas esferas da nossa sociedade: as famílias afetadas pela pandemia e o setor da restauração. No mesmo projeto, cria um círculo virtuoso que beneficia as famílias afetadas pela pandemia e, em simultâneo, cria impacto positivo na atividade dos muitos restaurantes que se veem agora sem clientes. Este Movimento cria um duplo impacto e minimiza as dificuldades de muitos cidadãos, sejam eles vizinhos, conhecidos ou desconhecidos. Juntos, as nossas ações têm mais força.

O Movimento Lugar à Mesa é feito de todos e para todos

De todos os que querem ajudar e para todos os que precisam de ajuda. E são muitos os que precisam, no contexto atual. Vivemos, como sociedade e como indivíduos, tempos exigentes do ponto de vista da saúde mas também do ponto de vista económico e social.
Consciente do importante papel que assume na comunidade, a Delta Cafés desenvolveu, em conjunto com outros parceiros, o Movimento Lugar à Mesa.

Como pode ajudar?

Como cidadão - ao fazer o seu contributo estará a permitir entregar refeições, de forma gratuita, a muitas famílias afetadas pela pandemia. Faça o seu contributo aqui.

Como estabelecimento de restauração – ao confecionar refeições que serão entregues às famílias afetadas pela pandemia e cujo valor será suportado pelo movimento Lugar à Mesa, reforçando a sua atividade e trabalho dos seus colaboradores. Inscreva-se como restaurante parceiro.



Ovelha

As primeiras 23 ovelhas do projeto Life Lungs, coordenado pela Câmara de Lisboa e cofinanciado por Bruxelas, já saíram da Quinta Pedagógica dos Olivais e já pastaram à solta pelo Parque da Bela Vista. Ao todo são 14 as saídas do rebanho previstas até maio de 2021.

A iniciativa experimental tem por objetivo “associar o pastoreio de animais à manutenção dos prados biodiversos da infraestrutura verde da cidade, e assim as ovelhas alimentam-se, fertilizam o solo e contribuem para a paisagem”, explica o vereador do Ambiente, Clima e Estruturas Verdes, José Sá Fernandes.

O projeto Life Lungs foi o primeiro projeto Life ganho pela Câmara Municipal de Lisboa e procura dar continuidade à manutenção e crescimento das estruturas verdes da cidade (parques, jardins, hortas e prados).
Natal

Se leram o artigo anterior em que se falava da Decoração de Natal, aqui encontrarão dicas para receitas DIY de prendas para oferecer, assim como embrulhos muito originais.
Vamos aproveitar a beleza que a Natureza nos oferece para celebrarmos um Natal mais consciente, natural, puro e amigo da nossa Grande Mãe!

RECEITAS DIY DE PRENDAS DE NATAL

Trufas de Chocolate

Ingredientes:
  • 8 colheres de sopa de uvas passas (~180g)
  • 1 colher de sopa de óleo de coco
  • 3 colheres de sopa de avelãs inteiras
  • 6 colheres de sopa de cacau em pó
  • Cacau em pó q.b. para cobrir as bolinhas exteriormente
Preparação:
  1. Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos e bater durante 30 segundos (depende da potência do processador e da intensidade escolhida, o importante é que não fiquem pedaços grandes, nem que fique tudo triturado, deve ficar num termo intemédio).
  2. Formar bolinhas com as palmas da mão e colocá-las num prato plano coberto com cacau em pó.
  3. Cobrir as bolinhas completamente com cacau em pó.
  4. Colocar num frasco de vidro e conservar num lugar fresco e seco.
  5. Enfeitar com um cordel ou fita de algodão ou erva seca resistente e uma etiqueta de papelão personalizada com o nome da receita e o nome da pessoa que recebe a prenda.

Bolinhas crocantes de figos secos, coco e limão


Ingredientes:
  • 11 figos secos
  • 3 colheres de flocos de aveia grande (aveia com ou sem glúten)
  • 1/3 caneca de coco seco em lâminas
  • 1 caneca de nozes já descascada
  • 1 colher de sementes de chia
  • Casca ralada de 1 limão

Preparação: 
  1. Colocar todos os ingredientes (exceto as sementes de chia) num processador de alimentos e bater durante 20 segundos (depende da potência do processador e da intensidade escolhida). O importante é que não fiquem pedaços grandes nem que fique tudo triturado, deve ficar num termo intermédio.
  2. Colocar o composto obtido num prato fundo e adicionar as sementes Chia. Misturar.
  3. Formar bolinhas com as palmas da mão
  4. Colocar num frasco de vidro e conservar num lugar fresco e seco
  5. Enfeitar com um cordel ou fita de algodão ou erva seca resistente e uma etiqueta de papelão personalizada com o nome da receita e o nome da pessoa que recebe a prenda.

Mistura de Bolachas no frasco


Ingredientes:
  • ¼ copo de farinha de alfarroba
  • ½ copo de farinha de aveia integral
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 colher de chá de baunilha em pó
  • 1 pitada de sal
  • 5 colheres de sopa de Açúcar de Coco
  • 2 dedos de aveia em flocos (sem glúten)
  • 6 quadrados de chocolate (90 a 99% cacau), cortados em pedaços
  • 4-5 colheres de sopa de casca de laranja triturada
  • 2 colheres de sopa de amêndoas com pele (também pode ser sem pele), cortadas em pedaços
  • 1/3 copo de leite vegetal

Preparação do frasco como prenda
  1. Misturar a farinha de aveia integral com sal e fermento.
  2. Num frasco de vidro, colocar os ingredientes por camadas: primeiro a farinha de alfarroba, depois a farinha de aveia, o açúcar de coco, os flocos de aveia, a casca de laranja triturada, os pedaços de cacau e as amêndoas.
  3. Fechar o frasco e decorar com um cordão com uma etiqueta com os ingredientes e instruções para se preparar as bolachas.

Preparação das bolachas
  1. Pré-aquecer o forno a 180ºC.
  2. Colocar o conteúdo do frasco numa tigela grande.
  3. Adicionar o leite e misturar o composto até obter uma massa homogénea.
  4. Cobrir um bandeja de forno com papel vegetal.
  5. Com o composto, formar umas bolachinhas e colocá-las na bandeja.
  6. Meter a bandeja no forno durante 17 minutos a 180º.
  7. Guardar num frasco de vidro ou tupperware de vidro e conservar em lugar fresco e seco.
  8. Enfeitar com um cordel ou fita de algodão ou erva seca resistente e uma etiqueta de papelão personalizada com o nome da receita e o nome da pessoa que recebe a prenda.

Bolachinhas de Limão


Ingredientes:
  • 150g de farinha de aveia
  • 150g de farinha de centeio
  • 80g de açúcar de coco
  • 1 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • Casca ralada de 1 limão
  • Sumo de ½ limão
  • 2g de bicarbonato de sódio
  • 70ml de óleo de sementes de girassol
  • 50ml de água mineral

Preparação das bolachas
  1. Numa tigela grande, mistura todos os ingredientes secos (exceto o bicarbonato de sódio) e adiciona a casca de limão ralada.
  2. No centro, adiciona bicarbonato de sódio e sumo de limão para desencadear uma reação química. Depois de a reação acontecer, adicionar água e óleo de sementes de girassol.
  3. Misturar bem todos os ingredientes.
  4. Envolve a massa obtida numa folha de papel vegetal de forno e deixa repousar pelo menos durante 15 minutos.
  5. Estende a massa entre duas folhas de papel vegetal de forno até obteres um estrato fino (4-5mm).
  6. Com uns moldes de formas, preparar as bolachas.
  7. Com os pedacinhos de massa que sobrarem, compacta até obteres uma bola de massa e estende para obteres um novo estrato de massa fina. Volta a repetir o processo de formação das bolachas, até já não sobrar massa.
  8. Passa um pincel com óleo de coco ou azeite num tabuleiro de forno, depois polvilha com um pouco de farinha.
  9. Coloca as bolachas de formas no tabuleiro.
  10. Cobre as bolachas com uma folha de papel vegetal de forno e coloca em cima leguminosas ou arroz. As leguminosas ou arroz servem para não permitir que a massa se encha.
  11. Cozer no forno a 160ºC durante 20 minutos.
  12. Retira o tabuleiro do forno, e com calma retira a folha de papel vegetal com as leguminosas ou arroz em cima.
  13. Deixa arrefecer completamente as bolachas.
  14. Guarda num frasco de vidro ou tupperware de vidro e conserva num lugar fresco e seco.
  15. Enfeita com um cordel, fita de algodão ou erva seca resistente e uma etiqueta de papelão personalizada com o nome da receita e o nome da pessoa que recebe a prenda.

Perfume Natural

Óleo de amêndoas doces biológico
Opção 1:
  • Óleo essencial de laranja biológico q.b.
  • Óleo essencial de limão biológico q.b.
Opção 2:
  • Óleo essencial de laranja biológico q.b.
  • Óleo essencial de canela biológico q.b.
Material:
Recicla uma garrafa pequena de vidro spray, roll-on ou qualquer jarro que tiveres a casa.
Preparação:
A quantidade de cada ingrediente depende do tamanho da embalagem utilizada. O óleo de amêndoas doces preenche a maioria da embalagem e depois adicionam-se as gotas da intensidade desejada. Se o frasco for transparente e roll-on ou spray, adiciona também flores secas de camomila para decorar.

Óleo corporal com flores


Ingredientes:
  • 100ml de Óleo de amêndoas doces biológico
  • 4gr de Flores secas de Alfazema
  • 2gr de Flores secas de Camomila
  • Garrafa pequena de vidro com ou sem spray
Preparação
Coloca as flores secas num jarro de vidro e adiciona o óleo.
Infundir em banho-maria em fogo muito baixo por 30 minutos. Não exceder os 70º. Coa com um coador ou pano de algodão. Verter o óleo infundido numa garrafa pequena ou um frasco de vidro e conservar em local fresco (não mais de 3 meses).

Cria uma playlist com a música favorita

Cria uma playlist online em programas como Spotify que possas partilhar com os teus queridos, ou guarda num pendrive e oferece a quem sabes que vai adorar esta prenda!

Cria um calendário 2021 personalizado

Cria um calendário personalizado online ou através de programas como Publisher e Word da Microsoft Office, organizado por mês, e oferece a pessoa que achas que mais precisa de um organizador.

Cria um álbum de fotos personalizado

As fotos são sempre uma prenda muito apreciada, especialmente quando se reúnem fotos antigas e que ajudar a relembrar momentos divertidos! Cria um álbum de fotos, ou inclusive uma sequência de vídeos com os melhores momentos que partilhaste com a pessoa a quem vais oferecer esta prenda!

EMBRULHOS DE NATAL


Como embrulhos de Natal, na mesma lógica que para a Decoração e as Prendas, reaproveita os materiais que tenhas em casa ou aproveita os passeios na Natureza com a família, amigos e/ou a sós para recolher folhas, flores e/ou ramas.

Viver de uma form consciente e sustentável, também quer dizer evitar tudo o que é de um uso único e que, portanto, possa criar quantidades de lixo enormes, especialmente de materiais mais difíceis de ser processados, como o plástico.

E o que podes usar como embrulhos amigos do ambiente? Neste artigo vais encontrar uma lista de ideias para que te guiar! 😊

  • Reaproveita sacos, caixas (também as dos sapatos!), embrulhos e fitas guardadas do Natal passado. Não guardaste nenhum? Começa este ano a tomar consciência do reaproveitamento que lhe podes dar para futuras prendas!
  • Escolhe um lindo lenço de tecido ou reaproveita roupa que já não uses para embrulhar prendas. Caso vás reusar roupa que já não uses, recorta só a quantidade de tecido necessária para cobrir a prenda. Com o que sobrar, podes embrulhar outra prenda.
  • Usa papel castanho, papel de jornal ou desenhos de crianças da família que já não servem, para embrulhar presentes, fecha-os com um cordel e enfeita com ramos de pinheiro ou de qualquer outra planta (também alecrim!) e adiciona um pau de canela ou cola estrelas anis sobre o papel para um acabamento bonito.
  • Reaproveita jarros de vidros de conservas ou alimentos que tenhas comprado no supermercado, embalagens de maquilhagem e cremes que já acabaram, removendo a etiqueta com água quente.

Não te esqueças de adicionar sempre flores e folhas secas, ramos de plantas, paus de canela, estrelas de anis para decorares os embrulhos.
E para personalizá-los? Usa a tua caligrafia e lápis ou canetas de cor ou, em alternativa, corta a base de verduras como aipo e alface e coloca-as em tintas de pintura ou aguarela, para usá-las como carimbo com forma de flor no material usado para embrulhar.
Todas estas ideias vão-te ajudar a criar embrulhos super originais e criativos! 😊

Só se todos contribuirmos, é possível evitar o desperdício e os danos ambientais, com pequenas ações como estas! Bora lá? 😊


Anita D’Ambrosio

O meu nome é Anita D’Ambrosio e sou Health Coach Holística certificada pelo IIN (Institute for Integrative Nutrition – New York). Através da minha orientação nas principais componentes da saúde, incluindo a nutrição, bem-estar, atividade física e espiritualidade, ajudo a alcançar uma vida mais completa e feliz, respeitando sempre a bio individualidade em todas as suas dimensões.
A minha forma de coaching diferencia-se e baseia-se em acreditar que a Natureza tem poderes curativos e que é em harmonia com a Natureza que nos sentimos completos e felizes, sendo que a Natureza e o respeito pela Natureza estão sempre presente na minha forma de atuar e na mudança que quero fazer no mundo.