A segunda edição do Summit Food with Conscience vai realizar-se já no próximo dia 26 de Junho, das 9h às 21h15. Tem o apoio do Greenfest Portugal, é 100% online e conta com dezenas de oradores que vão debater ideias, soluções e boas práticas enquadradas na temática das alterações climáticas, segurança e resiliência alimentar.

O programa é muito diversificado e completo. Através de palestras, workshops, show cookings, inspiration talks e mesas redondas pretende-se transmitir informação em prol de alimentação mais local, sazonal, sustentável, ética e sem desperdício. Entre os oradores confirmados estão: Rosário Oliveira (Food Hub ICS), Sara Moreno Pires (Pegada Ecológica - Zero), Fernanda Botelho, Marta Cortegano (Assoc. Terra Sintrópica), Maria Antunes (Kitchen Dates), Carla Santos (LeguCon), José Guedes (Ader Sousa), Marta Cortegano (ESDIME), entre outros!

A primeira edição do Summit decorreu em Janeiro de 2021, contou com mais de 800 inscrições e teve a presença de speakers de renome do panorama alimentar em Portugal, tais como Eunice Maia (Maria Granel), Hunter Halder (Refood), Frederico Venâncio (Phenix Portugal), Joep Housz (Quinta das Águias), entre outros.

A inscrição é totalmente gratuita, pode ser realizada aqui e permite o acesso livre a todas as sessões em direto no dia do evento. Para aceder a todos os conteúdos gravados o preço é de 14,99€. Existe ainda o bilhete especial de 23,99€ que dá acesso a todas as gravações das duas edições do Summit Food with Conscience!

Com esta iniciativa as organizadoras - Sara Silva (No Footprint Nomads), Ariana Macieira (Simbiose) e Filipa Gouveia (Vida ECOnsciente) - procuram juntar pessoas inspiradoras que todos os dias trabalham para gerar impacto positivo no mundo! Fazem o apelo: "Juntem-se a este evento e tornem-se parte da mudança!".

Todos por uma alimentação saudável e sustentável!


O Parlamento Europeu votou a favor da eliminação progressiva do uso de gaiolas na pecuária (558 votos a favor, 37 contra e 85 abstenções).
Os eurodeputados manifestaram o apoio à campanha de cidadania europeia "End the Cage Age" uma petição que reuniu cerca de 1,4 milhões de assinaturas em cerca de 18 Estados-membros da União Europeia.

"Estimamos, e este é um número bastante conservador, que na Europa, por ano, mais de 300 milhões de animais de criação, passam grande parte ou toda a vida em gaiolas", sublinhou, em entrevista à Euronews, Olga Kikou, da organização de campanha e lobby para o bem-estar animal "Compassion in World Farming" e uma das cidadãs à frente da iniciativa.

"Com a criação em gaiolas e afastando-nos da criação em gaiolas esperamos caminhar para uma agricultura animal mais sustentável. E por último, não menos importante, estamos completamente certos de que o afastamento deste tipo de criação está alinhado com a estratégia do 'Prado ao Prato que esta Comissão apoia", ressalvou Olga Kikou, da organização "Compassion in World Farming."

Os eurodeputados pedem à Comissão a realização de um estudo de avaliação e um período de transição para uma possível implementação das alterações em 2027.



O Mar começa aqui

No âmbito do programa Eco Escolas, o Município de Vila Nova de Famalicão aderiu à iniciativa “O Mar começa Aqui”, promovida pela ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa).
Neste âmbito, doze instituições educativas famalicenses assinalaram no passado dia 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos.

A iniciativa tem como principais objetivos:
  • Compreender a necessidade de preservação dos ecossistemas e da biodiversidade em geral e da qualidade da água doce e salgada em particular
  • Educar para uma cidadania ativa incitando os jovens a passar a mensagem de que “Tudo o que cai no chão, vai parar ao mar” a toda a comunidade educativa
  • Estimular a criatividade dos alunos, através do desenvolvimento de competências em áreas como a expressão plástica.
  • Implementar estratégias de cooperação escolas-autarquias para a promoção da sustentabilidade.
As instituições participantes foram as seguintes:
  • CIOR - Cooperativa de Ensino de Vila Nova de Famalicão
  • Didáxis - Cooperativa de Ensino de Riba de Ave
  • Escola Básica de Oliveira S. Mateus
  • Escola Básica de Ribeirão
  • Escola Básica de Ruivães
  • EB 2,3 Júlio Brandão
  • EB Conde S. Cosme
  • EB1 Carreira
  • EB1/JI Avenida- Riba de Ave
  • EBI de Gondifelos
  • Escola Sec. Camilo Castelo Branco
  • Jardim de Infância de Seide S. Miguel





























Palhinhas

A proibição do plástico de uso único deverá arrancar no mês de julho em Portugal.
O decreto-lei está em discussão pública, mas só deverá entrar em vigor a 1 de julho, segundo o Público.
Os pratos, talheres, palhinhas e cotonetes de plástico deixarão então de poder ser vendidos.

Os copos para bebidas ou os recipientes para comida ainda não são abrangidos por esta lei.
O Governo pretende que, até ao fim de 2026, haja uma redução de 30% no consumo de artigos de plástico descartável e de 50% até ao final de 2030.
Calções

R-Coat é uma nova marca de base comunitária que transforma guarda-chuvas partidos em casacos e acessórios únicos e que reduz o desperdício. Esta quinta-feira, dia 17 de junho, vai lançar uma coleção de calções com a marca sustentável WeTheKnot, que há 10 anos também aproveitava este material.

Passado e futuro juntam-se nesta coleção de calções reversíveis feita a partir dos tecidos de guarda-chuvas estragados. A marca WeTheKnot, que agora trabalha com materiais sustentáveis, há 10 anos criou uma linha de calções feitas de guarda-chuvas e agora junta forças com a marca R-Coat, que acabou de abrir loja online no dia 31 de maio e que trabalha exclusivamente com este material.

Mais de 1000 guarda-chuvas já foram salvos graças à rede nacional de pontos de recolha da R-Coat e à participação ativa da comunidade, que entrega guarda-chuvas partidos encontrados nas ruas e no lixo, em vez de enviá-los para aterros sanitários ou incineração. “Com criatividade e inovação, o lixo não existe” dizem Anna Masiello e Yasmin Medeiros, fundadoras da R-Coat.

As duas jovens criaram uma comunidade global de Umbrella Heroes e já reaproveitaram mais de 200 guarda-chuvas para criar casacos e chapéus estilosos, com design intemporal e feitos à mão em Portugal.

Como os fundadores da WeTheKnot, decidiram criar uma coleção de calções de verão para celebrar a circularidade da moda e a redução do desperdício. Com algumas alterações do design original dos calções que WeTheKnot produziu há 10 anos, prepararam algumas peças únicas e reversíveis que vão adicionar nas duas lojas online das duas marcas no dia 17.

Os calções de design funcional são reversíveis, apresentando cores diferentes em cada um dos lados, além de bolsos laterais em uma das faces. O contraste de cores unido ao design contemporâneo e funcional materializam a vivacidade da R-Coat e o minimalismo da WeTheKnot. Os produtos são feitos manualmente e de forma ética em Portugal, possuem alta qualidade e ainda reduzem o desperdício.
Lancheira

Um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma lancheira ecológica – The Cork Food Box – produzida com cortiça e um biopolímero (bioplástico), em colaboração com a Amorim Cork Composites, empresa do grupo Amorim, líder mundial na indústria da cortiça.

O projeto começou a ganhar forma no início de 2020, após um desafio lançado por João d’ Orey, professor convidado da unidade curricular de Gestão e Empreendedorismo do Mestrado Integrado em Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). A ideia, conta o docente, era que os alunos fossem capazes de criar “um modelo de negócio sustentável centrado na economia circular. Mais concretamente, que desenvolvessem um produto inovador que permitisse reduzir a utilização de plásticos, descartáveis e não descartáveis, e outros materiais de uso único, que fosse durável e que simultaneamente tivesse um impacto positivo ao longo do seu ciclo de vida”.

Os estudantes Alexandre Jorge, Ana Silva, Cindi Costa, Francisco Brandão, Margarida Oliveira, Raquel Caracitas e Rodrigo Moreira constituíram equipa e avançaram com o projeto, a que deram o nome R8- the cork food box. A opção pelo uso da cortiça “fazia todo o sentido, já que é um produto 100% natural e endógeno de Portugal, que é o maior produtor mundial de cortiça”, afirmam os estudantes. Além disso, sublinham, “os compósitos de polímero de cortiça podem ser personalizados e moldados de acordo com as necessidades do cliente, são leves e de extraordinária resistência”.

Para criar a The Cork Food Box, a equipa inspirou-se nas práticas sustentáveis utilizadas no passado “por trabalhadores agrícolas na região do Alentejo, que levavam para o campo um recipiente de cortiça para alimentos, chamado Tarro”, explicam.

Esta lancheira integra um conjunto de recipientes de diferentes dimensões para transporte e consumo de alimentos, bebidas e café, sendo por isso um “conceito polivalente que torna a lancheira adequada para o uso diário, serviços de take away e eventos”, referem os estudantes.

Um aspeto diferenciador do projeto, de acordo com a equipa, é o facto de no final do seu ciclo de vida “os recipientes serem entregues e reutilizados como matéria-prima na produção de flooring (pavimento flutuante), reduzindo assim o impacto ambiental do próprio negócio”.

Apesar de o modelo de negócio já se encontrar estruturado e de já existirem alguns protótipos, até chegar ao mercado, o projeto ainda tem algumas fases pela frente, uma vez que, como explica João d’ Orey, “temos de garantir que o produto obedece a determinadas características técnicas, como, por exemplo, estar apto para ser lavado na máquina de lavar loiça, para ir ao micro-ondas para aquecer a comida que transporta, e obter a certificação para o uso alimentar, cujo processo já está em marcha, ou seja, estamos na fase de configuração final do produto”. No entanto, o docente acredita que esta lancheira ecológica poderá estar no circuito comercial dentro de um ano. Nesse sentido, vai nascer uma Startup na Universidade de Coimbra de modo a estabelecer parcerias, a vários níveis. Num primeiro momento, as parcerias vão centrar-se na produção do produto e na grande distribuição. Em seguida, numa segunda fase, os autores do projeto pretendem firmar consórcios com restaurantes e organizações de grandes eventos, como, por exemplo, festivais e festas estudantis, como a queima das fitas.

Depois de ter sido um dos 12 projetos selecionados na semifinal internacional, o R8- the cork food box vai disputar, em novembro, a final da “Urban Innovation and Entrepreneurship Competition”, que terá lugar na Austrália. Esta competição, dirigida a estudantes universitários, é promovida pela Alliance of Guangzhou International Sister City Universities (GISU), da qual a UC é um dos membros fundadores.

O grupo vai também entrar na “7th China International College Students Internet+ Innovation and Entrepreneurship Competition”, que é atualmente uma das maiores competições internacionais em inovação e empreendedorismo para estudantes universitários.

Criadores da lancheira

Abelhas

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em conjunto com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, apresenta, no próximo dia 5 de junho, às 16h, a Rede Colaborativa para a Avaliação, Conservação e Valorização dos Polinizadores e da Polinização, num evento público online (no Facebook e no Youtube) que inclui uma mesa-redonda dedicada a consciencializar para a importância dos polinizadores e para os serviços por eles prestados.

Para Nuno Banza, Presidente do ICNF, “o estabelecimento de uma rede colaborativa de nível nacional para a conservação, a avaliação e a valorização dos polinizadores é de enorme relevância para o ICNF, constituindo, inclusive, uma ação já contemplada na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030”. Reforça ainda que “foi, por isso, com enorme satisfação que acolhemos uma proposta inicial dos investigadores do Centro de Ecologia Funcional e iniciámos a tarefa conjunta de identificar uma estrutura de coordenação da rede colaborativa e de agregar todos os atores relevantes e partes interessadas a nível nacional”.

Para Helena Freitas, Professora Catedrática da Universidade de Coimbra e ponto de contacto nacional do Painel Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas, “o papel essencial dos polinizadores tem sido reconhecido pelas entidades governamentais de todo o mundo, sendo urgente implementar ações para promover a investigação, avaliação e monitorização dos polinizadores, aumentar a consciencialização e transferência de conhecimentos, melhorar ferramentas de avaliação para apoio à tomada de decisão e implementar práticas amigas dos polinizadores”.

Sílvia Castro, Investigadora do Centro de Ecologia Funcional e responsável pela coordenação da Rede, realça que “face ao declínio global de polinizadores, é crucial desenvolver uma estratégia, a nível nacional, que permita salvaguardar este património natural e funcional de elevada relevância para o bem-estar social”. Destaca também que “desde que iniciámos este processo, primeiro com o ICNF, e depois com todo o grupo de coordenação, que agrega membros-chave da academia que têm contribuído para o estudo e desenvolvimento da área científica da entomologia e da ecologia da polinização em Portugal, a recetividade aos convites individuais e institucionais enviados tem sido muito positiva, o que demonstra a vontade da comunidade científica, das partes interessadas e da sociedade civil ligada, direta e indiretamente, aos polinizadores e à polinização, em promover a partilha de informação e a transferência de conhecimento”.

Até ao momento, a Rede Colaborativa para a Avaliação, Conservação e Valorização dos Polinizadores e da Polinização conta já com mais de 50 instituições, que incluem a academia, entidades da administração pública, ONGs, associações de produtores e plataformas digitais de dados. Para Sílvia Castro, os próximos passos da Rede Colaborativa passam por “identificar todas as partes interessadas ligadas aos polinizadores e à polinização, mapear competências na temática ao nível nacional e consolidar a Rede a nível nacional e internacional, de forma a avançar, assim que possível, para o desenvolvimento de um plano de ação nacional para a avaliação, conservação e valorização dos polinizadores e da polinização, bem como promover a implementação das ações nele propostas, envolvendo todas as partes interessadas num processo de trabalho colaborativo e de compromisso por parte de todos os intervenientes”.

Toda a informação sobre o evento em Polli.Net.
Compostor

O UniPlanet e o projeto MudaTuga uniram-se para criar um workshop online gratuito sobre compostagem.
O workshop sobre compostagem termofílica online vai decorrer no dia 16 de junho às 19h.

Para se inscreverem, preencham o seguinte formulário.

Depois do workshop online, vai decorrer, no dia 26 de junho, às 10h, uma ação colaborativa de construção de um compostor comunitário na nossa horta comunitária de Coimbra.

Não se esqueçam de convidar os vossos amigos.


Compostor


Vai decorrer de 28 a 30 de maio o Greenfest Braga, transmitido diretamente a partir do Mosteiro de Tibães.

O UniPlanet vai participar virtualmente no dia 30 de maio às 15h para falar sobre hortas comunitárias.

A Patrícia Esteves, criadora do UniPlanet, convidou dois projeto para se juntar à nossa conversa, a Carolina Bianchi, do MudaTuga (compostagem comunitária), e Sérgio Jesus da Horta Urbana de Amarante.

Encontramo-nos domingo no Greenfest, o maior evento de sustentabilidade do país?

Inscreve-te em aqui
Mãos de uma criança

Nota: este evento foi cancelado, por não ter participantes suficientes.

Vai decorrer, no dia 28 de maio, pelas 15h o Webinar “A sustentabilidade: usar o presente sem comprometer o futuro” que vai abordar as principais consequências sociais e económicas através de uma metodologia de educação não formal, de modo que o seu público fique a conhecer o conceito de sustentabilidade associado a uma responsabilidade intergeracional.

Oradora: Ana Margarida de Oliveira Capelo, terminou no ano de 1992 a Licenciatura em Biologia no ramo científico, na Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade de Coimbra tendo concluído o mestrado no ano de 1996 em Biologia Vegetal pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o doutoramento em Biologia no ano de 2009 pela Universidade de Aveiro, sendo pós-graduada em 2014 pela Universidade de Aveiro. Possui mais de 60 publicações científicas até ao dia 30 de novembro de 2020.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através deste link.

Entidade organizadora: Câmara Municipal de Aveiro – SO Cidadania