Reciclagem

O projeto “Recicle Mais, Pague Menos” começou esta semana e está a decorrer em modo experimental para 10.000 pessoas (3.500 casas), distribuídas pelas freguesias de Vila Nova da Telha, Cidade da Maia e Moreira.

Este programa, baseado no princípio do poluidor-pagador, traduz-se na variação de tarifas conforme a quantidade de lixo indiferenciado que cada agregado produzir. Até ao final do ano, a poupança que advenha deste período experimental será doada a uma instituição de solidariedade. A partir de 2022, as famílias passarão a ver o ganho refletir-se efetivamente na sua fatura de resíduos sólidos, que atualmente está indexada ao consumo de água. Por essa altura, o projeto irá já abranger metade do concelho e, em 2023, a totalidade do território da Maia estará a pagar menos, reciclando mais.

O Presidente da Câmara Municipal reconhece no programa “Recicle Mais, Pague Menos” um “marco histórico multidimensional”, um “sistema socialmente mais justo” através do qual será dado mais um passo rumo à sustentabilidade integral do território.


Ervas daninhas

A junta de freguesia de Espinho, em Braga, está a deixar crescer a vegetação espontânea nas bermas de ruas, canteiros e jardins para proteger os insetos polinizadores. Esta é mais uma das ações que Espinho está a fazer para aumentar a biodiversidade.

No início deste mês de abril a junta tinha anunciado o abandono dos herbicidas (nomeadamente o glifosato), nos espaços públicos. Esta medida visa defender as pessoas, os animais e a natureza.

A vegetação silvestre espontânea, muitas vezes considerada desagradável à vista ou ‘inútil’, é fundamental para a vida selvagem, nomeadamente para os insetos polinizadores (como as abelhas, abelhões, vespas, etc...), dos quais depende toda a vida na Terra.

Espinho quer dar o seu contributo para travar o declínio dos insetos polinizadores, causado pela pressão das atividades humanas e perda de habitat selvagem.

“Ruas sujas e abandonadas? Não. Isto não é sujidade. Isto é natureza”, escreveu a Junta de Freguesia no Facebook.
“Todos temos de olhar pela nossa Casa, o Planeta Terra.”

RUAS SUJAS E ABANDONADAS? NÃO. Isto não é sujidade. ISTO É NATUREZA. A junta de freguesia, está a deixar crescer a...

Publicado por Freguesia de Espinho em Sábado, 24 de abril de 2021


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Planta

Quando as pessoas entram para a minha horta comunitária de Coimbra e estão a começar do zero, a primeira dificuldade que têm é não saberem o que plantar em cada época. Como gosto de simplificar, o que lhes sugiro é que frequentem as feiras locais e semanais e comprem as mudas dos legumes que querem ter nas suas hortas. Não precisam de saber, no início, o que podem ou não plantar em cada mês pois nestas feiras vão estar à venda as plantas e legumes de cada época.

Depois de algum tempo, já vão saber que plantas se cultivam na primavera/verão e no outono/inverno.

Além de que, quem está a começar e vai semear diretamente na terra, a certa altura, não vai saber distinguir o que semeou das ervas “daninhas” e ainda acaba por arrancar o que não devia…

Com a experiência, depois já podem fazer sementeiras em casa, semear diretamente na terra ou, se forem preguiçosos, continuar a comprar as mudas nestas feiras.


Mudas


Se quiserem saber o que plantar em cada época, vejam este artigo do UniPlanet “Calendário da Horta: as frutas e os legumes que deve plantar em cada mês


»Preencham este formulário para ficarmos a conhecer melhor os nossos leitores que querem criar uma horta do zero.

Patrícia Esteves

Patrícia Esteves é a criadora do UniPlanet, um projeto com 11 anos. É consultora na área da sustentabilidade. É mestre em gestão e doutoranda em geografia humana. É vegetariana há 18 anos, adora viajar e fazer caminhadas.

Investigadoras

Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), com a colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), desenvolveu um conjunto de embalagens comestíveis a partir de diferentes resíduos do setor agroalimentar e da pesca, uma alternativa ao plástico.

Na prática, estas embalagens comestíveis são filmes obtidos a partir de resíduos de diferentes alimentos, nomeadamente cascas de batata e de marmelo, fruta fora das características padronizadas e cascas de crustáceos, que, além de revestirem os alimentos, prolongando a sua vida útil na prateleira do supermercado, também podem ser ingeridos por quem não é vegetariano.

As embalagens desenvolvidas pelas investigadoras Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra, do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foram pensadas essencialmente para revestir frutas, legumes e queijos, incorporando na sua matriz compostos bioativos/nutracêuticos, tais como antioxidantes e probióticos, com potenciais efeitos benéficos para a saúde.

Podemos imaginar, por exemplo, cozinhar brócolos ou espargos sem ser necessário retirar a embalagem, uma vez que a película que os envolve é composta por nutrientes naturais com benefícios para a saúde.

«Produzimos composições diferenciadas de filmes, usando os resíduos quase integralmente, que contêm compostos com propriedades diferentes. Por exemplo, a casca de batata tem mais amido e a casca de marmelo mais pectina, ou seja, temos dois materiais poliméricos estruturais que, combinados, vão gerar um filme simples, sem processamentos complexos», explicam Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra.

Antes de conseguir obter filmes/revestimentos quer na forma de película quer na forma de spray (aplicado na fase líquida e seca no alimento), a equipa, que juntou vários grupos de investigação da UC e da ESAC, teve de superar várias fases. «O maior desafio é encontrar os materiais ideais para que as formulações tenham as características desejadas. Por isso, foi necessário estudar os filmes do ponto de vista físico, como por exemplo as propriedades mecânicas, de forma a servirem de embalagem/ revestimento; estudar as propriedades bioativas dos filmes, ou seja, se alguns compostos apresentam benefícios para a saúde quando ingeridos; avaliar as reações quando se juntam diferentes compostos; análise microbiológica e sensorial dos filmes selecionados; e avaliar a compatibilidade do alimento com o sistema comestível produzido», resumem as três investigadoras da FCTUC.

Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra consideram que a solução proposta pela sua equipa pode ser «muito vantajosa tanto para indústria como para o consumidor. É uma abordagem centrada na economia circular. Não só aumenta a vida útil do produto na prateleira, como também evita o desperdício, reduz a produção de lixo plástico, um grave problema ambiental, e gera um novo produto que confere um adicional nutritivo ao alimento», concluem.

Iniciada em 2018, no âmbito do projeto “MultiBiorefinery”, financiado pelo COMPETE 2020, esta investigação foi recentemente distinguida com um prémio de 20 mil euros pelo programa “Projetos Semente de Investigação Interdisciplinar – Santander UC”, atribuído a equipas multidisciplinares lideradas por jovens investigadores na Universidade de Coimbra. Foi ainda premiada no concurso de ideias LL2FRESH, que visa procurar novas soluções de embalagem, métodos de tratamento de alimentos e aditivos de última geração.

No âmbito deste projeto foi publicado um artigo científico na revista Food Packaging and Shelf Life, disponível: aqui.


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Máquina de costura

Muitas pessoas quando pensam em sustentabilidade acham que contempla apensas a vertente ambiental, mas na verdade este conceito assenta em três pilares: ambiental, social e económico.

A sustentabilidade é a capacidade de satisfazermos as nossas necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas.

O pilar da sustentabilidade ambiental contempla a preservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, principalmente aqueles que não são renováveis. É então importante que as empresas e consumidores procurem implementar medidas para preservar estes mesmos recursos.

O pilar da sustentabilidade social procura a inclusão social, o bem-estar dos trabalhadores, a participação das comunidades locais nos processos de decisão, a igualdade no acesso à educação, a bens e serviços e a eliminação da pobreza.

O pilar da sustentabilidade económica prevê também a redução do consumo dos recursos naturais e que as comunidades locais sejam beneficiadas com a geração de lucro das empresas.

O conceito da sustentabilidade vai evoluindo com o tempo e já se pondera juntar dois novos pilares: o cultural e o tecnológico.

É essencial que as empresas tenham em conta estes pilares nos seus objetivos e nos seus processos de tomada de decisão.


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Patrícia Esteves

Patrícia Esteves é a criadora do UniPlanet, um projeto com 11 anos. É consultora na área da sustentabilidade. É mestre em gestão e doutoranda em geografia humana. É vegetariana há 18 anos, adora viajar e fazer caminhadas.

Prato


O UniPlanet vai oferecer uma sessão de consultoria online por semana para aprender a tornar a sua empresa mais sustentável. Para participar, preencha este formulário. Os vencedores vão ser notificados por e-mail.

Horta


O UniPlanet vai também oferecer 3 sessões online para aprender a criar uma horta do zero. Para participar, preencha este formulário. Os vencedores vão ser notificados por e-mail.

Boa sorte!


Patrícia Esteves

Patrícia Esteves é a criadora do UniPlanet, um projeto com 11 anos. É consultora na área da sustentabilidade. É mestre em gestão e doutoranda em geografia humana. É vegetariana há 18 anos, adora viajar e fazer caminhadas.

Pote

Todos os dias acontecem coisas pelas quais devemos estar gratos (um sorrio, uma mensagem, um elogio, alcançar uma meta, ultrapassar um medo, etc.).
Com este vídeo, aprenda a criar o seu pote da gratidão ao qual irá adicionar todos os dias uma mensagem com algo que o tenha feito feliz.
E hoje está grato por o quê?

Cebolas na terra

Uma frase que costumo ouvir muitas vezes é: “gostava de ter uma horta, mas não tenho um terreno”.
Por isso vou ensinar-vos várias formas de conseguirem um terreno a custo zero.

Em 2018, decidi começar uma horta comunitária em Coimbra para a comunidade do UniPlanet. Como não tinha um terreno e não poderia comprar um, comecei a procurar soluções.

Inscrevi-me numa formação de aromáticas e, mal me apresentei, disse que andava à procura de um terreno, para ver se os colegas ou a formadora sabiam da existência de algum. Um colega falou-me de um, nos arredores de Coimbra, que era cedido gratuitamente, e assim nasceu a primeira horta.

A segunda horta comunitária que criei foi através de um amigo que conhecia os donos de uma Guest House, em Coimbra, que tinha um terreno que não estava a ser utilizado. Apresentei-lhes a ideia de criarem lá uma horta comunitária, eles gostaram e assim nasceu este projeto.

Ao lado desta Guest House encontra-se um lar de idosos, que também tinha um terreno que não estava a ser cultivado. Um dia, em conversa com um dos responsáveis do lar, disse-lhe que seria muto interessante criar-se lá um projeto intergeracional de hortas escolares. Ele concordou com a ideia e assim foi criada gratuitamente mais uma horta.

Patrícia Esteves Victor Melo ©

Como viram, para arranjarem um terreno gratuito, podem fazer o seguinte:
  • perguntar em formações ligadas à agricultura se os colegas ou formadores conhecem algum terreno livre que possa ser cedido gratuitamente;
  • falar com empresas que tenham terrenos que não estejam a ser usados (hostels, lares, etc);
  • perguntar aos gerentes de cafés nos arredores da vossa cidade se sabem de terrenos que possam ser cedidos gratuitamente;
  • contactar Juntas de Freguesia ou Câmaras;
  • falar com Escolas Agrárias;
  • participar numa Horta Comunitária da vossa cidade.

O que não falta são terrenos que não estão a ser utilizados e que apenas dão despesas aos seus donos devido às limpezas que tem de ser feita regularmente.

Muito importante:
Quando procurarem um terreno, este deve ter obrigatoriamente água (furo ou poço), uma vez que a água é essencial para uma horta.

Patrícia Esteves

Patrícia Esteves é a criadora do UniPlanet, um projeto com 11 anos. É consultora na área da sustentabilidade. É mestre em gestão e doutoranda em geografia humana. É vegetariana há 18 anos, adora viajar e fazer caminhadas.

Ouriço

Conheça dezoito animais que vai querer ter por perto na sua horta:

Ouriços
Alimentam-se de caracóis, lesmas, sanguessugas, escaravelhos, arganazes e ratos.

Minhocas
Decompõem a matéria orgânica em húmus, enriquecendo o solo e proporcionando alimento às plantas.

Joaninhas
Alimentam-se de afídeos, sendo os mais conhecidos deles os pulgões que sugam a seiva das plantas. Uma joaninha adulta pode consumir entre 50 a 200 pulgões por dia.
É importante também no controlo de ácaros, cochonilhas e tripes.

Abelhas
São excelentes polinizadores para a sua horta ou pomar. É através da polinização que as flores são fecundadas e se tornam em frutos.
Uma abelha visita 10 flores por minuto em busca de pólen e de néctar.

Sapos
Alimentam-se de insetos e das suas larvas, ajudando no controle de certas pragas. Devemos proporcionar-lhes um habitat para se manterem por perto.

Lagartos
Alimentam-se de escaravelhos, borboletas, gafanhotos e caracóis.

Aranhas
Controlam a população de insetos e outros invertebrados, como o aranhiço vermelho; no entanto são predadores de insetos benéficos para a horta, como as joaninhas.

Pássaros
Alimentam-se de insetos que se não forem controlados, podem tornar-se em pragas na sua horta.

Libelinhas
Alimentam-se de mosquitos e moscas, chegando a comer 30 moscas por dia.

Percevejos
Alimentam-se de formigas e pulgões que se alimentam dos caules e das plantas.

Bicha-cadela
Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição e ajudam no controlo de afídeos (pulgões).

Crisopa
Alimentam-se de pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros e tripes. Gostam principalmente de larvas.

Corujas
Alimenta-se de ratos.

Morcegos
Alimentam-se de muitos insetos e as suas fezes são um fertilizante natural.

Louva-a-deus
Alimentam-se de moscas, traças, pulgões e gafanhotos.

Licranço
Alimentam-se de caracóis, lesmas e vários insetos.

Galinhas
Alimentam-se de pragas e ervas espontâneas e enriquecem o solo com os seus excrementos. São ótimas para limpar os terrenos no final do ciclo de uma cultura.

Salamandra-de-pintas-amarelas
Alimentam-se de escaravelhos, formigas, caracóis e lesmas.
Planta

Talvez seja a única pessoa a pensar assim, mas não acredito em compensações de carbono.

Imaginem um pai que trabalha todos os dias até muito tarde, depois chega a casa e traz uma prenda para os filhos, que comprou numa loja para compensar o facto de não estar presente. Será que um brinquedo vai realmente resolver o problema da ausência? Não…

Também, nas compensações de carbono, uma empresa que vende, por exemplo, produtos feitos na China, faz os cálculos com uma calculadora de carbono e vê mais ao menos as suas emissões (já explico, mais à frente, porque é mais ao menos) e então é-lhe indicado quantas árvores tem de plantar para compensar as suas emissões. E, tal como o pai que troca um brinquedo pela sua ausência, será que por plantar uma árvore em Portugal está a resolver os problemas que existem na produção destes artigos na China? Será que não faria mais sentido procurar um fabricante que produzisse de uma forma mais sustentável na China, quer a nível ambiental quer social, ou até em Portugal? Será que contribuir para a despoluição dos rios na China não faria mais sentido? Então porque plantamos árvores em vez de tentar resolver os problemas?

Já nem falo nos créditos de carbono (comprar-se créditos a um país menos desenvolvido para se poluir num país desenvolvido) que são uma total hipocrisia… E os escândalos (aqui, aqui e em muitas mais notícias) associados a estes créditos falam por si.

Sou contra plantarem-se árvores? Claro que não. Mas não acredito em compensações que dão uma falsa sensação de trabalho cumprido às empresas. Acredito em ações. Por exemplo, se uma empresa quiser plantar árvores ou limpar uma praia deve fazê-lo como parte do seu Plano de Ação e não como uma compensação. Além de que as árvores plantadas devem ser autóctones e variadas, ou seja, nada de monoflorestas de carvalhos.

Para terminar, queria ainda lembrar que as calculadoras de carbono são, na verdade, muito limitadas. Sabiam que a internet polui imenso, graças aos seus servidores e ao arrefecimento dos mesmos? A maioria dos nossos trabalhos, hoje em dia, ocorre graças ao uso da internet e as calculadoras de carbono não costumam contemplar ainda as emissões da internet.

Resumindo, acho que devemos procurar resolver os problemas nas suas raízes, que devemos plantar árvores como ações e não como compensações e que devem ser plantadas árvores variadas para se criarem autênticos bosques e não monoflorestas de carvalhos.

Patrícia Esteves

Patrícia Esteves é a criadora do UniPlanet, um projeto com 11 anos. É consultora na área da sustentabilidade. É mestre em gestão e doutoranda em geografia humana. É vegetariana há 18 anos, adora viajar e fazer caminhadas.