Diariamente, o Intermarché de Sacavém está a disponibilizar pão do dia anterior gratuitamente, uma forma de lutar também contra o desperdício alimentar.
“O pão é de ontem, mas é oferecido hoje com todo o amor e carinho” pode ler-se na zona do pão no Intermarché de Sacavém.

Um bom exemplo!

É isto que o PAN defende. Quando os alimentos não têm valor comercial para quem os vende, mas estão em condições...

Publicado por André Silva em Quinta-feira, 17 de setembro de 2020


No âmbito da Agenda Regional de Economia Circular do Centro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) desafiou os agentes regionais a assumirem o compromisso de desenvolver ações que visam a promoção de práticas circulares, propondo um Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na Região Centro, de subscrição aberta e voluntária. O Pacto Institucional visa a subscrição de um máximo de três ações suscetíveis de concretização até final de junho de 2021. Tais ações, quantificadas em metas e indicadores, serão alvo de monitorização através da disponibilização semestral por parte dos diferentes subscritores do Pacto, permitindo à CCDRC supervisionar o grau de concretização dos compromissos assumidos, numa lógica de promoção e contabilização do progresso do desenvolvimento de uma economia circular na região.

UniPlanet (UP): O que é a economia circular?

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC): A Economia Circular é um conceito amplo e transversal que parte de uma visão sistémica dos processos produtivos, na qual se evita o uso excessivo dos recursos ao reintegrar os produtos em final de vida num novo ciclo produtivo, usando fontes de energia renováveis e encarando os resíduos como potencial matéria-prima.

Enquanto alternativa à Economia Linear, o atual modelo predominante da sociedade ocidental, no qual se extrai para produzir e alimentar o consumo, acabando num eventual descarte do produto, a Economia Circular aposta no prolongamento, pelo máximo tempo possível, do tempo de vida do produto. A concretização eficaz deste modelo pressupõe um conjunto de estratégias (por ex. reparar, reutilizar, redistribuir) que integram novos comportamentos e práticas, não só dos produtores, como também dos consumidores. Interligando os três pilares de desenvolvimento sustentável (económico, ambiental e social), o conceito de Economia Circular remete para uma visão abrangente de otimização do ciclo de vida de materiais, produtos e serviços, num quadro de exigência que tenha em vista a preservação do capital financeiro, humano, social e natural.



Este modelo económico circular é, portanto, uma estratégia fundamental para promover a dissociação entre crescimento económico e o consumo crescente de novos recursos, possibilitando o aproveitamento racional dos materiais disponíveis numa economia, preservando e capitalizando ao máximo o seu valor e utilidade ao longo do tempo.



UP: Que tipo de entidades estão envolvidas no Pacto Institucional para a Valorização da Economia Circular na Região Centro?

A proposta do Pacto foi lançada em dezembro de 2019 e até ao momento foram assinados 84 acordos com entidades públicas e privadas.
Do total de signatários contam-se 34 municípios, quatro Comunidades Intermunicipais (Região de Coimbra, Médio Tejo, Viseu e Dão Lafões, Oeste) e uma Junta de Freguesia (União das Freguesias de Coimbra), 14 Associações (culturais, empresariais e setoriais), três entidades regionais (Turismo do Centro de Portugal, ARS e CHUC), 9 empresas (públicas e privadas), 10 instituições de ensino superior (Universidades e Institutos Politécnicos) e 9 entidades ligadas ao Sistema Científico e Tecnológico, Centros Tecnológicos, Incubadora e Cluster.




UP: Quais as ações que as entidades subscritoras propõem desenvolver?

Os compromissos assumidos traduzem-se em mais de 230 ações com estratégias assentes no combate ao desperdício, no consumo responsável, na valorização dos circuitos curtos, em compras circulares, em novos modelos de negócio e na desmaterialização, no ecodesign e na eco-concepção, na produção de conhecimento, na reutilização, reparação e remanufatura (permitindo uma extensão do ciclo de vida dos produtos), na valorização dos subprodutos e resíduos, em simbioses industriais, em tecnologias digitais ao serviço da economia circular, no uso eficiente dos recursos e em ações de capacitação, sensibilização e disseminação.

Do ponto de vista da CCDRC, todas estas estratégias são fulcrais e basilares para a aceleração da região Centro na transição para uma economia mais circular.

Tendo em conta as linhas orientadoras traçadas pelo Pacto Ecológico Europeu proposto pela Comissão Europeia em dezembro de 2019 (e que tem como meta central a redução de emissões de CO2 em mais de metade até 2030) e o novo Plano de Ação para a Economia Circular apresentado pela Comissão Europeia em março de 2020 (e que coloca o foco no design e na produção para uma economia circular assegurando que os recursos permanecem na economia europeia durante o mais tempo possível), destacam-se entre as áreas temáticas sobre as quais incidem a maioria das propostas, a alimentação e o consumo sustentável, a gestão eficiente de águas, materiais e energia, o combate ao lixo marinho e aos plásticos de uso único, o incremento da sustentabilidade ao nível da construção, da floresta e dos têxteis, a gestão dos resíduos e a mobilidade sustentável.





UP: O que é que a CCDRC pretende alcançar com esta iniciativa?

A CCDRC tem vindo, desde 2018, a discutir com os atores regionais uma Agenda de Economia Circular do Centro. Do processo participativo consolidou-se a ideia de que a assunção de uma lógica de economia circular implica uma participação ativa e uma série de mudanças de comportamentos dos cidadãos, das instituições públicas, das empresas e/ou outras organizações e também de um novo ciclo de políticas públicas.

A concretização destas mudanças será facilitada se um número crescente de entidades e organizações assumir compromissos claros em matéria de intervenção e dinamização de práticas de economia circular.

Por sua vez, a CCDRC assumiu como compromisso proporcionar as melhores condições possíveis de divulgação e de comunicação daquilo que de mais original e inovador se faz na região em termos de economia circular, assegurando que as suas participações em projetos internacionais e comunitários relacionados com a economia circular constituam efetivos veículos de transferência de conhecimento para a região das melhores práticas internacionais e europeias em matéria de economia circular, dinamizando por essa via a participação e internacionalização do maior número possível de entidades regionais.



UP: Quais os desafios e/ou constrangimentos mais prementes à adoção de práticas circulares?

É natural que exista um conjunto de constrangimentos à adesão e/ou adoção total de práticas circulares, tanto mais não seja pelo facto de a economia circular surgir em contraponto à dita economia linear mais prevalente – ainda – na sociedade ocidental.

Muitos dos obstáculos dizem respeito à legislação em vigor, especialmente nos casos da valorização dos subprodutos e resíduos ou mesmo na contratação pública que se deseja circular. Outros tipos de desafios são relativos a questões culturais, nomeadamente o comportamento do consumidor ou a ainda falta de conhecimento sobre o conceito de economia circular e as suas implicações.

Há ainda que referir os obstáculos tecnológicos – em que um défice de tecnologia e/ou materiais e processos podem constituir um grande constrangimento no apoio a uma transição eficaz para uma maior circularidade – e os obstáculos de mercado, em que é comum a prevalência da incerteza sobre o retorno de investimento em projetos circulares ou, por exemplo, no facto das matérias-primas, em comparação com materiais reciclados, serem de mais baixo custo.

Outros obstáculos relevantes e que servem de entrave a uma eficaz transição para uma economia mais circular dizem respeito à participação dos agentes regionais em redes internacionais – ainda muito incipiente -, no insuficiente levantamento de competências, boas práticas e aplicação destas num contexto de cooperação/simbiose industriais, nos mercados pouco preparados para responder às necessidades sentidas para soluções mais circulares o que acaba por condicionar em grande medida uma política mais disseminada para as compras circulares, por exemplo. De realçar ainda a importância da sensibilização e da capacitação das organizações, seja dos seus trabalhadores como dos cargos de chefia e dos próprios consumidores.






UP: De que forma o Pacto pode contribuir para ajudar a ultrapassar alguns destes obstáculos e apoiar uma transição da região para uma economia circular?

As propostas a concretizar pelas entidades subscritoras ilustram práticas relevantes e potenciadoras de uma contribuição ao nível da transição da região para uma economia mais circular. Ações como a criação de um centro de compostagem comunitária com disponibilização de compostores domésticos, o aproveitamento de resíduos florestais para geração de energia, a promoção das compras públicas circulares, o incentivo na utilização de bicicletas elétricas ou a promoção de oficinas de reparação, reutilização e remanufactura, por exemplo, afiguram-se como práticas de cariz transformador e indicam a preocupação e o interesse que estas entidades subscritoras manifestam relativamente ao alcance de uma economia mais circular que promova igualmente a defesa do meio ambiente, o fomento das energias renováveis ou a eficiência no uso dos recursos.

Estima-se que os impactos das ações propostas contribuam para uma maior disseminação dos princípios da economia circular. De facto, a esmagadora maioria dos compromissos assumidos fazem apelo à participação ativa da comunidade, pressupondo a colaboração de outras entidades ligadas aos agentes subscritores do Pacto, numa cooperação que certamente gerará um efeito multiplicador de boas práticas circulares e, simultaneamente, uma sensibilização dos diversos públicos para os efeitos positivos deste conceito.



UP: Para além do Pacto, a CCDRC encontra-se a desenvolver outras iniciativas que apoiem a região na transição para uma economia mais circular?

Entre os vários projetos, associados à economia circular, que a CCDRC tem dinamizado e participado enquanto entidade parceira, como os projetos europeus dos programas Horizonte 2020 (SCREEN) , Interreg Europe (REPLACE e CircPro) e Urbact (URGE), destaca-se o projeto Centro Green Deal (Centro GD) em compras públicas circulares, que a CCDRC coordena e que, tal como o Pacto, envolve entidades da região Centro.

Este projeto procura responder aos desafios propostos para a área das compras públicas assumindo a importância que a contratação pública tem enquanto instrumento poderoso na promoção da economia circular.

Lançado no dia 8 de abril de 2019 e pela primeira vez em Portugal, o Centro GD é um projeto pensado à semelhança do Green Deal on Circular Procurement desenvolvido pelo Governo holandês, e dimensionado para o contexto da região Centro.

A participar no projeto encontram-se 13 entidades regionais (três Municípios, cinco Comunidades Intermunicipais, dois Institutos Politécnicos, uma Universidade, um Hospital e a CCDRC) que subscreveram uma carta de compromisso na qual, cada entidade se compromete a lançar dois concursos de contratação pública, adequados aos princípios da economia circular, até ao final do projeto e, a partilhar todo o conhecimento adquirido durante este processo, contribuindo para assegurar uma rede colaborativa de aprendizagem.

Para além das entidades regionais participam no projeto entidades de âmbito nacional com responsabilidades e/ou projetos na área da contratação pública e que integram um Grupo de Acompanhamento do projeto. A apoiar o projeto encontram-se igualmente peritos internacionais, como técnicos do Ministério das Infraestruturas e Gestão Hídrica do governo Holandês e do Departamento de compras públicas da OCDE.

Entende-se que esta iniciativa traz benefícios para a região e para cada um dos participantes envolvidos, não só no que se prende com a dimensão económica envolvida, como no que diz respeito à forma como cada entidade participante se posiciona na região: sustentável, responsável e inovadora. Para além disso, cada aquisição de produto e/ou serviço circular, permite o estímulo ao desenvolvimento de um modelo de negócio circular desencadeando impactos socioeconómicos relevantes no contexto local, regional e nacional.



Para mais informações consultem o site da Agenda Regional de Economia Circular do Centro.
Aves

Publicado, no passado dia 18 de setembro, na revista Science, o artigo de José Alves, investigador da Universidade de Aveiro (UA), e Maria Dias, investigadora da BirdLife International, apelam ao Governo que pare o projeto da construção do aeroporto do Montijo e faça de Portugal um caso de sucesso na implementação do Pacto Ecológico Europeu.

O artigo revela a contradição entre a intenção da Comissão Europeia em alterar as economias europeias para modelos mais sustentáveis (Pacto Ecológico Europeu) e a autorização ambiental emitida por um estado membro (Portugal) para a construção do aeroporto do Montijo, no coração da maior zona húmida do país, o estuário do Tejo.

No artigo publicado na prestigiada revista Science, os investigadores sublinham que a importância do estuário do Tejo para a biodiversidade se estende muito para além das fronteiras Portuguesas, sendo designado como Reserva Natural na lei portuguesa, Zona de Protecção Especial (Directiva Aves da União Europeia), Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar) e Área Importante para as Aves (Birdlife Internacional).

“O estuário do Tejo é um grande hub internacional para as aves migradoras que usam a rota migratória do Atlântico Este, servindo de ponte entre as áreas de reprodução localizadas no hemisfério norte e as áreas de invernada no sul da Europa e em África, estimando-se que seja utilizada por cerca de 300,000 aves aquáticas”, apontam os investigadores.

“Ironicamente, a candidatura de Lisboa" a Capital Verde Europeia "beneficiou da proximidade com a reserva do estuário do Tejo, apesar do traçado agora proposto para as rotas dos aviões implicar voos a menos de 200 metros de altitude dentro da área protegida, perturbando de forma muito assinalável várias das áreas mais importantes para as aves aquáticas e para as quais a reserva do estuário do Tejo foi estabelecida”, sublinham José Alves e Maria Dias.

“Estas aves movem-se no estuário do Tejo em bandos que podem ser formados por dezenas de milhares de indivíduos, tirando partido do complexo mosaico de habitats estuarinos esculpidos ao longo de milénios, tais como sapais e bancos de vasa e mais recentemente, pela intervenção humana, salinas e arrozais”, apontam. Os cientistas dão como exemplo os bandos de até 80 mil maçaricos-de-bico-direito que se reproduzem na Islândia e Holanda e que se concentram no estuário do Tejo todos os anos para se alimentarem e repousarem, no decurso da sua migração anual.

“Várias outras espécies que se reproduzem no árctico e no norte da Europa, muitas das quais se encontram em declínio acentuado, dependem do estuário do Tejo. Esta zona húmida alberga também populações muito importantes de outras aves aquáticas, nomeadamente flamingos, colhereiros e garças-reais. É também neste estuário que se concentra o maior número de aves aquáticas em Portugal, sendo o segundo mais importante na península ibérica e um ponto de ligação crucial entre a Europa do norte e África para as aves migradoras”, alertam.

Apesar do impacto da Covid-19 no tráfego aéreo, lembram, “a empresa privada que promove e financia o aeroporto do Montijo anunciou que permanece firme no seu compromisso de avançar com o projecto e o governo Português anunciou publicamente o seu apoio ao mesmo em junho, julho e setembro, quando as consequências da pandemia na indústria da aviação já eram claras”.

No entender de José Alves e de Maria Dias, “este é um exemplo evidente de uma tentativa de um estado membro em desconsiderar directrizes de conservação, acordos internacionais de protecção de espécies e habitats e os anúncios que o próprio governo faz na promoção de um futuro mais sustentável e sem emissões de carbono. Dada a função do estuário do Tejo em albergar espécies de toda a rota migratória, incluindo aquelas que beneficiam de programas de conservação financiados publicamente noutros locais da sua área de distribuição, “outros países irão muito provavelmente considerar Portugal como responsável pelas consequências negativas deste desenvolvimento no estuário do Tejo”.

“O estudo de impacte ambiental do aeroporto do Montijo tem sido muito criticado, devido à falta de dados e informação, erros técnicos e adoção de critérios subjetivos”, apontam os biólogos.

“A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a polémica Declaração de Impacte Ambiental com base num parecer favorável da direcção do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, entidade que avalia os impactos nas aves, apesar do parecer interno dos seus técnicos ter sido desfavorável. As medidas de compensação propostas para as aves não são eficazes, uma vez que praticamente metade do estuário do Tejo será impactado e não pode ser substituído”, concluem.

Os autores do artigo apelam ao Governo Português que reconsidere a decisão de autorizar a construção do aeroporto do Montijo e aproveite a oportunidade de Lisboa ser a actual Capital Verde Europeia para demonstrar uma verdadeira liderança ao nível internacional no movimento global para um futuro sustentável, fazendo de Portugal um caso de sucesso na implementação do Pacto Ecológico Europeu.
Horta

Estamos à procura de novos membros para a nossa horta biológica e comunitária em Coimbra.
O terreno fica a cerca de 12 minutos, de carro, do centro de Coimbra e tem vista privilegiada para o rio Mondego, que corre ao seu lado.

Para quem é a horta comunitária de Coimbra:
  • para quem já sabe de agricultura ou para quem não percebe nada e quer aprender;
  • para quem sempre quis produzir os seus próprios alimentos, mas não tinha acesso a um terreno;
  • para quem mora em Coimbra ou nos arredores;
  • para quem pertence à comunidade do UniPlanet (leitores, seguidores das redes sociais e amigos).

Se quiser juntar-se a este projeto, preencha este formulário.
Fitas de marcação reutilizáveis

As fitas de plástico para a marcação de provas de trail, btt e caminhada foram trocadas por fitas reutilizáveis de tecido nos eventos desportivos em Santa Maria da Feira, como aposta num “futuro mais limpo e amigo do ambiente”.

Estas fitas reutilizáveis serão usadas em todas as provas do programa Run For Feira, que incluem corrida, trail, circuito trail e andar a pé.

Uma medida que já foi também implementada por Mafra e que deverá ser seguida por mais concelhos.
Árvore derrubada

A Câmara de Espinho iniciou, no dia 14 de setembro, as obras de requalificação da rua 19 com o abate das árvores que se encontravam nessa via. Entre a Av. 24 e a Av. 32 terão sido abatidas mais de 40 árvores adultas saudáveis, algumas com mais de 50 anos.

As obras em curso têm como principal objetivo a criação de uma ciclovia.

As árvores têm um enorme valor para o espaço público: filtram o ar, ajudam a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e ajudam a combater as ilhas de calor.

Vejam também:
Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

Árvore derrubada

Árvore derrubada
Artigos da IKEA

A IKEA vai abrir brevemente em Eskilstuna, na Suécia, a sua primeira loja de artigos em segunda mão. Este modelo de loja poderá depois abrir em outros países no futuro, incluindo em Portugal.

Os artigos só serão colocados à venda depois de terem sido limpos e reparados numa das lojas IKEA.

A marca informou que já começou a reparar e a voltar a embalar produtos que tinham ficado danificados durante o transporte e ao mesmo tempo permitiu aos clientes que devolvessem artigos, para que pudessem voltar a ser vendidos ou doados a associações de caridade.

O objetivo da IKEA é que o negócio seja totalmente circular até 2030.
A marca também anunciou que irá começar a alugar e a reciclar a mobília em todo o mundo.
rabanetes

O UniPlanet vai promover uma formação gratuita online em agricultura sustentável para os participantes das nossas hortas comunitárias de Coimbra, mas também abrimos as portas para mais participantes.

EUFCD (6278) - Modos de produção agrícola e agricultura sustentável (25 horas)

A formação vai ser dada pela Bestcenter e vai decorrer de 13 de outubro a 3 de novembro, vai ser online, é gratuita e ainda recebem subsídio de alimentação.
Horário: terças e quintas, das 19h00 às 22h30.
Podem inscrever-se ativos empregados ou desempregados há menos de um ano.

Nota: Necessitamos de 17 pessoas para abrir esta formação, por isso convidem os vossos amigos e familiares a participarem também!

Vejam mais sobre esta formação e preencham o formulário de incrição aqui.

Nesta imagem podem ver onde clicar para terem acesso ao formulário:

Árvores

A Câmara de Viana do Castelo prevê abater, entre o dia 14 e 15 de setembro, cerca de duas dezenas de plátanos existentes na avenida do Cabedelo, em Darque, para construir uma nova rotunda.

Esta situação está a levantar críticas nas redes sociais por serem árvores antigas e emblemáticas naquela avenida, que possui 170 plátanos.

Vergonha de autarquia! 🤦‍♂‍ TENDE RESPEITO CRL!!! Abater vinte plátanos que perfazem uma alameda perfeita de beleza...

Publicado por Chico da Tina em Sexta-feira, 11 de setembro de 2020


Em comunicado, a Câmara de Viana do Castelo explicou que “a intervenção técnica que irá ser realizada irá preservar uma fatia do tronco de cada um dos exemplares abatidos, elementos com relevante valor científico e educativo, tendo em conta que podem ser estudados com detalhe as variações anuais do clima, existência de pragas e doenças, regime dos ventos, configuração do crescimento e incidentes como a ocorrência de fogos”.

A autarquia afirmou que prevê a plantação de 200 árvores autóctones (pinheiro-bravo e sobreiro) em várias áreas do Cabedelo para “minimizar o impacto” daquele derrube de árvores.

Populares travam abate de árvores no Cabedelo Estava previsto para hoje de manhã, o início do abate de cerca de duas...

Publicado por Olhar Viana do Castelo em Segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Campo de milho

Montemor-o-Novo aprovou, em agosto, a subscrição do Manifesto "Em defesa da Cultura, Património e Biodiversidade do Alentejo", que visa defender uma agricultura sustentável no Alentejo ao invés de uma agricultura intensiva que prejudique a saúde das populações, a biodiversidade, o património e a cultura do território.
O Movimento Chão Nosso é quem dinamiza este Manifesto.

Conheça o Manifesto "Em defesa da Cultura, Património e Biodiversidade do Alentejo":Saúde

A saúde e o bem-estar dos cidadãos deve ser uma prioridade.
A agricultura intensiva e superintensiva pela extensão que ocupa, próxima de perímetros urbanos ou em áreas de elevada sensibilidade ecológica, junto a massas de água, está a comprometer a qualidade ambiental do território. A intensificação de monoculturas em áreas contínuas promove o surgimento de pragas, afastando os organismos auxiliares que as regulam, existentes em habitats diversificados. Esta situação exige a utilização de pesticidas para controlo de pragas aplicados com recurso à pulverização aérea e a alta pressão, aumentado os riscos ambientais.

Água

A utilização de recursos hídricos deve ser avaliada, evitando desperdícios desnecessários.
O argumento de que o olival é a cultura que utiliza menos água não nos convence. A utilização de recursos hídricos deve ser avaliada, dando preferência a culturas regadas que sejam geradores de bens alimentares necessários e de retorno económico para o território e que não coloquem em causa a biodiversidade e a qualidade ambiental do mesmo.
A utilização massiva de agroquímicos está a contaminar os lençóis freáticos e as águas superficiais, albufeiras e ribeiras.
É importante garantir que a qualidade destas águas seja monitorizada, alargando as análises a parâmetros que permitam aferir a presença de substâncias utilizadas nas práticas agrícolas.

Formas de produção

A agricultura em regime intensivo não promove a fixação populacional.
Este tipo de práticas agrícolas não desenvolve o território e não promove a fixação populacional. Estas empresas recorrem a maquinaria e a operacionais externos, trazem os produtos e bens necessários à produção e utilizam mão-de-obra externa e sazonal. Os resultados destes investimentos são acumulados por sociedades externas que os aplicam noutras regiões.
A produção em regime extensivo de culturas variadas contribui para a dinamização da economia local.
As produções em regime extensivo, com culturais variadas, representam pequenos e médios agricultores que contribuem para a economia local num sistema de captação de recursos económicos para a região: contratam a maquinaria e mão-de-obra necessárias à produção, à poda e manutenção e à apanha dos frutos e voltam a investir localmente.

A utilização massiva de agroquímicos está a penhorar o futuro do território, promovendo o despovoamento.
O modo de produção agrícola superintensivo assenta numa sobreexploração da terra, com plantações em compassos reduzidos, traduzindo-se numa elevada densidade de ocupação do solo, a que se associam consumos de água superiores aos tradicionais e a utilização massiva de agroquímicos – pesticidas e fertilizantes – e em espécies com tempo de vida útil muito reduzido, se comparadas com espécies autóctones. A aplicação de pesticidas tem gerado preocupações ambientais, promovendo o afastamento das populações destas áreas.

Biodiversidade dos habitats

A biodiversidade dos habitats, de espécies arbóreas e faunísticas está em risco.
A instalação de monoculturas em grandes extensões tem promovido a homogeneização da paisagem, simplificando processos ecológicos e diminuindo a biodiversidade. Estas áreas tornam-se pobres, do ponto de vista botânico, constituindo igualmente um fraco suporte para albergar espécies faunísticas. A colheita mecanizada efetuada durante a noite constitui uma ação que coloca em risco a sobrevivência da avifauna que utiliza este suporte arbóreo como abrigo.

A distribuição das culturas deve ser adaptada à diversidade dos solos. A instalação de monoculturas em contínuo, sem olhar ao tipo de solo, gera situações em que solos de elevada qualidade estão a ser utilizados para a instalação de culturas que se adaptariam a solos de menor qualidade.

Paisagem, património e território

A paisagem alentejana possui características identitárias resultado da vivência das populações que estão em risco de desaparecer.
O crescimento das áreas de produção contínua em sistemas intensivos e superintensivos, como é o caso do amendoal e do olival, tem alterado a paisagem. A preparação dos terrenos para estas práticas agrícolas tem sido feita em total desrespeito pelo património cultural desta região. Abatem-se espécies de grande valor cultural como as azinheiras, sobreiros e oliveiras centenárias, perfeitamente adaptadas ao clima e arrasam-se sítios e monumentos arqueológicos. As azinheiras isoladas têm vindo a desaparecer no meio das outras culturas intensivas.

A concentração da posse da terra não promove o desenvolvimento do território.
Tem ocorrido uma concentração da posse da terra em grandes propriedades, agravando a produção em regime intensivo e superintensivo em contínuo. Esta concentração da posse da terra não é favorável à fixação da população e à dinamização social.

Poluição e tratamento de resíduos

As fábricas de tratamento e valorização dos resíduos resultantes da produção de azeite têm gerado graves consequências ambientais.
As fábricas de extração de óleo surgem como resposta ao tratamento e valorização dos resíduos resultantes da produção de azeite. Este subproduto existe cada vez em maior quantidade o que está a gerar pressão para o crescimento destas agroindustrias. A laboração destas unidades tem associada emissões atmosféricas resultantes, não apenas, de chaminés de exaustão como das pilhas de material sobrante que vai sendo armazenado no local. Há diversas queixas das populações que vivem na envolvente destas unidades sobre as consequências ambientais das emissões atmosféricas e do arrasto de material pelo vento.

Condições de trabalho

Trabalhadores agrícolas uma realidade de precariedade e baixos salários.
Os campos agrícolas do Alentejo acolhem, sazonalmente, mão-de-obra barata, com destaque para a imigrante, e que, nalguns casos, roça a escravatura. São homens e mulheres contratados para trabalhar sazonalmente nestas explorações, por máfias e empresas criadas para este fim, que vivem amontoados em estruturas precárias, são mal remunerados e possuem poucos ou nenhuns direitos.”


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