Contentor para recolha de resíduos orgânicos

Com o objetivo de sensibilizar para a importância da separação e valorização dos resíduos orgânicos (bioresíduos) na cadeia de valor, a Maiambiente vai arrancar com a implementação da recolha seletiva porta-a-porta destes resíduos, em prédios do concelho da Maia, bem como com o alargamento da recolha seletiva deste fluxo no canal Horeca.

Trata-se de um projeto que contribuirá para a valorização dos resíduos orgânicos com potencial de produção de composto orgânico e para a diminuição dos resíduos indiferenciados, prevendo-se uma capacidade adicional de reciclagem de resíduos de 3522 toneladas/ano. Com esta solução dedicada, estima-se aumentar a recolha de resíduos com potencial de valorização em 26 kg/hab./ano e um crescimento 6,38% ao nível do indicador de preparação para reutilização e reciclagem (PERSU 2020) face aos resultados de 2018. Serão abrangidos mais de 35 mil habitantes e cerca de 16 mil alojamentos servidos por 665 compartimentos de resíduos sólidos urbanos.

Trata-se de um investimento de cerca de 1 milhão de euros, com cofinanciamento de 85% aprovado pelo POSEUR. O financiamento permitirá adquirir cerca de 17 mil novos equipamentos entre os quais: cestos de 5L para o interior das habitações, contentores de 140L e 240L para os compartimentos e ainda contentores de 50L e 240L para os clientes do canal Horeca, além de inovadores equipamentos para a desidratação de resíduos. Permitirá ainda a renovação da frota, tornando-a mais sustentável, com a aquisição de mais duas viaturas de recolha seletiva, movidas a gás natural comprimido.

Diminuição da deposição de resíduos indiferenciados é já uma realidade no concelho

A Maia já apresenta um histórico de recolha seletiva ao nível dos bioresíduos. Em 2018, arrancou o projeto piloto de recolha de resíduos orgânicos integrado no serviço de recolha porta-a-porta, em habitações uni e bifamiliares, na freguesia de Águas Santas, Maia. Trata-se de uma experiência, que iniciou nos finais de outubro, onde ao serviço de recolha seletiva porta-a-porta existente (papel/cartão, embalagens e vidro) se integrou a componente dos orgânicos, de forma a potenciar a separação e a valorização destes resíduos, muitas vezes colocados no indiferenciado.

Para tal, foram entregues contentores dedicados (40 litros para a recolha e de 10 litros para uso interior) que permitiram recolher, até ao momento, 40 toneladas de resíduos orgânicos. A maior diferença sentida foi na redução dos resíduos indiferenciados que diminuíram para cerca de metade.

É de salientar que este projeto já se encontrava também implementado no município da Maia em “grandes produtores” de resíduos orgânicos (restaurantes, cantinas de escolas, empresas e instituições). A separação dos resíduos orgânicos permite o seu encaminhamento para a Central de Valorização Orgânica da Lipor, onde posteriormente são transformados em composto NUTRIMAIS.
Tubarão-martelo

Os trinta tubarões-martelo capturados na Grande Barreira de Coral e exportados, entre 2011 e 2018, para o aquário francês Nausicaá, o maior da Europa, morreram em cativeiro. O último dos animais morreu no final de abril deste ano.

Segundo o diretor do Nausicaá, Philippe Vallette, os tubarões morreram devido a uma infeção fúngica, mas a associação ambientalista Sea Shepherd decidiu processar o aquário, acusando-o de “maus-tratos graves” e alegando que alguns dos animais se atacaram uns aos outros.

“Os tubarões-martelo são uma espécie extremamente frágil e não se dão bem em cativeiro”, disse Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd France. “São tubarões altamente migradores que precisam de grandes espaços. A lei estipula que as instalações de cativeiro devem impedir que os animais se tornem vítimas uns dos outros e, obviamente, o Nausicaá não o fez.”

“Para uma espécie ameaçada, cada indivíduo conta”, explicou a ativista. “É tudo muito pouco transparente por parte do Nausicaá. É por isso que, na nossa ação judicial, pedimos uma investigação aprofundada de tudo o que aconteceu desde o momento em que os importaram em 2011.”

Na Austrália, os grupos conservacionistas também estão a pedir ao Departamento do Ambiente para investigar o caso.

Aquário
Foto: David Owsianka

Embora o tubarão-martelo-recortado (Sphyrna lewini) seja uma espécie “Em Perigo”, de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN, o animal foi classificado, no ano passado, pelo ex-ministro australiano do Ambiente, Josh Frydenberg, como “dependente de conservação”, uma categoria que permite que continue a ser capturado no país.

Esta decisão deixou Leonardo Guida, biólogo especialista em tubarões da Sociedade de Conservação Marinha da Austrália, “estupefacto”.

“Para começar, eles são elegíveis para classificação como Em Perigo em águas australianas”, afirmou o cientista. “Para além disso, (…) os tubarões-martelo são criaturas muito sensíveis. Ficam exaustos muito rapidamente e isso frequentemente leva à sua morte.”

“Não há qualquer benefício do ponto de vista da conservação em se tirarem tubarões da Grande Barreira de Coral na Austrália para se colocarem num aquário noutro país”, disse Nicola Beynon, da organização Humane Society International Australia. “Há riscos graves relativos ao bem-estar dos animais e isto não deveria acontecer.”

“A espécie é elegível para proteção como Em Perigo, mas não a está a receber porque é explorada para fins comerciais. Se fosse um animal terrestre, como um koala, isto nunca teria acontecido”, acrescentou.

Phillipe Vallet, contudo, acredita que a presença dos tubarões no Nausicaá fomentaria a investigação do comportamento da espécie e a sensibilização do público para este animal de forma a melhor o proteger no seu habitat natural.

1ª foto: ErikvanB/Wikimedia Commons
Etiqueta com peso dos feijões

Será que podemos colocar as etiquetas de papel com o peso dos legumes e da fruta no ecoponto azul?

O UniPlanet perguntou à Sociedade Ponto Verde e a resposta foi a seguinte:
“As etiquetas onde consta o código de barras e peso do produto não devem ir para o ecoponto azul, pois contêm tratamentos com colas e outro tipo de componentes, que não permitem que sejam recicláveis”.
Tigres

Pelo menos 11 crias de tigre foram avistadas na semana passada no estado de Madhya Pradesh, na Índia. Em algumas partes da região, estas são as primeiras crias a nascer em vários anos.

Cinco crias foram vistas na Reserva de Tigres de Panna, três no Santuário de Ratapani e outras três no de Nauradehi.

Neste último, as crias “são consideradas tão preciosas que foram posicionados agentes policiais armados nas proximidades do santuário para as proteger”, conta o jornal Times of India.

Em tempos conhecido como o “Estado dos Tigres”, Madhya Pradesh tem sido o estado indiano a perder o maior número destes grandes felinos por ano. Só em 2019, já morreram 14 tigres na região.

Em 2014, Madhya Pradesh tinha 308 tigres, o que o deixava apenas atrás dos estados de Karnataka e Uttar Pradesh. Contudo, desde janeiro de 2016, 97 tigres perderam a vida no estado, muitos às mãos de caçadores furtivos.
Foto: Martin Heigan/Flickr
Palhinhas

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje, 21 de maio, a proibição até 2021 do uso de artigos como as palhinhas, as varas de balões, as cotonetes, os pratos e os talheres feitos de plástico de uso único.
A decisão de hoje do Conselho da UE foi a última etapa deste processo.

Os Estados-membros acordaram que terão de assegurar a recolha seletiva de pelo menos 90% das garrafas de plástico até 2029, e estas terão de conter, pelo menos, 25% de material reciclado até 2025 e 30% até 2030.
Caixa de esferovite

O Maine tornou-se o primeiro estado norte-americano a proibir as embalagens de uso único de espuma de poliestireno – mais conhecida como esferovite em Portugal e isopor no Brasil – para alimentos e bebidas.

A legislação entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2021, dando “tempo suficiente” às empresas para se adaptarem, disse a governadora do Maine, Janet Mills.

“Depois de se ter bebido o café, o copo não deixa de existir”, disse a governadora num comunicado. “De facto, ele persistirá durante décadas e acabará por se fragmentar e transformar em partículas, poluindo o nosso ambiente, ferindo a nossa fauna e chegando mesmo a afetar negativamente a nossa economia.”

Algumas instituições e empresas, como os hospitais e os transportadores de pescado, ficam isentas da proibição.

“Numa altura em que as ameaças colocadas pela poluição por plástico se tornam mais aparentes, dispendiosas e até fatais para a vida selvagem, precisamos de fazer todos os possíveis para limitar a utilização e gerir melhor os nossos plásticos de uso único”, disse Sarah Lakeman, do Gabinete de Recursos Naturais do Maine.

Várias empresas, incluindo a Dunkin’ Donuts e a McDonald’s, já se comprometeram a eliminar os recipientes de espuma de poliestireno. No estado de Maryland, uma medida semelhante foi aprovada em abril, não se sabendo, contudo, se a mesma conta com o apoio do governador do estado, Larry Hogan.
Cápsulas Delta Q

A Delta vai lançar, ainda este ano, cápsulas de café Delta Q orgânicas e biodegradáveis.
A cápsula é feita de BioPBS, um material de base biológica e vegetal, de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A embalagem será de cartão totalmente reciclável, com certificação FSC (proveniente de uma floresta gerida de forma sustentável) e será impressa com tintas biológicas.

O café será de origem biológica e será lançado para o mercado ao longo do segundo semestre deste ano”, explicou o administrador do Grupo Nabeiro Rui Miguel Nabeiro.

“Queremos assumir um compromisso de em 2025 ter 100% das nossas cápsulas já neste formato biodegradável”, anunciou.

Este lançamento insere-se na nova estratégia de sustentabilidade da Delta.

A Delta Cafés pretende também reforçar a frota elétrica, “atualmente 20% da frota comercial é elétrica, sendo que 100% da frota em Lisboa é elétrica”, explicou o CEO. “Em 2025, queremos ter 100% da nossa frota comercial ativa elétrica”.
Cabra

A H&M, a segunda maior retalhista de moda do mundo, anunciou que vai deixar de usar caxemira “convencional” nas suas coleções.

A gigante sueca tomou a decisão após uma investigação da organização de defesa dos direitos dos animais PETA ter mostrado os maus-tratos sofridos pelas cabras nas quintas de produção de caxemira da China e Mongólia – os maiores exportadores do mundo deste produto.

“Como parte da nossa meta de usar apenas materiais de origem sustentável até 2030, estamos a começar a remover gradualmente a caxemira convencional. A H&M deixará de encomendar este produto no final do próximo ano”, anunciou o grupo sueco. “Se, no futuro, a indústria cumprir os nossos critérios de sustentabilidade, poderemos voltar a utilizar caxemira virgem.”

No vídeo da PETA, os tosquiadores são vistos a arrancar a lã das cabras de forma violenta com pentes de metal, enquanto os animais se debatem em pânico.

“As cabras deixadas a sangrar pelo processo da tosquia não receberam qualquer analgésico ou cuidado veterinário. Um dos trabalhadores deitou simplesmente vinho de arroz diretamente na ferida de um dos animais”, conta a PETA, que apela às outras marcas para que sigam o exemplo da H&M.

“As cabras que já não são consideradas lucrativas são condenadas a mortes lentas e agonizantes. Num matadouro na China, as testemunhas viram os trabalhadores a bater com um martelo na cabeça dos animais para os atordoar. Na Mongólia, os trabalhadores foram vistos a arrastar as cabras por uma perna até ao chão do matadouro, antes de as degolarem à vista de outras cabras.”

Segundo a PETA, para se fazer um único casaco de caxemira é necessária a lã de seis cabras.

No ano passado, a H&M já se tinha comprometido a deixar de utilizar lã mohair, também devido a um vídeo da PETA, que mostrou como as cabras angorá eram maltratadas na África do Sul.

ATENÇÃO: As imagens do vídeo que se segue podem chocar os leitores mais sensíveis.


Foto: _paVan_/Flickr
Santos Populares

Lisboa vai receber, de 9 a 13 de junho, no Mercado de Santa Clara, um arraial com pratos vegans e vegetarianos, organizado pela Veggie Vibes.

Durante o evento, que é gratuito, vão ser servidas seitanas, a versão de seitan das bifanas e caldo verde com chouriço vegan.
Para participar deve inscrever-se através do e-mail: veggiesvibes@gmail.com.

Foto: Iberian Proteus | Flickr
Urso

Um urso pardo que visitou recentemente o Parque Natural de Montesinho, em Bragança, e que roubou 50 kg de mel de um apiário local já terá regressado a Espanha, de onde veio, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Caso tenha regressado a Espanha, poderá regressar a Montesinho.

No dia 8 de maio, o Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora tinha confirmado a existência de um urso pardo em Portugal. Num comunicado o governo regional de Castela e Leão afirmou: “A administração regional [de Castela e Leão] alertou para a presença deste urso às autoridades portuguesas, que finalmente confirmaram a sua descoberta”.

Segundo as autoridades regionais espanholas, o animal avistado na região de Sanabria "pode pertencer" à subpopulação ocidental da Cantábria, que tem cerca de 280 exemplares.

Em Portugal, esta espécie é considerada extinta, sendo que o último urso pardo que viveu em Portugal foi morto no Gerês em 1843.