Passear de elefante

Os passeios de elefante vão ser proibidos nas visitas ao templo de Angkor Wat, a partir de 2020, após a morte de dois elefantes por exaustão enquanto transportavam turistas.
Estas mortes levaram a que fosse criada uma petição que fez com que o Governo do Camboja proibisse os passeios de elefantes.

Agora, os 14 elefantes que trabalhavam em Angkor Wat vão ser transferidos para um centro de conservação e reprodução até ao início de 2020.
Veja aqui porque não deve andar nunca de elefante.
Cartaz

No dia 22 de junho, vai decorrer no Porto o evento “Footprint Nomads Summit - Vem morar no mundo” das 14:00 às 19:30.

O que é o novo nomadismo? O que significa ser nómada hoje em dia?

Há 10 mil anos atrás eramos nómadas, convertemo-nos ao sedentarismo durante milénios e agora voltamos a descobrir o novo nomadismo. Hoje, há cada vez menos fronteiras e mais pessoas como nós a chamar de casa ao mundo e não apenas a um único país.

Neste evento vai-se falar deste novo (velho) estilo de vida na era digital e toda a preocupação com a sustentabilidade e bem-estar, críticos para qualquer estilo de vida.

O UniPlanet vai falar sobre hortas urbanas e alimentos biológicos.

Programa de palestras e workshops:

>>>Nomadismo
**Sociedade 3.0** - João Mendes (No Footprint Nomads)
**Viajar para crescer** - Fernando Vaz (Gap Year Portugal)
**E-Trabalho** - Gonçalo e Eduardo (The Pathfinders)

>>> Sustentabilidade **Estilo de vida** - Ana Milhazes (Ana Go Slowly)
**Em Viagem** - João Mendes/Sara Silva (No Footprint Nomads)
**Com crianças** - Marta/Marta (Marta pelo Mundo/Mãe Natureza)

>>> Bem-Estar
**Alimentação Consciente** - Sara Silva (No Footprint Nomads)
**Meditação** - João Sá (Centro Budista do Porto)
**Biohacking** - Ravi Resck (Fab Lab Porto)

Para participarem preencham este formulário.

Apareçam!

Footprint Nomads Summit – Vem morar no mundo
22 de junho
14:00 às 19:30
FFUP/ICBAS – Ed.3 – Porto
Plástico na praia

O Canadá vai proibir os plásticos de uso único em 2021, anunciou o primeiro-ministro Justin Trudeau.

A lista dos artigos a serem proibidos – que deverá incluir sacos, talheres e palhinhas (canudos, no Brasil) de plástico, entre outros – será revelada após uma avaliação científica.

Trudeau defendeu que o Canadá, sendo o país com a maior extensão costeira do mundo, tem uma oportunidade única de liderar o combate à poluição por plástico.

“Para ser sincero, como pai, é difícil tentar explicar isto aos meus filhos. Como é que se explicam as baleias que dão à costa, mortas, em todo o mundo, com os estômagos repletos de sacos de plástico?”, disse o primeiro-ministro, acrescentando que “não é fácil” encontrar um espaço na areia da praia que esteja livre de resíduos, como palhinhas ou garrafas.

Menos de 10% do plástico usado no Canadá é reciclado. O governo canadiano salientou que um milhão de aves e mais de 100 mil mamíferos marinhos são feridos ou morrem no mundo, todos os anos, por confundirem o plástico com comida ou por ficarem presos nele.

Justin Trudeau afirmou que o seu executivo se inspirou no modelo da União Europeia, que já aprovou a proibição de determinados produtos de plástico de utilização única.

A medida da UE terá sido impulsionada pela decisão da China de proibir a importação de vários tipos de resíduos sólidos em 2018, o que fez com que outros países do sudeste asiático passassem a ser o novo destino para este lixo.

Entre estes países estão as Filipinas, que se queixaram de estarem a ser tratadas como a lixeira das nações mais ricas, e enviaram de volta para o Canadá, em maio, 69 contentores daquilo que as autoridades classificaram como lixo ilegalmente transportado.

A Greenpeace aplaudiu o anúncio do governo de Trudeau, mas apelou a uma actuação rápida para que o mesmo não se torne “uma promessa eleitoral descartável” como os plásticos.
Jovem

A França vai proibir, a partir de 2023, a destruição dos produtos que não forem vendidos, anunciou o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe. Isto significa que a roupa, eletrodomésticos ou brinquedos não vendidos passarão a ser reciclados ou doados.

A medida, que já é aplicada no país relativamente aos alimentos, visa agora acabar com o "desperdício escandaloso" que faz com que milhares de produtos como roupa, assessórios de moda, produtos higiénicos, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e outros sejam destruídos porque não se venderam, explicou o primeiro-ministro.

A nova proibição deverá ser apresentada em conselho de ministros em julho.

As empresas terão de doar os produtos não vendidos a associações, reutilizá-los ou reciclá-los, sob pena de serem submetidos a sanções.

A destruição de bens novos é uma prática comum por parte dos grandes distribuidores e por parte das marcas de luxo.
A indústria de bens de luxo receia que com esta norma surja um mercado paralelo de bens a preços inferiores aos das lojas oficiais.

De acordo com o primeiro-ministro, medidas como esta, contribuem para "favorecer a economia circular" e para criar um modelo de crescimento que evite a sobreprodução e o desperdício.
Jovem bebe água

A WWF estima que uma pessoa possa ingerir, em média, até cinco gramas de plástico numa semana, o peso de um cartão de crédito, de acordo com um relatório publicado no dia 11 de junho.

Segundo os resultados da investigação, cada pessoa ingere cerca de 2000 micropartículas de plástico todas as semanas, ou seja, cerca de 250 gramas por ano.
A investigação contempla 50 estudos realizados sobre a ingestão humana de plásticos.

A principal fonte de microplásticos é a água, especialmente se for engarrafada. Os frutos do mar, a cerveja e o sal são outros dos produtos analisados que apresentam a taxa mais elevada de microplásticos.

Este estudo "ajuda a identificar os potenciais riscos toxicológicos para os seres humanos", disse Thava Palanisami investigadora da Universidade de Newscastle, na Austrália.

"É um alerta para os governos: os plásticos não só poluem os nossos rios e oceanos, não matam apenas a vida marinha, mas estão em todos nós", declarou Marco Lambertini, diretor da WWF, em comunicado. "A investigação reflete os potenciais efeitos negativos do plástico na saúde humana, mas este é um problema global que só pode ser resolvido abordando as raízes da poluição: se não queremos plástico nos nossos corpos, temos de travar os milhões de toneladas que são depositadas na natureza todos os anos."
Abelha

O Minnesota, nos Estados Unidos, quer encorajar os seus cidadãos a transformar os relvados das casas em refúgios para as abelhas.

O estado norte-americano pretende reservar 900 mil dólares para pagar às pessoas que queiram substituir a relva dos seus quintais por flores silvestres e plantas nativas. O objetivo é ajudar a travar o declínio das populações locais de abelhas, particularmente da espécie de abelhão Bombus affinis, outrora abundante na América do Norte e agora em vias de extinção.

O plano de investimento foi recentemente aprovado pelos legisladores do Minnesota, aguardando agora a assinatura do governador Tim Walz, conta o jornal local Star Tribune.

O programa cobrirá até 75% dos custos de cada projeto de conversão. Em zonas de especial importância para a conservação do Bombus affinis, o financiamento poderá chegar a 90%.

“Recebi imensos e-mails e tanto feedback de gente interessada no programa”, disse a deputada Kelly Morrison. “As pessoas estão mesmo a pensar em como ajudar.”

Flores silvestres

A deputada espera que o programa fique pronto para ser implementado na primavera de 2020. O estado ainda não divulgou detalhes sobre a forma como os residentes se poderão candidatar ao apoio.

Devido ao desaparecimento dos prados e de outros habitats naturais, os relvados floridos nos subúrbios e nas cidades têm-se mostrado cada vez mais importantes para os insetos polinizadores, disse James Wolfin, estudante licenciado da Universidade de Minnesota.

James tem estudado a diversidade das abelhas e o seu habitat, particularmente os “relvados para abelhas” – jardins onde são cultivadas, juntamente com a relva, plantas comuns, como o dente-de-leão, o trevo-branco, o serpão, a erva-férrea, entre outras.

Estas plantas provaram ser uma excelente fonte de alimento para as abelhas, para além de serem económicas, tanto a nível do cultivo como da manutenção, contou o investigador.

Para Laurie Schneider, diretora executiva da organização Pollinator Friendly Alliance, os relvados tradicionais tornaram-se essencialmente umas das grandes monoculturas do país. “A diversidade é a chave”, disse.

Se também quiser ajudar as abelhas da sua região, experimente tornar o seu quintal (ou varanda) mais atrativo para estes insetos, semeando uma variedade de flores, evitando os pesticidas e deixando alguma terra sem cobertura vegetal para as abelhas solitárias que fazem ninhos no solo.
Plástico no oceano

No dia Mundial dos Oceanos, 8 de junho, a TVI realizou uma curta reportagem na qual entrevistou vários pescadores do Algarve, que se mostraram preocupados com a poluição no mar.

Os pescadores disseram que já encontraram em alto mar garrafas e sacos de plástico, latas de Coca-Cola, sapatos, chapéus, garrafas de mergulho e até uma bicicleta. O plástico e o nosso lixo no oceano podem ter consequências trágicas para a vida marinha.

Veja a reportagem aqui.
Coelho

O governador do estado norte-americano do Nevada, Steve Sisolak, promulgou uma lei que proíbe a venda de produtos cosméticos testados em animais a partir do dia 1 de janeiro de 2020.

Com esta medida, o Nevada tornou-se o segundo estado do país a proibir a venda destes produtos, seguindo o exemplo da Califórnia, que promulgou uma lei semelhante no ano passado.

“Durante mais de 50 anos, foram utilizados animais em testes dolorosos de cosméticos”, disse a senadora Melanie Scheible. “Mas a ciência e a opinião pública evoluíram e hoje já não é necessário nem aceitável que se faça mal a animais para o desenvolvimento de novos cosméticos.”

Orcas num parque aquático

O Canadá aprovou uma lei que proíbe que as baleias, golfinhos e botos sejam mantidos em cativeiro para entretenimento, assim como o comércio, posse, captura e criação de cetáceos.

“A aprovação da lei S-203 é um momento decisivo na proteção dos animais marinhos e uma vitória para todos os canadianos. As baleias e os golfinhos não pertencem aos tanques, e o sofrimento destes animais altamente sociais e inteligentes em confinamento intensivo não pode ser mais tolerado. Damos os parabéns aos responsáveis por esta lei e ao governo canadiano por mostrar uma liderança forte na resposta à vontade pública e aos dados científicos sobre esta questão crítica”, disse Rebecca Aldworth, diretora executiva da HSI/Canadá.

"Os canadianos têm sido claros, querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação da lei S-203, garantimos que isso vai acontecer", afirmou Elizabeth May, líder do Partido Verde no Canadá.

"Temos a obrigação moral de eliminar gradualmente a captura e a retenção de animais para fins lucrativos e de entretenimento. Os canadianos pediram-nos para fazer melhor - e nós escutamos", disse o senador Wilfred Moore.

“As condições de vida dos mamíferos marinhos em cativeiro não podem ser comparadas às dos seus ambientes oceânicos naturais nem em tamanho, nem em qualidade. Agradecemos ao governo federal e a todos os envolvidos na aprovação do projeto de lei S-203, para que as nossas leis possam finalmente alinhar-se com os valores dos canadianos para acabar com esta prática cruel”, afirmou o biólogo marinho Hal Whitehead.
Cães em jaulas

Um dos maiores mercados de carne de cão da Coreia do Sul – o mercado de Gupo, em Busan – vai ser encerrado em julho, de acordo com a organização de defesa dos direitos dos animais Humane Society International (HSI).

O encerramento do espaço resulta de um acordo alcançado, após meses de negociações, entre as autoridades locais e os 19 vendedores de carne de cão que operavam no mercado.

Após o fecho do local, o governo planeia tornar o espaço num parque público, como parte de um projeto de requalificação urbana anunciado em outubro do ano passado.

Estas notícias foram recebidas com entusiasmo pelos grupos de defesa dos animais, que se têm manifestado, ao longo dos anos, contra o comércio de carne de cão na Ásia e as “práticas cruéis” associadas ao mesmo.

“O plano de encerramento é fruto de meses de trabalho árduo por parte das autoridades locais e dos comerciantes do mercado, e ambos os lados devem ser felicitados por terem alcançado este objetivo, que não só porá fim à era da carne de cão no [mercado de] Gupo, como também verá a revitalização da zona com novas comodidades e negócios em benefício da economia moderna local”, disse Nara Kim, da HSI.

“É um grande passo em frente, mas ainda há muitos destes mercados na Coreia, incluindo o Mercado Chilsung, em Daegu”, lembraram quatro organizações, incluindo a KARA, a associação coreana de defesa dos diretos dos animais, num comunicado conjunto.

Cerca de um milhão de cães são abatidos para consumo, todos os anos, na Coreia do Sul. No entanto, a tradição tem vindo a perder adeptos.

Em fevereiro, o presidente de Seul, Park Won-soon, prometeu fechar todos os matadouros de cães na capital sul-coreana e, em novembro do ano passado, a cidade de Seongnam desmantelou o maior matadouro de cães do país.
Foto: Jean Chung/Humane Society International