Árvores

O governo irlandês anunciou que planeia plantar 22 milhões de árvores por ano durante as próximas duas décadas.

“A meta de reflorestação é de aproximadamente 22 milhões de árvores por ano. Nos próximos 20 anos, o objetivo é plantar 440 milhões”, disse um porta-voz do Ministério irlandês de Comunicações, Ação Climática e Ambiente.

A medida insere-se no plano de ação climática da Irlanda, que se quer tornar um país neutro em termos de emissões de dióxido de carbono até 2050.

A iniciativa foi recebida com falta de entusiasmo pela comunidade agrícola, que terá de ser convencida a reservar parte das suas terras para a plantação das árvores.

São cada vez mais os países a investir em iniciativas deste carácter. Em junho, a Escócia anunciou que tinha plantado mais de 22 milhões de árvores no ano passado, ultrapassando o seu objetivo inicial. Em julho, a Etiópia plantou mais de 350 milhões de árvores em apenas 12 horas.
Sacos com fruta para dar

João Alves Rocha, um morador de Cabreiros, Braga, tem partilhado com quem passa os excedentes do seu pomar. O que decidiu fazer foi colocar a fruta que sobrou (maçãs e ameixas) em sacos num muro da Av. Monsenhor Alves da Rocha (Cabreiros) para as pessoas levarem, com um cartaz a dizer: "Ameixas grátis. Pode levar".

Não gosto de desperdiçar nada, muito menos comida”, contou. “Cá pela terra é assim; antes dar que estragar.”
“Já lá pus entre 25 e 28 sacos. Quem tem e não precisa de vender devia fazer o mesmo.”

Jose Carneiro

Continua a dádiva!...😉 "Ameixas grátis. Pode levar" Cá por Cabreiros, quando há excedentes faz-se assim!!! DÁ-SE. Parabéns, amigo João Alves Rocha.



Criança com balde com amor-perfeito

O UniPlanet vai desenvolver um projeto intergeracional em Coimbra num lar de idosos no qual vamos construir três hortas biológicas para três escolas diferentes.

Estamos a procurar professores ou educadores que se queiram juntar a nós.

Caso tenha interesse em participar preencha, por favor, este formulário.
Energia eólica

Um relatório elaborado por cientistas independentes para a ONU sobre o desenvolvimento sustentável para 2019, apresentado no dia 11 de setembro em Nova Iorque colocou Portugal em 26º lugar num total de 162 países. Portugal alcançou 76,4 pontos de um máximo de 100.

Dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), Portugal está a cumprir da melhor forma o 7º “Energias renováveis e acessíveis”, que prevê o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos. Este objetivo foi medido de acordo com a percentagem da população com acesso a eletricidade, a combustíveis limpos e tecnologia para cozinhar, quantidade de dióxido de carbono (CO2) lançado pela queima de combustíveis ou eletricidade e a percentagem de energia renovável utilizada no consumo de energia.

Foram também considerados favoráveis: o objetivo 3 “saúde de qualidade”, o ODS 8 “trabalho digno e crescimento económico” e o ODS 11 “cidades e comunidades sustentáveis”.

Segundo o relatório, para Portugal, os maiores desafios encontram-se na erradicação da fome e nos objetivos 12 “produção e consumo sustentáveis”, 13 “ação climática” e 14 “proteção da vida marinha”.

Os 10 países com desenvolvimento mais sustentável são a Dinamarca (85,2 pontos), Suécia, Finlândia, França, Áustria, Alemanha, República Checa, Noruega, Holanda e Estónia.
Capa

A Raízes Mag nº 7 é dedicada à moda sustentável. Neste número, falamos sobre os problemas ambientais e sociais desta indústria e para o ajudar a fazer escolhas mais sustentáveis compilamos uma lista de marcas nacionais com projetos dedicados à moda sustentável.⁠ Entrevistamos Ana Costa, fundadora da Baseville e a Cátia, do projeto Lady in Green dá-nos conselhos para um consumo mais sustentável.⁠

Nesta edição, encontrará também um artigo sobre a prospeção de lítio em território português de Maria Carmo Mendes, da Associação Guardiões da Serra da Estrela e outro com as razões porque arde Portugal escrito por Marina Pacheco Nobre, cofundadora da Reflorestar Portugal.

Raquel Tavares, do Slow Movement Portugal, ensina-nos a desacelerar e a saber aproveitar as coisas boas da vida.⁠

Mais uma vez vai encontrar as nossas rubricas fixas: Conhecimento Natural, a cargo da Tutisfore, De Pés Descalços, a cargo do Movimento Bloom, e Raízes Vivas, rubrica de culinária, que neste número contou com as receitas da Eva, do canal Eva Goodlife.

Temos também uma nova rubrica com as belas fotografias da natureza de Fernando Ferreira.⁠

Para adquirirem a Raízes Mag nº7 ou para a subscreverem por um ano, visitem a nossa loja aqui. Obrigado a todos os que já subscreveram a nossa revista! O vosso apoio é muito importante para nós! Boas leituras!

A Raízes Mag é um projeto fruto de uma parceria entre o UniPlanet e o Âncora Verde.

Boa leitura!
vasos de ervas aromáticas

O grupo ambientalista Hubbub e o presidente da Câmara de Londres lançaram a iniciativa #GiveItAGrow, uma campanha que quer tornar a capital do Reino Unido mais verde e criar habitats para a biodiversidade urbana.

No dia 14 de setembro (sábado), a iniciativa vai distribuir 10 mil kits de cultivo gratuitos, que incluem sementes de flores silvestres e de ervas aromáticas, bolbos de flores, substrato e um folheto de papel reciclado com dicas básicas de jardinagem.

Os kits pretendem despertar o interesse dos londrinos por esta atividade, inspirando-os a transformar os seus quintais, varandas e parapeitos das janelas, de forma a ajudar as abelhas, borboletas e outros polinizadores.

Os londrinos poderão recolher os seus kits nas lojas aderentes, incluindo o IKEA de Greenwich, várias lojas da B&Q e da Starbucks. Nestas últimas, também poderão levar para casa borras de café, que podem ser usadas para fertilizar o solo.

“A população de Londres deverá atingir os 11 milhões de habitantes até 2050, por isso é importante investir na promoção dos espaços verdes, que são vitais para a vida selvagem e para o ambiente, assim como para a nossa saúde mental e bem-estar”, disse Trewin Restorick, fundador do Hubbub.

“Encorajamos os cidadãos a visitar um dos pontos de recolha, no dia 14 de setembro, para levantar um kit gratuito, e a visitar o nosso site, onde encontrarão dicas de jardinagem e ideias úteis.”



A iniciativa surge na sequência de uma sondagem da Censuswide, que revelou que 74% dos londrinos acreditam que os espaços verdes melhoram a capital e que 60% das pessoas querem saber mais sobre o cultivo de plantas em casa e sobre as plantas que se adequam aos seus espaços.

“Está provado que uma dose diária de natureza nos faz bem; contudo, os centros urbanos agitados podem fazer-nos sentir que a natureza está muito longe”, escreveu o grupo Hubbub. “Mas não tem de ser assim. Traga a natureza para mais perto de si, este verão, criando uma mancha verde na sua casa. Quer seja no seu jardim, janela ou mesa de cabeceira, há sempre espaço para #GiveItAGrow e para ajudar a tornar a sua cidade mais verde e natural.”
H&M

O H&M suspendeu a importação de couro brasileiro devido à crise ambiental provocada pelos incêndios na Amazónia, anunciou no dia 6 de setembro a marca num comunicado.

“Devido aos graves incêndios na parte brasileira da Amazónia e a sua relação com a criação de gado, decidimos suspender temporariamente a compra de couro ao Brasil”, refere no comunicado.

A suspensão estará ativa “até que haja garantia credível que o couro não afeta o ambiente na Amazónia”, acrescenta.

A norte-americana VF Coporation, responsável pelas marcas Vans e Timberland, também suspendeu a importação do couro do Brasil.

As marcas internacionais de roupa e calçado têm vindo a pedir esclarecimentos aos fabricantes de couro do Brasil sobre a origem e sustentabilidade dos seus produtos “devido a notícias que relacionam os incêndios na Amazónia com o agronegócio”, de acordo com o Centro das Indústrias de Produtos Curtidos.

Foto: Reuters
coiote

A Califórnia tornou-se o primeiro estado norte-americano a proibir a captura de animais por armadilhagem para efeitos de lazer ou para a venda das suas peles.

“Historicamente, a captura de animais por armadilhagem para a obtenção de peles contribuiu de forma substancial para a extirpação dos lobos e glutões e para os declínios acentuados das populações de lontras marinhas, martas, castores e outras espécies na Califórnia”, lê-se no texto do diploma, agora promulgado pelo governador Gavin Newsom.

“Como os utilizadores de armadilhas concentram as suas operações em áreas geográficas limitadas, podem conduzir ao declínio local das populações das suas espécies-alvo.”

“A proibição desta prática acabará com o abate, desnecessário e subsidiado pelos contribuintes, das espécies nativas da Califórnia para o comércio de peles, ao mesmo tempo que assegurará uma melhor proteção do papel que estas espécies desempenham nos nossos ecossistemas e na nossa economia”, afirma o diploma.

O número de licenças para os caçadores de peles no estado caiu consideravelmente nos últimos anos. Em 2018, o estado emitiu 133 licenças, o que resultou na captura de 1568 animais e na venda de 1241 peles.

Os coiotes, raposas-cinzentas, castores, texugos e as martas estão entre os animais mais capturados por causa das suas peles na Califórnia.

Com a nova lei, a utilização de armadilhas continuará a ser legal para outros fins, incluindo para o controlo populacional de espécies animais que ameacem a saúde pública.
Foto: Pacific Southwest Region USFWS /Flickr
Loja

O UniPlanet criou uma loja no site Society6. Lá, podem encontrar cadernos, sacos, canecas, prints e muito mais, e tudo dedicado à natureza.

Visitem a nossa loja aqui e levem a natureza para a vossa casa!

Procuram uma paisagem específica ou um animal, mas não o encontraram na nossa loja? Enviem-nos uma mensagem para theuniplanet[@]gmail.com.













Pangolim

O governo chinês anunciou que vai remover as “decocções” de pangolim da lista de medicamentos reembolsáveis pela segurança social.

As escamas de pangolim são usadas na medicina tradicional chinesa para supostamente tratar uma variedade de problemas de saúde, desde artrite a dificuldades na amamentação.

A procura por estas escamas está a colocar em risco todas as oito espécies de pangolim. Em fevereiro, as autoridades de Hong Kong apreenderam oito toneladas de escamas deste pequeno mamífero ameaçado de extinção.

Juntamente com os remédios de pangolim, o governo também removerá da lista de medicamentos reembolsáveis outros produtos de espécies selvagens, incluindo os de tartaruga-de-escamas, cavalo-marinho, coral e os chifres de antílope saiga.

Embora o comércio internacional de pangolins asiáticos e africanos esteja proibido desde 2000 e 2017, respetivamente, a China continua a permitir a sua venda, insistindo que as escamas provêm de reservas armazenadas antes de as proibições terem entrado em vigor.

Segundo a National Geographic, o país também poderá estar a considerar transferir os pangolins da Classe II para a Classe I na sua legislação de proteção de espécies selvagens. Isto significaria que a venda e utilização de pangolins e dos seus produtos só seriam permitidas em determinadas circunstâncias, como para investigação científica.
Foto: David Brossard/Flickr