Casa a Granel

As lojas a granel estão de volta e são uma opção que permite lutar contra o desperdício alimentar e evitar o uso desnecessário de embalagens descartáveis de plástico.

O UniPlanet falou com os criadores da Casa a Granel de Lisboa que nos apresentaram este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Casa a Granel?

Desde cedo, os dois sócios fundadores (marido e mulher) dedicaram parte do seu tempo e formação ao estudo de como conciliar dois vetores:
  • a paixão pela comida saudável, por um lado;
  • a sustentabilidade económica, social e ambiental, por outro lado.
Não sendo a venda a granel um conceito novo, os sócios viajaram e analisaram o que de melhor se faz na Europa e pelo Mundo neste campo. Depois de bastante estudo, planeamento e aplicando as melhores práticas, nasce em 2015 a Casa a Granel, aplicação que consideramos a melhor resposta para a conjugação dos 2 fatores supra referidos.



Porta da Casa a Granel


UP: Que tipo de produtos podemos comprar na Casa a Granel?

A Casa a Granel assume-se sem qualquer constrangimento como uma verdadeira Mercearia de Antigamente, mas com o toque de modernidade e cumprimento de todas as regras de segurança e higiene atuais.
Como tal, tem desde leguminosas secas, frutos secos, diferentes tipos de sal, massas, grãos de cereais e farinhas, até especiarias, cereais de pequeno-almoço (artesanais), bolachas (artesanais), chocolates, frutas desidratadas, chás, ervas medicinais e superalimentos.



UP: É também uma loja de bairro, não é verdade?

É essencialmente uma loja de bairro com todo o bairrismo em que isso se traduz. A Casa a Granel prima pela proximidade e por, de forma natural, converter a relação comprador-vendedor numa relação de partilha de vivências, numa relação de amizade.


Casa a Granel


UP: Dão importância à proximidade e à origem dos produtos?

A Casa a Granel desde o início da sua abertura (há cerca de 3 anos) privilegia a produção nacional de qualidade. Desde a abertura da loja que a Casa a Granel tem produtos de vários “cantos” deste nosso Portugal.
Sob o mesmo critério – a qualidade do produto -, a origem natural dos produtos é fundamental na escolha do parceiro. Ou seja, se o mirtilo se dá naturalmente na zona de Sever do Vouga, o nosso mirtilo desidratado é de Sever do Vouga; se o pistacho reputado como sendo de melhor qualidade é do Irão (por deter as condições de solo e de clima naturalmente propícias aos seu crescimento), os nossos 5 tipos de pistacho são do Irão; se não existe pinhão comparável ao pinhão nacional, pois o nosso pinhão (com a categoria de 1ª qualidade) é de Alcácer do Sal; outro exemplo de que nos orgulhamos é a nossa farinha de alfarroba: é 100% alfarroba e 100% nacional, do Algarve.

A sazonalidade é importante e a proximidade com o produtor (para conhecimento do seu projeto) é igualmente importante. Todavia, apesar de defendermos e apoiarmos a produção nacional naquilo que somos fortes (caso do pinhão, amêndoa, frutas) também valorizamos o que de melhor se produz internacionalmente de forma natural e sustentável. Para melhor explicar e desmistificar este ponto, exemplificamos: não vamos encontrar uma verdadeira banana da madeira produzida na Inglaterra, assim como não vamos encontrar uma verdadeira castanha do Brasil produzida em Portugal. Se houver a produção da banana da Madeira em Inglaterra, certamente o produto não terá a mesma qualidade pois foi produzido num ambiente não natural sendo necessário recorrer a artifícios qualquer que seja o método produtivo – ainda que em modo de produção biológica.

Adicionalmente, a Casa a Granel orgulha-se de ter parceiros que promovem e participam no Comércio Justo, projeto que temos vindo a acompanhar de perto com responsabilidade, empenho e determinação.



Cestas com feijões


UP: Está a decorrer o desafio “julho sem plástico”. Que conselhos daria a quem quer participar, mas não sabe por onde começar?

Consideramos existirem dois pontos essenciais no problema do plástico:
  1. a utilização desnecessária, por um lado;
  2. a resposta a dar ao plástico que já temos, por outro lado.
A Casa a Granel segue uma máxima neste campo:
»Simplificar: Um problema não se resolve criando novos problemas.
O que significa isto? Sensibilizando para o problema, convidamos as pessoas a adotarem o compromisso pessoal e social de se preocuparem com a saúde do meio ambiente como sendo um problema seu, um problema familiar, e não apenas como sendo um problema político, económico ou futuro. Convidamos as pessoas a começarem por gestos simples: a utilização de sacos reutilizáveis no transporte de compras é um bom início. Existem imensas soluções no mercado, bastante acessíveis e de vários tamanhos, o que faz com que seja fácil trazê-los consigo.

Para a compra de produtos, a venda a granel é uma excelente solução: o consumidor pode levar os seus frascos ou embalagens de casa e evita a colocação de novo plástico em circulação. Caso não tenha as suas embalagens consigo, pode optar por sacos de papel para o transporte – chegando a casa, pode passar para as suas embalagens e garantir uma melhor conservação.

Para produtos embalados, já existem algumas alternativas plastic free, como os tradicionais frascos, embalagens de cartão, ou plástico vegetal compostável.
Se tiver muitas embalagens de plástico (toda a gente tem), não entre em histerias – tente reutilizá-las ao máximo. Não vale a pena ir a correr para descartar tudo o que tem em casa. Vá trocando aos poucos o que der para trocar ou o que já não der para reutilizar. Acima de tudo, privilegiamos a reutilização das embalagens que já causaram pegada ecológica; ao reutilizar-se essas embalagens está-se já a dar um passo fundamental na redução ou menorização da pegada ecológica.

Neste ponto é interessante ver como muitos dos nossos clientes chegam mesmo a reutilizar os próprios sacos de papel. Lembre-se que ser amigo do ambiente não deve significar um encargo para si, mas sim uma poupança para todos. É errado quando o negócio se sobrepõe ao conceito.
Por fim, quando descartar um plástico, garanta que o faz de forma correta, enviando-o para reciclagem. O maior problema do plástico está na forma como é descartado sendo que grande parte fica nos solos ou vai parar aos recursos hídricos de todos nós!



Casa a Granel


UP: Que produtos estão proibidos por lei de serem vendidos a granel em Portugal?

A venda a granel é bastante abrangente. No campo de produtos alimentares secos, destacamos os seguintes:
» Farinhas de cereais;
» Arroz para alimentação humana da classificação Oryza Sativa L. (engloba a maioria dos arrozes comuns em Portugal).

A Casa a Granel respeita e cumpre as regras existentes, pelo que não vende qualquer desses produtos a granel.
Informamos cada um dos nossos clientes quanto a este ponto – isto é, o porquê de não termos esse tipo de produtos à venda no nosso estabelecimento -, dessa forma também lhes garantindo que a Casa a Granel prima pelo escrupuloso cumprimento da legislação existente.

Consideramos que não concordar com algumas das leis revistas recentemente não nos confere qualquer direito de violar as mesmas.
Respeitamos a legislação existente e respeitamos os nossos clientes, assim legitimando a confiança dos mesmos quanto a tudo o que se faz no nosso estabelecimento.

Ou seja, a Casa a Granel não sobrepõe o interesse comercial ao (in)cumprimento das obrigações legais.
Sem embargo, porque se considera um interveniente ativo na área, a Casa a Granel tem vindo a diligenciar esforços no sentido de sensibilizar a classe política para a descontextualização de muita da legislação existente nesta matéria, desta forma expectando que o legislador abra os olhos para o que deve ser alterado em consonância com a própria Europa.



Avelãs


UP: Que regras seguem para salvaguardar a segurança e higiene alimentar?

A Casa a Granel tem implementado o sistema de HACCP auditado por uma empresa Autorizada e Certificada. Anualmente são efetuadas várias auditorias nos dois campos: segurança e higiene alimentar. A Casa a Granel orgulha-se de cumprir todos os requisitos legais bem como recomendações e boas práticas sugeridas pelos auditores, sugestões essas que vão além do que é exigido legalmente.


UP: Que tipo de embalagens levam os clientes para adquirirem os vossos produtos?

As embalagens mais comuns trazidas pelos nossos clientes são frascos de vidro e sacos de pano. Alguns trazem embalagens de plástico, garantindo a sua reutilização enquanto der. Caso não tragam embalagem, temos as tradicionais saquetas de papel na loja.


UP: Para terminar, onde podemos encontrar mais informação sobre a Casa a Granel?

A Casa a Granel tem Facebook e Instagram usados como meios de partilha de conhecimento, sugestões e experiências com os produtos.

Tendo aparecido em várias publicações e reportagens, a Casa a Granel assume-se como mercearia de proximidade e orgulha-se de receber clientes de várias zonas que procuram produtos de qualidade a preços competitivos.
Destacamos a nomeação para os Prémios Mercúrio 2017 na categoria Comércio Alimentar e a participação na reportagem “Contas Poupança”.



Casa a Granel logótipo

Morada:
Casa a Granel
Rua Francisco Metrass, 6 B
Lisboa
Leopardo das neves

De acordo com a mais recente atualização da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), há 26 197 espécies ameaçadas no mundo.

“[Estas descobertas] reforçam a teoria de que estamos a entrar num período em que as extinções estão a ocorrer a um ritmo muito mais elevado do que o padrão natural. Estamos a colocar em risco os sistemas de suporte de vida do nosso planeta e o futuro da nossa própria espécie”, advertiu Craig Hilton-Taylor, da UICN.

Desde o ano passado, seis espécies foram declaradas extintas, elevando o total para 872. Outras 1700 estão classificadas como criticamente em perigo, possivelmente extintas.

Dezanove espécies já antes incluídas na lista estão agora um passo mais perto da extinção. Uma delas é o sapo Ansonia smeagol (batizado com o nome de uma personagem de “O Senhor dos Anéis” de Tolkien), colocado em risco pela expansão do turismo na Malásia.

O aumento do número de espécies ameaçadas deve-se parcialmente à expansão da própria lista, que inclui agora 93 577 espécies.

Ansonia smeagol
Ansonia smeagol |Foto: Chan Kin Onn

Um alerta para os Açores

Em Portugal, dos mais de cem insetos avaliados nos Açores, 74% estão ameaçados de extinção, devido a ameaças como as espécies invasoras e a degradação do habitat.

Todas as 12 espécies de escaravelhos do género Tarphius analisadas foram classificadas como ameaçadas. Estes escaravelhos dependem de madeira em decomposição ou de uma cobertura de musgos e fetos para sobreviverem, mas a conteira (Hedychium gardnerianum), uma planta originária dos Himalaias, está a substituir lentamente as espécies nativas. O Tarphius relictos, um escaravelho endémico da Ilha Terceira, tem sido especialmente afetado por esta mudança, estando agora limitado a uma distribuição com menos de um hectare.

A UICN menciona a criação recente de uma área protegida pelo Governo dos Açores que “dá alguma esperança ao futuro destas espécies”.

“Os escaravelhos são elementos-chave dos ecossistemas, cumprindo funções críticas como a predação e a polinização”, disse Axel Hochkirch, da UICN.

Na Madeira, o molusco Geomitra grabhami, uma espécie endémica do arquipélago, anteriormente classificada como criticamente em perigo (possivelmente extinta), passa agora apenas a criticamente em perigo.

A procura por perfume também coloca espécies em risco de extinção

A árvore Aquilaria malaccensis, que produz uma madeira muito valiosa, passou de “vulnerável” a “criticamente em perigo”, já que as suas populações sofreram um declínio de mais de 80% nos últimos 150 anos.

O pau-de-águila, usado para produzir perfume e incenso, desenvolve-se em algumas árvores do género Aquilaria quando estas são infetadas por bolor e produzem, como mecanismo de defesa, uma resina escura e perfumada. Como é difícil perceber que espécimes foram infetados, são abatidos ilegalmente grandes números destas árvores em busca da preciosa madeira, já que, sem infeção, é uma madeira normal e inodora.

Pau-de-águila
Pau-de-águila

“A atualização da Lista Vermelha da UICN revela o massacre que a biodiversidade do nosso planeta está a enfrentar”, defendeu Inger Andersen, diretora-geral da organização. “Espécies invasoras, mudanças nos padrões dos incêndios, ciclones e conflitos entre os seres humanos e a vida selvagem são apenas algumas das muitas ameaças a causar devastação nos ecossistemas do nosso planeta.”

Um dos destaques do relatório deste ano foram os répteis australianos – 7% dos quais estão ameaçados. De acordo com um estudo recente, os gatos selvagens matam cerca de 600 milhões destes animais por ano.

Nas ilhas Maurícia e Reunião, a raposa-voadora-mauriciana (Pteropus niger) passou de “vulnerável” a “em perigo”. A população deste morcego diminuiu 50% entre 2015 e 2016, devido, em grande parte, a um programa de abate motivado por supostos danos causados por estes animais às culturas de frutas.

Nem tudo são más notícias: quatro espécies de anfíbios que se temia que estivessem extintas foram redescobertas na América do Sul. Mesmo assim, as rãs e os sapos apresentaram, de um modo geral, alguns dos declínios mais acentuados, juntamente com os corais e as orquídeas.

“Esta atualização da lista vermelha de espécies ameaçadas da UICN mostra que são necessárias medidas urgentes para a conservação das espécie ameaçadas”, disse Jane Smith, da UICN.

“Esta é a nossa oportunidade para agir – temos o conhecimento e as ferramentas para o que precisa de ser feito, mas precisamos agora que todos, governos, sector privado e sociedade civil, intensifiquem ações para prevenir o declínio e a perda de espécies”, disse Craig Hilton-Taylor.

Na opinião de Cristiana Pasca Palmer, secretária-executiva da Convenção sobre a Diversidade Biológica, o mundo precisa agora de um pacto global para a biodiversidade, equivalente em importância ao Acordo de Paris sobre o clima. Cristiana quer que as reservas naturais, áreas marinhas protegidas e outras espaços semelhantes cresçam 10% todas as décadas, para que metade da Terra seja amiga da natureza até 2050.
1ª foto: Leopardo-das-neves, uma espécie classificada como "vulnerável" (Eric Kilby)
Starbucks

A Starbucks anunciou que vai deixar de usar palhinhas de plástico nas suas mais de 28 mil lojas em todo o mundo até 2020. Para o conseguir, a empresa criou uma nova tampa para as suas bebidas geladas que, segundo um comunicado, permitirá eliminar o uso de mais de mil milhões de palhinhas todos os anos.

Esta decisão surgiu uma semana depois de Seattle (sede da companhia) ter banido as palhinhas e utensílios de plástico. Em Washington, a Starbucks já oferece palhinhas biodegradáveis de papel.

A nova tampa vai começar a ser usada nos EUA e Canadá e até 2020 será utilizada em todas as bebidas, exceto nos Frappuccinos que serão servidos com palhinhas de papel.

"A palhinha não é reciclável e a tampa é, por isso sentimos que esta decisão é mais sustentável e mais socialmente responsável", afirmou o diretor de embalagens da Starbucks no comunicado.
Anfíbio com uma borboleta na cabeça

As populações de anfíbios estão a sofrer declínios um pouco por todo o mundo. Em muitos dos nossos quintais, o avistamento de sapos e rãs também se tem tornado menos comum.

“A maioria das pessoas lembra-se de ver girinos num lago local ou um sapo a sair de baixo de uma pedra, na infância”, disse Daniel Hayhow, cientista da Sociedade Real para a Proteção das Aves (RSPB, na sigla em inglês). “Estas primeiras experiências com a natureza ficam connosco para sempre. Lamentavelmente, as imagens e os sons da vida selvagem, outrora comuns, estão a tornar-se mais raros.”

Não nos devemos esquecer que os nossos jardins podem ser refúgios importantes para a vida selvagem. E, embora os sapos e as rãs não sejam os visitantes mais glamorosos destes espaços, estes animais “prestam um serviço de controlo de pragas muito útil (adoram comer lesmas e caracóis), por isso convidá-los para os quintais pode trazer muitos benefícios”, explica Becky Thomas, cientista da Universidade de Londres, Royal Holloway.

Anfibio num lago
Foto: RSPB

Uma das diversas causas dos declínios populacionais dos anfíbios é a perda de habitat, o que inclui, por exemplo, a redução dos números de lagos nos jardins e nas zonas rurais.

“As rãs e os sapos precisam de lagos limpos onde se possam reproduzir, mas, fora da época de reprodução, encontramo-los em pilhas de troncos e ervas altas. A moda de mantermos os nossos jardins meticulosamente limpos e arrumados deixa a nossa fauna selvagem sem lugares para se esconder”, escreveu Becky Thomas, num artigo publicado no site The Conversation.

Ao mesmo tempo, há quem alerte que a falta de contacto das crianças com a vida selvagem pode levar a que sofram de “transtorno de défice da natureza”, um termo cunhado em 2005 por Richard Louv. É por isso necessário encontrarem-se mais formas de encorajar a interação com a natureza.

Como podemos ajudar os anfíbios?

“Como as rãs e os sapos são anfíbios, precisam de uma fonte de água perto das suas casas para sobreviverem. É muito fácil dar-lhes uma mão, criando um pequeno lago ou usando um alguidar para fazer uma piscina longe da luz do sol e bem coberta com plantas. Estes passos simples também podem ter um impacto positivo em toda uma série de outros animais presentes nos nossos jardins”, sugeriu James Silvey, da RSPB.



Se quiser, também pode criar um lago maior. Numa questão de dias, o seu lago começará a ser habitado por espécies selvagens. Primeiro, aparecerão os invertebrados e as plantas, mas não demorará muito tempo até que este seja encontrado por uma população de rãs ou de sapos.

“Outro benefício da jardinagem amiga da vida selvagem é que costuma significar menos trabalho”, explica Becky Thomas. “Se cortar a relva com menos frequência, está a fornecer um bom habitat para a fauna selvagem. A criação de uma pilha de troncos [demonstrada no vídeo acima], a colocação de caixas-ninho para as aves ou de um buraco na sua vedação para dar passagem aos porcos-espinhos são tudo atividades que requerem pouco esforço e que são extremamente eficazes.”

Se não tem um quintal, pode mesmo assim participar nesta iniciativa, patrulhando e ajudando os sapos a atravessar estradas em segurança, quando estes animais migram para os seus locais de reprodução, ou tornando-se um cidadão-cientista e comunicando avistamentos ou colaborando com organizações locais.
Balões de muitas cores erguem-se no ar

A câmara municipal de New Shoreham, no estado norte-americano de Rhode Island, votou unanimemente a favor da proibição da venda e utilização de balões.

“A venda, uso e distribuição de qualquer tipo de balão – incluindo, entre outros, os balões de látex, de mylar ou de água – passarão a ser ilegais”, diz o regulamento.

“Estamos muito preocupados com o ambiente”, afirmou Kenneth Lacoste, da câmara municipal. “Há por aí muita informação sobre os danos causados pelos balões à fauna selvagem.”

Para além de poderem ferir os animais selvagens, os balões lançados durante festas e eventos vão parar ao campo, matas, praias e ao mar, onde se juntam aos milhões de detritos a poluir os nossos oceanos. Segundo Kenneth Lacoste, a visão de balões nas águas que circundam New Shoreham é, infelizmente, demasiado recorrente.

“Quando uma comunidade está rodeada por água e vê o lixo causado pelos balões diariamente, não é de espantar que esteja a proibir completamente os balões”, contou à CNN Danielle Vosburgh, fundadora da Balloons Blow, uma organização dedicada à sensibilização do público para o impacto dos lançamentos de balões.

Quem infringir a nova lei arrisca-se a uma multa máxima de 200 dólares (170€).

No início de 2018, a vila já tinha proibido os sacos de compras de plástico para reduzir a quantidade de resíduos que poluem as ruas e os cursos de água.

Em maio, várias cidades norueguesas também decidiram proibir a venda de balões de hélio, durante as festividades do Dia da Constituição da Noruega, para proteger o ambiente.
Sacos de rede

"Panos da Vera" é um projeto português que cria artigos reutilizáveis e alternativas ecológicas em tecido para as compras, como sacos de rede para a fruta e legumes, e para as rotinas de beleza e higiene das mulheres, incluindo discos desmaquilhantes, bolsas e pensos higiénicos.

O UniPlanet falou com Vera Martins, a criadora dos Panos da Vera, que nos deu a conhecer este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu o projeto Panos da Vera?

Desde pequena que lidava com tecidos e gostava de criar, estudei estilismo e modelismo e ainda trabalhei alguns anos na área, em ateliers de noivas e cerimónias onde fazia trabalhos minuciosos e com pormenor, os meus preferidos. O gosto pela costura nunca desapareceu, mesmo quando trabalhava num restaurante vegetariano onde a dada altura passei para part-time para poder também costurar. Fazia sobretudo artesanato, peças decorativas e utilitárias já com aproveitamento de tecidos mas não necessariamente com vertente ecológica.

Comecei a fazer os pensos em 2006 ou 2007 que vendia no ebay sobretudo para o Reino Unido e na loja online do Centro Vegetariano, mas ainda não era um produto muito procurado por cá. Lembro-me que quando uma amiga sugeriu a criação de uma página no Facebook eu lhe respondi sem grande entusiasmo que já existiam muitas páginas de artesanato... Assim os Panos da Vera nasceram de forma casual mas foram crescendo aos poucos até 2015/2016, passando a ter um crescimento muito mais rápido desde aí.



Pensos higiénicos de tecido


UP: Que tipo de artigos cria com a sua máquina de costura?

No início fazia porta-moedas, sacos para compras, mantinhas para a transportadora e até caminhas para animais que dava para leilões solidários. Com o interesse pelos pensos a crescer, estes passaram a representar a maior parte dos artigos vendidos. Mas nessa fase houve ainda tempo para o desenvolvimento de alguns produtos para bebé: slings, toalhitas e sacos impermeáveis. Com a procura crescente pelos artigos reutilizáveis deixei de fazer os saquinhos e bolsas banais e aperfeiçoei-me nestes.

Sendo que eu faço os produtos que vendo, alguns deles apareceram por sugestão de amigas ou clientes: os discos de amamentação surgiram assim, tal como as toalhitas desmaquilhantes ou os sacos de rede.
Ainda foi longo o período no qual aceitava todo e qualquer pedido por encomenda, mas a dada altura deixei de poder prestar toda essa atenção a cada encomenda e alguns artigos deixaram de existir por falta de tempo para tudo.






UP: Está a decorrer o desafio “julho sem plástico”. Que conselhos daria a quem quer participar, mas não sabe por onde começar?

Comprar mais em mercados, feiras ou lojas de rua e menos nos hipermercados. Quem nunca se questionou sobre as caixas plásticas com couve-flor cortada aos pedaços ou outros legumes? Fruta já descascada, cortada e pronta a comer pode poupar tempo e até pode ser útil em casos excecionais, mas não poupa o planeta que é de todos! Demos preferência aos mercados, levemos os nossos sacos para as compras. Esse é um ponto básico não muito difícil de seguir no quotidiano.

Escolhas com impacto muito maior, mas que são também mais desafiantes e parecem impossíveis a algumas pessoas são a alteração de hábitos no que toca aos cuidados do bebé (fraldas e toalhitas descartáveis) e à higiene feminina: o volume de pensos e tampões usados ao longo de 30-40 anos é assustador e os químicos neles usados são prejudiciais à saúde.



Pensos higiénicos de tecido


UP: Os seus artigos são alternativas mais ecológicas a objetos descartáveis do dia-a-dia. Como tem sido o feedback que tem recebido de quem usa os seus sacos nas compras: as lojas estão recetivas ao uso destes sacos de tecido em vez dos sacos de plástico para a fruta e legumes?

Recebo frequentemente feedback muito positivo de quem compra Panos da Vera. O feedback neutro ou negativo tem mais a ver coma falta de hábito inicial ou manuseamento desadequado dos produtos e não com a funcionalidade ou qualidade dos mesmos. Quase todas as pessoas voltam para comprar segunda e terceira vez, mostram às amigas e é também com este passa a palavra de clientes em grupos de Facebook ou artigos em blogs pessoais que o meu trabalho acaba por chegar mais longe. Quando alguém com mais habilidade me diz que se aventurou a fazer os seus próprios pensos ou um saco do pão é com entusiasmo que recebo essa notícia pois significa que essa pessoa tomou consciência do impacto que tem as suas escolhas.

As lojas estão recetivas ao uso de sacos reutilizáveis, tenho inúmeros testemunhos engraçados e encorajadores quer de funcionários de loja quer de outros clientes que abordam alguém a usar sacos de rede com curiosidade.

Há uma cadeia de hipermercados com regras mais apertadas, mas também um hipermercado na Maia que mudou a sua política depois da sugestão de uma cliente apenas!
Nas lojas mais pequenas é garantidamente mais fácil, mas mesmo as grandes empresas já perceberam que têm de acompanhar a tendência do mercado e agradar aos seus clientes.



Sacos de rede


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre os Panos da Vera e encontrar os seus artigos à venda?

Os panos da Vera vendem-se no Facebook e em algumas lojas físicas. De vez em quando sou abordada por lojas interessadas em vendê-los, mas por agora não consigo produzir mais.
Desta forma alguma ajuda neste momento era muito bem-vinda (alguém com máquina de costura na zona do Porto?)

Podem encontrá-los na loja online do Centro Vegetariano e em Vila Real na Porta dos Sentidos, nestes dois pontos apenas até rutura de stock. Em V. N. de Famalicão na Casa das Milfolhas e em dois locais no Porto: Casa da Horta e Vegana by Tentúgal.

Mas na página do Facebook a informação está sempre atualizada. Vou publicando sobre o estado de produção dos artigos e novas datas para quando estejam disponíveis ou sobre o abastecimento destas lojas. Se estas informações na página forem lidas já é possível ficar a par, poupando-me assim algumas perguntas. Gosto de manter toda essa informação atualizada e assim maximizar o tempo para produzir.



Máquina de costura

Panos da Vera Logótipo
Kimchi

Com estas treze receitas, aprenda a fazer vários alimentos fermentados e melhore a sua saúde!
Na Europa, os alimentos fermentados mais comuns são os pickles, as azeitonas, o chucrute (pickle de couve do Norte da Europa), o kvass (bebida fermentada da Europa de leste), o iogurte, o queijo e as bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho. Na Ásia, são comuns o miso (pasta de soja), shoyu (molho de soja), kimchi (couve fermentada), tempeh e natto (soja fermentada), umeboshi (pickle de ameixa), saké (vinho de arroz), entre outros.
Os alimentos fermentados são muito importantes, pois ajudam a criar uma flora intestinal saudável.
Experimente!

Kvass de beterraba



Chucrute



Kimchi vegan







Pimento fermentado



Pickles



Rejuvelac



Queijo vegetal



Iogurtes vegetais





Natto



Tempeh



Sopa de miso



Kombucha



Refrigerante fermentado



Alimentos fermentados




Veja também:
O que são os prebióticos, sabe?


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Tupperwares

A cadeia britânica de supermercados Morrisons está a convidar os clientes a levarem os seus próprios recipientes reutilizáveis para as compras, de forma a reduzir o uso de plásticos descartáveis.

Os clientes que levarem os seus tupperwares para comprar peixe ou carne receberão 100 pontos nos seus cartões de fidelidade, ganhando um voucher de 5 libras (5,7€) quando tiverem juntado 5000 pontos.

A medida tem como objetivo reduzir a proliferação dos resíduos plásticos e o seu impacto no ambiente.

Para além desta iniciativa, a Morrisons também está a trazer de volta os sacos de papel para a compra de frutas e vegetais frescos. Estes sacos castanhos, que possuem uma faixa transparente para que os clientes possam ver os alimentos dentro deles, já estão disponíveis em 493 das suas lojas e está prevista a sua introdução no resto dos seus estabelecimentos comerciais até ao final do Verão.

“Ouvimos as preocupações dos nossos clientes relativamente ao uso de sacos de plástico para a fruta e os legumes e é por isso que estamos a fazer regressar os sacos de papel”, disse Drew Kirk, da Morrisons. “Há mais trabalho a fazer, mas esta medida evitará o uso de 150 milhões de sacos [de plástico] nas nossas lojas todos os anos.”
Beluga

A Islândia vai ter o primeiro santuário do mundo para belugas, também conhecidas como baleias-brancas. Com 32 mil metros quadrados e uma profundidade de até 10 metros, o santuário vai ser a casa de duas belugas de 12 anos e traz esperança aos mais de 3000 cetáceos mantidos em cativeiro no mundo, à medida que a popularidade dos espetáculos com estes animais diminui.

As belugas que serão transferidas no próximo ano, Little White e Little Grey, estão atualmente num parque aquático em Xangai, o Changfeng Ocean World, onde realizam truques para entreter os visitantes. Ambas são originalmente das águas do Ártico russo, crendo-se que teriam dois ou três anos quando foram capturadas.

“Elas estão no aquário desde 2011”, disse Andy Bool, diretor da Sea Life Trust, uma organização que passou seis anos a desenvolver este projeto. “Ainda são relativamente novas. As belugas podem viver 40 ou 50 anos na natureza. Por isso, o objetivo do santuário é fornecer-lhes um lar para o resto das suas vidas.”

“Esperamos que, ao apontarmos o caminho com o nosso santuário, ajudemos a encorajar a reabilitação em ambientes naturais de mais baleias em cativeiro e a pôr termo aos espetáculos com baleias e golfinhos”, afirmou.

Santuário
O local escolhido para o santuário

No santuário, as duas belugas continuarão sob cuidado humano, uma vez que se acredita que não sobreviveriam por conta própria na natureza.

Little White e Little Grey ("Branquinha" e "Cinzentinha", em português) viajarão 9000 km, durante mais de 30 horas, para chegarem à Baía de Klettsvik, a localização do santuário, também conhecida por ter sido o local para onde Keiko, a orca do filme “Libertem Willy”, foi levada para ser treinada antes de ser libertada.

“Transportá-las é um processo difícil e pode ser bastante stressante para elas”, explicou Cathy Williamson, da organização Whale and Dolphin Conservation. “Infelizmente, a alternativa é deixá-las na sua piscina de cimento em Xangai e isso também não é bom para a sua saúde ou bem-estar.”



Entretanto, as belugas estão a ser treinadas para que consigam suster a respiração durante mais tempo e para que se tornem mais fortes de forma a aguentarem as marés e as correntes. Estão também a ganhar gordura para que consigam lidar com as temperaturas mais baixas da água do santuário. Espera-se que se possam juntar a elas, no futuro, até oito outras belugas.

“Agora existe mesmo uma alternativa para estes animais”, disse Andy Bool. “No passado, era apresentado o argumento de que não se pode simplesmente voltar a libertá-las no mar – e isso está certo. Mas espero que as pessoas vejam o que estamos a fazer e que queiram reproduzi-lo.”

“O primeiro santuário do mundo para baleias aponta o caminho rumo ao fim do cativeiro das baleias e dos golfinhos”, disse Cathy Williamson.