Poluição de fábrica torna 11 cães azuis na Índia

Poluição de fábrica torna 11 cães azuis na Índia

8 de Setembro, 2017 0

Cão azul

O surgimento de 11 cães com pêlo azul causou espanto em Bombaim.

Os habitantes locais responsabilizaram uma fábrica por este fenómeno, acusando-a de estar a despejar resíduos industriais e tintas no rio Kasadi, onde os animais costumam nadar. As autoridades indianas mandaram encerrar a referida fábrica, depois de investigarem e confirmarem que tinha sido a poluição da água e do ar a tornar os cães azuis, contou o jornal indiano Hindustan Times.

“É chocante ver como o pêlo branco dos cães ficou completamente azul”, comentou Arati Chauhan, responsável pela Associação de Proteção dos Animais de Nova Bombaim. “Encontrámos cinco destes cães aqui e pedimos à Agência de Controlo da Poluição para tomar medidas contra estas empresas.”

“Os poluentes da zona industrial de Taloja não estão só a arruinar as massas de água e a prejudicar as pessoas de lá, como também estão a afetar os animais, as aves e os reptéis”, escreveu a associação no seu facebook.

Um dos cães foi capturado e lavado por um grupo de defesa dos direitos dos animais, que concluiu que, apesar da cor, o animal parecia estar bem de saúde.

No entanto, Amit Patil, um veterinário local, avisa que as consequências deste fenómeno podem ser mais sérias: os cães podem desenvolver “infeções na pele, irritações, comichão e perda de pêlo”. Em casos piores, e já que quando se lambem os animais ingerem a tinta, também podem ficar com “problemas de locomoção, diarreia e doenças relacionadas com o sistema digestivo”.

O rio Kasadi passa pela zona industrial de Taloja, onde estarão localizadas 977 fábricas de químicos, produtos farmacêuticos, engenharia e processamento de comida.

“Encerrar uma empresa, como a Agência de Controlo da Poluição do Estado de Maarastra fez, apenas resultará na perda do ganha-pão dos trabalhadores. Há muitas outras fábricas a ameaçar a fauna e a flora, e a possibilidade de que existam muitos mais casos é uma ameaça real”, defendeu Arati Chauhan.

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