A França proibiu os talheres, pratos e copos descartáveis de plástico. A proibição entrará em vigor em janeiro de 2020.



A França proibiu os talheres, pratos e copos descartáveis de plástico, num decreto-lei que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2020. A partir dessa data, os utensílios e pratos descartáveis devem ser feitos, na sua totalidade ou parcialmente, de materiais de origem orgânica, com a exceção dos materiais "incorporados em formações geológicas ou fosséis”, e devem poder ser compostados em casa. O teor mínimo de materiais orgânicos nos artigos deverá ser de 50%, a partir de 1 de janeiro de 2020, e de 60%, a partir de 1 de janeiro de 2025.

As organizações que representam os fabricantes de embalagens contestam a proibição, defendendo que ela viola as regras comerciais da União Europeia e que os plásticos de origem orgânica não se decompõem em unidades de compostagem doméstica.

O impacto dos plásticos na natureza há muito que tem preocupado os cientistas e conservacionistas. Muitos dos resíduos de plástico acabam no oceano, onde se decompõem, originando minúsculos fragmentos deste material – os microplásticos – que constituem uma ameaça para várias espécies de animais marinhos, incluindo peixes, ostras e aves marinhas.

O papel, o bambu, os bioplásticos, o amido vegetal processado e até mesmo as folhas de árvores são alternativas que têm sido usadas por várias empresas no fabrico de pratos e talheres descartáveis. Contudo, os artigos descartáveis de origem vegetal costumam ser mais caros do que os à base de petróleo, razão que levou a ministra francesa do Ambiente, Ségolène Royal, a adiar a introdução da proibição de 2017 para 2020, por considerar que representaria uma despesa adicional para as famílias menos favorecidas.
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