Descubra os sete produtos do dia-a-dia que utilizam trabalho infantil.

Chá, chocolate, salada e smartphone.

Estes produtos do dia-a-dia podem envolver, na sua produção, algumas das cerca de 168 milhões de crianças que trabalham em todo o mundo. A Organização Mundial do Trabalho estima que mais de metade destas crianças façam trabalhos considerados perigosos.




Será que as folhas do seu chá foram colhidas por uma criança? Em janeiro de 2016, a BBC fez uma reportagem sobre o trabalho infantil nas plantações de chá no Uganda. Em 2014, o The Guardian denunciou o caso das crianças – meninas – a trabalhar nas plantações de chá de Assam, vendidas, posteriormente, como escravas para trabalhar como empregadas domésticas em Delhi, na Índia.



A indústria do chocolate, que se estima que tenha um valor de cerca de 100 mil milhões de euros anuais, tem feito as notícias pela sua ligação ao trabalho infantil em alguns países. O Departamento de Estado dos EUA estima que existam 1,2 milhões de crianças a trabalhar na Costa do Marfim, na África ocidental, um país responsável por 40% da produção mundial de cacau. Segundo o departamento, mais de 100 000 crianças passam pelas “piores formas de trabalho infantil” e cerca de 10 000 são vítimas de tráfico humano ou de escravatura.



O ouro do seu anel poderá ser fruto do trabalho de uma criança? A Organização Internacional do Trabalho estima que cerca de 1 milhão de crianças trabalhem em minas, muitas das quais minas artesanais ilegais. Os investigadores acreditam que as minas de ouro artesanais do Uganda exportam 2,8 toneladas deste metal precioso por ano. 30% dos trabalhadores destas minas são crianças. Arriscam as suas vidas por alguns euros por dia, trabalhando em turnos de 11 horas, curvadas sobre as suas bateias improvisadas, em poços de mercúrio e água até aos tornozelos.



O cobalto e a columbite-tantalita utilizados nos smartphones estão a ser extraídos por crianças, algumas com apenas 7 anos, que trabalham em condições perigosas na República Democrática do Congo. Uma investigação da Amnistia conseguiu ligar o cobalto usado em baterias de lítio vendidas a 16 marcas multinacionais às minas onde crianças e jovens recebem menos de um euro por dia, trabalhando em condições que colocam as suas vidas em risco e sendo vítimas de violência, extorsão e intimidação, explica o The Guardian.



Dezenas de milhares de crianças continuam a trabalhar nas plantações de tabaco na Indonésia – o 5º maior produtor do mundo –, segundo um relatório recente da Human Rights Watch. Estas crianças estão sujeitas à exposição a pesticidas tóxicos e à intoxicação aguda por nicotina, uma condição que ocorre quando a nicotina é absorvida através da pele durante o manuseamento do tabaco, que, entre outros sintomas, as faz tossir, desmaiar e vomitar sangue e que pode comprometer o seu desenvolvimento.



E que tal uma salada? Milhares de crianças sírias trabalham nas plantações de vegetais do Vale de Bekaa, no Líbano, recebendo 7€/dia por 10 horas de trabalho. Muitas faltam à escola para poder contribuir para o rendimento familiar.



Cerca de 28 000 crianças trabalham em condições muito exigentes na produção de tijolos no Nepal. Metade destas tem menos de 14 anos.
Partilha:

Comentários:

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.