As más condições de trabalho de quem extrai os minerais raros para os iPhones e smartphones.

Trabalhador da mina de Luwow no Congo

Num canto esquecido da República Democrática do Congo, perto da fronteira da Ruanda, Uganda e Burundi, é possível encontrar-se o mineral raro que permite que os iPhones, smartphones e outros gadgets funcionem.
Para que este mineral raro – a columbite-tantalita ou coltan – chegue até aos fabricantes do iPhone ou do Samsung Galaxy, tem de ser extraído por mineiros que trabalham em péssimas condições, em minas controladas, quase sempre, por milícias, em zonas de conflito.
Roland Hoskins, do Daily Mail, fotografou centenas de trabalhadores na mina de Luwow num local que faz lembrar a corrida ao ouro do século XIX e que tem jornadas de trabalho diárias de 12 horas.
As condições de trabalho têm sido muito criticadas: um salário de 2,7€ por dia para cada trabalhador, incluindo crianças de 10 anos.
A columbite-tantalita é colocada em sacos de arroz forrados de plástico que são carregados aos ombros ou nas cabeças até uma eclusa onde a rocha e areia são passadas por vários litros de água. Filtrado à mão, o mineral é atirado para o fundo com as lavagens.
Depois de refinada, columbite-tantalita é transformada em tântalo metálico, um pó resistente ao calor que pode conter uma carga elétrica alta, crucial para as placas de circuito em miniatura que alimentam os smartphones, computadores portáteis e outros gadgets de alta tecnologia.
A mina de Luwow é um dos poucos locais do mundo onde se pode encontrar este mineral raro – e, também, uma das poucas minas do Congo que é patrulhada pelas Nações Unidas e não por milícias.

Fontes: Green Savers e Daily Mail


Mapa da República Democrática do Congo
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Comentários:

4 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Boas!

    Ninguém quer saber disto para nada! Nem mesmo os congoleses!

    Lê lá esta:

    "Congolese gadget manufacturer, VMK, has began selling Elikia, Africa’s first home-grown designed smartphone, in Congo, in what has garnered international attention.

    The increase of consumer purchase, and the need to close the technological gap in Africa has driven an influx of tech giants including RIM, Huawei, Techno, and Apple, into the continent.

    In 2009, VMK committed itself to giving Africans affordable access to technology in the mobile business where Africa is said to be comparatively behind.

    Elikia, which means ‘hope,’ is priced at 85,000 FCFA ($171) by two major telecom operators in Congo – Airtel and Warid, and has a 650 MHz processor, running gingerbread 2.3.6 with 128 MB of on-board storage."

    A causa primária de tudo isto é o SISTEMA MONETÁRIO... Enquanto este não for extinto, nada de significativo MUDARÁ!

    Abr
    voz

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  2. Esqueci-me da melhor parte que até me fez chorar!

    "Elikia, which means ‘hope,’" ESPERANÇA!

    Agora sim... Fui!

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  3. Olá Voz,
    Consigo entender o nome "Esperança" para um caso de empreendedorismo do Congo.
    Um abraço,
    Mab

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