O Belize comprometeu-se a proibir todos os plásticos de uso único até ao dia 22 de abril (Dia da Terra) de 2019.



O Belize comprometeu-se a proibir todos os plásticos de uso único, como os sacos de compras, os talheres e as palhinhas, até ao dia 22 de abril (Dia da Terra) de 2019.

A proposta surge após outra inicitiva ambiciosa do país da América Central, nomeadamente a moratória à exploração petrolífera nas suas águas, imposta em dezembro do ano passado, com vista à proteção do seu famoso recife de coral.

“Belize afirmou-se inequivocamente como um líder mundial na conservação do património marinho”, disse Janelle Chanona, vice-presidente da organização Oceana. “Várias empresas belizenses já introduziram alternativas inovadoras e acessíveis a diversos dos artigos [de plástico] que vão ser gradualmente retirados.”

As provas dos danos causados pelo plástico no mar são inegáveis e continuam a somar-se. Uma vez nos oceanos, os vários tipos de resíduos de plástico causam ferimentos a tartarugas, golfinhos, aves marinhas e outros animais, chegando, em vários casos, a provocar a sua morte.

Um relatório da Fundação Ellen MacArthur predisse que, em 2050, haverá mais plástico, por peso, do que peixes no oceano. Um outro estudo recente descobriu que a quantidade de plástico nos oceanos deverá triplicar entre 2015 e 2025.

Cerca de 40 outros países já proibiram ou desincentivaram o uso de plástico de uso único. A França proibiu os talheres, pratos e copos descartáveis de plástico, num decreto-lei que entrará em vigor em 2020. O Quénia proibiu o fabrico, venda e utilização de sacos plásticos, chegando ao ponto de punir os utilizadores destes artigos com multas e penas de prisão. Taiwan também anunciou recentemente que planeia proibir o uso de artigos descartáveis de plástico até 2030.

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