Trabalhadores enviaram mensagens em etiquetas da Zara.

Zara

A Bravo Tekstil, uma fábrica na Turquia, encerrou de um dia para o outro sem pagar a mais de uma centena de trabalhadores que faziam roupas para a Inditex – o grupo da Zara, Mango, entre outras marcas.

Os operários da fábrica foram às lojas da Zara, em Istambul, e deixaram mensagens escondidas nas roupas, dentro dos bolsos. Os clientes que as encontraram leram frases como:
"Eu fiz este artigo que vais comprar, mas não fui pago para o fazer".

Recentemente, os funcionários da Bravo Tekstil lançaram uma petição, onde explicam que a fábrica lhes deve vários meses de salários e que o proprietário desapareceu, sem ser conhecido o seu paradeiro.

Na petição pode ler-se: "Trabalhamos para a Zara/Inditex, Next e Mango durante anos. Fizemos produtos para estas marcas com as nossas mãos, fazendo-as ganhar lucros gigantescos". "Pedimos agora que estas marcas nos deem o básico, que tenham o respeito de nos compensarem pelo nosso trabalho. Não queremos mais do que os nossos direitos básicos! Pedimos à comunidade internacional que apoie a nossa luta".



Em 2011, a Zara foi acusada de utilizar mão de obra escrava no Brasil e, em 2015, ocorreu um novo escândalo de trabalho em condições de quase escravatura em Espanha.


Leia mais: Já parou para se perguntar quem fez a sua roupa?

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