A cidade de Nova Iorque aprovou a proibição dos espetáculos com animais selvagens nos circos.

Urso caminha numa corda bamba

A cidade de Nova Iorque aprovou, no dia 21 de junho, a proibição dos espetáculos com animais selvagens nos circos, com 43 votos a favor e 6 contra. O decreto aguarda agora a promulgação pelo presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, que já manifestou o seu apoio à medida.

“Sabemos, hoje em dia, mais sobre o tratamento adequado dos animais selvagens e exóticos do que antigamente. O entretenimento, por si só, não justifica que estes animais sejam submetidos a mais do que alguma vez deveriam ter de suportar”, defendeu Corey Johnson, membro do Conselho, que votou a favor da medida.

Ao longo dos últimos anos, a opinião pública sobre o uso de animais selvagens – como tigres, leões, elefantes e ursos – em circos tem vindo a mudar, algo para o qual as investigações de inúmeras organizações de defesa dos direitos dos animais têm contribuído, revelando o lado oculto destes espetáculos.

“Os legisladores e o público aperceberam-se de que estes animais são vítimas e não participantes de livre vontade”, disse Wayne Pacelle, presidente da organização Humane Society.

“Esta legislação garantirá que os animais estarão no seu estado natural e não confinados em [jaulas] e/ou tratados de outras formas desumanas. Igualmente importante: os seres humanos estarão a salvo de animais que poderão agir ferozmente”, declarou Rosie Mendez, membro do Conselho que durante 11 anos lutou por este desfecho.

Nos Estados Unidos, quatro estados e 125 localidades em 34 estados já proibiram ou restringiram o uso de animais selvagens em circos e espetáculos itinerantes. Há cada vez mais países e cidades a decretar proibições semelhantes, sendo a Roménia um dos mais recentes a juntar-se a esta lista em rápido crescimento.

Foto: Animals Asia




Vídeos: Algumas das técnicas de treino usadas nos circos.

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