Os 28 Estados-membros não conseguiram chegar, hoje (19 de maio), a um acordo sobre a extensão da utilização do glifosato para 9 anos.

O uso de glifosato na agricultura

A Comissão Europeia admitiu hoje (19 de maio) que os 28 Estados-membros não conseguiram chegar a um acordo sobre a extensão da utilização do glifosato para 9 anos.

“Sem se conseguir uma maioria qualificada, não houve voto”, afirmou uma porta-voz da Comissão. Sem possibilidade de maioria qualificada, a Comissão adiou a votação. A licença para a venda e uso do herbicida no espaço comunitário termina a 30 de junho de 2016.

"A Comissão vai refletir no desfecho da discussão. Se não for tomada qualquer decisão até 30 de junho, o glifosato deixará de ser autorizado na UE, e os Estados-membros terão de retirar as autorizações a todos os produtos à base de glifosato", acrescentou.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, se nada ficar decidido até julho, as lojas têm 6 meses para vender os stocks dos produtos.
Países como a França e o Luxemburgo declararam publicamente a sua oposição à renovação da licença de comercialização e uso do herbicida na União Europeia. França vai votar para banir o glifosato no país, independentemente da posição comunitária, anunciou Marisol Touraine, ministra da Saúde.

A Alemanha não consegue encontrar uma posição única sobre a utilização deste herbicida, já que os dois parceiros de coligação, a CDU e o SPD têm posições diferentes sobre a matéria, preferindo abster-se. O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos informou que Portugal se iria abster. “Portugal absteve-se em função dos dados técnicos e científicos recolhidos, nos quais não encontrou argumentos sólidos para votar a favor ou contra, especificou ao Jornal Público o gabinete de comunicação do Ministério da Agricultura. Aos jornalistas, Capoulas Santos justificou a abstenção indicando que os “dados científicos são contraditórios” e citou o estudo da ONU divulgado dia 16 de maio.

Em Portugal, uma petição a favor da proibição do glifosato, utilizado no herbicida Roundup, da Monsanto, já reuniu mais de 15 mil assinaturas.

Dia 18 de maio, o projeto de lei do Bloco de Esquerda para proibir a aplicação do glifosato em zonas urbanas, de lazer e vias de comunicação foi chumbado com os votos contra da direita e do Partido Comunista Português.

Fontes: Observador, Público e Esquerda.net
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