Seul, a capital da Coreia do Sul, introduziu medidas de emergência para combater a poluição atmosférica que está a sufocar a cidade.



As autoridades de Seul, a capital da Coreia do Sul, introduziram medidas de emergência para combater a poluição atmosférica que está a afetar a cidade.

Durante as horas de ponta da terceira semana de janeiro, os transportes públicos da cidade foram gratuitos, na esperança de reduzir as deslocações efetuadas com meios de transporte privados.

As medidas foram introduzidas após a densidade de partículas poluentes no ar ter atingido níveis considerados prejudiciais para a saúde. Para além do transporte público gratuito, a cidade também encerrou 360 parques de estacionamento, limitou a utilização do transporte individual por parte de funcionários públicos e reduziu os trabalhos de construção em projetos financiados pelo governo. Todas estas medidas deverão permanecer em vigor durante apenas alguns dias.

As autoridades sul-coreanas implementaram estas políticas no ano passado, quando a concentração de partículas finas (PM2.5) em Seul atingiu 179 microgramas por metro cúbico, o que deixou a cidade apenas atrás de Nova Deli, na Índia, em termos de poluição atmosférica.

De facto, a Coreia do Sul ostenta o título pouco invejável de país da OCDE com a pior qualidade do ar.



Pensa-se que a poluição atmosférica de Seul – uma cidade com quase 10 milhões de habitantes – seja resultado da utilização de carvão e diesel no país, um problema agravado pelo smog da vizinha China.

Contudo, a Coreia do Sul está empenhada em melhorar a qualidade do ar, tendo-se comprometido a reduzir as suas emissões em 30% até 2022. A nível local, Seul tem promovido alternativas ao uso dos automóveis particulares, construindo ciclovias e zonas pedrestes.

Como parte do plano de emergência anunciado no ano passado pelo presidente da câmara de Seul, Park Won-soon, a cidade tornará os transportes públicos gratuitos durante as horas de ponta dos dias em que o índice de qualidade do ar ultrapasse os 50 e se preveja que continue assim pelo menos durante um dia. As viagens também serão gratuitas no dia seguinte.

Para financiar a medida, Park Won-soon reservou 24,9 mil milhões de won (cerca de 18 milhões de euros) em dezembro, declarando a redução da qualidade do ar um desastre, de forma a poder utilizar o fundo para desastres da cidade. “O valor dos seres humanos é muito superior ao do dinheiro”, declarou.

As medidas adotadas contra a poluição não deixam de encontrar críticos, que denunciam, entre outras coisas, o carácter temporário e voluntário do plano.

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