Durante o mês de setembro, diga não às palhinhas de plástico (canudos, no Brasil) para proteger os animais marinhos.

Palhinhas encontradas numa praia

A organização de conservação marinha Our Seas Our Future tem um desafio para si e para todos os restaurantes, cafés, empresas e organizações que queiram participar. Chama-se “Straw Free September” (setembro sem palhinhas) e consiste em dizer não às palhinhas descartáveis de plástico (canudinhos, no Brasil), durante o mês de setembro.

Sabia que as palhinhas costumam estar no top 10 dos detritos recolhidos durante as limpezas de praias? Carla Lourenço, bióloga marinha e mentora da Straw Patrol, uma organização portuguesa que pretende sensibilizar para a problemática do lixo marinho, destacou a “elevada presença” de palhinhas de plástico e dos seus invólucros nas praias da costa algarvia.

O impacto destes tubinhos de plástico, que usamos durante apenas alguns minutos, é mais sério do que pensamos. Os que vão parar ao mar, entre os oito milhões de toneladas de plástico que despejamos anualmente nos oceanos, podem provocar ferimentos nos animais.

Na Costa Rica, um grupo de biólogos marinhos extraiu, em 2015, uma palhinha de 12 centímetros da narina de uma tartaruga marinha, onde o resíduo tinha ficado preso.


ATENÇÃO: Este vídeo contém imagens chocantes.

Para além de poluírem os habitats marinhos, estes detritos também confundem os animais, como as aves marinhas, que os ingerem por assumirem que se trata de comida.

“Só nos EUA, as pessoas deitam fora 500 milhões de palhinhas por dia, ou mais de 180 mil milhões por ano. Isto corresponde a cerca de 1,4 milhões de quilogramas de plástico enviados para os aterros e para os oceanos todos os dias”, declarou o cientista David Suzuki.

Na cidade de Seattle, no estado norte-americano de Washington, também vai decorrer uma campanha contra a utilização de palhinhas de plástico, durante o mês de setembro, chamada “Strawless in Seattle” (Sem palhinhas em Seattle), na qual se prevê a participação de 500 restaurantes e grupos locais.

Embora reduzir o nosso consumo de plásticos descartáveis possa, por vezes, ser um desafio, há coisas que podemos eliminar facilmente das nossas vidas. É este o caso das palhas para beber.

Palhinhas retiradas do oceano

Como pode ajudar

  1. “Sem palhinha, por favor.” Peça ao empregado do café, restaurante ou bar para não lhe entregar uma palhinha com a bebida. Quantas mais pessoas o fizerem, maior será o impacto destas palavras.
  2. Opte por alternativas reutilizáveis, como as palhinhas de inox, ou feitas de materiais biodegradáveis. Se for preciso, leve uma consigo na sua carteira, pasta ou mochila.
  3. Convide os seus amigos e familiares a participar nesta campanha. Explique-lhes o impacto destes produtos descartáveis.
  4. Peça ao seu bar, café ou restaurante preferido para abandonar o uso de palhinhas ou para começar a disponibilizar palhinhas reutilizáveis aos seus clientes.
  5. Organize uma limpeza de praia com a sua família ou amigos. Esta também é uma boa forma de sensibilizar os participantes para o problema do uso excessivo de plásticos descartáveis.

Mas lembre-se de algo importante: “A maior parte do lixo marinho encontrado nas zonas costeiras – 80% para ser mais específica, vem de fontes terrestres! Vem das ruas, dos bairros, das cidades”, contou Carla Lourenço ao The UniPlanet. “Esse lixo que é atirado ao chão ou mal acondicionado nos contentores acaba por ser transportado pelo vento e chega às zonas costeiras.”

Participe: diga não às palhinhas, ou canudos, de plástico durante o mês de setembro!

1ª foto: Greenpeace

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