“Quem poluir, quem destruir a natureza tem de pagar o preço dessa destruição ou poluição”, disse o diretor do Programa Ambiental da ONU.



Numa conferência sobre desenvolvimento sustentável, que teve lugar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), Erik Solheim, defendeu que são as empresas e não os contribuintes que devem pagar os custos da destruição do planeta.

“O lucro de se destruir a natureza ou poluir o planeta é quase sempre privatizado, ao passo que os custos de se poluir o planeta ou de se destruírem os ecossistemas são quase sempre socializados. Isto não pode continuar”, disse. “Quem poluir, quem destruir a natureza tem de pagar o preço dessa destruição ou poluição.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição é responsável por um quarto das mortes das crianças com menos de cinco anos. A poluição do ar aumenta o risco de pneumonia e de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que também associam a exposição a este tipo de poluição às doenças cardiovasculares e ao cancro.



Na conferência em Nova Iorque, o diretor da UNEP também ressaltou o facto de o crescimento económico e a preservação do ambiente não se excluírem mutuamente, dando como exemplo a Índia, onde a aposta em energias renováveis está a criar empregos, impulsionando simultaneamente a economia e protegendo o planeta e a saúde humana, conta a Reuters.

“O primeiro-ministro Modi apercebeu-se de que pode eletrificar as aldeias e proporcionar inúmeros postos de trabalho verdes – pode gerar um forte crescimento económico, cuidar do seu povo e cuidar do planeta com as mesmas políticas”, declarou.

Solheim destacou o papel que as empresas têm a desempenhar, criando novas tecnologias que atendam às necessidades mais prementes, e deu como exemplo a empresa de partilha de bicicletas Mobike, que possui mais de um milhão de bicicletas para partilha só na zona de Pequim. A China também está a apostar nas redes de metro e de comboios de alta velocidade para enfrentar o desafio dos transportes.

O diretor da UNEP defende que um “planeta sem poluição” é possível, mas que é preciso tomarem-se medidas imediatas para se alcançar este objetivo. “A mudança está a acontecer”, afirmou. “Estamos no caminho certo, mas precisamos de nos apressar devido à dimensão do desafio.”


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