O ministério público sueco pediu ao tribunal para cancelar a ordem de detenção de Julian Assange.

Julian Assange

O ministério público sueco vai arquivar a investigação preliminar sobre a alegada violação de que era acusado Julian Assange, fundador da WikiLeaks, e pediu ao tribunal para cancelar a ordem de detenção.
"O procurador chefe Marianne Ny decidiu descontinuar a investigação preliminar sobre a suspeita de violação que recai sobre Julian Assange", afirmou o ministério num comunicado.


Assange, de 45 anos, vive há cinco anos na Embaixada do Equador, em Londres, tendo-se refugiado lá para evitar a extradição para a Suécia e posteriormente para os EUA, onde teria de enfrentar a justiça, por causa da divulgação de 500 mil ficheiros militares classificados sobre as guerras do Afeganistão e Iraque. Estes documentos foram entregues à WikiLeaks por Chelsea Manning libertada no dia 17 de maio.

A polícia inglesa avisou que deterá Assange se este sair do edifício da Embaixada. "O Tribunal de Magistrados de Westminster emitiu um mandado de detenção para Julian Assange na sequência de este não se ter apresentado em tribunal no dia 29 de junho de 2012. A polícia metropolitana é obrigada a executar esse mandado no caso de Assange deixar a embaixada", informaram as autoridades britânicas num comunicado.


A WikiLeaks afirmou no Twitter que o Reino Unido se recusa a "confirmar ou desmentir se já recebeu um pedido de extradição dos Estados Unidos da América".
Em fevereiro de 2016, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias considerou que a prisão de Julian Assange foi arbitrária e que o Reino Unido e a Suécia deveriam compensar Assange pela sua detenção.
"Detido durante sete anos sem acusação enquanto os meus filhos cresciam e o meu nome era caluniado. Eu não perdoo nem esqueço", escreveu Julian Assange.


O Equador, entretanto, já pediu ao Reino Unido que permita a Assange uma "saída segura" do país.


Foto: Facundo Arrizabalaga/EPA

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