Foi libertada, hoje, Chelsea Manning, a militar norte-americana condenada a 35 anos de prisão por ter passado documentos à WikiLeaks.



Foi libertada, hoje, 17 de maio, Chelsea Manning, a militar norte-americana que tinha sido condenada a 35 anos de prisão por ter passado documentos confidenciais à WikiLeaks.

Manning — anteriormente Bradley Edward Manning — foi condenada por transmitir 700 mil documentos confidenciais à WikiLeaks, aquela que foi a maior fuga de informação de sempre nos EUA, e só deveria deixar a prisão em 2045.

Margaret Huang, diretora-executiva da Amnistia Internacional dos EUA, disse num comunicado que “hoje é um dia pelo qual milhares de ativistas da Amnistia Internacional por todo o país e pelo mundo fizeram campanha durante todo o cruel calvário de Chelsea Manning”.

“O tratamento dado a Chelsea é especialmente desagradável uma vez que ninguém foi responsabilizado pelos supostos crimes que ela trouxe à luz. Enquanto celebramos a sua liberdade, continuaremos a exigir uma investigação independente sobre as potenciais violações dos direitos humanos que ela expôs e a criar proteções para garantir que os informadores como Chelsea nunca mais sejam submetidos a um tratamento tão terrível.

“O tratamento vingativo das autoridades dos EUA a Chelsea Manning, depois de ter exposto potenciais transgressões militares é um triste reflexo dos extremos até onde os que estão no poder muitas vezes vão para impedir que os outros falem”, continua Margaret Huang.

“A libertação de Chelsea mostra, mais uma vez, que o poder das pessoas pode triunfar sobre a injustiça — uma mensagem inspiradora para os muitos ativistas corajosos que defendem os direitos humanos por todo o mundo que estão no coração de uma nova campanha global”, conclui.

Para quando a libertação de Edward Snowden e de Julian Assange?


Subscrever a Newsletter

Partilha:

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.