A Nova Zelândia vai proibir a utilização de micropartículas de plástico em produtos de cuidado pessoal, a partir de julho de 2018.



A Nova Zelândia juntou-se ao Canadá, EUA e Reino Unido, ao decidir proibir a utilização de micropartículas de plástico em cosméticos e produtos de cuidado pessoal. A proibição entrará em vigor no dia 1 de julho de 2018 e, em caso de incumprimento, as empresas serão penalizadas com multas que podem ultrapassar os 65 mil euros.

As micropartículas de plástico são minúsculas peças deste material, normalmente de polietileno ou de polipropileno, usadas numa grande variedade de produtos de cuidado pessoal, como esfoliantes, gel de duche, máscaras faciais, sabonetes, batons e pasta de dentes.

Um só banho pode originar a entrada de 100 mil destes microplásticos no oceano, já que, devido às suas dimensões reduzidas, eles passam facilmente através dos filtros das ETAR (estações de tratamento de águas residuais). Acabam, deste modo, por chegar aos rios e ao mar, onde são ingeridos pela fauna aquática, que os confunde com comida.

A nova legislação foi anunciada pelo ministro do Ambiente da Nova Zelândia, que, durante uma conferência de imprensa, expressou o seu desagrado pela lentidão com que a indústria caminha em direção a uma proibição destas micropartículas.

“Algumas empresas já anunciaram que têm a intenção de as eliminar progressivamente. Apesar destes compromissos, fiquei surpreendido, hoje, ao ver uma variedade tão grande de dezenas e dezenas de produtos, tudo, desde champôs, gel de limpeza facial, creme de barbear, protetor solar e pasta de dentes, com estas micropartículas”, disse.

A Greenpeace relembra que também é necessário garantir que a proibição não deixe de fora outros produtos, como detergentes para a limpeza da casa, que também podem conter micropartículas de plástico. “Vimos outros países, como os Estados Unidos, usarem definições restritas que permitem que imensos produtos desagradáveis permaneçam nas prateleiras. Não podemos deixar que isso aconteça na Nova Zelândia”, declarou a organização.

Foto: Instituto Real de Tecnologia de Melbourne


Vídeo: A História das Coisas – Micropartículas de plástico

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