O governo britânico vai investigar o impacto na saúde humana dos microplásticos encontrados no marisco e em outros animais marinhos.



O Reino Unido vai investigar o impacto na saúde humana dos pequenos pedaços de plástico – os microplásticos – encontrados no marisco e em outros animais marinhos consumidos pelo homem. O estudo, que vai ser dirigido pela diretora-geral da Saúde da Inglaterra, Sally Davies, integrará um trabalho mais extensivo sobre os efeitos da poluição na saúde.

O governo britânico anunciou recentemente a proibição do uso de micropartículas de plástico em cosméticos e produtos de higiene a partir de finais de 2017, após um relatório do Comité de Auditoria Ambiental sobre o efeito destes pedaços de plástico nos ecossistemas marinhos.

Em resposta às descobertas do Comité, o governo reconheceu que o estudo tinha mostrado que grandes concentrações de microplásticos – que medem menos de 5 milímetros – podem causar danos físicos aos vermes marinhos e que estes pedaços se poderiam transferir ao longo de uma cadeia alimentar “simples”, como, por exemplo, de um mexilhão para um caranguejo. No entanto, declarou que existiam “poucos dados concretos” disponíveis sobre o seu impacto na saúde humana.

Entre os factos apresentados no relatório, o Comité declarou que uma pessoa que coma seis ostras poderá estar a consumir 50 microplásticos e que os seus efeitos na saúde humana deveriam ser um “tema prioritário para investigação”.

“É uma boa notícia que a diretora-geral da Saúde vá investigar o impacto dos microplásticos na saúde humana”, disse a presidente do Comité, Mary Creagh, ao The Guardian. “A nossa pesquisa recomendou que se investigasse mais esta área – uma vez que os microplásticos se encontram frequentemente em produtos do mar, como o marisco e as ostras.”

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