A Organização Mundial de Saúde pediu aos governos para aumentarem os impostos de bebidas açucaradas ou refrigerantes para reduzir a obesidade.

Coca-cola

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, ontem, dia 11 de outubro, no dia Mundial da Obesidade, aos governos para aumentarem os impostos das bebidas açucaradas ou refrigerantes de forma a reduzir os problemas graves de saúde como a obesidade e os diabetes. Segundo o relatório da OMS "Políticas Fiscais para Dieta e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis”, um aumento de 20% nos preços dos refrigerantes pode reduzir o consumo na mesma proporção.

O Governo português prepara-se também para avançar com um imposto sobre os refrigerantes. A medida vai ser apresentada, dia 14 de outubro, no Parlamento e deverá constar no Orçamento do Estado para 2017.

"Nutricionalmente, as pessoas não precisam de qualquer açúcar na sua dieta", disse Francesco Branca, diretor do departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento na OMS. Segundo o documento, a redução do consumo de bebidas açucaradas significa uma menor ingestão de "açúcares livres", monossacarídeos (como a glucose e a frutose) e dissacarídeos (como a sacarose ou o açúcar de mesa) adicionados aos alimentos e bebidas pelos fabricantes, assim como os açúcares naturalmente presentes nos sumos de fruta e sumos de fruta concentrados.

Qual a definição de bebidas açucaradas da OMS?

Todos os tipos de bebidas que contêm açúcares livres: refrigerantes, bebidas de frutas, refrigerantes em pó, bebidas energéticas e desportivas, leites aromatizados, bebidas espirituosas, bebidas matinais e até mesmo sumos 100% de fruta, segundo Temo Waqanivalu, responsável pelo departamento de doenças não transmissíveis e promoção da saúde da OMS.
Em Portugal, o novo imposto abrangerá apenas os refrigerantes, deixando de fora as bebidas doces à base de leite, os sumos e os néctares, conta o Jornal de Negócios.

Além de propor a tributação dos alimentos e bebidas para os quais existem alternativas mais saudáveis, o relatório sugere a concessão de subsídios aos legumes e frutas frescas que permitam reduzir os preços em 10 a 30% para se aumentar o seu consumo.

De acordo com a OMS, em 2014, mais de 1 em cada 3 (39%) adultos em todo o mundo tinha excesso de peso e estima-se que 42 milhões de crianças com menos de 5 anos tenham excesso de peso.

Em 2014, o México introduziu uma taxa sobre as bebidas açucaradas e, na sequência de um aumento de preços na ordem dos 10%, registou uma redução em 10% no consumo destas bebidas.
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