Quase 1/3 das crianças (32,3%) com menos de 2 anos bebe refrigerantes ou sumos artificiais no Brasil.

Bebé a beber coca-cola

Quase 1/3 das crianças (32,3%) com menos de 2 anos bebe refrigerantes ou sumos artificiais no Brasil, concluiu a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A percentagem aumenta nas regiões com maiores rendimentos do país, no Sul (38,5%), Centro-Oeste (37,4%) e Sudeste (34,2%).

Eduardo da Silva Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica que os refrigerantes e os sumos artificiais são ricos em açúcares e não são indicados principalmente para crianças nesta faixa etária. A obesidade infantil é um problema mundial e o excesso de consumo destes produtos pode levar a diabetes na adolescência e na fase adulta. Além do problema do açúcar, estes produtos também podem levar à sobrecarga nos rins, devido à presença dos conservantes, muitas vezes com sódio.

Eduardo da Silva Vaz alerta que nem mesmo os sumos naturais são indicados em grande quantidade, uma vez que contêm altos teores de frutose, o açúcar natural das frutas. "A questão é que, para fazer um sumo de laranja, precisa de 5 laranjas. É melhor dar uma fruta para a criança comer que tem a fibra que rebate o açúcar. Não é totalmente contraindicado, mas não deve passar de 200 ml de sumo por dia".

A Pesquisa Nacional de Saúde foi feita em 64 mil domicílios em 1600 municípios do Brasil entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.

Fontes: Folha de S. Paulo e Portal Saúde
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