Quando vai às compras opta por artigos com a etiqueta rosa de “aproximação do fim do prazo de validade”?


Se nunca comprou artigos com a etiqueta rosa fluorescente de “aproximação do fim do prazo de validade”, existem duas boas razões para o fazer.

1. Estes produtos são vendidos nos hipermercados com um desconto no preço de 25 ou 50%, ou seja é uma maneira de poupar dinheiro.

2. Ajudar na luta contra o desperdício alimentar.
Segundo a DECO, em Portugal, cerca de 30% do desperdício alimentar provem dos supermercados. Anualmente, cerca de 298 mil toneladas de alimentos têm como destino o contentor do lixo, de acordo com um estudo de 2012 intitulado “Do campo ao garfo – desperdício alimentar em Portugal”, divulgado pelo Projeto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar (PERDA), desenvolvido pelo Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade. Sabia que em Portugal, todos os dias, do norte ao sul do país, mais de 50 mil refeições acabam no lixo, milhares de toneladas de produtos alimentares são deixados apodrecer no campo por falta de mercado ou são deitados para o lixo por ficarem fora de prazo? A preocupação com o desperdício tem-se acentuado nos últimos anos e 2016 foi considerado pela Assembleia da República o ano do combate ao desperdício alimentar.

A verdade sobre os prazos de validade dos alimentos

É importante perceber-se a diferença entre as duas indicações que aparecem nas etiquetas: consumir até ou consumir preferencialmente antes de.

No 1º caso, a data-limite de consumo refere-se a alimentos que se estragam rapidamente, como queijos-frescos, leites, iogurtes, ovos e bolos com creme e deve ser respeitada, por razões de saúde. Nestes produtos a expressão utilizada é "consumir até…" (dia e mês).
No 2º caso, a data de durabilidade mínima refere-se a alimentos como o arroz, o grão, os feijões secos, as bolachas, o café, os chocolates, as massas, as conservas e enlatados, os cereais, o azeite e o óleo. Se a data indicada na embalagem for ultrapassada, os alimentos podem ser consumidos com relativa segurança. Nestes produtos as expressões usadas são: "consumir de preferência antes de…" (dia e mês, para alimentos com uma duração inferior a 3 meses); "consumir de preferência antes do fim de…" (mês e ano, para alimentos com uma duração entre 3 a 18 meses) ou simplesmente a indicação do ano para alimentos com uma duração superior a 18 meses.

Os produtos que indicam "consumir preferencialmente antes de" podem ser consumidos após o prazo de validade rotulado na embalagem, se estiverem em boas condições de conservação, pois o prazo indica a duração mínima do produto, explica a DECO. Um estudo da Food Standarts Agency (FSA) britânica, citado pelo Público, descobriu que “apenas 36% das pessoas sabem que os alimentos cujo prazo de validade expirou podem, na maior parte dos casos, ser consumidos”. Os mais jovens têm “mais confiança nessas indicações [das embalagens] do que no seu próprio julgamento e deitam fora produtos sem primeiro os cheirar ou provar”.
As datas colocadas nas embalagens são definidas pelos produtores, no entanto os fabricantes colocam por vezes uma determinada data mesmo sabendo que o produto se vai manter em perfeitas condições de consumo durante muito mais tempo sem se deteriorar, o que leva a um enorme desperdício de produtos em bom estado.
Em alguns produtos alimentares, o prazo de validade é opcional como no caso do açúcar, do vinagre, do sal e dos vinhos.
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