Segundo um relatório da ONU, no ano passado, os gangues criminosos faturaram até 230 mil milhões de euros com a prática de crimes ambientais.

Desflorestação

“O crime ambiental está a crescer a um ritmo alarmante”, declarou Juergen Stock, Secretário Geral da Interpol.
Segundo um relatório das Nações Unidas, só em 2015, os gangues criminosos faturaram até 230 mil milhões de euros com a prática de crimes ambientais, como a caça furtiva, o abate de árvores e a exploração mineira ilegais.
O relatório do Programa Ambiental da ONU (UNEP) e da Interpol descobriu que a dimensão dos crimes, que vão desde a extração ilegal de ouro por cartéis de droga na Colômbia até à destruição de florestas na República Democrática do Congo por rebeldes, está a “expandir-se 2 a 3 vezes mais rapidamente do que a economia global”, conta a Reuters.

O tráfico de produtos de espécies selvagens ameaçadas, incluindo o de presas de marfim obtidas através da dizimação de um quarto da população mundial de elefantes ao longo da última década, vale entre 6 e 20 mil milhões de euros, todos os anos. O valor gasto pelas agências internacionais no combate ao crime ambiental, entre 18 e 27 milhões de euros, é apenas uma pequena fração do seu valor estimado – de 81 a 230 mil milhões de euros –, diz o relatório, que aponta a divergência entre os lucros dos caçadores furtivos e as medidas dos governos para os travar, através do caso dos traficantes de marfim na Tanzânia que arrecadam 5 vezes o valor do orçamento para a vida selvagem do país. Cerca de 3000 elefantes foram abatidos, por ano, neste país africano, durante a última década.

“As vastas quantias de dinheiro geradas por estes crimes mantêm os gangues sofisticados internacionais em funcionamento”, afirmou o diretor executivo do UNEP, Achim Steiner.
O relatório destacou ainda os casos de fraudes no mercado dos créditos de carbono, cujo valor ascende a centenas de milhões de euros.

Crime ambiental
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