O Y Combinator de Silicon Valley vai lançar um projeto-piloto que oferecerá um rendimento básico incondicional a 100 famílias em Oakland.

Y Combinator

A influente incubadora de startups de Silicon Valley, Y Combinator, vai lançar um projeto-piloto, em Oakland, para testar o rendimento básico incondicional (RBI). Participarão no estudo cerca de 100 famílias desta cidade da Califórnia, escolhida pela sua “diversidade social e económica”.

“A motivação por trás do projeto é que se comecem a explorar alternativas ao atual sistema de segurança social”, contou, ao Quartz, Elizabeth Rhodes, diretora de investigação do projeto. “Se a tecnologia eliminar os empregos ou estes continuarem a tornar-se mais precários, um número crescente de pessoas terá dificuldade em fazer face às despesas com os rendimentos do trabalho. O rendimento básico é uma forma de garantir que elas são capazes de atender às suas necessidades básicas. Não sabemos ao certo como funcionaria ou se é a melhor solução e é por isso que queremos realizar este estudo.”

O programa piloto inicial, anunciado em janeiro de 2016, terá a duração de 6 meses a 1 ano. Entre os candidatos selecionados, contar-se-ão pessoas de diferentes contextos socioeconómicas, tanto desempregados como com emprego. Cada pessoa receberá entre $1000 (885€) e $2000 (1770€), por mês, para gastar como entender, sem quaisquer condições. O Y Combinator espera recolher dados importantes com este estudo, que pretende, também, testar como o RBI afetará a felicidade, bem-estar, saúde financeira dos participantes, assim como o modo “como as pessoas gastam o seu tempo”.

Os dados recolhidos serão utilizados num estudo maior, de 5 anos. O YC Research, o “braço social” do Y Combinator, disponibilizará todos os dados, assim como os seus métodos de investigação e de análise de dados, aos investigadores, no final do estudo.

“Estou bastante confiante de que, em algum momento no futuro, (…) vamos ter uma versão [de um rendimento básico] a nível nacional”, declarou o presidente do Y Combinator, Sam Altman, na opinião de quem, a segurança económica proporcionada por um RBI poderia “dar às pessoas a liberdade para prosseguir os seus estudos ou formação, descobrir ou criar um emprego melhor e planear o seu futuro”.
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