Os maiores tubarões-baleia parecem ter desaparecido dos oceanos, dizem os cientistas.

Tubarão-baleia

De acordo com os cientistas, os maiores tubarões-baleia – o maior peixe do mar – parecem ter desaparecido dos oceanos.
Até há cerca de uma década, podiam-se encontrar tubarões-baleia adultos que mediam entre 13 e 15 metros, desde a Índia até ao Belize. Hoje em dia, contudo, estes exemplares de maior dimensão só se observam no Pacífico Oriental, segundo um novo estudo. Os que se encontram noutras regiões medem, em média, 7 metros ou menos, o que significa que são demasiado novos para se reproduzirem, explica a National Geographic.

O mundo destes animais ainda está repleto de mistérios. Os investigadores não sabem factos básicos sobre eles, como a sua população global ou porque se juntam em grupos em águas menos profundas.

Ana Sequeira, ecologista marinha da Universidade de Western Australia, e os seus colegas estudaram os tubarões-baleia do Recife de Ningaloo, na Austrália, e descobriram uma tendência preocupante: o maior destes animais observado neste recife, em meados dos anos 90, media 13 metros de comprimento; já nos princípios de 2000, o maior media 10 metros e há meia década não passava dos 8 metros. O tamanho médio dos tubarões-baleia de Ningaloo também diminuiu para 6 metros. Isto significa que são, na sua maioria, animais jovens.

Investigações realizadas noutros locais, como em Taiwan e na China, tiveram resultados semelhantes. Excetuando algumas fêmeas de grande dimensão encontradas perto das Galápagos e do México, a maioria dos tubarões-baleia de maior dimensão foi observada antes de 2008 e os avistamentos de tubarões-baleia nos oceanos também se têm tornado menos frequentes.

Qual é a razão deste fenómeno? Segundo a National Geographic, é possível que estes animais, que crescem lentamente e que vivem cerca de 80 anos, não tenham recuperado da sobrepesca ou que os abates ilegais ou acidentais continuem a pô-los em risco. Em 2014, uma organização sem fins lucrativos denunciou uma fábrica, no sudeste da China, responsável pelo processamento de cerca de 600 carcaças de tubarão-baleia por ano.

Existem explicações alternativas. De acordo com o biólogo Eric Hoffmayer, é possível que os grupos destes peixes sejam constituídos por tubarões jovens devido aos facto dos adultos preferirem nadar no oceano profundo.
Para Ana Sequeira, tudo isto faz com que seja muito difícil dizer-se se a espécie – recentemente classificada como ameaçada pela IUCN – estará em rápido declínio.
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