Amêndoas

Substitua os campeões de consumo de recursos por alimentos com uma pegada menor.

Fazer as melhores escolhas, tendo em conta o valor nutricional dos alimentos, é já, por si só, desafiador. Quando se junta a estas considerações a preocupação com a saúde do planeta, a escolha de produtos pode tornar-se ainda mais difícil. No entanto, não tem de ser assim tão complicado; começar com umas trocas simples e ir aumentando gradualmente é uma boa forma de fazer a transição para uma alimentação que respeita não só o seu corpo, como também o planeta.

Experimente trocar:

1. Espargos por brócolos, couve-flor ou couves-de-bruxelas

Em termos de consumo de água, os brócolos utilizam 285 litros de água por quilo (cerca da mesma quantidade necessária para a couve-flor e as couves-de-bruxelas – outras boas opções), enquanto que os espargos consomem 2167 litros/kg.

2. Arroz por millet

O arroz consome bastante mais água que o millet, que é o cereal com a menor pegada hídrica. No entanto, se tem problemas da tiróide, consulte o seu nutricionista antes de fazer esta troca.
Também pode adicionar à sua dieta amaranto e teff – ambos consomem menos recursos do que o arroz.

3. Amêndoas por avelãs ou nozes

Embora os frutos secos consumam, em geral, muita água, são necessários, aproximadamente, menos 6000 litros de água para produzir um quilo de avelãs e nozes do que para um quilo de amêndoas.

4. Óleo de palma por óleo de girassol ou de cártamo

Os óleos de cozinha são um pouco problemáticos. O azeite consome muita água; as plantações de soja e de canola são predominantemente transgénicas e os coqueiros vão produzindo menos cocos ao envelhecer, o que significa que mais terra de cultivo será necessária com o aumento da procura por óleo de coco. Mas, de todos, o pior é o óleo de palma, sendo que a sua produção é responsável pela implacável desflorestação das florestas tropicais da Indonésia e da Malásia, o que está a levar os orangotangos à extinção e a ameaçar muitas outras espécies. Por outro lado, as plantações de girassol e cártamo costumam ser livres de OGM e não requerem tanta água. E não matam orangotangos.

5. Carne por leguminosas (pelo menos) uma vez por semana

Se todas as pessoas nos E.U.A. deixassem de comer carne ou queijo, uma vez por semana, durante 1 ano, isto seria o equivalente a retirar 7,6 milhões de carros das estradas.
Misturar leguminosas com um cereal cria uma proteína completa, comparável à carne, e é mais saudável para o corpo.

6. Ovos e lacticínios por ovos e lacticínios biológicos e/ou de animais criados ao ar livre

A organização Environmental Working Group (EWG) relembra que, de um modo geral, os ovos e lacticínios biológicos e/ou de animais criados ao ar livre são uma escolha menos prejudicial e mais ética. Foi provado que, em alguns casos, estes produtos são mais nutritivos e têm um risco de contaminação bacteriana menor.

7. Farinha de trigo refinada por farinha de trigo integral

Seja em pão, massas ou noutro produto, optar pela versão integral é mais benéfico para o planeta. Os cereais integrais são mais nutritivos e melhores para a saúde do que os refinados, e são, também, melhores para o planeta, uma vez que quanto menos um alimento é processado, menor é o seu impacto ambiental.

8. Açai e goji por frutos vermelhos locais

Morangos, framboesas e mirtilos são muito ricos em antioxidantes e não requerem os recursos usados no transporte das bagas de açai e goji.
Descubra que frutos vermelhos são cultivados na sua zona e opte por eles em vez das opções importadas.

Fontes: TreeHugger e HuffPost Brasil
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