Artigos de "Plástico"
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Tofu

Muitas pessoas evitam comprar produtos que vêm em embalagens de plástico.
Ao contrário das salsichas vegetarianas que costumam vir em embalagens de vidro, o tofu costuma vir em embalagens de plástico.

O tofu que vem numa embalagem de vidro é da marca Naturefoods, é biológico e está a venda nas lojas Celeiro.
Embalagens

A marca italiana de massas Barilla retirou as janelas de plástico das embalagens no Reino Unido. Estas são agora todas feitas de cartão, para ser mais fácil a sua reciclagem.

Esperamos agora que a medida seja implementada em mais países.
Sacos reutilizáveis

O Aldi também já vende sacos de rede reutilizáveis para fruta e legumes. Dois sacos custam 0,69€.

Aos pouquinhos vamos deixando de ter razões para usar os sacos de plástico transparentes para a fruta e legumes.
Já costumam levar os vossos quando vão às compras?
Máquina automática

Agora já pode trocar as suas garrafas de plástico não reutilizáveis por talões em máquinas automáticas.
O projeto-piloto começou a 13 de março, em 23 hipermercados (Continente, Auchan, Pingo Doce, E. Leclerc e Os Mosqueteiros) de norte a sul do país.

Os consumidores colocam as garrafas de água, sumo, refrigerante ou bebidas alcoólicas e em troca recebem um talão de desconto. Por cada garrafa até meio litro recebe dois cêntimos e por cada garrafa até dois litros recebe cinco cêntimos. O valor total pode ser utilizado para descontar em compras na loja onde as garrafas foram entregues, ou então doados a uma instituição de solidariedade social.

As garrafas de plástico PET (Polietileno tereftalato) não devem conter líquidos ou outros produtos no interior, não devem ser espalmadas e devem estar devidamente fechadas com as respetivas tampas, apresentando o código de barras legível.

Máquina automática

"A atribuição de um prémio ao consumidor pela devolução das garrafas pretende incentivar a devolução de embalagens não reutilizáveis em plástico. Com este projeto, pretende garantir-se o encaminhamento para reciclagem de elevada qualidade, permitindo a incorporação em novas garrafas de bebidas, maximizando-se a circularidade dos materiais", refere o Ministério do Ambiente e Ação Climática.

"Com este sistema de incentivo, pretende alcançar-se o cumprimento de metas de recolha (50% do potencial de recolha), de reciclagem (97%) e de incorporação de plástico reciclado na produção de novas garrafas de bebidas (50%)" e "os sistemas de depósito já existem em diversos estados-membros, permitindo atingir metas de recolha acima dos 80%", explica.

"A realização deste projeto‐piloto constitui uma oportunidade para adquirir experiência e produzir ensinamentos para a definição e implementação do futuro sistema de depósito de embalagens de bebidas em plástico, vidro, metais ferrosos e alumínio, obrigatório a partir de 1 de janeiro de 2022."

Tabela com hipermercados
Cuvetes de plástico

Eu sou uma aluna na Universidade da Beira Interior (UBI), estou no 2° ano da FAL e vim falar sobre um ponto que me chamou a atenção.

Numa altura em que se fala tanto na poluição de plástico nos oceanos e que para corrigir isso devemos diminuir o consumo diário do mesmo, fiquei chocada quando cheguei à Universidade da Beira Interior no início deste ano letivo (2019/2020) e me deparei com a nova forma de servir as refeições individuais que, ao invés de ser em pratos, como foi no ano passado, decidiram servi-las em embalagens de plástico, tanto a sopa, como o prato principal e a sobremesa.

Neste ponto de mudança é de salientar que as refeições já se encontram nas referidas embalagens desde logo de manhã e que estão permanentemente em aquecimento até à hora de almoço.

Venho desta forma mostrar o meu desagrado e o dos meus colegas e pedir que façam alguma coisa para evitar "afundar" ainda mais o nosso planeta pois estas pequenas coisas fazem a diferença.

Apesar do ponto negativo referido anteriormente, é de destacar a substituição de palhinhas de plástico por palhinhas de papel, e ainda as colheres de café e respetivas embalagens, cujo material, de madeira e papel, é menos agressivo para o meio ambiente.

*Artigo escrito por uma das alunas da Universidade da Beira Interior (UBI)

Cuvetes de plástico
Tilegrams

A TailoredTile é uma marca portuguesa responsável pela criação do Tilegram, uma espécie de azulejo feito em plástico reciclado.

O UniPlanet falou com Ana Rita Rodrigues, criadora da TailoredTile, que nos apresentou este projeto.


UniPlanet (UP): Querem apresentar-nos a TailoredTile?

A TailoredTile é uma empresa que se dedica à produção de tilegrams, peças em plástico 100% reciclado, que podem integrar decoração nas paredes. A empresa é constituída por mim, Ana Rita, e por Bruno Campos. O papel que desempenho encontra-se intrinsecamente ligado à arquitetura, à estética e às pinturas que integram as nossas peças.
O Bruno, por sua vez, é o responsável pela parte produtiva. Com imensa experiência na indústria do plástico e responsável pela qualidade na produção de peças plásticas, o Bruno deparava-se diariamente com imensos desperdícios industriais. As normas de qualidade apertadas assim como exigências do clientes (maioritariamente da indústria automóvel) levaram a que ele necessitasse de encontrar uma solução para o desperdício que encarava diariamente. A vontade de reciclar e criar um produto único fez com que uníssemos ideias e vontades e a TailoredTile nascesse.



Tilegrams


UP: O que são os tilegrams?

O Tilegram é uma reinterpretação do azulejo. Sempre admiramos a modularidade e a decoração que o distingue. Somos originários de uma terra onde o azulejo desempenhou um papel fundamental na indústria local. O tilegram é uma visão contemporânea de uma peça que tanto nos diz.

É produzido em plástico 100% reciclado e composto por duas peças. Uma das peças faz a ligação à parede e encaixa no próprio tilegram. Este design permite que o cliente possa alterar o local onde os colocou, caso queira alterar a decoração e até consegue devolver os tilegrams, substituindo por outros. Acima de tudo, o tilegram é uma peça decorativa que confere tridimensionalidade às paredes, assumindo um aspeto desconstruído nos desenhos que integra, e que foi pensado desde a fase de desenvolvimento para integrar uma economia circular de utilização, devolução e recuperação.



Tilegrams


UP: Onde vão buscar o plástico que recuperam?

Como estamos integrados num Pólo industrial ligado ao plástico, conseguimos adquirir plástico reciclado para criar as nossas peças, em empresas que se dedicam à sua recuperação para uma nova utilização do mesmo. No futuro, o nosso objetivo é ter um sistema próprio de trituração e moagem do plástico para conseguirmos ter todo o processo, desde a sua produção até à devolução, posterior moagem e preparação para nova produção dentro das nossas instalações.


UP: O que se segue para a TailoredTile?

O nosso objetivo é conseguir, cada vez mais, chegar a mais público . Neste momento estamos a ter cada vez mais vendas em painéis personalizados para os nossos clientes, decorados com aguarelas feitas a partir de fotografias. No entanto, as aplicações do tilegram são diversas e estamos agora a chegar a empresas que possuem uma visão mais sustentável no seu ADN e querem soluções do género para incluir o logótipo empresa ou até mesmo aguarelas que ilustram a sua história.

Paralelamente, e porque somos produtores, o nosso objetivo é criar soluções exclusivas para casas de decoração de interiores para que estas possam revender painéis de decoração com a dimensão e a imagem à sua escolha e conseguir alcançar um público diverso. Dessa forma, iremos dedicarmo-nos um pouco mais à produção e reciclagem do plástico e esperar que possamos, cada vez mais, atingir valores mais altos de reciclagem.



Tilegrams


UP: Onde podemos encontrar mais informação sobre a TailoredTile e encontrar os tilegrams à venda?

A TailoredTile tem o site onde podem encontrar alguns trabalhos e um e-mail para questões e encomendas.

Encontramo-nos presentes, de igual forma, no Facebook e no Instagram, onde publicamos várias vezes por semana os trabalhos que desenvolvemos para os nossos clientes. Para encomendas, podem contactar-nos diretamente através do email info@tailoredtile.com ou através das redes sociais.

Esperamos, no decorrer deste ano, começar a ter vários pontos de venda dos nossos painéis em casas de decoração e design de interiores.
saco

Os supermercados e farmácias da Tunísia começarão a deixar de distribuir gratuitamente sacos de plástico de uso único no dia 1 de março, segundo anunciou o governo do país. O plano é proibir completamente estes itens até janeiro de 2021.

Os sacos reutilizáveis – com uma espessura de 40 micrómetros e uma capacidade de mais de 30 litros – continuarão em circulação.

“Tornámo-nos dependentes do plástico de uso único ou descartável – com graves consequências para o ambiente”, disse Wassim Chaabane, fundador da Association Tuniso-Méditerranéenne de l’Environnement.

Os sacos de plástico descartados, que podem demorar centenas de anos a deteriorar-se, tornaram-se uma visão comum nas paisagens tunisinas, poluindo o campo e afetando os ecossistemas terrestres e marinhos do país.

Os pequenos fragmentos de plástico resultantes da sua degradação também contaminam o solo e os cursos de água, para além de poderem ser ingeridos por peixes, aves e outros animais.

A Tunísia já tinha tentado proibir os sacos plásticos em 2016, mas a tentativa falhou devido à oposição da indústria.
Foto: Chris JL/Flickr
Batom

A Nudi Goods é uma marca amiga dos oceanos, sem embalagens de plástico, inspirada no mundo natural e que utiliza poucos ingredientes.

A fundadora, Jaime Boddorff, criou a Nudi Goods depois de ter trabalhado num hospital de vida selvagem e numa ONG ligada à conservação do oceano e depois de ter vivido sem usar plástico durante um ano e de ter achado que era difícil encontrar alternativas para alguns produtos.

Podem visitar a loja aqui, no Etsy aqui e no Instagram.

Cassete

Quando Stella Wedell tinha 12 anos perdeu uma cassete de música, que ela mesmo tinha gravado, durante as férias que passou em Espanha.

25 anos depois, reencontrou-a numa exposição de fotografia dedicada ao lixo plástico marinho.

A cassete, perdida na Costa Brava ou na ilha de Maiorca nos anos 90, foi recuperada pela artista e fotógrafa britânica Mandy Barker, que a encontrou em 2017, numa praia das Canárias, a milhares de quilómetros de onde tinha sido perdida.

“Esta é uma história incrível e outro exemplo do problema da poluição por plástico”, disse Richard Thompson, professor da Universidade de Plymouth. “É muito difícil dizer exatamente quanto tempo a cassete esteve no mar, mas o facto de ter sobrevivido intacta mostra a durabilidade do plástico e a ameaça que isso representa para o ambiente marinho.”

Mandy Barker enviou a cassete a um especialista em áudio da Universidade de Plymouth – que conseguiu ouvir todas as suas faixas – e decidiu incluí-la na sua exposição “Sea of Artifacts”.

Foi aí que Stella a encontrou e reconheceu a lista das 20 canções nela gravadas, que incluía êxitos dos Pet Shop Boys, Bob Marley e Shaggy.

“Quando estava a ler a lista das faixas, pareceu-me muito familiar. Fazia sempre cópias dos meus CD, nesta altura, para ouvir no meu walkman, especialmente durante as férias”, explicou.

“Foi uma coincidência surpreendente o facto de Stella ter visitado a minha exposição e ter reconhecido a sua cassete”, contou Mandy.

Artigos de limpeza

A Fapil, uma empresa familiar da Malveira, apresentou a primeira gama de artigos de limpeza e arrumação fabricados a partir de lixo marítimo reciclado. A nova gama ‘Ocean’, feita com 20% de resíduos marítimos reciclados, vai chegar aos consumidores em março com escovas, esfregonas, vassouras, baldes e caixas de arrumação.

O objetivo é que no futuro estes artigos sejam feitos com 100% deste tipo de plástico.

"Vamos ser os primeiros no mercado a fazer o aproveitamento de redes e cordas de pesca, todo o material que resulta da indústria piscatória, que não tinham encaminhamento, para fabricar produtos para a casa", contou Fernando Teixeira, presidente executivo da Fapil.

Os resíduos marítimos, "iam para incineração ou para aterros e a Fapil está a dar uma segunda vida a estes produtos em artigos que todos temos em casa para utilizar", disse.

A Fapil foi fundada há 45 anos, tem sede na Malveira, concelho de Mafra e distrito de Lisboa, e desde há 20 anos que começou a fabricar produtos com plástico reciclado, preocupando-se com a sustentabilidade ambiental e com o "despertar de consciências" para o reaproveitamento de resíduos.

A empresa já investiu na substituição de equipamentos fabris mais eficientes e numa central fotovoltaica, e usa os seus desperdícios fabris no processo de produção de novos artigos.

Estima-se que, a cada 20 segundos, são deixados, nos oceanos, cerca de 20 mil quilogramas de materiais fruto das artes de pesca.
Luffa

Em vez de utilizar uma esponja de plástico para o banho ou para lavar a louça, cultive a sua própria esponja vegetal.

Este é o conselho do National Trust, uma fundação que cuida dos lugares de interesse histórico e de beleza natural no Reino Unido.

A planta Luffa cylindrica, conhecida como luffa ou bucha, é uma trepadeira da família do pepino e das abóboras, e o seu fruto, depois de seco, é utilizado no fabrico de produtos de banho e limpeza.

A luffa é fácil de cultivar, conta o National Trust. “É preciso algum tipo de estrutura de suporte para ela, mas isso será o que de mais complicado haverá envolvido. Cultivam-se como as courgettes”, disse Bev Todd, da fundação. “Muitas pessoas pensam que a lufa é uma esponja do mar, mas trata-se, de facto, do fruto da Luffa cylindrica.”

Entre as vantagens da esponja vegetal, salienta-se o facto de ser natural e biodegradável, ao contrário das esponjas sintéticas.


Para a produção das esponjas, deixam-se os frutos pendurados na planta e colhem-se quando a pele estiver acastanhada. Depois, remove-se a casca, revelando o interior fibroso do fruto. O fruto descascado é lavado, são-lhe removidas as sementes e é deixado a secar. | Foto: Kevin Yank/Flickr

O National Trust está a cultivar estas plantas na propriedade de Knightshayes, tendo realizado, recentemente, a sua primeira colheita.

Os 30 frutos foram cortados, formando cerca de 50 esponjas, que estão a ser usadas pelos funcionários e voluntários para lavar a louça. As esponjas que vierem a sobrar serão vendidas na loja da fundação.

“Esperamos que o que estamos a fazer em Knightshayes inspire outras pessoas a pensarem em formas criativas e simples de reduzir o impacto quotidiano que temos no ambiente”, afirmou Bev Todd.
1ª foto: National Trust



LastSwab

A LastSwab é uma cotonete reutilizável: a haste é feita de nylon e as pontas são de silicone. Basta limpar com água quente e sabão e está pronta a ser reutilizada.

As hastes de plástico das cotonetes descartáveis são dos objetos mais encontrados durante as limpezas de praias uma vez que são atiradas pela sanita e desta forma chegam ao mar.

A LastSwab pode ser usada para limpeza dos ouvidos e para aplicação e remoção de maquilhagem. Não deve ser usada em crianças.



Saco

A Auchan Retail Portugal lançou um novo saco, o Eco Circular, feito inteiramente a partir de resíduo de plástico separado nas lojas Auchan, de forma a reduzir o desperdício e permitir uma maior poupança de recursos.

No processo de produção não são utilizadas matérias novas nem pigmentos corantes, pelo que este novo saco é reutilizável e 100% reciclável no seu fim de vida.

Estes sacos são produzidos a partir do filme plástico que até agora era enviado para a reciclagem.

“Através deste projeto pioneiro, a Auchan pretende reforçar a liderança no combate ao desperdício e ao plástico de utilização única. Dentro da estratégia ‘Menos Plástico Melhor Uso’, o novo saco Eco Circular reforça a promoção dos 6 Rs – Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Recomendar e Repensar”, pode ler-se num comunicado da marca.

Numa primeira fase, o saco Eco Circular vai ser usado nas entregas da loja online, estando em fase de estudo a sua utilização nas lojas físicas.
Copo descartável de plástico

O prefeito Bruno Covas (PSDB) aprovou, no dia 13 de janeiro, uma lei que proíbe o fornecimento de utensílios descartáveis de plástico em estabelecimentos comerciais em São Paulo. A nova lei entra em vigor a 1 de janeiro de 2021 e abrange bares, restaurantes, hotéis, padarias, bares, espaços para festas infantis, salões de dança, eventos culturais e desportivos, entre outros estabelecimentos comerciais.

Os comerciantes têm um ano para se adaptarem à nova lei e para substituírem os utensílios como copos, pratos e talheres de plástico por utensílios reutilizáveis ou feitos de materiais biodegradáveis.

De acordo com Bruno Covas, a lei de junho de 2019 que proibiu as palhinhas ou canudos de plástico preparou a população para esta nova lei.

De acordo com o texto aprovado pela Câmara Municipal a 10 de dezembro de 2019, passa a ser proibido o fornecimento de copos, pratos, talheres, palhetas para bebidas, varas para balões, colheres de gelado, entre outros itens descartáveis feitos de plástico.

A lei prevê multas para o não cumprimento da mesma.
Sapatilhas

A iRcycle é uma marca portuguesa que aproveita o plástico recolhido no mar para criar as suas sapatilhas.

O UniPlanet falou com André Facote e Andreia Coutinho, criadores da iRcycle, que nos deram a conhecer este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a iRcycle?

Em 2017, fomos pais e a nossa visão a longo prazo mudou. Nasceu a necessidade de ter que fazer algo urgente e deixar outro legado ao nosso filho, um legado que fosse diferente dos estudos que apontam que até 2050, a este ritmo, haverá mais plástico no Oceano do que peixes. Várias “peças do puzzle” começaram a encaixar.

Em 2018, numa ida à praia com o nosso filho, ele começou a apanhar plásticos da areia e a tentar colocá-los na boca como qualquer outra criança da mesma idade… e mais uma vez tivemos a certeza que teríamos que tomar alguma medida. Demos início a uma pesquisa intensiva e a uma busca por soluções. Fomos pela primeira vez ao Websummit, em 2018, onde a validação do projeto serviu de arranque para lançarmos a loja online em março de 2019.






UP: Que materiais usam no vosso calçado?

A Skizo by iRcycle começou pelo fim, como costumamos dizer. Começámos pelo problema, o plástico no Oceano. Conseguimos descobrir como o poderíamos recolher e depois chegámos ao, como podemos dar-lhe vida. Desta forma, transformamos o plástico recolhido nos Oceanos em têxtil, e para uma maior oferta de cores e texturas, utilizamos também o têxtil feito a partir de fibra de folha de ananás. As solas são recicladas, e as cor de rosa são feitas a partir de pastilha elástica reciclada. Os atacadores são feitos de algodão orgânico. As nossas sapatilhas primam pelo conforto, graças à tecnologia usada nas palmilhas que se adaptam à nossa postura, e todos os materiais são de origem não animal, ecológicos e reciclados.


UP: Onde recolhem o lixo plástico que usam?

Os plásticos são recolhidos no mar mediterrâneo, no Oceano Atlântico europeu, e desde dezembro também no Oceano Atlântico da costa de África e no mar de Java, na Indonésia.





UP: Onde são produzidas as sapatilhas da iRcycle?

As nossas sapatilhas são fabricas no Norte de Portugal, em São João da Madeira, conhecida por ser a capital do calçado.





UP: Que modelos de sapatilhas estão disponíveis?

De momento, temos dois designs, um com uma sola ligeiramente mais baixa e outro mais alta. Ambos os designs, transversais a qualquer idade, género e estilo. Uma vez que a Skizo é uma marca/causa e por isso o nosso objetivo ser o recolher o maior número possível de plásticos do Oceano.


UP: Os modelos são personalizáveis?

Não temos stock, fazemos parte do mercado slow fashion, que acreditamos que é o futuro. Não queremos produzir em massa, com todas as consequências que um stock produz, desde impacto ambiental, pressão de vendas e escoar produto, incentivo a vendas e a consumismo. Fabricamos par a par, ao gosto de cada cliente e por ser personalizado não há compra por impulso. Qualquer herói pode criar a sua própria sapatilha, escolhendo entre materiais, cores e designs.





UP: Onde podemos encontrar o calçado da iRcycle à venda?

Para já estamos à venda na nossa loja on-line em www.ircycle.com e no início deste ano teremos novidades neste campo também.


UP: O que se segue para a iRcycle?

Fomos eleitos o melhor produto de 2019 e uma das startups mais promissoras do ano. Queremos continuar este bom trabalho e continuar a contribuir para um Oceano mais limpo, desta forma, para um futuro muito próximo, teremos novos designs, mais arrojados, e calçado para criança feito também com o nosso têxtil do Oceano.

Cada sapatilha Skizo retira do Oceano o equivalente a 18 garrafas de plástico. Todo o processo passa pelas mãos de heróis, os pescadores que recolhem este plástico do Oceano, ajudando-o a limpar. Uma profissão tão nobre, que por vezes não é dada o devido valor por quem de direito, e se não cuidarmos dela teremos consequências, todos nós e as famílias que sobrevivem através do mar.

No fim os nossos ténis, com toda a sua história acabam nos pés de heróis que ajudam a salvar o Oceano de 18 em 18 garrafas.
Saco reutilizável

A Sonae MC inaugurou, em dezembro, no Continente Bom Dia do Via Catarina, no Porto, a primeira “praça” de frutas e legumes do país com uma política single-use-plastic free. Neste espaço, não existem alimentos embalados em plástico nem são disponibilizados sacos de plástico transparentes para a fruta e legumes.

Os clientes desta loja podem utilizar, na secção de Frutas e Legumes, os sacos de papel gratuitos (até 2,5 kg), sacos de algodão ou poliéster reutilizáveis ou trazerem os seus sacos de casa.

O Continente assume-se como "o primeiro retalhista alimentar português a responder ao Decreto-Lei nº 351/XIII que proíbe os sacos de plástico descartáveis e cuvetes em plástico para as frutas e legumes a partir de 2023".

Com o movimento de redução de plástico na secção de frutas e legumes de todas as lojas, nas embalagens, na venda a granel, com a eliminação dos alvéolos de plástico das caixas de frutas, a marca prevê uma poupança anual superior a 115 toneladas de plástico.

Saco de plástico

Os principais estabelecimentos comerciais tailandeses deixaram de fornecer sacos de plástico gratuitos aos clientes.

A Tailândia quer proibir completamente o uso destes artigos descartáveis até 2021 e, desta forma, reduzir a poluição por plástico nos oceanos, de acordo com a Reuters.

Os tailandeses estão cada vez mais conscientes dos riscos dos resíduos plásticos para os animais e para o ambiente, especialmente depois de um cervo e de uma cria de dugongo terem morrido no país, em 2019, com pedaços de plástico nos sistemas digestivos.

“A Tailândia ficou em sexto lugar no ranking dos países que mais lixo despejam no mar”, disse Varawut Silpa-Archa, ministro dos Recursos Naturais e do Ambiente. “Nos últimos cinco meses, passamos a ser o décimo (…) graças à cooperação do povo tailandês.”

Segundo o ministério, no ano passado, o país conseguiu reduzir o número de sacos de plástico utilizados em dois mil milhões, ou cerca de 5765 toneladas, na primeira fase de uma campanha que encorajou os consumidores a recusarem voluntariamente estes produtos nas lojas.
Foto: Frank Servayge/Flickr
Sacos de papel

A Fnac introduziu, em outubro, sacos de papel reutilizáveis para os clientes levarem as suas compras.

Os novos sacos de papel têm um custo de dez cêntimos e vêm com ilustrações de quatro artistas portugueses: Catarina Sobral, Leonor Zamith, Bernardo Carvalho e João Fazenda.

A medida tem como objectivo “reduzir o consumo de sacos em 30%, salvando mais de mil árvores por ano”, informou a Fnac em comunicado.

As ilustrações mudam de três em três meses — a primeira leva de sacos saiu com obras de Leonor Zamith. Dos dez cêntimos de cada saco, um cêntimo vai reverter para iniciativas promovidas pelo programa Cultura Fnac.

Com o dinheiro inicial angariado, a Fnac vai contribuir para a criação de um estúdio de produção para a Loving the Planet, uma plataforma global de consciencialização que promove a sustentabilidade em vários setores da sociedade.
Frasco com amostra de água

De acordo com um novo estudo da Instituição Scripps de Oceanografia, poderá haver um milhão de vezes mais pedaços de plástico nos oceanos do que se estimava.

Utilizando um método diferente do habitual, a oceanógrafa Jennifer Brandon descobriu microplásticos – pedaços de plástico com menos de 5 mm – na água do mar a concentrações muito mais elevadas do que as registadas anteriormente.

A investigadora acredita que a técnica habitual deixa escapar as partículas mais pequenas. Segundo as suas estimativas, os oceanos poderão estar contaminados por 8,3 milhões de “mini-microplásticos” por metro cúbico de água.

“Durante anos, temos estudado os microplásticos da mesma forma, utilizando uma rede para recolher amostras”, disse a oceanógrafa. “Mas tudo o que for mais pequeno que a malhagem da rede tem escapado.”

O método de Brandon e da sua equipa implicou a utilização de salpas, animais marinhos de corpo gelatinoso que filtram a água do mar para capturar o fitoplâncton de que se alimentam. Durante este processo, os animais também ingerem microplásticos.

Todas as 100 salpas analisadas – provenientes de amostras de água recolhidas em 2009, 2013, 2014, 2015 e 2017 – tinham “mini-microplásticos” nos aparelhos digestivos.

“Apesar do grande interesse nos microplásticos, só agora começamos a compreender a dimensão e os efeitos destes contaminantes oceânicos”, disse Dan Thornhill, diretor de programas da Divisão de Ciências Oceânicas da National Science Foundation, que financiou o trabalho de investigação.

Este estudo demonstra que os plásticos marinhos são muito mais abundantes do que nos tínhamos dado conta e que se encontram por todo o oceano. É preocupante, especialmente porque as consequências para o ambiente e para a saúde humana continuam amplamente desconhecidas.”

O estudo foi publicado na revista científica Limnology and Oceanography Letters.
Foto: Scripps Institution of Oceanography
Garrafa plástica na Natureza

Em conjunto, os países europeus reciclam menos de um terço do plástico que deitam fora, de acordo com um relatório da empresa de análise Statista.

A produção mundial de plástico tem crescido a um ritmo vertiginoso – de 1,5 milhões de toneladas em 1950 para 359 milhões de toneladas em 2018.

A Europa é responsável pela produção de 60 milhões de toneladas. Cerca de metade deste plástico é transformado em lixo e apenas 30% desses resíduos são reciclados.

Os dados da Statista revelam diferenças acentuadas entre os vários países da União Europeia, no que toca ao tratamento dos seus resíduos. Se na Alemanha, por exemplo, apenas 0,1% das embalagens de plástico acabam nos aterros, em Espanha 38,2% têm esse destino.

Mesmo com as medidas tomadas pela UE com vista à redução da utilização de produtos de plástico de uso único e de embalagens, a Statista defende a necessidade premente “de uma melhor gestão dos resíduos e de uma maior capacidade de reciclagem”.

O relatório também lembra os impactos ambientais negativos da poluição por plástico. Os resíduos deste material fragmentam-se em pedaços muito pequenos que contaminam o ambiente. Estes microplásticos acabam nos oceanos, nos órgãos dos animais marinhos e até na cadeia alimentar humana.