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Porco-espinho

Wuhan anunciou hoje, 20 de maio, que proibiu o consumo de carne de animais selvagens durante os próximos cinco anos.

Os agricultores que criavam animais selvagens vão receber dinheiro para pararem de o fazer. A caça deste tipo de animais passou também a ser proibida.

A administração local de Wuhan afirmou que, juntamente com a proibição de consumo, Wuhan vai tornar-se num "santuário da vida selvagem", onde praticamente toda a caça de animais selvagens está proibida, com exceção de medidas para "pesquisa científica, equilíbrio populacional, monitorização de doenças epidémicas e outras circunstâncias especiais”.

No dia 2 de abril, Shenzen tornou-se na primeira cidade chinesa a proibir o consumo de carne de animais selvagens e de cães e de gatos.
Urso

Um urso-pardo foi filmado em Ourense, na Galiza, perto da fronteira com Portugal, pela equipa de filmagem do filme Montaña ou Morte, do realizador Pela del Álamo.

O urso-pardo macho tinha entre três e cinco anos e encontrava-se a vaguear no Parque Natural O Invernadeiro, na Galiza.

A equipa de produção do filme espalhou várias câmaras neste parque natural, há dois anos, para recolher imagens da vida selvagem.
“O exemplar é o primeiro a ser filmado na zona e provavelmente o primeiro que transita nesta comarca nos últimos 150 anos”, contou a equipa de produção do filme.

O departamento de comunicação do parque natural explicou que isto significa que o parque tem as condições necessárias para que outros ursos possam estabelecer-se na zona no futuro.
Este animal estará fixado provavelmente na serra do Courel e terá se deslocado até Ourense.

Cartaz

A série documental da Netflix “Tiger King” é um êxito estrondoso e conta a história do excêntrico Joe Exotic, de outros colecionadores de felinos de grande porte e de Carole Baskin (proprietária de um santuário de tigres).

Joe Exotic fundou um jardim zoológico privado para exibir os seus grandes felinos, mas acabou por ser preso por ter encomendado o homicídio de Carole Baskin (do santuário de tigres).

Segundo estimativas, existem entre cinco mil e dez mil tigres em jaulas nos Estados Unidos, cerca do dobro dos que existem em habitat natural.
Alguns estados norte-americanos ainda a permitem que animais selvagens sejam mantidos como animais de estimação. Alabama, Nevada, Wisconsin e Carolina do Norte não têm leis que impeçam a manutenção de animais selvagens como animais de estimação. Em outros 12 estados é necessária uma autorização ou licença, enquanto 19 banem esta prática.

“Comprar um tigre é facílimo. Já vimos tigres, panteras e outros felinos a serem vendidos em mercados de animais selvagens legais. Lembro-me até de ver online crias de tigre à venda no Texas. Não são caras, custavam cerca de 200, 300 dólares. As pessoas ficam surpreendidas, mas o que não entendem é que providenciar as instalações apropriadas para um animal deste tipo e alimentá-lo fica nas centenas de milhares, se não milhões de dólares durante a vida dele. Ninguém, enquanto particular, tem capacidade de cuidar de um animal destes. É demasiado complexo e o animal merece melhor”, contou Ben Callison, antigo diretor de um santuário animal em Cleveland, ao P3.

Em 2011, um homem com problemas familiares e endividado soltou, no Ohio, 56 animais selvagens (tigres, leões, leopardos lobos e panteras) que percorreram as ruas na localidade de Zanesville e os residentes tiveram de se fechar em casa. O dono dos felinos suicidou-se depois de soltar os animais e as autoridades estatais tiveram de abater a tiro os 50 animais.

Trailer:

Urso

Devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, os zoos estão a começar a ter dificuldades económicas pois não têm os habituais visitantes.

A diretora do jardim zoológico de Neumünster, na Alemanha, admitiu que alguns animais em breve terão de ser abatidos para alimentar outros, para o zoológico conseguir sobreviver.

"Listamos os animais que serão abatidos em primeiro lugar", disse Verena Kaspari, do Zoológico de Neumünster.
"Se for o caso, terei de sacrificar os animais, em vez de deixá-los morrer de fome."

Os dirigentes do zoo de Neumünster admitem que as "medidas extremas", como eutanasiar animais, não irão resolver os problemas financeiros que existem.

Este jardim zoológico está a pedir doações para conseguir alimentar os seus animais.


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Zoo Dinamarquês Disseca Leão em Frente a Crianças
Mercado de vida selvagem

Elizabeth Maruma Mrema, a responsável das Nações Unidas para a biodiversidade defende a proibição global dos mercados de animais selvagens como os de Wuhan, na China, para evitar o aparecimento de novos surtos e ajudar a proteger a biodiversidade.

“Seria bom banir os mercados de animais vivos, algo que a China e outros países têm vindo a fazer”, afirmou Mrema. “A mensagem que estamos a receber é que, se não tratarmos da natureza, ela trata de nós.”

A China proibiu temporariamente, devido à pandemia de Covid-19, os mercados de animais onde são comercializados para consumo humano pangolins, morcegos, civetas ou crias de lobos, entre outras espécies. Muitos cientistas defendem que Pequim devia tornar a proibição permanente.

Os animais, nestes mercados, são mantidos em jaulas sob fracas condições de higiene, o que pode originar o desenvolvimento de doenças que podem, por vezes, ser transmitidas aos humanos.

“A perda de biodiversidade está a tornar-se fortemente relacionada com o aparecimento de alguns destes novos vírus. E a desflorestação em larga escala, a degradação de habitats naturais, a intensificação da agricultura, o nosso sistema alimentar, o comércio de espécies de animais e plantas, as alterações climáticas – todos estes fatores levam à perda da biodiversidade”, lamentou Mrema.

“Sabemos que no fim da década de 1990, na Malásia, o surto do vírus Nipah terá resultado da desflorestação, dos incêndios e da seca, fenómenos que levaram os morcegos da fruta, os portadores naturais do vírus, a mudarem-se das florestas para as plantações. Os agricultores terão então sido infetados e contagiado outros humanos”, explicou.

“Preservar ecossistemas intactos e a biodiversidade vai ajudar-nos a reduzir a presença de algumas dessas doenças. Portanto, a maneira como cultivamos, como utilizamos os solos, como protegemos os ecossistemas costeiros e como tratamos as nossas florestas, vai destruir o futuro ou então vai ajudar-nos a viver durante mais tempo”, refere.

Também a World Wide Fund for Nature (WWF) com base num estudo recentemente divulgado, pediu em comunicado aos Governos locais que fechem os mercados de vida selvagem da Ásia oriental.

1ª Foto: Dan Bennett Flickr: DSC_4970

Elefante

A crise global no sector do Turismo, provocada pela pandemia da covid-19, está a atingir fortemente a economia tailandesa que depende das visitas dos milhões de turistas que visitam o país. Para além dos empregos extintos na restauração e hotelaria, também os parques de elefantes estão a passar por dificuldades.

Os proprietários destes parques afirmam que, sem as receitas dos visitantes, não têm capacidade para suportar os custos elevados da alimentação destes animais. Nestes parques, os turistas costumam alimentar ou andar de elefante. Veja aqui porque não deve andar nunca de elefante.

“Se não existir nenhum apoio para os manter seguros, os elefantes, entre os quais algumas estão grávidas, vão morrer de fome ou ser postos a mendigar na rua”, disse Lek Chailert, o fundador da Save Elephant Foundation.

Como solução os gestores destes parques equacionam a venda dos elefantes para jardins zoológicos ou colocar os animais ao serviço de empresas madeireiras, uma prática que foi banida em 1989.

Kerri McCrae, responsável pelo santuário Kindred Spirit Elephant, contou que este espaço já recebeu cerca de 70 elefantes desde o início da crise, doados pelos proprietários que não conseguiam suportar as despesas. A alimentação de um elefante, de acordo com o The New York Times, pode chegar aos 36 euros por dia que corresponde ao triplo do salário mínimo diário na Tailândia.

Estes parques costumam ser acusados de abuso e maus tratos aos elefantes devido à forma como treinam os elefantes para que os turistas possam andar neles.
Cão e gato

A cidade de Shenzhen, na China, proibiu a venda e a criação de cães e gatos para consumo. De acordo com a BBC, a lei entra em vigor no dia 1 de maio de 2020.

“Os cães e gatos enquanto animais de companhia estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos, mais do que todos os outros animais. Proibir o consumo de animais de companhia é uma prática comum em países desenvolvidos como Hong Kong e Taiwan”, declarou o governo da cidade de Shenzhen.

Taiwan proibiu o consumo destes animais em 2017.

“Este pode ser um momento decisivo nos esforços para acabar com este comércio brutal que mata cerca de 10 milhões de cães e 4 milhões de gatos na China, todos os anos”, afirmou Peter Li, especialista em políticas da China da Humane Society.

Canal de Veneza

Pela primeira vez em décadas, os canais de Veneza ficaram transparentes e é possível ver-se cardumes de peixes a nadar sob o leito arenoso e avistaram-se cisnes e patos. Circulam também fotografias de golfinhos que dizem ser nos canais de Veneza, mas são do porto de Cagliari (750 km de Veneza).

Por causa do coronavírus toda a Itália está em quarentena e Veneza, uma das cidades que mais turistas recebe do país, está deserta.

“Dias de silêncio para ouvir os sons quase esquecidos, dias de água calma e próxima, água transparente, água para os remos, para os animais dos canais e bancos de areia, dias para refletir sobre como podemos ajudar a lagoa no nosso quotidiano, para uma mudança decisiva”, escreveu Marco Capovilla, administrador do grupo do Facebook Venezia Pulita (Veneza Limpa).

“Milhares de peixes a poucos passos de um esgoto em plena atividade. A natureza recupera-se e Veneza, a pouco e pouco, vai voltar a ter uma nova consciência e novas oportunidades.”

“A beleza salvará o mundo numa Burano deserta [antiga cidade piscatória da região de Veneza] e os cisnes reapropriam-se dos canais”, conta Marco Contessa.

“Estamos a viver um momento difícil, mas podemos utilizá-lo para documentar os lados positivos desta quarentena para proteção de Veneza. Ajudem-nos a recolher fotos e vídeos destes dias”, pediu Alice Stocco, investigadora na Universidade Ca’ Foscari de Veneza. “Estamos a recolher observações para uma investigação científica que possa ajudar a sugerir sistemas sustentáveis para a lagoa.”

Contudo, segundo um porta-voz da autarquia de Veneza, “a água parece transparente porque existe menos tráfego nos canais, permitindo que os sedimentos fiquem no fundo”. É o movimento dos barcos, a remo ou a motor, que “geralmente traz os sedimentos para a superfície da água”, dando-lhe o aspecto turvo habitual. No entanto, a qualidade do ar melhorou, afirmou o mesmo porta-voz.

O mundo está a emitir menos um milhão de toneladas de dióxido de carbono por dia com a quebra no consumo de petróleo devido ao coronavírus.

Imagens de satélite disponibilizadas pela Nasa mostraram uma redução nos níveis de poluição, principalmente no índice de dióxido de nitrogénio (NO²), um gás nocivo emitido pelos meios de transporte e indústria. A redução nas emissões foi primeiro observada em Wuhan, o epicentro do surto do novo coronavírus.

“A diminuição da atividade económica é um triste indicador, mas para o nosso planeta é um alívio, porque os níveis de poluição também estão a diminuir. O nosso planeta é bonito, mas também extremamente frágil. Creio que, agora, muitas pessoas encaram o nosso planeta e a poluição causada pelo ser humano numa perspetiva muito diferente”, disse Josef Aschbacher da EPA (European Space Agency).

beija-flor

Os jardins urbanos dedicados aos beija-flores vão-se multiplicando no México, havendo já mais de uma centena destes espaços no país, principalmente na capital.

Há 58 espécies de beija-flores no México. Das 13 espécies endémicas do país, metade está ameaçada e duas estão em perigo de extinção. Uma das principais ameaças que as pequenas aves enfrentam é o voraz crescimento das cidades, que destrói o seu habitat natural.

“Sempre que as cidades crescem, estamos a eliminar florestas, estamos a eliminar a vegetação que os beija-flores utilizavam para se alimentarem, para se reproduzirem”, explicou à Reuters a bióloga Claudia Rodríguez, que está envolvida no projeto “Jardins urbanos para colibris”, que já levou à criação de 149 jardins.

Segundo Claudia, o beija-flor é a ave polinizadora mais importante nas Américas, contribuindo para a conservação de um milhar de espécies de plantas.

“Quando os beija-flores começam a desaparecer, a diversidade das plantas diminui. A longo prazo, assiste-se a um empobrecimento dos ecossistemas.”

Em 2014, a professora María del Coro Arizmendi, colega de Claudia, criou um jardim com as plantas favoritas da ave na Faculdade de Estudos Superiores da Universidade Nacional Autónoma do México. Este jardim já atraiu diversas espécies de beija-flor, assim como outros polinizadores, incluindo abelhas e borboletas.

Desde então, mais de uma centena destes espaços “floresceram” no país, muitos sob o cuidado de cidadãos interessados e escolas.

“Estamos muito contentes porque [este trabalho] começou como um projeto académico, mas apercebemo-nos rapidamente de que as pessoas adoram os beija-flores”, contou Claudia Rodríguez.

“Às vezes, dizem-nos: ‘encontrei um colibri na rua, deitado, ou morto’. Muitas destas mortes ocorrem porque os beija-flores não têm comida. São aves que têm um metabolismo muito rápido e que necessitam de se alimentar constantemente.”

“Se cada edifício tivesse um jardim, faríamos um corredor gigante na cidade, onde os beija-flores encontrariam sempre alimento”, acrescentou.
Foto: Pat Gaines/Flickr

Golfinho

Em Portugal continental, morre acidentalmente pelo menos um golfinho por dia nas redes de pesca, de acordo com a investigadora Catarina Eira, da Universidade de Aveiro.

Esta semana a Comissão Europeia enviou uma carta aos ministros do mar de 22 estados, incluindo o de Portugal, a pedir uma solução para as capturas acidentais de golfinhos e outros animais marinhos nas águas comunitárias.

Na declaração o comissário europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevičius, afirmou que, em toda a UE, “os níveis de capturas acidentais são inaceitáveis”, podendo levar à “extinção de populações locais de espécies protegidas”.

“Se a taxa de mortalidade não diminuir [do boto] prevemos a extinção na costa portuguesa nos próximos 20 anos”, conta Catarina Eira, que explica que o golfinho-comum tem a maior taxa de captura e mortalidade, muito acima do golfinho riscado ou do roaz.

A investigadora portuguesa disse que a Universidade recolheu no ano passado cerca de 320 golfinhos, só no Norte e Centro do país, e que a situação portuguesa não é das piores.

“Temos contabilizado animais que chegam já mortos às praias” e nas análises conseguimos identificar a causa de morte, que na maioria é devido a “captura acidental”, diz Catarina Eira.

Só nas seis primeiras semanas do ano, 670 animais, a maior parte golfinhos, foram recolhidos nas costas francesas, segundo a organização ambientalista Pelagis, que culpa as redes de pesca. Em 2019, foram encontrados 11 mil golfinhos mortos nas costas de França.

O projeto LIFE concluiu que as redes mais perigosas para estes animais são as de emalhar.

O projeto fala no “caso crítico” do boto, com dados de 2015 em que 8,4% da população de Portugal continental era enrolada nas redes todos os anos, “um valor inadmissível em função dos 1,7% máximos recomendados”. E estimava que o golfinho-comum podia ter uma mortalidade de mais ou menos 3 400 indivíduos por ano.

Já foram feitos testes com redes que eram mais facilmente detetadas pelos golfinhos, mas foram abandonados porque diminuíam a quantidade de pesca, e estão agora a ser testados equipamentos (“pingers”) que emitem um som que afasta os golfinhos.

Em janeiro de 2019, foi criada uma área de conservação de cetáceos, que faz parte da rede Natura 2000 e que compreende uma faixa entre Ovar e Marinha Grande, e foi alargada uma faixa de conservação no sudoeste alentejano, por sugestão do projeto LIFE. “A área foi legalmente aprovada, o plano de gestão para as duas áreas foi aprovado, mas desde aí não foram aplicadas medidas de conservação que estavam definidas nos planos”, lamenta Catarina Eira, contando que a única ação foi a aplicação de ‘pingers’ em redes de arte xávega na praia da Vieira.
burro

O Quénia proibiu o abate comercial de burros e a exportação das suas peles.

A medida pretende evitar a “dizimação” da população dos animais e combater o surto de roubos que se está a verificar no país, impelido pela crescente procura da pele do animal na China, onde é utilizada na medicina tradicional.

O ministro da Agricultura, Peter Munya, explicou que os matadouros de burros têm um mês para acabar com a prática, e comentou que a legalização do comércio de carne e couro de burro em 2012 tinha sido um erro.

Cerca de 1000 burros são mortos todos os dias no Quénia, tendo como destino a China, onde a pele é usada para produzir uma gelatina castanha, conhecida como “ejiao”, utilizada na medicina tradicional e na cosmética. Um quilo de “ejiao” pode chegar a ser vendido por 388 dólares (cerca de 350€).

Muitos habitantes das zonas rurais estão a ser gravemente afetados pelo aumento do roubo de burros, dos quais dependem para o transporte de água, lenha e produtos agrícolas. Ao mesmo tempo, os preços dos animais, inflacionados pela procura de peles, colocam-nos fora do alcance dos pequenos agricultores.

A população de burros da China caiu de 11 milhões em 1990 para 3 milhões, levando o país a virar-se para a África para colmatar a procura de “ejiao”.

Vários países africanos já proibiram a exportação de peles de burro para a China, entre os quais o Uganda, Tanzânia, Botswana, Níger, Burkina Faso, Mali e o Senegal.


O governo chinês proibiu, no dia 24 de fevereiro, o comércio e o consumo de animais selvagens, por motivos de segurança nacional, uma vez que se crê que a ingestão destes animais terá sido a razão do surgimento do novo coronavírus entre humanos.

O novo vírus terá surgido em dezembro num mercado de mariscos e animais selvagens, situado nos subúrbios de Wuhan, no centro da China.

Alguns especialistas alertam para o facto do transporte, abate e consumo de animais selvagens representar um risco significativo, uma vez que expõe os seres humanos a patógenos perigosos de origem animal.

A fonte exata do coronavírus ainda não foi confirmada, mas alguns estudos apontam para uma provável origem animal como morcegos, cobras ou pangolins.

De acordo com uma lista de preços, um dos comerciantes do mercado de Wuhan, terá vendido: civetas, ratos, cobras, salamandras gigantes, centopeias, avestruzes e filhotes de lobo vivos.



Em 2002, a civeta foi o animal responsável por transportar o coronavírus da SARS de animais para humanos.

1ª Foto: Kin Cheung/Reuters
2ª Foto: SAM小K/Weibo
Cão beagle atrás de grades

Os animais saudáveis utilizados em testes de laboratório pela agência reguladora de medicamentos dos EUA – a Food and Drug Administration (FDA) – podem agora ser adotados ou encaminhados para abrigos e santuários, depois de concluídas as pesquisas.

Antes desta medida, os animais eram eutanasiados no final dos testes, mesmo que fossem saudáveis.

No ano fiscal de 2018, foram 1929 os animais usados ou criados para experiências da FDA. Pelo menos 27% deles sentiram algum tipo de dor ou angústia durante os testes, de acordo com os registos da agência.

“Trabalho, há anos, no sentido de pôr termo à experimentação animal do governo, à qual a maioria dos norte-americanos se opõe, e choca-me o número de animais que são mortos no final dos estudos, apesar de haver pessoas, abrigos e santuários prontos para os acolher”, disse o congressista Brendan Boyle.

“Tendo apresentado o projeto de lei AFTER, que exigiria que as agências federais autorizassem a adoção de animais de laboratório, estou muito satisfeito com a nova norma da FDA, que permite que cães, primatas, coelhos e outros animais saudáveis se aposentem depois das pesquisas.”

A FDA junta-se assim ao Departamento dos Assuntos de Veteranos e aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos que já adotaram políticas semelhantes.

A vida depois do laboratório

Apesar dos traumas vividos nos espaços de teste, os animais são perfeitamente capazes de ter uma vida longa e saudável, defende Justin Goodman, do White Coat Waste Project, um grupo que luta pelo fim da experimentação animal financiada pelos contribuintes.

“Os animais que vão ser adotados precisam de ir para famílias ou abrigos e santuários que terão o tempo, a paciência e o conhecimento necessários para os ajudarem a ajustar-se”, afirmou, explicando que a maioria destes animais nunca esteve ao ar livre.

O período de reabilitação varia consoante o animal. “Os gatos, nomeadamente, sofrem mais maus-tratos do que os cães”, contou Shannon Keith, fundadora do projeto Rescue + Freedom, ao portal Mother Nature Network. “Porque os trabalhadores dos laboratórios não sentem tanta empatia pelos gatos. Por isso, os poucos que conseguimos tirar de lá estão muito afetados psicologicamente.”

Os grupos de defesa dos direitos dos animais esperam que a medida da FDA leve outras agências a seguir o seu exemplo. Tanto a Agência de Proteção Ambiental como o Departamento da Agricultura do país não possuem atualmente políticas de adoção semelhantes.

Em janeiro de 2018, a FDA “concedeu a reforma” a 26 macacos-esquilo envolvidos num estudo sobre nicotina, e enviou-os para a Florida, onde foram mantidos num ambiente fechado até se adaptarem à mudança de estilo de vida.

Ovos apreendidos

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 49.680 ovos por irregularidades na rotulagem uma vez que apresentavam na rotulagem a indicação de serem “ovos provenientes de galinhas criadas ao ar livre”, quando, através da rastreabilidade verificaram que o Modo de Criação dos mesmos tinha sido: “ovos provenientes de galinhas criadas em gaiolas melhoradas”.

Foi ainda constatada a alteração da data de postura para aumento do período referente à sua data de durabilidade dos ovos tendo sido instaurado um processo-crime, por fraude sobre mercadorias, em concurso com a infração de natureza contraordenacional de concorrência desleal. Após perícia foi considerado que o produto apresentava qualidade, frescura e valor inferior ao que se encontrava marcado no ovo, não podendo entrar no circuito comercial para consumo.

A operação de fiscalização decorreu num Centro de Embalamento e de Classificação de Ovos, no concelho de Pombal.
coruja-buraqueira a dormir no solo

A coruja-buraqueira da Florida, que deve o seu nome ao facto de viver em buracos cavados no solo, foi classificada como ameaçada em 2017.

Para assegurar o futuro da subespécie, a cidade de Marco Island vai pagar 250$ (cerca de 230€) aos residentes que se disponibilizem a “hospedar” estas corujas nos seus quintais, num buraco cavado especialmente para elas. Todos os anos, a Câmara Municipal reservará 5000$ para este fim.

Os buracos não serão criados pelos proprietários, mas por uma equipa especializada da organização de conservação Audubon of the Western Everglades, que conhece bem as preferências dos animais: o buraco não deve ser cavado muito perto de uma árvore ou de uma casa (embora as aves de Marco Island se tenham habituado aos seus vizinhos humanos).

No final, a equipa colocará um poleiro perto do buraco para marcar a entrada do mesmo e dar às corujas um lugar de onde possam observar o que as rodeia.

“Marco Island é a primeira [cidade] no estado da Florida a adotar um programa específico como este, concebido para expandir o habitat limitado de uma espécie classificada como ameaçada no estado, ao mesmo tempo que recompensa as pessoas que queiram participar voluntariamente”, contou Jared Grifoni, vice-presidente da Câmara Municipal, à CNN.

coruja-buraqueira à entrada do seu ninho
Coruja-buraqueira da Florida (Athene cunicularia floridana) | Foto: Jean Hall, Audubon of the Western Everglades/Facebook

Em Marco Island, existem atualmente cerca de 500 corujas-buraqueiras, mas as aves tornaram-se muito raras no resto do estado, devido sobretudo à perda de habitat, explicou Alli Smith, bióloga da Audubon of the Western Everglades.

Segundo a cientista, a agricultura e a urbanização empurraram as aves para zonas mais urbanas.

Aproximadamente 95% das corujas de Marco Island vivem em terrenos abandonados. Devido ao estatuto protegido das aves, os proprietários que queiram construir nos espaços ocupados por elas precisam de obter uma licença para o fazer, mas, assim que a tenham, podem remover os seus ninhos, desalojando-as.

“[Com este programa] estamos a tentar dar-lhes mais lugares para viverem”, disse Alli.

Desde o outono de 2017, a equipa já criou 92 buracos para as corujas, e as aves visitaram e habitaram num terço destes. Cerca de 14 foram ampliados por elas, o que significa que construíram neles uma série de tunéis para aí estabelecerem uma residência permanente. “Elas são muito ligadas aos seus ninhos”, afirmou a bióloga. “As corujas parecem ser boas arquitetas.”

Desde a aprovação do subsídio, têm chovido telefonemas de residentes que querem participar. “A maioria das pessoas com quem falei ao telefone não estava interessada no dinheiro”, contou. “As pessoas só querem ter as corujas nos seus quintais.”
1ª foto: AdA Durden/Flickr

abelha num dente-de-leão

Quando cortar a relva do seu quintal, evite remover os dentes-de-leão para ajudar as populações de abelhas.

Quem o aconselha é a professora Jane Memmott, da Universidade de Bristol, que assumiu recentemente o cargo de presidente da Sociedade Ecológica Britânica.

O dente-de-leão ou taráxaco (Taraxacum sp.) é um importante fornecedor de néctar e pólen para os insetos polinizadores, incluindo as abelhas solitárias, as do mel e as moscas-das-flores. Contudo, também é visto como uma erva daninha.

“Se os dentes-de-leão fossem raros, as pessoas lutariam por eles. Como são comuns, arrancam-nos ou pulverizam-nos com todo o estilo de coisas horríveis”, disse Jane Memmott. “Deviam deixá-los florir.”

Outra recomendação da professora é que se evite plantar demasiadas flores duplas ou “em forma de pompom”, como algumas dálias e rosas, já que as mesmas concentram muita da sua energia na produção de pétalas e têm pouco néctar e pólen.

“Regra geral, se se conseguirem ver as partes onde são produzidos o pólen e o néctar na flor sem ser preciso afastar as pétalas, então é uma boa planta para os polinizadores”, resumiu.

dentes-de-leão
Apesar de parecer uma só flor, o dente-de-leão é composto por um conjunto de pequenas flores reunidas num recetáculo comum.

A ecóloga também criticou o hábito de se deixarem os quintais demasiado “ordenados” e controlados, defendendo a necessidade de se reduzir o número de vezes que a relva é cortada.

“Se deixar o seu relvado crescer até os 8-10 cm, os dentes-de-leão, trevos, margaridas, [botões-de-ouro e ervas-férreas] poderão florir e o resultado será uma espécie de tapeçaria, na qual é muito mais agradável sentarmo-nos e observar os insetos.”

A organização de conservação Buglife também sugere que se ponha de parte uma secção do quintal, onde a vegetação só é cortada uma vez no outono e outra na primavera.

“[Talvez] não possa ajudar, pessoalmente, os tigres, as baleias e os elefantes, mas pode fazer algo pelos insetos, aves e plantas da sua região”, defendeu Jane.

“Se tiver um jardim, uma horta ou até uma varanda, pode dar uma ajuda aos polinizadores. Mesmo uma planta num vaso, à entrada da sua casa, fornecerá uma refeição a uma abelha, mosca-das-flores ou borboleta.”
1ª foto: Gilles San Martin/Flickr
Pintainhos

Depois da Suíça, a França vai acabar com a prática comum da trituração de pintainhos machos, realizada pela indústria dos ovos, poucas horas depois de nascerem por não serem economicamente viáveis.

O anúncio foi feito, no dia 28 de janeiro, pelo ministro da Agricultura francês, Didier Guillaume, “a partir do final de 2021, nada vai ser como dantes”.

Em 2015, um vídeo de um ativista israelita que desligou uma máquina de trituração de pintainhos vivos, tornou-se viral e chamou a atenção para o facto de todos os anos serem massacrados sete mil milhões de pintos em todo o mundo.

Em dezembro de 2018, começaram a ser vendidos na Alemanha ovos com o selo "respeggt", após a cadeia de supermercados alemã Rewe Group ter apresentado o teste Seleggt GmbH, que permite detetar o sexo do embrião dentro do ovo. Um laser perfura a casca e retira uma amostra, depois caso o embrião seja masculino, o ovo é destruído e será enviado para a produção de ração animal, acabando assim com o abate dos pintos machos.

O ministro francês anunciou também que, a partir de 2021, vai ser obrigatório anestesiarem-se os leitões antes de serem castrados.
Cão

No dia 25 de janeiro, Peniche vai receber uma caminhada com cães, organizada pelo Projecto 4 Patas e pelo canil municipal, que tem como objetivo divulgar os animais que estão para adoção.

Os participantes podem levar os seus amigos de quatro patas ou passear um dos animais acolhidos pela organização. Não se esqueça de levar uma trela.

O ponto de encontro é no canil municipal às 14 horas, mas caso queira passear um dos cães que procuram um novo lar, terá de aparecer 15 minutos mais cedo.

A participação é gratuita e não necessita de inscrição.
Leoa desnutrida

Uma campanha online, com o slogan "#SudanAnimalRescue", foi criada para tentar salvar cinco leões africanos doentes e desnutridos, no jardim zoológico Al-Qureshi, em Cartum, capital do Sudão.

As pessoas, através da campanha, estão a exigir que os leões sejam transferidos para um local melhor.

"Uma das duas leoas doentes morreu hoje [segunda-feira]. Ontem, o médico deu às duas alguns remédios, depois receberam comida", contou Essamelddine Hajjar, gerente do parque Al-Qureshi. "Uma recuperou, mas a outra morreu."

"A comida nem sempre está disponível; muitas vezes compramo-la com o nosso próprio dinheiro para os podermos alimentar", disse Hajjar.
O parque é administrado pelo município de Cartum, mas também é financiado com donativos privados.

O Sudão está a passar por uma grave crise económica, devido ao aumento dos preços dos alimentos e pela escassez de moeda estrangeira.

Coelho

Entraram em vigor, nos estados norte-americanos da Califórnia, Nevada e Illinois, as leis que proíbem a venda de produtos cosméticos que tenham sido testados em animais após o dia 1 de janeiro de 2020.

As organizações de proteção animal celebraram a entrada em vigor das leis, antevendo um “feliz ano novo para os animais nos Estados Unidos”, e apelaram ao alargamento da proibição a todo o país.

“A história tem mostrado que as medidas tomadas pelos estados conduzem muitas vezes a mudanças a nível federal”, disse Monica Engebretson, da organização Cruelty Free International. “Temos visto que o progresso acontece quando empresas, consumidores, ativistas, cientistas e legisladores trabalham em conjunto na procura de soluções criativas para alcançar um objetivo comum.”