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Bicicleta

A Câmara Municipal de Lisboa lançou um Fundo de Mobilidade com três milhões de euros para apoiar a compra de bicicletas: 1,5 milhões de euros para financiar a compra de bicicletas convencionais e outros 1,5 milhões para bicicletas elétricas e de carga.

No caso das bicicletas convencionais, o apoio é de 100€ e destina-se exclusivamente a estudantes e no caso das bicicletas elétricas, o apoio pode chegar a metade do valor do veículo, até um máximo de 350 euros.

As lojas de bicicletas vão tornar-se parceiras desta iniciativa e é através delas que a câmara vai organizar os pedidos.

Além deste fundo vão ser implementadas outras medidas, como a criação de mais ciclovias e de mais 3 mil lugares cobertos para bicicletas, em parques de estacionamento subterrâneos e em estruturas na via pública, como já existe junto à estação de Entrecampos.


Na procura contínua por soluções ambiental e socialmente mais sustentáveis, a Maiambiente, empresa municipal, investiu na aquisição de uma solução mais ecológica, pioneira em Portugal, para a aplicação de produto de base natural para controle de vegetação infestante, nos arruamentos do concelho da Maia.

Trata-se de um pulverizador, mais moderno e mais pequeno, redesenhado para ser acoplado numa viatura elétrica de menor dimensão, otimizando a aplicação em locais de difícil acesso, reduzindo as emissões de CO2 e de ruído e diminuindo o constrangimento no trânsito.

A tecnologia não é nova, mas a sua utilização neste tipo de aplicação é pioneira. A bomba de muito baixa pressão, permite aplicar com maior exatidão e eficácia o produto, evitando a dispersão do mesmo e reduzindo a quantidade aplicada no solo.

Esta conjugação de fatores é mais um avanço, após a eliminação do glifosato nos serviços públicos no concelho, na procura de soluções alternativas mais ecológicas, mas também eficazes, que permitam a limpeza dos locais públicos.

MAIA INVESTE EM SOLUÇÃO ECOLÓGICA, PIONEIRA EM PORTUGAL

Na procura contínua por soluções ambiental e socialmente mais sustentáveis, investimos na aquisição de uma solução mais ecológica, pioneira em Portugal, para a aplicação de produto de base natural para controle de vegetação infestante, nos arruamentos do concelho da Maia.

Publicado por Maiambiente em Terça-feira, 2 de junho de 2020
Poluição marinha

A organização Opération Mer Propre (Operação Mar Limpo) tem feito limpezas no mar em Antibes e na baía de Golfe-Juan, na Riviera Francesa, e tem encontrado e recolhido muitas máscaras e luvas de látex descartáveis.

Com o uso obrigatório de máscaras em vários países e devido ao facto da maioria das pessoas usar máscaras descartáveis, já era previsível começarem a ser encontradas no fundo do mar.

“Já estávamos à espera delas, elas chegaram, mas não no lugar certo… As primeiras máscaras apareceram no Mediterrâneo”, escreveu a ONG no Facebook.

No seguinte vídeo filmado pelo fundador da organização, Laurent Lombard, pode ver como está a ficar o fundo do mar:

Ça vous dit cet été de vous baigner avec le COVID 19...? Sachant que plus de 2 milliards de masques jetables ont été commandés,bientôt il risque d'y avoir plus de masques que de méduses dans les eaux de la Méditerranée...! Il en va de la responsabilité de chacun afin d'éviter cette nouvelle pollution mais aussi de nos élus,députés et pouvoirs publics. En effet depuis plusieurs années certaines communes essaient de lutter contre toutes ces incivilités qui détruisent nôtre environnement et nôtre santé à long terme,il serait donc peut être temps d'unir toutes les bonnes initiatives afin résoudre le plus rapidement et le plus fermement cette nouvelle pollution. La crise sanitaire nous a permis de voir le meilleur et le pire en nous,si nous ne faisons rien c'est le pire qui va arriver alors que c'est simplement une question de bon sens pour éviter tout celà. Je dirais simplement pour finir qu'un masque jetable ça se jette à la poubelle comme tout les autres déchets d'ailleurs.

Publicado por Laurent Lombard em Sábado, 23 de maio de 2020




Veja também:
Vamos parar de encher as ruas de máscaras e luvas descartáveis?


Título Original: Dark Waters
Realizador: Todd Haynes
Actores: Mark Ruffalo, Anne Hathaway, William Jackson Harper
Duração: 126 min


Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa que confronta a empresa química DuPont (uma das mais poderosa empresa químicas americanas) para expor um horrível segredo de poluição ambiental.

Durante os últimos 40 anos, a DuPont Corporation derramou deliberadamente um composto químico ilegal (PFOA) nas águas da cidade, prejudicando a saúde de milhares de pessoas que ali residem.

Este filme é baseado numa história verdadeira.

Importa lembrar que o PFOA está presente na composição do teflon que existe nas nossas casas, como antiaderente das frigideiras e das panelas.

abelha

A Comissão Europeia adotou, no dia 20 de maio, uma nova Estratégia de Biodiversidade com o objetivo de trazer a natureza de volta às nossas vidas, e a Estratégia do Prado ao Prato em defesa de um sistema alimentar justo, saudável e amigo do ambiente. As duas estratégias reforçam-se mutuamente, reunindo a natureza, os agricultores, as empresas e os consumidores para trabalharem em conjunto com vista a um futuro sustentável.

Em conformidade com o Pacto Ecológico Europeu, as estratégias propõem ações e compromissos da UE para travar a perda de biodiversidade na Europa e em todo o mundo e transformar os sistemas alimentares em normas globais para a sustentabilidade, a proteção da saúde humana e do planeta, bem como os meios de subsistência de todos os intervenientes na cadeia de valor alimentar.

As duas estratégias centram-se no cidadão e comprometem-se a aumentar a proteção da terra e do mar, a recuperar os ecossistemas degradados e a fazer da UE um líder na cena internacional, tanto em termos de proteção da biodiversidade como de construção de uma cadeia alimentar sustentável.

A nova Estratégia de Biodiversidade aborda os principais fatores da perda de biodiversidade, como a utilização insustentável das terras e dos mares, a sobre-exploração dos recursos naturais, a poluição e as espécies exóticas invasoras. Adotada no auge da pandemia de COVID-19, a estratégia é um elemento central do plano de recuperação da UE, sendo fundamental para prevenir e reforçar a resiliência a futuros surtos, bem como para proporcionar oportunidades de negócio e de investimento imediatas a fim de restaurar a economia da UE. Visa igualmente integrar as considerações em matéria de biodiversidade na estratégia global de crescimento económico da UE. A estratégia propõe, nomeadamente, estabelecer objetivos vinculativos para restaurar ecossistemas degradados e rios, melhorar o estado das espécies e dos habitats protegidos da UE, fazer regressar os polinizadores aos terrenos agrícolas, reduzir a poluição, tornar as nossas cidades mais ecológicas, reforçar a agricultura biológica e outras práticas agrícolas respeitadoras da biodiversidade e melhorar o estado das florestas europeias. Propõe medidas concretas para colocar a biodiversidade da Europa na via da recuperação até 2030, incluindo transformar pelo menos 30 % das terras e dos mares da Europa em zonas protegidas geridas de forma eficaz e repor elementos paisagísticos de grande diversidade em, pelo menos, 10 % da superfície agrícola.

As ações previstas para a proteção, a utilização sustentável e a restauração da natureza trarão benefícios económicos para as comunidades locais, criando emprego e crescimento sustentáveis. Será desbloqueado um financiamento de 20 mil milhões de EUR por ano para a biodiversidade através de várias fontes, incluindo fundos da UE e financiamento nacional e privado.

A Estratégia do Prado ao Prato permitirá a transição para um sistema alimentar sustentável na UE, que salvaguarde a segurança alimentar e garanta o acesso a alimentos saudáveis com origem num planeta saudável. Reduzirá a pegada ambiental e climática do sistema alimentar da UE e reforçará a sua resiliência, protegendo a saúde dos cidadãos e assegurando os meios de subsistência dos operadores económicos. A estratégia estabelece objetivos concretos para transformar o sistema alimentar da UE, incluindo uma redução de 50 % da utilização e do risco dos pesticidas, uma redução de, pelo menos, 20 % da utilização de fertilizantes, uma redução de 50 % nas vendas de agentes antimicrobianos para animais de criação e de aquicultura, bem como atingir uma taxa de cobertura de 25 % das terras agrícolas sob produção biológica. Propõe igualmente medidas ambiciosas para garantir que a opção saudável é também a mais fácil para os cidadãos da UE, nomeadamente graças a uma melhor rotulagem que satisfaça mais adequadamente as necessidades de informação dos consumidores sobre alimentos saudáveis e sustentáveis.

Os agricultores, os pescadores e os aquicultores europeus desempenham um papel fundamental na transição para um sistema alimentar mais equitativo e sustentável. Receberão apoio da política agrícola comum e da política comum das pescas através de novas fontes de financiamento e de regimes ecológicos para a adoção de práticas sustentáveis. Fazer com que a sustentabilidade se torne marca europeia irá abrir novas oportunidades de negócio e diversificar as fontes de rendimento dos agricultores e pescadores europeus.

As estratégias também têm importantes elementos de caráter internacional. A Estratégia de Biodiversidade reafirma a determinação da UE em liderar pelo exemplo no combate à crise mundial da biodiversidade. A Comissão procurará mobilizar todos os instrumentos da ação externa e das parcerias internacionais a fim de contribuir para o desenvolvimento de um novo ambicioso Quadro Mundial da Biodiversidade das Nações Unidas na Conferência das Partes na Convenção sobre a Diversidade Biológica em 2021. A Estratégia do Prado ao Prato visa promover uma transição global para sistemas alimentares sustentáveis, em estreita cooperação com os parceiros internacionais.


O Parlamento Europeu e o Conselho têm agora de aprovar estas duas estratégias e os seus compromissos.


A série-documental "É p’ra amanhã – Viagem a um futuro sustentável" vai estrear no dia 17 de maio na SIC às 8h15.

Esta série, de cinco episódios, vai mostrar-nos algumas das pessoas e iniciativas que estão a transformar e a repensar a forma como vivemos em sociedade.

5 Episódios (todos os domingos):
1º episódio – Alimentação (estreia) – 17 de maio 2020, 8h15 | Ver episódio
2º episódio – Energia e Mobilidade – 24 de maio 2020, 8h15 | Ver episódio
3º episódio – Economia – 31 de maio 2020, 8h15
4º episódio – Política – 7 de junho 2020, 8h15
5º episódio – Educação – 14 de junho 2020, 8h15

Estão curiosos? Nós também!

O anúncio foi feito no Instagram deste projeto:





Leiam a nossa entrevista ao Pedro Serra, realizador do "É p’ra amanhã" aqui.
Ecopontos

A Câmara da Mealhada vai distribuir ecopontos domésticos por quatro mil alojamentos do concelho para recolha separada de vidro, papel/papelão e plástico/embalagens.

O objetivo da medida é “aumentar a quantidade de material reciclado recolhido, contribuindo para a economia circular, melhorando o desempenho ambiental do Município, e reduzir os resíduos indiferenciados e consequentemente os custos com o seu tratamento”.

O projeto inclui ainda a aquisição de viatura para recolha seletiva de resíduos nos quatro mil alojamentos do concelho, bem como a implementação de uma solução integrada para gestão dos resíduos na rede de ecopontos do concelho da Mealhada, que implica a colocação de sensores de leitura volumétrica a instalar em 390 contentores (130 ecopontos) e a respetiva plataforma de gestão online.

Outra das componentes do projeto é a implementação de projeto-piloto de PAYT (pay-as-you-throw), servindo alguns alojamentos em três freguesias do concelho da Mealhada. Trata-se de um sistema inovador, que contempla o fornecimento e aplicação de tampas em contentores de resíduos urbanos, para implementação de sistema de controlo de acessos (aquisição de 150 tampas em fibra de vidro), e que serão dotados de um sensor que mede o volume dos resíduos de cada utilizador, identificado por um cartão magnético. O objetivo será, no futuro, adequar as taxas de resíduos, atualmente afetas ao consumo de água, ao volume de resíduos produzido por utilizador. Este sistema, que implica a aquisição 150 contentores com 800 litros de capacidade, será iniciado nos núcleos urbanos de Mealhada, Pampilhosa e Luso.
Torre de linhas elétricas

As termoelétricas a carvão de Sines e do Pego estão paradas. É um recorde que reforça a tese de que Portugal está pronto para descarbonizar o sector elétrico, antes de 2030.

No dia 5 de maio, o país contava já 52 dias sem queimar carvão para produzir eletricidade e de acordo com a associação Zero, isto terá evitado a emissão de 960 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

"Naquilo que constitui um recorde, nos últimos 52 dias (desde 14 de março, inclusive) não se usou carvão em Portugal para produção de eletricidade. Nenhuma das duas centrais térmicas de Sines e Pego esteve a funcionar, sendo que a central de Sines já não produz energia elétrica desde há 100 dias (desde 26 de janeiro, inclusive). Tal conduziu a uma redução inédita e sem precedentes das emissões de gases com efeito de estufa em Portugal", referiu a Zero em comunicado.

Nestes dois últimos meses verificou-se também um aumento de 14,5 pontos percentuais na incorporação de fontes renováveis na produção de eletricidade em comparação com o período homólogo de 2019, passando de 62,6% para 77,1%.

Produzir eletricidade a carvão em Portugal deixou de ser rentável face a alternativas como as centrais de ciclo combinado alimentadas a gás natural (cujo preço baixou com a queda do petróleo). A maior taxação do carvão (que deixou de beneficiar das isenções de ISP que tinha) e o custo das licenças de emissão também contribuem para o menor interesse das termoelétricas a carvão.

A central a carvão do Pego (da Tejo Energia, empresa da Trustenergy e da Endesa) tem o encerramento previsto para 2021, no término do seu contrato de aquisição de energia. A central da EDP em Sines tem o fecho apontado para 2023.
Central nuclear de Almaraz

A vida útil da central nuclear de Almaraz terminava em junho de 2020; no entanto, o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol autorizou o prolongamento do funcionamento desta central, até outubro de 2028.

“O plenário do CSN acordou informar favoravelmente a solicitação da renovação da autorização de exploração da central nuclear de Almaraz (Cáceres), cuja vigência terminava em junho. Concretamente, permite o funcionamento da unidade I até 1 de novembro de 2027 e a unidade II até 31 de outubro de 2028, que iniciaram o seu funcionamento em 1981 e 1983, respetivamente”, informou o CSN em comunicado.

O parecer do CSN será agora remetido ao Ministério para a Transição Ecológica para a sua autorização definitiva.

Importa lembrar que a central nuclear de Almaraz fica a 110 quilómetros da fronteira portuguesa e usa as águas do Tejo no seu processo de arrefecimento.
Máquina automática

Agora já pode trocar as suas garrafas de plástico não reutilizáveis por talões em máquinas automáticas.
O projeto-piloto começou a 13 de março, em 23 hipermercados (Continente, Auchan, Pingo Doce, E. Leclerc e Os Mosqueteiros) de norte a sul do país.

Os consumidores colocam as garrafas de água, sumo, refrigerante ou bebidas alcoólicas e em troca recebem um talão de desconto. Por cada garrafa até meio litro recebe dois cêntimos e por cada garrafa até dois litros recebe cinco cêntimos. O valor total pode ser utilizado para descontar em compras na loja onde as garrafas foram entregues, ou então doados a uma instituição de solidariedade social.

As garrafas de plástico PET (Polietileno tereftalato) não devem conter líquidos ou outros produtos no interior, não devem ser espalmadas e devem estar devidamente fechadas com as respetivas tampas, apresentando o código de barras legível.

Máquina automática

"A atribuição de um prémio ao consumidor pela devolução das garrafas pretende incentivar a devolução de embalagens não reutilizáveis em plástico. Com este projeto, pretende garantir-se o encaminhamento para reciclagem de elevada qualidade, permitindo a incorporação em novas garrafas de bebidas, maximizando-se a circularidade dos materiais", refere o Ministério do Ambiente e Ação Climática.

"Com este sistema de incentivo, pretende alcançar-se o cumprimento de metas de recolha (50% do potencial de recolha), de reciclagem (97%) e de incorporação de plástico reciclado na produção de novas garrafas de bebidas (50%)" e "os sistemas de depósito já existem em diversos estados-membros, permitindo atingir metas de recolha acima dos 80%", explica.

"A realização deste projeto‐piloto constitui uma oportunidade para adquirir experiência e produzir ensinamentos para a definição e implementação do futuro sistema de depósito de embalagens de bebidas em plástico, vidro, metais ferrosos e alumínio, obrigatório a partir de 1 de janeiro de 2022."

Tabela com hipermercados
Praia

Mais de dois quilómetros de areal foram desinfetados com lixívia numa praia em Zahara de los Atunes, na província de Cádiz, em Espanha. Três tratores pulverizaram o areal com lixívia — dois litros por cada 100 de água — para desinfetar o areal para tornar a praia mais segura para as crianças, um dia depois de o Governo espanhol ter permitido a circulação de crianças no exterior.

"Mataram tudo, não se vê nada na areia, nem mesmo insetos", afirmou María Dolores Iglesias, presidente da associação de voluntários ambientais de Trafalgar. "Não pensaram que isto é um ecossistema vivo, pensaram que é apenas terra."
“A praia regenera-se e limpa-se sozinha. Isto não era necessário”, afirmou.

"Desinfetar praias durante o período de reprodução das aves ou de desenvolvimento dos invertebrados que apoiam a pesca local destruirá o valor turístico da costa", escreveu a Greenpeace de Espanha.
Cerca de 20 ninhos de Tarambola, uma ave que coloca os seus ovos na areia, terão sido dizimados.

As autoridades, que queriam desinfetar a praia para evitar o contágio da Covid-19, fizeram um pedido de desculpas oficial depois de se aperceberam do erro.
Segundo o El País, o Governo da Andaluzia está a considerar multar as autoridades locais pelo sucedido.

Foto: EPA/Enric Fontcuberta



Em Portugal, o principal destino dos óleos usados é a rede de esgotos.
Os óleos alimentares podem danificar os canos e potenciar o aparecimento de pragas. Por outro lado, esta gordura acaba por ficar retida nos filtros das ETARS, o que dificulta o tratamento das águas. Um litro de óleo alimentar pode contaminar milhares de litros de água.

É por isso importante que os encaminhe para um destino adequado.
Depois de fritar os seus alimentos deve deitar o óleo usado frio numa garrafa de plástico com a ajuda de um funil e quando estiver cheia pode colocá-lo num oleão nas lojas Auchan.

O óleo alimentar usado pode depois ser transformado em biodiesel, sabão, velas, entre outras aplicações.

Veja mais:
Não deite os óleos usados dos fritos na sanita ou no ralo da banca da cozinha
Árvore podada

Em Portugal, a profissão de arborista não está credenciada ao contrário do que acontece noutros países, por esta razão foi lançada uma petição online que propõe que o parlamento regulamente a atividade.

O seguinte texto foi retirado da petição.

As vantagens da vegetação arbórea em contexto urbano são amplamente reconhecidas.
Além de contribuir para qualificar as cidades, vilas e aldeias, a vegetação é um valioso dispositivo para modular o microclima urbano, suavizando extremos climáticos, promovendo o bem-estar e reduzindo os riscos para saúde pública decorrentes das ondas de calor.

Um coberto arbóreo superior a 40% pode reduzir a temperatura do ar até pelo menos 3.5 graus. O ensombramento sobre edifícios e pavimentos já demonstrou que permite reduções de temperatura locais que vão de 11 a 25 graus.

As árvores proporcionam locais de abrigo, de nidificação e alimentação (pólen, frutos, sementes e invertebrados) para inúmeras espécies animais, incluindo aves e insetos polinizadores. Além disso, a folhada restitui matéria orgânica e nutrientes ao solo, contribuindo para um solo vivo, e os troncos e ramos albergam comunidades de briófitas (musgos) e líquenes.

Ameaças ao arvoredo urbano

Os serviços prestados pelo sistema da vegetação arbóreo, nomeadamente a redução de temperaturas no período estival, só são eficientemente atingidos quando o copado se encontra bem desenvolvido, pressupondo-se, entre outros fatores, que os exemplares sejam conduzidos de forma a aproximar-se da sua forma e dimensão potencial no estado adulto.

O papel filtrador de partículas poluentes, ou de habitat para a biodiversidade, sofre igualmente uma redução quando são infligidos danos ao nível da copa.

Em certos casos, pela proximidade com as habitações e/ou viaturas que debaixo das árvores estacionam, surgem conflitos sociais. É o caso do ensombramento indesejado de algumas árvores sobre habitações, ou da queda de fragmentos de arvoredo sobre viaturas. Estes conflitos são geradores de pressão sobre os gestores do espaço público resultando, frequentemente, em abates de exemplares adultos e/ou podas excessivas que poderiam ser evitadas se tivesse havido um correto projeto dos espaços verdes. Este, compreende não só um bom desenho do espaço verde assim como uma escolha correta das espécies arbóreas a plantar e o conhecimento profundo da estrutura de uma árvore.

Tal como acontece com a generalidade das infraestruturas públicas - eletricidade, gás, telecomunicações e outras - a intervenção na estrutura verde das cidades e no arvoredo em particular tem de ser regulada sob pena dos danos infligidos resultaram num aumento de risco para pessoas e bens para além de reduzir a capacidade de prestação de serviços de ecossistema que o arvoredo proporciona devido ao enfraquecimento quando não a morte antecipada do exemplar (que significa entre duas a três décadas perdidas para instalação de um novo exemplar).

Apesar de haver amplo consenso técnico-científico sobre as boas práticas de gestão do arvoredo urbano, resultantes de décadas de publicações internacionais e nacionais, pela mão de ilustres silvicultores, arquitetos paisagistas, botânicos, esse conhecimento é frequentemente ignorado por quem tem o poder de decisão sobre este assunto. Da mesma forma, a opinião pública tem frequentemente uma conceção enviesada do que são as boas práticas, defendendo e replicando atuações que foram passadas de geração em geração mas que são discrepantes face à realidade comprovada por especialistas na matéria.

Atualmente, desde que o exemplar não seja, por motivos patrimoniais ou de relevância botânica, protegido através do regime de proteção aos fitomonumentos (árvores classificadas de interesse público ou espécies protegidas), assiste-se um pouco por todo o país a ações danosas sobre a generalidade do património arbóreo com prejuízos públicos que advêm da redução da sua funcionalidade, conforme acima se descreve. A realidade é que, em Portugal, é permitido que qualquer indivíduo com uma ferramenta destrua em poucas horas o que demorou décadas a construir.

Não é defensável que uma atividade com efeitos tão importantes na saúde pública e no ambiente, como a gestão do arvoredo em meio urbano, se mantenha à margem de qualquer sistema normativo.

Não é aceitável que só as árvores com características botânicas relevantes - porte notável e singularidade - sejam sujeitas a normas que condicionem a sua gestão, deixando a esmagadora maioria dos exemplares desprotegidos e sem regulamentação.

À semelhança do que acontece para a generalidade das infraestruturas urbanas, é necessário que o legislador intervenha e defina regras claras sobre quem pode gerir o sistema da vegetação, quem fiscaliza esta atividade, quem credencia, quais as regras a adotar e quais as penalizações para os incumpridores.

A inexistência de regras nesta matéria é, aliás, uma anomalia. A nível internacional, o “European Arboricultural Council” (https://www.eac-arboriculture.com/eac-intro.aspx) e a “International Society of Arboriculture” (https://www.isa-arbor.com/) são entidades que gerem a certificação do trabalho dos operadores técnicos e gestores de arboricultura urbana.

A nível nacional, há um conjunto de países que desenvolveram normativas detalhadas que regulam a atividade de arboricultura urbana. Por exemplo, o Reino Unido aprovou um conjunto de boas práticas para gestão de arvoredo urbano (British Standards BS 3998:2010 - Tree Works. Recommendations) e identificaram várias entidades que promovem e reconhecem qualificações no âmbito da arboricultura urbana.

De acordo com o exposto, a petição pretende:

  1. Criação de um quadro normativo para a gestão do arvoredo urbano, abrangendo as operações de poda, transplantes e critérios para abate, auscultando normativos em vigor na Europa;
  2. Reconhecimento da profissão de Arborista devidamente credenciado para execução de operações de manutenção de arvoredo e criar as bases para o desenvolvimento dessa profissão;
  3. Adoção de um documento de referência de “Boas Práticas de Gestão do Sistema Arbóreo Urbano” a nível nacional que sirva de referência ao território nacional abrangendo todas as entidades com responsabilidade na gestão do arvoredo;
  4. A assunção do princípio de que a gestão do arvoredo em espaço público deverá ser executada por técnicos devidamente preparados e credenciados para o efeito;
  5. A assunção do princípio geral de que a fiscalização das ações de gestão do arvoredo deverá caber a uma entidade independente da entidade que a executa.
  6. A assunção do princípio da democraticidade e transparência no acesso e consulta de informação relacionada com os planos de gestão do arvoredo;
  7. Que o processo legislativo em causa considere a consulta a instituições técnico-científicas, associações socioprofissionais do sector, entidades representantes de municípios, ONGAs e outros representantes relevantes da sociedade civil.

Assinem a petição aqui
Mapa

Um mapa desenvolvido por um estudo da Universidade Politécnica de Valencia mostra, através de dados de satélite, a diminuição da poluição do ar na Península Ibérica em 10 dias, depois da adoção das medidas de confinamento.

De acordo com uma reportagem do ABC, os movimentos de acesso às grandes cidades diminuíram em 64% e as viagens de longo curso diminuíram cerca de 62%, o que provocou uma diminuição de poluição de cerca de 83%.

“Tal como se comprovou no caso de Wuhan, na China, ou no norte de Itália, o nosso estudo constata como as medidas de confinamento e redução da atividade económica se traduziram numa clara diminuição da contaminação atmosférica”, explicou Elena Sánchez-García, investigadora do Centro de Tecnologias Físicas da Universidade Politécnica de Valencia.

Cuvetes de plástico

Eu sou uma aluna na Universidade da Beira Interior (UBI), estou no 2° ano da FAL e vim falar sobre um ponto que me chamou a atenção.

Numa altura em que se fala tanto na poluição de plástico nos oceanos e que para corrigir isso devemos diminuir o consumo diário do mesmo, fiquei chocada quando cheguei à Universidade da Beira Interior no início deste ano letivo (2019/2020) e me deparei com a nova forma de servir as refeições individuais que, ao invés de ser em pratos, como foi no ano passado, decidiram servi-las em embalagens de plástico, tanto a sopa, como o prato principal e a sobremesa.

Neste ponto de mudança é de salientar que as refeições já se encontram nas referidas embalagens desde logo de manhã e que estão permanentemente em aquecimento até à hora de almoço.

Venho desta forma mostrar o meu desagrado e o dos meus colegas e pedir que façam alguma coisa para evitar "afundar" ainda mais o nosso planeta pois estas pequenas coisas fazem a diferença.

Apesar do ponto negativo referido anteriormente, é de destacar a substituição de palhinhas de plástico por palhinhas de papel, e ainda as colheres de café e respetivas embalagens, cujo material, de madeira e papel, é menos agressivo para o meio ambiente.

*Artigo escrito por uma das alunas da Universidade da Beira Interior (UBI)

Cuvetes de plástico
Canal de Veneza

Pela primeira vez em décadas, os canais de Veneza ficaram transparentes e é possível ver-se cardumes de peixes a nadar sob o leito arenoso e avistaram-se cisnes e patos. Circulam também fotografias de golfinhos que dizem ser nos canais de Veneza, mas são do porto de Cagliari (750 km de Veneza).

Por causa do coronavírus toda a Itália está em quarentena e Veneza, uma das cidades que mais turistas recebe do país, está deserta.

“Dias de silêncio para ouvir os sons quase esquecidos, dias de água calma e próxima, água transparente, água para os remos, para os animais dos canais e bancos de areia, dias para refletir sobre como podemos ajudar a lagoa no nosso quotidiano, para uma mudança decisiva”, escreveu Marco Capovilla, administrador do grupo do Facebook Venezia Pulita (Veneza Limpa).

“Milhares de peixes a poucos passos de um esgoto em plena atividade. A natureza recupera-se e Veneza, a pouco e pouco, vai voltar a ter uma nova consciência e novas oportunidades.”

“A beleza salvará o mundo numa Burano deserta [antiga cidade piscatória da região de Veneza] e os cisnes reapropriam-se dos canais”, conta Marco Contessa.

“Estamos a viver um momento difícil, mas podemos utilizá-lo para documentar os lados positivos desta quarentena para proteção de Veneza. Ajudem-nos a recolher fotos e vídeos destes dias”, pediu Alice Stocco, investigadora na Universidade Ca’ Foscari de Veneza. “Estamos a recolher observações para uma investigação científica que possa ajudar a sugerir sistemas sustentáveis para a lagoa.”

Contudo, segundo um porta-voz da autarquia de Veneza, “a água parece transparente porque existe menos tráfego nos canais, permitindo que os sedimentos fiquem no fundo”. É o movimento dos barcos, a remo ou a motor, que “geralmente traz os sedimentos para a superfície da água”, dando-lhe o aspecto turvo habitual. No entanto, a qualidade do ar melhorou, afirmou o mesmo porta-voz.

O mundo está a emitir menos um milhão de toneladas de dióxido de carbono por dia com a quebra no consumo de petróleo devido ao coronavírus.

Imagens de satélite disponibilizadas pela Nasa mostraram uma redução nos níveis de poluição, principalmente no índice de dióxido de nitrogénio (NO²), um gás nocivo emitido pelos meios de transporte e indústria. A redução nas emissões foi primeiro observada em Wuhan, o epicentro do surto do novo coronavírus.

“A diminuição da atividade económica é um triste indicador, mas para o nosso planeta é um alívio, porque os níveis de poluição também estão a diminuir. O nosso planeta é bonito, mas também extremamente frágil. Creio que, agora, muitas pessoas encaram o nosso planeta e a poluição causada pelo ser humano numa perspetiva muito diferente”, disse Josef Aschbacher da EPA (European Space Agency).

Telemóvel estragado

A Comissão Europeia aprovou um novo Plano de Ação para a Economia Circular que quer promover a durabilidade de produtos eletrónicos como telemóveis, computadores ou televisores e estabelecer um novo “direito à reparação” de equipamentos com avarias que podem ser consertadas, de forma a prolongar a sua vida útil e evitar a acumulação, em lixeiras, de aparelhos funcionais e materiais que podem ser reutilizados.

“Esse é um direito que os consumidores merecem e queremos certificar-nos que é garantido”, afirmou o comissário europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicius, que aponta 2021 como a data para a introdução desta medida na legislação europeia.

Dois em cada três consumidores de produtos eletrónicos e de telecomunicações queixam-se de ser limitado o ciclo de vida dos seus equipamentos, achando que estes deviam durar mais tempo.

“Hoje em dia, os produtos eletrónicos ou aparelhos como telemóveis, tablets ou televisores têm um ciclo de vida muito limitado e poucas possibilidades de reparação. O que dizemos é que no seu fabrico têm de ser incorporadas peças que possam ser reparáveis ou substituídas, para que os consumidores tenham a hipótese de reutilizar os seus equipamentos”, explicou.

Relativamente aos carregadores universais afirmou que “essa é claramente a direção que nos interessa. Quando tivermos um mesmo carregador para computadores e telemóveis, deixará de ser necessário incluir estas peças de cada vez que é lançado um novo equipamento”.

O objetivo é que tanto os produtores como os consumidores abandonem as práticas atuais de “usar e deitar fora”, fazendo com que as cadeias de produção se tornem mais sustentáveis e a de resíduos seja reduzida ao mínimo.

“O modelo económico linear atingiu os seus limites e empurra-nos para uma crise de recursos. Temos de pensar num novo modelo, em que em vez de vender um produto passamos a vender um serviço”, afirmou. “Em vez de vender uma lâmpada, vender luz; em vez de vender uma máquina de lavar, vender ciclos de roupa limpa.”

É possível “desenhar produtos que durem mais tempo e sejam mais facilmente recicláveis”, garantiu.
Colheita de flores sempre-vivas

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reconheceu o sistema de colheita de flores "sempre-vivas" na serra do Espinhaço, em Minas Gerais, no Brasil, como "um engenhoso sistema de património agrícola mundial".

Os agricultores locais, dedicados à colheita das flores sempre-vivas, desenvolveram um sistema agrícola eficaz que combina o cultivo de flores, horticultura agroflorestal, pastoreio de gado e culturas agrícolas, tudo em altitudes que chegam a 1,4 mil metros.

Este complexo sistema é baseado num "profundo conhecimento dos ciclos naturais, dos ecossistemas e da flora", bem como em "práticas tradicionais" transmitidas de uma geração para outra por mais de um século, que permitem aos residentes "viver em harmonia com o meio ambiente, garantindo a sua segurança alimentar e os meios de subsistência", afirmou a FAO.

O património agrícola mundial foi criado em 2002 pela FAO e distingue lugares onde a produção tradicional trabalha em prol da segurança alimentar das comunidades, respeitando a biodiversidade e a vida selvagem.

Com este novo registo, o número total de Sistemas Importantes do Património Mundial da Agricultura (SIPAM) em todo o mundo chegou a 59 em 22 países. Na Europa, existem dois locais na Espanha: a produção de sal no vale de Anana e o sistema de produção de uvas de Málaga em Axarquía.

Foto: FAO
Algarve

A dessalinização de água do mar já é usada no abastecimento de água potável em algumas empresas da hotelaria no Algarve. Esta solução é utilizada para reduzir o consumo público e poupar recursos ou, noutros casos, por ser a única solução possível.

É o caso do empreendimento Vila Vita Parc, em Porches, Lagoa, que iniciou a dessalinização de água do mar em 2015. Construiu uma estação de dessalinização subterrânea que opera sob um campo de ténis, sem que os hóspedes se apercebam da sua existência. Utilizam essa água para a rega dos espaços verdes e para encher piscinas e já só vão buscar 30% à rede de abastecimento de água.
Por hora, o sistema de dessalinização instalado permite captar 24 metros cúbicos de água do mar, ou seja, 24.000 litros.

A tecnologia da osmose inversa é um processo de purificação da água através de membranas, em que a água salgada é forçada a passar através da membrana, o que remove as partículas de sais e transforma a água do mar em água ‘pura’.

Há 12 anos, que existe uma miniestação de dessalinização de água do mar debaixo de um restaurante na ilha Deserta, em Faro. Tiveram de recorrer a esta solução porque não havia água da rede nem poços de água potável. Utilizaram um ‘kit’ de dessalinização usado em iates e adaptaram-no à instalação do restaurante: para produzir um litro de água potável são necessários cinco litros de água do mar.

A dessalinização de água do mar é, também, uma das propostas do projeto "Culatra 2030 — Comunidade Energética Sustentável".

Contudo, a dessalinização cria resíduos provocados pelo processo químico que retira o sal da água do mar e é preciso pensar-se que destino se pode dar a estes resíduos, a esta solução hipersalina.
Bananas

Pequenas ou grandes, da Madeira ou da América do Sul, tanto faz. As cascas da banana são altamente eficientes na remoção de metais pesados de águas contaminadas, nomeadamente do mercúrio, um metal muito tóxico para a saúde e para o ambiente. A descoberta é de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro.

Formadas por celulose, lenhina e hemicelulose, materiais com grupos funcionais que captam o mercúrio da água, o grupo de investigação descobriu igualmente que as cascas da banana são eficazes na remoção de outros metais tóxicos como o chumbo ou o cádmio.

No caso específico do mercúrio, onde as cascas são as campeãs da limpeza, explica a investigadora Elaine Fabre, “o que as diferencia dos outros materiais biológicos [que também são formados por celulose, lenhina e hemicelulose] é que as mesmas são mais ricas em grupos de enxofre e o mercúrio tem elevada afinidade por esse elemento”. Por isso, desvenda a responsável pela investigação, “estas cascas são tão eficientes na remoção de mercúrio da água”.

Publicado na revista Science of the Total Environment, o trabalho mostra que, para tratar 100 litros de água contaminada com 0,05 miligramas de mercúrio, e de forma a atingir-se a concentração permitida para águas de consumo humano, que é de 0,001 miligramas de mercúrio por litro, seriam necessários apenas 291 gramas de cascas.

A aplicação de cascas de banana para remoção de mercúrio através de processos de sorção – processos que envolvem a retenção de um composto de uma fase fluida na superfície de um sólido – pode ser realizada em estações de tratamento de águas residuais, em efluentes industriais, ou mesmo em qualquer outro sistema que contenha águas contaminadas. Para tal, asseguram os cientistas de Aveiro, basta colocar as cascas em contacto com a água contaminada por um determinado período de tempo.

As cascas foram já testadas em diversos sistemas reais. Com água da torneira, água do mar ou água de efluentes industriais, e na presença de muitos outros elementos para além de metais pesados, em todos os casos as cascas mostraram-se eficazes. “Os resultados mostram um potencial muito promissor na aplicação das cascas em sistemas reais”, aponta a investigadora.

O trabalho com as cascas de banana envolveu, além de Elaine Fabre, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e LAQV-REQUIMTE, os cientistas Cláudia Lopes, Eduarda Pereira, Carlos Silva, Carlos Vale, Paula Figueira e Bruno Henriques.

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