Sacos de papel

A Zippy anunciou ontem, 22 de abril, no dia da Terra, que vai deixar de oferecer sacos e envelopes de plástico, trocando-os por sacos e envelopes de papel reciclado.

Nos produtos em que a eliminação total do plástico não for possível, a marca vai optar por alternativas mais amigas do ambiente, com soluções em que mistura plástico reciclado na sua composição. Para além destas iniciativas, a Zippy já disponibiliza sacos de pano reutilizáveis, que os clientes podem usar nas suas visitas à loja.

A Zippy vai, gradualmente, abolir os balões de plástico oferecidos aos clientes e substituir o papel utilizado por papel totalmente reciclado, por exemplo, nas caixas presente.

“Porque todos os dias deviam ser o Dia da Terra, anunciamos que substituímos os nossos sacos de plástico. Agora, os nossos sacos e caixas são feitos de papel 100% reciclado! Além disso, até 2021, vamos eliminar gradualmente o uso de plástico nas nossas lojas”, escreveu a marca no Facebook.

Detergentes a granel

É a primeira loja de “desperdício zero” do Líbano e, segundo a sua criadora, também a primeira do Médio Oriente. Chama-se EcoSouk e abriu portas recentemente em Beirute, a capital do Líbano.

Nas suas prateleiras, os clientes podem encontrar uma grande variedade de produtos ecológicos e sustentáveis, como champôs sólidos, peças de artesanato local, sabonetes de ingredientes biológicos, bijuteria feita de materiais reciclados, óleos essenciais, livros em segunda mão, sacos de compras de tecido e muito mais.

A loja também tem uma zona onde os clientes podem adquirir produtos líquidos, como detergentes ou cosméticos, a granel.

A EcoSouk é fruto do trabalho da organização Recycle Lebanon e da sua fundadora Joslin Kehdy.

Palhinhas reutilizáveis
Foto: EcoSouk/Instagram

“Não é uma loja. É um centro e um ponto de acesso”, contou Joslin Kehdy ao jornal The National. “Queremos que as pessoas repensem a forma como consomem e os produtos que estão a produzir.”

A EcoSouk está a promover uma campanha de distribuição gratuita de árvores de fruto nativas do país. Para receber uma, só é preciso visitar a loja. “Nem é preciso comprar nada. Receberá uma árvore gratuita com ou sem uma compra”, explicou Joslin.

Com esta medida, a loja quer neutralizar as suas emissões de CO2 e inspirar o público a consumir frutas e legumes da zona.

Frascos
Foto: EcoSouk/Instagram

De momento, a EcoSouk está a apostar em artigos de produção local, como o “miswak”, um pequeno ramo da árvore Salvadora Persica, tradicionalmente utilizado para lavar os dentes no Médio Oriente. O plano é expandir a gama de produtos no futuro, de forma a incluir artigos importados, como as escovas de dentes de bambu.

Um dos artesãos cujos produtos estão disponíveis na loja é Basil Abi-Hanna da BA Creations. “O que me impressionou foi a visão do sítio”, contou. “Não é o conceito moderno de se consumirem 1000 garrafas de plástico e de se pensar que, por se reciclar, está tudo bem.”

As facas artesanais de Basil são feitas com madeira proveniente de antigos skates, barcos, entre outros, e em cada uma delas são gravadas as coordenadas do local onde o material foi encontrado.

Árvores que vão ser oferecidas
Foto: Recycle Lebanon/Instagram

Joslin Kehdy tem muitos planos para o futuro da EcoSouk. A ativista quer abrir outra loja e organizar visitas a fabricantes de sabonetes tradicionais e outros produtores locais, que mostrarão aos clientes onde os produtos que compram são feitos.

“Quero colocar o Líbano no mapa [do ambientalismo]”, afirmou.

Cerveja da Guinness

A gigante de bebidas Diageo anunciou que vai remover os anéis de plástico e a película retráctil dos packs de cervejas das suas marcas Guinness, Harp, Rockshore e Smithwick’s, substituindo-os por embalagens recicláveis e biodegradáveis de cartão de origem sustentável.

Estas mudanças chegarão às prateleiras dos supermercados irlandeses em agosto e serão introduzidas no resto do mundo a partir do Verão de 2020.

“Temos trabalhado de forma incansável para tornar as nossas embalagens mais amigas do ambiente e estou muito feliz com este desenlace para a Guinness e para as nossas outras marcas de cerveja”, disse David Cutter, diretor de sustentabilidade da Diageo. Para este projeto, a empresa está a investir 16 milhões de libras esterlinas.

Os anéis de plástico são usados para juntar as latas das bebidas há mais de 50 anos, mas foram identificados, no final da década de 70, como uma forma particularmente perigosa de lixo marinho para a fauna selvagem, que pode ficar presa neles e asfixiar.

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos. As estimativas apontam para que a quantidade de plástico no mar possa triplicar no espaço de uma década.

No ano passado, a Carlsberg anunciou planos para reduzir o seu uso de plástico, incluindo a substituição dos anéis deste material por cola reciclável. A marca de cerveja Corona também está a testar uns anéis feitos de fibras biodegradáveis de origem vegetal.
Gelado vegan do Aldi

Gelados vegans de preparado de tremoço e chocolate – Made with Luve (Aldi) (250g)

Ingredientes: água, glicose, 12% de preparado de tremoço (água, isolado de proteína de tremoço), açúcar, gordura de coco parcialmente hidrogenada, 7% pepitas de chocolate (açúcar, pasta de cacau, cacau magro, manteiga de cacau, xarope de glicose, emulsionante: lecitina de girassol), 3% de cobertura de chocolate (pasta de cacau, açúcar, manteiga de cacau, emulsionante: lecitina de girassol; extrato de baunilha-Bourbon), cacau em pó, aroma natural de baunilha, emulsionante: Mono e diglicéridos de ácidos gordos (colza); espessantes: farinha de sementes de alfarroba (E 410), goma de tara; sal.


Existem outros três sabores: baunilha, bolacha e cacau ou bolacha e caramelo.

O melhor:
São deliciosos;
Excelente consistência (igual aos gelados tradicionais de leite);
São 100% vegetais (aptos para vegetarianos e vegans);
Não têm lactose;
Levam proteína de tremoço e não são à base de soja (para quem é alérgico);
Não são muito doces.

O pior:
São caros.

Preço: 3,79€ (Aldi)

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Lobo

Os lobos estão de volta aos Países Baixos, depois de uma ausência de 140 anos, segundo apontam as observações de cientistas holandeses.

Após séculos de perseguição, os predadores têm regressado gradualmente a vários países europeus, incluindo a Dinamarca e a Bélgica.

Desde 2015 que são avistados lobos ocasionalmente nos Países Baixos. Contudo, acreditava-se que seriam animais que tinham atravessado temporariamente a fronteira da Alemanha, voltando depois para este país, conta a BBC.

As organizações FREE Nature e Wolven in Nederland têm acompanhado os movimentos de duas fêmeas no parque nacional De Hoge Veluwe, analisando as suas pegadas e dejetos. Os dados recolhidos confirmaram que pelos menos uma das fêmeas se estabeleceu no país há seis meses.

Como também foi avistado um macho na zona, a formação de uma alcateia poderá estar para breve. O ecólogo Roeland Vermeulen acredita que o país tem espaço para 22 alcateias, cada qual com 5 a 8 animais.

O regresso do lobo tem dividido opiniões na Europa. Se os conservacionistas o veem como excelentes notícias, os criadores de gado queixam-se de um crescente número de ataques.

Em França, por exemplo, onde o predador regressou em 1992, através da Itália, e se tem multiplicado, já há cerca de 12 mil relatos de ataques a ovelhas e cabras.

O ecólogo Hugh Jansman, da Universidade holandesa de Wageningen, acredita, no entanto, que o ecossistema local beneficiaria com a presença dos lobos, explicando que a ausência de predadores levou à sobrepopulação de animais, como veados e javalis, na zona.
Poster contra barragem de Fridão

O governo anunciou hoje, 16 de abril, que a barragem de Fridão não vai ser construída. "A decisão está tomada. Ela não irá ser construída", afirmou João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente.

"Há outras formas de poder gerar a mesma eletricidade com investimento menor e impacto ambiental menor", sendo assim "o Estado não encontra motivos para que Fridão seja construído", declarou o ministro.

Matos Fernandes explicou que "houve uma manifestação de desinteresse neste projeto por parte da EDP", o que contribuiu para a decisão do Governo de não autorizar a barragem.
A decisão tinha como prazo limite o dia 19 de abril.

Relativamente ao valor que a EDP pagou pela concessão do Fridão, 218 milhões de euros que reverteram para os cofres do Estado, o ministro afirmou que "o Estado acredita que não há razões para a restituição de qualquer montante".

Outros dois projetos do plano nacional de barragens acabaram também por não avançar: do Alvito (EDP) e Girabolhos (Endesa).
Saco de plástico

O Governo da Tanzânia anunciou que vai proibir a produção, importação, venda e uso de sacos descartáveis de plástico para ajudar a travar a poluição causada pelos resíduos não biodegradáveis.

Segundo o primeiro-ministro tanzaniano, Kassim Majaliwa, a proibição entrará em vigor já em junho.

“Estamos a tomar estas medidas para proteger a saúde do nosso povo, dos animais e das infraestruturas contra os danos provocados pelos resíduos não biodegradáveis”, disse Kassim Majaliwa, citado pelo jornal queniano Daily Nation.

Com a medida, a Tanzânia juntar-se-á a mais de 60 países que já introduziram taxas e restrições à utilização de sacos de plástico de uso único, incluindo a Coreia do Sul, o Peru e o vizinho Quénia. Este último adotou a lei mais dura do mundo relativa aos sacos plásticos, chegando ao ponto de punir os seus utilizadores com multas e penas de prisão.

Todos os anos, pelo menos oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, matando e ferindo inúmeros animais marinhos.
Foto: Ocean Conservancy
Tartaruga

Uma tartaruga em risco de extinção regressou do mar para pôr ovos na praia e, em vez de areia, encontrou uma pista de aterragem, na ilha de Maafaru, nas Maldivas.

A imagem tem sido partilhada nas redes sociais e tornou-se viral.

"Apesar da construção da pista de aterragem, a frequência com que as tartarugas visitam este local não diminuiu”, explicaram as autoridades da Ilha de Maafaru.
Estas tartarugas chegam a percorrer milhares de quilómetros até chegaram ao local de desova.

As Maldivas são um destino cada vez mais procurado pelos turistas.



Foto: Adam Nasym/Twitter
Marta numa jaula

A última quinta de produção de peles da Alemanha, localizada em Rahden, cessou as suas atividades.

Durante uma das inspeções regulares à propriedade, as autoridades constataram que já não havia animais nas jaulas, contou Sabine Ohnesorge, porta-voz do distrito de Minden-Lübeck.

“Já não há animais nas gaiolas da quinta”, confirmou Fabian Steinecke, da organização de defesa dos direitos dos animais Deutsches Tierschutzbüro.

Em 2017, a Alemanha adotou uma lei que estabeleceu normas mais rigorosas para a criação de animais para a produção de peles, tornando a atividade essencialmente inviável para os produtores. A lei previa um período de transição de cinco anos (até 2022), mas as quintas acabaram por fechar portas antes dessa data.

A notícia do fim de atividade da quinta de Rahden surgiu pouco tempo após a divulgação de um vídeo da Deutsches Tierschutzbüro, que mostrou as condições de vida das cerca de 4000 martas que lá viviam, confinadas em “jaulas degradadas, (…) sujas e negligenciadas”, de acordo com o jornal alemão Tagesspiegel.

Numa entrevista, o produtor queixou-se das inspeções frequentes – e muitas vezes inesperadas – do governo e da pressão exercida pelos ativistas dos direitos dos animais e pelo público para que encerrasse o seu negócio, contou a PETA.

Há cada vez mais países a aderirem ao movimento "fur-free". Em 2018, a Noruega, a Bélgica e a República Checa foram alguns dos países que se comprometeram a pôr fim à criação de animais para a utilização das suas peles. Depois de um período de transição de 10 anos, também entrou em vigor, na Sérvia, a proibição desta prática.

Os animais das quintas de produção de peles passam as suas vidas em jaulas de dimensões reduzidas e são abatidos com recurso a métodos que visam não danificar a sua pele, como o gaseamento e a eletrocussão.
Foto: Dzīvnieku brīvība/Flickr

Oryza Guest House

O Oryza Guest House & Suites juntou-se ao UniPlanet para criar uma horta partilhada.
O Oryza é um projeto de alojamento local situado a 5 minutos do centro de Coimbra, na Quinta de Magarrufe em Bencanta.

O projeto Oryza conta a história de uma quinta familiar ligada à produção de arroz no Mondego.
Hoje, reforça o seu conceito City&Nature com este projeto partilhado com o UniPlanet querendo trazer pessoas da cidade para a sua quinta para que possam produzir os seus alimentos 100% biológicos e desfrutar de bons momentos na criação da sua própria horta.

Para se juntar a nós neste projeto, preencha este formulário.

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