Cotonetes

A partir de julho de 2020, a venda de palhinhas, pratos, talheres, palhetas para o café, copos e cotonetes de plástico vai ser proibida em Portugal. O Governo pretende assim antecipar em seis meses o que é definido pela diretiva europeia de acabar com a venda destes descartáveis de plástico até janeiro de 2021.

Os restaurantes, os cafés e outros estabelecimentos públicos não poderão utilizar este tipo de artigos. A medida já está a ser aplicada em toda a administração pública.
Outra meta do Governo passa por garantir que até 1 de janeiro de 2021 as garrafas de plástico vão ter tara retornável.
Fralda descartável

Vanuatu, um país insular do Pacífico Sul, vai proibir as fraldas e outros artigos descartáveis a partir de 1 de dezembro para lutar contra este tipo de poluição.

A medida vai incluir copos e talheres de plástico, assim como o poliestireno, palitos de plástico e outros tipos de embalagens para alimentos.

Ralph Regenvanu, o ministro das Relações Exteriores, explicou que um estudo demonstrou que as fraldas descartáveis são o objeto mais comum no lixo doméstico da capital do país.
"Proibi-las reduzirá consideravelmente a quantidade de resíduos plásticos", afirmou.
Lixo na Malásia

POR JORGE SÁ | 21 de fevereiro de 2019, 21:00

A Malásia é uma das nações que mais plástico importa em todo o globo, recebendo o lixo que os outros países não desejam. Mas há uma pequena cidade, Jenjarom, que está a pagar o preço de estar mergulhada em 17 mil toneladas de lixo.

Em 2017, as autoridades chinesas decidiram deixar de importar plástico oriundo de outras nações. Em apenas um ano, o país liderado por Xi Jinping tinha recebido, aproximadamente, sete milhões de toneladas de plástico.

Sem lugar no maior país da Ásia Oriental, o lixo, na sua maioria proveniente do Japão, Reino Unido ou dos Estados Unidos da América, foi encaminhado para a Malásia e Jenjarom foi a eleita para receber o presente envenenado.

A proximidade com o porto de Klang, no estreito de Malaca, fez de Jenjarom o local ideal. Segundo números da BBC, só entre fevereiro e julho de 2018, Jenjarom recebeu 754 mil toneladas de lixo.

A desmedida quantidade de lixo que, de um momento para o outro, apareceu naquela cidade foi recebida como uma oportunidade de negócio e foi o ponto de partida para a eclosão de várias fábricas ilegais de reciclagem. Só naquele distrito, de acordo com dados das autoridades locais, eclodiram 33.
As autoridades já terão encerrado algumas fábricas ilegais. Não obstante, 17 mil toneladas de plástico permanecem lá.

Lixo na Malásia

Lixo na Malásia

Lixo na Malásia

Fotos: EPA
Internet

O Conselho da União Europeia aprovou, hoje, a nova diretiva de direitos de autor, numa reunião do Comité de Representantes Permanentes da União Europeia (COREPER).

A Holanda, Finlândia, Luxemburgo, Itália e Polónia votaram contra pois entendem que “a diretiva não estabelece o equilíbrio necessário entre a proteção dos titulares de direitos e os interesses dos cidadãos e das empresas na UE”. Segundo estes países a nova lei vai “dificultar a inovação em vez de a promover”.
Portugal votou a favor.

Existem dois artigos polémicos na diretiva: o 11º e o 13º. O artigo 11º prevê um pagamento na partilha de ‘links’ ou de referências de publicações da imprensa e o artigo 13º prevê que todas as plataformas online tenham de criar filtros para controlar o material que é carregado nas plataformas pelos seus utilizadores. Estão excluídas as plataformas com um volume de negócios anual inferior a 10 milhões de euros (micro e pequenas empresas segundo o documento), tenham menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam ‘online’ há menos de três anos.

Falta agora a aprovação do Parlamento Europeu, o que deverá ocorrer até meados de abril.
Leoa

Um jardim zoológico de Gaza removeu as garras a uma leoa de 14 meses de forma a permitir que as crianças pudessem brincar com ela.
As garras da leoa foram retiradas com uma tesoura enquanto o animal estava sob efeito de tranquilizantes.

“Tendo em conta que a amputação não foi feita num meio controlado e higiénico, o risco de infeção é muito elevado”, afirmou um dos responsáveis da associação Four Paws.

O veterinário do jardim zoológico disse que com este procedimento o estabelecimento apenas "quer trazer sorrisos às crianças". "Queremos aumentar a felicidade das crianças enquanto aumentamos o número de visitantes do parque", explicou.



Palhinhas de massa

A Palhinha é uma marca portuguesa de palhinhas feitas de massa, que são uma alternativa às de plástico.

O UniPlanet falou com os criadores da Palhinha, que nos apresentaram este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a marca Palhinha? Porque escolheram a massa comestível como material para as vossas palhas?

A ideia de arranjar uma alternativa às palhinhas de plástico nasce há cerca de 5 anos, quando numa conversa a minha mulher diz que se devia utilizar um produto não prejudicial ao ambiente para substituir as mesmas. Ainda não havia esta preocupação tão generalizada do problema do plástico, mas comecei a "olhar" para o produto.

Depois de avaliar o mercado, perceber quem são os verdadeiros consumidores, os reais problemas das palhinhas de plástico, que alternativas é que existiam, acabei por identificar a palhinha de massa como o produto que responde melhor à questão ambiental, à questão de custo e à questão de qualidade.

Ou seja, a palhinha de massa como produto foi escolhida por ser o produto que apresenta a melhor relação para o consumidor final (não deixa nem tem sabor, dura mais de 1 hora na bebida); que apresenta a melhor relação para os grandes consumidores deste tipo de produto, ou seja, os cafés, restaurantes e hotéis (porque para além de deixar os seus clientes satisfeitos, tem um custo perfeitamente aceitável para os mesmos) e que apresenta a melhore relação para o ambiente (é um produto biodegradável, que ao fim de 3 ou 4 dias se decompõe naturalmente, ou então que pode ser comido).



Palhinhas de massa


UP: Que razões dariam às pessoas para deixarem de usar palhinhas de plástico?

Nós arrancámos com uma resposta para as palhinhas de plástico, mas temos a ambição de ir mais longe. Como tal, aquilo que dizemos às pessoas não se centra apenas neste produto, mas sim no plástico em geral.

Ao contrário do que muito se escreve nas redes sociais, o problema não é o plástico. O problema está em cada um de nós na forma como utilizamos o plástico. Está na consciência de cada um alterar hábitos, recusar produtos de plástico sempre que possível, reutilizar produtos (de plástico ou não) sempre que possível vezes e vezes sem conta e, no fim de vida destes produtos, termos o cuidado de os colocar no sitio certo para serem reciclados e poderem entrar novamente na cadeia produtiva.

Deixar de usar uma palhinha de plástico é algo que temos todos que deixar de fazer porque é de nossa responsabilidade perceber que é um produto que sai muito facilmente do circuito de reciclagem e não podemos desculpar-nos com esse facto.



UP: Onde podemos encontrar a Palhinha à venda?

O principal ponto de venda da Palhinha é no nosso website, mas já se consegue comprar em algumas mercearias (para consumidor final) e em alguns distribuidores (para cliente empresarial).


Peixe dentro de um saco

Nat Senmuang estava a mergulhar com os seus amigos, quando descobriu um peixe preso dentro de uma embalagem de plástico transparente no mar, perto de Phuket, no sul da Tailândia.

A professora de mergulho filmou o momento em que segurou no saco e ajudou o pequeno peixe, que já estava com dificuldade em respirar, a libertar-se. Sem esta intervenção, o animal teria sufocado e acabado por morrer afogado.

Nat conta que já viu muitos animais marinhos afetados e mortos pela poluição por plástico, durante os seus mergulhos no mar das Andaman.

Tenho visto a cidade ficar cada vez mais poluída com o aumento do número de visitantes tailandeses e estrangeiros. O lixo tornou-se cada vez mais perigoso para muitas vidas no oceano”, disse.

“Quero que todos tenham mais consideração pelas outras criaturas [e que o mostrem] colocando o lixo no contentor, em vez de o espalharem pela praia. Estes animais encantadores ficarão extintos por nossa causa, a não ser que mudemos os nossos hábitos”, afirmou a mergulhadora.

Monda térmica

A Câmara Municipal de Setúbal adquiriu um equipamento de monda térmica para remoção de infestantes em espaços urbanos, energeticamente eficiente e que funciona sem recurso à utilização de quaisquer produtos químicos.

O novo equipamento, comparticipado em 50 por cento pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Transição Energética, constitui uma alternativa inovadora para remoção de ervas infestantes em zonas urbanas, neste caso através de tratamento térmico.

A aquisição do equipamento de monda térmica enquadra-se na estratégia ambiental promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, que, nos últimos anos, tem promovido, adotado e implementado um conjunto de medidas ambientalmente sustentáveis para o controlo de infestantes.

Neste sentido, a autarquia tem abandonado a utilização dos convencionais produtos fitofarmacêuticos e adotado alternativas para a execução deste serviço, nomeadamente a um controlo de ervas infestantes por via mecânica, como roçadeiras e, agora, também por via térmica.

Numa primeira fase, o equipamento de monda térmica está em utilização no território azeitonense e complementa o trabalho regular dos serviços da Junta de Freguesia de Azeitão em matéria de controlo de ervas infestantes em calçadas e noutros locais do espaço público.

Posteriormente, a Câmara Municipal de Setúbal prevê a utilização deste novo equipamento de monda térmica, totalmente elétrico, nas outras freguesias do concelho, concretamente São Sebastião, Sado e Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra e também na União das Freguesias de Setúbal.

Monda térmica

Monda térmica
Abelhas na equinácea

A aquisição de alimentos biológicos e a pressão sobre os governos para que estes restrinjam o uso de pesticidas nas explorações agrícolas convencionais são algumas das formas como as pessoas podem contribuir para travar o declínio das populações de insetos no mundo, defendem cientistas e ambientalistas.

A agricultura intensiva e a forte utilização de pesticidas estão entre as principais causas deste declínio, que ameaça provocar um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza” devido ao papel de crítica importância que os insetos desempenham na cadeia alimentar, polinização e saúde do solo, concluiu um estudo recente.

“Trata-se definitivamente de uma emergência”, avisou o professor Axel Hochkirch, presidente do Subcomité de Conservação de Invertebrados da UICN. “É um problema real, global e dramático.”

Quando compramos comida biológica, garantimos que a terra é usada de um modo menos intensivo”, disse o cientista ao jornal britânico The Guardian. “Existem muitos estudos que mostram que a agricultura biológica é melhor para os insetos do que a intensiva. É perfeitamente lógico.”

Os nossos quintais também podem ajudar as populações de insetos em declínio. “Em vez de cortarmos a relva a cada duas semanas, [podemos] cortá-la uma vez por ano, o que é geralmente suficiente. Também é importante semear plantas nativas da zona”, explicou Axel Hochkirch.

Um estudo de 2018 revelou que a presença de plantas não indígenas nos jardins os torna em “desertos alimentares” para os insetos e para as aves.

“Não utilize fertilizantes ou pesticidas”, continuou o cientista. “Os fertilizantes são um grande problema por causa da vegetação densa que originam e que se traduz no declínio de todas estas espécies que necessitam de áreas [com vegetação] mais dispersa.”

Algumas espécies de insetos – incluindo o pequeno número que prejudica os seres humanos – estão a resistir ao declínio global. “Aqueles que nos estão mesmo a afetar não estão a sofrer declínios, como os mosquitos, que estão a alastrar-se para outros países e a propagar doenças. Estão adaptados aos ambientes humanos e também se propagam com as atividades antrópicas.”

O professor acredita que a reforma dos enormes subsídios públicos concedidos à agricultura intensiva é uma das principais medidas a tomar para ajudar os insetos. “Esta é a maior ameaça à maioria das espécies. Só pode ser abordada com a atuação no plano político”, disse. “Não é o agricultor que tem a culpa, é o sistema. O agricultor tem de se adaptar aos regimes de pagamento da União Europeia, dos Estados Unidos ou seja de onde for.”
Roundup

Uma nova análise científica do potencial cancerígeno dos herbicidas à base de glifosato revelou que as pessoas que estão altamente expostas a estes pesticidas têm um risco acrescido de 41% de contrair linfoma não-Hodgkin, um tipo de cancro no sangue.

O glifosato, o princípio ativo do Roundup da Monsanto, é um dos herbicidas mais usados no mundo, mas a sua utilização está marcada por controvérsias desde que a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial da Saúde (OMS) o classificou como “provavelmente cancerígeno” em 2015.

Os autores do novo estudo concluíram que os indícios “sustentavam uma ligação convincente” entre a exposição aos herbicidas baseados em glifosato e um risco acrescido de linfoma não-Hodgkin (LNH), embora tenham pedido prudência na interpretação dos valores de risco estimados.

“Esta investigação apresenta a mais atual análise do glifosato e a sua relação com o linfoma não-Hodgkin, incorporando um estudo de 2018 com mais de 54 mil pessoas que trabalham como aplicadores registados de pesticidas”, disse Rachel Shaffer, coautora do estudo e investigadora da Universidade de Washington. “Estes resultados estão em linha com a avaliação da Agência Internacional para a Investigação do Cancro.”

A Monsanto e a sua proprietária alemã, a Bayer, enfrentam mais de 9000 processos, nos Estados Unidos, por causa dos alegados efeitos cancerígenos dos seus herbicidas à base de glifosato.

Em agosto do ano passado, o primeiro veredicto sobre a questão foi unânime contra a Monsanto, que vai recorrer da decisão do tribunal. O próximo julgamento, que envolve outro queixoso, começará no dia 25 de fevereiro.

Roundup

As descobertas do novo estudo contradizem as conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), que declarou o herbicida seguro em 2017.

Lianne Sheppard, coautora da nova análise e professora da Universidade de Washington, foi consultora científica da EPA sobre o glifosato e integrou um grupo de conselheiros que acusaram a agência de não ter seguido os protocolos científicos devidos ao chegar a esse parecer. “Foi bastante óbvio que eles não seguiram as suas próprias regras”, disse a cientista. “Há provas de que é cancerígeno? A resposta é sim.”

A Monsanto/Bayer afirma que não existe nenhuma investigação científica legítima que demonstre uma associação definitiva entre o glifosato e o LNH ou qualquer outro tipo de cancro. A empresa defende que o parecer da EPA de que “não era provável” que o glifosato causasse cancro é sustentado por centenas de estudos e que a nova análise “não apresenta quaisquer elementos de prova cientificamente válidos que contradigam estas conclusões”.

O novo trabalho de investigação foi realizado por cientistas da Universidade de Washington, da Universidade de Califórnia em Berkeley e da Escola de Medicina Icahn do Hospital do Monte Sinai (em Nova Iorque).

Três dos cinco autores foram selecionados, em 2016, pela EPA, como membros de um painel de aconselhamento científico sobre o glifosato. O estudo foi publicado na revista científica Mutation Research/Reviews in Mutation Research, cujo chefe de redação é David DeMarini, cientista da EPA.

Para a análise, os investigadores examinaram estudos epidemiológicos publicados entre 2001 e 2018, centrando-se nos grupos de pessoas mais expostos ao glifosato. Ao fazerem isto, quiseram reduzir a probabilidade de os resultados serem influenciados por fatores de confusão. Isto é, se não existisse uma verdadeira relação entre o glifosato e o cancro, então os indivíduos altamente expostos a este produto não deveriam registar taxas significativas de desenvolvimento de cancro.

Para além dos estudos sobre o impacto do glifosato em pessoas, os investigadores também analisaram estudos realizados em animais.

“Juntas, todas as meta-análises realizadas até à data, incluindo a nossa, assinalam de forma consistente a mesma constatação: a exposição a herbicidas baseados em glifosato está relacionada com um risco acrescido de LNH”, concluíram os autores.

“A nossa análise focou-se em responder da melhor forma possível à questão de saber se o glifosato é ou não cancerígeno”, disse Lianne Sheppard. “Como resultado desta investigação, estou ainda mais convencida de que é.”