O futuro das joias: ouro e prata reciclados

O futuro das joias: ouro e prata reciclados

10 de Janeiro, 2022 0

A mineração está muitas vezes associada a trabalho infantil e a outros problemas sociais e ambientais. Sabia que para fazer uma aliança de ouro são produzidas em média 20 toneladas de resíduos? Por estas razões estão a aparecer no mercado marcas sustentáveis que utilizam ouro e prata reciclados e até diamantes produzidos em laboratório.

As emissões anuais do mercado global de ouro são equivalentes a cerca de 126 milhões de toneladas de CO2, sendo que mais de 30% desse volume vem diretamente da mineração e da fundição, de acordo com o Conselho Mundial do Ouro. Uma das emissões mais significativas desta indústria é o cianeto, que pode levar à contaminação de águas subterrâneas.

O ouro reciclado é obtido depois de se derreter joias antigas para se produzir peças novas e de alta qualidade, poupando-se assim a natureza da extração de novas matérias-primas.

A Kimai é uma marca que produz diamantes em laboratório e utiliza ouro reciclado nas suas joias, que são usadas, por exemplo, por Meghan Markle, Beyoncé ou Cardi B.

 

 

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Em Portugal, Inês Sousa, uma jovem de 21 anos, criou a Quinlan, uma marca de joalharia que usa ouro e prata reaproveitados e reciclados. O objetivo era criar joias portuguesas, sem desperdícios, prejuízo para o ambiente e através de uma produção com responsabilidade social. As embalagens onde são entregues as peças são feitas à mão com materiais reciclados.

 


 

A marca Cled em vez de pedras preciosas, utiliza vidro reciclado.

A marca australiana Cash Converters, especializada na compra e venda de bens em segunda mão, apresentou em 2021 em Portugal uma coleção própria de joias, feita com ouro reciclado. Até novembro de 2021, a marca reutilizou mais de 190 quilogramas de metais preciosos na Península Ibérica, com o objetivo de promover a economia circular.

A Pandora, o maior fabricante de peças de joalharia do mundo, tem planos de suspender o uso de ouro e prata recém-extraídos e usar apenas metais preciosos reciclados.

“Os metais extraídos há séculos atrás são tão bons quanto os novos”, afirmou Alexander Lacik, CEO da Pandora. “A necessidade de [adotarmos] práticas de negócio sustentáveis torna-se cada vez mais importante.”

Segundo esta marca, a transição para metais preciosos reciclados reduzirá as emissões de carbono em dois terços para a prata e em mais de 99% para o ouro. Um dos principais benefícios para o ambiente é a redução considerável do uso de água como resultado da diminuição da mineração, explica a empresa.

A Pandora diz que atualmente usa 71% de ouro e prata reciclados na produção. Cerca de 15% da prata mundial é proveniente de fontes recicladas.

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