Lagosta e caranguejo sentem dor, não devem ser cozidos vivos

Lagosta e caranguejo sentem dor, não devem ser cozidos vivos

25 de Novembro, 2021 0

Um relatório, pedido pelo Governo britânico, sobre moluscos e crustáceos, reconheceu que animais como o polvo, o caranguejo e a lagosta são seres vivos capazes de sentir dor ou sofrimento e que devem ser protegidos pelas novas leis de bem-estar animal do país. Indica também que não devem ser cozidos vivos, recomendando melhores práticas para o seu transporte, atordoamento e abate.

Estes animais não eram vistos como seres capazes de sentir por serem invertebrados, embora o seu sistema nervoso seja complexo. Os cientistas ingleses pedem o fim de práticas comerciais e culinárias dolorosas. Recomendam o fim da “decapagem, corte, ablação ocular, venda de crustáceos decápodes vivos a manipuladores sem formação e não experientes”, assim como “fervura ao vivo sem atordoamento”.

documento denomina-se “Revisão das evidências de sensibilidade em moluscos cefalópodes e crustáceos decápodes” e resultou de uma análise realizada por especialistas da Escola de Economia e Ciência Política de Londres que teve em conta 300 estudos científicos, para avaliar as evidências de senciência (capacidade de ter sensações ou impressões).

Os peritos encontraram evidências “substanciais”, “fortes” e “muito fortes” de que os cefalópodes (como polvos, lulas e chocos) e os decápodes (caranguejos, lagostas e lagostins) são seres sencientes, uma vez que são capazes de percecionar o que lhes acontece.

“O projeto de lei de bem-estar animal fornece uma garantia crucial de que o bem-estar animal é corretamente considerado no desenvolvimento de novas leis. O atual conhecimento científico deixa claro que os decápodes e cefalópodes podem sentir dor e, portanto, é justo que sejam cobertos por esta legislação vital”, afirmou, em comunicado, Lord Zac Goldsmith, o ministro do Bem-Estar Animal.

A proposta, que não é ainda lei, prevê a criação de um Comité de Senciência Animal, que emitirá relatórios sobre como as decisões do governo levam em consideração o bem-estar dos animais sencientes e é parte de um plano de ação governamental mais amplo para o bem-estar animal.

Na Suíça, Noruega, Áustria e Nova Zelândia já é proibido colocar-se uma lagosta viva ou um polvo vivo dentro de uma panela a ferver. Nos Estados Unidos da América, cozer uma lagosta viva é ilegal desde 1999.

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