O método tem inspiração no trabalho do botânico japonês especialista em ecologia vegetal Akira Miyawaki.

Floresta

POR JORGE SÁ | 16 de novembro de 2020, 20:45

As florestas de Miyawaki podem tornar-se ecossistemas maduros em apenas 20 anos. Tratam-se de mini-florestas cujo nascimento ocorre mediante a plantação de entre três a cinco sementes, por metro quadrado, utilizando-se variedades nativas adaptadas às condições locais, sendo que são plantadas 30 ou mais espécies a fim de recriar uma floresta natural. Segundo os defensores do método, o resultado são ecossistemas complexos perfeitamente adequados às condições locais que melhoram a biodiversidade, crescem rapidamente e absorvem mais CO2.

O método tem inspiração no trabalho do botânico japonês especialista em ecologia vegetal Akira Miyawaki, que descobriu que as áreas protegidas ao redor de templos, santuários e cemitérios no Japão possuíam uma grande variedade de vegetação nativa que coexistia para produzir ecossistemas resilientes e diversos.

As florestas urbanas trazem muitos benefícios para as comunidades, além do impacto na biodiversidade. Os espaços verdes ajudam a melhorar a saúde mental, reduzem os efeitos nefastos da poluição do ar e são importantes na regulação do fenómeno das ondas de calor nas cidades. É o potencial para auxiliar a combater as mudanças climáticas que faz das florestas de Miyawaki uma opção bastante atrativa para muitos ambientalistas. Crê-se que florestas novas ou restauradas possam remover até dez gigatoneladas de CO2 até 2050.

Todavia, diversos grupos de conservação salientam que as florestas de Miyawaki não devem ser vistas como uma alternativa para proteger as florestas nativas existentes. Para eles, áreas arborizadas pequenas e desconectadas nunca poderão substituir as grandes extensões florestais que são fulcrais para a vida de tantas espécies.

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