O UniPlanet falou com Norton de Matos, mentor do Greenfest, para ficar a conhecer melhor este projeto.

Pedro Norton de Matos

Pedro Norton de Matos é um eterno apaixonado pela fauna e pela flora, privilegiando a harmonia com a natureza, onde "nada se perde e tudo se transforma". Economista de profissão, acredita na circularidade da Economia e que o modelo de prosperidade passa pela interdependência com as áreas Ambiental e Social.

O UniPlanet falou com Norton de Matos, mentor do Greenfest, para ficar a conhecer melhor este projeto.


UniPlanet (UP): Para quem ainda não conhece, quer apresentar-nos o Greenfest?

É um Movimento de Sustentabilidade, suportado numa plataforma presencial e online onde se partilham boas práticas ambientais e de impacto social, em interdependência com a dimensão económica. São diversos os públicos-alvo e grupos etários.


UP: Que projetos vão estar presentes nesta edição?

São projetos muito diversos, com linguagens e processos orientados para diferentes públicos-alvo. O tema central é a Retoma Sustentável e a tríade Ecologia, Economia e Saúde estará em foco.
Conferências, workshops, música, teatro, saúde e bem-estar são muitas das áreas abrangidas pelos projetos.



Banca


UP: Que marcas vamos poder encontrar no Mercadinho Sustentável?

Vai depender do número de expositores presenciais que possam estar representados devido às restrições sanitárias em vigor nas datas do festival. Na dimensão digital, teremos marcas eco dos sectores têxtil, calçado, artesanato, higiene, cosmética, comércio justo, impacto social, etc.


UP: Quais são as principais dificuldades que enfrentaram a organizar um evento desta natureza em plena pandemia da covid-19?

O planeamento é feito em clima de grande incerteza e as mudanças de trajetória têm sido frequentes, sobretudo querendo manter um evento híbrido, com as dimensões presencial e digital.


Pedro Norton de Matos


UP: Quais são as três razões porque não devemos faltar ao Greenfest?

Desde logo pela dupla possibilidade de marcar presença físico/presencial e/ou online numa plataforma atrativa. É uma grande oportunidade de conhecer:
  1. Projetos inovadores e inspiradores;
  2. Debater temas de interesse individual e comunitário;
  3. Cada um de nós poder exercer a sua cidadania ativa e responsável.


UP: Acredita que a economia e a sustentabilidade vão um dia caminhar lado a lado?

A Economia é um dos três pilares do conceito de Sustentabilidade. Com efeito, a Sustentabilidade valoriza a interdependência entres as áreas Ambiental, Social e Económica.
A Economia “verde”, circular e regenerativa está intimamente ligada à definição de sustentabilidade.



Banca


UP: Para terminar, quer deixar algumas dicas para quem quer seguir um estilo de vida mais sustentável e deixar o planeta melhor do que o encontrou?

O comportamento no dia a dia pode e deve refletir uma postura de cidadania ativa e responsável. Cada um de nós é um potencial agente de transformação e pode na sua casa, emprego, bairro, cidade, país, comunidades onde se insere, dar exemplos que tenham um impacto ambiental e socialmente positivo. Começamos logo em casa com os hábitos alimentares, produtos de higiene e limpeza, separação e valorização de resíduos, consumo de água, etc., etc….depois os transportes e…..todo o nosso quotidiano.



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1 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. A exemplo da garrafinha para água da EPAL: tudo muito "in", aliás visível no vídeo da Greenfest. Tudo tão "levemente sustentável", quer no trabalho quer no bairro, como se a maioria dos portugueses tivesse a mais leve possibilidade - tanto no emprego como no sítio de morada - de se empenhar em alguma mudança. Seria bom dar a conhecedor quais os empresários que convocam os funcionários à mudança, a começar pela tão badalada economia circular, através da participação nos lucros - se é circular, não que seja o investidor inicial a levar sempre a "fatia do bolo" para casa. Por outro lado, o modelo socio-laboral dos portugueses não lhes deixem tempo "físico" nem capacidade interior para nas poucas horas que dispõem para si se dedicarem às célebres mudanças no seu local da habitação ou, ainda, a projectos cívicos de alteração sócio-ambiental. Mudem-se os espectros desmobilizadores do modelo de vida actual: a falta de direito ao lazer (e neste momento dito de pandemia não faltam exemplos de abuso, de ordem política e de desregularização laboral), a impossibilidade de acesso a bens culturais, o desinteresse político e das entidades patronais promoverem mudanças dos padrões que regem a vigência de um apelo constante ao consumo, para que se justifique a produção frenética que, por si, sustenta a "organização do Estado" com impostos, taxas e tachinhos, não deixando espaço à Vida, ao usufruto do quotidiano... Para terminar: quais os operários das têxteis do concelho de Braga poderiam pagar aquele cursinho de meditação em Tibães?
    comunidade grão de mostarda

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