A apanha mecânica noturna em olivais superintensivos provoca de "forma significativa a mortalidade de aves".

Oliveira

A apanha mecânica noturna em olivais superintensivos provoca de "forma significativa a mortalidade de aves" informou hoje, 6 de julho, o Ministério do Ambiente e Ação Climática baseando-se num estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) a pedido do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

As principais confederações de agricultores: a Confederação Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), a Casa do Azeite, e a Associação dos Olivicultores do Sul, concordaram em suspender esta prática na próxima campanha da azeitona (de outubro a março).

O ICNF vai intensificar as ações de fiscalização entre outubro deste ano e março de 2021 "no sentido de assegurar que não ocorre qualquer prática que possa promover a mortalidade de aves, designadamente a apanha noturna de azeitona".

Estão previstas também multas. O ministério do ambiente promete agir em conformidade com a lei e lembra que a perturbação e mortalidade de aves constituem uma infração contraordenacional e penal à legislação em vigor.

Estudos anteriores apontavam para a possibilidade da apanha mecânica noturna em olivais superintensivos matarem entre 70 mil e 100 mil aves por ano, uma vez que as máquinas sugam as azeitonas e, ao mesmo tempo, as pequenas aves que dormem nos ramos das árvores.

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