As termoelétricas a carvão de Sines e do Pego estão paradas.

Torre de linhas elétricas

As termoelétricas a carvão de Sines e do Pego estão paradas. É um recorde que reforça a tese de que Portugal está pronto para descarbonizar o sector elétrico, antes de 2030.

No dia 5 de maio, o país contava já 52 dias sem queimar carvão para produzir eletricidade e de acordo com a associação Zero, isto terá evitado a emissão de 960 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

"Naquilo que constitui um recorde, nos últimos 52 dias (desde 14 de março, inclusive) não se usou carvão em Portugal para produção de eletricidade. Nenhuma das duas centrais térmicas de Sines e Pego esteve a funcionar, sendo que a central de Sines já não produz energia elétrica desde há 100 dias (desde 26 de janeiro, inclusive). Tal conduziu a uma redução inédita e sem precedentes das emissões de gases com efeito de estufa em Portugal", referiu a Zero em comunicado.

Nestes dois últimos meses verificou-se também um aumento de 14,5 pontos percentuais na incorporação de fontes renováveis na produção de eletricidade em comparação com o período homólogo de 2019, passando de 62,6% para 77,1%.

Produzir eletricidade a carvão em Portugal deixou de ser rentável face a alternativas como as centrais de ciclo combinado alimentadas a gás natural (cujo preço baixou com a queda do petróleo). A maior taxação do carvão (que deixou de beneficiar das isenções de ISP que tinha) e o custo das licenças de emissão também contribuem para o menor interesse das termoelétricas a carvão.

A central a carvão do Pego (da Tejo Energia, empresa da Trustenergy e da Endesa) tem o encerramento previsto para 2021, no término do seu contrato de aquisição de energia. A central da EDP em Sines tem o fecho apontado para 2023.

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