Os proprietários destes parques afirmam que, sem as receitas dos visitantes, não têm capacidade para suportar os custos elevados da alimentação destes animais.

Elefante

A crise global no sector do Turismo, provocada pela pandemia da covid-19, está a atingir fortemente a economia tailandesa que depende das visitas dos milhões de turistas que visitam o país. Para além dos empregos extintos na restauração e hotelaria, também os parques de elefantes estão a passar por dificuldades.

Os proprietários destes parques afirmam que, sem as receitas dos visitantes, não têm capacidade para suportar os custos elevados da alimentação destes animais. Nestes parques, os turistas costumam alimentar ou andar de elefante. Veja aqui porque não deve andar nunca de elefante.

“Se não existir nenhum apoio para os manter seguros, os elefantes, entre os quais algumas estão grávidas, vão morrer de fome ou ser postos a mendigar na rua”, disse Lek Chailert, o fundador da Save Elephant Foundation.

Como solução os gestores destes parques equacionam a venda dos elefantes para jardins zoológicos ou colocar os animais ao serviço de empresas madeireiras, uma prática que foi banida em 1989.

Kerri McCrae, responsável pelo santuário Kindred Spirit Elephant, contou que este espaço já recebeu cerca de 70 elefantes desde o início da crise, doados pelos proprietários que não conseguiam suportar as despesas. A alimentação de um elefante, de acordo com o The New York Times, pode chegar aos 36 euros por dia que corresponde ao triplo do salário mínimo diário na Tailândia.

Estes parques costumam ser acusados de abuso e maus tratos aos elefantes devido à forma como treinam os elefantes para que os turistas possam andar neles.

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