A dessalinização de água do mar já é usada no abastecimento de água potável em algumas empresas da hotelaria no Algarve.

Algarve

A dessalinização de água do mar já é usada no abastecimento de água potável em algumas empresas da hotelaria no Algarve. Esta solução é utilizada para reduzir o consumo público e poupar recursos ou, noutros casos, por ser a única solução possível.

É o caso do empreendimento Vila Vita Parc, em Porches, Lagoa, que iniciou a dessalinização de água do mar em 2015. Construiu uma estação de dessalinização subterrânea que opera sob um campo de ténis, sem que os hóspedes se apercebam da sua existência. Utilizam essa água para a rega dos espaços verdes e para encher piscinas e já só vão buscar 30% à rede de abastecimento de água.
Por hora, o sistema de dessalinização instalado permite captar 24 metros cúbicos de água do mar, ou seja, 24.000 litros.

A tecnologia da osmose inversa é um processo de purificação da água através de membranas, em que a água salgada é forçada a passar através da membrana, o que remove as partículas de sais e transforma a água do mar em água ‘pura’.

Há 12 anos, que existe uma miniestação de dessalinização de água do mar debaixo de um restaurante na ilha Deserta, em Faro. Tiveram de recorrer a esta solução porque não havia água da rede nem poços de água potável. Utilizaram um ‘kit’ de dessalinização usado em iates e adaptaram-no à instalação do restaurante: para produzir um litro de água potável são necessários cinco litros de água do mar.

A dessalinização de água do mar é, também, uma das propostas do projeto "Culatra 2030 — Comunidade Energética Sustentável".

Contudo, a dessalinização cria resíduos provocados pelo processo químico que retira o sal da água do mar e é preciso pensar-se que destino se pode dar a estes resíduos, a esta solução hipersalina.

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