A Corteva anunciou que vai deixar de produzir o pesticida clorpirifos.

Placa de perigo

A Corteva Inc. – a maior fabricante do mundo de clorpirifos – anunciou que vai deixar de produzir este pesticida até ao final do ano.

O clorpirifos, geralmente vendido sob o nome comercial Lorsban e Dursban, é utilizado em diversas culturas, como os citrinos, o milho, as amêndoas e a vinha, mas tem sido associado a efeitos nocivos para a saúde humana, incluindo danos cerebrais em crianças.

A empresa apontou a diminuição da procura e a redução das vendas como factores por trás da decisão de acabar com a produção, sublinhando a sua convicção de que o produto fitofarmacêutico é seguro.

Nos EUA, o maior mercado da Corteva para o clorpirifos, a procura é inferior a 20% do que era no seu ponto máximo nos anos 90. A empresa antevê que venha a cair ainda mais, com a entrada em vigor de novas restrições, incluindo a proibição na União Europeia e na Califórnia.

A Corteva nasceu da fusão da Dow Chemical e da DuPont e, no ano passado, concluiu o seu processo de separação da DowDuPont, passando a operar como empresa independente.

“O facto de uma figura tão central estar a dizer que vai abandonar a produção é muito importante. É um forte sinal de que as pessoas não querem pesticidas neurotóxicos na sua comida”, disse Marisa Ordonia, do grupo Earthjustice. “Vamos continuar a lutar para garantir que as crianças e os trabalhadores agrícolas estão protegidos.”

No ano passado, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) reverteu os planos apresentados durante a presidência de Barack Obama para proibir a utilização do inseticida em explorações agrícolas.
Foto: Austin Valley/Flickr

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