O King's College, em Londres, é a primeira universidade do mundo a deixar de realizar o teste de Porsolt em ratos.

Rato

O King's College, em Londres, é a primeira universidade do mundo a acabar formalmente com o teste de natação forçada de Porsolt em ratos.

Neste teste, usado para avaliar a eficácia dos medicamentos antidepressivos, os animais são colocados individualmente num recipiente cilíndrico com água, não havendo possibilidade de fuga do mesmo.

No início, os roedores nadam e tentam escalar as paredes internas do cilindro para escapar. Com o passar do tempo, adotam uma postura imóvel, movendo-se apenas o suficiente para manter a cabeça acima da superfície da água.

Os antidepressivos diminuem o tempo de imobilidade (interpretada como um estado de desespero comportamental) do rato durante o teste.

São muitos os críticos da prática, que acreditam que boiar não é um sinal de desistência e depressão, mas sim de que o rato está a aprender a adaptar-se a um novo ambiente e a poupar energia. Também há quem defenda que o teste é um fraco indicador da eficácia de um medicamento para tratar a depressão nos seres humanos.


Vídeo da PETA: O teste de natação forçada em ratos

“Não recorremos ao teste de natação forçada em ratos desde 2015, nem temos qualquer intenção de o fazer no futuro, já que acreditamos que existem melhores testes comportamentais disponíveis que provocam menos stress aos ratos”, explicou um porta-voz do King’s College.

“A PETA congratula-se com o facto de o King’s College London ter escolhido fazer o que está certo, comprometendo-se a deixar de usar este teste cruel”, disse Julia Baines, do grupo de proteção animal. “Instamos outras universidade a seguirem o seu exemplo.”

Nos últimos anos, várias empresas farmacêuticas têm vindo a proibir a prática, incluindo a Pfizer, Johnson & Johnson, Bayer, AbbVie, Roche e AstraZeneca.
Foto: Ärzte gegen Tierversuche

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