A contaminação da água potável nos Estados Unidos por produtos químicos persistentes é muito pior do que se pensava.

Copo de água

A contaminação da água potável nos Estados Unidos por produtos químicos persistentes, chamados de “químicos eternos”, é muito pior do que se pensava, alertou a organização Environmental Working Group (EWG).

Um relatório novo da EWG descobriu alguns dos níveis mais elevados desta poluição em Miami, Filadélfia e Nova Orleães.

As substâncias em questão são conhecidas como polifluoralquil e perfluoralquil, ou PFAS, e são usadas numa variedade de produtos, incluindo impermeabilizantes, frigideiras antiaderentes, embalagens de alimentos e roupas.

Algumas delas foram anteriormente associadas ao cancro, baixo peso à nascença, alterações hormonais e outros problemas de saúde.

“É quase impossível evitar a água potável contaminada por estas substâncias químicas”, disse David Andrews, cientista e coautor do relatório.

Para o estudo, a EWG recolheu amostras de água em 44 lugares espalhados por 31 estados e em Washington D.C. Apenas em Meridian, no estado do Mississípi, que tem poços com 215 metros de profundidade, não foram detetados PFAS.

Seattle e Tuscaloosa foram os únicos locais a apresentar níveis abaixo do limite recomendado pela EWG.

Em média, foram descobertos seis a sete compostos PFAS nos locais examinados. Os efeitos das misturas destes produtos na saúde ainda são pouco conhecidos.


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