Os 36 produtos à base de glifosato deixarão de poder ser utilizados a partir do final de 2020.

Embalagem do herbicida Roundup

A agência francesa de segurança alimentar, ambiental e do trabalho (Anses) anunciou, no dia 9 de dezembro, que vai retirar do mercado 36 produtos à base de glifosato.

Os herbicidas em questão “deixarão de poder ser utilizados a partir do final de 2020”, devido “à insuficiência ou ausência de dados científicos” que permitam excluir eventuais riscos para a saúde, notificou a agência.

A Anses, que se encontra a rever as autorizações de comercialização dos 69 produtos à base de glifosato disponíveis no mercado francês, também rejeitou os pedidos de autorização para quatro novos produtos com esta substância ativa.

O glifosato é um dos herbicidas mais usados no mundo, mas a sua utilização está marcada por controvérsias desde 2015, altura em que Agência Internacional para a Investigação do Cancro da OMS o classificou como “provavelmente cancerígeno”.

Apesar de a União Europeia ter, em 2017, renovado por cinco anos a licença de utilização deste herbicida, vários países europeus têm vindo a restringir o seu uso, incluindo a Áustria, a Alemanha e a Bélgica.

A lista dos produtos que serão retirados do mercado em França inclui várias versões do pesticida Roundup, assim como outros produtos da Bayer-Monsanto e outras marcas vendidas por uma dezena de fabricantes.

A Bayer disse que iria respeitar a decisão da Anses, mas que planeava fornecer dados adicionais à agência e assim “trabalhar no sentido de renovar as autorizações de introdução no mercado francês dos nossos produtos”.

A Anses afirmou que completaria a sua revisão dos produtos com glifosato até ao final do próximo ano e que apenas os que cumprissem os critérios da União Europeia e que não pudessem ser substituídos satisfatoriamente seriam permitidos no país.
Foto: Tim Reckmann/Flickr

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