Anna Wintour, editora da revista Vogue, defende que a roupa não é descartável e que deve ser estimada, usada e deixada para a próxima geração.

Roupa

Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue, desafiou, em conversa com a Reuters, a cultura do descartável, defendendo que a roupa deve ser estimada, usada repetidamente e deixada para a próxima geração.

“Acho, que para todos nós, significa mais atenção à produção, à criatividade, e deixar de lado a ideia de que as roupas são instantaneamente descartáveis, que são coisas que se vão deitar fora depois de apenas uma utilização”, disse Wintour, que está à frente da Vogue norte-americana há mais de 30 anos.

“(O que é preciso é) falar com o nosso público, os nossos leitores sobre preservar as roupas que possuem, sobre valorizá-las e usá-las de novo e de novo, e talvez passá-las para a filha ou filho.”

Segundo um relatório de 2016 da consultora McKinsey & Company, a produção global de roupas duplicou entre 2000 e 2014. O número de peças de vestuário compradas anualmente por pessoa subiu 60%, mas estas roupas só são mantidas durante metade do tempo.

Anna Wintour também comentou o progresso da indústria no que diz respeito à diversidade e inclusão.

“Estamos a assistir a uma representação muito mais diversa e inclusiva nas passarelas, nas nossas redes sociais e também nas páginas das nossas revistas”, contou, acrescentando que sente que, mesmo assim, ainda existe “um longo caminho a percorrer”.

Subscrever a Newsletter

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.