Os últimos matadouros de cães de Seul encerraram.



Os três últimos matadouros de cães de Seul, a capital da Coreia do Sul, concordaram em deixar de abater cães.

“Após muitos anos de persuasão, acabamos com o abate de cães em Seul”, disse Park Won-son, presidente da Câmara, acrescentando que usará “todos os meios possíveis para impedir” esta prática na cidade.

Park Won-son tinha prometido, em fevereiro, fechar todos os matadouros caninos da capital, uma decisão tomada após a exibição de “Underdog”, um filme de animação sobre cães abandonados.

Apesar de a carne de cão fazer parte da tradição culinária da Coreia do Sul, o seu consumo está a definhar no país, particularmente entre as gerações mais novas.

De acordo com uma sondagem da Gallup Korea, realizada em junho de 2018, 70% dos sul-coreanos não têm intenção de ingerir carne de cão no futuro.

Mesmo assim, estima-se que um milhão destes animais sejam consumidos por ano no país, e a sua carne continua a ser popular durante os meses de julho e agosto, quando é servida numa sopa chamada “bosintang”.

Em julho, o mercado de carne canina de Gupo, em Busan, encerrou, e está agora a ser transformado num parque público. No ano anterior, o maior matadouro de cães do país, Taepyong, em Seongnam, também foi desmantelado.

As notícias do encerramento dos matadouros de Seul foram recebidas com muito agrado pelas organizações de defesa dos direitos dos animais, que têm lutado, ao longo dos anos, contra o comércio de carne canina na Ásia e contra as suas “práticas cruéis”.

“Fico tão feliz por ver as últimas lojas de carne de cão de Seul acabarem com o abate destes animais”, disse Nara Kim, da Humane Society International/Coreia.

“Embora estas lojas possam continuar a vender carne de cão, não deixa de ser fantástico ver a Coreia do Sul pronunciar-se contra esta indústria moribunda, com a qual a maioria dos sul-coreanos não quer ter nada a ver.”

“Dá-me esperança de que o futuro da Coreia do Sul seja livre de carne de cão. A HSI/Coreia continuará a trabalhar com o governo, e a apoiar os produtores que já não queiram trabalhar no comércio de carne canina, para que um dia possamos celebrar o encerramento dos últimos matadouros de cães da Coreia do Sul”.
Foto: Jean Chung/Humane Society International


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