O inseticida neonicotinóide tiaclopride, da Bayer, será proibido na UE.

Abelha

Os Estados-membros da União Europeia votaram, na semana passada, contra a renovação da autorização do inseticida neonicotinóide tiaclopride, da Bayer, alargando, desta forma, a proibição dos pesticidas considerados prejudiciais para as abelhas na UE.

Os agricultores deixarão de poder utilizar o inseticida, vendido com os nomes comerciais de Calypso e Biscaya, depois do dia 30 de abril de 2020, altura em que a sua autorização expirará, conta a Reuters.

A decisão foi tomada com base nas conclusões de uma análise da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicada em janeiro de 2019, que sublinhou a concentração “alarmante” do produto nas águas subterrâneas. A agência europeia também levantou preocupações sobre a sua possível toxicidade para os seres humanos.

Os neonicotinóides são inseticidas derivados da nicotina que afectam o sistema nervoso central dos insetos e representam uma ameaça para as abelhas.

Em abril de 2018, a UE proibiu a utilização ao ar livre de três inseticidas neonicotinóides – imidacloprida, clotianidina e tiametoxame. Em França, a utilização destes inseticidas, assim como de tiaclopride e acetamiprida, está proibida, incluindo em estufas.

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