O objetivo é restaurar os mangais do país que servem de proteção natural contra as inundações e de habitat para inúmeras espécies.

Mangal

Os mangais são ecossistemas importantes, que servem de proteção natural contra as inundações e de habitat para milhares de espécies.

No Senegal, os mangais ocupam cerca de 185 mil hectares nos estuários das regiões de Casamansa e de Sine Saloum. Contudo, desde os anos 70, o país perdeu um quarto da superfície total – 45 mil hectares – de mangais devido às secas e à desflorestação.

Mas há sinais de esperança. A organização senegalesa Océanium iniciou, em 2009, o “maior programa de restauração das florestas de mangues do mundo”.

O projeto, que será monitorizado até 2029, foi responsável pela plantação de 79 milhões de árvores, que ajudarão a proteger os terrenos agrícolas, os habitats aquáticos e a absorver o dióxido de carbono da atmosfera. A área de replantação incluiu cerca de 10 mil hectares.

A iniciativa também contou com um nível extraordinário de mobilização social, tendo envolvido centenas de aldeias locais e 100 mil pessoas.

“Este projeto restaurará os mangais degradados e, como resultado, protegerá as terras aráveis, uma vez que os mangais funcionam como sistemas de filtração eficazes, prevenindo o influxo de água salgada, a qual torna o solo impróprio para a agricultura”, explicou a Livelihoods Funds, que está a trabalhar com a Océanium no projeto.

“Também ajudará a restaurar os arrozais de Casamansa e de Sine Saloum. Na ausência de mangues, o teor de sal da água aumenta, prejudicando o crescimento do arroz. Sendo assim, o projeto restaurará os arrozais da zona, que secaram.”

“Por último, aumentará as populações de peixes, produzindo até 16 mil toneladas adicionais de peixe por ano, juntamente com camarões, ostras e outros moluscos.”


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