A Austrália anunciou que vai proibir o comércio interno de marfim de elefante e de chifre de rinoceronte, durante a 18ª Conferência das Partes da CITES.

elefante africano

A Austrália vai proibir o comércio interno de marfim de elefante e de chifre de rinoceronte. A decisão foi anunciada pelos delegados australianos na 18ª Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES), em Genebra.

“A Austrália (...) anunciou formalmente a intenção de encerrar o comércio doméstico de marfim de elefante e de chifre de rinoceronte”, disse a ministra australiana do Ambiente, Sussan Ley. “É importante garantir a inexistência de fissuras legais que encorajem atividades ilícitas por parte de quem procura contornar os princípios da CITES.”

Todos os anos, dezenas de milhares de elefantes são abatidos por causa do seu marfim e, só em 2017, mais de 1000 rinocerontes foram mortos para o tráfico dos seus chifres.

Os conservacionistas avisam que o comércio legal de marfim acaba por facilitar o tráfico deste produto, impulsionando a caça furtiva dos elefantes.

“Os mercados legais de marfim e a falta de medidas contra os grandes mercados ilícitos existentes em determinados países continuam a facultar oportunidades para os sindicatos criminosos traficarem marfim”, disse Matt Collis, da organização IFAW.

“Instamos os países cujos mercados internos legais continuam abertos, especialmente o Japão e a União Europeia, a encerrá-los urgentemente.”

Os detalhes da proibição australiana ainda não foram determinados, mas a ministra Sussan Ley afirmou que se iria reunir com outras autoridades em novembro para discutir a forma como a medida será implementada, a data da sua implementação e os produtos que ficarão isentos desta proibição, entre os quais poderão constar os instrumentos musicais fabricados antes de 1975, cuja percentagem de marfim não exceda 20%.

Nos últimos anos, vários países, incluindo a China e o Reino Unido, proibiram o comércio doméstico de marfim de elefante. No princípio deste mês, Singapura também anunciou a sua proibição.

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