A última quinta de produção de peles da Alemanha cessou as suas atividades.

Marta numa jaula

A última quinta de produção de peles da Alemanha, localizada em Rahden, cessou as suas atividades.

Durante uma das inspeções regulares à propriedade, as autoridades constataram que já não havia animais nas jaulas, contou Sabine Ohnesorge, porta-voz do distrito de Minden-Lübeck.

“Já não há animais nas gaiolas da quinta”, confirmou Fabian Steinecke, da organização de defesa dos direitos dos animais Deutsches Tierschutzbüro.

Em 2017, a Alemanha adotou uma lei que estabeleceu normas mais rigorosas para a criação de animais para a produção de peles, tornando a atividade essencialmente inviável para os produtores. A lei previa um período de transição de cinco anos (até 2022), mas as quintas acabaram por fechar portas antes dessa data.

A notícia do fim de atividade da quinta de Rahden surgiu pouco tempo após a divulgação de um vídeo da Deutsches Tierschutzbüro, que mostrou as condições de vida das cerca de 4000 martas que lá viviam, confinadas em “jaulas degradadas, (…) sujas e negligenciadas”, de acordo com o jornal alemão Tagesspiegel.

Numa entrevista, o produtor queixou-se das inspeções frequentes – e muitas vezes inesperadas – do governo e da pressão exercida pelos ativistas dos direitos dos animais e pelo público para que encerrasse o seu negócio, contou a PETA.

Há cada vez mais países a aderirem ao movimento "fur-free". Em 2018, a Noruega, a Bélgica e a República Checa foram alguns dos países que se comprometeram a pôr fim à criação de animais para a utilização das suas peles. Depois de um período de transição de 10 anos, também entrou em vigor, na Sérvia, a proibição desta prática.

Os animais das quintas de produção de peles passam as suas vidas em jaulas de dimensões reduzidas e são abatidos com recurso a métodos que visam não danificar a sua pele, como o gaseamento e a eletrocussão.
Foto: Dzīvnieku brīvība/Flickr


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