A gigante da moda H&M vai apostar no mercado de artigos em segunda mão para reduzir o seu impacto ambiental.

H&M

A gigante da moda H&M vai testar a venda de roupa vintage e em segunda mão, numa tentativa de tornar o modelo de negócio mais sustentável e circular.

Trabalhando em conjunto com a Sellpy, uma plataforma de revenda online de produtos, a multinacional de “fast fashion” lançará o primeiro teste na Suécia, onde os clientes poderão comprar online artigos em segunda mão da sua marca & Other Stories. O objetivo será alargar o sistema a outros mercados e marcas nos próximos anos.

“Vemos [este modelo de negócio] como um elemento cada vez mais importante da indústria, com grandes oportunidades para os consumidores e sobretudo a nível do impacto ambiental, e a forma como o podemos reduzir drasticamente ao prolongar a vida útil dos produtos”, disse Anna Gedda, diretora de sustentabilidade da H&M, à Reuters.

O grupo sueco, que tem registado quedas nos lucros nos últimos anos, já tinha tentado vender roupas em segunda mão no passado, acabando, contudo, por abandonar o projeto.

A indústria da moda é uma das mais poluentes do planeta. As roupas, por outro lado, são cada vez mais encaradas como produtos descartáveis. Segundo um relatório da Fundação Ellen MacArthur, mais de metade da moda rápida produzida é descartada em menos de um ano.

A H&M, a segunda maior retalhista de moda do mundo, atrás da espanhola Inditex, proprietária da Zara, tem tentado reduzir o seu impacto ambiental, utilizando mais algodão biológico, encorajando os seus clientes a reciclar as suas roupas e, em alguns países, disponibilizando serviços de arranjos.

Segundo Anna Gedda, a gigante sueca também se prepara para lançar um sistema que permitirá aos consumidores saber que fábrica produziu cada peça de vestuário e mais detalhes sobre os tecidos.

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