Depois de celebrar o seu dia nacional com a largada de 30 mil balões durante mais de uma década, Gibraltar decidiu proibir esta prática para proteger a vida selvagem.

Balões

Gibraltar proibiu a largada de balões de hélio para evitar que mais animais marinhos morram por ingerirem fragmentos destes acessórios de festa ou por ficarem presos às suas fitas.

O governo do território ultramarino do Reino Unido quer, com esta medida, “reiterar o seu compromisso no sentido de [promover] mares limpos, livres de resíduos plásticos e de outros materiais não-biodegradáveis, que tão nocivos são para a vida selvagem”.

“Devemos isso ao ambiente, especialmente aos oceanos e à sua vida selvagem rica e ameaçada”, escreveu John Cortes, ministro responsável pelo Ambiente, no Twitter.

A proibição surge dois anos após o governo ter posto fim à largada tradicional de 30 mil balões vermelhos e brancos durante as celebrações do Dia Nacional de Gibraltar (10 de setembro). A infração da nova norma será punível com multas.

“Muitas espécies de fauna selvagem, especialmente as tartarugas, confundem os balões com comida. Uma vez que os tenham ingerido, estes podem obstruir os seus sistemas digestivos e fazer com que os animais morram de fome. A fita dos balões também pode enredar e prender os animais”, disse a Sociedade Ornitológica e de História Natural de Gibraltar, que fez campanha pela proibição ao longo de muitos anos.

Vários outros governos também já tomaram medidas para impedir que os balões continuem a ser o “lixo marinho mais mortífero para as aves”. Em maio de 2018, algumas cidades norueguesas proibiram a venda de balões de hélio durante as festividades do Dia da Constituição do país. A vila de New Shoreham, nos Estados Unidos, foi mais além e proibiu tanto a venda como a utilização de balões.


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