Um tubarão-baleia deu à costa morto na Malásia, depois de ter ingerido um saco de plástico.

Carcaça de tubarão-baleia

O tubarão-baleia que deu à costa na praia de Tanjung Aru, no estado malaio de Sabah, morreu de fome depois de ingerir um saco de plástico.

“Quando a necropsia foi realizada, ficamos chocados ao encontrar um saco de plástico grande, com 46 cm de altura e 32 cm de largura, que estava a obstruir o seu trato gastrointestinal. Tornou-se evidente que a morte foi causada pela obstrução intestinal, que levou à inanição”, disse Sen Nathan, da Unidade de Resgate do Departamento de Vida Selvagem de Sabah.

O tubarão de 4,61 m foi encontrado por um professor, no princípio de fevereiro, enquanto este fazia jogging na praia.

“A poluição por plástico nos nossos oceanos é uma ameaça muito grave para a vida marinha e [a morte do tubarão-baleia] deveria recordar-nos de que descartar o plástico da forma correta ou, melhor ainda, não usar, por completo, sacos de plástico e toda a outra parafernália de plástico seria a melhor solução para proteger os habitantes dos nossos oceanos”, disse o diretor do Departamento de Vida Selvagem de Sabah, Augustine Tuuga.

O saco que retiraram do tubarão-baleia
O saco que retiraram do tubarão-baleia | Fotos: Departamento de Vida Selvagem de Sabah

Os tubarões-baleia (Rhincodon typus) estão classificados como “em perigo” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN.

No ano passado, um tubarão-baleia juvenil deu à costa sem vida, nas Filipinas, com resíduos de plástico alojados nas suas fendas branquiais e no aparelho digestivo.

Um outro tubarão-baleia deu à costa morto na Índia, tendo-se depois descoberto que o animal tinha uma colher de plástico presa no seu sistema digestivo.

Como no caso de outros animais filtradores, que filtram a água do mar para capturar o plâncton e os pequenos peixes de que se alimentam, os microplásticos no oceano também constituem outra grande ameaça para estes peixes. Um estudo estimou que os tubarões-baleia da península da Baixa Califórnia ingiram 171 peças de plástico diariamente.

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