Este sábado, dia 5 de janeiro, decorreu na Praia do Hospital da Figueira da Foz uma limpeza de praia.

Limpeza de praia

Este sábado, dia 5 de janeiro, decorreu na Praia do Hospital da Figueira da Foz o evento “Limpeza de Praia + Yoga”, que inicialmente estaria para ser uma limpeza na Mata do Buçaco, o que acabou por se revelar impossível, uma vez que, por esta altura, estaria a decorrer a limpeza mecânica da mesma, pois a tempestade Leslie fez questão de deixar sinal da sua passagem arrasadora.

Esta ideia nasceu da vontade de marcar o meu aniversário, pela primeira vez, contribuindo positivamente no mundo. Numa altura em que o ambiente é cada vez mais um assunto de destaque, pelas piores razões, é preciso partir para a ação e sensibilizar para a importância deste tipo de atividades, fazendo deste dia uma recordação, como o começo de algo a que quero dar continuidade – a preservação da Natureza.

Depois de muito tempo de contestação pessoal com aquilo de negativo que as redes sociais nos podem trazer, percebi que posso jogar com elas a meu favor, no sentido de que me podem facilitar o acesso comunitário a eventos iguais ou semelhantes a este. Tanto que nada me faria prever o número tão positivo de pessoas que se fizeram comparecer nesta limpeza e contemplação da natureza.

Este dia veio reforçar o que já sabia, que há muito trabalho a fazer e que é urgente intervir, mas também me mostrou que há mais pessoas do que julgava, que querem muito contribuir. A Solange Lima é um exemplo disso. A Solange é professora de Yoga na Figueira da Foz e conheci-a através do Facebook, por culpa do evento. Teve conhecimento deste e entrou em contacto comigo para oferecer aos voluntários uma aula no fim do trabalho de recolha de lixo. E é realmente muito gratificante que, a partir do momento em que idealizamos e nos organizamos para as coisas acontecerem, comecem a surgir mais pessoas com coisas tão boas para partilhar, para colaborar como um coletivo que precisamos tanto de ser.

Grupo que limpou a praia

Temos como dever cívico participar na preservação do meio. O que considero é que há uma grande maioria que talvez prefira que os conduzam, e isso não é mau porque a consciência está lá, mas alguém tem de arregaçar as mangas e assumir que vai acontecer e as pessoas vão lá estar. Acho que também foi a partir desta conclusão que não quis esperar, quis fazer.

Sei muito pouco sobre este tema de preservação, mas o pouco que sei é porque sinto e sinto muito. Sinto muito que tenhamos chegado a este ponto quase sem retorno.

Inspiro-me em algumas pessoas e gostava de frisar duas figuras femininas portuguesas que estão a fazer mexer movimentos como este: Ana Milhazes (do projeto Lixo Zero) e Ana Pêgo (do projeto Plasticus maritimus). A primeira atua na sensibilização/demonstração de como podemos fazer um consumo consciente. A segunda sensibiliza-nos com aquilo que recolhe nas praias, essencialmente o plástico.

Numa era de modas que pegam tão facilmente e, mais uma vez, por culpa das redes sociais, gostava muito que então tirássemos proveito disso para fazer aparecer modas mais conscientes, e que este tipo de ações seja um exemplo disso.
Eu acredito que juntos ainda vamos a tempo, por isso, bora lá!

Lixo recolhido

1ª e 2ª fotos: Leila Teixeira | 3ª foto: UniPlanet

Andreia Marques

Chamo-me Andreia Marques e tenho 24 anos. Estou, neste momento, a preparar-me para concorrer ao ensino superior, através dos mais de 23, para a licenciatura em "Biodiversidade e Conservação da Natureza", na Escola Superior Agrária de Coimbra. Os animais e a natureza sempre foram a minha dedicação, tendo começado realmente a agir há 3 anos, quando me tornei vegana. O investimento na educação e em ações ativistas são o continuar dessa ação.


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